Fevereiro acentua quebra na movimentação de passageiros nos aeroportos portugueses

Por a 19 de Abril de 2021 as 14:18

Em fevereiro de 2021 os aeroportos nacionais movimentaram 265,6 mil passageiros (embarques, desembarques e trânsitos diretos), representando uma variação homóloga de -92,9% (-79,3% em janeiro e -74,7% em dezembro), revelam os dados divulgados, esta segunda-feira, 19 de abril, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Considerando o total de passageiros desembarcados nos aeroportos nacionais em fevereiro de 2021, cerca de 57% corresponderam a tráfego internacional (83% no período homólogo), sendo a maioria provenientes de aeroportos localizados no continente europeu (48%).
Já quanto aos passageiros embarcados, cerca de 60% estão associados a tráfego internacional (82% no período homólogo), tendo como principal destino aeroportos localizados no continente europeu (51%).

Analisandos os meses de janeiro e fevereiro de 2021, o aeroporto de Lisboa movimentou 52,3% do total de passageiros (543 mil), registando uma quebra de 87,4%.

Faro foi, contudo, e considerando os três aeroportos com maior tráfego anual de passageiros, o aeroporto que maior decréscimo do número de passageiros movimentados, indicando o INE uma descida de 92,2% nos dois primeiros meses de 2021).

O aeroporto da Madeira manteve o último lugar no top 3 dos aeroportos nacionais com maior movimento de passageiros neste período (75,3 mil, -83,6%), superando o aeroporto de Faro.
Quanto aos países de origem e destinos, França aparece em primeiro lugar entre janeiro e fevereiro de 2021, com o Brasil a ocupar o segundo principal país de origem apesar do inexpressivo número de passageiros desembarcados durante o mês de fevereiro, resultado da suspensão dos voos, de e para este país, a partir do fim de janeiro. Já a Suíça foi o 3.º principal país de origem e o 2.º de destino, enquanto Espanha evidenciou os maiores decréscimos em ambos os indicadores e ocupou a 4.ª posição.

No que diz respeito à movimentação das aeronaves, o INE revela que, em fevereiro de 2021, aterraram nos aeroportos nacionais 3,4 mil aeronaves em voos comerciais, representando uma variação homóloga de -76,7% (-62% em janeiro e -57,3% em dezembro).
Comparando o número de aeronaves aterradas diariamente entre janeiro e fevereiro de 2021 com o período homólogo de 2020, regista-se um agravamento no mês de fevereiro, verificando-se reduções diárias superiores a 60% no número de aeronaves aterradas.

Um ano de COVID-19
Segundo o INE, entre março de 2020 e fevereiro de 2021 desembarcaram 5,8 milhões de passageiros, o que corresponde a uma variação negativa de 80,6% face aos 12 meses anteriores, sendo que, no que toca às aeronaves, aterraram nos aeroportos nacionais 79,5 mil voos comerciais, representando uma diminuição de 65,2% relativamente a esse mesmo período.


Após março de 2020, o INE mostra que agosto e setembro foram os meses com menores decréscimos (-46,4% e -50,2% de aeronaves aterradas, -65,7% e -70,5% de passageiros desembarcados, respetivamente). Já quanto aos meses que mostraram maiores reduções, abril e maio aparecem com quebras de 94,5% e 92,7% de aeronaves aterradas, 99,4% e 98,5% de passageiros desembarcados, respetivamente), “refletindo o impacto das medidas de restrição à mobilidade adotadas nacionalmente e nos principais destinos e origens do tráfego aéreo para os aeroportos portugueses, tendo em vista limitar o efeito da pandemia”, refere o INE.


A diminuição do tráfego internacional teve o maior contributo (84%) na redução do número de passageiros desembarcados no primeiro ano de pandemia. Efetivamente, o peso do tráfego internacional diminuiu 6 p.p., representando 77% do total.

França foi o principal país de origem dos voos com passageiros (18% dos passageiros desembarcados) e o Reino Unido o segundo (11%), salientando o INE que, no período homólogo pré-pandemia, os mesmos países ocupavam posições inversas.


Espanha, que surgia na 3.ª posição no período anterior à pandemia (representando 10% do total), passou para a 5.ª posição no período pandémico, diminuindo o seu peso para metade (5%). Já a Alemanha aumentou a sua representatividade no período de pandemia, em termos de passageiros desembarcados (de 8% para 10%), enquanto Itália deixou de constar entre os cinco principais países durante o primeiro ano de pandemia, dando lugar à Suíça que, no período de pandemia, foi a origem de 6% do total de passageiros desembarcados nos aeroportos nacionais.

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