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COVID-19 tira 4,7 mil milhões de passageiros em 2021

A fraca performance do setor da aviação faz com que 2021 possa terminar com menos 4,7 mil milhões de passageiros e as receitas dos aeroportos a cair mais de 80 mil milhões de euros.

Victor Jorge
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A fraca performance do setor da aviação faz com que 2021 possa terminar com menos 4,7 mil milhões de passageiros e as receitas dos aeroportos a cair mais de 80 mil milhões de euros.

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A pandemia de COVDI-19 deverá retirar 4,7 mil milhões de passageiros até ao final do ano de 2021, representando, assim, um decréscimo de 47,5% face ao que fora estimado para o atual ano, revelam os números avançados pela Associação de Operadores Aeroportuários Europeus (Airports Council International – ACI Europe).

Ou seja, em vez dos 9.830 milhões de passageiros esperados para este ano de 2021, numa análise pré-COVID, a ACI prevê, agora, que se atinja, somente, 5.157 milhões de passageiros, perdendo-se, assim, 4.673 milhões de passageiros.

Comparado com 2019, a queda projetada é de 43,6% no final do ano de 2021. A ACI estima que o primeiro trimestre de 2021 mostre sinais fracos de melhora em comparação com o quarto trimestre de 2020, sendo que, “à medida que o processo de vacinação avance, mais passageiros deverão retomar as viagens”, refere a ACI Europe no seu site, admitindo um “maior aumento no terceiro e quarto trimestre de 2021.

À semelhança de 2020, Europa e Médio Oriente devem permanecer as duas regiões mais afetadas, com quedas de 58,1% e 58,9%, respetivamente, em comparação com as projeções inicialmente apontadas, com a opinião a ser que esta situação se deve “devido à sua alta dependência de viagens internacionais e conectividade que estão a recuperar a um ritmo mais lento ritmo do que as viagens domésticas”.

Após o início da recuperação, a Ásia-Pacífico superará todas as outras regiões nos quatro trimestres de 2021, prevendo-se que termine o ano de 2021 com uma perda de tráfego estimada de 40,3% em comparação com a linha de base projetada (um declínio de 35,1% em comparação com 2019).

Impulsionada pela combinação de um mercado doméstico dos EUA em rápida recuperação e uma forte taxa de vacinação, a previsão para a América do Norte, é a de que “2021 irá melhorar significativamente e a região deverá terminar o ano de 2021 com uma quebra de 43,5% em comparação com a linha de base projetada (ou -39,9% em comparação com 2019).

Na comparação entre voos internacionais e domésticos, o primeiro deverá permanecer fraco no primeiro semestre de 2021, “mas os primeiros sinais apontam para um aumento significativo na procura de viagens aéreas no segundo semestre de 2021”, diz a ACI, sendo o reflexo do número crescente de pessoas vacinadas e as restrições às viagens internacionais serem gradualmente reduzidas.

Embora o volume de tráfego internacional de passageiros ainda fique aquém do tráfego doméstico em 2021, prevê-se que termine o ano acima de 1,6 mil milhões de passageiros ou 4% do nível de 2019.

Quanto ao tráfego doméstico de passageiros, este começou a recuperar mais rapidamente do que o tráfego internacional. Globalmente, as estimativas da ACI Europe revelam que “o tráfego doméstico continuará a aumentar em 2021 para atingir cerca de 5 mil milhões de passageiros até o final de 2021, correspondendo a 65,6% do nível de 2019.

Sem passageiros, receitas continuam a cair
No que diz respeito às receitas, já em setembro de 2020, a Air Transport Action Group (ATAG), uma associação global que representa todos os setores da indústria de transporte aéreo, considerava as perdas devido à COVID-19 seriam na ordem dos 46 milhões de empregos, além de uma quebra de 1,8 biliões de dólares (cerca de 1,5 biliões de euros = 1.500.000.000.000 euros) na atividade económica suportada pela aviação.

Agora, a ACI Europe estima que o impacto da crise da COVID-19 nas receitas dos aeroportos “ainda será profundamente sentido em 2021”. As previsões são de que, globalmente, os aeroportos sofram a perda de mais de 94 mil milhões de dólares (cerca de 80 mil milhões de euros) em receitas até o final do ano de 2021, reduzindo para metade as expectativas de receita dos aeroportos que eram ligeiramente superiores a 188 mil milhões de dólares, em comparação com as projeções (-48,1% em comparação com o nível de 2019).

A Europa continuará a ser a região mais afetada em termos absolutos, com uma perda estimada de receitas de mais de 37,5 mil milhões de dólares no final de 2021, passando de receitas estimadas em 64,5 mil milhões de dólares para 27 mil milhões de dólares, representando, assim, uma quebra de 58,1%. respetivamente.

A região Ásia-Pacífico registará a menor quebra (-40,3%), enquanto as receitas na América do Norte cairão 47,2%.

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Airbus recruta 6.000 trabalhadores em 2022

Contratação vai decorrer um pouco por todo o mundo e abrange todas as atividades do grupo Airbus, com um quarto das vagas a dirigir-se às “novas competências” ligadas à descarbonização, transformação digital e cibertecnologia.

A Airbus vai recrutar 6.000 trabalhadores e reavaliar a necessidade de novos recrutamentos ao longo do ano, anunciou o fabricante aeronáutico europeu, que estima um aumento da produção ao longo do ano, à medida que a pandemia seja ultrapassada.

“Depois desta primeira vaga, o número de recrutamentos externos será reavaliado até meados de 2022 e ajustaremos as nossas necessidades em conformidade”, disse o diretor de recursos humanos do grupo, Thierry Baril, citado num comunicado divulgado pela Lusa.

Segundo a informação avançada, a contratação vai decorrer um pouco por todo o mundo e abrange todas as atividades do grupo Airbus, concretamente aviões comerciais, defesa, espaço e helicópteros.

A Lusa recorda que, com o impacto da pandemia na aviação, a Airbus reduziu as taxas de produção em 40% a partir de abril de 2020 e anunciou o corte de 15.000 postos de trabalho, número que acabaram por ser revistos em baixa devido às ajudas públicas, nomeadamente em França e na Alemanha.

Agora, a Airbus justifica a contratação de 6.000 funcionários com os “fortes sinais de recuperação na indústria aeroespacial” após a pandemia e a necessidade de “preparar o futuro da aviação e implementar o roteiro para a descarbonização” do transporte aéreo, segundo Thierry Baril.

Um quarto dos recrutamentos planeados dirá respeito a “novas competências” ligadas à descarbonização, transformação digital e cibertecnologia.

Durante a pandemia, a Airbus reduziu a produção de aviões de corredor único A320 (A319, A320 e A321) de 60 para 40 aviões por mês, mas já está novamente a produzir 45 aviões por mês e conta aumentar para 65 aeronaves por mês até ao verão de 2023.

O fabricante europeu prevê ainda aumentar para 75 aeronaves por mês em 2025, contando com o forte crescimento do tráfego aéreo mundial previsto a longo prazo e a necessidade de as companhias aéreas renovarem as suas frotas com aeronaves mais modernas que consumam menos combustível e, por conseguinte, emitam menos CO2.

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Air Transat retoma voos entre Toronto e Faro

Companhia aérea canadiana retomou esta quarta-feira, 19 de janeiro, os voos entre o Canadá e o Algarve, naquela que é a primeira vez em 20 anos que a Air Transat voa para a região nos meses de verão.

A Air Transat retomou esta quarta-feira, 19 de janeiro, os voos entre Toronto e Faro, numa operação sazonal que está de regresso até 25 de outubro, informou a ANA – Aeroportos de Portugal em comunicado.

Na informação divulgada, a empresa que gere os aeroportos nacionais explica que esta é a primeira vez nos últimos 20 anos que a Air Transat voa para Faro no verão, uma vez que a companhia aérea canadiana tem vindo a realizar operações regulares para o aeroporto algarvio, mas apenas durante o inverno.

“A companhia tem vindo a efetuar operações regulares para o aeroporto de Faro, mas até agora com voos regulares apenas nos meses de inverno. Aliás, se considerarmos os registos dos últimos 20 anos, esta será a primeira vez que a companhia aérea opera em Faro no verão”, destaca a ANA.

A rota entre Toronto e Faro é realizada em aviões A321neoLR, com capacidade para 199 passageiros, e conta “com mais 20 movimentos no inverno IATA e mais 64 movimentos no verão”, indica a ANA.

“Com esta importante aposta da Air Transat, colocando no seu portefólio de rotas o  Algarve também como destino de verão, abrem-se novas oportunidades para o desenvolvimento do turismo na região. Será uma importante diversificação da oferta nas rotas de verão para o Aeroporto de Faro e estamos muito otimistas relativamente ao sucesso desta operação”, considera Francisco Pita, Chief Commercial Officer da ANA – Aeroportos de Portugal.

Já Joseph Adamo, Chief Sales and Marketing Officer da Air Transat, sublinha que esta rota, “que agora passa a ser anual, permite aos visitantes canadianos explorar a magnífica região do Algarve, um destino costeiro cada vez mais popular, que tem tanto para oferecer em termos de cultura e paisagens majestosas, e ao mesmo tempo oferece aos passageiros portugueses a oportunidade de descobrir o Great White North”.

A partir de Toronto, os passageiros desta rota podem ainda ter acesso às operações regulares da Air Transat para vários aeroportos no Canadá, como Vancouver, Calgary e Montreal.

 

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Aeroportos nacionais recuperam tráfego e regressam a 73% do nível de 2019 no 4.º trimestre de 2021

Recuperação do tráfego registada entre outubro e dezembro de 2021 representa um aumento de 3,2 vezes em relação ao quarto trimestre de 2020, segundo a Vinci Airports.

Os aeroportos portugueses geridos pela Vinci Airports registaram uma recuperação de tráfego no ano passado e, no quarto trimestre do ano, regressaram mesmo a 73% do tráfego no mesmo trimestre de 2019, o que representa um aumento de 3,2 vezes em relação ao quarto trimestre de 2020.

De acordo com os dados divulgados pela Vinci Airports esta terça-feira, 18 de janeiro, no quarto trimestre de 2021, o tráfego nos aeroportos nacionais registou “um aumento de quase 19 pontos em comparação com o trimestre anterior”.

Já os números de passageiros em ligação com as principais capitais europeias “aumentaram particularmente em outubro e novembro durante as férias de outono”, com destaque para Paris-Orly, para onde se registou uma descida de 18% face a igual período de 2021; Genebra, onde o número de passageiros desceu 12%; Amesterdão, com um decréscimo de 11% e Londres-Heathrow, que apresentou mesmo um crescimento de 2%.

Apesar dos números mais positivos, a Vinci Airports alerta que, devido à nova variante Ómicron, que provocou a quinta vaga da pandemia, “o ritmo da recuperação mostrou alguns sinais de abrandamento no final do ano”.

No total, os aeroportos geridos pela Vinci Airports em todo o mundo processaram quase 32 milhões de passageiros no quarto trimestre de 2021, menos 46% do que em comparação com o mesmo período em 2019, “mas mais do dobro do número no quarto trimestre de 2020”, destaca a empresa que gere os aeroportos portugueses.

No que diz respeito ao acumulado do ano, os números também mostram alguma recuperação, ainda que mais tímida, uma vez que foram processados “cerca de 86 milhões de passageiros”, valor que fica “66% abaixo de 2019 mas 12% acima relativamente a 2020”.

“Após resultados muito encorajadores em outubro e novembro (-48% e 44%, respetivamente), o final do ano foi marcado por um ressurgimento da pandemia em alguns países devido ao aparecimento da variante Omicron. No entanto, ao contrário da situação no final de 2020, os Governos não impuseram medidas de limitação de viagens tão restritivas, preferindo confiar no rastreio e nas elevadas taxas de vacinação na maioria dos países”, justifica a Vinci Airports, no comunicado divulgado.

De acordo com a empresa de gestão aeroportuária, “a recuperação do tráfego de passageiros continuou, portanto, no quarto trimestre de 2021, na maior parte dos aeroportos da rede”, sendo que uma análise mais detalhada permite perceber que na República Dominicana e na Costa Rica, “o tráfego continua a manter-se próximo dos níveis registados em 2019, enquanto Portugal, Reino Unido, Sérvia e Chile, apresenta um número de passageiros duas a quatro vezes mais elevado do que no quarto trimestre de 2020”.

“Além disso, o Camboja e o Chile reabriram, neste último trimestre, as fronteiras aos viajantes internacionais depois de meses de fronteiras fechadas. Ilustrando esta tendência positiva, o fator médio de carga das aeronaves que operam nos aeroportos da rede VINCI Airports aumentou para 70% em outubro e novembro pela primeira vez desde o início da crise”, acrescenta a Vinci Airportos.

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Empresas de David Neeleman não estão falidas e empresário quer pedido de desculpas de António Costa

Antigo acionista da TAP acusa o primeiro-ministro de ter “faltado à verdade” quando disse que as empresas de David Neeleman estavam falidas e lembra a criação da Breeze Airways nos EUA, que nasceu em “plena pandemia”.

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O empresário e ex-acionista da TAP, David Neeleman, reagiu esta terça-feira, 18 de janeiro, às palavras de António Costa, acusando o primeiro-ministro e líder do Partido Socialista (PS) de ter “faltado à verdade” num debate para as eleições legislativas de 30 de janeiro, uma vez que, apesar do período difícil por que a aviação tem passado com a pandemia, nenhuma das suas “empresas foi à falência nem foi sujeita a qualquer tipo de intervenção similar até à presente data”.

Num comunicado enviado à Lusa, David Neeleman considera que, no debate que opôs António Costa a Rui Rio, presidente do Partido Social Democrata (PSD), a 13 de janeiro, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS proferiu “afirmações falsas”, que afetaram o seu “nome e reputação”, quando disse que o Estado nacionalizou a TAP “para prevenir precisamente que aquele privado que lá estava e que não merecia confiança, não daria cabo da TAP no dia em que fosse à falência'”.

Na reação enviada à Lusa, o empresário explica que “desde o início” da sua carreira teve “a oportunidade de criar cinco empresas de aviação em diferentes países como os Estados Unidos da América, Canadá e Brasil” e que, “apesar de nos dois últimos anos a indústria da aviação ter passado pela sua maior crise de sempre, nenhuma dessas empresas foi à falência nem foi sujeita a qualquer tipo de intervenção similar até à presente data”.

“Ao contrário do que o Dr. António Costa disse nesse debate, todas as empresas de aviação que fundei foram e continuam a ser projetos de grande sucesso com valorizações consideráveis para os seus ‘stakeholders’, tendo demonstrado ser sustentáveis e resilientes o suficiente para sobreviver neste cenário de crise”, reforça David Neeleman na nota enviada à Lusa.

David Neeleman garante que nenhuma das suas empresas está falida e diz até que isso pode ser comprovado, uma vez que  “há muita informação sobre essas empresas, desde logo por serem cotadas”, considerando, por isso, que não é necessário “detalhar a situação de cada uma delas”, ainda que destaque notícias que dão conta dos “enormes sucessos” da Jet Blue e da Azul, assim como do mais recente projeto do empresário nos EUA, a Breeze Airways, que “iniciou atividade em plena pandemia”.

“É com surpresa que noto que o Dr. António Costa entende que eu não sou merecedor de ‘confiança’, isto depois de após o início da pandemia o Dr. António Costa ter reconhecido em 30 de abril de 2020 em entrevista à RTP que a TAP até à pandemia estava a executar o plano estratégico que tinha sido aprovado pelo Estado”, acrescenta David Neeleman, que quer um pedido de desculpas por parte do primeiro-ministro.

“O Dr. António Costa faltou à verdade e com as suas declarações afetou o meu nome e a minha reputação, pelo que espero um pedido de desculpas”, lê-se na nota enviada à Lusa.

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Frederic Leger é o novo vice-presidente sénior de Produtos Comerciais e Serviços da IATA

Responsável já ocupa o cargo de forma interina desde julho de 2021, quando a divisão de Produtos Comerciais e Serviços da IATA foi criada.

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A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) nomeou Frederic Leger como novo vice-presidente sénior de Produtos Comerciais e Serviços, cargo que o profissional já ocupa de forma interina desde julho de 2021, quando a divisão de Produtos Comerciais e Serviços da associação foi criada.

Num comunicado enviado à imprensa, a IATA explica que Frederic Leger reporta diretamente a Willie Walsh, diretor geral da associação, e vai manter também o cargo de presidente da IATA Cargo Network Services nos EUA, que desempenha desde maio de 2021.

Frederic Leger ingressou na IATA em 2005 como chefe de serviços de faturação eletrónica e, desde então, ocupou diversos cargos na associação, nomeadamente em áreas relacionadas com produtos e serviços comerciais, bem como de carga da IATA.

“Mais recentemente, supervisionou o desempenho comercial de produtos e serviços relacionados com o trabalho da IATA nas atividades aeroportuárias, de passageiros, carga e segurança”, acrescenta a associação.

Antes de chegar à IATA, Frederic Leger trabalhou na Cap Gemini e na bioMerieux, tendo feito também parte da equipa de startups da CPGmarket.com na indústria de bens de consumo embalados.

A nível académico, o novo vice-presidente sénior de Produtos Comerciais e Serviços da IATA conta com um Mestrado em Estratégia pela Grenoble School of Management e estudou Supply Chain e Finanças na Lyon School of Management.

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Ómicron atrasa recuperação da Delta Air Lines para daqui a dois meses

Último trimestre de 2021 da Delta Air Lines ficou marcado por uma perda de 408 milhões de dólares na sequência do surgimento da variante Ómicron, que levou a milhares de cancelamento de voos e reservas.

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A Delta Air Lines revelou esta sexta-feira, 14 de janeiro, que o seu último trimestre de 2021 ficou marcado por uma perda de 408 milhões de dólares na sequência do surgimento da variante Ómicron, que levou a milhares de cancelamento e deverá atrasar a recuperação da indústria e da empresa para daqui a dois meses.

Num comunicado divulgado esta sexta-feira, em que dá conta que, em 2021, a transportadora norte-americana obteve lucros de 280 milhões de dólares (244,7 milhões de euros), a Delta Air Lines mostra-se reticente em relação ao arranque de 2022, até porque a atual vaga de COVID-19 teve um impacto negativo nos resultados da companhia aérea de dezembro, pelo que se prevê mais uma perda trimestral antes da Primavera.

Segundo Ed Bastian, CEO da Delta Air Lines, cerca de 8.000 empregados da companhia aérea contraíram COVID-19 ao longo das últimas quatro semanas, explicando que “trabalhadores doentes e tempestades de Inverno levaram a mais de 2.200 voos cancelados desde 24 de dezembro”.

A tendência de cancelamentos já está, nos últimos dias, a conhecer uma inversão, no entanto, a Delta Air Lines estima que o total de voos suprimidos tenha provocado uma perda de 75 milhões de dólares, o que a juntar ao impacto global da Ómicron deverá levar a que a recuperação seja atrasada para daqui a dois meses.

A Lusa recorda que o CEO da Delta Air Lines já tinha dito, numa entrevista, que não acreditava numa recuperação das reservas e viagens já em janeiro, nem provavelmente na primeira parte de fevereiro, meses que tradicionalmente já são dos mais fracos do ano para a aviação mas que, alerta o responsável, este ano “vai ser sempre muito mais fraca por causa da Ómicron”,

“Temos de confiar que as viagens vão voltar assim que o vírus desapareça”, acrescentou Ed Bastian.

No ano passado, a Delta Air Lines obteve lucros de 280 milhões de dólares (244,7 milhões de euros), valor que compara com os 4.767 milhões de dólares (4.170 milhões de euros) apresentado em 2019.

Já as receitas da companhia aérea norte-americana atingiram os 29.899 milhões de dólares no ano passado, contra 47.007 milhões de dólares em 2019, adianta a transportadora.

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Costa confirma que há companhias aéreas interessadas em adquirir 50% do capital da TAP

O futuro da TAP foi um dos temas em destaque no debate que opôs António Costa e Rui Rio esta quinta-feira, 13 de janeiro, no âmbito das eleições legislativas de 30 de janeiro.

Inês de Matos

O primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa, confirmou esta quinta-feira, 13 de janeiro, que “há, felizmente, já outras companhias interessadas em adquirir” 50% do capital da TAP, que o Estado pretende alienar depois da reestruturação.

“A companhia estará em condições de, assim que possível, podermos alienar 50% do capital e há, felizmente, já outras companhias interessadas em adquirir”, afirmou António Costa, num debate com Rui Rio, presidente do Partido Social Democrata (PSD), no âmbito das eleições legislativas do próximo dia 30 de janeiro.

Confirmando que o Estado não vai injetar mais dinheiro na TAP, uma vez que “essa foi a garantia dada pela Comissão Europeia, que escrutinou o processo e reconheceu a viabilidade do plano de reestruturação”, António Costa confirmou que existem interessados em ficar com metade da companhia aérea nacional e aproveitou para garantir que não há razões para duvidar do sucesso do plano já aprovado por Bruxelas.

Já Rui Rio, que se mostrou muito crítico da forma como o atual governo conduziu o processo de nacionalização e reestruturação da transportadora, garantiu que, se for eleito primeiro-ministro, a TAP é para privatizar “o mais depressa possível” e acusou a companhia aérea de prestar um serviço “absolutamente indecente”.

“Não é amanhã, porque se não vende mal, não vou vender mal, mas isto não é sustentável, não é sério nem é competente”, criticou, dizendo que foram investidos na empresa 3,3 mil milhões de euros ,quando a receita anual do IRC no país é de 5,5 mil milhões.

Rio acusou a empresa de prestar um serviço “absolutamente indecente” até no aeroporto de Lisboa e de “não ligar nada ao resto do país”, dando como exemplo um voo Madrid – São Francisco, nos EUA, com escala em Lisboa, que custa “a um espanhol 190 euros”, enquanto os portugueses que apanhem o mesmo avião em Lisboa pagam 697 euros.

“É companhia de bandeira, mas é companhia de bandeira espanhola ou de outro país qualquer, isto é revoltante, isto é inadmissível”, criticou o presidente do PSD, defendendo que “a TAP não deveria ter sido nacionalizada”.

Já António Costa frisou que, se o Estado não tivesse readquirido 50% do capital da transportadora aérea nacional, a TAP teria “ido para o buraco”, uma vez que as várias empresas do acionista privado David Neeleman estavam a ir à falência.

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Procura internacional animou viagens aéreas em novembro de 2021

Dados ainda não refletem o impacto da variante Ómicron que, segundo a IATA, levou a novas restrições e a um arranque de 2022 “mais difícil do que o esperado”.

Inês de Matos

As viagens aéreas conheceram uma recuperação em novembro de 2021 devido ao aumento da procura internacional, que cresceu face a outubro, ainda que se continuem a manter quebras significativas face ao período pré-pandemia e que se esperem novas descidas em dezembro por causa da variante Ómicron, alerta a IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo, que divulgou quarta-feira, 12 de janeiro, os dados relativos ao transporte aéreo de novembro do ano passado.

Em novembro de 2021, a procura global por viagens aéreas desceu 47% face a igual mês de 2019, valor que, segundo a IATA, representa “um aumento em comparação com a contração de 48,9% de outubro”, e que traduz diferentes comportamentos da procura doméstica e internacional.

De acordo com os dados da IATA, as viagens domésticas “deterioraram-se ligeiramente” e a procura caiu 24,9% em novembro, depois de, no mês anterior, ter apresentado uma descida de 21,3%, o que se deveu essencialmente ao mercado chinês, que apresentou uma queda de 50,9% no tráfego, na sequência de várias cidades terem introduzido “restrições de viagem mais rígidas para conter surtos de COVID (pré-Omicron)”.

Já a procura internacional por viagens aéreas ficou 60,5% abaixo de novembro de 2019, o que representa uma melhoria face ao decréscimo de 64,8% que tinha sido registado em outubro do ano passado.

“A recuperação do tráfego aéreo continuou em novembro. Infelizmente, os governos reagiram exageradamente ao surgimento da variante Ómicron no final do mês e recorreram aos métodos testados e fracassados ​​de encerramento de fronteiras, testes excessivos de viajantes e quarentenas para retardar a propagação”, afirma Willie Walsh, diretor geral da IATA, que alerta para o impacto destas restrições no final de 2021 e arranque de 2022.

“De forma pouco surpreendente, as vendas internacionais de viagens aéreas realizadas em dezembro e início de janeiro caíram acentuadamente em relação a 2019, sugerindo um primeiro trimestre mais difícil do que o esperado”, acrescenta o responsável.

Por regiões, foi na Ásia-Pacífico que o tráfego aéreo de passageiros mais desceu, numa contração que chegou aos 89.5% face a novembro de 2019, ainda assim melhor do que a descida de 92.0% de outubro. Já a capacidade caiu 80.0% e o load factor desceu 37,8 pontos percentuais, fixando-se nos 42,2%, o mais baixo de todas as regiões.

Em África, a descida no tráfego chegou aos 56.8% em novembro, também com uma melhoria face à quebra de 59.8% de outubro. A capacidade em África desceu 49.6% e o load factor diminuiu 10,1 pontos percentuais, para 60.3%.

No Médio Oriente, a descida do tráfego aéreo foi de 54.4% em novembro, igualmente melhor do que a descida de 60.9% identificada em outubro. Já a capacidade ficou 45.5% abaixo de novembro de 2019 e o load factor baixou 11,9 pontos percentuais, para 61.3%.

Na América Latina, a descida do tráfego aéreo chegou aos 47.2%, o que também representa uma recuperação face à descida de 54.6% de outubro, enquanto a capacidade caiu 46.6% e o load factor apresentou uma descida de 0,9 pontos percentuais, fixando-se nos 81,3%, o mais alto entre todas as regiões do mundo pelo 14.º mês consecutivo.

Na América do Norte, o tráfego aéreo desceu 44.8%, o que indica mais uma vez uma recuperação em comparação com a descida de 56.7% de outubro. Já a capacidade desceu 35.6% e o load factor apresentou um decréscimo de 11.6 pontos percentuais, situando-se nos 69.6%.

A Europa foi, por sua vez, a região do mundo onde o tráfego aéreo menos desceu em novembro, numa quebra que se situou nos 43.7%, valor que, segundo a IATA, também representa uma melhoria face a outubro, quando a descida tinha sido de 49.4%. Já a capacidade na Europa apresentou uma quebra de  36.3% e o load factor desceu 9.7 pontos percentuais, para 74.3%.

 

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Azul ajusta voos domésticos até 31 de janeiro devido à Ómicron

A Azul vai reduzir os voos domésticos no Brasil entre 15 e 31 de janeiro, devido ao impacto da COVID-19/Influenza.

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A Azul anunciou que, até 31 de janeiro, vai efetuar uma “redução da malha aérea doméstica”, devido ao impacto da COVID-19/Influenza, informa a companhia aérea brasileira num comunicado divulgado esta quarta-feira, 12 de janeiro.

A redução de voos domésticos acontece já a partir de sábado, dia 15 de janeiro, com a companhia aérea a informar os agentes de viagens que podem consultar as reservas dos seus clientes que vão viajar no período abrangido pela redução através do site www.voeazul.com.br.

“Caso tenha algum cliente impactado, é autorizada a remarcação sem custos em voos AD na data/voo mais próximo ao original ou então o reembolso integral”, acrescenta a companhia aérea brasileira em comunicado.

 

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TAP encerra operações de manutenção e engenharia no Brasil 

A decisão estava tomada, depois da Comissão Europeia ter aprovado o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, tendo imposto, contudo, condições, incluindo a separação dos ativos não-essenciais, nomeadamente, o negócio de manutenção no Brasil.

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O Grupo TAP decidiu encerrar as operações de Manutenção e Engenharia Brasil (TAP ME), como parte do plano de reestruturação aprovado por Bruxelas em dezembro.

Em comunicado, a companhia aérea nacional refere que, “a medida não interfere na operação de transporte aéreo de passageiros da companhia no país, seu principal mercado exterior”.

O Brasil representa entre 25% e 30% da receita da TAP, que continua a aumentar a oferta naquele mercado, com presença em 11 capitais e expectativa de expansão dos voos semanais.

À Lusa, Christine Ourmières-Widener, presidente executiva da companhia aérea, anunciou que, “depois de uma análise aprofundada e muitos estudos, a TAP decidiu fechar a Manutenção & Engenharia no Brasil e encerrar de forma gradual a operação no Brasil e hoje vamos discutir com os trabalhadores, claro, que são a principal prioridade, mas também discutir com os nossos clientes”.

Em comunicado, a TAP revela que “os serviços de manutenção referentes a aeronaves já contratados e/ou em andamento serão realizados normalmente, de acordo com os contratos entre a TAP ME e seus clientes”.

Além disso, a TAP ME “não aceitará novos pedidos para prestação de serviços de manutenção”, concluindo ainda que, “somente depois da conclusão dos serviços de manutenção em andamento ou daqueles já contratados é que a TAP ME encerrará suas atividades”.

Em entrevista à Lusa, Christine Ourmières-Widener disse que encerrar o negócio de engenharia e manutenção no Brasil “não é uma decisão fácil”, porque envolve 500 trabalhadores, mas foi tomada após tentativas falhadas de venda.

“Não é uma decisão fácil, porque estamos a falar de pessoas, mas estamos a tentar fazer tudo para garantir que esta decisão e a sua implementação é feita respeitando os nossos trabalhadores, a experiência que eles têm em engenharia e toda a lealdade que têm para com a companhia”, afirmou.

Segundo a responsável, a Manutenção & Engenharia Brasil (ex-VEM – Varig Engenharia e Manutenção) tem atualmente 500 trabalhadores, após várias reestruturações que incluíram despedimentos, dos quais pouco menos de 400 estão no ativo.

Alvo de várias reestruturações com despedimentos, a última das quais em 2018, a M&E Brasil recebeu da TAP, globalmente, entre 2010 e 2017, injeções financeiras num total de 538 milhões de euros, a valores nominais, sendo que em 2018 foram feitas transferências de 30 milhões de euros.

Recorde-se que a Comissão Europeia informou em 21 de dezembro que aprovou o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, mas impôs condições, incluindo a separação dos ativos não-essenciais, nomeadamente o negócio de manutenção no Brasil, e os de ‘catering’ (Cateringpor) e de ‘handling’ (Groundforce).

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