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Empresários cabo-verdianos ainda a braços para a retoma

Há ainda um conjunto de desafios que se colocam à classe empresarial cabo-verdiana ligada ao turismo com vista à real retoma do setor, gravemente afetado pela pandemia, num país em que o turismo representa 25% do PIB nacional.

Carolina Morgado
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Empresários cabo-verdianos ainda a braços para a retoma

Há ainda um conjunto de desafios que se colocam à classe empresarial cabo-verdiana ligada ao turismo com vista à real retoma do setor, gravemente afetado pela pandemia, num país em que o turismo representa 25% do PIB nacional.

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DossiersCabo Verde

O presidente da Câmara do Turismo de Cabo Verde (CTCV), Jorge Spencer Lima, em entrevista ao Publituris, passa em revista os grandes desafios que se colocam aos empresários do país, mas com esperança, em parceria com o Governo cabo-verdiano, de ascender e até ultrapassar, rapidamente, os momentos de pré-pandemia

Aquando da sua recente tomada de posse considerou que o turismo em Cabo Verde não pode ser menosprezado, ignorado e nem tratado como mais um ator secundário da vida económica do país. O que a Câmara do Turismo pretende concretamente?
A CTCV realça que neste momento o Turismo é a principal atividade económica do país que representa cerca de 25% do PIB cabo-verdiano. É investindo seriamente neste setor que se consegue desenvolvê-lo e capitalizar as outras áreas conexas, nomeadamente Agricultura, Pesca, Serviços, Transporte e Indústria Criativa.

Sendo o Turismo um sector transversal, havendo uma boa aposta por parte do Governo no seu crescimento sustentável, teremos que necessariamente trabalhar os outros sectores, desenvolvendo assim economicamente o país, para não depender exclusivamente do Turismo.

E a aposta também tem que passar no fortalecimento do tecido empresarial, que é a base para o crescimento de todos os setores.

Qual a vossa relação com o Governo?
A nossa relação com o Governo é muito boa, de parceria, procurando efetuar um trabalho conjunto para o desenvolvimento do setor

Quais os grandes desafios que este setor enfrenta atualmente?
Os grandes desafios do setor atualmente são: Acesso ao financiamento para recuperação da forte crise financeira resultante da pandemia COVID 19; Maior investimento no setor dos transportes (aéreo e marítimo) permitindo um aumento regular do número de turistas que visitem o país, e que eles possam circular dentro de Cabo Verde, a um custo competitivo, ao mesmo tempo que se incrementa o turismo interno sobretudo na época baixa; Maior circulação de produtos nacionais entre as ilhas; Apostar na implementação das leis que regulamentam o setor e a sua fiscalização, aumentando assim a qualidade do serviço e dos produtos ofertados; Definir uma política clara de conquista de novos segmentos de mercado e consolidação dos existentes.

Problemas de tesouraria persistem
Qual a situação atual das empresas ligadas ao turismo, após dois anos de pandemia? Qual foi o papel do Governo cabo-verdiano no sentido de as apoiar? Estes apoios continuam? São suficientes?
As empresas enfrentam neste momento graves problemas de tesouraria, na medida em que não houve venda durante dois anos aproximadamente.

O Governo tomou medidas de lay off e de moratórias dos créditos junto dos bancos comerciais nacionais, o que foi mitigando a situação que poderia ter sido bem mais catastrófica. Passados estes dois anos, a medida de lay off já foi retirada e a de moratória foi prorrogada até setembro do corrente ano. Mas isso por si só não resolverá o problema de tesouraria das empresas.

Algumas medidas de financiamento para as empresas foram aprovadas pelo Governo, mas a burocracia que esteve envolvida nessas medidas impediu que elas tivessem um efeito mais eficaz e abrangente.

Neste momento, o fim das moratórias previsto para o próximo mês de setembro tem sido a maior preocupação das empresas do ramo pois certamente ainda não estarão preparadas para enfrentar os enormes encargos financeiros que irão cair sobres elas decorrentes da capitalização dos juros que não foram pagos durante o período da pandemia.

Das nove ilhas habitadas, cada uma tem a sua particularidade que a transforma num destino turístico único a ser explorado

Como é que a Câmara do Turismo vê a estratégia de promoção do destino nos mercados internacionais? Portugal é uma prioridade? Quais as vossas propostas de promoção para este mercado?
Apesar de já haver uma decisão do Governo de se transferir para a Camara do Turismo a responsabilidade da promoção do mercado de Cabo Verde, a mesma ainda não foi efetuada, apesar de todos os nossos esforços nesse sentido. Uma estratégia de promoção clara do destino Cabo Verde ainda não foi definida apesar de estudos recentes remeterem para o segundo plano a participação em feiras e ações no terreno e darem primazia à promoção online.

Portugal é e continua a ser um parceiro importante de Cabo Verde em todos os setores da atividade económica apesar de ter perdido a sua posição de liderança enquanto mercado emissor de turistas para Cabo Verde.

A promoção no mercado português passa, no nosso entender, por uma maior agressividade e presença nos media como forma de se transmitir uma mensagem de um destino seguro e amigo do turista português.

Considerando que a economia em Cabo Verde, durante muito tempo ainda, vai continuar a depender do turismo, qual deverá ser o papel das empresas desta área?
O papel das empresas nesta área deve incidir sobre dois aspetos fundamentais: Reforçar a oferta de trabalho com empregos mais dignos e mais bem remunerados; Integrar a cadeia de produção nos mais variados setores da economia nacional como forma de se diminuir o peso da importação de produtos a serem consumidos nos hotéis e similares. O objetivo de consumir Cabo Verde deve ser uma realidade nos próximos tempos.

Retoma só lá para 2024
Já se pode falar em retoma do Turismo em Cabo Verde? Quando é que se estima atingir os valores de 2019?
Sim já existe uma retoma ainda que tímida do turismo em Cabo Verde, embora estamos neste momento no que é considerado de época baixa.

Prevemos atingir os valores de 2019 em 2024 no entendimento de que a situação de guerra existente atualmente na Europa seja resolvida o mais breve possível.

A promoção no mercado português passa, no nosso entender, por uma maior agressividade e presença nos media como forma de se transmitir uma mensagem de um destino seguro e amigo do turista português


Quais as prioridades da Câmara do Turismo?
As prioridades da Câmara do Turismo são: Apoiar as empresas associadas a se recuperarem dos efeitos negativos da crise pandémica agravada depois com a situação de guerra na europa, nosso principal mercado emissor; Angariar mais empresas associadas em todas as ilhas; Apostar em eventos culturais e desportivos como produtos complementares ao turismo de sol e praia; Construir a sua sede num projeto que vai albergar um museu e uma pequena sala de conferencia; Promover Cabo Verde como destino turístico para investimento; Promover o país como destino turístico no mercado africano, principalmente na África Ocidental.

A formação é importante para o turismo. Como é que está a decorrer? O que é que a Câmara do Turismo propõe neste sentido?
A nível da formação serão trabalhadas três vertentes: Formação para gestores e donos dos seus negócios para que possam ter condições para fazer crescer o seu negócio, melhorar a qualidade do produto/serviço que vendem, para estarem melhor posicionados para enfrentar qualquer crise se ela vier; Apoiar e orientar as instituições de formação profissional em Cabo Verde sobre as áreas mais necessárias, de forma a ter um maior equilíbrio entre o mercado de oferta e o de procura a nível do emprego; Apoiar o empreendedorismo identificando novas áreas e oportunidades de negócio.

O drama dos transportes
Sendo Cabo Verde um país composto por ilhas e muito dependente do transporte aéreo tanto na ligação internacional como inter ilhas, como é que analisa este dossier? E a situação da Cabo Verde Airlines?
O transporte aéreo é neste momento o calcanhar de Aquiles do turismo cabo-verdiano impedindo um desenvolvimento equilibrado e acentuado do setor.

A Cabo Verde Airlines continua com sérios problemas de endividamento e com uma frota reduzida a um avião de médio curso o que inviabiliza qualquer programa de desenvolvimento endógeno do setor aéreo internacional em Cabo Verde.

A Bestfly, companhia nacional de ligação inter ilhas é que vem dando alguma prova de vitalidade e esperamos que continue nesta via para libertar os cabo-verdianos da grande dor de cabe que ainda constitui o setor aéreo nacional.

Mesmo durante a pandemia, as notícias que nos chegaram é que o investimento na área do turismo não parou, pelo contrário. Que balanço se pode fazer?
Dizer que o investimento na área do turismo não parou durante a pandemia é uma utopia, pois com as medidas restritivas tomadas pelo Governo para combater a crise pandémica a economia cabo-verdiana foi ao fundo do poço, chegando a atingir um crescimento negativo na ordem dos 14,8% o que há muito tempo não se via no nosso país.

Em sua opinião, Cabo Verde deveria descentralizar mais a sua oferta turística, hoje em dia muito concentrada no Sal e na Boa Vista? Que outras ilhas priorizariam? Que segmentos turísticos?
Cabo Verde não tem outro caminho a seguir senão a descentralização da sua oferta turística. O turismo de sol e praia que domina neste momento 90% do mercado concentrado nas ilhas de Sal e Boa vista já esta a atingir o seu limite de carga e se excetuarmos a ilha do maio essa oferta turística está prestes a esgotar-se.

Das nove ilhas habitadas cada uma tem a sua particularidade que a transforma num destino turístico único a ser explorado.

Pela mesma razão que é impensável promover-se um turismo de sol e praia em Santo Antão., também é impensável promover-se um turismo de montanha e de trekking na ilha do Sal.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Aviação

Sindicato pede que seja travada “imediatamente” privatização da Azores Airlines

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) pediu ao Governo Regional dos Açores para que “pare imediatamente” a privatização da Azores Airlines, depois de o júri do concurso ter manifestado reservas sobre o único concorrente.

Publituris

Num comunicado, a estrutura sindical lembrou que “o júri constituído para avaliar o processo de privatização da Azores Airlines entregou, na passada sexta-feira (5 de abril), o relatório final sobre o processo”, tendo mantido “a sua posição já expressa no relatório preliminar”.

Ou seja, destacou, “manteve apenas um dos consórcios que concorreram” e mesmo esse “não apresenta as mínimas condições para garantir a continuidade da operação da companhia”.

O Sitava recordou também que “o presidente do júri foi ainda mais longe”, admitindo “reservas quanto à capacidade financeira do consórcio para garantir a viabilidade futura da companhia”.

O sindicato considera, assim, que “entregar a companhia a esta entidade seria um verdadeiro desastre”.

“Parece-nos, pois, óbvio que com a entrega deste relatório e principalmente com o seu resultado, este processo terá que parar imediatamente”, destacou, indicando: “a traumática experiência por que passámos deve servir de exemplo para não voltar a repetir”.

“Ao Governo Regional voltamos agora a apelar para que pare imediatamente o processo”, salientou o sindicato, defendendo que “reconhecer um erro e inverter a trajetória não fragiliza o Governo”.

O júri do concurso público da privatização da Azores Airlines manteve a decisão de aceitar apenas um concorrente no relatório final, mas admitiu reservas quanto à capacidade do consórcio Newtour/MS Aviation em assegurar a viabilidade da companhia.

“Entregámos o relatório final. Esse relatório final, no essencial, mantém o que já estava no relatório preliminar”, declarou o presidente do júri, Augusto Mateus, numa conferência de imprensa no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, na semana passada.

O júri manteve a nota que tinha sido atribuída à Newtour/MS Aviation (46,69), único concorrente admitido, e que foi contestada pelo consórcio aquando da apresentação do relatório intercalar, em outubro de 2023.

“No caderno de encargos, a positiva começa com nota de 25 e nota máxima é 100. A nota que atribuímos à proposta é 46,69. Percebe-se que 46,69 está mais próximo de 25 do que de 100. Não é uma nota muito expressiva. Chamamos à atenção para isso”, afirmou.

O caderno de encargos da privatização da Azores Airlines prevê uma alienação no “mínimo” de 51% e no “máximo” de 85% do capital social da companhia.

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Desbloquear Potencial de Revenue: Sinergia da Integração do Price Seeker e XLR8 RMS na Otimização de Receita Hoteleira

A integração exemplar do Price Seeker e da XLR8 destaca-se pela sua inovação

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A Paraty Tech, prestadora de referência de soluções inovadoras para revenue management no setor hoteleiro, tem o prazer de anunciar a integração do seu Rate Shopper, Price Seeker, com o RMS da XLR8, um poderoso Revenue Management System (RMS) desenvolvido para se tornar num Assistente Estratégico Hoteleiro, fornecendo uma solução verdadeiramente interativa para alcançar ótimos resultados de revenue. Esta colaboração estratégica marca um avanço significativo na otimização de receitas, oferecendo aos hotéis um controlo incomparável dos seus canais de distribuição e uma análise criteriosa da sua concorrência.

O Price Seeker, conhecido pela sua tecnologia avançada e perspicaz, que permite monitorizar e analisar em tempo real os preços dos concorrentes em todos os canais de distribuição, integra-se agora de forma exímia ao XLR8 RMS. Esta integração permite que os hotéis ajustem dinamicamente as estratégias de preços, capitalizem as oportunidades de revenue e mantenham uma vantagem competitiva no dinâmico mercado hoteleiro dos dias de hoje.

“Estamos muito entusiasmados por revelar a integração entre o Price Seeker e a XLR8, duas soluções que nasceram de necessidades internas, e agora permitem aos hotéis ter uma solução abrangente para melhorar as suas capacidades de revenue management, ao mesmo tempo que tornam a vida dos hoteleiros mais fácil e impulsionam os resultados”, disse Sara Evans, Growth & Partnerships Manager na XLR8.

De acordo com Cindy Johansson, Project & Sales Manager do Price Seeker, “esta integração permite que os hotéis otimizem a distribuição aumentando a automação e concentrando esforços nos canais certos, ao mesmo tempo em que obtêm informações importantes sobre as estratégias de preços dos concorrentes, gerando, ao final do dia, maior receita e lucro”.

Os principais recursos e benefícios da integração entre o Price Seeker e o XLR8 RMS incluem:

  • Canais de distribuição selecionados pelo utilizador: a nossa plataforma oferece aos utilizadores a flexibilidade de escolher canais de distribuição que se alinhem com as suas preferências e objetivos.
  • Identificar outras estratégias, como programas de fidelização ou disponibilidade do último quarto.
  • Configuração personalizada para ocupações variadas: Os clientes podem adaptar suas configurações de acordo com diversos requisitos de ocupação, garantindo uma experiência personalizada que responda a necessidades específicas.
  • Abordagens estratégicas de mercado: Os utilizadores têm a opção de selecionar e monitorar domínios específicos, permitindo-lhes controlar as estratégias de preços e otimizar o seu posicionamento no mercado.
  • Análise comparativa de paridade de tarifas, com ênfase nas OTAs: Realizamos comparações minuciosas de paridade de tarifas, focando particularmente nas agências de viagens online (OTAs), para garantir a competitividade e aumentar a presença no mercado.

A integração exemplar do Price Seeker e da XLR8 destaca-se pela sua inovação, conferindo-lhe propósito e significado, e reforçando o compromisso de ambas as empresas em fornecer soluções inovadoras aos hotéis para lidar com as complexidades do revenue management na indústria hoteleira.

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Transportes

United cancela Faro

Depois de em outubro de 2023 ter anunciado vir a ser a única companhia aérea americana a voar diretamente para Faro, a partir de Nova Iorque/Newark, a United Airlines cancelou esta rota.

Victor Jorge

A United Airlines cancelou a operação que iria iniciar a 24 de maio de 2024 ate 23 de setembro de 2024, e que ligaria Faro diretamente a Nova Iorque/Newark, com quatro voos semanais realizados com recurso a um Boeing 757-200.

De acordo com a United, estas alterações resultam do facto de a Federal Aviation Administration (FAA, Administração Federal da Aviação) ter interrompido “algumas atividades de certificação”.

Esta operação faria com que a United se tornasse na única companhia aérea americana a voar diretamente para Faro, a partir de Nova Iorque/Newark.

Segundo informações que correm na imprensa norte-americana, a United não eliminou totalmente a rota, confirmando que está a “adiar a operação para o próximo verão”.

“No total, esta operação iria representar cerca de 25 mil lugares ida e volta distribuídos por 130 voos”, refere Pedro Castro, diretor da SkyExpert, empresa de consultoria em aviação, aeroportos e turismo, considerando que ”isto é uma gota no oceano de voos e de lugares à partida de Faro,  mas é uma gota cujo cancelamento representa um enorme balde de água fria por tudo aquilo que esta rota e esta companhia traziam para a região”.

“Se havia necessidade de cortar algum voo operado pelos Boeing 757 devido à crise com os 737 MAX e com as entregas destes aparelhos que já afetou a Ryanair, a United poderia, por exemplo, ter optado por cancelar o segundo voo diário entre Nova Iorque e o Porto. No entanto, preferiu cancelar este novo destino. Isto corresponde ao comportamento típico das companhias: em caso de dúvida, preferem consolidar o que já existe do que abrir novos destinos que requerem uma duplicação dos recursos e investimento”, salienta Pedro Castro.

“Os turistas americanos têm tido um desenvolvimento notável no Algarve, mas sem um acesso aéreo direto e sem escalas, o seu crescimento torna-se mais difícil. Ter uma companhia americana a voar seria ainda melhor pelo domínio que têm do mercado e das vendas nos Estados Unidos”, frisa o diretor da SkyExpert.

E Pedro Castro termina: “se eu fosse o diretor do Turismo do Algarve, tentaria aliciar a Azores Airlines a aumentar, prolongar e/ou acertar os horários dos novos voos Faro-Ponta Delgada para ligarem com os voos de Ponta Delgada para o aeroporto de JFK; em segundo lugar, no próximo Inverno, a United vai lançar o seu voo Nova Iorque-Marraquexe com o Boeing 767 e apenas três vezes por semana. Tradicionalmente, os voos Toronto-Faro da Air Transat já existem há anos e começaram por transportar seniores e golfistas à procura de temperaturas amenas para passar o Inverno. Esta poderia ser uma oportunidade que poderia dar bem mais jeito ao Turismo do Algarve para combater a sua sazonalidade”.

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Turismo

Novo SET: “Uma ótima escolha”, diz a CTP

Numa pequena nota de imprensa, a Confederação do Turismo de Portugal congratula-se com a nomeação de Pedro Machado para a Secretaria de Estado do Turismo.

Publituris

De acordo com Francisco Calheiro, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), a nomeação de Pedro Machado “é uma ótima escolha para secretário de Estado do Turismo”.

Numa breve nota de imprensa, a CTP congratula-se com o facto de o turismo voltar a ter uma Secretaria de Estado exclusiva no âmbito da orgânica do XXIV Governo, algo que tinha deixado de existir no anterior Executivo.

Para o presidente da CTP, Pedro Machado “é uma ótima escolha do primeiro-ministro e do ministro da Economia para secretário de Estado do Turismo. Pedro Machado irá seguramente exercer bem as suas funções, já que conhece em profundidade a atividade turística, os seus problemas e desafios, graças aos cargos que exerceu no setor, pelo que irá com certeza dar a máxima atenção ao turismo e aos vários temas estratégicos que lhe estão subjacentes”, conclui Francisco Calheiros.

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Publituris

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Destinos

Turismo representará 11,4% da economia global em 2034

De acordo com as contas feitas pelo WTTC, o impacto do turismo no PIB global deverá ultrapassar os 10 biliões de euros em 2024. Dentro de 10 anos o peso deverá aumentar para 15 biliões de euros.

Victor Jorge

O World Travel & Tourism Council (WTTC) prevê um ano recorde para o turismo em 2024, com a contribuição económica global do setor a atingir um máximo histórico de 11,1 triliões de dólares (cerca de 10,2 biliões de euros), avança o Economic Impact Research (EIR) do organismo, indicando ainda que que as viagens e turismo contribuirão com mais 770 mil milhões de dólares (perto de 710 mil milhões de euros) em relação ao seu recorde anterior, reforçando a sua autoridade como uma potência económica global, gerando um em cada 10 dólares em todo o mundo.

À medida que o setor global ultrapassa a sua prosperidade pré-pandémica, o WTTC espera que 142 dos 185 países analisados ultrapassem os anteriores recordes nacionais.

Em parceria com a Oxford Economic, o mais recente EIR do WTTC mostra um setor repleto de oportunidades, que sustenta quase 348 milhões de empregos a nível mundial, representando um aumento de mais de 13,6 milhões de empregos em comparação com seu ponto mais alto em 2019.

Segundo a análise, os gastos dos visitantes internacionais aproximam-se do pico de 2019, atingindo 1,89 triliões de dólares (cerca de 1,7 biliões de euros), enquanto os turistas domésticos devem gastar mais do que em qualquer ano já registado, atingindo 5,4 triliões de dólares, ou seja, quase 5 biliões de euros.

Uma recuperação (in)esperada e rápida
“Apesar das incertezas económicas e dos abalos geopolíticos, o setor do turismo está a prosperar, tendo sido injetados quase 10 triliões de dólares (mais de 9,2 biliões de euros), igualando o máximo pré-pandémico, mostrando a sua resiliência e provando o seu papel fundamental na economia global”, refere o WTTC.

Representando 9,1% do PIB global, o equivalente a pouco mais de 9,9 triliões de dólares (cerca de 9,1 biliões de euros), em 2023, o peso do turismo foi o maior desde 2019, ficando apenas 4% atrás do registo desse ano.

O setor também reforçou a sua força de trabalho em mais 27,4 milhões de pessoas, elevando o total para quase 330 milhões de empregos em todo o mundo.

As despesas internacionais aumentaram 33,1%, atingindo 1,63 triliões de dólares (cerca de 1,5 biliões de euros), acentuando a recuperação para muitos países em todo o mundo, com as despesas domésticas a aumentarem mais de 18%, atingindo quase 5 triliões de dólares (mais de 4,6 biliões de euros).

E se 2023 foi um ano de transição, 2024 parece vir a ser um ano de confirmação, indicando o WTTC que este crescimento ocorre apesar de dois dos maiores mercados de turismo do mundo estarem a ficar para trás em termos de gastos de visitantes internacionais, com os EUA e a China a registarem um retorno muito mais lento dos gastos de turistas internacionais.

No ano passado, nos EUA, os gastos dos visitantes internacionais permaneceram mais de um quarto abaixo do pico de 2019, enquanto os gastos dos visitantes da China permaneceram quase 60% abaixo.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, salienta que, “embora exista o pano de fundo da incerteza, o setor das viagens e turismo continua a ser uma potência económica global”.

“Não se trata apenas de bater recordes, já não estamos a falar de uma recuperação – esta é uma história em que o setor está de volta ao seu melhor após alguns anos difíceis, proporcionando um impulso económico significativo a países de todo o mundo e apoiando milhões de empregos”, refere ainda Julia Simpson.

Contudo, a responsável máximo pelo WTTC admite que “há um risco: precisamos que os governos dos EUA e da China apoiem os seus setores nacionais das viagens e turismo. Os EUA e a China continuarão a sofrer, enquanto outros países estão a assistir a um regresso muito mais rápido dos visitantes internacionais”, termina.

Uma década de crescimento
Olhando para a frente, o WTTC prevê um futuro promissor para a próxima década, caracterizado por um crescimento robusto e oportunidades de carreira sem paralelo.

Até 2034, o setor irá impulsionar a economia global com uns impressionantes 16 triliões de dólares (perto de 15 biliões de euros), representando 11,4% de todo o panorama económico mundial.

Além do impulso económico, a indústria das viagens e turismo está também destinada a contribuir fortemente para a criação de emprego, dando emprego a 449 milhões de pessoas em todo o mundo. Cerca de 12,2% da força de trabalho estará ao serviço deste setor.

As contas do Economic Impact Research (EIR) do WTTC revelam ainda que mais de três quartos dos países analisados deverão ultrapassar o ponto alto de 2019, em termos de contribuição para o PIB.

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Turismo

Pedro Machado é o novo secretário de Estado do Turismo

Após 10 anos à frente dos destinos da Turismo do Centro, Pedro Machado é o novo secretário de Estado do Turismo do XXIV Governo de Portugal.

Victor Jorge

Após algumas horas de espera, foi publicada a lista dos secretários de Estado que compõem o XXIV Governo, com Pedro Machado, ex-presidente da Região de Turismo do Centro de Portugal, a ser nomeado secretário de Estado do Turismo.

Licenciado em Filosofia, Mestre em Ciências de Educação, na Área de Especialização – Psicologia Educacional, Doutorando em Património Alimentar: Culturas e Identidades, bem como em Turismo, Pedro Machado foi presidente da Entidade Regional do Turismo do Centro de Portugal entre 2013 e 2023.

Desde do término das funções como presidente da Turismo do Centro, Pedro Machado manteve-se à frente da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal, cargo que acumulava desde 2007 com a presidência da ERT.

Nascido a 27 de novembro de 1966, do curriculum de Pedro Machado fazem ainda parte passagens pelo Conselho Geral do Instituto Politécnico de Coimbra (desde 2021); Membro Cooptado da Escola Superior de Turismo e Hotelaria, Guarda Politécnica (desde 2018); Personalidade Convidada do Conselho Consultivo do Instituto Superior de Ciências Empresariais e Turismo (desde 2018); Membro do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu (desde 2017); Membro Cooptado do Departamento de Gestão, Economia e Turismo da Universidade de Aveiro (desde 2017); Presidente da Assembleia Geral da Centro de Portugal Film Commission e Presidente da Assembleia Geral da iNature.

Na última entevista que deu ao jornal Publituris, Pedro Machado destacava o legado deixado ao longo destes últimos anos: “A marca Centro de Portugal”.

Leia a última entrevista concedida por Pedro Machado ao jornal Publituris por altura da FITUR 2023.

A tomada de posse dos 41 secretários de Estado do XXIV Governo de Portugal está marcada para 5 de abril, a partir das 18h00, no Palácio da Ajuda.

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Alojamento

Portugal acompanha crescimento das reservas feitas nas plataformas online de alojamento e é 5.º em 2023

De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Eurostat, as plataformas online de reservas de alojamento foram responsáveis por mais de 678 milhões de noites, em 2023. Portugal aparece em 5.º lugar, com mais de 37,5 milhões de reservas.

Victor Jorge

Das 678,6 milhões de noites reservadas em plataformas online de alojamento como, por exemplo, a Airbnb, Booking, Expedia ou TripAdvisor, Portugal apresenta 37,5 milhões de reservas, no ano 2023, segundo os números apresentados pelo Eurostat, o que significa mais cerca de 4,3 milhões face às 33,2 milhões de noites de 2022.

Com os dados referentes ao quarto trimestre de 2023 (outubro, novembro e dezembro) ainda não disponibilizados pelo Eurostat, nos primeiros nove meses de 2023 Portugal surge com 30,5 milhões de noites reservadas, com 27,2 milhões no continente, pouco mais de 1,1 milhão nos Açores e 2,2 milhões na Madeira.

No continente, e no acumulado dos primeiros nove meses de 2023, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) aparece em primeiro lugar, com perto de 9 milhões de noites reservadas em alojamento realizadas em plataformas online, seguindo-se o Algarve com 8,6 milhões, o Norte com 6,5 milhões, o Centro com 2,3 milhões, finalmente, o Alentejo com pouco mais de 744 mil.

Recorde-se que, em 2022, Portugal registou 33,2 milhões de noites reservadas nestas plataformas, sendo que em Portugal Continental se registaram 29,8 milhões de reservas, na Madeira 2,3 milhões e nos Açores quase 1,1 milhões.

Por regiões, em 2002, Lisboa surgia na liderança com 10,1 milhões, seguindo-se o Algarve com 9,1 milhões, o Norte com 7,2 milhões, o Centro com 2,6 milhões, e o Alentejo com pouco mais de 811 mil.

Contas feitas às reservas efetuadas por residente e não residentes, a balança cai, claramente, para os não residentes que realizaram perto de 33 milhões de reservas, em 2023, com os residentes a ficar com a menor fatia, pouco mais de 4,9 milhões.

O mês mais forte para estas reservas em Portugal é agosto, mês em que, em 2023, se registaram mais de 6,4 milhões de reservas, seguindo-se o mês de julho com 5,7 milhões, setembro com 4,1 milhões, junho com 3,5 milhões. O mês mais fraco aparenta ser janeiro com pouco mais de 1,3 milhões de reservas.

Portugal acompanha crescimento
Como já referido, na Europa as reservas efetuadas em plataformas online de alojamento somaram 678,6 milhões de noites, representando um aumento de 13,8% face às 596,5 milhões de 2022.

Os valores mensais das estadias reservadas através destas plataformas excederam o ano anterior em 11 dos 12 meses, com o último trimestre de 2023 a registar aumentos superiores a 20%. Concretamente, em outubro, registaram-se 55,3 milhões de dormidas em alojamentos reservados através de plataformas online, mais 21,9% do que em outubro de 2022. Em novembro, registaram-se 31,8 milhões de dormidas (+20,0% em relação a novembro de 2022), e em dezembro 45,3 milhões (+25,8% em relação a dezembro de 2022).

Entre os países com mais reservas neste tipo de plataformas, em 2023, a liderança pertence à França com mais de 152 milhões de reservas, seguindo-se a Espanha com 132 milhões, Itália com pouco mais de 100 milhões, Alemanha com 46 milhões, aparecendo Portugal em 5.º lugar.

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Destinos

Conteúdos turísticos preferidos dos portugueses nas redes sociais estão a Norte, Açores e Alentejo

Com as redes sociais a revelarem-se cada vez mais como plataformas onde os turistas procuram conteúdos, o recente estudo da Marktest destaca, em Portugal, o Norte, Açores e Alentejo, sendo que a nível internacional a Europa Ocidental é a mais pesquisada.

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De acordo com um estudo produzido pela Marktest – “Turismo e Redes Sociais” – o Norte de Portugal é a zona do país sobre a qual os portugueses mais gostam de ver conteúdos turísticos nas redes sociais, com a região a ser identificada por 67,5% dos utilizadores de redes sociais com idade entre os 25 e os 64 anos.

Nas posições seguintes deste ranking de conteúdos turísticos regionais preferidos pelos portugueses nas redes sociais surgem o arquipélago dos Açores, indicado por 61% dos inquiridos, e a região do Alentejo, apontada por 57% dos portugueses com redes sociais.

Fora do país, a Europa Ocidental é, com larga distância, a zona do globo sobre a qual os portugueses mais gostam de ver conteúdos turísticos, com mais de dois terços de referências entre os inquiridos neste estudo.

A América do Sul é a segunda zona mais indicada pelos inquiridos, somando perto de 45% de menções, ficando o pódio de conteúdos turísticos internacionais preferidos pelos portugueses nas redes sociais completo com a Ásia e a América do Norte, ex aqueo.

Além dos conteúdos produzidos pelas próprias regiões para se promoverem como destino turístico, o estudo procurou também perceber qual o grau de agrado dos utilizadores de redes sociais sobre conteúdos que a sua rede de amigos ou contactos partilha nas redes sobre as suas próprias experiências de viagens. E a conclusão deixa pouca margem para dúvidas: o grau médio de agrado é de 7,1, numa escala de 0 a 10.

Outra conclusão clara do estudo é a convicção da larga maioria dos inquiridos (74%) de que as redes sociais têm um efeito positivo na imagem e reputação dos destinos turísticos.

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Aviação

Korean Air compra 33 aviões A350 à Airbus

A companhia aérea Korean Air comprou 33 aviões A350, naquela que é a primeira encomenda da companhia de bandeira sul-coreana para o modelo mais inovador do grupo europeu Airbus, fabricado maioritariamente com materiais compósitos.

Victor Jorge

A Airbus informou, em comunicado, que a “encomenda firme” efetuada pela Korean Air é constituída por 27 aviões A350-1000, a versão com maior capacidade, sendo que os restantes seis aviões são do modelo A350-900.

O diretor de operações e segurança da transportadora sul-coreana, Jason Yoo, disse estar confiante de que a entrada do A350 na sua frota “irá melhorar a eficiência das suas operações e prestar um melhor serviço aos seus clientes”.

O A350 está equipado com motores a jato Rolls-Royce de última geração e são fabricados em 70% com materiais avançados, nomeadamente compósitos, titânio e alumínio, para o tornar mais leve. Isto permite-lhe reduzir o consumo de combustível em cerca de 25% em comparação com a geração anterior de aviões para voos intercontinentais. O seu alcance vai até 9.700 milhas náuticas, ou seja, 18.000 quilómetros.

A versão A350-900 pode transportar 330 passageiros numa configuração normal de três classes. Na versão A350-1000, o número de lugares aumenta para 400.

Até ao final de fevereiro, a Airbus tinha vendido 1.240 unidades a 59 clientes em todo o mundo.

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UE proíbe Southwind Airlines de voar na Europa devido a ligações à Rússia

A União Europeia (UE) proibiu a Southwind Airlines, da Turquia, de operar voos em espaço europeu. A decisão foi tomada na sequência da descoberta de alegadas ligações entre a Rússia e a transportadora turca.

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A União Europeia (UE) decidiu proibir a Southwind Airlines de operar voos dentro do espaço europeu devido a alegadas ligações à Rússia, tendo notificado os respetivos Estados-Membros, medida que impediu os aviões da transportadora de entrar e/ou sair do espaço aéreo da UE.

A companhia aérea, cuja denominação jurídica é Cortex Havacilik Ve Turizm Ticaret, foi incluída, segundo o aeroTELEGRAPH, na lista de operadores de países terceiros (TCO) aprovados pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) com a sua denominação jurídica. De acordo com a lista, o certificado de operador aéreo (AOC) da companhia aérea, TR-025, é turco.

Recorde-se que a 25 de março, a Traficom, Agência Finlandesa de Transportes e Comunicações, emitiu um comunicado em que afirmava que a Southwind Airlines tinha solicitado autorização para efetuar voos para a Finlândia. No entanto, a agência informou os representantes da transportadora de que esta não seria autorizada a efetuar voos para a Finlândia.

A agência finlandesa citou o Regulamento de Sanções da UE, o Regulamento (UE) n.º 833/2014 do Conselho, como a razão pela qual a Southwind Airlines está proibida de voar para a UE. Jarkko Saarimäki, diretor-geral da Traficom, acrescentou que “a propriedade substancial e o controlo efetivo da Southwind Airlines não estavam nas mãos de entidades ou indivíduos turcos. Em vez disso, a companhia aérea era efetivamente controlada por indivíduos russos”.

Como resultado da notificação da UE aos seus Estados-Membros sobre a proibição, a companhia aérea teve de alterar imediatamente a forma como encaminha as suas aeronaves nos voos entre o Egito e a Rússia.

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