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Cabo Verde: Mais do que um destino, é o destino de férias dos portugueses

Quem nos leva a fazer uma viagem virtual a Cabo Verde é Sónia Regateiro, Chief Operating Officer (COO) da Solférias, que visita o destino várias vezes por ano, e com olhos de ver, não fosse Cabo Verde a rainha e senhora da programação deste operador turístico.

Carolina Morgado
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Cabo Verde: Mais do que um destino, é o destino de férias dos portugueses

Quem nos leva a fazer uma viagem virtual a Cabo Verde é Sónia Regateiro, Chief Operating Officer (COO) da Solférias, que visita o destino várias vezes por ano, e com olhos de ver, não fosse Cabo Verde a rainha e senhora da programação deste operador turístico.

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Será pelas suas gentes, pelas suas praias, pelo acolhimento do seu povo, a tal “Morabeza” inexplicável, pela sua gastronomia, pelas tradições, proximidade, pela sua música? O que é certo é que Cabo Verde passou, aos olhos dos turistas portugueses, de um destino, para o destino de férias. Mesmo nos momentos da pandemia, conforme iam abrandando as restrições à partida de Portugal, Cabo Verde foi a eleita, ao passar uma mensagem de destino seguro, seguindo à risca todas as normas impostas pela Europa.

O país, repleto de potencialidades turísticas nas suas ilhas todas diferentes, apostou no turismo como setor fundamental de desenvolvimento económico, está a enfrentar gigantes desafios com vista à retoma. Neste especial apresentamos um pequeno retrato do arquipélago da “Morabeza”.

Apesar de ter sido destronado pelo Reino Unido, que passou a ser o principal país de proveniência de turistas em Cabo Verde, no primeiro trimestre deste ano, Portugal foi, em 2021, o primeiro mercado emissor para as ilhas, com 16,8% do total das entradas, e 17,1% da totalidade das dormidas. No período de 2022 analisado pelo INE cabo-verdiano, , os turistas da Alemanha foram os que permaneceram mais tempo no país, com uma estada média de sete noites.

Segundo dados do INE de Cabo Verde, o setor da hotelaria no arquipélago registou mais de 141 mil hóspedes, no primeiro trimestre 2022, correspondendo a um aumento de 1.071,0% face ao mesmo período do ano de 2021.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes à “Movimentação de Hóspedes”, no período em análise, as dormidas atingiram 844.440, correspondendo a um aumento de 2.908, o que representa 2% face ao trimestre homólogo.

O principal mercado emissor de turistas passou a ser o Reino Unido com 32,7% do total das entradas, a seguir vêm Alemanha 11,6% e Países Baixos com 10,3% e França com 8,0%.

Relativamente às dormidas, o Reino Unido também permanece no primeiro lugar com 34,1% do total, seguido de Alemanha, Países Baixos e França com 13,7%, 12,1% e 5,7% respetivamente.

A ilha do Sal foi a mais procurada pelos turistas, representando 47,9% das entradas nos estabelecimentos hoteleiros. seguida da Boa Vista, com 28,5% e Santiago com 11,9%. Em relação às dormidas, a ilha do Sal representou 53,6%, Boa Vista 38,5% e Santiago, com 3,6%”, indica ainda o INE. Verifica-se também o surgimento de novos mercados, designadamente do Leste da Europa, como a Bulgária e a Roménia.

Destino-bandeira da Solférias
Tudo leva a crer que os turistas portugueses voltem em força este verão. “Desde logo que a Solférias apostou em Cabo Verde como destino turístico e, tem sido o destino-bandeira de há muitos anos para cá. Mesmo com esta fase da pandemia, houve uma grande vantagem de Cabo Verde face a outros destinos turísticos porque o país colou-se muito à imagem do que eram as restrições e os cuidados sanitários face à Europa”, revelou Sónia Regateiro.

A responsável do operador turístico evidenciou que “todos os mecanismos de segurança e proteção adotados pela Europa e por Portugal, foram seguidos à risca por Cabo Verde. Isto levou a que o destino, desde muito cedo, conseguisse transmitir alguma segurança de viagem aos portugueses. Além de ser um destino que fica a quatro horas de distância”.

Sónia Regateiro enfatiza que, face às medidas de proteção que adotaram localmente, como o uso da máscara, ou dos acrílicos, fez com que, mesmo nos tempos piores da pandemia, os passageiros chegassem ao destino e vissem que existiam regras e medidas de segurança impostas, iguais a Portugal.

Na opinião da COO do operador turístico, “este ano Cabo Verde vai bater todos os recordes, uma vez que a projeção de vendas já supera os números de 2019, quer em termos de operação charter, quer de voos regulares”.

Para demonstrar um pouco isso, ainda há poucos dias a TAP colocou dois voos extra diurnos para Cabo Verde, à sexta-feira e ao domingo, “o que vem provar que a procura existe e que é possível. Além de toda a programação charter que contamos este verão: dois voos de Lisboa e três do Porto e já estamos a voar em charter desde o início de abril, está também a haver procura pelos regulares”.

Apesar de ter sido destronado pelo Reino Unido, que passou a ser o principal país de proveniência de turistas em Cabo Verde, no primeiro trimestre deste ano, Portugal foi, em 2021, o primeiro mercado emissor para as ilhas

 

Para já a Solférias não está com uma relação efetiva de vendas com a Cabo Verde Airlines porque, “ainda existe um problema para resolver, ou seja sobre os reembolsos que estão do lado da CVA ainda não nos foi apresentado qualquer proposta. Embora a APAVT tenha estado a fazer vários esforços no sentido de assinar um acordo para que sejam possíveis esses reembolsos, até ao momento não foi efetivado e não temos nada em cima da mesa que nos demonstre a solução desse problema. Acresce que a CVA perdeu o IATA, não está presente nos GDS. Por isso, para já, a Solférias não está a operar com a Cabo Verde Airlines”.

 

Segundo a COO da Solférias, “estamos sim com a TAP, que sempre foi o nosso parceiro prioritário não só para Cabo Verde, mas para outras rotas, e a relação tem evoluído muito bem com esta nova gestão da TAP, que tem estado muito próxima do trade e dos operadores turísticos”.

Além dos voos regulares da TAP, a Solférias, recorde-se, continua a apostar nas operações charter em parceria com a Abreu e a Soltrópico, de Lisboa com a SATA, e do Porto com a Privilege.

Cabo Verde está ótimo e recomenda-se!
Até ao momento o operador turístico tem centrado em operações do Sal, porque a Boa Vista “não recuperou para o mercado em Portugal embora já esteja muito bem em relação a outros mercados como é o Reino Unido.

Isto porque, segundo Sónia Regateiro, os hotéis estão longe da cidade -Sal Rei, estão ainda alguns fechados, como por exemplo o Decameron. O Iberostar já abriu e foi alvo de remodelações. O RIU Karamboa está fechado para obras, há a alternativa do RIU Palace e o RUI Touareg, este, “um hotel não muito propício ao mercado português porque não permite fazer praia confortavelmente, é mais para um mercado que procura piscina”

No entanto, a TAP retomou a operação para a ilha da Boa Vista aos sábados e “nós estamos a operar com base nesses voos regulares, mas não se justifica ainda mais do que isso”, disse.

O Sal, sim, segundo a responsável, tem turistas, e portugueses. “Se calhar os cabo-verdianos na ilha do Sal já estavam muito cansados dos turistas, mas este regresso veio trazer outra vez o bem receber, a morabeza que carateriza o país, e sentiram que o turismo faz falta ao desenvolvimento do país e para as pessoas terem melhores condições de vida”.

Nesta nossa visita, feita de longe, Sónia Regateiro guia-nos pela vila de Santa Maria, que diz “está extraordinária, muitos restaurantes abertos, muito investimento estrangeiro, toda a rua pedonal da vila já está concluída, desde o Hotel Morabeza até quase ao fim da vida, com muita luz, muito arrumada e com uma dinâmica muito agradável”.

Confirma que a hotelaria no Sal no geral é muito boa e estão sempre a aparecer novas apostas a este nível. Houve a abertura do RIU Palace Santa Maria, dos últimos a abrir. Entretanto continua a haver novos projetos. De uma forma geral “os hotéis têm uma qualidade muito aceitável”.

A nossa visita virtual continua com esta conhecedora do destino, uma vez que não pudemos ver in loco. Mas acreditamos. “A ilha do Sal tem muita oferta. Para além do que é a praia, tem muito que fazer: a vida noturna, os restaurantes agradáveis, os desportos náuticos. Os próprios DMC, como é o caso da Morabitur, têm estado a inovar muito nos passeios e nos tours a oferecer aos clientes”.

E conta mais, para aguçar o apetite dos turistas. “Agora existe, por exemplo, um passeio muito engraçado em Santa Maria, que é fazer uma rota com tapas e provas de produtos locais, existe também o novo produto que é o Zipline. Há sempre coisas novas a surgir e sempre mais coisas para fazer além do sol e praia”.

Estamos a sentir todos na pele o problema da guerra, a questão dos aumentos do fuel e do câmbio do dólar, até porque tudo o que é contratação da aviação é feita em dólar, o que tem tido um grande impacto nas viagens”, Sónia Regateiro (Solférias)

Os passeios tradicionais mantêm-se: o meio-dia de volta à ilha, ou full day tour. A Buracona, por exemplo, tem uma nova estrutura: um restaurante, um pequeno museu, passadiços em madeira que permite fácil acesso às piscinas naturais e ao “olho azul”. As Salinas de Pedra de Lume estão todas recuperadas, com instalação de um bar, café-restaurante, com possibilidades de fazer massagens de sal e, tomar duche. “São passeios que continuam e quem vai pela primeira vez ao Sal não deixa de fazer a volta à ilha”, destaca a responsável.

Fácil chegar para logo começar a desfrutar
É fácil chegar à ilha do Sal? Os passageiros encontram grandes constrangimentos no aeroporto? Não. Garantiu a COO do operador turístico Solférias. “O aeroporto do Sal neste momento está muito bom porque foram feitos vários investimentos, designadamente em máquinas automáticas que permitem a leitura do passaporte digitalmente, que se o passageiro já tiver tratada a taxa de entrada, passa automaticamente, o que evita muito as filas à chegada nas cabines do SEF. O que ainda pode causar algum atraso é a verificação dos certificados de vacinação, que é uma das obrigatoriedades de entrada no país. Depois das imagens que temos visto do aeroporto de Lisboa, o do Sal é um aeroporto excelente”, confirma.

“Mesmo para os passageiros que não consigam tratar previamente da Taxa de Segurança Aeroportuária (TSA), existe um guichet próprio onde a pessoa se pode dirigir, paga e dá a sua entrada. Um aeroporto de muito fácil acesso. Para vacinados o país não exige testes, basta o certificado de vacinação completa até 272 dias, ou de recuperação” destacou Sónia Regateiro.

Mas, atenção. Cabo Verde não se resume à ilha do Sal. Existe uma oferta muito para além do sol e praia. “Neste momento não está fácil operar os circuitos porque as ligações inter-ilhas, efetuadas pela Bestfly, programa os voos mensalmente, ou seja, se nós quisermos marcar um circuito ou um combinado para daqui a três meses, não sabemos que voos é que vai haver. Por isso estamos a ter muitas dificuldades em voltar a ter estes produtos pelo estrangulamento e dificuldade que é operar os voos domésticos neste momento”, explicou.

É preciso não esquecer que a TAP também voa para a Cidade da Praia e para S. Vicente. Para Santiago a procura é mais o étnico e o mercado corporate, não existe muito o lazer. Santiago era feito em combinado com a Boa Vista ou o Sal porque o turista que vai a Cabo Verde quer sempre fazer também alguma praia, lembra a responsável.

Em relação a S. Vicente “está a começar a ter alguma procura. No entanto, é difícil de vender no mercado português porque o português está mais habituado e procura muito os resorts all inclusive, e a ilha não tem, além do que a hotelaria é muito escassa ainda e com poucos quartos.

Mais caro? Sim!
Mas não foi só Cabo Verde que ficou mais caro aos bolsos dos portugueses. Segundo Sónia Regateiro, “estamos a sentir todos na pele o problema da guerra, a questão dos aumentos do fuel e do câmbio do dólar, até porque tudo o que é contratação da aviação é feita em dólar, o que tem tido um grande impacto nas viagens”.

Refere ainda que “todos os meses e todas as semanas somos surpreendidos com aumentos do fuel por parte das companhias aéreas, que são cada vez mais pesados. Se até junho andávamos com uma média de aumentos do fuel na ordem dos 42 euros, já recebemos por parte das companhias aéreas que em julho esse valor será superior e nem sabemos como é que será o agosto”.

Assim conclui a nossa “guia turística” pelo mercado cabo-verdiano. “Se for pela questão do fuel, Cabo Verde passou a ser um destino mais caro, mas em termos de qualidade-preço, acho que é um destino que está dentro dos parâmetros aceitáveis”.

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Terminam hoje as votações para os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”

Iniciadas a 22 de janeiro, as votações para os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024” terminam hoje, 16 de fevereiro. Os vencedores serão conhecidos na BTL, no dia 28 de fevereiro, a partir das 11h00.

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96 nomeados, 16 categorias e uma “Personalidade do Ano”, eleita direta e exclusivamente pela redação do Publituris.

As votações para os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024” terminam hoje, 16 de fevereiro de 2024.

No ar desde 22 de janeiro, esta é a última possibilidade que tem para votar e escolher os “seu” vencedor”.

Por isso, vá até https://premios.publituris.pt/trade/2024/ e vote.

Os vencedores serão conhecidos no dia 28 de fevereiro de 2024, a partir das 11h00, no Auditório AVK, no Pavilhão 3 da BTL.

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Nova Edição: Uma última homenagem a André Jordan, a reta final na votação para os Portugal Trade Awards, Tiger Team e autocarros de turismo

A edição de 16 de fevereiro do jornal PUBLITURIS faz capa com André Jordan, falecido no dia 9 de fevereiro. O PUBLITURIS presta, assim, uma homenagem a quem foi apelidado durante anos como “Pai do Turismo” em Portugal. “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”, Tiger Team e um dossier sobre Autocarros de Turismo preenchem o resto da edição.

Publituris

A segunda e última edição de fevereiro de 2024 do jornal PUBLITURIS faz uma homenagem a André Jordan. Empresário, empreendedor, “Pai do Turismo” em Portugal, “Senhor Quinta do Lago”, Senhor Belas Clube de Campo”, André Jordan marcou, indiscutivelmente, o setor do turismo no nosso país.

Nesta edição republicamos uma das primeiras entrevistas dadas por André Jordan em Portugal e ao jornal PUBLITURIS. Foi na edição de 15 de outubro de 1974 que Nuno Rocha, fundador e na altura diretor do jornal, entrevistou André Jordan. O foco da entrevista está, sobretudo, no Algarve, mas o que André Jordan referiu há quase 50 anos sobre a região, não só é válido para o Algarve como para todo o país.

Lá estão temas como o Aeroporto de Lisboa, um “Turbotrain”, a necessidade de se apostar em infraestruturas, o emprego, a inflação, incentivos fiscais, desenvolvimento social, tráfego aéreo, poluição, a cultura, o golfe [claro], atração de investimento estrangeiro, etc..

Recordo, a data da entrevista que republicamos é de 1974!

Além desta homenagem que o jornal PUBLITURIS presta a André Jordan, recordamos os nomeados para os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”, cujas votações terminam neste dia 16 de fevereiro de 2024.

Ainda poderá votar até ao final do dia em https://premios.publituris.pt/trade/2024/

No “Meeting Industry”, fomos conversar com João Moita, Managing Partner da Tiger Team, DMC que está no mercado desde janeiro de 2023. João Moita reclama infraestruturas de raiz em Lisboa para servir o segmento onde a empresa se posiciona, o MICE, designadamente, um centro de congressos, hotéis de grandes dimensões e um parque de diversões, sem falar da falta de decisão sobre um novo aeroporto. De resto, admite que Portugal tem boa reputação no panorama internacional para este segmento.

O “Dossier” desta edição é dedicado aos Autocarros de Turismo. Depois de um ano positivo em 2023, as empresas de autocarros de turismo e passageiros mostram-se confiantes de que também 2024 venha a ser um ano de sucesso e, apesar dos desafios que continuam a existir, há novidades para apresentar ao mercado.

Numa edição que junta o “Check-in” com o Pulse Report da guestcentric, as opiniões pertencem a Francisco Jaime Quesado (economista e gestor) e Amaro F. Correia (docente na Atlântico Business School.

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Edição Digital: Uma última homenagem a André Jordan, a reta final na votação para os Portugal Trade Awards, Tiger Team e autocarros de turismo

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Nesta edição republicamos uma das primeiras entrevistas dadas por André Jordan em Portugal e ao jornal PUBLITURIS. Foi na edição de 15 de outubro de 1974 que Nuno Rocha, fundador e na altura diretor do jornal, entrevistou André Jordan. O foco da entrevista está, sobretudo, no Algarve, mas o que André Jordan referiu há quase 50 anos sobre a região, não só é válido para o Algarve como para todo o país.

Lá estão temas como o Aeroporto de Lisboa, um “Turbotrain”, a necessidade de se apostar em infraestruturas, o emprego, a inflação, incentivos fiscais, desenvolvimento social, tráfego aéreo, poluição, a cultura, o golfe [claro], atração de investimento estrangeiro, etc..

Recordo, a data da entrevista que republicamos é de 1974!

Além desta homenagem que o jornal PUBLITURIS presta a André Jordan, recordamos os nomeados para os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”, cujas votações terminam neste dia 16 de fevereiro de 2024.

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O “Dossier” desta edição é dedicado aos Autocarros de Turismo. Depois de um ano positivo em 2023, as empresas de autocarros de turismo e passageiros mostram-se confiantes de que também 2024 venha a ser um ano de sucesso e, apesar dos desafios que continuam a existir, há novidades para apresentar ao mercado.

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Emprego e Formação

1.ª Bolsa de Empregabilidade no Alentejo com mais de 50 empresas inscritas

A Bolsa de Empregabilidade, uma iniciativa da responsabilidade da Associação Fórum Turismo, realiza-se a 20 de fevereiro e conta já com mais de 50 empresas inscritas.

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O palco para a 1.ª Bolsa de Empregabilidade na região do Alentejo está montado na Arena d’Évora para dia 20 de fevereiro.

Contando com o apoio institucional do Turismo de Portugal e com a co-organização da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, esta iniciativa destina-se a impulsionar as oportunidades laborais nos setores da hotelaria, restauração, turismo e áreas correlacionadas.

O certame irá acontecer entre as 10h00 e as 17h00, e para esta primeira edição já inscritas mais de 50 empresas, todas com o intuito de recrutar profissionais para diversas áreas.

A sessão de abertura do evento está marcada para as 11h00 e contará com a presença de António Marto, presidente da Associação Fórum Turismo; José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo; Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora; Domingos Lopes, presidente do Conselho Diretivo do IEFP; Catarina Paiva, administradora para a Formação do Turismo de Portugal.

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Portugal ultrapassa 30 milhões de hóspedes e 77 milhões de dormidas em 2023. Receitas somam recorde de 6 MM€

Os números já tinham sido avançados, mas agora chega a confirmação. Em 2023, o alojamento turístico, em Portugal, recebeu mais de 30 milhões de hóspedes e as dormidas ultrapassaram as 77 milhões. Quanto às receitas, o turismo português atingiu novo recorde: mais de seis mil milhões de euros.

Victor Jorge

Em dezembro de 2023, o setor do alojamento turístico registou 1,8 milhões de hóspedes (+10,9%) e 4 milhões de dormidas (+8,2%), gerando 289 milhões de euros de proveitos totais (+13,9%) e 204,2 milhões de euros de proveitos de aposento (+15%). Comparando com dezembro de 2019, continuam a registar-se aumentos mais expressivos, +40,8% nos proveitos totais e +44,9% nos relativos a aposento, revelam os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os resultados preliminares de 2023 apontam para 30 milhões de hóspedes (+13,3%) e 77,2 milhões de dormidas (+10,7%), que terão permitido gerar mais de 6 mil milhões de euros de proveitos totais (+20,1%) e 4,6 mil milhões de euros de proveitos de aposento (+21,3%). Comparando com 2019, observaram-se aumentos mais expressivos, +40,2% e +43,0%, respetivamente.

Em dezembro, Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (36,3% dos proveitos totais e 38,2% dos proveitos de aposento, respetivamente), seguida pelo Norte (18,7% e 19%) e pela Madeira (15,6% e 14,9%).

Os maiores crescimentos ocorreram no Centro (+21,2% nos proveitos totais e +23% nos de aposento), no Alentejo (+18,5% e +20%) e no Algarve (+16,6% e +19,4%). Face a dezembro de 2019, destacou-se a Madeira, com +64,9% nos proveitos totais e +75,1% nos de aposento, seguida pelo Alentejo, com +54,8% e +59,6%, pela mesma ordem.

No conjunto do ano de 2023, os maiores crescimentos nos proveitos totais e de aposento ocorreram nos Açores (+25,9% e +27,7%), em Lisboa (+24,5% e +25,7%) e no Norte (+24,2% e +25,5%, respetivamente). Comparando com 2019, os maiores aumentos nos proveitos totais e de aposento verificaram-se nas regiões autónomas (Açores com +60,3% e +62,3%, respetivamente, e Madeira com +60,2% e +72,3%).

Em dezembro, registaram-se crescimentos dos proveitos nos três segmentos de alojamento. Na hotelaria, os proveitos totais e de aposento (peso de 87% e 85% no total do alojamento turístico, respetivamente) aumentaram 13,2% e 14,7%, respetivamente. Face a dezembro de 2019, registaram-se crescimentos de 38,7% e 43,1%, pela mesma ordem.

Nos estabelecimentos de alojamento local (quotas de 9% e 11,1%, respetivamente), registaram-se aumentos de 16,5% nos proveitos totais e 14,7% nos proveitos de aposento. Comparando com dezembro de 2019, observaram-se crescimentos de 40,5% e 43,6%, respetivamente.

No turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 3,9% nos proveitos totais e de aposento), os aumentos foram de 25,1% e 21,8%, respetivamente. Face a dezembro de 2019, os proveitos neste segmento mais do que duplicaram (+112% e +110,4%, nos proveitos totais e de aposento, respetivamente).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 36,2 euros em dezembro, registando um aumento de 9,2% face a igual período de 2022 (+7,7% em novembro) e de 30,2% em comparação com dezembro de 2019.

Os valores de RevPAR mais elevados foram registados na Madeira (57,4 euros) e em Lisboa (56,3 euros).

Os maiores crescimentos ocorreram no Centro (+16,9%) e no Algarve (+15,8%), tendo os Açores registado o único decréscimo (-4,9%).

No conjunto do ano 2023, o RevPAR aumentou 15,4%, atingindo 64,8 euros. Neste período, este indicador registou crescimentos de 16,5% na hotelaria, 15,7% no alojamento local e 7,1% no turismo no espaço rural e de habitação.

Lisboa concentrou 1/5 do total de dormidas registadas em Portugal em 2023
No conjunto do ano 2023, do total de 77,2 milhões de dormidas (+10,7%) nos estabelecimentos de alojamento turístico, 73,3% concentraram-se nos 23 principais municípios.

Em 2023, o município de Lisboa concentrou 19,6% do total de dormidas, atingindo 15,1 milhões dormidas (+13,6%; +3,5% nos residentes e +15,6% nos não residentes). Este município concentrou 23,9% do total de dormidas de não residentes registadas no país em 2023 (23,8% em 2022).

Albufeira (peso de 10,1%) registou 7,8 milhões de dormidas em 2023, refletindo um aumento de 9%, que se ficou a dever ao acréscimo de dormidas de não residentes (+14,5%), dado que as dormidas de residentes decresceram (-9,1%).

O município do Funchal representou 8,1% do total de dormidas em 2023 (6,2 milhões), o que se traduziu num crescimento de 8,8% (-5% nos residentes e +11,5% nos não residentes).

No Porto, registaram-se 5,9 milhões de dormidas em 2023 (7,6% do total), representando um acréscimo de 21,9% face a 2022 (+8,8% nos residentes e +24,7% nos não residentes).

Neste período, destacou-se ainda o crescimento registado em Ourém (+33,6%; +9,9% nos residentes e +50,9% nos não residentes) e, em sentido contrário, os decréscimos nos municípios de Vila Real de Santo António (-4,1%; -12,9% nos residentes e +3,3% nos não residentes) e Lagoa (-0,2%; -13,4% nos residentes e +3,3% nos não residentes).

Face a 2019, os maiores crescimentos registaram-se em Vila Nova de Gaia (+32,5%), Porto (+28,0%) e Funchal (+24,2%), enquanto os maiores decréscimos ocorreram em Vila Real de Santo António (-15,4%) e Albufeira (-8,8%), que continuaram abaixo dos níveis pré-pandemia.

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COPA Airlines voa para três novos destinos  

Com a adição de Raleigh-Durham, a COPA Airlines reforça a presença nos EUA, alcançando um total de 16 destinos nesse mercado. Além disso, haverá novas rotas para Tulum (México) e Florianópolis (Brasil).

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A Copa Airlines, subsidiária da Copa Holdings, S.A. e membro da rede global de companhias aéreas Star Alliance, anuncia o início das operações, em junho deste ano, para três novos destinos: Tulum, no México, Florianópolis, no Brasil, e Raleigh-Durham, na Carolina do Norte, EUA.

Com a adição destas rotas, a Copa Airlines expande a sua rede para 85 destinos em 32 países da América Central, do Sul, do Norte e das Caraíbas.

“Continuamos firmes no nosso propósito de encurtar distâncias e facilitar as ligações, permitindo que o Panamá continue a ser a ponte que une milhares de pessoas em todo o continente, ao mesmo tempo que contribui para o desenvolvimento económico das comunidades onde operamos. Esta expansão estratégica não só promove o intercâmbio cultural na região, mas também incentiva e aprofunda o turismo e os laços comerciais nos Estados Unidos, México e Brasil. Também abre a oportunidade para mais turistas desfrutarem das maravilhas do Panamá através do programa Panama Stopover”, refere Pedro Heilbron, CEO da Copa Airlines.

A COPA reforça a sua oferta na América do Norte com a adição de Raleigh-Durham, a porta de entrada para o “Triângulo de Pesquisa” da Carolina do Norte, uma região conhecida pela sua proximidade a prestigiados centros de ensino superior e pela sua posição como um centro de inovação e tecnologia.

Esta nova rota junta-se aos 15 destinos servidos pela companhia aérea nos EUA e iniciará as suas operações a 21 de junho de 2024, com quatro frequências semanais às segundas, quartas, sextas e domingos, com partida às 8h56 do Panamá (hora local) e chegada ao Aeroporto Internacional de Raleigh-Durham (RDU) às 14h28 (hora local). O voo de regresso partirá nos mesmos dias de Raleigh-Durham às 16h20, chegando à Cidade do Panamá às 19h46 (hora local).

A partir de 26 de junho, a COPA Airlines ligará a cidade de Tulum, localizada no estado mexicano de Quintana Roo, ao hub das Américas no Panamá. Este destino turístico, situado no coração da Riviera Maya, nas margens do Mar das Caraíbas, é conhecido pela proximidade de praias emblemáticas como Playa del Carmen, Xcaret, Akumal e Xel-há.

Esta nova ligação torna-se o quinto destino da companhia aérea no México, juntando-se à Cidade do México, Cancun, Guadalajara e Monterrey.

O voo da COPA Airlines para Tulum será operado com quatro frequências semanais, às terças, quartas, sextas e domingos, com partida às 7h45 do Panamá (hora local) e chegada ao Aeroporto Internacional de Tulum, Felipe Carrillo Puerto, às 10h34 (hora local). O voo de regresso partirá nos mesmos dias de Tulum às 11h44, chegando ao Panamá às 14h23 (hora local).

Com o objetivo de expandir a sua conetividade no importante mercado brasileiro, a partir de 25 de junho, a COPA Airlines voará para a cidade de Florianópolis, a capital do estado de Santa Catarina, no sul do Brasil.

A cidade de Florianópolis passa a ser o sétimo destino da companhia aérea no Brasil. O voo da COPA Airlines para Florianópolis será operado inicialmente com três frequências semanais, às terças, quintas e domingos. A partida será às 15h23 do Panamá (horário local) e a chegada ao Aeroporto Internacional Hercílio Luz será às 12h22 (horário local). O voo de retorno sairá de Florianópolis à 1h25min, chegando ao Panamá às 6h30min (horário local) às quartas, sextas e segundas-feiras.

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Aviação

NAV controlou mais de 852 mil voos em 2023

A NAV Portugal controlou 852,7 mil voos no espaço aéreo português em 2023, superando pela primeira vez os registos de 2019, ano de referência pré-pandemia. Em comparação com 2022, o total de movimentos controlados pela NAV cresceu 11,9%, ou mais 90 mil voos, estabelecendo um novo recorde de tráfego aéreo controlado pela empresa.

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A NAV Portugal controlou 852,7 mil voos, em 2023, tendo pela primeira vez superado o tráfego aéreo registado em 2019, ano de referência pré-pandemia, quando tinham sido controlados 816,3 mil voos.

O tráfego no ano passado marca assim a saída definitiva do período de quebras acentuadas no tráfego aéreo resultantes da pandemia, mas também um novo recorde de tráfego gerido pelos profissionais da NAV Portugal.

Para o presidente do Conselho de Administração da NAV Portugal, Pedro Ângelo, “a superação dos valores de 2019 confirma a retoma acentuada do tráfego após os difíceis anos da pandemia”.

O responsável assinala ainda que “a NAV Portugal estabeleceu um novo recorde de tráfego aéreo em 2023, antecipando em vários anos as projeções de tráfego da indústria, sem descurar os elevados níveis de segurança e eficiência, fundamentais para a indústria da aviação”.

Analisando a evolução anual do tráfego aéreo gerido pela NAV Portugal, o ano passado trouxe um crescimento de 11,9% em relação ao total de movimentos controlados em 2022, com mais 90,5 mil voos. A subida foi particularmente sentida na região de informação de voo (RIV) de Santa Maria, com uma subida de 14%. Já na RIV de Lisboa foram controlados 672 mil voos, em 2023, um crescimento de 11,4% em comparação com 2022. Olhando individualmente para cada uma das 10 Torres de Controlo da NAV Portugal, é de salientar que o tráfego (IFR – Instrument Flight Rules) superou ou igualou os níveis de 2019 em todas elas.

O destaque vai para as Torres situadas nas ilhas das Flores, Horta e Madeira, cujo tráfego situou-se 40,8%, 33,3%e 31,6% acima dos valores de 2019, respetivamente. Já em relação às duas Torres com maior tráfego, as equipas da NAV Portugal na Torre de Lisboa controlaram no ano passado 226,6 mil voos, um crescimento de 12,2% em comparação com 2022 e de 2,5% face a 2019. Já no Porto, a Torre de Controlo geriu perto de 108 mil movimentos, mais 10,9% em relação a 2022 e mais 5,6% que em 2019.

De referir que a NAV Portugal assinalou, recentemente, a passagem do marco de 14 milhões de voos controlados para assinalar o ano em que celebra o seu 25.º aniversário, data que agora fica igualmente associada a um novo recorde de tráfego aéreo gerido num só ano.

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Transportes

United Airlines liga Washington a Lisboa dois meses mais cedo, a partir de 16 de fevereiro

A United Airlines anunciou a antecipação do serviço sazonal entre Lisboa e Washington D.C., com início quase dois meses antes, a 16 de fevereiro de 2024.

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A United Airlines alargou o seu serviço sazonal de Lisboa para Washington D.C. em 2024, começando quase dois meses mais cedo, a 16 de fevereiro de 2024.

A extensão do serviço sazonal vem reforçar, assim, a operação da United em Portugal, que oferece voos diários durante todo o ano de Lisboa para Nova Iorque/Newark, serviços sazonais do Porto e Ponta Delgada, Açores para Nova Iorque/Newark, além de introduzir um novo voo sazonal sem escalas, quatro vezes por semana, entre Faro e Nova Iorque/Newark, a partir de 26 de maio de 2024.

A United será, de resto, a primeira e única companhia aérea a oferecer voos diretos entre Faro e os EUA.

“Estamos muito satisfeitos por alargar o nosso serviço sazonal de Lisboa para Washington Dulles para o verão de 2024, permitindo aos nossos clientes em Portugal reservar a sua próxima viagem aos EUA ainda mais cedo”, refere José Ferreira, Country Sales Manager Portugal.

“Para o verão de 2024, a United irá operar a sua maior programação de verão transatlântica de sempre, oferecendo ainda mais opções de viagens e a possibilidade de ligação através dos nossos hubs nos EUA para outros destinos nas Américas”, adiantando ainda José Ferreira.

“Esta extensão para a época de inverno da rota da United de Washington é efetivamente importante, com Portugal a assumir-se cada vez mais como um mercado anual, com vários motivos de viagem”, salienta, por sua vez, Nuno Costa, Aero Commercial Director at ANA| VINCI Airports. “Companhias aéreas como a United Airlines aproveitam esta nova dinâmica para alargar as suas operações. Estas frequências adicionais trazem uma maior conetividade ao Aeroporto de Lisboa, acrescentando mais opções para os passageiros de ambos os lados do Atlântico viajarem entre os Estados Unidos e a Europa”, destaca ainda o responsável da ANA | VINCI Airports.

O serviço sazonal sem escalas da United de Lisboa para Washington Dulles será operado, principalmente, com aviões Boeing 767-400, com um total de 231 lugares – 34 assentos-cama com acesso a todas as coxias na classe executiva United Polaris, 24 lugares em United Premium Plus e 173 lugares em económica, incluindo 48 lugares em Economy Plus com espaço extra para as pernas e mais espaço pessoal. Algumas datas serão operadas com aviões Boeing 757-200, com um total de 176 lugares – 16 assentos-cama em classe executiva United Polaris e 160 em económica, incluindo 42 lugares em Economy Plus.

A extensão do serviço sazonal de Lisboa para Washington Dulles reforça a liderança da United entre as companhias aéreas dos EUA como a maior companhia aérea do outro lado do Atlântico, voando sem escalas a partir de 38 destinos transatlânticos durante o verão de 2024, o maior número da sua história e mais destinos do que todas as outras companhias aéreas dos EUA juntas.

A United continua a ser a única companhia aérea a ligar diretamente os EUA a Dubrovnik, Málaga, Maiorca e Tenerife. A programação de verão de 2024 da companhia aérea também inclui novos serviços de Barcelona para São Francisco e de Atenas para Chicago, a retoma do seu serviço sazonal Reykjavik-Nova York/Newark, bem como voos adicionais de Roma e Bruxelas. A United também aumentará o seu voo sazonal de verão entre Málaga e Nova Iorque/Newark para um serviço diário e iniciará o serviço mais cedo, a 3 de maio de 2024.

Além disso, a companhia aérea antecipará algumas das suas rotas sazonais mais populares como Nice, Barcelona, Roma, Milão e Nápoles para dar aos clientes mais tempo e flexibilidade para explorar destinos nos EUA e nas Américas.

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Destinos

ARPT do Alentejo “satisfeita” com reforço financeiro, mas aguarda informação sobre valor concreto

A Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) diz-se satisfeita com um aumento da dotação para o turismo na região, mas quer saber valor exato do aumento.

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A Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) expressou “satisfação” com o anúncio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), através do seu presidente e presidente da Autoridade de Gestão do Programa Regional do Alentejo, Ceia da Silva, sobre o reforço da dotação para o turismo no âmbito do Programa Regional Alentejo 2030.

Reconhecendo que se trata de um “avanço positivo”, os responsáveis pela agência aguardam, contudo, “a divulgação do valor exato do aumento”.

“Ressaltamos a importância crucial do turismo para a economia da região do Alentejo”, pode ler-se no comunicado envio às redações. “Este setor é um motor essencial para o desenvolvimento regional, contribuindo significativamente para a geração de emprego e riqueza. A sua relevância para a sustentabilidade económica e cultural da região não pode ser subestimada”.

A agência reitera que o turismo, com o seu impacto direto e indireto na economia local, “merece um investimento adequado e proporcional à sua importância, nomeadamente ao nível do reforço para a promoção turística, o qual deverá ficar refletido nas linhas de apoio do Programa Regional do Alentejo 2021-2027 (ALENTEJO 2030)”. Por isso, os responsáveis da ARPTA esperam que o aumento prometido “esteja à altura das necessidades reais do setor, assegurando assim o seu crescimento sustentável e a valorização do património cultural e natural do Alentejo”.

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Destinos

Turismo europeu aproxima-se dos níveis pré-pandémicos em 2023. Portugal destaca-se com crescimento de 11%

As chegadas de turistas estrangeiros à Europa foram 1,6% inferiores aos valores de 2019 no último trimestre de 2023. Portugal foi dos destinos mais procurados, com um crescimento de 11%

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No final de 2023, o turismo europeu continuou a sua recuperação robusta, aproximando-se dos níveis pré-pandémicos, apesar das pressões inflacionistas. Em todos os destinos analisados, as chegadas de turistas estrangeiros ficaram 1,6% abaixo dos números de 2019, com o número de noites 0,6% abaixo, mostrando uma procura resiliente em todo o continente – uma tendência que deve continuar em 2024, avança a última edição do relatório trimestral “Tendências e perspectivas do turismo europeu”, publicado pela European Travel Commission (ETC)

A recuperação é sustentada por fortes viagens intra-europeias, principalmente da Alemanha, França e Países Baixos. As chegadas de longo curso também estão a recuperar, mas a um ritmo mais lento, apresentando variações significativas entre regiões como a Ásia-Pacífico e a América do Norte.

Destinos com boa relação qualidade/preço muito procurados
As viagens europeias mantiveram-se resilientes nos últimos meses de 2023, com dois terços dos destinos a registarem uma recuperação total ou a registarem chegadas e/ou dormidas dentro de 10% dos níveis pré-pandémicos. Entre estes, os destinos do sul da Europa continuam a ser os principais, impulsionados pelo clima favorável que se estende até à época baixa. A Sérvia registou o maior aumento de chegadas (+15%), juntamente com Portugal (+11%), Montenegro (+10%), Turquia (+9%) e Malta (+8%). São também destinos populares para férias com tudo incluído e custos de viagem mais acessíveis, “o que tem sido fundamental para atrair viajantes preocupados com os preços”, salienta a ETC.

Outros países também conseguiram uma recuperação significativa em comparação com 2019, com destaque para a Islândia que registou um aumento de 12% nas chegadas, mesmo com as erupções vulcânicas, enquanto os Países Baixos aumentaram as dormidas de turistas em 16%, apesar de um aumento menor de 2% nas chegadas, indicando estadias mais longas.

Em contrapartida, os destinos da Europa Oriental que fazem fronteira com a Rússia registaram uma recuperação mais lenta, com países como a Lituânia (-32%), a Letónia (-29%), a Estónia (-27%) e a Finlândia (-24%) a ficarem para trás.

Turismo resiliente num contexto de inflação económica
“A recuperação das chegadas e das dormidas em toda a Europa está a ocorrer num contexto em que a inflação afeta tanto a indústria como os turistas”, admite o relatório da ETC. No quarto trimestre de 2023, a inflação aumentou 23% em comparação com os níveis de 2019, com aumentos particularmente pronunciados observados em despesas relacionadas com o turismo, como voos internacionais (+49%), pacotes de férias (+47%) e preços de hotéis (+35%). “Estes preços mais elevados afetaram as finanças das famílias, mas não dissuadiram a maioria das pessoas que desejam viajar”, frisa a ETC.

As pressões sobre os preços diminuíram ligeiramente nos últimos meses de 2023 em comparação com o trimestre anterior para os custos relacionados com o turismo, mas permanecem significativamente elevadas em relação aos níveis pré-pandémicos.

Recuperação desigual das viagens de longo curso para a Europa
Embora os turistas chineses tenham representado 13 % das chegadas de longo curso da Europa em 2019, o seu regresso desde a reabertura da China tem sido lento, mas constante. As chegadas de chineses, em 2023, situam-se 67% abaixo dos níveis pré-pandémicos, em comparação com a média de 22% para todos os outros mercados de origem de longo curso.

Para além dos estrangulamentos de capacidade, os viajantes chineses mantiveram-se avessos ao risco ao longo do último ano, privilegiando mais as viagens domésticas. Contudo, “os destinos europeus podem esperar uma maior recuperação deste mercado em 2024, prevendo-se que atinja 39% abaixo dos valores de 2019”, admite a ETC.

“Prevê-se também que as mudanças geracionais e as influências dos meios de comunicação social venham a remodelar cada vez mais as preferências de viagem dos chineses, provocando uma mudança para experiências de luxo e mais autênticas”, pode ler-se no relatório.

Pelo contrário, os mercados da América do Norte, como os EUA e o Canadá, registaram uma recuperação significativa. Dois terços dos destinos europeus registaram um aumento das chegadas e/ou das dormidas provenientes dos EUA, enquanto mais de metade registou o mesmo relativamente ao Canadá. Além disso, as companhias aéreas americanas e canadianas anunciaram o desenvolvimento de sistemas combinados de reserva de voos e comboios para a Europa, oferecendo uma opção de viagem mais sustentável quando se deslocam na região.

Miguel Sanz, presidente da ETC, refere que “a elevada procura de viagens registada em 2023 deu um impulso significativo às economias europeias e ajudará a melhorar os balanços das empresas de turismo, que foram duramente atingidas pelas restrições às viagens. No entanto, o regresso aos níveis pré-pandémicos também exercerá pressão para acelerar a transição sustentável do setor das viagens.”

 

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