Assine já
Aviação

Ryanair recorre da decisão do Tribunal Europeu sobre ajudas à Finnair e SAS

A Ryanair alega que a aprovação destes auxílios estatais pela Comissão Europeia “foi contra os princípios fundamentais do direito da UE”.

Victor Jorge
Aviação

Ryanair recorre da decisão do Tribunal Europeu sobre ajudas à Finnair e SAS

A Ryanair alega que a aprovação destes auxílios estatais pela Comissão Europeia “foi contra os princípios fundamentais do direito da UE”.

Victor Jorge
Sobre o autor
Victor Jorge
Artigos relacionados

A Ryanair vai recorrer das decisões do Tribunal-Geral da UE sobre os auxílios estatais finlandeses, dinamarqueses e suecos a favor da Finnair e da SAS.

Recorde-se que o governo finlandês concedeu uma garantia de empréstimo de 600 milhões de euros à Finnair, que beneficiou de mais de 1,2 mil milhões de euros em auxílios estatais desde o início da pandemia. Os governos dinamarquês e sueco concederam, cada um, uma garantia de empréstimo de 137 milhões de euros à SAS, que também beneficiou de um auxílio estatal de recapitalização desses países, elevando o auxílio total recebido pela SAS a mais de 1,3 mil milhões de euros.

Embora a crise da Covid-19 tenha causado danos a todas as companhias aéreas que contribuem para as economias e a conectividade da Finlândia, Dinamarca e Suécia, “os governos desses países decidiram apoiar apenas as suas companhias aéreas”, refere a Ryanair, em comunicado. A Ryanair encaminhou, assim, as aprovações da Comissão Europeia para esses “subsídios ilegais” ao Tribunal-Geral da UE em junho de 2020, recorrendo, esta quarta-feira, dos acórdãos do Tribunal Geral para o Tribunal de Justiça da UE.

Um porta-voz da Ryanair salienta, na nota de imprensa, que “uma das maiores conquistas da UE é a criação de um verdadeiro mercado único para o transporte aéreo. A aprovação dos auxílios estatais finlandês, dinamarqueses e suecos pela Comissão Europeia foi contra os princípios fundamentais do direito da UE”.

Além disso, considera a companhia aérea que “as decisões de hoje (quarta-feira) atrasaram em 30 anos o processo de liberalização do transporte aéreo, permitindo que a Finlândia, a Dinamarca e a Suécia dessem às suas transportadoras nacionais uma vantagem sobre concorrentes mais eficientes, com base puramente na nacionalidade”.

Por isso, a Ryanair vai pedir ao Tribunal de Justiça da UE que “anule estes subsídios injustos no interesse da concorrência e dos consumidores”, salientando que, “para que a Europa saia desta crise com um mercado único em funcionamento, as companhias aéreas devem poder competir em condições de igualdade”.

“A concorrência não distorcida pode eliminar a ineficiência e beneficiar os consumidores por meio de tarifas baixas e opções de escolha. Os subsídios, por outro lado, incentivam a ineficiência e prejudicarão os consumidores nas próximas décadas”, conclui a Ryanair.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Artigos relacionados
Aviação

TAP confirma cobrança de 657M€ em voos ainda não realizados e diz que esta é uma notícia “positiva”

Segundo a TAP, esta é uma notícia “positiva”, uma vez que indica que a companhia aérea “aumentou o seu volume de vendas para os voos que tinha e tem programados”.

Publituris

A TAP veio esta sexta-feira, 24 de setembro, esclarecer que, como “qualquer outras companhia aérea, vende antecipadamente os bilhetes para os seus voos” e confirma que já cobrou 657 milhões de euros em bilhetes de voos ainda não realizados, numa notícia que, segundo a transportadora nacional, é “positiva”, uma vez que indica que a companhia “aumentou o seu volume de vendas para os voos que tinha e tem programados”.

“A TAP esclarece que, como qualquer outra companhia aérea, vende antecipadamente os bilhetes para os seus voos. A cobrança dos bilhetes não é realizada a bordo, nem após a prestação do serviço, mas sim antes do voo se realizar, como é prática de toda a indústria mundial”, explica a companhia aérea, num comunicado divulgado esta sexta-feira, 24 de setembro.

Para a companhia aérea, que confirma que já que cobrou 657 milhões de euros em bilhetes de voos ainda não realizados, esta “é uma notícia positiva, pois significa que a TAP aumentou o seu volume de vendas para os voos que tinha e tem programados”.

A companhia aérea explica ainda que, no que diz respeito a voos cancelados e pedidos de reembolso, já foram processados, até esta sexta-feira, “98% dos pedidos de reembolso efetuados a nível global desde o início da pandemia (fixando-se para esse efeito a data de 1 de março de 2020), no valor de 668 milhões de euros”.

“Em números absolutos, a TAP recebeu 2,284 milhões de pedidos de reembolso, dos quais se encontram pendentes ao dia de hoje 46 mil, evidenciando o esforço e empenho da TAP na resolução rápida deste desafio”, finaliza a transportadora.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aviação

LATAM Airlines lança promoção desde 385 euros para o Brasil

Promoção da LATAM Airlines para voos entre a Europa e o Brasil é válida para ligações de ida e volta, e está disponível para reservas até 28 de setembro.

Publituris

A LATAM Airlines lançou uma nova promoção para os voos entre a Europa e o Brasil, disponibilizando preços desde 385 euros para reservas realizadas até 28 de setembro, valor que é válido para voos de ida e volta, em classe económica.

De acordo com a companhia aérea, a promoção está também disponível para voos em classe executiva, sendo que, em ambos os casos, a tarifa promocional está sujeita à disponibilidade existente na classe indicada.

O valor apresentado de 385 euros já inclui impostos e taxas, estando as tarifas promocionais já disponíveis para reserva através dos GDS.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aviação

Qatar Airways abre voos para a maior cidade do Cazaquistão em novembro

Voos para Almaty arrancam a 19 de novembro e contam com duas ligações por semana, às segundas e sextas-feiras.

Publituris

A Qatar Airways vai começar a voar para Almaty, a maior cidade do Cazaquistão, a partir de 19 de novembro, disponibilizando dois voos por semana, às segundas e sextas-feiras, informou a companhia aérea de bandeira do Qatar, em comunicado.

Os voos vão ser operados em aviões Airbus A320, com 12 lugares em classe executiva e 132 em económica, e partem de Doha, capital do Qatar, pelas 01h15, chegando a Almaty às 08h35, enquanto em sentido contrário os voos partem da maior cidade do Cazaquistão às 21h40, chegando a Doha pelas 23h55.

“Estamos orgulhosos por trazer o nosso premiado serviço para o Cazaquistão, adicionando este destino único à nossa rede. Este novo serviço vem reforçar as relações próximas entre o  Estado do Qatar e a República do Cazaquistão e reafirma o nosso compromisso em continuar a desenvolver as relações comerciais e o turismo entre estes dois grandes países”, sublinha Akbar Al Baker, CEO da Qatar Airways, citado num comunicado enviado à imprensa esta quinta-feira, 23 de setembro.

A Qatar Airways diz ainda que a abertura desta nova rota é mais uma prova do seu compromisso na reconstrução da sua rede depois da pandemia da COVID-19, que atualmente já conta com 140 destinos em África, Ásia, Europa, Médio Oriente e América do Norte.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Air Canada retoma voos para Lisboa e regressa ao Porto “assim que as condições o permitirem”

Com a melhoria da situação pandémica, a Air Canada retomou, em julho, as ligações aéreas entre Toronto, Montreal e Lisboa, e conta regressar ao Porto “assim que as condições o permitirem”, até porque a procura pelos voos para Lisboa tem sido elevada e deverá aumentar com a reabertura das fronteiras canadianas.

Inês de Matos

Com a melhoria da situação pandémica, a Air Canada retomou, em julho, as ligações aéreas entre Toronto, Montreal e Lisboa, e conta regressar ao Porto “assim que as condições o permitirem”, até porque a procura pelos voos para Lisboa tem sido elevada e deverá aumentar com a reabertura das fronteiras canadianas.

Tal como toda a aviação, também a Air Canada sofreu com o forte impacto da COVID-19. Em declarações ao Publituris, Raquel Serra Pinto, Sales Account Manager da Air Canada em Portugal, explica que “a pandemia afetou profunda e globalmente a indústria da aviação” e que a Air Canada não foi exceção. “Por força das circunstâncias, tivemos de cancelar várias rotas; no entanto as rotas de Paris, Londres e Frankfurt mantiveram as as suas operações de/para o Canadá”, realça a responsável, explicando, contudo, que “à medida que as restrições das viagens vão sendo mitigadas em todo mundo, a Air Canada tem vindo a retomar as suas rotas para ligar as comunidades em ambos os lados do Oceano”. Lisboa foi um desses casos e, desde 2 de julho, a capital portuguesa voltou a contar com voos diretos à partida de Toronto e Montreal. Mas, neste regresso, os voos passaram a ser assegurados pela Air Canada Mainline, que substituiu a Air Canada Rouge, que realizava a operação até ao início da pandemia, numa mudança que, segundo Raquel Serra Pinto, se traduz em vantagens para os passageiros, já que “a Air Canada Rouge era um produto direcionado para o mercado de lazer”, enquanto a Air Canada Mainline oferece “um novo produto transversal às necessidades de todo o tipo de passageiros: lazer ou corporativo”. “Estamos a operar com Boeing 787 Dreamliner e Airbus 330, com três cabines diferenciadas: Classe Executiva – com assento-cama, acesso grátis aos Vip Lounges no Canada e em Lisboa, entre outras comodidades; Premium Economy com assentos mais largos e mais espaço para as pernas e possibilidade de adquirir entrada nos Vip Lounges no Canadá e em Lisboa. Na Classe Económica, o novo produto contempla ecrãs individuais e oferta alargada de entretenimento a bordo, que não era disponibilizado na Air Canada Rouge”, resume a responsável. No total, a Air Canada está já a disponibilizar três voos por semana entre Toronto e Lisboa, aos quais se juntam mais duas frequências entre Montreal e a capital portuguesa, numa operação que, de acordo com Raquel Serra Pinto, tem registado “uma elevada taxa de ocupação no sentido Atlântico Norte-Portugal” desde a reabertura das fronteiras portuguesas aos visitantes provenientes da América do Norte, o que leva a companhia aérea a indicar que aguarda “com expetativa” a reabertura das fronteiras canadianas prevista para 7 de setembro 2021, até porque, como refere a responsável, a Air Canada tem registado “aumento na procura à medida que as restrições vão sendo levantadas”.

Porto e inverno
Apesar dos voos para Lisboa já terem sido retomados, o mesmo ainda não aconteceu com as ligações entre o Porto e Toronto, que a companhia aérea disponibilizava antes da pandemia, com Raquel Serra Pinto a indicar que a Air Canada pretende regressar também à Invicta, apesar de este ainda não ser o momento para retomar a operação e de ser ainda prematuro avançar com uma data para esse regresso. “Neste momento é prematuro afirmar com segurança, pois ainda estamos a dar os primeiros passos após o impacto causado pela pandemia. Estamos a retomar as rotas progressivamente a partir dos principais hubs. Iremos retomar algumas rotas anteriores de igual forma progressiva e sustentada e a rota do Porto poderá vir a ser retomada assim que as condições o permitirem. Queremos reforçar a retoma mas é fundamental fazê-lo de forma segura e sustentada”, explica a responsável ao Publituris. Mais certa parece já estar a manutenção dos voos de Lisboa durante o inverno, com Raquel Serra Pinto a adiantar que, no caso das ligações entre a capital portuguesa e Montreal, os voos vão decorrer até final de outubro, enquanto a rota entre Lisboa e Toronto vai vigorar até janeiro de 2022, com “possibilidade de ser ajustada em função da procura”. E procura não tem faltado, seja por parte do mercado corporativo, de lazer ou étnico, pois é preciso lembrar que o Canadá e os EUA contam com uma vasta comunidade portuguesa, que costuma animar os voos entre os dois lados do Atlântico. De acordo com a responsável, Portugal é um “país muito apelativo para o mercado do Atlântico Norte que, pela sua situação geográfica, funciona como ‘porta de entrada’ na Europa”. No que diz respeito à procura de lazer, a responsável de vendas da Air Canada considera que “Portugal, pela sua geo-localização, história, gastronomia e hospitalidade tornou-se num destino de referência para o turista canadiano, que aprecia todos esses atributos”, tendo- -se também assistido, “nos últimos anos, a um crescente interesse corporativo por Portugal, demonstrado por eventos como o Websummit”, que regressa a Lisboa em novembro e que a Air Canada espera que volte a impulsionar a procura pelo voos para a capital portuguesa. “Consciente desse crescimento, a Air Canada quer dar resposta à procura e vê este momento como fulcral para o desenvolvimento da sua atividade em Portugal”, acrescenta.

Novidades e expetativas
Além dos voos para Portugal, a Air Canada anunciou, para este verão, um plano que previa o regresso de 17 rotas e 11 destinos à partida dos seus hubs no Canadá, incluindo a retoma das operações entre Calgary e Frankfurt a 1 de agosto, com quatro frequências semanais, além de voos diretos para Genebra, Telavive e Londres, a partir de Montreal, assim como Viena, Dublin, Paris e Zurique à partida de Toronto, em julho. A companhia aérea retomou também as rotas de Atenas, Emirados Árabes Unidos, Itália, Reino Unido e Marrocos, com aumento de frequências em agosto, mantendo ainda as operações para Bruxelas, Amesterdão, Bogotá, Doha, Hong Kong, Seoul, Xangai e Tóquio. Em fase de retoma estão também os voos entre o Canadá e os EUA, na sequência do abrandamento das restrições às viagens entre os dois países, com a Air Canada a retomar os voos em 55 rotas e 34 destinos nos EUA, num total de 220 voos diários entre ambos os países. A partir de novembro, a companhia vai também dar início a duas novas rotas para os EUA, passando a voar para Orlando e Fort Lauderdale à partida do Quebeque, e conta também retomar, por essa altura, os voos para Punta Cana e Cancun. No caso dos EUA, explica Raquel Serra Pinto, a companhia aérea dispõe também outras vantagens, uma vez que oferece aos “passageiros a possibilidade de efetuarem todos os procedimentos alfandegários de entrada nos EUA nos principais hubs no Canadá (Toronto, Montreal, Vancouver e Calgary)”, pois o “protocolo existente entre os dois países agiliza e optimiza entrada no país vizinho, uma vez que à chegada aos EUA, os passageiros apenas terão de levantar a bagagem e abandonar o aeroporto, pois os procedimentos de entrada no país já foram executados antes do voo. Esta é, sem dúvida, uma mais-valia que a Air Canada oferece aos seus passageiros que voam para qualquer dos 34 destinos nos EUA”. Raquel Serra Pinto prefere, no entanto, ser mais cautelosa na hora de traçar expetativas e, apesar de admitir que a Air Canada está confiante, até pela procura elevada que tem registado nas rotas para a capital portuguesa, considera que, devido “à volatilidade da situação da pandemia, é difícil fazer previsões de data para uma volta aos níveis de 2019”, ainda que não deixe de realçar que a Air Canada acredita que “2022 será muito melhor que 2021”. E cita mesmo o CEO da Air Canadá, Michael Rousseau, que ainda recentemente se mostrou convicto da resiliência da transportadora, afirmando que, “sem dúvida, que a Air Canada se mantém bem posicionada para fazer face aos desafios que a aviação enfrenta”.

Segurança e flexibilidade continuam a ser prioridades
Apesar da melhoria da situação pandémica e do avanço da vacinação contra a COVID-19, o certo é que a segurança continua a ser uma prioridade para a Air Canada. Ao Publituris, a responsável comercial da companhia aérea para Portugal explica que, desde o início da pandemia, a Air Canada elegeu o lema “A segurança é a nossa prioridade” como máxima e continua a tudo fazer para manter “elevados níveis de segurança quer no espaços do aeroporto, quer a bordo”. “Para fazer face à pandemia da COVID-19, reforçámos o modelo de higienização das áreas de circulação nos aeroportos, e de todos os espaços a bordo, incluindo o serviço de refeições embaladas, para garantir a segurança e confiança dos nossos passageiros”, revela. Além das preocupações com a segurança, a transportadora está também a oferecer condições mais atrativas aos passageiros, garantindo, nomeadamente, uma maior flexibilidade das tarifas, que permitem agora “uma alteração de data do voo até duas horas antes da partida e possibilidade alterar o titular do bilhete”, enquanto os AC Travel Vouchers, que não permitem reembolso, vão continuar a ser disponibilizados.

*Artigo publicado originalmente na edição de 3 de setembro do jornal Publituris.

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Aviação

Credores da Groundforce aprovam recuperação da empresa

A lista de credores da Groundforce conta com 2.791 entidades, num total de mais de 154 milhões de euros.

Publituris

Os credores da Groundforce, reunidos hoje em assembleia de credores, no tribunal de Monsanto, Lisboa, aprovaram a recuperação da empresa, tal como sugeriam os administradores de insolvência, disse à Lusa fonte sindical.

A lista de credores da Groundforce, compilada durante o processo de insolvência da empresa, conta com 2.791 entidades, num total de mais de 154 milhões de euros, sendo que a TAP viu reconhecidos créditos de quase 19,7 milhões de euros.

Segundo a lista provisória de credores, a que a Lusa teve acesso, e que poderá ainda sofrer alterações, nomeadamente com a junção de novos pedidos, a dívida total, entre o que é reclamado e o que se encontra na contabilidade, ultrapassa os 154 milhões de euros.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

easyJet destaca a necessidade de “ação coordenada” para tornar zero emissões uma realidade

O responsável máximo da easyJet, Johan Lundgren, incentivou esforços conjuntos e coordenados entre a indústria e o governos para tornar os voos com emissões zero uma realidade.

Victor Jorge

Durante a participação na Cimeira da Airbus, evento que se realiza em Toulouse (França), o CEO da easyJet, Johan Lundgren, incentivou a indústria e os governos a trabalharem em conjunto, de modo a produzir a tecnologia de emissão zero necessária para transformar o setor da aviação no futuro, sobretudo na próxima década.

O responsável máximo da companhia aérea admitiu mesmo que “a visão de voos com emissões zero só estará próxima se houver uma ação coordenada” e que se deve concentrar os esforços em algumas áreas chave.

Para tal e em primeiro lugar, os governos precisam, segundo Lundgren, apoiar o desenvolvimento das infraestruturas e fornecimento de hidrogénio nos aeroportos, assim como os investimentos em energias renováveis para apoiar a criação de hidrogénio verde para a aviação. Até porque, diz Lundgren, “os aviões a hidrogénio e elétricos já estão a voar, com empresas empenhadas em escalar a tecnologia para voos comerciais, com o objetivo de os colocar ao serviço nos anos de 2030”.

Contudo, salienta o CEO da easyJet, “a indústria não o pode fazer sozinha. Precisamos que os governos a ajudem a atingir estes objetivos ambiciosos de redução de emissões, defendendo o apoio financeiro e as regulamentações para tecnologias verdes e ainda investimentos em aviões com emissões zero. Estamos prontos para trabalhar com os nossos parceiros e com a indústria em geral, proporcionando um futuro mais sustentável para a aviação”.

Por isso, foi deixada a mensagem de que as entidades governamentais não só devem “fornecer incentivos financeiros para apoiar o desenvolvimento e a expansão da tecnologia de emissões zero”, como também devem “canalizar os fundos obtidos através de impostos sobre a aviação para toda a investigação e desenvolvimento necessários”.

Além disso, as companhias aéreas que optarem por tornar-se pioneiras na adoção da nova tecnologia devem ser “incentivadas através de redução de taxas aeroportuárias e de controlo de espaço aéreo”. Estas devem ainda beneficiar de “isenções fiscais” se operarem aviões com emissões zero e ter prioridade nas slots dos aeroportos.

A easyJet identificou também como prioridade garantir a existência de uma “rede adequada para assegurar o progresso” e o apoio à adoção generalizada de aviões com emissões zero, sempre que tal seja viável, nomeadamente nas rotas mais curtas, indicando que, até lá, a easyJet utilizará o SAF (combustível de aviação sustentável).

De referir que a easyJet tem trabalhado em parceria com a Airbus desde 2019 para apoiar o desenvolvimento de um avião comercial movida a hidrogénio até 2035. Neste sentido, uma das partes fundamentais do contributo da easyJet tem sido trabalhar com este fabricante para fornecer a perspetiva de uma companhia aérea comercial no desenvolvimento de novas tecnologias de propulsão com emissões zero para aviões de passageiros.

Por último, a easyJet está empenhada em atingir o objetivo da União Europeia de emissões de carbono zero até 2050.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Aviação

Delta Air Lines aplaude reabertura de fronteiras nos EUA sem restrições para vacinados

Companhia aérea considera que a reabertura de fronteiras para turistas vacinados vai “impulsionar a economia e o emprego” nos EUA e permitir o reencontro de amigos e familiares.

Publituris

A reabertura das fronteiras nos EUA para viajantes internacionais que já estejam vacinados contra a COVID-19 vai “impulsionar a economia e o emprego” norte-americanos e contribuir para que amigos e familiares se possam reencontrar pela primeira vez depois de 18 meses, considera a Delta Air Lines, que esta terça-feira, 20 de setembro, veio aplaudir a decisão anunciada para novembro através de um comunicado enviado à imprensa.

“A ciência diz-nos que a vacinação associada aos testes é a forma mais segura e responsável de reabrir as viagens internacionais. Aplaudo a decisão do governo de suspender as restrições antes da temporada de férias, para que as famílias possam finalmente reunir-se novamente. Na Delta, esperamos desempenhar a nossa parte no reencontro de entes queridos, ao mesmo tempo que facilitamos a recuperação económica dos EUA”, congratula-se Ed Bastian, CEO da Delta Air Lines.

Na informação divulgada, a Delta Air Lines lembra que a abertura de fronteiras destina-se aos viajantes internacionais que já estejam completamente vacinados contra a COVID-19 e que possuam o seu comprovativo, desde que apresentem um teste negativo realizado até três dias antes da viagem, requisitos que também se aplicam aos cidadãos norte-americanos de regresso ao país e que já estejam vacinados, enquanto os norte-americanos que ainda não tenham a vacinação completa devem fazer um  teste antes do regresso ao país e outro após a chegada.

A Delta Air Lines lembra ainda o estudo da Mayo Clinic, que mostra o risco de exposição à COVID-19 durante uma viagem de avião, na qual todos os passageiros apresentem um teste com resultado negativo realizado até 72 horas antes do voo, é inferior a 0,1%.

Para ajudar os passageiros a gerir os testes, assim como os restantes documentos de viagem,  a Delta Air Lines lançou também a aplicação Delta FlyReady, que, segundo a companhia aérea, vai agora ser melhorada e passar a aceitar também os certificados de vacinação

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aviação

Loftleidir nega “benesses por parte do Estado ou entidades relacionadas” no acordo da CVA

Esclarecimento surge depois de terem vindo a público notícias que davam conta da existência de um acordo secreto com a empresa islandesa e ruinoso para o Estado cabo-verdiano.

Publituris

A Loftleidir veio esta terça-feira, 21 de setembro, negar o recebimento de “quaisquer benesses por parte do Estado ou entidades relacionadas” no acordo celebrado em março de 2021 com o Estado cabo-verdiano e relativo à Cabo Verde Airlines (CVA).

“Rejeitamos todas as acusações que foram feitas à Loftleidir, que sempre pautou o seu comportamento pelo estrito cumprimento da legalidade, dos acordos assinados e em respeito aos mais elevados padrões éticos. Nunca chantageou ou praticou qualquer ato semelhante com o Estado de Cabo Verde ou entidades relacionadas, O processo negocial foi conduzido de forma transparente, tendo as partes sido assessorados por especialistas internacionais com competência e experiência matéria. A Loftleidir não recebeu quaisquer benesses por parte do Estado ou entidades relacionadas. O principal beneficiário desse acordo foi a CVA”, refere a empresa que integra a Loftleidir Cabo Verde, que detinha 51% da companhia aérea até à sua renacionalização, num esclarecimento enviado à imprensa.

Este esclarecimento surge depois de terem vindo a público notícias que davam conta da existência de um contrato secreto e ruinoso para o Estado cabo-verdiano, que a Loftleidir veio agora negar, afirmando que sempre “cumpriu integralmente os acordos assinados com o Estado de Cabo Verde e com a TACV”.

A Loftleidir aproveita também para esclarecer que “não deve quaisquer impostos ou taxas ao Estado de Cabo Verde”, sendo “igualmente falso que as contas não foram prestadas, pois a Loftleidir, enquanto acionista, recebeu os relatórios e documentos de prestação de contas dos anos anteriores, devidamente assinados, para serem discutidos na assembleia geral e que não sucedeu porque o Estado optou por nacionalizar a CVA no dia agendado para a realização da mesma”.

A Loftleidir explica ainda que assinou, com o Estado de Cabo Verde, um acordo de confidencialidade e que, por isso, não pode “revelar os contornos do acordo”, mas assegura que, pelo menos da sua parte,  “toda a negociação e o seu desfecho foram discutidas em boa-fé, numa base de confiança, tendo chegado a um resultado que foi aceite pelas duas partes”.

“O novo acordo implicou cedências de parte a parte para fazer face aos constrangimentos financeiros provocados pela pandemia, com o único intuito de permitir à CVA reiniciar as suas operações”, garante a Loftleidir, que faz uma retrospectiva dos últimos meses, desde a chegada da pandemia, que parou a aviação em todo o mundo e afetou fortemente a companhia aérea cabo-verdiana, cuja operação continua parada.

Recorde-se que o Estado de Cabo Verde avançou para a privatização da então TACV  em março de 2019 e vendeu 51% do capital da companhia aérea à Loftleidir Cabo Verde, que juntava a Loftleidir e alguns investidores islandeses, num negócio que viria a ser afetado pela pandemia que, em março de 2020, levou à  suspensão de todos os voos da CVA e motivou novas negociações entre os investidores e as autoridades cabo-verdianas, com vista ao reinício das operações.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aviação

Qatar Airways junta-se à Coligação Global para a Aviação Sustentável da ICAO

Companhia aérea de bandeira do Qatar torna-se na primeira transportadora do Médio Oriente a aderir a esta coligação, que visa o desenvolvimento de ideias e projetos para reduzir o impacto da aviação no ambiente.

Publituris

A Qatar Airways tornou-se na primeira companhia aérea do Médio Oriente a juntar-se à Coligação Global para a Aviação Sustentável da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO, sigla em inglês), que atua como um fórum onde as empresas podem desenvolver as ideias e projetos para reduzir o  impacto da aviação no meio ambiente.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea explica que, com esta adesão, reafirma o seu “compromisso  de trabalhar em conjunto com os stakeholders relevantes da indústria, como fabricantes, universidades, governos e organizações não governamentais para a descarbonização da aviação e promoção do transporte aéreo sustentável”.

“É a inovação que vai impulsionar a indústria para um futuro sustentável. Acredito firmemente que a Coligação Global da ICAO para a Aviação Sustentável permitirá que os parceiros líderes da indústria procurem uma criação colaborativa e conduzam a inovação juntos. A Qatar Airways espera ser um colaborador estratégico da coligação. Esperamos trabalhar em conjunto com outros membros no desenvolvimento de ideias e estratégias para facilitar uma maior aceleração de tecnologias verdes inovadoras, levando-nos um passo mais perto de emissões líquidas zero”, afirma Akbar Al Baker, CEO da Qatar Airways.

Entre os temas a que a Coligação Global para a Aviação Sustentável da ICAO se dedica encontra-se o desenvolvimento de combustíveis para a aviação sustentável, infraestruturas, operações e tecnologia, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o processo de redução de emissões de CO2 no setor da aviação e fortalecer as parcerias.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aeroporto de Lisboa
Aviação

Aeroportos nacionais alcançam “níveis mais elevados desde o início da crise pandémica” em julho

Dados do INE indicam que, em julho, os aeroportos nacionais receberam 15,6 mil aeronaves em voos comerciais e 2,8 milhões de passageiros, o que traduz subidas de 75,8% e 116,1%, respetivamente, face a igual mês de 2020.

Inês de Matos

Os aeroportos nacionais receberam 15,6 mil aeronaves em voos comerciais e 2,8 milhões de passageiros (embarques, desembarques e trânsitos diretos) no passado mês de julho, quando foram atingidos “os níveis mais elevados desde o início da crise pandémica COVID-19”, indicam os mais recentes dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta sexta-feira, 17 de setembro.

De acordo com o INE, o total de aeronaves que aterraram nos aeroportos nacionais em julho traduz uma subida de 75,8% face a igual mês do ano passado, enquanto os passageiros aumentaram 116,1%, ainda que, comparativamente a igual mês de 2019, antes da chegada da crise pandémica, as variações indiquem uma descida de 33,2% no número de aeronaves aterradas e de 55,8% nos passageiros movimentados.

Face ao mês anterior, os resultados indicam, no entanto, uma melhoria, uma vez que, em junho, os aeroportos nacionais tinham apresentado uma quebra de 44,5% no total de aeronaves aterradas e de 66,0% no movimento de passageiros, comparativamente aos resultados de junho de 2019.

Já o tráfego internacional perdeu relevância face a julho do ano passado, uma vez que, do total de passageiros desembarcados nos aeroportos portugueses, 74,8% corresponderam a viajantes internacionais, quando em período homólogo esta percentagem chegava aos 81%, realidade que se verificou também nos passageiros embarcados, onde o tráfego internacional correspondeu a 69,8% total, valor que compara com os 75,7% apurados em igual período do ano passado, com o INE a sublinhar que a maioria destes passageiros tinham “como principal destino aeroportos localizados no continente europeu (59,1%)”.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano,  o INE revela que o número de aeronaves aterradas e o número de passageiros desembarcados diariamente registou, desde a segundo quinzena de março, “uma inversão da tendência”, com o crescimento de ambos os indicadores e que “se manteve durante os meses seguintes”. Já a partir da segunda quinzena de maio, “verificou-se um crescimento mais acentuado, tendo-se mantido uma tendência de crescimento nos meses de junho e julho”.

De janeiro a julho de 2021, houve uma diminuição de 26,0% no número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais, valor que compara com a quebra de 67,3% no período homólogo de 2020 e com a subida de 7,1% no mesmo período de 2019. Já se a comparação for feito com igual período de 2019, a descida foi de 75,8%.

Por aeroportos, Lisboa voltou a concentrar a maioria do tráfego, contabilizando 45,5% do total de passageiros (3,8 milhões), ainda que tenha apresentado um decréscimo de 38,8% que, segundo o INE, foi “o mais acentuado dos três aeroportos com maior tráfego anual de passageiros”. Por outro lado, o aeroporto de Faro manteve a terceira posição entre os aeroportos com maior movimento de passageiros neste período, num total de 914 mil passageiros, o que traduz uma descida de 12,0%.

Por mercados, França foi o principal país de origem e de destino dos voos no acumulado dos sete primeiros meses do ano, seguindo-se o Reino Unido e a Alemanha, ainda que “com um volume significativamente mais reduzido de passageiros desembarcados e embarcados”.

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos

Toda a informação sobre o sector do turismo, à distância de um clique.

Assine agora a newsletter e receba diariamente as principais notícias do Turismo. É gratuito e não demora mais do que 15 segundos.

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.