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Quinta da Comporta. O homem sonha e a obra nasce

Depois de já ter projetado diversos hotéis, o arquiteto Miguel Câncio Martins abriu o seu primeiro hotel de luxo na Comporta.

Carina Monteiro
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Quinta da Comporta. O homem sonha e a obra nasce

Depois de já ter projetado diversos hotéis, o arquiteto Miguel Câncio Martins abriu o seu primeiro hotel de luxo na Comporta.

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Quem percorre o muro branco que rodeia a  Quinta da Comporta – Wellness Boutique Resort, na vila do Carvalhal, não imagina que dentro está possivelmente um dos hotéis do qual muito se falará daqui para a frente. Seja pela diferenciação do produto, seja pelo conceito da hotelaria que se pretende implementar na unidade, combinando a hospitalidade asiática com a assertividade da cultura europeia.

Miguel Câncio Martins é o proprietário e mentor da Quinta da Comporta – Wellness Boutique Resort. Para lá do arquiteto com uma obra reconhecida – foi responsável por projetos como o Heritage Av. da Liberdade e o Conrad Algarve – está um apaixonado pela Comporta, local onde passou a infância. Mais do que um projeto de hotelaria, o Hotel Quinta da Comporta é um sonho antigo do arquiteto.

Em 2012, Miguel Câncio Martins deu início ao hotel, com a escolha e compra da propriedade de quatro hectares. A situação económica e a ausência do país – o arquiteto vivia nessa altura em Paris -, levaram a que, somente em 2016, retomasse o projeto. Com a aprovação do financiamento do Portugal 2020 concluída, deu-se início às obras em março de 2017. Dois anos depois o hotel abriu e o sonho parece concretizado.

Miguel Câncio Martins tem a autoria de todo o hotel e até criou a marca e o logotipo. Nota-se a preocupação em não ser “excessivamente construtivo”. O edifício central da propriedade, um antigo armazém onde se guardava o arroz, foi mantido e é nele que estão distribuídos os 61 quartos do hotel com diversas tipologias. De raiz construíram-se os edifícios do restaurante, do Spa e as villas.

“O arquiteto Miguel Câncio Martins quis manter a traça do património edificado, podíamos ter construído mais unidades de alojamento, mas a ideia era manter a sustentabilidade do local e da Comporta. O arquiteto gosta de ver a Comporta como um local único, preservado, sustentável, e que possa ser reconhecido internacionalmente”, refere Ana Beatriz, responsável da ABC Hospitality, empresa de consultoria que está a assessor o projeto. A decoração reflete as várias viagens e os locais onde Miguel Câncio Martins já esteve. Um deles é Las Ventanas al Paraíso, no México, um dos sítios que mais inspira o arquiteto.

Marie-Hélène Moreira é a diretora da Quinta da Comporta – Wellness Boutique Resort e a responsável por implementar o serviço hoteleiro que se pretende de elevada qualidade. Francesa, mas filha de pais portugueses, trabalhou em Portugal no início da carreira, mas foi na Ásia que passou os últimos anos, trabalhando para marcas como a Aman Resorts e a Orient Express, em locais como Bali ou a Tailândia. Juntou-se ao projeto em junho de 2017, quase dois anos antes da conclusão. Após uma entrevista com Miguel Câncio Martins, a empatia foi imediata. “Acredito numa hotelaria virada para o cliente, ‘out of the box’, uma hotelaria que vem primeiro do coração, inspirada no serviço da Ásia, combinada com o lado eficaz da Europa”. Encontrar um equilíbrio em que as pessoas conseguem “ser simpáticas e trabalhar de coração aberto” é uma das missões da diretora geral.

Nada foi deixado ao acaso na elaboração do conceito e do serviço que sustenta o hotel. Por essa razão, a equipa, composta por mais de 80 colaboradores, foi contratada meses antes da abertura da unidade. No caso dos responsáveis das diversas áreas, estão a trabalhar há um ano e a restante equipa desde dezembro do ano passado. Vêm dos quatros cantos do mundo, desde Singapura ao Brasil, passando pelo Nepal. Mas também há portugueses, como o diretor de F&B, José Viegas, que trabalhou anteriormente na China e no Dubai. Em comum, têm as competências e os valores que a marca exige. “Precisamos de standards, mas também precisamos de incutir-lhes bom senso, a vontade, a flexibilidade, em suma, uma hotelaria que vem do coração”, refere Marie-Hélène Moreira. A inspiração que é transmitida pela formação constante é também suportada pelas condições oferecidas, garante Ana Beatriz. “A empresa oferece salários acima da média e condições de alojamento e transporte”.

Conceito
“The guest come here, stop the time and move slowly with the wind” (O cliente chega, o tempo pára e move-se devagar com o vento). A expressão é de Marie-Hélene Moreira e serve para ilustrar o conceito do Hotel da Quinta da Comporta e aquilo que se pretende que o hóspede sinta quando está na unidade. A experiência começa logo na chegada, o cliente é convidado a baixar o botão do volume de stress. Não há uma receção convencional, mas uma equipa que recebe o hóspede. “A partir do momento em que entra no resort a ideia é que não tenha de regressar à receção. Estamos onde o cliente estiver. No futuro até o ckeck-in será feito no quarto. Estamos a tentar aliviar a alma do cliente quando chega ao hotel”, refere a diretora.

A história da Comporta ligada ao cultivo, colheita e armazenamento do arroz foi transposta para o resort, seja nos edifícios, antigos celeiros, seja na restauração, ou até mesmo no Spa. O arroz é o fio que conduz toda a história do hotel. “No pequeno-almoço há uma água de arroz doce e no Spa um welcome drink de água de arroz” são alguns exemplos referidos.

A unidade está ainda a trabalhar numa marca própria de produtos de Spa com origem no arroz, à semelhança do que a Caudalie fez com o vinho. A marca chama-se Oryza e já esta a ser testada no Spa do hotel. A coleção de produtos vai ser lançada antes do final de 2019 e a expetativa é que seja comercializada na exterior e até para outras unidades hoteleiras.

Celeiros do Canadá, lustres de Bali e mármore nacional
Miguel Câncio Martins foi exímio na conjugação de materiais que compõem a arquitetura e a decoração do hotel. No restaurante, que recria um Celeiro Antigo do Canadá, encontram-se lustres de Bali e mesas de mármore. A decoração e a arquitetura conferem um ambiente tranquilo ao resort, que tem como pano de fundo o arrozal. Aberto ao público, o restaurante é liderado pelo Chef João Sousa, que estava anteriormente no Vila Vita Parc Hotel.
Os 61 quartos do edifício central são complementados com as quatro pool villas, que dispõem de três quartos, sala de estar, kitchenette e piscina privada.

A unidade é vocacionada para o mercado de lazer, perspetivando-se que a procura seja proveniente essencialmente da Europa – há uma comunidade muito grande de franceses na Comporta – e da América, mas também de mercados como a Rússia e Ásia. Os portugueses também são esperados, sobretudo nos fins-de-semana.

“Vamos apostar no segmento de lazer e retreats. Em julho e agosto vamos ser muito procurados para férias de praia. Os hóspedes vão ter muitas atividades ao seu dispor com sugestões para atividades e terra, no mar e no ar. Fora desses meses, vamos ter hóspedes que vêm passar fins-de-semana e/ou à procura de uma experiência mais holística e de relaxamento”.

Pontualmente, sobretudo em época baixa, a unidade também irá receber eventos corporate de lançamento de marcas de luxo, como por exemplo. O Hotel Quinta da Comporta integra a Small Luxury Hotels of World, beneficiando dos canais de comercialização da soft brand. Está ainda em outros canais de comercialização com operadores do segmento de luxo, como a Virtuoso ou a Mr&e Ms Smith. O preço médio de abertura do hotel é de 260 euros/noite. Mas na época alta esse valor pode chegar aos 500 euros.

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Nova edição: Que futuro guarda a Serra da Estrela para a hotelaria?

Conheça os destaques da edição de outubro da Publituris Hotelaria.

Que futuro guarda a Serra da Estrela para a Hotelaria? Fique a conhecer a resposta a esta questão na edição de outubro da Publituris Hotelaria, onde, mais do que percentagens de perdas, os profissionais do setor apontam soluções para recuperar o destino.

Na “Análise CLEVER” deste mês, Luís Brites, CEO Clever Hospitality Analytics, baseia-se em dados da Lybra Tech para apontar as perspetivas turísticas para os próximos meses, que continuam positivas apesar da conjuntura da guerra na Ucrânia.

Ainda nesta edição damos conta do novo hotel da Montebelo Hotels & Resorts em Alcobaça na rubrica “Fala-se”, que planeia abrir em soft opening ainda em outubro. Com um conjunto de 91 unidades de alojamento, e um investimento que já ronda os 22,5 milhões de euros, esta unidade pretende ser um polo para a organização de eventos, numa lógica de bleisure.

Viajando até aos Açores, o destaque vai para o Senhora da Rosa, Tradition & Nature Hotel, que este ano cumpre um ano de atividade. Este “pequeno retiro perto da cidade” – característica que, de acordo com a diretora da unidade, confere a diferenciação ao hotel – planeia contornar a sazonalidade do destino com a aposta no mercado americano. O investimento em recursos humanos para 2023 será outro dos pontos reforçados pelo hotel.

No dossier, o destaque vai para as empresas que marcam presença na DecorHotel 2022, que este ano regressa ao Porto de 27 a 29 de novembro. Após o evento do ano passado, realizado em Lisboa, as empresas apoiam a rotatividade da feira entre a capital e o Porto, deixando sugestões para as próximas edições.

Já na rubrica dos fornecedores apresentamos o novo marketplace online da makro, uma plataforma que reúne mais de 20.000 referências de produtos não alimentares destinados à restauração, catering e alojamento. Em entrevista à Publituris Hotelaria, David Antunes, CEO da makro Portugal, explica as especificidades desta plataforma, o que a diferencia dos outros canais da marca e as novas exigências do cliente do canal Horeca.

No “Palavra de Chef” deste mês apresentamos o trabalho da chef Fatmata Binta, que marcou presença na 18ª edição do Congresso dos Cozinheiros, em Oeiras. Nascida e criada na Serra Leoa, com ascendência guineense, Fatmata Binta foi distinguida este ano com o Basque Culinary World Prize, considerado o óscar da culinária, e com o prémio The Best Chef Rising Star. Pertencente à primeira geração do povo nómada Fulani, a chef dá-nos a conhecer o seu projeto Dine on a Mat, onde celebra a forma como os Fulani, os nómadas e africanos comem em zonas rurais.

A fechar, fique com as sugestões de David Ferreira Rosa, Sommelier no BAHR Terrace, do Bairro Alto Hotel, e as novas cartas de outono do Mama Shelter Lisboa e do La Squadra.

As opiniões pertencem a Francisco Moser (Nova SBE Westmont); Miguel Paredes Alves (HotelShop); Luís Pedro Carmo Costa (Neoturis); António Antas Teles e Abílio Vilaça (ISAG); Afonso Magalhães (Mama Shelter Lisboa) e Liliana Conde (consultora).

*Para ler a versão completa desta edição da Hotelaria – em papel ou digital – subscreva ou encomende aqui.

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Hoteleiros de Coimbra discutem implementação da taxa turística esta quinta-feira

Os hoteleiros da cidade mostram-se contra a aplicação da taxa turística em Coimbra prevista para janeiro de 2023, reunindo-se esta quinta-feira com o presidente do município para debater a sua implementação.

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) e os hoteleiros de Coimbra estarão reunidos na tarde desta quinta-feira com o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, com o objetivo de “justificarem a sua posição contrária à da câmara sobre a implementação da taxa turística [na cidade]”, como indicado em comunicado pela associação.

Na nota enviada à comunicação social, a AHP expressa que “só em destinos turísticos considerados ‘maduros’ é que se justifica a criação deste tipo de taxas”, considerando que “não é o que acontece neste caso”.

“A performance da cidade está muito longe de outros destinos portugueses onde a ‘pegada turística’ é evidente”, opina a AHP.

A associação prossegue a apontar que “há muito tempo que defende que as taxas turísticas não devem incidir exclusivamente sobre o alojamento turístico”, devendo, na sua opinião, ser também aplicadas “a todos os agentes económicos do concelho”.

Salienta ainda que a criação desta taxa neste momento “é totalmente importuna”, não só devido ao “período conturbado que o setor viveu nos últimos dois anos” devido à pandemia – que levou a quebras nas receitas da hotelaria de 66% em 2020 e 46% em 2021 – mas também devido à conjetura económica “presente e futura” proporcionada pela inflação e a guerra na Ucrânia – “com a interrupção da utilização do espaço aéreo russo, tão propenso aos mercados emissores do Sudoeste Asiático, e interrupção dos circuitos de abastecimento, bem como com graves problemas de mão-de-obra”.

A associação considera que a hotelaria de Coimbra “ainda não recuperou” das quebras decorrentes da pandemia, “o que deixou os operadores económicos deste setor numa situação extremamente fragilizada, apesar da recuperação de 2022” – que aponta ter sido “bem mais tímida em Coimbra, muito dependente do mercado nacional e dos segmentos de congressos e reuniões”.

“Estamos contra a criação da taxa, mais ainda agora, mas disponíveis para trabalhar em conjunto com o município de Coimbra para, em conjunto, encontrarmos um caminho que satisfaça todas as partes”, declarou Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP, em comunicado.

No mesmo documento, manifestou “outra preocupação”.

“A operação hoteleira não pára, há já contratos celebrados para o próximo ano e seguintes com diversos operadores turísticos que têm de ser salvaguardados, em razão dos princípios da boa-fé e do cumprimento pontual dos contratos. Os preços estão fechados e teme-se que, se a taxa avançar, quem terá de suportar esses custos, direta ou indiretamente, sejam os hoteleiros e não os hóspedes ou os operadores” alerta a vice-presidente executiva.

Câmara assegurou reaplicação da taxa na promoção da atividade económica e turística

Recorde-se que o vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Francisco Veiga, manifestou no último Congresso da AHRESP, em representação do autarca da cidade, que “toda a receita gerada pela aplicação da taxa turística no setor de hotelaria e alojamento local será integralmente aplicada para promover o desenvolvimento da atividade económica e turística numa vertente social e sustentável, criando mais e melhores condições”.

“Não há nenhuma intenção deliberada de prejudicar o sector, muito pelo contrário”, assegurou.

Tendo em conta estas declarações, a AHP manifesta em comunicado que “acredita que o compromisso assumido pode vir a ser concretizado de acordo com a proposta apresentada pela associação”.

“Temos a expectativa de que a nossa intervenção permita uma melhor reflexão e pelo menos que possamos afinar a proposta de regulamento, sobretudo em dois pontos essenciais: assegurando que haja dilação temporal suficiente entre a publicação e a entrada em vigor do mesmo, para que os operadores económicos se possam preparar; e consagrar um modelo de governança semelhante ao que já é aplicado noutros destinos, e que inclusivamente propusemos quando nos pronunciámos sobre o tema”, declarou Cristina Siza Vieira.

A vice-presidente executiva explica que esse modelo de governança passaria por “alocar a taxa a um Fundo de Desenvolvimento Turístico, com uma gestão partilhada e articulada entre a câmara municipal e os vários agentes contribuintes envolvidos do setor do Turismo – especificamente a hotelaria, que é quem de facto vai contribuir para esta receita adicional, para financiamento de investimentos e ações que promovam de forma sustentável o destino”, conclui a responsável.

Numa nota final, a AHP lembra que esteve reunida em setembro “com a maioria dos hoteleiros da cidade de Coimbra, associados e não associados, que se manifestaram unanimemente contra a referida taxa e partilharam diversas preocupações com o estado da cidade”.

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Pestana CR7 Marraquexe é o melhor novo hotel de África

Nos World Travel Awards 2022 destinados ao continente africano, o Pestana CR7 Marraquexe (Marrocos) foi considerado o melhor novo hotel de África.

Esta unidade hoteleira localizada ma M Avenue, nova centralidade na cidade marroquina de Marraquexe, mereceu a distinção na edição de África dos “óscares” do Turismo, que reconheceu a exclusividade deste que é o quinto hotel da parceria entre o Grupo Pestana e Cristiano Ronaldo.

O Pestana CR7 Marraquexe superou, assim, um lote de concorrentes em que se encontrava um quarteto de novos hotéis da maior potência económica do continente, a África do Sul.

Refira-se que a unidade abriu em março deste ano no novo bairro criado na “cidade ocre”, a meio caminho entre a Medina e os jardins de Menara. Com marcas de luxo e uma agitação acelerada pelas galerias de arte, discotecas e pelo mercado na praça Jemaa el-Fna, a M Avenue faz juz ao dinamismo de Marraquexe, uma das quatro cidades imperiais de Marrocos.

O Pestana CR7 Marrakech oferece 174 quartos, Spa, cinco salas de reuniões, um centro de negócios e dois restaurantes com ofertas distintas, um Sports Lounge & Bar no lobby e, no rooftop.

Com este prémio, o Pestana CR7 Marrakech prossegue na competição para o prémio World’s Leading New Hotel 2022, cujo resultado será conhecido já em novembro.

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H10 Hotels aposta em novos profissionais

Alexander Larsson, Francisco Sant’Anna e Inês Silva são as novas apostas do grupo H10 Hotels.

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A H10 Hotels apostou em novos profissionais para as unidades do grupo.

Desta forma, Alexander Larsson passa a desempenhar as funções de Meetings & Events Manager para a H10 Hotels Lisboa. Formado em Turismo e Gestão Hoteleira, o profissional ocupava anteriormente o cargo de Sales Manager no Motel One Group, tendo passado também pela Vincci Hotels enquanto Deputy General Manager.

Já Francisco Sant’Anna assume o cargo de Director of Sales na H10 Hotels Lisboa, tendo já trabalhado para o grupo entre 2015 e 2018, enquanto Sales Manager e Director of Sales. Antes de assumir novamente funções na H10 Hotels, o profissional desempenhava as funções de Director of Sales & Marketing para a Singular Properties Azores.

Por fim, o H10 Hotels promoveu Inês Silva para Hotel Assistant Manager do The One Palácio da Anunciada 5*, que anteriormente desempenhava as funções de MICE Manager e MICE Coordinator na unidade. Licenciada em Direção e Gestão Hoteleira pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, a profissional é também mestre em Sales Management pela Universidade Europeia.

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“Transformação Digital na Hotelaria” esta quarta-feira em webinar promovido pela AHP

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) promove esta quarta-feira, pelas 11 horas, um webinar sobre “Transformação Digital na Hotelaria” com parceiros de referência a nível internacional.

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Como influenciar a escolha dos clientes e proporcionar-lhes uma boa experiência? Qual a vantagem competitiva que as soluções de BI podem trazer ao seu negócio? Como baixar o custo por venda das campanhas digitais e proteger a marca online? Como aumentar o lifetime value do seu negócio? Como aumentar a competitividade das empresas e trazer melhores experiências aos clientes?

São estas as questões que a AHP quer desvendar num webinar que tem lugar esta quarta-feira, 19 de outubro, a partir das 11 horas.

As boas vindas dicam a cargo de Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP, seguindo-se a mesa redonda sobre o tema “Transformação Digital na Hotelaria”, com Tatiana Taylor, Global Marketing Manager, da IDeaS, e Francisco Sánchez, Business Development Manager EMEA da TrustYou,

O webinar conta com a participação de três empresas parceiras da AHP: a SmartLinks, agência digital 360º especializada em Turismo, e-commerce e transformação digital e que assegura o Gabinete Digital da AHP; a IDeaS, líder mundial em soluções de Revenue Management; e a TrustYou, maior plataforma mundial de reviews de hóspedes.

 

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Canto das Fontes lança franchising de glamping de luxo

O Eco-Glamping da Madeira – Canto das Fontes, com o apoio do Turismo de Portugal, quer replicar este conceito, tanto em Portugal continental como nas ilhas, onde se possa desfrutar da natureza.

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O Turismo de Portugal selecionou o Eco-Glamping da Madeira – Canto das Fontes para fazer parte do programa de aceleração de empresas inovadoras no setor do Turismo – Push4Tourism gerido pela Gesentrepreneur. A ideia passa por replicar o sucesso obtido na Ponta do Sol – Madeira, por onde já passaram três mil pessoas, criando outros espaços únicos para desfrutar da Natureza em Portugal Continental e Ilhas.

A empresa madeirense procura agora terrenos com características únicas, vistas privilegiadas, afastados de estradas ou ruídos, e com acesso a água, para criar o “oásis” que caracteriza a experiência oferecida

Este projeto, lançado em 2015 na Madeira, teve, desde o seu início, grande projeção internacional, beneficiando da cobertura mediática de jornais como o britânico The Guardian, entre outros, contando ainda com cerca de mil reviews de cinco estrelas.

Diz a empresa, em nota de imprensa, que a taxa de ocupação de 90% durante todo o ano, de mais de 60 nacionalidades diferentes, e a grande procura do espaço, foi a grande motivação do fundador Roberto Varela em querer proporcionar a experiência a um maior número de pessoas, e de fazer crescer o projeto ao mesmo tempo que espera contribuir para um Turismo cada vez mais sustentável e amigo do ambiente.

O Canto das Fontes nasceu através da recuperação de um terreno familiar, mas não é o único projeto do empreendedor na área do Turismo. Roberto Varela é também responsável por transformar, igualmente na Madeira, uma gruta antiga em alojamento, o  – Atlantis Beach Cave.

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Cabo Verde aumenta taxa turística em 25% para 2023

Com o aumento previsto, o Governo de Cabo Verde estima que esta taxa possa gerar receitas de 8,6 milhões de euros ao longo do próximo ano.

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A taxa turística paga pelos turistas na hotelaria de Cabo Verde vai aumentar 25% no próximo ano, chegando aos 2,50 euros por noite, avança a Lusa, que diz que a medida consta da proposta de Orçamento de Estado de Cabo Verde para 2023.

Segundo a proposta a que a Lusa teve acesso e que vai agora ser discutida no parlamento cabo-verdiano, esta taxa deverá subir, em 2023, cerca de 50 cêntimos, o que leva o Governo a estimar que esta taxa possa gerar receitas de 8,6 milhões de euros ao longo do próximo ano.

“A taxa turística vai ser aumentada em 50 cêntimos de euro. A receita resultante desse aumento é consignada ao ‘Programa MAIS’ para financiamento de projetos destinados à erradicação da pobreza extrema”, afirmou Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde, quando apresentou as primeiras medidas incluídas na proposta de orçamento.

Recorde-se que a taxa turística foi introduzida na hotelaria cabo-verdiana em 2013 e tinha um valor de dois euros por noite, em estadias até 10 dias, aplicando-se apenas a turistas com mais de 16 anos de idade.

Este ano, até julho, Cabo Verde arrecadou já 3,6 milhões de euros com a taxa turística, valor que equivale a 85,3% do orçamentado pelo Governo para todo o ano de 2022 e que, segundo o Ministério das Finanças, corresponde a “um aumento exponencial ao montante cobrado no mesmo período de 2021”.

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Em webinar: Consolidador.com dá a conhecer funcionalidades da sua plataforma online

O Consolidador.com promove um webinar, esta quinta-feira, dia 20 de outubro, pelas 11 horas, com o objetivo de dar a conhecer as funcionalidades disponíveis na sua plataforma online.

A sessão, que estará aberta a todos os agentes de viagens, mediante inscrição, tem como principal intuito dar a conhecer em detalhe todas as funcionalidades disponíveis na sua plataforma. Após a apresentação, será dada a oportunidade aos agentes de esclarecer todas as suas dúvidas.

O webinar contará também com a participação de um representante da Biosphere Tourism Portugal, onde será feita uma breve apresentação do programa e as vantagens na adesão das agências de viagem a este projeto.

O consolidador aéreo para agências de viagens IATA e NÃO IATA permite ter acesso a mais de 500 companhias aéreas e a mais de 500 mil hotéis e atividades de lazer em todo o mundo.

Fundada em 2009 em Portugal, a empresa apoia diversos grupos de gestão e as agências de viagens independentes na área da consolidação, disponibilizando a possibilidade de efetuarem reservas e emissões de forma rápida e intuitiva quer disponham ou não de um GDS próprio, Amadeus ou Galileo.

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Eurostars abre este ano nono hotel em Lisboa num investimento de 19M€

Com um investimento de 19 milhões de euros, a Eurostars Hotel Company, cadeia hoteleira do Grupo Hotusa, vai abrir, ainda este ano, a sua nona unidade em Lisboa e a 24.ª em Portugal, segundo país dos 18 no mundo onde o grupo de origem espanhola tem vindo a expandir mais rapidamente. Trata-se do quatro estrelas Eurostars Lisboa Baixa.

Apesar de estar mais concentrado em Lisboa e no Porto, mas um pouco espalhado pelo território nacional, o grupo hoteleiro tem outros projetos na calha em Portugal, designadamente, um hotel em Fátima, junto ao santuário, cujas obras deverão iniciar em 2023, está a olhar para outras oportunidades em cidades com património no país e com vontade de chegar às regiões autónomas, principalmente aos Açores, destino que se identifica com o conceito da cadeia.

Estas explicações foram dadas aos jornalistas que visitaram, esta sexta-feira, as obras finais do que vai ser o quatro estrelas Eurostars Lisboa Baixa, por Luís Cruz, diretor executivo da organização em Portugal.

Trazer a cidade de Lisboa, e mais propriamente a Baixa, para dentro do hotel, foi o conceito desenvolvido para este quatro estrelas que já está em fase final de pré-inauguração, conforme explicou aos jornalistas, Loli Moroño, diretora criativa do estúdio de design de interiores responsável pelo projeto, que juntamente com o arquiteto do projeto, Cristian Naudin, e Luís Cruz, conduziu a visita aos jornalistas. O elétrico, a calçada portuguesa, o azulejo pintado à mão e o artesanato português são os elementos-chave desta nova unidade hoteleira.

O Eurostars Lisboa Baixa localiza-se na Rua da Prata, num edifício clássico que ainda conserva a sua fachada original de estilo Pombalino. Durante a sua remodelação, realizada por ateliês especializados tanto em arquitetura (TYPSA) como em design de interiores (PF1 Interiorismo Contract), todos os pormenores foram pensados até ao último detalhe e trabalhados com total respeito pelos elementos originais da estrutura, garantiram os dois responsáveis pelo projeto.

Este hotel boutique, “com alma portuguesa e vocação universal”, conforme foi revelado na ocasião, vai oferecer de 57 quartos (54 duplos, duas suites e um quarto adaptado para hóspedes com mobilidade reduzida), todos com janelas e virados para a Rua da Prata ou as traseiras de edifício, onde a tradição e a modernidade se casam. Dispõe ainda de receção, bar/cafetaria com esplanada, e zona de estar, inspirados na cidade que o acolhe e impregnados da sua essência em cada recanto.

O design interior é rico em azulejos, veludos, mosaicos e paralelos (um claro aceno para as ruas de Lisboa), bem como em fotografias que imortalizam a sua beleza nostálgica. Nos quartos predominam as madeiras e o mármore, abraçados por murais inspirados nos azulejos tradicionais locais.

Vinte e quatro hotéis em Portugal coloca o nosso país como segundo maior mercado do grupo espanhol, considerou Luís Cruz, representando mais de 10% da oferta total que a rede de hotéis dispõe. De destacar que, os 23 estabelecimentos que estão em funcionamento em Portugal, totalizam 2.471 quartos. Em Espanha, o grupo dispõe de 164 unidades hoteleiras com um total de 15.565 quartos.

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INE: RevPAR e ADR atingem máximos históricos em agosto

Segundo o INE, o alojamento turístico registou, em agosto, proveitos totais de 797,0 milhões de euros, enquanto os proveitos por aposento somaram 639,0 milhões de euros, traduzindo subidas de 24,9% e 25,7% face a agosto de 2019.

Inês de Matos

O alojamento turístico registou, em agosto, proveitos totais no valor de 797,0 milhões de euros, enquanto os proveitos por aposento somaram 639,0 milhões de euros, valores que traduzem subidas de 24,9% e 25,7% face a igual mês de 2019, respetivamente, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE), que indica mesmo que o RevPAR e o ADR foram os “mais elevados desde que há registo”.

“O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 102,2 euros em agosto e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 137,2 euros, os valores mais elevados desde que há registo (+41,8% e +17,8% face a agosto de 2021). Em relação a agosto de 2019, o RevPAR aumentou 21,1% e o ADR cresceu 18,1%”, indica o INE, no comunicado que acompanha os dados a atividade turística de agosto, divulgados esta sexta-feira, 14 de outubro.

Em agosto, o Algarve concentrou 38,8% dos proveitos totais e 38,4% dos relativos a aposento, seguindo-se a AM Lisboa (21,7% e 22,5%, respetivamente) e o Norte (14,0% e 14,2%, pela mesma ordem). Já os valores de RevPAR mais elevados foram registados no Algarve (151,0 euros) e AM Lisboa (107,8 euros).

O INE revela que, desde o início do ano, o RevPAR “aumentou 90,4%”, com crescimentos de 93,3% na hotelaria, 104,8% no alojamento local e 19,0% no turismo no espaço rural e de habitação.

Já os proveitos cresceram, no acumulado até agosto, 163,7% no total e 163,5% nos relativos a aposento face ao mesmo período de 2021, enquanto na comparação com 2019, “verificaram-se aumentos de 13,2% e 14,3%, respetivamente”.

O INE diz que “a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento” durante os primeiros oito meses de 2022 e revela que, face a 2019, os proveitos totais na hotelaria aumentaram 12,0% e os de aposento cresceram 13,1%, enquanto nos estabelecimentos de alojamento local registaram-se subidas de 10,2% e 11,2%, e no turismo no espaço rural e de habitação os aumentos atingiram
61,6% e 59,0%, pela mesma ordem.

Os dados divulgados esta sexta-feira, 14 de outubro, pelo INE confirmam também que, em agosto, o setor do alojamento turístico nacional registou 3,4 milhões de hóspedes e 9,9 milhões de dormidas, “os valores mensais mais elevados desde que há registo”, o que traduz aumento de 33,0% e 31,9% face a igual mês de 2021 e de 1,2% e 2,8% face a agosto de 2019.

O mercado interno contribuiu com 3,7 milhões de dormidas, o que corresponde a uma descida de 11,4% face a igual mês do ano passado, enquanto os mercados externos, cujo peso chegou aos 62,4%, totalizaram 6,2 milhões de dormidas, o que traduz um aumento de 86,9%. Face a 2019, as dormidas de residentes aumentaram 8,2% enquanto as de não residentes diminuíram 0,2%.

Já a taxa líquida de ocupação-cama (68,3%) aumentou 10,6 pontos percentuais em agosto, “ficando ligeiramente abaixo dos 68,7% observados em agosto de 2019”, acrescenta o INE.

Em agosto, houve “aumentos das dormidas em todas as regiões”, tendo o Algarve concentrado 32,2% das dormidas, seguindo-se a AM Lisboa (21,1%), o Norte (16,5%) e o Centro (11,6%). Em comparação com 2019, apenas o Algarve registou um decréscimo (-7,1%), enquanto s aumentos mais expressivos ocorreram na RA Madeira (+16,9%) e no Norte (+15,9%).

Por municípios, o INE destaca Lisboa e Albufeira como aqueles que registaram “maior representatividade no total nacional da atividade turística”, uma vez que, em conjunto, estes dois municípios “concentraram 27,1% do total de dormidas do país e 32,9% do total de dormidas de não residentes”.

“O município de Lisboa atingiu 1,5 milhões (quota de 14,9% do total). Comparando com agosto de 2019, as dormidas aumentaram 2,1% (+11,4% nos residentes e +0,6% nos não residentes). Em Albufeira, registaram-se 1,2 milhões de dormidas (peso de 12,2% do total), o que representa uma redução de 11,8% face a agosto de 2019 (-6,0% nos residentes e -14,7% nos não residentes)”, indica o INE.

Já as taxas líquidas de ocupação-cama mais elevadas registaram-se no Algarve (76,0%), RA Madeira (74,8%) e RA Açores (71,9%), enquanto os maiores acréscimos neste indicador verificaram-se na AM Lisboa e no Norte (+23,0 p.p. e +14,3 p.p., respetivamente).

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