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Pré-abertura de espectáculo de vídeo mapping e exposição abrem o pano de promoção em Portugal

Quatro espectáculos de vídeo mapping de grande impacto por noite

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Organizada pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), “Sentir Macau Sem Limites – Promoção de Macau em Lisboa” é a primeira actividade de promoção turística na Europa após a pandemia, em mais um passo para expandir os mercados de visitantes internacionais e promover a recuperação do turismo e da economia. Os grandes destaques da promoção são um espectáculo de vídeo mapping e uma exposição, que tiveram ontem (dia 15) a pré-abertura em Lisboa, Portugal, dando início ao evento.

Os principais destaques desta actividade promocional de grande escala decorrem na emblemática Praça do Comércio, incluindo “Sentir Macau Sem Limites – Exposição de Macau em Lisboa”, que mostra os novos elementos de Macau, em simultâneo com “Iluminar Macau: Espectáculo de Vídeo Mapping do Turismo de Macau”, que leva uma experiência de projecção de luz e cor a Lisboa.

Veja o Vídeo promocional de “Sentir Macau Sem Limites – Promoção de Macau em Lisboa” aqui

Quatro espectáculos de vídeo mapping de grande impacto por noite

O “Iluminar Macau: Espectáculo de Vídeo Mapping do Turismo de Macau”, leva pela primeira vez ao exterior um desdobramento do evento organizado pela DST “Iluminar Macau”. A partir de hoje e até ao dia 22 de Abril, haverá quatro exibições por dia, cada uma com a duração de cerca de 12 minutos, às 20h30, 21h00, 21h30 e 22h00 (hora de Lisboa). O espectáculo de vídeo mapping projecta imagens na fachada principal da Praça do Comércio, com o objectivo de mostrar ao público em Lisboa os elementos turísticos e as características únicas de Macau. O conceito de design do espectáculo de vídeo mapping divide-se em quatro capítulos: “Encontro das culturas chinesa e portuguesa”, “Património e Gastronomia”, “Aprofundamento da integração intersectorial do ‘Turismo+’”, “Implementação da estratégia «1+4» para o desenvolvimento da diversificação adequada”, convidando o público a participar numa experiência de projecção de luz deslumbrante.

Zonas de exposição com características próprias mostram ambiente dinâmico de Macau

Por outro lado, “Sentir Macau Sem Limites – Exposição de Macau em Lisboa” estará patente na Praça do Comércio, a partir de hoje até ao dia 22 de Abril (hora de Lisboa), diariamente das 14h00 às 21h00. A DST convidou também o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau e o Instituto Cultural, a par com as seis grandes empresas integradas de turismo e lazer de Macau para instalarem zonas de exposição temáticas, expositores e instalações que mostram a imagem turística de Macau. A mostra divide-se entre o “Expositor do Turismo de Macau”, “MACAU Multicultural!”, “Expositor do Comércio, Investimento e MICE de Macau” e “Expositores do Turismo de Macau – Seis Empresas Integradas de Turismo e Lazer”. A exposição adopta contentores remodelados como expositores, tendo sido introduzidos diferentes elementos coloridos. Através de um design de luz translúcida e refractária, os expositores criam um efeito multicolorido, para mostrar a atmosfera vibrante de Macau.

O público em Lisboa é convidado a visitar “Sentir Macau Sem Limites – Promoção de Macau em Lisboa”. Mais informações em: https://www.macaotourism.gov.mo/pt/article/promotion/macao_promotion_lisbon. A DST continuará a divulgar mais informações sobre a actividade promocional “Sentir Macau Sem Limites – Promoção de Macau em Lisboa” nas redes sociais, para expandir activamente o mercado internacional de visitantes de Macau.

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Falta 1 semana para terminarem as votações para os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”

Lançadas a 22 de janeiro, as votações para a 12.ª edição dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL” terminam dentro de uma semana, a 16 de fevereiro. Há 96 nomeados em 16 categorias.

Pela 12.ª vez, o jornal Publituris organiza os “Portugal Trade Awards”, iniciativa que se destina a premiar as melhores empresas, instituições, serviços e profissionais que se destacaram no Trade no setor do Turismo.

Neste ano de 2024, voltamos a colocar a votação o que de melhor se fez no trade do setor do Turismo no ano de 2023.

Recorde-se que, face às edições anteriores dos “Publituris Portugal Trade Awards” existem categorias que transitaram para os “Publituris Travel Awards” que se realizarão em julho de 2024.

As categorias que transitaram para os “Publituris Portugal Travel Awards” foram todas as categorias relacionadas com a hotelaria, rent-a-car, cruzeiros, parques temáticos, animação turística e marinas.

A votação online decorre no site dos prémios – https://premios.publituris.pt/trade/2024 – entre os dias 22 de janeiro e 16 de fevereiro de 2024.

Para validar o voto é exigida a introdução do e-mail, que terá de ser idêntico ao de registo na newsletter do Publituris.pt.

Os vencedores resultarão de uma média ponderada entre os votos do júri (45%), dos assinantes do jornal do Publituris (45%) e subscritores da newsletter diária (10%), sendo que os membros do Júri também votam online.

O júri é constituído por diversas personalidades: representantes de associações do setor, ex-secretários de Estado do Turismo, empresários, profissionais.

De referir que, desde 2022, os “Portugal Trade Awards” assumiram a denominação “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL”, numa parceria com a Bolsa de Turismo de Lisboa – BTL.

Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 28 de fevereiro de 2024, a partir das 11h00 na BTL 2024, em Lisboa.

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Foto: Depositphotos.com

Destinos

Depois da Alemanha, o destino preferido dos alemães é Espanha

Num inquérito feito pela alemã Stiftung für Zukunftsfragen, os resultados apontam para uma diminuição na escolha do mercado doméstico, embora continue na liderança, e uma preferência clara por Espanha.

A Stiftung für Zukunftsfragen (Fundação para os Estudos do Futuro, numa tradução literal) foi perceber, recentemente, o sentimento dos alemães para as próximas férias de verão. Embora a Alemanha continue a ser o principal destino de viagem dos alemães, representando 37% das principais viagens de férias, a quota de mercado diminuiu em três pontos percentuais (p.p.). Na Alemanha, a maioria dos turistas, 5,8% de todos os viajantes, viaja para a Baviera (-2,2%), enquanto 5,7% (-0,3%) são atraídos para Mecklenburg-Vorpommern. Seguiram-se a Baixa Saxónia com 4,9% (+1,1%), Baden-Württemberg com 4,2% (+0,4%) e Schleswig-Holstein com 3,3% (-1,3%).

Já quanto aos mercados externos, a análise conclui que Espanha, Itália e Escandinávia estão entre os países que registaram ganhos.

A análise, que se baseia num inquérito representativo a 3.000 pessoas com 18 anos ou mais na Alemanha, revela que a Espanha tem uma quota de mercado de 9% (+0,9% em relação a 2022) e a Itália de 7% (+0,5%). A Escandinávia atrai pouco menos de 5% (+1%) dos visitantes alemães, seguida da Turquia com 4,6% (-0,7%), Áustria com 3,2% (+0,4%) e da Grécia com 3% (-1,2%).

Viagens de longa distância ainda abaixo do valor de 2019
Segundo a mesma análise, 16,4% dos inquiridos foram atraídos para lugares distantes, representando mais 3 p.p. do que em 2022, mas ainda um pouco menos de 1% do que em 2019. A Ásia-Extremo Oriente tem a maior quota com 3,5% (+1,3%), à frente da América do Norte com 2,6% (+0,2%) e do Norte de África com 2,3% (+0,1%). O Médio Oriente representou 1,4% (+0,4%), enquanto a América Central e as Caraíbas atraíram 1,3% dos turistas alemães em 2023 (+0,2%).

De um modo geral, os números da Stiftung für Zukunftsfragen diferem significativamente dos da DRV e dos analistas de mercado da Travel Data + Analytics (TDA). Isto aplica-se, em particular, a destinos como a Turquia e Grécia, que registam um desempenho significativamente melhor neste último. Isto deve-se provavelmente, em grande parte, ao facto de a DRV e a TDA apenas analisarem as reservas efetuadas através de agências de viagens e operadores turísticos, enquanto este inquérito também inclui viagens auto-organizadas. Em países como a Turquia, a percentagem de turistas que reservam viagens organizadas é significativamente mais elevada do que em Itália ou na Escandinávia, por exemplo.

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Transportes

Tráfego aéreo na Alemanha a recuperar mais lentamente do que na Europa

O número de voos na Europa regressou aos níveis anteriores à pandemia, mas o tráfego aéreo doméstico na Alemanha, em particular, continua em crise. De acordo com a BDL, tal deve-se em parte a uma transferência para o transporte ferroviário.

O tráfego aéreo na Alemanha continua a recuperar muito mais lentamente do que noutros países europeus. “No ano passado, atingimos 79% da capacidade de lugares de 2019 na Alemanha, enquanto no resto da Europa a capacidade voltou aos 96%”, afirmou Jost Lammers, presidente da Associação Alemã de Aviação (Bundesverbands der Deutschen Luftverkehrswirtschaft – BDL).

Lammers criticou, em particular, os custos/taxas estatais. Na Alemanha, por exemplo, estes são cinco a dez vezes mais elevados do que noutros países europeus para um voo com um Airbus A320 Neo. “A situação vai continuar a agravar-se com novos aumentos da taxa de tráfego aéreo e das taxas de segurança aérea”, admite o mesmo.

Os custos impactam mais a oferta do que a procura, explica o diretor-geral da BDL, Matthias von Randow. “As companhias aéreas estão a reduzir os seus serviços a fim de utilizar melhor a capacidade dos aviões. Por conseguinte, os viajantes são frequentemente obrigados a mudar para destinos em países vizinhos. E dá o exemplo: “a companhia aérea low cost Ryanair, a maior companhia aérea da Europa em termos de número de passageiros, evita os aeroportos alemães devido aos custos de localização”.

De acordo com Lammers, duas tendências estão a estabilizar no que diz respeito à capacidade de lugares em 2024: a recuperação do tráfego intercontinental continua, com a capacidade de lugares a crescer de 87% para 96% do nível de 2019. No tráfego europeu, a BDL espera um aumento menor para 91% do nível de 2019.

A evolução do tráfego aéreo doméstico alemão é diferente. Enquanto o número de lugares disponíveis em voos domésticos alemães através dos hubs de Frankfurt e Munique aumentou 14%, em 2023, em comparação com 2022, o número de lugares disponíveis em voos domésticos alemães que não tinham estas duas cidades como origem ou destino diminuiu 2%, de acordo com a BDL.

Segundo a associação, Frankfurt e Munique beneficiaram da recuperação do tráfego intercontinental. Em contrapartida, os chamados voos domésticos descentralizados na Alemanha estão a ser cada vez mais substituídos pela comunicação digital e pelo tráfego ferroviário, por exemplo.

Em consonância com este facto, a distância média percorrida pela Deutsche Bahn [o equivalente à nossa CP] tem crescido fortemente nos últimos anos. Em 2022, registou-se um aumento significativo para 316 quilómetros.

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Transportes

Tribunal-Geral da UE anula auxílio dos Países Baixos de 3,4 MM€ à KLM

O Tribunal-Geral da União Europeia anulou a aprovação de um auxílio de Estado dos Países Baixos no montante de 3,4 mil milhões de euros a favor da KLM dado em 2020.

Victor Jorge

O Tribunal-Geral da União Europeia acaba de tomar uma decisão relativamente à aprovação de um auxílio de Estado dos Países Baixos no montante de 3,4 mil milhões de euros a favor da KLM dado em 2020 no contexto da COVID-19 anulando a mesma.

“Quando existem motivos para recear os efeitos na concorrência de uma acumulação de auxílios estatais no âmbito de um mesmo grupo, cabe à Comissão exercer uma vigilância especial no exame das relações entre as empresas pertencentes a esse grupo”, pode ler-se na decisão publicada esta quarta-feira, dia 7 de fevereiro, pelo referido tribunal.

Recorde-se que, em 2020, a Comissão Europeia aprovou um auxílio estatal neerlandês a favor da KLM, que consistia numa garantia estatal para um empréstimo bancário e um empréstimo estatal. O orçamento total do auxílio foi de 3,4 mil milhões de euros. O objetivo da medida consistia em fornecer à KLM com liquidez temporária no contexto da pandemia de Covid-19.

No entanto, em 2021, o Tribunal-Geral da União Europeia anulou a decisão da Comissão com o fundamento de falta de fundamentação no que respeita à determinação do beneficiário da medida em causa. Além disso, o tribunal decidiu suspender os efeitos da anulação até à adoção de uma nova decisão pela Comissão.

Posteriormente, em 16 de julho de 2021, a Comissão adotou uma nova decisão, na qual considerou que o auxílio estatal era compatível com o mercado interno e que a KLM e as suas filiais eram os únicos beneficiários do auxílio, excluindo as outras empresas do grupo Air France-KLM.

No âmbito do recurso interposto pela companhia aérea Ryanair, que já veio saudar a decisão, o Tribunal-Geral anula novamente, através do acórdão proferido, a aprovação do auxílio em causa.

O Tribunal-Geral considera que a Comissão cometeu “um erro ao definir os beneficiários do auxílio de Estado concedido, ao excluir destes beneficiários a holding Air France-KLM e a Air France, duas sociedades que fazem parte do grupo Air France-KLM”.

A este respeito, o Tribunal de Justiça examina as relações de capital, orgânicas, funcionais e económicas entre as sociedades do grupo do grupo Air France-KLM, o quadro contratual com base no qual a medida em causa foi concedida, bem como o tipo de medida de auxílio concedida e o contexto em que foi concedida.

Conclui, nesta base, que “a holding Air France-KLM e a Air France estavam em condições de beneficiar, pelo menos indiretamente, da vantagem concedida pelo auxílio estatal em causa”.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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Transportes

Governo autoriza concurso para serviços aéreos regulares na rota Bragança/Vila Real/Viseu/Cascais/Portimão, por 4 anos

A resolução do Conselho de Ministros n.º 25/2024, de 7 de fevereiro, procede à autorização da realização da despesa relativa à adjudicação da prestação de serviços aéreos regulares, em regime de concessão, na rota Bragança/Vila Real/Viseu/Cascais/Portimão. O período da concessão será de quatro anos, até ao montante máximo de 13.500.000 euros.

Publituris

O Governo, após resolução do Conselho de Ministros n.º 25/2024, de 7 de fevereiro, autoriza a realização da despesa relativa à adjudicação da prestação de serviços aéreos regulares, em regime de concessão, na rota Bragança/Vila Real/Viseu/Cascais/Portimão, pelo período de quatro anos, que correspondem à totalidade do período de concessão, até ao montante máximo de 13.500.000 euros, a que acresce o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) à taxa legal em vigor, caso nenhuma transportadora aérea da União Europeia pretenda dar início à prestação de serviços aéreos regulares sustentáveis, sem contrapartida financeira, e de acordo com as obrigações de serviço público impostas para a mesma rota.

De acordo com a publicação em Diário da República, os encargos com a despesa referida não podem exceder, em cada ano económico, os seguintes montantes, aos quais acresce o IVA à taxa legal em vigor: 2024 – 937.500 euros; 2025 – 3.750.000; 2026 – 3.750.000 euros; 2027 – 3.750.000 euros; 2028 – 1.312.500.

De referir que, a partir de dezembro de 2012, o Governo procedeu à liberalização do transporte aéreo entre Lisboa e o nordeste transmontano, sem a atribuição de qualquer contrapartida por parte do Estado às transportadoras aéreas que operassem nas regiões periféricas em desenvolvimento, nas rotas aéreas de fraca densidade de tráfego e nas rotas aéreas em desenvolvimento, constituindo os serviços de transporte aéreo um importante fator de crescimento económico e social para aquelas regiões.

Não obstante a liberalização do acesso ao mercado, a oferta dos serviços foi descontinuada devido à falta de interesse das transportadoras aéreas em explorar os serviços em causa, sem qualquer compensação financeira prevista pelo Estado. Em 2014, decorridos dois anos sobre a liberalização do acesso ao mercado na rota em causa, sem que tivessem surgido operadores aéreos na sua exploração, o Governo determinou um novo modelo de obrigações de serviço público. Desde 2015, o serviço de transporte aéreo regular na rota Bragança/Vila Real/Viseu/Cascais/Portimão tem sido objeto de contratos de concessão sujeito a obrigações de serviço público.

Este modelo pretendeu garantir a diminuição do distanciamento geográfico e social e assegurar a mobilidade dos cidadãos residentes no interior e nordeste transmontano ao sul do País com horários, tempo de viagem e preços competitivos, salvaguardando deste modo o interesse público e a não discriminação das populações aí residentes.

Caso nenhuma transportadora aérea da União Europeia dê início ou provar que vai dar início à prestação de serviços aéreos regulares de acordo com as obrigações de serviço público impostas para a rota em apreço, nos termos do n.º 9 do artigo 16.º do Regulamento (CE) n.º 1008/2008, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de setembro de 2008, prevê-se a possibilidade de o Estado português limitar o acesso aos serviços aéreos regulares nessa rota a uma só transportadora aérea da União Europeia, por um período não superior a quatro anos, através do procedimento de concurso público.

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Emprego e Formação

Golden Club Cabanas promove “Open Day” de recrutamento

Nos dias 19 e 20 de fevereiro, o Golden Club Cabanas o seu “Open Day” de recrutamento.

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O Golden Club Cabanas realizará o seu “Open Day” de recrutamento nos próximos dias 19 e 20 de fevereiro, proporcionando uma oportunidade para quem procura fazer carreira no setor da hotelaria.

Durante este evento, que decorrerá nas instalações do Golden Club Cabanas, das 11h às 20h, os interessados terão a possibilidade de conhecer a equipa e descobrir as diversas oportunidades de emprego disponíveis.

Representantes da empresa estarão à disposição para discutir as posições em aberto, responder a perguntas e conduzir entrevistas informais.

Para facilitar a participação, os potenciais candidatos têm a opção de realizar uma pré-inscrição online através do formulário disponível: https://goldenclubcabanas.com/pt-pt/open-day-recrutamento/

Ao fazê-lo, os participantes beneficiarão de um processo ágil e personalizado durante o evento.

Uma vez que nem todos/todas os/as candidatos/candidatas poderão comparecer nos dias do evento, o Golden Club Cabanas convida todos os interessados a enviar a sua candidatura espontânea através do site da empresa.

Para aqueles cuja impossibilidade de comparecimento está relacionada com a distância, existe a possibilidade de alojar candidatos que se desloquem de regiões distantes.

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Aviação

CTI apresenta relatório final e parecer escrito a remeter ao Governo no dia 22 de março

A Comissão Técnica Independente (CTI) vai apresentar, no próximo dia 22 de março, o relatório final a remeter ao Governo.

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A Comissão de Acompanhamento dos trabalhos da Comissão Técnica Independente (CTI) vai realizar a 4.ª Reunião Ordinária no dia 22 de março, pelas 10h00, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para apreciação da versão final do “Relatório Ambiental” elaborado pela CTI e emissão do parecer escrito da Comissão de Acompanhamento a remeter ao Governo conjuntamente com o Relatório Final da Comissão Técnica Independente.

Recorde-se que este parecer e relatório final será apresentado já ao novo Governo saído das eleições legislativas do próximo dia 10 de março.

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Turismo

Pedro Nuno Santos garante “não perder um segundo” relativamente ao aeroporto

O secretário-geral do Partido Socialista e candidato a primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos, garantiu, no almoço-debate, organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), que “à primeira oportunidade, não vou perder mais um segundo” relativamente à decisão para o novo aeroporto.

Victor Jorge

Pedro Nuno Santos, secretário-geral do Partido Socialista (PS) e candidato a primeiro-ministro de Portugal, deixou a certeza de que, a ser eleito líder do próximo Governo, saído das eleições de 10 de março, que “o país não pode mais dar-se ao luxo de desperdiçar a vinda de turistas”, uma vez que “não somos propriamente um país rico que se pode dar ao luxo de desperdiçar aquilo em que tem vantagens. E nós temos vantagens claras no nosso posicionamento geográfico em fazer a ligação entre o Atlântico e a Europa. Nós temos feito isso, mas temos feito isso numa condição altamente precária”, admitiu o candidato do PS a primeiro-ministro no primeiro almoço-debate organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), e que no dia 15 de fevereiro terá Luís Montenegro, líder do Partido Social Democrata, como convidado.

“É com a certeza de que, à primeira oportunidade, não vou perder nem mais um segundo”, frisou Pedro Nuno Santos (PNS) no que diz respeito a uma decisão relativamente à localização e construção do novo aeroporto para Lisboa.

“É que são décadas desperdiçadas e que apenas traduzem esta cultura nacional que temos, a incapacidade de conseguir decidir uma localização para o novo aeroporto”. Uma incapacidade que, segundo PNS, “custou ao país, ao longo de décadas, milhares de milhões de euros, porque o contador que a CTP colocou na 2.ª Circular, quando foi colocado, não contabiliza o que já se perdeu”.

“Temos um aeroporto com uma pista esgotada, sem as melhores condições para receber os nossos turistas”, admitiu PNS, considerando que, “quantos dos nossos turistas que ainda não saíram do aeroporto já estão a dizer mal da cidade de Lisboa e do país? O aeroporto é o primeiro contacto com o território, o primeiro contacto com o país”. “E não é só uma má experiência, como todos os anos negamos a possibilidade de milhares de pessoas visitarem o nosso país”.

Por isso, Pedro Nuno Santos também colocou as suas perguntas e questionou “como chegamos até aqui. Como é que não somos ainda mais desenvolvidos e não somos aquilo que poderíamos ser?”, considerando que esta questão está espelhada na “dificuldade em tomarmos decisões como nesta matéria do aeroporto”.

Para Pedro Nuno Santos, de resto, nenhuma localização a ser escolhida terá apoio maioritário. “Não vai haver consenso quanto à localização, mas não podemos estar indefinidamente a arrastar os pés, a adiar. São 50 anos. Os primeiros estudos são de 1972. Já passaram 50 anos, já se estudaram cerca de 19 localizações. O que é que Portugal está à espera?.”

E a decisão sobre o novo aeroporto tem, para o secretário-geral do PS duas razões. Uma delas é “prática. Precisamos de avançar o quanto antes”.

A segunda é “simbólica”, porque é ”passar uma mensagem clara ao país de que o país tem de avançar, não pode estar a arrastar, não pode estar parado, não pode ter medo”.

Por isso, “decidir é para mim tão importante quanto a necessidade prática de ter o aeroporto. É passar uma mensagem para o país de que nós, de facto, não podemos continuar a adiar decisões”, frisou Pedro Nuno Santos para “concluir o capítulo” aeroporto.

O segundo tema, como não podia deixar de ser, foi a TAP Air Portugal. Neste caso em particular, Pedro Nuno Santos admitiu que “foi um processo difícil” e que será “uma mochila que carrego e carregarei para o resto da minha vida”, fazendo referência a uma empresa que “estava no chão, com capitais próprios negativos, falida. Portanto, já tinha problemas antes da pandemia e nós decidimos. O governo decidiu e participei na decisão de intervencionar a empresa, com muito gosto”, disse Pedro Nuno Santos.

Reconhecendo que o processo “teve erros, teve falhas”, o secretário-geral do PS reforçou a ideia de que a empresa, na altura, “tinha cerca de 500 milhões de euros de capitais próprios negativos, que não tinha atividade, que já dava prejuízo antes da pandemia de 100 milhões de euros por ano”.

“Pegámos na empresa, decidimos intervencioná-la, fizemos um plano de reestruturação, fomos negociar a Bruxelas, numa negociação muito difícil e toda a gente em Portugal dizia que íamos sair de lá com uma TAPzinha”.

A história contada por PNS aponta para um “plano de reestruturação aprovado, a contratação de uma administração que pôs a empresa a funcionar e a dar dinheiro. Uma empresa cronicamente deficitária que nos primeiros nove meses do ano 2023 deu 200 milhões de euros de lucro”, destacou Pedro Nuno Santos. “E ao fim deste tempo todo, continua a ser um tema usado contra mim”, rematou ainda, referindo que “pusemos a empresa a servir a economia nacional e a dar dinheiro”.

Pedro Nuno Santos recordou ainda que a TAP não foi a única companhia aérea em Portugal resgatada. “Mas só esta é que atraiu atenção e só os políticos que decidiram intervencionar a empresa é que são criticados politicamente. Mas temos outra companhia aérea que foi alvo de intervenção pública, a SATA. E já agora, não foi por um Governo do PS, foi por um Governo PSD CDS-PP, apoiado pela Iniciativa Liberal e pelo Chega”.

“Eu defenderia a intervenção na SATA. Só que é este dualismo, esta incoerência que caracteriza a política em Portugal, infelizmente, que nos impede de olhar para os temas como eles devem ser olhados”.

Ainda no capítulo SATA, PNS recordou que a intervenção na companhia açoriana “correspondeu a 10% do PIB regional dos Açores. A intervenção na TAP pesou 1,5% para o Continente. Para percebermos a dimensão da intervenção que foi feita na SATA nos Açores, do qual ninguém se queixa, da qual ninguém diz nada”.

Pedro Nuno Santos também lembrou que, no caso da TAP, “estamos a falar de uma empresa que irá chegar aos quatro mil milhões de euros de faturação, em 2023. É disso que estamos a falar. Uma empresa que exporta como praticamente mais nenhuma em Portugal, uma empresa que contrata a mais de 1.000 empresas nacionais, cerca de 1.300 milhões de euros por ano”.

Além da questão aérea, Pedro Nuno Santos também fez referência ao trabalho feito na ferrovia, considerando-a “um instrumento muito importante também para o turismo. A ferrovia tem um potencial brutal que permite ao setor do turismo expandir-se pelo território, apresentar mais território aos turistas”, reconhecendo que “esse é um trabalho que ainda está por explorar no próprio setor turístico nacional”, já que “o turismo ferroviário é um turismo de alto valor acrescentado”.

No final do almoço-debate não foi possível à imprensa ouvir as questões colocadas pelos agentes do setor do turismo presentes ao candidato do PS a primeiro-ministro nem as respostas dadas por Pedro Nuno Santos.

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Meeting Industry

Imppacto passa a gerir novo espaço para eventos na região de Lisboa

A Imppacto tem um novo espaço exclusivo para eventos na região Lisboa. Trata-se do Plaza Eventos – Centro Ribeiro Telles, localizado em Vila Franca de Xira.

Publituris

A Imppacto Catering & Eventos, detentora de espaços de referência como a Quinta da Pimenteira, em Lisboa, acrescentou mais um local para a realização de eventos. Trata-se do Plaza Eventos – Centro Ribeiro Telles, em Vila Franca de Xira, a poucos quilómetros de Lisboa.

O espaço, que passa a ser gerido pela Imppacto, será palco de uma apresentação aos clientes – Open Day – no próximo dia 7 de maio – das 10h00 às 19h00 e quem pretender conhecê-lo poderá inscrever através do e-mail [email protected]

O Plaza Eventos – Centro Ribeiro Telles é um multifacetado centro de eventos e reuniões, localizado a 25 km a norte de Lisboa. Com cerca de 3.000 metros quadrados de área construída, oferece condições para a realização de diferentes tipos de eventos: festivos, promocionais, familiares ou de trabalho, apresentações de artigos, entre outros.

O espaço tem capacidade para acolher grupos de 550 pessoas num jantar sentado, 720 pessoas num buffet volante e 720 num cocktail. Inclui ainda 350 lugares de estacionamento.

“O espaço funciona num todo ou em parte, com grande plasticidade, quer no contexto institucional ou particulares, com a dignidade ou circunstância que escolher, com cerimónia ou informalidade”, sublinha a Imppacto, em comunicado.

Além do Plaza Eventos – Centro Ribeiro Telles, a Impaccto tem o catering exclusivo de espaços como a Cidade do Futebol, na Cruz Quebrada; o Museu do Oriente, em Lisboa; ou a Quinta da Pimenteira, em Lisboa.

A nova gestão pretende “reforçar a posição” da Plaza Eventos – Centro Ribeiro Telles como “um dos principais centros de eventos do país, oferecendo um serviço ainda mais completo e personalizado aos seus clientes”.

“Estamos muito entusiasmados com esta nova fase”, afirma Madalena Ribeiro Telles, proprietária da Plaza Ribeiro Telles, frisando ainda que o espaço “tem um enorme potencial e estamos determinados a fazer dele um espaço ainda mais atrativo para a realização de eventos de todos os tipos e dimensões”.

Já Paulo Pinto, CEO da Imppacto, acredita que “a combinação da nossa experiência e expertise nos permitirá oferecer um serviço de excelência aos nossos clientes”.

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Análise

Bain & Company dá “longa vida ao luxo”, também nas viagens

O estudo anual Bain-Altagamma “Luxury Goods Worldwide Market Study” projeta um novo recorde à medida que os gastos com experiências recuperam para máximos históricos, alimentados por um ressurgimento das interações sociais e viagens.

Victor Jorge

Apesar das condições macroeconómicas desafiadoras, “Luxury Goods Worldwide Market Study”, estudo anual realizado pela Bain & Company e a Fondazione Altagamma (associação comercial dos fabricantes italianos de artigos de luxo) e que vai na 22.ª edição, estima que o mercado global de luxo atingiu 1,5 biliões de euros, em 2023, um crescimento de 8% a 10% em relação a 2022 nas taxas de câmbio atuais (11% a 13% nas taxas de câmbio constantes), estabelecendo um recorde para o setor e provando a sua resiliência incomparável.

A indústria de luxo global, monitorizada pela Bain & Company, compreende nove segmentos, liderados por automóveis de luxo, hotelaria de luxo e bens de luxo pessoais, que, em conjunto, representam mais de 80% do mercado total. O crescimento da despesa total foi consistente com a taxa de crescimento em 2022 e traduziu-se num aumento de quase 160 mil milhões de euros na despesa em todos os segmentos de luxo. Em particular, as despesas com experiências recuperaram para máximos históricos, alimentadas por um ressurgimento das interações sociais e das viagens.

O mercado de bens de luxo pessoais – o “núcleo do núcleo” dos segmentos de luxo e o foco da análise – continuou a crescer e é provável que tenha atingido 362 mil milhões de euros em 2023, 4% acima de 2022 às taxas de câmbio atuais (8% a taxas de câmbio constantes). No entanto, o desempenho do mercado abrandou trimestre a trimestre e a incerteza manteve-se no quarto trimestre, com sinais divergentes provenientes de um mercado chinês em reaceleração e de mercados em desaceleração nos EUA e na Europa.

Este abrandamento resultou numa crescente polarização do desempenho. Em 2023, a Bain & Company e a Fondazione Altagamma estimam que cerca de dois terços das marcas registaram crescimento (vs. 95% em 2022). A rentabilidade média estabilizou como resultado das forças de contrapeso da pressão inflacionária e do investimento contínuo para o futuro contra a elevação sustentada dos preços.

Ásia e Europa impulsionaram o luxo até 2023
As compras globais de turistas de luxo quase voltaram aos níveis pré-pandémicos em valor absoluto, mas o potencial de crescimento permanece (em particular, para recuperar a quota de mercado pré-Covid-19).

A Ásia marcou o ritmo de crescimento graças à forte procura interna e a um novo afluxo de turistas chineses em toda a região. O Japão registou uma forte expansão devido aos clientes locais e a um iene fraco que favoreceu os fluxos turísticos. A China continental, por sua vez, registou um bom desempenho após a reabertura do primeiro trimestre, mas abrandou progressivamente à medida que surgiam novas preocupações macroeconómicas.

Os países do Sudeste Asiático registaram uma dinâmica positiva devido ao forte turismo intra-regional e ao interesse crescente dos consumidores locais, especialmente na Tailândia. Em contrapartida, a Coreia do Sul enfrentou um ano difícil, com fatores macroeconómicos desfavoráveis que abrandaram o consumo local, uma moeda forte que levou os turistas a comprar noutros locais e saídas de turistas coreanos para destinos internacionais.

A Europa continuou a beneficiar da progressiva retoma do turismo, o que estimulou o crescimento em todos os países, com as estâncias turísticas a atraírem os grandes consumidores, a par das principais cidades de luxo. Apesar de a instabilidade macroeconómica ter afetado os clientes locais, os principais clientes mantiveram uma dinâmica positiva que impulsionou o crescimento do mercado.

Enquanto isso, a região das Américas desacelerou ao longo do ano, registando uma queda de 8% em relação a 2022, uma vez que a incerteza generalizada afetou os gastos dos clientes aspiracionais. Os clientes de topo permaneceram confiantes, mas transferiram as suas despesas para o estrangeiro, uma vez que o dólar americano permaneceu forte em relação ao euro e os diferenciais de preços favoreceram as compras no estrangeiro.

No resto do mundo, a Arábia Saudita acelerou, atraindo investimentos de grandes marcas de luxo, e a Austrália proporcionou um terreno fértil para o crescimento.

O que se segue para o luxo em 2024 e nos anos seguintes?
Assim, coloca-se a questão do que se seguirá para o mercado do luxo em 2024 e anos seguintes? A pesquisa da Bain & Company e da Fondazione Altagamma sugere “um desempenho relativamente suave dos bens de luxo pessoais em 2024, alcançando um crescimento baixo a médio de um dígito em relação a 2023, com base nos cenários atuais”.

Olhando para 2030, “os fundamentos sólidos estão preparados para continuar a impulsionar o crescimento do mercado, apesar de possíveis solavancos ao longo do caminho”, antecipa a análise.

“Num mercado cada vez mais concorrido, as marcas devem concentrar-se na criatividade e na inovação para aumentar a relevância para os consumidores, com o objetivo final de continuar a expandir as suas bases de clientes, cultivando simultaneamente os amantes da marca”, referem os autores do estudo.

“Num período de desaceleração do crescimento, as marcas terão também de prestar atenção aos níveis de lucro e controlar os custos em toda a cadeia de valor. Isto pode incluir iniciativas que visem uma maior precisão do planeamento empresarial e da previsão da procura com a ajuda da inteligência artificial, uma gestão de inventário mais rigorosa, a variabilidade dos custos e muito mais”, assinalam ainda.

Assim, antecipam “uma nova época de fusões e aquisições, nascida da necessidade de enfrentar os principais desafios da indústria – por exemplo, para apoiar o crescimento da categoria, expandir-se numa nova geografia ou assegurar o controlo de recursos críticos ou de know-how”.

A liderança em sustentabilidade e a adoção de tecnologia continuarão a ser fundamentais, em particular, para redesenhar as configurações da cadeia de fornecimento para uma maior transparência, agilidade, resiliência e uma menor pegada de carbono.

Olhando para o futuro, a Bain & Company e a Fondazione Altagamma esperam que as despesas globais com o luxo registem um crescimento sólido de 4% a 8% por ano, passando dos atuais 1,5 biliões de euros para 2,5 biliões de euros em 2030.

Os “luxos” de 2023

• O mercado global de luxo monitorizado pela Bain & Company inclui nove segmentos: automóveis de luxo, bens pessoais de luxo, hotelaria de luxo, vinhos e bebidas espirituosas de qualidade, comida gourmet e refeições requintadas, mobiliário e artigos para a casa de alta qualidade, arte requintada, jatos e iates privados e cruzeiros de luxo. Os automóveis de luxo, a hotelaria de luxo e os bens de luxo pessoais representam, em conjunto, 80% do mercado total. Estimamos que em 2023 o valor global das vendas a retalho do mercado de luxo tenha crescido para 1,51 biliões de euros, um aumento de 11% a 13% em relação a 2022 a taxas de câmbio constantes, em linha com a taxa de crescimento do ano passado de 12% em relação a 2021. Todos os segmentos de luxo cresceram e finalmente fecharam a lacuna com os níveis pré-Covid-19 (incluindo a hotelaria de luxo, que tem sido a mais lenta a recuperar). Desde 2019, as Américas e a Ásia têm sido as duas principais fontes de crescimento das despesas globais de luxo.
• As vendas de automóveis de luxo, a maior parte do mercado global, bateram um novo recorde, atingindo um valor estimado de 635 mil milhões de euros, mais 12% do que em 2022 às taxas de câmbio atuais e 15% acima de 2019. Após anos de crescimento limitado devido a perturbações na cadeia de abastecimento, os automóveis de luxo registaram uma expansão substancial em todos os segmentos, com base numa robusta carteira de encomendas. O segmento de luxo absoluto registou o crescimento mais rápido devido ao aumento da procura de soluções ultra-personalizadas, confirmando o interesse contínuo em grupos motopropulsores sustentáveis. O segmento de aspiração cresceu de forma constante, impulsionado pela crescente popularidade dos veículos elétricos. Nos segmentos acessíveis, os novos operadores do mercado asiático ganharam terreno devido à alteração da lealdade dos consumidores na região. Todas as marcas continuam a esforçar-se por estabelecer relações mais diretas com os seus clientes para melhorar as experiências de compra e pós-venda. O papel do comércio eletrónico expandiu-se, tornando-se um canal de compra cada vez mais relevante.
• O mercado da hotelaria de luxo aumentou para um valor estimado de 213 mil milhões de euros. Ultrapassou, finalmente, os seus níveis anteriores à COVID-19, impulsionado pelo aumento da ocupação e pela estabilização da taxa média diária. Os EUA e a América Latina registaram uma dinâmica positiva, impulsionada pelo turismo intrarregional. A China manteve-se abaixo dos níveis pré-pandémicos, apesar da reabertura das fronteiras. Em todas as regiões, as expectativas dos consumidores estão a aumentar à medida que as tarifas dos quartos se estabilizam em níveis mais elevados do que no passado. Assistimos a um aumento do apetite por experiências únicas, personalizadas e transformadoras que promovem uma “desconexão” da vida normal. Os indivíduos com um património líquido elevado e ultra-elevado têm expectativas de experiência mais elevadas do que as comodidades de luxo tradicionais. A consciência do impacto, particularmente entre as gerações mais jovens, favorece experiências mais autênticas e culturalmente imersivas e acelera as práticas sustentáveis. O aumento das expectativas de serviço exige novas soluções tecnológicas e a utilização de dados.
• As vendas de vinhos finos e bebidas espirituosas atingiram 100 mil milhões de euros, um aumento de 5 % em relação a 2022. Os vinhos finos registaram um crescimento moderado, com o ressurgimento das interações sociais e das ocasiões de convívio parcialmente prejudicado por uma diminuição dos consumidores aspiracionais. Os vinhos espumantes e rosés registaram a dinâmica mais forte. As bebidas espirituosas seguiram uma trajetória ascendente; no entanto, registaram-se variações acentuadas entre as bebidas espirituosas orientadas para a meditação (em casa), que desaceleraram, e as bebidas espirituosas orientadas para a mixologia (fora de casa), que aceleraram. Enquanto o conhaque e o uísque foram afetados pela redução do tempo passado em casa e pela normalização do consumo nos EUA, as bebidas espirituosas à base de agave mantiveram uma forte dinâmica, roubando “quota de garganta” aos gins em ocasiões de mixologia.
• Os produtos alimentares gourmet e a restauração requintada cresceram 10% às taxas de câmbio atuais, atingindo 69 mil milhões de euros. O forte crescimento da restauração requintada deve-se principalmente ao crescimento de um segmento de “entretenimento é a estrela”.
• O mercado do mobiliário e dos artigos para a casa de gama alta manteve-se estável em 53 mil milhões de euros. Após o hipercrescimento pós-pandemia, o segmento normalizou, com o arrefecimento do mercado imobiliário, embora os projetos residenciais de gama alta tenham continuado a demonstrar uma notável resiliência.
• O mercado das belas-artes cresceu 2% para 42 mil milhões de euros. Os leilões públicos sofreram uma quebra gradual, atribuível a um mercado letárgico nos EUA e às recentes perturbações geopolíticas, agravadas por um desempenho inconsistente na Ásia. Em contrapartida, os concessionários expandiram-se, alargando as suas localizações físicas à medida que os colecionadores procuram interações pessoais na era pós-Covid-19. É notória uma mudança para a Geração Y e para a clientela feminina, alimentando um interesse por temas relacionados com a diversidade, a equidade e a inclusão (DEI) e favorecendo o canal online. Após um aumento contínuo dos preços nos anos anteriores, apenas algumas obras-primas mantiveram as suas avaliações previstas em 2023.
• As vendas de iates e jatos privados aumentaram 11% às taxas de câmbio atuais em relação a 2022, atingindo 29 mil milhões de euros. Os iates de luxo continuaram a crescer, impulsionados por uma forte carteira de encomendas acumulada nos anos anteriores. A Europa confirmou o seu papel como região-chave, enquanto os EUA e a China registaram um crescimento mais lento devido a fundamentos macroeconómicos mais difíceis. O mercado dos jatos privados também continuou a crescer, impulsionado pelo crescente entusiasmo por designs de interiores personalizados e pelo interesse crescente em modelos de propriedade partilhada e combustíveis de aviação sustentáveis.
• O mercado de cruzeiros de luxo atingiu 4 mil milhões de euros, mais do que duplicando a partir de 2022, com o levantamento das restrições relacionadas com a pandemia. Os consumidores afirmaram interesse no novo segmento de ultra-luxo, bem como em viagens não convencionais. Vários operadores de hotelaria e viagens de luxo entraram progressivamente no segmento, com um navio já lançado e mais de cinco planeados para um futuro próximo.

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