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Lisbon Marriott Hotel tem nova diretora de Operações

Com mais de 12 anos de experiência, Paula Morgado Lino assume a liderança das operações do Lisbon Marriott Hotel.

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Paula Morgado Lino é a nova responsável pela operação do Lisbon Marriott Hotel, que pertence ao grupo Sotéis, localizado na Av. dos Combatentes, em Lisboa.

Licenciada em Gestão Hoteleira e Turismo pela Universidade de Gestão Hoteleira do Estoril (2010-2013) e Pós-Graduação em Gestão Hoteleira e Turismo pela Universidade Cornell, Paula Morgado Lino possui mais de 12 anos de experiência em gestão hoteleira, tendo desenvolvido soluções criativas e eficazes de gestão no negócio através da implementação e desenvolvimento de processos inovadores por várias unidades hoteleiras de renome em diferentes países.

Antes de integrar a equipa do Lisbon Marriott, foi diretora de F&B no PGA Catalunya Golf & Wellness Resort (entre 2017 e 2019), esteve no Sandals Royal Bahamian, na capital das ilhas das Bahamas, onde desempenhou funções de & B Manager( 2016).

Anos antes, passou pelo novo Sandals Resorts International Barbados e no Crowne Plaza Shanghai na China.

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WTM 2022 – Future Stage. The Landscape of Travel in 2030 and Beyond

Speakers Left to Right

Fahd Hamidaddin, CEO, Saudi Tourism Authority

Peter Kruger, Member of the Executive Board, Chief Strategy Officer, TUI

Simon Calder, Travel Journalist & Broadcaster, The Independent.

Julia Simpson, President and CEO, World Travel & Tourism Council

Rohit Tawar, CEO Fast Future, Moderator

Meeting Industry

Turismo em 2030: Experiências, personalização, metaverso e biodiversidade

O objetivo era olhar para o que o setor das viagens e turismo será em 2030. As diferenças são assinaláveis e passam muito pelas experiências, mas também e, fundamentalmente, pelo digital e a exploração do metaverso. No fundo, quem não for digital e não proporcionar soluções neste campo, não existe.

Victor Jorge

Poderiam ser mais uns aspetos a ter em conta para o futuro do turismo. Do painel que fez uma antevisão de como será o turismo em 2030 – “The Landscape of Travel in 2030 and Beyond” – e onde participaram Julia Simpson, presidente e CEO do World Traval and Tourim Council (WTTC), Simon Calder, jornalista de turismo, Fahd Hamidaddin, CEO do Turismo da Arábia Saudita, e Peter Krüger, membro do Conselho de Administração e Chief Strategy Officer da TUI, houve uma certeza final: “a estratégia terá de ter sempre em mente a visão do cliente. E esse está em contante mudança”.

Cliente controlador
Mas comecemos pelo início. Para o responsável do Turismo da Arábia Saudita, “é preciso dar confiança e poder ao cliente e ir ao encontro do que ele/ela querem controlar”. Além disso, frisou, é a “facilidade, não complicar”. E deu um exemplo simples: “se nos conseguimos unir para salvar vidas e combater a COVID, há que manter essa união para responder às novas tendências no mundo das viagens e turismo”, destacando que, atualmente, “todo o viajante que sentir-se confortável e especial”.

Já Peter Krüger salientou a ligação entre “distribuição entre produto. As pessoas já não querem ir para um lugar 10 ou 15 dias e simplesmente ficar estendidos na praia. Querem mais. Querem o contacto com o local” e aí o executivo da TUI fez especial referência à “personalização” para a qual a “tecnologia é fulcral”. Certo é que para Krüger, a “massificação faz parte do passado, enquanto a preocupação com o local e com a sustentabilidade, nas suas várias formas, fazem parte do futuro”.

Julia Simpson, por sua vez, fez referência ao crescimento que o setor do turismo registou nos nove anos da COVID-19, destacando que “é essencial olhar para o que a geração que hoje tem 12 ou 15 anos querem e esperam. Esses são os turistas e viajantes do futuro e teremos de perceber como estamos a encarar as suas exigências, preocupações e necessidades”, admitindo que, “se não o fizermos, poderemos estar aqui para o ano a colocar esta questão, tal como o faremos nos anos posteriores”.

Sustentabilidade positiva
Na questão da sustentabilidade, a presidente e CEO do WTTC frisou que, atualmente, já não faz sentido falarmos de NET ZERO, já que “essa é uma realidade”, mas para o “NET POSITIVE”, ou seja, para o que “a descarbonização poderá e terá de trazer de positivo para o negócio, cliente e destino”.

Certo é que para a responsável do WTTC, “a procura já ultrapassou a oferta e isso é um problema”.

Mas se a questão da sustentabilidade foi aclarada por Julia Simpson através da positividade que terá de trazer ao setor, Hamidaddin também admitiu que “há muita gente a falar de sustentabilidade, mas pouca gente a atuar de forma positiva”, salientando que sustentabilidade também é “preservação”, salientando que, em breve, haverá testes a essas políticas e estratégias de sustentabilidade que, supostamente, estão a ser praticadas”.

Krüger, por sua vez, foi ao encontro do responsável do Turismo da Arábia Saudita, referindo que no dia em que a sustentabilidade “não é vista como um custo, mas como um investimento, aí teremos sucesso”.

SAF é a resposta imediata e duradoura
No que diz respeito ao negócio e o futuro do mesmo, o executivo da TUI recuperou o que Rohit Talwar referiu no início do WTM e deu um exemplo de uma unidade em Madrid. “Porque não podemos vender o mesmo quarto de hotel duas vezes: uma no físico e outra no virtual?”, esclarecendo que “para muitas pessoas, esta é será uma oferta que vai ao encontro das necessidades e expectativas, já que, eventualmente, não terão dinheiro para ir fisicamente a Madrid, mas nós fornecemos essa possibilidade. Isto é importante para o cliente”.

No que diz respeito às viagens Simon Calder admitiu que, nos próximos dois ou três anos, “não deveremos ver muitas alterações na forma como as pessoas viajam”, explicando que será natural ver uma eficiência cada vez maior nas aeronaves”. O jornalista, contudo, admitiu que, em 2030, teremos “aviões elétricos ou mesmo híbridos”, constatação que Julia Simpson contrariou, já que o hidrogénio ocupa quatro vezes mais espaço que o SAF (Sustainable Aviation Fuel).

Simpson sugeriu ainda que “tem de haver uma narrativa conjunta em todo o setor das viagens e turismo e não termos os hoteleiros a colocar as culpas das emissões na aviação”.

Quanto a novas formas de viajar e de turismo, Simon Calder esclareceu que os projetos de “supercomboios” como o “hyperloop” de Elon Musk ou de Richard Branson estão a registar um desinvestimento, embora reconheça que, no futuro, “mais pessoas viajarão de comboio na Europa”. Contudo, também salienta que, as exigências do futuro, ou seja, em 2030, irão trazer transportes “mais verdes e mais confortáveis”, mas que a urgência das pessoas em chegar ao destino poderão colocar esses aspetos em segundo plano.

No entanto, tudo se resume, novamente, à tecnologia e aí Peter Krüger salienta que essa tecnologia irá dar “mais poder ao cliente ao mesmo tempo que lhe dá acesso a mais informação”. E quem não a disponibilizar “não existe”, diz.

E Fahd Hamidaddin, CEO do Turismo da Arábia Saudita, terminou com uma simples constatação: “Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2029 vão acontecer na Arábia Saudita. Onde? Num local que ainda não existe, porque ainda está em construção e que só será possível graças à tecnologia, ao pensamento disruptivo e por acreditarmos que é possível”.

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Meeting Industry

WTM abre com um olhar sobre o futuro

O arranque do World Travel Market (WTM) London deu-se com um olhar para o futuro, futuro esse que terá de passar por uma maior fidelização do cliente só conseguida através do digital.

Victor Jorge

Abriu, oficialmente, um dos maiores certames do mundo do turismo: World Travel Market (WTM) London. O evento que se realiza de 7 a 9 de novembro, na capital britânica, começou com um olhar sobre o futuro e como o setor deverá olhar e, fundamentalmente, adaptar-se às novas exigências e tendências.

Para Rohit Talwar, CEO da Fast Future, deu na sua intervenção, “The Future of Travel Starts Now”, uma perspetiva sobre como o setor das viagens e turismo deverá encarar os próximos tempos que continuarão a ser pautadas pela incerteza. “Não sabemos o que aí vem e ninguém poderá dizê-lo”, começou por referir, admitindo que “as estratégias que podemos estar a desenhar e a definir agora são para um futuro incerto, futuro esse que não podemos controlar”.

Para este responsável, “as rotinas do passado pertencem ao passado”, salientando, contudo, que essas rotinas constituem uma oportunidade”, destacando o facto de o início do WTM coincidir com o arranque da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022, mais comumente referida como Conferência das Partes da UNFCCC, ou COP27, e ocorre de 6 a 18 de novembro de 2022 em Sharm El Sheikh, Egito.

Para Talwar, a questão da sustentabilidade e das mudanças climáticas são, na realidade, um dos aspetos que está e irá marcar o mundo e, consequentemente, o turismo mundial.

Mas não serão somente as mudanças climáticas que fazem parte desta nova realidade. Admitindo que estamos perante um setor “demasiado exposto”, Rohit Talwar referiu que o melhor é mesmo “traçar sempre os piores cenários e ir adaptando a estratégia com ou aos tempos”.

Olhar para os exemplos de outros setores
Por isso, para Talwar, a automação e a tecnologia serão “fulcrais para o desenvolvimento do turismo”, dando como exemplo o que o setor do retalho fez para manter a fidelidade do seu cliente, apostando em “esquemas de promoção, descontos e programas de fidelidade que fazem os clientes realizar pré-reservas tão importantes para os negócios”.

E tal como a digitalização ou a transformação digital terá de ser encarada como uma inevitabilidade, também a aceitação de novas formas de pagamentos passará, ou melhor, deverá fazer parte deste “novo quotidiano do turismo”. “O setor das viagens e turismo não pode tratar as ‘crypto’ de maneira diferente do euro, dólar ou libra”, referiu, destacando que mais de 350 milhões de pessoas utilizam esta forma de pagamento e mais de 25% da população americana pretende pagar em ‘crypto’”, revelando que só a Expedia já tem mais de 700 mil pagamentos nesta forma digital.

Outro exemplo dado por Talwar foi o de um hotel na Suíça que foi pioneiro nesta forma de aceitação de pagamentos, “o que fez com que esse hotel se tivesse colocado na vanguarda e utilizasse isso mesmo para se promover e destacar da restante concorrência. E com muito sucesso”.

Voltando à comparação com o setor do retalho, o CEO da Fast Future referiu que o turismo deve e tem de adaptar esta nova forma de estar junto do cliente e dar-lhe “mais possibilidade de interagir com as ofertas que poderão surgir. O digital traz possibilidades infinitas, disse Talwar. “Ainda para mais quando entre 60 a 70% da população mundial nunca irá visitar um destino”. Por isso, colocou a questão: “como ir buscar esse cliente/viajante?”. A resposta surge, naturalmente, sob a forma do digital. “Há que definir estratégias, mas é preciso sempre adaptá-las a uma oferta que está em constante mutação e desenvolver novos padrões de consumo e de venda”.

E será através dessa componente digital que Talwar acredita que se criará uma “maior ligação com o cliente” e, logo, uma “maior fidelização e transmissão de confiança”.

Metaverso como nova experiência
É aqui que também entre o Metaverso, forma que deverá ser encarada como “uma extensão do alcance da experiência”. E se poderão existir milhões que nunca irão utilizar o Metaverso, Talwar salienta o facto de, atualmente, “não se pode estar a definir estratégias para o hoje, mas para o futuro”. E segundo ele, o futuro pertence às novas gerações.

“A escala que se pode alcançar com o Metaverso é incalculável”. E deu como exemplo um concerto da Ariana Grande que, em duas datas, teve mais de 70 milhões de pessoas a ligarem-se ao evento, situação que nunca ocorreria num concerto presencial, bem como as receitas obtidas em merchadinsing. “Ora, porque não fazer isso nas viagens e turismo?”.

“Há uma geração que está online e continuará a estar online e é preciso comunicar com esse cliente”; frisando que esta é uma nova forma de promover os destinos.

No campo dos colaboradores, Talwar deixou uma pergunto à audição da sessão: “Quantos de vocês, líderes do setor das viagens e turismo ouvem os vossos colaboradores que vos apresentam ideias novas?”. Por isso, admite, “é preciso ouvir o que está a acontecer à nossa volta e dar força às pessoas com pensamentos disruptivos. É preciso ouvir, adaptar e evoluir. É preciso considerar cenários radicais. Podemos não gostar desses cenários, mas atualmente são uma tendência. Quem conseguir adaptá-los o mais rapidamente estará na linha da frente”, admitiu.

Rohit Talwar terminou a sua intervenção com uma questão: “Se tivesse de iniciar o seu negócio nos dias de hoje, o que faria? Como definiria a estratégia para o negócio e como iria estar junto do cliente?”.

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Destinos

Viajantes de negócios dispostos a voar menos

Os profissionais que viajam em negócios acreditam que as reduções nas viagens aéreas são um fator importante quando se trata de reduzir a pegada de carbono de uma empresa. Contudo, pretendem que os líderes das respetivas empresas deem o exemplo.

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Três em cada cinco viajantes de negócios reduziram os seus hábitos de voo como resultado da pandemia, de acordo com uma pesquisa da Transport & Environment.

Na pesquisa realizada junto de mais de 2.506 profissionais no Reino Unido, EUA, França, Alemanha e Espanha, 74% afirmaram que as empresas devem estabelecer metas corporativas de redução de voos e que isso deve fazer parte da política de viagens para combater as mudanças climáticas.

A pesquisa concluiu ainda que que quase três quartos dos profissioanis acreditam que as reduções nas viagens aéreas são um fator importante quando se trata de reduzir a pegada de carbono de uma empresa. E dos 1.279 entrevistados que relataram precisar voar em trabalho, 62% salientaram que reduziram os seus hábitos de voo em comparação com os níveis pré-pandemia. Já 27% disseram que voam com a mesma frequência que antes e 11% revelaram que estão a voar mais.

“Os hábitos de voo corporativo mudaram e os profissionais querem um novo normal em que as empresas assumam a responsabilidade de reduzir a sua parcela de emissões”, afirma Denise Auclair, corporate travel campaign managerda Transport & Environment.

“A mudança acontecerá com metas e políticas claras que se alinham com as expectativas dos profissionais das empresas. Isso só pode ajudar as empresas na corrida atual para recrutar e reter os melhores talentos.”

A pesquisa também destacou um impacto potencial nas reuniões, com 72% dos entrevistados a referirem que estão dispostos a fazer menos voos para reuniões internas e 67% estão dispostos a planear mais reuniões locais, em vez de reuniões globais, para reduzir voos de longa distância. “Os profissionais entendem o impacto climático dos voos de longa distância e estão dispostos a reduzir suas viagens”, refere ainda Auclair, concluindo, no entanto, que esses mesmos funcionários “esperam que a liderança das empresas dê o exemplo e estabeleça metas ambiciosas de redução de viagens de negócios”.

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Transportes

Aumento de capital de 62 milhões previsto para a SATA concluído até final do ano

O aumento de capital, no valor de 62 milhões de euros, foi confirmado pela secretária do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral.

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A secretária do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, afirmou esta sexta-feira, 4 de novembro, que o aumento de capital de 62 milhões de euros previsto para a transportadora aérea açoriana SATA vai ficar concluído até ao final do ano.

“O capital da SATA vai ser aumentado em 62 milhões de euros. Nós já processamos esta verba. Parte já entrou nas contas da SATA, outra vai entrar até ao final do ano. Tem a sua programação estabelecida pelas [secretaria das] Finanças”, afirmou Berta Cabral, em audição na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa dos Açores sobre o Plano e Orçamento da Região para 2023, que será discutido e votado em plenário a partir de 21 de novembro.

As declarações da governante foram motivadas pelas questões de António Lima, do BE, e de Carlos Silva, do PS, que notaram que a verba prevista para a injeção de capital na SATA não consta da proposta de Orçamento para 2023, ao contrário do que aconteceu este ano.

“Esta verba, que estava prevista nos Transportes, já não está em 2023. Já processamos o aumento do capital e está, neste momento, no lado das Finanças”, reforçou Berta Cabral.

A secretária regional reiterou ainda a privatização do ‘handling’ da SATA, apesar de tal não estar programado para 2023, ao contrário do que acontece com a alienação da Azores Airlines (companhia do grupo SATA responsável pelas deslocações de e para o exterior do arquipélago), prevista no Orçamento.

A 21 de julho, o Conselho de Governo dos Açores autorizou a injeção de capital de 144,5 milhões de euros na SATA Air Açores e a “posterior conversão em capital social da empresa”, no âmbito do processo de reestruturação aprovado em junho pela Comissão Europeia.

Desses 144,5 milhões, 82,5 milhões são um aumento de capital por conversão de um empréstimo e 62 milhões “por entrada em dinheiro, a subscrever e a realizar integralmente pela Região Autónoma dos Açores”, segundo a publicação em Jornal Oficial.

A proposta de Decreto Legislativo Regional do Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2023 autoriza a “alienação da maioria da participação social indireta” da região na SATA Internacional – Azores Airlines, a companhia aérea do grupo SATA responsável pelas ligações com o exterior do arquipélago.

O “desinvestimento de uma participação de controlo (51%) na Azores Airlines” está previsto no plano de restruturação da companhia aérea açoriana aprovado em junho pela Comissão Europeia.

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Transportes

Qatar Airways ganha prémios da Business Traveller

A poucos dias de receber o Mundial de Futebol, a companhia aérea do Qatar ganhou quatro prémios atribuídos pela Business Traveller. Além da Qatar Airways, também o ‘hub’ do Aeroporto Internacional de Hamad (HIA) foi distinguido como Melhor Aeroporto do Médio Oriente.

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A companhia aérea nacional do Qatar venceu as distinções de Melhor Companhia Aérea de Longa Distância, Melhor Classe Executiva, Melhor Companhia Aérea do Médio Oriente e Melhor Comida e Bebida a Bordo, prémios atribuídos nos Business Traveller Awards 2022.

O hub da Qatar Airways, Aeroporto Internacional de Hamad (HIA), foi também premiado com o título de Melhor Aeroporto do Médio Oriente, indo ao encontro do compromisso assumido pela companhia aérea de fornecer aos passageiros serviços sem transtornos. Além das conquistas da companhia aérea, a Qatar Airways celebra ainda a sua adesão à oneworld, considerada a Melhor Aliança de Companhias Aéreas.

O CEO do Grupo Qatar Airways, Akbar Al Baker, destaca estes prémios, recebidos a menos de 20 dias de acolher o maior evento de futebol do Médio Oriente”, referindo que “receber quatro novos prémios da Business Traveller ilustra ainda mais a nossa disponibilidade para prestar serviços sem transtornos e excecionais”.

Além disso, diz em comunicado, que “a conquista destes prémios demonstra o nosso compromisso para com os nossos passageiros, enquanto esperamos recebê-los para experimentarem os nossos excelentes serviços durante um dos mais entusiasmantes eventos a nível global”.

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Transportes

Tripulantes da TAP aprovam greve para 8 e 9 de dezembro

Os “sistemáticos atropelos” ao Acordo de Empresa em vigor e ao Acordo Temporário de Emergência, levaram o Sindicato Nacional Pessoal de Voo da Aviação Civil a anunciar uma greve para os dias 8 e 9 de dezembro.

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Os tripulantes da TAP vão avançar com uma greve nos dias 8 e 9 de dezembro, decisão tomada esta quinta-feira, 3 de novembro, em assembleia geral do Sindicato Nacional Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), e que coincidirá com um feriado e sexta-feira seguinte.

Em comunicado, a direção do SNPVAC já tinha informado que pedira uma assembleia geral para “debater o atual momento da empresa e apresentar as conclusões retiradas pela direção sobre a proposta de AE [Acordo de Empresa] enviada pela TAP, além de deliberar eventuais medidas a tomar – não descartando o recurso à greve”.

O sindicato dos tripulantes justifica o pedido de convocatória com os “sistemáticos atropelos” ao Acordo de Empresa em vigor e ao Acordo Temporário de Emergência.

A isso, diz o SNPVAC, somam-se a “falta de respeito que a TAP tem vindo a ter perante os tripulantes” e as “mais do que questionáveis decisões de gestão que acabam por ter um impacto direto e indireto” na vida destes trabalhadores.

A situação “culminou mais recentemente com a denúncia do Acordo de Empresa em vigor, acompanhado de uma proposta de AE inenarrável”, acrescenta.

Recorde-se que durante a apresentação dos resultados trimestrais da TAP, a CEO da companhia, Christine Ourmières-Widener, admitiu que uma greve seria “um desastre, porque afeta todo o trabalho que tem sido feito por todos, depois de um terceiro trimestre que veio provar que estamos certos e que este é o caminho certo para reconstruir o orgulho nesta companhia”.

“Uma greve nunca é boa para qualquer organização e penso que o diálogo que precisamos de ter não deve incluir este tipo de ações, mas não é algo que me caiba a mim decidir. Penso que nos devemos sentar e ver o que é possível fazer”, acrescentou na altura Christine Ourmières-Widener, defendendo que, apesar da greve ser um direito, este “não é o melhor momento” para avançar para uma paralização.

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Distribuição

Tour10 vai pela primeira vez ao WTM

No meio de um plano de internacionalização, a participação da Tour10 no WTM de Londres servirá para “reforçar o posicionamento da marca”.

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A Tour10, plataforma de distribuição turística independente B2B espanhola, irá participar, pela primeira vez no World Travel Market (WTM) de Londres, salientando tratar-se de um “marco no seu plano de expansão internacional”.

Fran Serón, CEO da Tour10, que liderará a delegação comercial, refere, em comunicado, que o objetivo é “ampliar a contratação”, bem como “estreitar laços com os partners internacionais com os quais a empresa vem trabalhando”.

“Estamos no meio de um plano de internacionalização que reforçará o posicionamento da marca Tour10”, refere o CEO, adiantando ainda que a presença no WTM “é um passo significativo nesse sentido”.

Atualmente, a Tour10 trabalha um portefólio de mais de 200.000 hotéis em mais de 150 países, superando as 11.000 agências de viagens em Espanha e Portugal.

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Destinos

Preferência dos portugueses vai para destinos europeus e viagens de curta duração

Em 2022, os portugueses preferiram viagens curtas, de até quatro dias, com as tendências a destacarem as viagens a solo, a conciliação de lazer e trabalho nas viagens e o aumento dos nómadas digitais, com as reservas a acontecerem com pouca antecedência.

Victor Jorge

De acordo com o estudo anual realizado pela eDreams ODIGEO – “A Year in Travel 2022” -, os viajantes nacionais continuam a preferir viagens curtas, de até quatro dias, e reservam-nas com pouca antecedência.

O estudo que oferece uma visão geral das preferências e comportamentos dos viajantes em 2022 e prevê já algumas tendências para o próximo ano, revela que, em 2022, Paris voltou a ser o destino de eleição dos viajantes portugueses, sendo a cidade para onde mais viajaram, sendo, de resto, uma preferência comum a nível internacional.

A seguir à capital francesa aparecem destinos como Londres, também a segunda cidade mais visitada nos resultados globais, e depois Madrid. Outros destinos populares foram Barcelona, Funchal, Bruxelas, Ponta Delgada, Luxemburgo, Genebra e Amsterdão, revelando uma clara inclinação para viagens na Europa.

Quantos aos destinos que mais cresceram em 2022 face a 2021 (em termos de reservas efetuadas) aparecem Marraquexe (+327%) e Bilbau (+213%). Globalmente, os destinos que registaram um maior crescimento das reservas em comparação com 2021 foram Denpasar (+1.478%), na Indonésia; Singapura (+1.446%) e Bangkok (+1.188), na Tailândia – o que se deve à reabertura das viagens para a Ásia, após um longo período em que tal não era possível devido às restrições impostas pela pandemia.

Viagens curtas e reservas de última hora
No caso concreto dos hábitos de viagem dos portugueses em 2022, o estudo da eDreams ODIGEO conclui que, tal como já se tinha verificado no ano passado, os portugueses parecem continuar a dar preferência a viagens curtas, de até 4 dias (53%). No entanto, as estadias de duração média, entre 7 a 13 dias, ganharam terreno (20%), verificando-se que apenas uma minoria escolheu realizar viagens entre 5-6 dias (16%), 14-20 dias (5%) ou mais de 21 dias (6%).

No que toca às reservas, quase metade (47%) dos inquiridos portugueses continua a marcar viagens de última hora, até 15 dias antes da data de partida, salientando o estudo tratar-se de “uma tendência que se acentuou na pandemia e que se tem mantido até aos dias de hoje, apesar da diminuição das restrições, e se reflete também a nível internacional (45%)”.

Além disso, o estudo que olhou para os hábitos de viagem dos portugueses em 2022, nomeadamente a duração das suas estadias, a antecedência com que efetuaram reservas e a distância das viagens realizadas, destaca ainda a preferencia dos portugueses por viagens na Europa (78%), viagens dentro do próprio país (14%) ou para fora do continente europeu (8%).

“Em 2022 observou-se um aumento significativo das viagens continentais, a par de uma redução das viagens nacionais – o que demonstra que os portugueses sentem cada vez mais confiança para voltar a viajar e sair do país, agora que o pior da pandemia parece ter passado”, refere o estudo.

A realidade em 2022
No que toca às tendencia verificadas em 2022, o “A Year in Travel 2022” assinala que se tornou “claro que os portugueses estão a optar cada vez mais por viagens a solo – sobretudo porque querem ter controlo total sobre os planos de viagem e viajar de forma mais tranquila, livre e independente”, frisando que este tipo de viagens também lhes permite tornar-se “mais resilientes e autossuficientes e aproveitar a sua própria companhia”.

“Misturar trabalho com prazer” está a tornar-se também cada vez mais comum, à medida que as gerações mais jovens procuram conciliar as suas carreiras com a vontade de conhecer o mundo. Assim, “tiram partido da flexibilidade laboral que a pandemia permitiu descobrir e aproveitam para realizar viagens que combinam dias de trabalho com dias de lazer”.

Finalmente, o crescimento dos chamados “nómadas digitais” é outra tendência com “grande impacto no setor do turismo”, motivado pela mudança dos padrões de trabalho e o aumento de oportunidades de trabalho remoto. Segundo o estudo da eDreams ODIGEO, “a criação de vistos e programas fiscais flexíveis pensados para nómadas digitais por parte dos governos de alguns países” – como é o caso de Portugal – contribuíram para este cenário.

Um primeiro olhar para o futuro
Além de analisar as principais tendencias de 2022, o estudo da eDreams ODIGEO procurou olhar também para o futuro das viagens e traçar o caminho para 2023.

Assim, o estudo conclui que “as reservas dentro do continente europeu parecem manter-se na mira dos viajantes portugueses, sendo Paris, Funchal, Ponta Delgada e Barcelona os destinos mais reservados para 2023”.

Contudo, os destinos que os portugueses mais pesquisam para viajar no próximo ano são Paris, São Paulo, Rio de Janeiro, Londres e Nova Iorque, indicando “alguma vontade de retomar as viagens de longa distancia”.

Assim, o estudo conclui que 2022 ficou marcado por “um regresso gradual à normalidade”, que também se notou no setor das viagens, que permanece em “franca recuperação”.

Dana Dunne, CEO da eDreams ODIGEO, salienta que “os consumidores estão a aproveitar para viajar sempre que podem”, admitindo que os dados das reservas mostram que as viagens curtas ainda são as mais proeminentes, demonstrando que os consumidores tentam encaixar férias em todas as ocasiões possíveis”.

Com quase um terço das viagens a durar apenas 3-4 dias, a CEO frisa que “esta tendência pode também ser representativa dos regimes de trabalho mais flexíveis, que permitem aos viajantes levar o seu computador e trabalhar no estrangeiro, enquanto aproveitam um fim de semana prolongado num destino entusiasmante”.

Finalmente, Dana Dunne destaca que os viajantes têm sido “espontâneos a fazer reservas”, com quase metade destas (45%) a acontecer apenas 15 dias antes da partida, ou mesmo menos”, concluindo que se constata “o desejo dos consumidores de aproveitar cada dia, depois de terem adiado os seus planos de viagem por tanto tempo”.

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Turismo

Este não é o momento para se discutir a semana de quatro dias, admitem CCP e CTP

As duas Confederações (CTP e CCP) admitem ser “prematuro” discutir este tema, até porque existem outras prioridades a ter em conta no atual e futuro cenário económico.

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A Confederação do Comércio e Serviços (CCP) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) consideraram que este não é o momento para se discutir a semana de quatro dias de trabalho, defendendo que há outras prioridades.

As posições dos presidentes das duas confederações patronais foram proferidas à entrada da reunião da Concertação Social, onde o Governo apresentou aos parceiros o projeto-piloto da semana de quatro dias de trabalho.

O presidente da CTP, Francisco Calheiros, disse ser “prematuro” discutir o tema, semanas depois da assinatura do acordo de rendimentos e competitividade e numa altura em que o parlamento acabou de aprovar na generalidade a proposta de Orçamento do Estado para 2023, faltando ainda a discussão na especialidade.

“Acabámos de assinar um acordo de competitividade e de salários no sentido de se poder aumentar os salários e, neste momento, quando vamos analisar um estudo que passa de cinco para quatro dias a semana de trabalho, é uma diminuição de 20% da produtividade. Não estou a ver como conjugar estas duas situações”, considerou Francisco Calheiros.

Já para o presidente da CCP, João Vieira Lopes, “não era um tema prioritário para apresentar na Concertação Social, depois do acordo [sobre rendimentos e competitividade] em que há muitos aspetos a concretizar”.

Sobre o projeto da semana de quatro dias, Vieira Lopes disse não ver “qualquer inconveniente em que se façam experiências”, mas salientou que “não se justificava” uma reunião da Concertação Social “só para isso” havendo questões “tão prioritárias como o problema da energia” ou a concretização do acordo de rendimentos assinado há poucas semanas.

O presidente da CCP considerou que pode haver empresas “com perfil” para a implementação da semana de quatro dias, como é o caso das empresas “na área das tecnologias, da cultura, da criatividade, da publicidade”, mas antevê dificuldades em empresas com atendimento ao público.

“Tudo o que tenha a ver com horários de abertura ao público, isso implicaria contratar mais gente o que, além de ser um aumento de custos, não há pessoas [para contratar]”, afirmou.

O Governo apresentou na Concertação Social o projeto-piloto da semana de quatro dias de trabalho, cuja experiência deverá arrancar em junho de 2023 em empresas do setor privado, podendo mais tarde ser estendido à administração pública.

Segundo o documento do Governo, a experiência-piloto em 2023 será aberta a todas as empresas do setor privado e terá a duração de seis meses, sendo voluntária e reversível e sem contrapartidas financeiras, providenciando o Estado o suporte técnico e administrativo para apoiar a transição.

Segundo o executivo, a experiência “não pode envolver corte salarial e tem de implicar uma redução de horas semanais”.

Uma vez que o Estado não oferece nenhuma contrapartida financeira, não será estipulado um número de horas semanais exatas, que “podem ser 32 horas, 34 horas, 36 horas, definidas por acordo entre a gestão e os trabalhadores”, mas a experiência tem de “envolver a grande maioria dos trabalhadores” da companhia, “exceto para grandes empresas, onde pode ser testado em apenas alguns estabelecimentos ou departamentos”.

A experiência-piloto da semana de quatro dias será coordenada por Pedro Gomes, autor do livro “Sexta-feira é o Novo Sábado”.

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Solférias reforça aposta no destino Egito para o Verão 2023

Com voo direto já programado a partir do Porto com destino a Hurghada, a Solférias reforça o compromisso de antecipar o lançamento da sua programação para o Verão de 2023.

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Reforçando o seu compromisso de antecipar o lançamento da sua programação para os diversos destinos e principais épocas de viagem para viajantes nacionais, a Solférias continua a disponibilizar a sua programação para o Verão de 2023, desta vez com o lançamento da sua programação especial para Hurghada, no Egito.

Segundo a Solférias, “este destino tem vindo a ganhar nos últimos anos, uma nova relevância nas preferências dos portugueses no momento de elegerem o seu destino para as suas férias de Verão”.

Assim, para o Verão 2023, está já programado um voo direto Porto / Hurghada, com partidas às segundas-feiras, de 5 de junho a 11 de setembro, com preços a partir de 1.065 euros por pessoa, para 7 noites em regime de tudo incluído.

Para além deste primeiro voo especial, a Solférias mantem uma oferta alargada de programas para o Egito, incluindo estadias em Sharm El Sheikh, combinados Cairo com praia ou cruzeiros no Nilo de 3 e 4 noites.

Em comunicado, a Solférias diz “manter a convicção que esta antecipação da oferta vai aumentar ainda mais a capacidade dos agentes de viagem, em responder à crescente procura dos viajantes nacionais em reservar as suas férias atempadamente, reforçando o seu compromisso de continuar a apresentar as melhores ofertas para os melhores destinos, com a maior segurança e com os preços mais competitivos”.

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