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Isla Mágica quer recuperar as 700 mil visitas

A Isla Mágica, parque temático localizado em Sevilha, reabriu e tem como objetivo, neste ano em que está a assinalar os seus 25 anos, recuperar as 700 mil visitas que contabilizou antes da pandemia.

Carolina Morgado
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Isla Mágica quer recuperar as 700 mil visitas

A Isla Mágica, parque temático localizado em Sevilha, reabriu e tem como objetivo, neste ano em que está a assinalar os seus 25 anos, recuperar as 700 mil visitas que contabilizou antes da pandemia.

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Com total normalidade, sem restrições de lotação, máscaras obrigatórias ou marcação prévia, a Isla Mágica, em Sevilha, que completa 25 anos desde a sua inauguração, em 28 de junho de 1997, reabriu no passado dia 23 de abril, para mais uma temporada.

Em um ano tão especial, e uns dias antes da reabertura, Guillermo Cruz, diretor do parque, apresentou no “la Fragata”, no Pirates’ Lair, a nova oferta acompanhada pelos atores dos diferentes espetáculos que estão a atuar nos palcos do parque cujo objetivo nesta temporada é chegar o mais próximo possível aos períodos pré-pandemia que, significaria, segundo Cruz, recuperar as 700 mil visitas anteriores à pandemia, e fazer uma temporada “normal”, semelhante ao habitual.

O diretor do parque admitiu que, como resultado da pandemia, houve uma quebra significativa que espera poder recuperar pouco a pouco, tendo realçado que nestes anos o espaço sofreu “uma evidente transformação”, adaptando-o às necessidades atuais e às expectativas dos visitantes, “continuando a ser uma referência de turismo de lazer na Andaluzia para o turismo andaluz, regiões limítrofes e sul de Portugal”.

Guillermo Cruz, convida todo o mundo a desfrutar este ano da Isla Mágica, numa temporada que será “emocionante e cheia de surpresas”.

A principal novidade é, como explicou o responsável, o regresso à normalidade total, sem restrições de lotação e com horário integral a partir das 11 horas até às 22 horas, apesar de uma certa cautela pois pretendem continuar a ser um “espaço de lazer seguro”.

Calcula-se que ao longo destes 25 anos passaram pelo parque, que está edificado no local original da Expo ‘92, na Ilha da Cartuxa, cerca de 20 milhões de visitantes.

Ano repleto de surpresas
A Isla Mágica apresenta este ano, para além do habitual leque de atrações mecânicas e aquáticas, jogos e espetáculos audiovisuais, três grandes novidades: ‘What dead more alive’ uma divertida comédia de homenagem ao teatro popular da Idade de Ouro, ‘25 anos; party’, espetáculo musical com o qual se comemora o 25º aniversário, e “À procura de piratas”, uma animação que se passa em El Galeón e que conta com humor como um casal de piratas não muito espertos tem um grande plano para roubá-lo.

 

As regiões limítrofes e sul de Portugal continuam a ser uma referência para o turismo andaluz

 

Há que destacar também a recuperação de dois dos espetáculos mais emblemáticos do parque, que estiveram suspensos devido às medidas sanitárias que estavam em vigor nos últimos dois anos: ‘El Motín’, que se desenrola na La Fragata de la Guarida de los Piratas y que este colocou em cena ‘La venganza de Barbanegra’, e o espetáculo de fim de dia no El Lago, com ‘Tierra; la vuelta al mundo’.

Além disso, no âmbito destas comemorações, a Isla Mágica recuperou muitos dos espetáculos que o público mais gostou desde a sua abertura, como ‘El retorno del preso Perico el Chico’, ‘Gargantúa’, Un posado con mucha historia’, ‘Enrólate con Magallanes’, ‘El príncipe del viento’ e ‘Este Arca Noé’. Também foi reposto o filme de dimensão 4 ‘Una historia de Piratas’.

Não houve alteração dos preços adquiridos na bilheteira, e foi incorporado um sistema de “preços dinâmicos” para vendas pela Internet que se adaptam às necessidades dos visitantes e reduzem o custo da entrada. É também um sistema que permite conhecer com maior precisão o fluxo diário e permite dimensionar os serviços de forma mais eficaz para melhorar a experiência do cliente.

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APG aposta na ferrovia com plataforma ‘Railclick’

Com os serviços ferroviários a estabelecerem-se como uma alternativa ao transporte aéreo, a APG Portugal disponibiliza, através da plataforma “Railclick”, uma vasta oferta de soluções na Europa.

Victor Jorge

A APG Portugal passa a disponibilizar a plataforma “Railclick numa associação com a espanhola GRT, através da qual oferecerá os serviços de diversas companhias ferroviárias europeias numa aposta de diversificação de transportes disponíveis para o mercado B2B e B2C.

Na apresentação, realizada esta terça-feira, 15 de novembro, LLuis Martinez, presidente da GRT, criadora da plataforma “Railclick”, teve oportunidade de mostrar a mais-valia desta oferta, salientando a “poupança de tempo e dinheiro que poderá significar para quem utiliza os diversos serviços ferroviários à disposição”.

Com a atual plataforma ficam disponíveis os serviços de diversas companhias europeias – Trenitalia, Renfe, DB, SNCF, OBB, Eurostars, entre outras – numa clara aposta na mobilidade.

Com foco na oferta disponibilizada pela Trenitalia, LLuis Martinez começou por destacar a “grande liberdade de movimentação” que a ferrovia proporciona ao viajante, referindo os vários acordos existentes entre as várias companhias do centro da Europa e que “rapidamente colocam o viajante em qualquer parte da Europa central”.

“Os comboios, hoje, são uma clara vantagem comparativamente ao transporte aéreo, já que nos colocam no centro das cidades, sem a necessidade de diversos custos em dinheiro e tempo que o avião representa”.

Na realidade, a proposta agora disponibilizada pela plataforma “Railclick”, o viajante tem a possibilidade de viajar por todo o centro da Europa de forma cómoda e rápida. Fazendo referência aos serviços disponibilizados, por exemplo, pela Trenitalia, LLuis Martinez destacou os mais de 7.000 comboios/dia oferecidos aos viajantes, apresentando estes serviços aos diversos agentes de viagem que marcaram presença na apresentação da APG Portugal.

Através do hub de Milão, por exemplo, “é possível chegar em duas ou três horas às capitais europeias mais importantes”, existindo ainda a possibilidade de serviços intermodais com autocarros exclusivos e barcos.

Mas não é somente em Itália que estes serviços passam a estar disponíveis. Em Espanha, através da Renfe, também é possível chegar a vários pontos na Europa de forma “menos onerosa e rápida”, referiu LLuis Martinez, salientando, contudo, que “a partir de Portugal essa ligação ainda não será possível”, já que o nosso país ainda não se encontro devidamente interligado à restante rede ferroviária europeia.

Apesar de ainda não estar disponível uma compra única para os agentes e, consequentemente, clientes/viajantes, são, no entanto, diversas as possibilidades “fáceis” que a plataforma “Railclick” disponibiliza, com o acesso oferecido às agências a estar à mão de uma simples solicitação de password para validar a venda que resultar sempre num bilhete eletrónico.

Com a mercado-alvo a dividir-se entre o lazer e o negócio, LLuis Martinez referiu que o comboio é, atualmente, um meio de transporte muito valorizado pelos clientes provenientes de mercados como a Ásia ou América Latina.

“Na realidade, hoje, a não obrigatoriedade da burocracia relacionada com um check-in, as restrições inexistentes referentes à bagagem e, fundamentalmente, o tempo que se pouco, são uma mais-valia para quem utiliza o comboio”.

Mas também as questões relacionadas com a sustentabilidade são apreciadas, embora o presidente da GRT admite que, “neste momento, sabemos que ainda é uma vantagem, já que as companhias aéreas estão a caminhar cada vez mais para soluções com uma menor pegada carbónica”. Contudo, concluiu Martinez, “atualmente, a poupança de tempo, o conforto e o facto de no transporte ferroviário conseguirmos ‘desembarcar’ nos centros das cidades é muito bem recebido por quem viaja”.

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Site “Algarve Eventos” substitui “Guia Algarve”

O objetivo é “melhorar a experiência de quem nos visita, facilitar a interação com o destino e aumentar a eficiência da comunicação e da fruição dos espaços e acontecimentos da região”, diz João Fernandes, presidente da RTA.

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“Algarve Eventos” é o novo site e agregador de tudo o que acontece nos 16 concelhos da região, em substituição do “Guia Algarve”, até agora impresso mensalmente, e que pretende divulgar a oferta de lazer e cultural da região.

Divulgação de mais eventos, incluindo os de dimensão local, atualização em tempo real do que acontece na região e aumento do alcance da informação disponibilizada a turistas e residentes são algumas das vantagens que levaram o Turismo do Algarve a apostar neste formato disponível em https://eventos.visitalgarve.pt/.

Para além da significativa redução da pegada ecológica, associada à produção e distribuição do anterior guia, que só em papel consumia cerca de 21 toneladas por ano.

O novo site integra funcionalidades como pesquisa de eventos por categoria, data e concelho e ao abrir a página de um evento será possível adicioná-lo ao calendário, a uma wishlist ou até partilhá-lo nas principais redes sociais. Outra possibilidade será subscrever uma newsletter para receber diretamente os destaques da semana, bastando para isso seguir os passos aqui.

“Numa época em que as tendências de padrões de consumo revelam a preferência pelo acesso a conteúdos online, a expectativa com a disponibilização dos eventos num site bilingue, em inglês e português, é que resulte igualmente na atração de mais turistas para a região durante todo o ano, atenuando desta forma a sazonalidade”, refere a entidade em comunicado.

João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve, pretende que o novo site “enriqueça o conjunto de instrumentos de promoção turística e cultural do território que integram a marca Algarve”.

O responsável pela entidade salienta ainda que, “além de favorecer uma gestão célere e facilitada dos conteúdos, o site terá também uma navegação intuitiva, estando presente a preocupação com a disponibilização da informação em dispositivos móveis”.

O objetivo é, assim, “melhorar a experiência de quem nos visita, facilitar a interação com o destino e aumentar a eficiência da comunicação e da fruição dos espaços e acontecimentos da região», conclui João Fernandes.

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eDreams ODIGEO aumenta reservas em 50% no semestre, mas lucro líquido continua negativo

A empresa continua apostada em atingir, no ano fiscal de 2025, um Cash EBITDA superior a 180 milhões de euros e mais de 7,25 milhões de membros ‘Prime’.

Publituris

A eDreams ODIGEO registou no primeiro semestre do exercício fiscal de 2023, findo a 30 de setembro de 2022, 8,6 milhões de reservas, correspondendo a um acréscimo de 50% face a igual período de 2021, representando mais 48% em relação ao período pré-COVID, tendo ganho quase um milhão de novos subscritores apenas nos últimos seis meses.

Este desempenho permite à empresa reconfirmar as suas orientações para março de 2025, que incluem 7,25 milhões de subscritores, uma ARPU de 80 euros (receita média por utilizador) e um Cash EBITDA de 180 milhões de euros.

A empresa refere, em comunicado, que “em outubro e novembro, não obstante os ventos macroeconómicos contrários, as reservas subiram 45% em relação ao período pré-COVID-19.

No que diz respeito ao eDreams Prime, programa de subscrição de viagens, a empresa alcançou 3,6 milhões de subscritores, graças a uma taxa de execução trimestral de 479.000 durante o primeiro semestre do ano fiscal de 2023. Isto representa um crescimento das taxas de execução trimestrais de 8% e 47%, respetivamente, em relação aos anos fiscais de 2022 e 2021.

Quanto ao desempenho financeiro, no primeiro semestre do ano fiscal, a Margem de Receitas e a Margem de Receitas Cash da eDreams ODIGEO permaneceram acima dos níveis pré-COVID em 3% e 12%, respetivamente.

A empresa registou um crescimento na Margem de Receitas Cash, que aumentou 69% em termos homólogos para 316,5 milhões de euros, apesar das opções de viagem estarem limitadas pela incerteza das restrições provocadas pela pandemia de COVID-19. A Margem de Receitas aumentou em 72% para 289 milhões de euros, devido ao aumento de 50% nas reservas e de 15% na Margem de Receitas por Reserva.

O Lucro Marginal Cash, por sua vez, aumentou para 74,4 milhões de euros no período, 51% acima do registado no primeiro semestre do ano fiscal de 2022.

O Cash EBITDA no segundo trimestre ascendeu a 34,5 milhões de euros no primeiro semestre do ano fiscal de 2023 (dos quais 20,5 milhões de euros dizem respeito apenas ao segundo trimestre do ano), um aumento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado. Tal como indicado nas orientações do primeiro trimestre do ano fiscal, “o crescimento sólido de membros no primeiro ano de subscrição do Prime atrasa a rentabilidade, que dispara no seu segundo ano de subscrição”, refere a empresa em comunicado.

O Lucro Líquido Ajustado registou um prejuízo de 19 milhões de euros no primeiro semestre do ano fiscal de 2023, em comparação com o prejuízo de 27,7 milhões de euros no mesmo período do ano anterior, acreditando a empresa que é o Lucro Líquido Ajustado que reflete “mais eficazmente o real desempenho operacional contínuo da atividade”.

Conforme a tendência observada no primeiro trimestre, o forte crescimento dos membros “Prime” no seu primeiro ano veio “protelar o aumento da lucratividade, mas esta última aumentou de forma drástica no segundo ano”.

No que diz respeito à força de trabalho global, esta deverá crescer 50% para impulsionar ainda mais o crescimento a longo prazo, com base no modelo de subscrição, referindo a eDreams ODIGEO que “o aumento dos investimentos na força de trabalho, assim como os efeitos das diferenças cambiais, resultaram em custos fixos mais elevados”.  Assim, tal como anunciado no ano passado, a eDO planeia contratar 500 novos colaboradores até março de 2025, e tem aumentado a sua força global em 201 colaboradores numa base anual, com 170 novas contratações apenas no período de março a setembro de 2022, o que significa que atingiu 34% deste objetivo em menos de 15% do tempo.

Dana Dunne, CEO da eDreams ODIGEO, refere que “o sucesso da nossa transição de um modelo de negócios centrado em transações para um essencialmente baseado em subscrições reflete-se, uma vez mais, no crescimento sólido e contínuo da nossa base de subscritores, que ultrapassa atualmente os 3,8 milhões de membros”.

Fazendo referência aos objetivos traçados há um ano – ultrapassar os 7,25 milhões de membros Prime e os 180 milhões de euros de Cash EBITDA até 2025 – a CEO salienta que “nestes últimos 12 meses realizámos excelentes progressos no sentido de cumprir estes objetivos, e o nosso desempenho no primeiro semestre do ano fiscal demonstra que estamos no caminho certo para que a nossa orientação a três anos se concretize, tal como temos vindo a fazer de forma consistente”.

Quanto à generalidade do setor, a CEO conclui que, “atravessando crises económicas, conflitos ou mesmo catástrofes naturais, quem viaja por lazer tem provado o seu desejo de continuar a fazê-lo. Atualmente nada mudou, e esperamos que esta vontade continue a reforçar-se cada vez mais”.

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TAP terá de reembolsar passageiros em mais de 122M€ por viagens canceladas nos EUA

A TAP e outras quatro companhias aéreas estrangeiras terão de reembolsar mais de 580 milhões de euros a passageiros cujas viagens foram canceladas ou significativamente atrasadas desde o início da pandemia.

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A TAP Air Portugal vai ter de reembolsar mais de 122 milhões de euros a passageiros e pagar uma multa de um milhão de euros por viagens canceladas nos Estados Unidos, anunciaram as autoridades federais norte-americanas.

Segundo a informação divulgada, a TAP Air Portugal e outras quatro companhias aéreas estrangeiras terão de reembolsar mais de 580 milhões de euros a passageiros cujas viagens foram canceladas ou significativamente atrasadas desde o início da pandemia.

O Departamento de Transportes dos EUA também multou as companhias aéreas em mais de 6,7 milhões de euros por atrasarem os reembolsos demasiado tempo, violando as regras de proteção ao consumidor.

As maiores companhias aéreas dos EUA, que respondem pela maior parte das reclamações relativas a reembolsos, evitaram multas e uma fonte das autoridades federais disse que nenhuma outra operadora norte-americana está a ser investigada por possíveis multas.

Os consumidores inundaram a agência com milhares de reclamações por não conseguirem reembolsos quando as companhias aéreas cancelaram um grande número de voos após a pandemia chegar aos Estados Unidos, no início de 2020. Esta foi, de longe, a principal categoria das reclamações.

“Quando os americanos compram uma passagem numa companhia aérea, esperam chegar ao nosso destino com segurança, confiabilidade e economia, e nosso trabalho é responsabilizar as companhias aéreas por essas expectativas”, disse o secretário dos Transportes, Pete Buttigieg.

Segundo este departamento, a Frontier Airlines é responsável por 215 milhões de euros de reembolsos e tem de pagar uma multa de 2,1 milhões.

A Air India pagará 117,7 milhões de euros em reembolsos e uma multa de 1,3 milhões, a Aeromexico 13,1 milhões de euros e uma multa de 872 mil euros, a El Al de Israel pagará 59,9 milhões e 872 mil de multa e a colombiana Avianca 74,4 milhões de reembolsos e mais de 726 mil euros de multa, informou o Departamento de Transportes.

“Temos mais ações de fiscalização e investigações em andamento e pode haver mais notícias sobre as multas”, disse Pete Buttigieg aos jornalistas.

No entanto, não haverá multas para outras companhias aéreas dos EUA porque elas responderam “logo após” o departamento de Transportes as ter alertado, em abril de 2020, para a obrigação de serem rápidas nos reembolsos, referiu Blane Workie, da proteção de consumidores de aviação do Departamento de Transportes.

Em 2020, a United Airlines teve o maior número de reclamações relativas a reembolsos – mais de 10.000. A Air Canada, a El Al e a TAP Air Portugal foram as seguintes na lista, todas com mais de 5.000, seguidas pela American Airlines e pela Frontier, ambas com mais de 4.000 reclamações.

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Woman using wireless system on smart watch at atm cash machine

Tecnologia

Amadeus disponibiliza pagamentos eletrónicos com criação da Outpayce

A nova empresa no universo da Amadeus – Outpayce – representa mais um passo na evolução da linha de negócios de pagamentos de viagens.

Victor Jorge

A Amadeus acaba de solicitar ao Banco de Espanha uma licença de moeda eletrónica anunciando ao mesmo tempo a criação da Outpayce, subsidiária integral da Amadeus, demonstrando o compromisso em oferecer uma experiência de pagamento integrada e conectada durante toda a jornada.

De acordo com a companhia, “os pagamentos estão presentes em todas as etapas da viagem, desde a reserva online, ou com um agente de viagens, até o pagamento de bagagem extra no aeroporto ou check-out no hotel”. Garantir pagamentos contínuos, integrados e até invisíveis está a tornar-se, por isso, cada vez mais importante na experiência de viagem, admitindo que “a integração de pagamentos B2B entre empresas no ecossistema de viagens é um diferencial importante”.

Com a licença agora pedida, a Amadeus poderá prestar serviços regulados em Espanha e, posteriormente, no Espaço Económico Europeu. As empresas com licença de dinheiro eletrónico podem fornecer serviços de pagamento, como aceitar fundos de clientes, emitir cartões de débito pré-pagos ou oferecer transferências de fundos para uma conta de pagamento, entre outros. Como parte dessa estratégia, a atual unidade de negócios de pagamentos da Amadeus tornar-se-á a Outpayce, uma subsidiária integral da Amadeus, cujos ativos e funcionários serão transferidos para a nova entidade a partir de 1 de janeiro de 2023.

Em comunicado, a Amadeus refere que o objetivo da Outpayce será “fortalecer a sua oferta de pagamentos existente, bem como desenvolver um ambiente de pagamento integrado ao qual as empresas de viagens possam conectar-se para aceder às mais recentes inovações de tecnologia financeira”.

A Amadeus avança ainda que “as soluções de pagamento de hoje incorporarão ambientes de desenvolvimento abertos baseados em API que impulsionarão a inovação no setor de viagens, facilitando o serviço de pagamentos de terceiros e empresas de fintech ao setor”.

Assim, companhias aéreas, hotéis e vendedores de viagens que usam a plataforma poderão aceder uma ampla seleção de serviços de pagamento Amadeus e de terceiros por meio de uma única conexão. A plataforma atual oferece serviços de parceiros como Citi, Mastercard e Paypal, entre muitos outros, frisando a Amadeus que “continuará a trabalhar para expandir essa rede de parceiros”.

Através do licenciamento e da criação da Outpayce, o primeiro serviço regulamentado que a nova empresa da Amadeus oferecerá, assim que a licença for obtida, será a emissão de cartões pré-pagos virtuais dentro da sua solução B2B Wallet, que as agências de viagens usam para pagar fornecedores de viagens, bem como companhias aéreas e hotéis. “A emissão de cartões da Outpayce, juntamente com uma ampla gama de opções de outros emissores parceiros, proporcionará aos agentes de viagens mais opções e uma melhor experiência de pagamento”, diz a Amadeus.

David Doctor, até agora vice-presidente executivo de pagamentos da Amadeus, deixará o cargo para assumir a direção-geral da Outpayce a partir do primeiro dia de 2023.

O responsável admite que os pagamentos são “uma parte integral da experiência de viagens do princípio ao fim”, salientando que o objetivos da Amadeus com a Outpayce é “garantir uma experiência fluída, integrada e conectada nas viagens, seja no pagamento com cartões virtuais em espaços B2B ou se o viajante pretender pagar na moeda escolhida mediante serviços de câmbio”.

Doctor salienta ainda que, graças ao pedido de licença de dinheiro eletrónico e ao investimento em talento e tecnologia, “estamos bem posicionados para melhorar o nosso serviço aos clientes, bem como para expandir o leque de serviços, a abrangência geográfica e o número de clientes que servimos”.

Já Decius Valmorbida, presidente de Viagens da Amadeus, refere, no mesmo comunicado, que “as viagens estão a registar uma transformação digital única, significando isso que podemos conectar melhor as diferentes etapas do viajante”. O executivo conclui ainda que, “para que o setor aproveite ao máximo esta oportunidade, é fundamental simplificar a forma de pagamento durante a reserva, no aeroporto ou no hotel. Com este investimento, a Outpayce está preparada para simplificar os pagamentos em todo o trajeto da viagem.”

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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Estadias flexíveis “desviam” turistas para destinos menos saturados

No caso de Lisboa, a análise da Airbnb revela que os hóspedes flexíveis são mais propensos a permanecer fora do centro da cidade do que os hóspedes tradicionaism e que os viajantes estão também a virar-se para Lisboa para estadias mais longas.

Publituris

Uma análise realizada pela Airbnb revela uma mudança nas reservas de vários destinos de topo para destinos menos populares – tanto nas cidades, como nos bairros mais populares dentro das cidades. A pesquisa flexível está também a ajudar a redirecionar os hóspedes para aproximadamente cinco milhas (cerca de oito quilómetros) mais longe da sua localização inicial pretendida dentro das cidades, em comparação com os hóspedes tradicionais na Airbnb.

O relatório mostra uma mudança consistente nas reservas, passando dos bairros mais populares para a periferia das cidades ou outras áreas. Em Lisboa, os hóspedes flexíveis são mais propensos a permanecer fora do centro da cidade do que os hóspedes tradicionais (+42,6%) e menos propensos a permanecer nos bairros mais turísticos de Santa Maria Maior (-20,1%) e Misericórdia (15,8%).

Estes dados vão, de resto, ao encontro das tendências de viagens mais sustentáveis, de acordo com um relatório da empresa divulgado na Web Summit por Nathan Blecharczyk, co-fundador e diretor de Estratégia da Airbnb.

Flexibilidade acima de tudo
Milhões de pessoas são agora mais flexíveis sobre o local onde vivem e trabalham. Mesmo com mais empresas a exigir aos colaboradores que regressem ao escritório, as noites reservadas para estadias de longa duração mantiveram-se estáveis desde há um ano, representando 20% do total de noites brutas reservadas.

Em julho, a Airbnb anunciou que Lisboa integra os 20 destinos com mais destaque para os trabalhadores remotos a nível mundial. A plataforma está agora a lançar um hub exclusivo que funcionará como um balcão único para os aspirantes a trabalhadores remotos em Lisboa.

A Airbnb já tinha lançado as suas ferramentas de pesquisa flexíveis ‘Categorias’ (maio 2022), ‘Sou flexível’ (maio 2021) e ‘Sou’’ (ainda mais) flexível’ (novembro 2021) para criar uma nova forma de pesquisa de viagens e fornecer uma solução com base tecnológica para o turismo de massas, ajudando os hóspedes a descobrir casas e comunidades para além dos hotspots turísticos saturados e em diferentes alturas do ano. Cerca de 1 em cada 20 estadias na Airbnb são atualmente reservadas com recurso às características de pesquisa flexível.

A Airbnb trabalhou em estreita colaboração com Lisboa para criar este hub personalizado que mostra o melhor dos anúncios de estadias locais de longa duração em todos os bairros, bem como informações importantes relacionadas com os requisitos de entrada no país e políticas fiscais. Como parte da colaboração com Lisboa, a Airbnb também desenvolveu campanhas informativas para promover o acolhimento e viagens responsáveis como trabalhador remoto.

Nómadas mais permanentes
De resto, estudos conduzidos pela Harvard Business School mostram que, “embora seja evidente que os nómadas digitais, e os trabalhadores remotos em geral, possam ser uma bênção para qualquer economia, também podem desempenhar um papel fundamental na promoção do empreendedorismo nas comunidades onde permanecem, criando ‘pólos tecnológicos’ em todo o mundo”.

Com isto em mente, a Airbnb publicou em setembro um guia para governos e destinos que apresenta recomendações sobre como as comunidades podem beneficiar economicamente do aumento dos trabalhadores remotos. O “Guia da Airbnb para viver e trabalhar a partir de qualquer lugar: como as comunidades podem beneficiar dos trabalhadores remotos” é baseado nos conhecimentos, dados e experiências da Airbnb em parceria com 20 destinos que estão a abraçar o potencial do trabalho remoto, bem como um balanço dos programas de trabalhadores remotos em todo o mundo.

“Ser anfitrião proporciona um rendimento vital a muitas famílias em Portugal, uma vez que o custo de vida continua a aumentar. O interesse que os viajantes estão a demonstrar por toda a área de Lisboa, incluindo trabalhadores remotos que estão dispostos a permanecer por períodos mais longos, é uma boa notícia para todos e ajudará mais famílias a partilhar as suas casas para aumentar os seus rendimentos, ao mesmo tempo que torna as comunidades mais fortes e o turismo melhor”, refere Monica Casañas, diretora-geral da Airbnb Marketing Services SL.

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Em setembro, proveitos no turismo sobem a duplo dígito face 2019

A atividade turística em Portugal continua a recuperar. Prova disso, são os números avançados pelo INE relativamente ao mês de setembro, colocando-o acima de 2021 e, mais importante, de 2019. Mas não é somente na comparação mensal que Portugal apresenta bons números. No trimestre e no acumulado dos nove meses de 2022, os proveitos também estão acima do melhor ano na atividade turística no nosso país.

Victor Jorge

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, 14 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os proveitos totais da atividade turística aumentaram, em setembro, 70,3% face a igual período de 2021, atingindo 608,2 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento atingiram 469,2 milhões de euros, refletindo um crescimento de 74,5% face a período homólogo do ano passado.

Comparando com setembro de 2019, o INE aponta aumentos de 21,3% e 22,5%, nos proveitos totais e de aposento, respetivamente.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 78 euros, em setembro, e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 115,6 euros (+62,6% e +26,5% face a setembro de 2021, respetivamente). Em relação a setembro de 2019, o RevPAR aumentou 17,7% e o ADR cresceu 18,9%.

Estes valores vêm na sequência de no nono mês de 2022, o setor do alojamento turístico ter registado 2,9 milhões de hóspedes e 7,7 milhões de dormidas, correspondendo a variações, face ao mesmo mês de 2021, de +41,3% e +37,4%, respetivamente (+33,2% e +32,3% em agosto, pela mesma ordem).

Já comparando com setembro de 2019, o INE indica crescimentos de 0,2% e 0,7%, respetivamente.

Trimestre (também) acima de 2019
Na análise trimestral, o INE refere que no 3.º trimestre deste ano as dormidas aumentaram 48,8% face a igual trimestre de 2021. Já comparado com o 3.º trimestre de 2019, o crescimento foi de 2,9%.

As dormidas de residentes diminuíram 3,6% em comparação com igual período de 2021, para, face ao 3.º trimestre de 2019, a evolução apontada ser de 10,8%. As dormidas de não residentes, por sua vez, cresceram 108,3% face a igual período de 2021, mas desceram 0,8% quando comparadas com o 3.º trimestre de 2019.

Neste trimestre, os proveitos totais aumentaram 78,1% (+24,4% em relação ao 3.º trimestre de 2019) e os relativos a aposento cresceram 81,2% (+25,2% comparando com o 3.º trimestre de 2019).

Já no acumulado dos primeiros nove meses de 2022, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), o INE contabiliza 22,6 milhões de hóspedes e 61,3 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 105,1% e 103,7%, respetivamente, face a igual período de 2021.

Quando comparado com os primeiros nove meses de 2019, os números de 2022 mostram que as dormidas diminuíram 2,6% (+4,6% nos residentes e -6,3% nos não residentes).

Mercado externo regressa em força, mas fica abaixo de 2019
Em setembro, o mercado interno contribuiu com 2,4 milhões de dormidas, tendo diminuído 3,1% face a igual período de 2021, enquanto os mercados externos predominaram (peso de 68,2%) e totalizaram 5,2 milhões de dormidas, correspondendo a uma subida de 70,7% face a período homólogo de 2021.

Comparando com setembro de 2019, as dormidas de residentes aumentaram 10% enquanto as de não residentes diminuíram 3,2%.

Já no 3.º trimestre de 2022, as dormidas de residentes diminuíram 3,6% face ao mesmo trimestre de 2021, mas subiram 10,8% em relação ao 3.º trimestre de 2019), enquanto as de não residentes cresceram 108,3% face ao terceiro trimestre 2021, ficando, contudo, 0,8% abaixo das do 3.º trimestre de 2019.

No conjunto dos primeiros nove meses de 2022, as dormidas em alojamento turístico aumentaram 113face a 2021% (+27,3% nos residentes e +222,3% nos não residentes). Já comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 2,4%, como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-7%), dado que as de residentes cresceram 8%.

Não residentes penalizam dormidas no Algarve, Alentejo e Centro face a 2019
Em setembro, o Algarve concentrou 30,4% das dormidas, seguindo-se Lisboa (24,5%) e o Norte (16,2%).

Registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões, mais expressivos em Lisboa (+77,6%), no Norte (+48,8%) e no Centro (+28,6%).

Contudo, quando comparado com setembro de 2019, apenas o Algarve e o Centro registaram decréscimos (-9,2% e -3,3%, respetivamente). Os maiores aumentos ocorreram na Madeira (+17,0%), seguindo-se o Norte (+8,7%) e os Açores (+8,2%). Relativamente às dormidas de residentes, observaram-se aumentos em todas as regiões, destacando-se a Madeira (+64,3%), Lisboa (+13%) e Alentejo (+11%).

As dormidas de não residentes aumentaram nos Açores (+12,5%), Madeira (+8,8%), Norte (+8,6%) e Lisboa (+0,8%), tendo-se observado diminuições no Centro (-15,4%), Algarve (-13,2%) e Alentejo (-5,9%).

Por municípios, em setembro de 2022, Lisboa atingiu 1,4 milhões de dormidas (quota de 18% do total). Comparando com setembro de 2019, as dormidas aumentaram 3,6% (+11,4% nos residentes e +2,4% nos não residentes).

Em Albufeira, registaram-se 886,6 mil dormidas (peso de 11,6% do total), o que representa uma redução de 13,8% face a setembro de 2019 (-5,8% nos residentes e -16,4% nos não residentes).

O Funchal representou 7% do total de dormidas (540,7 mil), um acréscimo de 16,5% (+77,5% nos residentes e +8,9% nos não residentes) em comparação com setembro de 2019.

No Porto (6,8% do total), registaram-se 518,3 mil dormidas em setembro, que se traduziram num crescimento de 9,7% face ao mesmo mês de 2019 (+7,5% nos residentes e +10,1% nos não residentes).

No conjunto dos primeiros nove meses de 2022, face a igual período de 2019, o município de Lisboa registou uma diminuição de 7% (-0,6% nos residentes e -8,1% nos não residentes). No município de Albufeira, as dormidas decresceram 16,5% (-10,2% nos residentes e -18,4% nos não residentes), enquanto no Funchal verificou-se um aumento de 9,5% (+77% nos residentes e +1,3% nos não residentes) e no Porto uma evolução de 2,9% (+6,4% nos residentes e +2,2% nos não residentes).

Acumulado do ano em alta
Nos proveitos totais, o terceiro trimestre de 2022 dita um aumento de 78,1% face a mesmo trimestre de 2021, registando-se uma subida de 24,4% em relação ao 3.º trimestre de 2019). Relativamente aos aposentos, os proveitos aumentaram 81,2% em comparação com igual período de 2021, e +25,2% face ao 3.º trimestre de 2019).

No conjunto dos primeiros nove meses de 2022, o INE revela que os proveitos totais cresceram 143% e os relativos a aposento aumentaram 144,1% face aos mesmos nove meses de 2021.

Comparando com igual período de 2019, verificaram-se aumentos de 14,3% e 15,4%,

respetivamente.

Nos primeiros nove meses de 2022, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento.

Comparando com o mesmo período de 2019, os proveitos totais na hotelaria aumentaram 13% e os de aposento cresceram 14,2% (pela mesma ordem, pesos de 87,2% e 85,5% no total do alojamento turístico).

Nos estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,7% e 10,3%), registaram-se subidas de 11,6% e 12,6%, e no turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 4% e 4,2%, respetivamente) os aumentos atingiram 62,8% e 60,5%, pela mesma ordem.

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Grande Prémio de F1 contribui com mais de 200 milhões de euros para a economia de São Paulo

A realização de grandes eventos desportivos traz, claramente, vantagens aos locais onde decorrem. Prova disso mesmo, foi o Grande Prémio de Fórmula 1, em São Paulo, no Brasil, que terá contribuído com mais de 200 milhões de euros para a economia local num só fim de semana.

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Depois de realizado o Grande Prémio de Fórmula 1, em São Paulo, Brasil, as entidades responsáveis admitem que o evento do passado fim de semana poderá contribuir com mais de 1,2 mil milhões de reais (cerca de 215 milhões de euros) para a economia local.

Este valor ficará cerca de 25% acima do que foi conseguido no ano passado, estimando-se que o setor hoteleiro de São Paulo registou a maior taxa de ocupação desde 2019, com clientes a efetuarem reservas com mais de seis meses de antecedência.

De resto, com o Grande Prémio a ser realizado durante um fim de semana com feriado, estimulando uma maior estadia por parte de quem visitou a cidade brasileira, as entidades apontam para que cada turista tenha gasto mais do que os 4.500 reais de 2021 (mais de 800 euros), além dos valores dos bilhetes e gastos no próprio circuito.

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ATCGA quer certificação do Caminho da Geira

O objetivo da ATCGA passa pela certificação deste itinerário pelas autoridades governamentais portuguesas e galegas, das áreas da Cultura e do Turismo.

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Uma assembleia de peregrinos portugueses e galegos nomeou um grupo de trabalho com o objetivo de constituir a Associação Transfronteiriça do Caminho da Geira e dos Arrieiros (ATCGA).

O grupo de trabalho, constituído pelo presidente União das Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos, José Manuel Almeida, e pelos peregrinos António Devesa, Luís Miguel Sampaio e Vítor Cunha, tem como missão contactar os municípios portugueses por onde passa este itinerário jacobeu, “com a intenção de perceber o seu interesse e motivá-los a envolverem-se no projeto”.

“Em face dos resultados obtidos, que esperamos possam corresponder às nossas melhores expetativas, será criada a comissão instaladora da ATCGA”, explica o Carlos Ferreira, membro da assembleia de peregrinos, adiantando que a associação “poderá integrar pessoas coletivas ou individuais, como peregrinos, municípios ou coletividades, sejam portugueses ou galegos”.

“A ATCGA terá como objetivos representar e defender os interesses dos peregrinos e do Caminho, mas sem descorar os relacionados com a cultura, património, economia, ambiente, tradições e outros valores das povoações por onde passa”, refere Carlos Ferreira.

Para melhor responder a estes desafios, as pessoas envolvidas na iniciativa “entendem que é muito importante a certificação deste itinerário pelas autoridades governamentais portuguesas e galegas, das áreas da Cultura e do Turismo, à semelhança do que já fez o Arcebispado de Santiago, e vão empenhar-se nesse sentido”, destaca o moderador da assembleia de peregrinos.

No entanto, o trabalho da ATCGA não está “exclusivamente dependente da homologação pelas autoridades civis e deverá manter-se para além disso, embora se reconheça que é um dos aspetos fundamentais”.

De referir que o Caminho da Geira e dos Arrieiros começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras do Bouro, Castro Laboreiro e Melgaço, entrando em território galego pela Portela Homem. Nos últimos cinco anos foi percorrido por mais de três mil peregrinos, um terço dos quais no corrente ano, sobretudo de Portugal e Espanha, mas também de Itália, Inglaterra, Alemanha, Croácia, Ucrânia, Rússia, Polónia, Brasil, EUA, Austrália ou Países Baixos.

Este itinerário foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, e pela associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico em 2020, tratando-se de um itinerário oficial da Peregrinação Europeia de Jovens do Ano Santo Jacobeu 2021/22.

O percurso tem 240 quilómetros e destaca-se por incluir patrimónios únicos: a Geira Romana, a via do género mais bem conservada do mundo, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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Heathrow prepara plano de contingência para o pico do Natal

Depois de ter imposto limitações ao número de passageiros, entretanto levantadas, o aeroporto de Heathrow recrutou e formou mais de 16.000 novos colaboradores nos últimos 12 meses. Tudo para evitar disrupções no período do Natal.

Victor Jorge

O aeroporto de Heathrow, em Londres (Reino Unido), está a preparar-se para o pico do período de festivo com diversos planos de contingência, de modo a evitar disrupções depois de retirar as limitações diárias de passageiros no final de outubro.

O principal aeroporto britânico já recrutou e formou mais de 16.000 novos colaboradores nos últimos 12 meses, admitindo que “a capacidade e procura está equilibrada”.

Com as taxas atuais de recrutamento, o aeroporto afirma que está a caminho de regressar aos níveis de emprego pré-pandemia antes da alta temporada de verão de 2023.

Recorde-se que o aeroporto de Heathrow impôs um limite diário de 100.000 passageiros, a partir de meados de julho devido à falta de funcionários. Este limite foi levantado a 30 de outubro, com o aeroporto agora a prometer aos viajantes que não será reintroduzido nenhuma limitação durante os dias de pico de viagens durante as férias de Natal.

“Estamos a trabalhar com as companhias aéreas e agentes em terra para nos preparar para o pico do Natal e temos um bom plano, que não exigirá nenhum limite de capacidade”, referem os responsáveis do aeroporto em comunicado.

Os mesmos responsáveis afirmam-se “conscientes” de uma possível ação de greve dos trabalhadores de fronteiras depois de membros do Sindicato de Serviços Públicos e Comerciais terem votado por uma greve por melhores salários e condições, com datas previstas para serem anunciadas em meados de novembro.

“Estamos a apoiar as organizações em planos de contingência para minimizar qualquer impacto e incentivamos todas as partes a colocar os interesses dos passageiros em primeiro lugar”, refere o comunicado.

Heathrow atendeu 50 milhões de passageiros durante os primeiros dez meses de 2022, o que representa 74% dos níveis pré-pandemia de 2019, após um mercado de lazer “flutuante” e o “retorno gradual” dos viajantes de negócios. O aeroporto diz ainda que a forte recuperação no Médio Oriente e Ásia Central registada em outubro deve continuar em novembro.

Outros planos para ajudar na recuperação incluem mudanças propostas nas taxas do aeroporto para 2023 e um investimento de quatro mil milhões de libras (mais de 4,5 mil milhões de euros) em instalação de novas faixas de segurança que permitirão que os passageiros deixem laptops e líquidos nas suas malas e um novo sistema de bagagem para o Terminal 2, sujeito a um acordo regulatório.

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