Assine já

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Destinos

Visitantes estrangeiros começam de novo a regressar ao Zoo de Lisboa

Com o retomar do turismo os visitantes estrangeiros começam de novo a regressar ao Zoo e a reequilibrar a balança das nacionalidades

Carolina Morgado

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Destinos

Visitantes estrangeiros começam de novo a regressar ao Zoo de Lisboa

Com o retomar do turismo os visitantes estrangeiros começam de novo a regressar ao Zoo e a reequilibrar a balança das nacionalidades

Sobre o autor
Carolina Morgado
Dossier Relacionado
Parques Temáticos
Powered by
Logo image
Isla Mágica quer recuperar as 700 mil visitas
Destinos
Rei dos parques temáticos da Europa faz 30 anos
Destinos
Zoomarine espera regresso a números de 2019
Destinos
Slide & Splash espera atingir os habituais 340 mil visitantes por ano
Destinos
Ohai Nazaré: a combina perfeita entre natureza verde e mar
Destinos
Fluviário de Mora: “Chegar aos 50 mil visitantes seria excelente”
Destinos
Dino Parque Lourinhã espera receber, em breve, o visitante um milhão
Destinos
Badoca Safari Park recebe dinossauros
Destinos
Parque Aquático de Amarante convicto de um “bom verão”
Destinos

O Jardim Zoológico já está a funcionar em pleno. Os visitantes podem novamente usufruir de um bilhete único que lhes dá acesso a todas as apresentações e atrações do Zoo. Do teleférico, ao reptilário, passando ainda pelas apresentações dos golfinhos, bosque encantado e pelicanos, os visitantes podem contar com dias recheados de conhecimento e diversão para acrescentar sorrisos ao álbum de famílias, informou-nos a entidade.

Devido à pandemia, conforme referiu “acreditamos que para muitas famílias as novidades do ano passado, como a chegada ao Zoo da maior subespécie de canguru do mundo, o canguru-vermelho, ou mesmo a mais recente instalação inaugurada que pretende homenagear o maior animal da savana africana, o elefante, são ainda uma surpresa”.

No entanto, para aqueles que tiveram a oportunidade de visitar o Jardim Zoológico nestes anos mais atípicos, “acreditamos que a maior novidade são as pequenas crias que podemos observar durante a visita. macaco-aranha, suricatas ou leões”, numa missão que se pretende “educativa e de conservação”.

O Jardim Zoológico tem uma média de um milhão de visitantes por ano. No entanto, com a pandemia esse número diminuiu, devido às diferentes condicionantes impostas. Felizmente, dizem, os números estão novamente a crescer e a retomar a normalidade.

Temos um departamento de turismo que trabalha em conjunto com as agências de viagens, oferecendo contrapartidas especiais para que estes parceiros garantam as melhores condições aos seus clientes”, Jardim Zoológico

Com o retomar do turismo os visitantes estrangeiros começam de novo a regressar ao Zoo e a reequilibrar a balança das nacionalidades. No entanto, as famílias portuguesas continuam a ser o público maioritário. Por isso, “as perspetivas para este ano são as melhores” neste que é considerado um ex-libris da cidade de Lisboa, aberto todos os dias do ano, incluindo feriados e dias festivos. Ao longo do ano apresenta dois horários: o de verão (21 de março a 20 de setembro), das 10h às 20h e o de inverno (21 de setembro até 20 de março), das 10h às 18h.

As agências de viagem são parceiras do Jardim Zoológico, apontam. “Temos um departamento de turismo que trabalha em conjunto com as mesmas oferecendo contrapartidas especiais para que estes parceiros garantam as melhores condições aos seus clientes”.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Dossier relacionado

Foto: José C. Castillo

Meeting Industry

Turismo de Portugal ganha prémio na InTur pelo compromisso com o turismo interior

Na 25.ª edição da InTur, Feira Internacional de Turismo Interior, o Turismo de Portugal ganhou um prémio pelo “firme compromisso com o turismo interior em todas as suas facetas”.

O Turismo de Portugal foi um dos vencedores dos prémios da InTur, por ocasião da celebração do 25º aniversário do evento, revelando a organização do prémio se deveu ao “firme compromisso com o turismo interior em todas as suas facetas” pela entidade liderada por Luís Araújo.

A InTur voltou a ser uma plataforma de negócios para profissionais e um instrumento de divulgação para destinos, empresas e grupos que participaram no evento, estando representados na “Intur Viajeros” mais de 1.200 destinos.

A oferta de exposição da InTur cresceu 26% em relação à edição anterior, e uma parte significativa deste aumento correspondeu, segundo a organização, a Portugal, com a incorporação de novos expositores que “vieram à feira pela primeira vez – regiões, municípios e empresas privadas – que se juntaram aos destinos habituais durante anos”, explica Alberto Alonso, diretor-geral de Feria de Valladolid, em comunicado.

Porto e Norte, região Centro, Lisboa, Oeste, Guarda, Tras-os-Montes, comunidade do Alto Tâmega, Loulé, Barcelos, comunidade do Douro, Sabrosa, Maia, Gondomar, Rota da Bairrada, Inature, Alto Alentejo, Vila de Rei, Museu Téxteis, Resente, São Brás de Alportel, Felgueiras, Portogalegre, a marca de garantia Amêndoa coberta de Moncorvo, a empresa de sinalização turística Floema e Bezerreira com Vida foram os participantes portugueses na 25.ª edição da InTur, Feira Internacional de Turismo Interior, que se realizou de 17 a 20 de novembro, em Valladolid, Espanha.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Artigos relacionados

Crédito: Cacio Murilo – MTur

Destinos

Embratur destaca locais para nómadas digitais

Com os nómadas digitais a constituírem uma das mais recentes tendências atuais do “novo” turista, a Embratur dá a conhecer alguns dos locais mais procurados no Brasil.

Com os nómadas digitais a constituírem uma das mais recentes tendências atuais em vários países, a Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo – divulga os locais mais procurados por este “novo” tipo de turista no Brasil.

No Brasil, estabeleceram-se regras para a concessão de visto e autorização de residência temporária para imigrantes sem relação de trabalho estabelecida no Brasil e cuja atividade profissional possa ser desenvolvida de forma remota pelo prazo de até um ano, prorrogável por igual período.

Entre os destinos mais procurados pelos nómadas digitais no Brasil estão João Pessoa, cidade portuária e capital do estado de Paraíba.

Localizada no ponto mais oriental do Brasil, João Pessoa está no topo da lista das cidades mais bem preparadas do Brasil para receber os nómadas digitais, dada o custo de vida, as atrações que oferece e a velocidade de conexão com a internet. Considerada um destino turístico tranquilo, a cidade possui condições geográficas privilegiadas dada a sua proximidade a Natal, Recife e Campina Grande.

Destaque, também, para São Paulo, uma das maiores potências em história, economia, cultura e turismo, classificada como a cidade mais cosmopolita do Brasil, seguida de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, conhecida como Ilha da Magia. Florianópolis divide-se em duas partes: uma ilha costeira e a pequena península continental que formam a cidade. Com cerca de 100 praias, a região é perfeita para quem gosta de desportos aquáticos, com a forte influência dos colonizadores portugueses a ser identificável na arquitetura, culinária e nas manifestações culturais e religiosas.

De referir que o registo, com a emissão de Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM), é obrigatório para o imigrante portador de visto temporário ou titular de autorização de residência temporária. O imigrante que ingressar no Brasil, portador de visto temporário, deverá solicitar o registo em qualquer unidade da Polícia Federal no prazo de 90 dias após a chegada no país.

O imigrante que obtiver a autorização de residência temporária no Brasil terá o prazo de 30 dias, após a publicação do deferimento, para solicitar o registo na unidade da Polícia Federal de seu domicílio.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Americanos consideram várias opções para voar mais barato

São várias as possibilidades que os americanos equacionam para obter voos mais baratos. Desde viajar de pé, não ter acesso a casas de banho ou sujeitar-se a diversos ‘stopovers’, se o desconto for adequado, estes são alguns dos “sacrifícios” que os viajantes estão dispostos fazer.

Uma recente pesquisa realizada pela WayAway, motor de busca de viagens, revela que a maioria dos americanos consideraria diversas opções para obter viagens de avião mais baratas. Entre as opções estão viajar de pé, não ter acesso às casas de banho ou realizar cinco ‘stopovers’, tudo para ter voos mais baratos no próximo ‘Black Friday’, dia que inaugura a temporada de compras natalícias com significativas promoções e que tem início um dia depois do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, ou seja, no dia seguinte à quarta quinta-feira do mês de novembro.

Com os preços dos voos a subir, a pesquisa conclui que os viajantes procuram preços mais baixos, revelando que 8,6% estaria disposto a voar de pé se obtivessem um desconto entre 5 a 10%. Já 30,8% consideraria esta opção se o desconto fosse de 20 a 30% e 31,6% admite esta possibilidade se a promoção chegasse aos 50%. Já 29% não consideraria qualquer dessas possibilidades de desconto.

No que diz respeito à opção de viajar sem acesso às casas de banho, 8,7% dos inquiridos consideraria essa hipótese se o desconto fosse de 5 a 10%, sendo que 23% optaria por um voo com esta limitação se o desconto chegasse aos 20 a 30%. Já 29,2% admite voar caso o desconto fosse de 50%, enquanto 39% não considera voar com estas limitações nos voos.

Finalmente, no que diz respeito aos ‘stopovers’, 4,6% considera essa possibilidade se o desconto chegasse aos 10%, subindo para 18% em descontos entre os 20 a 30%. Já 35,4% optaria por este tipo de voos, caso o desconto atingisse os 50%, enquanto 42% não optaria por esta possibilidade.

Janis Dzenis, porta-voz da WayAway, diz-se “surpreendida com a quantidade de americanos que estão dispostos a enfrentar alguns inconvenientes realmente sérios para obter preços com desconto”, considerando que “não podemos deixar de nos perguntar se isso reflete os atuais altos preços dos bilhetes ou se sempre foi esse o caso”.

Dzenis refere, contudo, que existem opções mais fáceis de economizar nos voos. Em primeiro lugar, “ser flexível com as datas”, frisando que “escolher um dia da semana em vez de um fim de semana pode ser a chave”. Em segundo lugar, “reservar com antecedência, especialmente ao escolher os destinos mais procurados”. E, finalmente, “assinar um plano de assinatura pago para obter reembolso de até 7% em todas as ofertas de viagens”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

Alentejo e Porto e Norte promovem-se no Brasil

O roadshow tem como palco as duas maiores cidades do Brasil – São Paulo e Rio de Janeiro – e tem como objetivo apresentar a oferta turística das regiões e promover a captação de investimento.

As Agências de Promoção do Alentejo e do Porto e Norte de Portugal promovem um roadshow pelas duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, para apresentar a oferta turística das regiões e promover a captação de investimento.

Esta missão decorre até 25 de novembro e conta com a presença de representantes do setor, 14 empresas e sete elementos institucionais e insere-se na iniciativa Invest in Alentejo, da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo.

A realização deste roadshow pretende recuperar o posicionamento da região do Alentejo no mercado brasileiro, através da apresentação da renovada oferta turística do Alentejo, cimentada na exclusividade e sustentabilidade, junto dos novos operadores e agentes.

Para além dos eventos, a agenda do roadshow é composta por diversas reuniões e ações de formação com as agências de viagens fortemente enraizadas no mercado brasileiro, como a Abreu, Teresa Perez, TGK Travel e Agaxtur. Estes momentos centram-se no reforço das relações existentes e no diversificar da oferta de programas turísticos dedicados ao Alentejo neste mercado.

“É importante, senão mesmo vital, investir para recuperar um mercado que tem uma tripla importância para o destino Alentejo. Importante pelo volume que já representou e pode voltar a representar para a região, pelo facto de nos visitar em contraciclo, contribuindo para a atenuação da sazonalidade, e importante pelo gasto médio diário efetuado por turista, que ronda o dobro do valor despendido por um turista europeu,” considera Vitor Silva, presidente da Turismo do Alentejo-ERT e da Direção da ARPTA.

“O turismo é um eixo de elevada importância para o Alentejo e um dos principais setores exportadores da Região, tendo registado, nos últimos anos, um crescimento notável nas várias componentes de oferta. No entanto, ainda persistem alguns problemas relacionados com a situação de quebra de alguns mercados em virtude da pandemia. Entendemos que a estratégia de promoção externa da ADRAL para a região, através da iniciativa Invest in Alentejo, representa um grande contributo para a vitalidade e crescimento do setor turístico, tal como tem sido para outros setores estratégicos do Alentejo,” reforça João Maria Grilo, Presidente da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo.

De referir que, em 2019, o Brasil era o segundo mercado externo mais relevante em termos de investimento, mas perdeu essa força devido à pandemia e à crise económica que tem abalado o Brasil.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Terminal de Cruzeiros de Lisboa eleito o melhor da Europa

Inaugurado em 2017, esta é a primeira vez que o Terminal de Cruzeiros de Lisboa recebe o prémio de Melhor Terminal de Cruzeiros da Europa, atribuído pelos World Cruise Awards.

O Terminal de Cruzeiros de Lisboa conquistou, pela primeira vez, o prémio de Melhor Terminal de Cruzeiros da Europa, atribuído pelos World Cruise Awards.

António Caracol, administrador do Porto de Lisboa, considera que esta distinção vem “destacar as excecionais condições que Lisboa dispõe para acolher navios e passageiros de cruzeiro com exigências cada vez maiores, prestando, assim, um serviço de excelência a quem visita a capital portuguesa”.

O responsável salienta ainda que o prémio vem numa fase em que a Administração do Porto de Lisboa (APL) está a desenvolver “um conjunto de ações no âmbito da estratégia de valorização e qualificação da indústria de cruzeiros na cidade, nomeadamente ao nível da sustentabilidade”, acreditando o mesmo que Lisboa – como porto e destino de cruzeiros – “garante uma resposta sustentável aos desafios presentes e futuros”.

A concorrer para este prémio, estiveram, juntamente com o Terminal de Cruzeiros de Lisboa, os terminais de Civitavecchia (Amesterdão), Limassol (Málaga), Barcelona, Kiel, Mónaco, Oslo, Rostock-Warnemunde, Portsmouth, Valletta e Zadar.

Inaugurado em 2017, o Terminal de Cruzeiros de Lisboa, projeto da autoria do arquiteto Carrilho da Graça, e que contou com um investimento de 28 milhões de euros, tem uma área de 13.800 m2 e um cais com 1.490 metros de comprimento com capacidade para receber navios de vários tipos e dimensões com um calado até 12 metros.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Distribuição

Viagens El Corte Inglés tem nova agência em Ponta Delgada

As Viagens El Corte Inglés passarão a deter uma nova agência de viagens nos Açores, mais concretamente, em Ponta Delgada, espaço que espaço seguirá a nova linha de imagem para a rede.

As Viagens El Corte Inglés inauguram, no próximo dia 24 de novembro, uma nova agência de viagens, desta vez nos Açores, em Ponta Delgada.

Localizada na Rotunda de São Gonçalo 131, Loja 3, o espaço segue a nova linha de imagem para a rede, que terá Manuel Medeiros como chefe de agência.

A empresa revela, em comunicado, que na nova agência estará disponível “uma ampla oferta de produto, com especial destaque para Cruzeiros, Disney, Circuitos cidades europeias, Pacotes inter-ilhas e destinos como a América do Norte, Madeira e Ilhas Espanholas”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

2.º Webinar Portuguese Trails: desenvolvimento e comunicação de uma oferta turística sustentável

A iniciativa tem como objetivo estimular, desenvolver e promover os seus programas de acordo com critérios de sustentabilidade económica, ambiental e social, respondendo assim a uma procura crescente dos mercados internacionais.

O Turismo de Portugal organiza, esta quarta-feira, 23 de novembro, a partir das 10h00, o 2.º Webinar Portuguese Trails – desenvolvimento e comunicação de uma oferta turística sustentável que conta com a presença de vários oradores e que visa a partilha de informação e boas práticas no âmbito da sustentabilidade.

Este evento surge na sequência das ações desenvolvidas no âmbito dos Programas 100% Responsible, iniciativa dirigida às empresas parceiras do projeto Portuguese Trails e que tem como objetivo estimular, desenvolver e promover os seus programas de acordo com critérios de sustentabilidade económica, ambiental e social, respondendo assim a uma procura crescente dos mercados internacionais.

Do programa fazem parte várias intervenções como, Programas Portuguese Trails 100% Responsible: Estado da Arte, por João Portugal, Turismo de Portugal; Programa Empresas Turismo 360º: para uma jornada de sustentabilidade, por Gisela Borges, Turismo de Portugal; _ Comunicar Portugal como destino turístico sustentável, por Filipa Cardoso, Turismo de Portugal; Mercados nórdicos: a valorização de uma oferta turística sustentável, por Stig Kaspersen, Turismo de Portugal; A importância da sustentabilidade na animação turística: a visão da ATTA, por Carlos Picanço, Embaixador da Adventure Travel Association (ATTA).

A sessão online decorre em Plataforma TEAMS.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Hotelaria

Dionísio Pestana: “Se não tivesse seguido o desafio do meu pai, estaria na banca ou na bolsa na África do Sul”

Com as previsões a apontarem para uma faturação recorde de 500 milhões de euros para 2022, o presidente do grupo Pestana está otimista para 2023. Contudo, Dionísio Pestana revelou que “o que está em execução é para acabar, o que for novo, vamos aguardar”. Assim, para o ano serão inaugurados dois hotéis em Lisboa – Alfama e Rua Augusta – e arrancará o de Paris.

Victor Jorge

Foi durante o almoço com a imprensa, no âmbito das comemorações do 50.º aniversário do Grupo Pestana, que Dionísio Pestana, presidente do grupo, admitiu que, se não tivesse aceitado o desafio do pai, em 1976, “estaria na banca na África do Sul. Em boa hora isso não aconteceu”.

Foi a 20 de novembro de 1972 que nasceu o maior grupo hoteleiro português, com a inauguração do que é hoje o Pestana Carlton Madeira. Mas a história do grupo começa em 1966 e com um preço de 18.000 contos (hoje, 90 mil euros) pago por um terreno no Funchal onde seria erguido o que é hoje o Pestana Carlton Madeira, inaugurado há 50 anos.

Mas foi depois de o pai “dar como perdido o negócio hoteleiro”, como referiu Dionísio Pestana, que se dá a viagem da África do Sul para a Madeira, onde, inicialmente, a vontade do agora presidente do grupo era ser “diplomata, já que adorava viajar”.

“A revolução tinha destruído completamente o projeto e quando cheguei percebi que isto não era um problema, era um problemão”, reconhece Dionísio Pestana para revelar que, “com o tempo comecei a acreditar que era possível realizar o sonho do meu pai e fui alimentando também o meu próprio sonho”.

Ora esse sonho é hoje o maior grupo hoteleiro, com 108 hotéis espalhados por 16 países, e uma faturação prevista de 500 milhões de euros para 2022 – 80% em Portugal e 20% em estrangeiro – e cujos principais mercados são o britânico, alemão e na “agradável surpresa” em que se tornou o americano. De resto, Dionísio Pestana acredita que a aposta deve ser feita em mercados que distam duas a três horas de viagem ou então, nos Estados Unidos, já que se trata de um mercado que “paga mais e que tem maior poder de compra”.

Voltando, contudo, um pouco atrás no tempo, é com o “time-sharing” na década de 1980, que se dá o “turning-point” do grupo Pestana. Importado dos EUA, as pessoas tinham a possibilidade de comprar uma semana de férias por 30 anos – hoje já só por 10 anos -, tendo a primeira venda sido feito para o mercado britânico. “Hoje ainda temos famílias que compraram nessa altura e que ficaram connosco os 30 anos e renovaram por mais dez e por mais dez”. E foi, precisamente, essa tesouraria que possibilitou a concretização da parte financeira e na construção do grupo.

Acabar o que está em execução e abrandar em novos projetos
Quanto ao futuro, Dionísio Pestana considera que “as maiores preocupações são a inflação e os juros”. No que diz respeito à primeira, “já passámos por isso e o segredo está no aumento da produtividade, tendo imaginação na área das equipas, manter a receita e defender as margens”, disse o presidente do Pestana.

Já quanto aos juros, “é preciso estar sempre de olho na tesouraria e nos novos projetos que ficam congelados”, salientando Dionísio Pestana que, “o que está em execução é para acabar, o que for novo, vamos aguardar”. E o que está em execução são dois hotéis em Lisboa – Alfama e Rua Augusta –, a inaugurar durante o 1.º semestre de 2023, altura em que arrancará o outro projeto, em Paris, junto à Gare d’Austerlitz, um investimento de 60 milhões de euros, em que o grupo ficou com a parte hoteleira, com 210 quartos, num projeto de 100.000 m2 de construção.

De fora fica a possibilidade de vender qualquer ativo, situação que aconteceu com o Pestana Blue Alvor, adquirido pela Azora através do fundo Azora European Hotel & Lodging.

“Os fundos vieram revolucionar muito o negócio da imobiliária hoteleira, negócio esse que era dos bancos”, considera Dionísio Pestana, admitindo, também, que todos os meses o grupo tem abordagens por parte de fundos para a compra de ativos Pestana. Com José Theotónio ao lado do presidente, foi o CEO do grupo Pestana quem melhor caracterizou a venda desse ativo: “foi um negócio em que foi batida a cláusula de rescisão”, referiu, com Dionísio Pestana a frisar que “o negócio estava a correr bem”. Contudo, fica a revelação de que, “se não for estratégico”, a venda será “sempre equacionada”.

Com um dos problemas a residir no aumento dos custos – +10%, em geral, e 25% na energia – o presidente do grupo Pestana revelou que, também os custos com o pessoal aumentaram. Nesse aspeto, e com as outras preocupações – inflação e juros “resolvida” – no caso do capital humano, Dionísio Pestana salienta que “a estrutura está profissionalizada e preparada para o futuro. Não podemos ter medo, temos de estar preparados e temos gente capaz para o fazer”.

Contudo, admite que “não há mão-de-obra em Portugal e, por isso, temos de ir buscar fora”, dando como exemplo a Suíça: “se formos à Suíça, não são os suíços que trabalham na hotelaria”. E deu o exemplo da flexibilidade e adaptabilidade que se tem de ter, sem prejudicar negócio e operação: “nós temos colaboradores que a exigência que fazem é de entrar às 15 horas. Porquê? Porque querem ter a parte da manhã para ir praticar surf. Mas depois não se importam de trabalhar o resto do dia todo e ao fim-de-semana”.

“O que não podemos ter, são pessoas que não querem trabalhar aos fins-de-semana, já que a hotelaria se trata de um negócio que funciona 365 dias por ano, 24 horas por dia. Teremos sempre de ter turnos rotativos, sempre pessoal disponível, mas claro que podemos sempre ter alguma adaptabilidade”, referiu Dionísio Pestana, não se alargando muito em comentários sobre a proposta de quatro dias de trabalho, “realidade impossível de considerar para a hotelaria”.

Reconhecendo que existe alguma dificuldade em “importar” pessoal, a solução indicada está na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), “países que sabem a nossa língua”, advertindo, no entanto, que “são precisos vistos” e que, nesta matéria é preciso rapidez para não se continuar a debater sempre a falta de pessoal.

Certo é que para o próximo ano de 2023, o grupo Pestana já se encontra preparado para dar início ao processo de contratação e formação, tudo porque “o próximo verão vai ser bom”, admitiu Dionísio Pestana.

 

*O Publituris/Publituris Hotelaria viajaram para o Funchal a convite do grupo Pestana no âmbito das comemorações do 50.º aniversário.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Meeting Industry

Há um novo espaço para eventos especiais no centro de Lisboa

Composta por duas salas, cada uma com capacidade máxima para 20 pessoas, podendo ser transformadas num anfiteatro para 60 pessoas sentadas, a CAVE é o novo espaço para acolher uma multiplicidade de eventos especiais de pequena dimensão do universo Delta.

Victor Jorge

O grupo Delta inaugurou esta quinta-feira, 17 de novembro, um novo espaço para eventos especiais no centro de Lisboa: a CAVE. Localizado na Avenida da Liberdade, na Delta The Coffee House Experience há uma passagem secreta para um espaço que prima pela versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes eventos.

A CAVE é composta por duas salas, cada uma com capacidade máxima para 20 pessoas, podendo ser transformadas num anfiteatro para 60 pessoas sentadas. As salas estão equipadas com soluções de audiovisuais e de multimedia e o acompanhamento é feito por uma equipa de profissionais que privilegia um serviço de qualidade ímpar.

Contando com uma localização privilegiada, a CAVE é um espaço totalmente preparado para acolher uma multiplicidade de eventos especiais de pequena dimensão, desde reuniões, workshops, eventos corporativos, apresentações, teambuildings, exposições, lançamentos, entre outros.

Para Clara Melícias, diretora de Lojas Delta The Coffee House Experience, a CAVE prima pela “simplicidade de um espaço em que tudo foi pensado ao pormenor e pretende surpreender todos aqueles que querem fazer a diferença na hora de reunir, inspirando e despertando para momentos inesquecíveis”.

A CAVE é ainda complementada para Delta The Coffee House Experience, localizada no piso superior, que oferece um serviço especializado de cafetaria, para coffee breaks e almoços.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Transportes

Aumento dos custos e falta de pessoal são os maiores problemas para a indústria dos cruzeiros

Além das questões relacionadas com a sustentabilidade e os impactos ambientais, o aumento dos custos e a falta de trabalhadores estão a a afetar a indústria dos cruzeiros.

Publituris

A 12.ª edição do International Cruise Summit (ICS), realizada nos dias 15 e 16 de novembro, em Madrid, colocou o foco nos problemas globais relativos ao aumento dos custos e na falta de trabalhadores que estão a afetar a indústria dos cruzeiros.

Com a indústria dos cruzeiros a registar uma recuperação da atividade em 2022, embora os níveis de ocupação ainda tenham ficado abaixo do período pré-pandémico, nos últimos três anos foram incorporados novos navios de grande capacidade com as últimas tecnologias no que diz respeito ao meio-ambiente, substituindo navios mais antigos, pequenos e ineficientes, de forma a dar espaço para as novas unidades.

Apesar dos níveis de ocupação não terem recuperado totalmente e de haver mais lugares disponíveis, as companhias de navegação estão empenhadas em não baixar os preços, o que, segundo as conclusões a que se chegou no ICS, “desvalorizaria um produto que oferece uma relação qualidade/preço excecional, e que também enfrenta uma subida de custos de combustível nunca antes vistos”.

Assim, combater os mitos que prejudicam a reputação dos navios de cruzeiro é um objetivo de curto e médio prazo, destacando não apenas a sua segurança sanitária, mas também o compromisso com a redução do impacto ambiental e o valor para os destinos, onde cada passageiro de cruzeiro produz uma despesa de 750 dólares (cerca de 720 euros) numa semana de cruzeiro.

Outras das conclusões retiradas da cimeira diz respeito à falta de voos ou frequências em determinadas rotas que se mantém, optando-se por mais portos de embarque, bem como pelo transporte de passageiros em comboio ou mesmo autocarro.

O fenómeno da escassez ocorre, de resto, em várias áreas da cadeia de fornecimento, desde a escassez de autocarros, motoristas e guias turísticos para excursões, à dificuldade em encontrar pessoal que queira trabalhar a bordo e nas operações portuárias. No entanto, a indústria espera que a normalidade seja restabelecida à medida que a atividade económica continua a evoluir.

A sustentabilidade, “um autêntico mantra” para as empresas de cruzeiros, levou-as mesmas a construírem navios com as últimas tecnologias em redução de emissões, purificação de água, programas de redução de plásticos descartáveis, papel e separação para reciclagem, tendo ampliando a sua influência, inclusivamente, aos próprios escritórios das empresas, mas também nos destinos, onde se procura uma abordagem holística que inclua não só as boas práticas ambientais ao nível do porto, mas também ao longo da cadeia de valor do destino, ou seja, nos operadores turísticos, transportes, locais a visitar ou empresas de atividade.

Além disso, as companhias estão também a investir na pesquisa de novas fontes de energia, como hidrogénio, amónia ou metanol, com protótipos projetados para entrar em operação nos próximos anos.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.