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Turismo em Portugal poderá ultrapassar níveis pré-pandémicos já em 2023, prevê WTTC

De acordo com o WTTC, o setor do turismo será uma das alavancas de crescimento da economia portuguesa. Para já, Portugal posiciona-se como o quarto destino mais popular na Europa neste verão.

Victor Jorge
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Turismo em Portugal poderá ultrapassar níveis pré-pandémicos já em 2023, prevê WTTC

De acordo com o WTTC, o setor do turismo será uma das alavancas de crescimento da economia portuguesa. Para já, Portugal posiciona-se como o quarto destino mais popular na Europa neste verão.

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Segundo as contas do World Travel & Tourism Council (WTTC), o turismo em Portugal poderá ultrapassar os números obtidos em 2019 já no próximo ano, ou seja, em 2023, liderando, assim, a recuperação da economia nacional que deverá crescer 4,8%.

Os dados avançados pelo Economic Impact Report (EIR) indicam que a contribuição total do setor para o Produto Interno Bruto (PIB) deverá chegar aos 39,5 mil milhões de euros, representando 17,4% do total da riqueza gerada no país.

De resto, segundo as contas feitas pelo WTTC, o PIB do setor do turismo deverá evoluir 3,4% anualmente durante a próxima década, bem mais que os 1,1% da taxa de crescimento da economia global portuguesa, atingindo os 50 mil milhões de euros (20,2% da economia total) em 2032.

Para 2022 e depois de dois anos “devastadores para o setor”, Portugal revela uma “forte recuperação”, estimando-se que a contribuição total do setor para o PIB cresça 54,7% para ultrapassar os 35,8 mil milhões de euros, correspondendo a cerca de 16,2% do PIB total.

Também no emprego as estimativas são positivas, indicando o WTTC que deverão ser gerados mais 3.200 novos empregos, podendo atingir mais de um milhão no final de 2023. A longo prazo, as estimativas do WTTC indicam que o setor do turismo em Portugal deverá criar perto de 193 mil novos empregos nos próximos 10 anos, numa média de 19.000 ao ano, atingindo os 1,1 milhões de empregos no setor em 2032.

Já o parceiro do WTTC, ForwardKeys, refere que os últimos dados relativamente às reservas de voos mostram um “verão promissor para os países do Sul da Europa. Relativamente a Portugal, a ForwardKeys revela que, com base nas reservas de voos, o nosso país poderá colocar-se como quarto destino mais popular na Europa neste verão, com um crescimento anual comparado de 179% nas chegadas internacionais, ficando somente a 9% dos números de 2019.

Quanto aos mercados emissores, os dados referentes às reservas de voos, indicam que EUA, Países Baixos, Dinamarca e Alemanha, com aumentos de 41%, 36%, 29% e 11%, respetivamente, poderão suplantar os números de 2019.

Para Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, “a COVID-19 causou estragos no setor das viagens e turismo em Portugal, afetando milhões de rendimentos e impactando fortemente a economia nacional”. Contudo, a executiva admite que o futuro do setor das viagens e turismo em Portugal é “otimista”, salientando que o crescimento do setor ultrapassará a evolução do PIB nacional e criar quase 200 mil novos empregos durante a próxima década”, destacando ainda o “bom trabalho do Governo português”.

Já Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), revela que “o objetivo é claro”, admitindo que “queremos posicionar Portugal como um dos destinos turísticos mais competitivos, seguros e sustentáveis do mundo”.

Perante este desafio, Rita Marques refere ainda que “queremos garantir que os turistas e empresas conheçam, entendam e tenham interesse em assumir o compromisso de alcançar destinos turísticos sustentáveis. Por um planeta melhor, um turismo melhor.”

De referir que, segundo as contas do WTTC, o setor das viagens e turismo representou 17,1% para o PIB (37,6 mil milhões de euros), em 2019, baixando para 8,7% (17,4 mil milhões de euros), em 2020, significando metade (53,6%) da contribuição anterior para a economia nacional.

A pandemia e a suspensão das viagens internacionais levaram, também, a uma quebra no emprego, indicando o WTTC uma redução de 160.000 empregos /15,6%, passando de um milhão para 850.000, em 2020.

Com o ano de 2021 a registar já uma recuperação na contribuição do turismo para o PIB nacional (+32,6%), a recuperação do emprego “ficou aquém”, tendo-se criado somente 50.000 novos empregos para atingir um total de 900.000.

A entidade mundial do turismo conclui que “a contribuição do setor para a economia e emprego poderia ter sido maior, não tivesse sido o impacto da variante Ómicron que levou a uma recuperação mais lenta em todo o mundo, com diversos países a reestabelecer as restrições às viagens”.

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Fotogaleria da 8.ª edição do RoadShow das Viagens do Publituris (Lisboa)

Depois de Coimbra e Vila Nova de Gaia, a 8.ª edição do RoadShow das Viagens do Publituris terminou em Lisboa.

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Depois de Coimbra e Vila Nova de Gaia foi a vez de Lisboa receber o último dia do RoadShow das Viagens do Publituris no Eurostars Universal Lisboa a 30 de março de 2023.

A 8.ª edição do RoadShow das Viagens do Publituris foi marcada pelo crescimento em todos os parâmetros. Se em número de expositores, a edição de 2023 contou com 45 presenças, ao nível dos agentes que visitaram as três cidades – Coimbra (Vila Galé Coimbra), Vila Nova de Gaia (Hilton Porto Gaia) e Lisboa (Eurostars Universal Lisboa) – esse número ficou muito perto dos 400.

Já em termos de interações entre agentes e expositores, se na edição de 2022 se realizaram 3.890 interações, nesta edição de 2023 – que decorreu entre 28 3 30 de março – foram contabilizadas 8.265.

Recordamos a lista dos expositores que estiveram presentes na 8.ª edição do RoadShow do Publituris.

4TOURS – Your Travel Partner
Abreu Online
Air France/KLM
APG GSA
Associação de Turismo de Sintra
Avis
Bedsonline
Belive Hotels
Benidorm Tourism Board
Câmara Municipal de Alenquer
Canarias Island Tourism
Domes Lake Resorts
Emirates, Turismo do Dubai
Europcar
Eurostars Hotels & Resorts
Formentera Tourism Board
Grupo Açorsonho
Grupo Ávoris
Grupo PHC Hotels
Ilha Verde
In Azores
In Sure Broker
Latam Airlines
Loja de Cruzeiros
MAWDY
MGM Muthu Hotels
MSC
Picos de Aventura
Poland Tourism Board
Região de Turismo da Madeira
Região de Turismo do Centro de Portugal
Robisson Hotels
Rota da Bairrada
SATA Air Azores
Senhora da Rosa, Tradition and Nature Hotel
TAAG – Linhas Aéreas de Angola
TAP Air Portugal
The Editory Collection Hotels
Turangra
Un Mundo de Cruceros
Unlock Boutique Hotels
VA Tour Operador
Visit Qatar, Qatar Airways
Wotels Hub

O evento contou com o patrocínio da Turismo do Centro de Portugal e teve como parceiros a IVU, Eurostars Hotels & Resorts, Hilton Porto Gaia, GR8, IberoBus, e ainda o apoio da APAVT.

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Fotogaleria da 8.ª edição do RoadShow das Viagens do Publituris (Vila Nova de Gaia)

A 2.ª paragem do RoadShow das Viagens do Publituris foi em Vila Nova de Gaia.

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Depois de Coimbra, o RoadShow das Viagens do Publituris de 2023 rumou a Vila Nova de Gaia para receber os agentes no Hilton Porto Gaia.

Veja a fotogaleria do evento que visitou Vila Nova de Gaia no dia 29 de março de 2023.

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Fotogaleria da 8.ª edição do RoadShow das Viagens do Publituris (Coimbra)

Coimbra foi a primeira cidade a receber a 8.ª edição do RoadShow das Viagens do Publituris.

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Alojamento turístico supera números pré-pandémicos

Os números neste início de 2023 são animadores para o turismo nacional, com as dormidas e hóspedes a subirem face a fevereiro de 2020. Há mercados – Polónia, EUA, Irlanda, Itália, Suíça – a crescer a dois dígitos.

Victor Jorge

O setor do alojamento turístico registou 1,7 milhões de hóspedes e 4 milhões de dormidas em fevereiro de 2023, correspondendo a crescimentos de 33% e 38,5%2, respetivamente (+71,4% e +74,1% em janeiro de 2023, pela mesma ordem), revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta sexta-feira, 31 de março.

Os níveis atingidos em fevereiro de 2023 foram superiores aos observados em fevereiro de 2020, quando ainda não havia efeitos da pandemia, com crescimentos de 4,3% nos hóspedes e 5,9% nas dormidas.

Dormidas sobem face a fevereiro de 2020
O mercado interno foi responsável por 1,4 milhões de dormidas, no segundo mês de 2023, correspondendo a uma subida de 19% face a período homólogo de 2022, enquanto a subida dos mercados externos foi superior, +51%), totalizando 2,7 milhões de dormidas.

Face a fevereiro de 2020, observaram-se aumentos de 4,9% nas dormidas de residentes e 6,5% nas de não residentes.

Nos primeiros dois meses do ano, as dormidas aumentaram 52,9 (+27,2% nos residentes e +70,6% nos não residentes). Comparando com o mesmo período de 2020, as dormidas cresceram 6,1% (+7% nos residentes e +5,6% nos não residentes).

Mercados a crescer a dois dígitos
A totalidade dos 17 principais mercados emissores registou aumentos em fevereiro, tendo representado 86,1% das dormidas de não residentes.

Face a fevereiro de 2020, as dormidas de residentes no Reino Unido (16,9% do total das dormidas de não residentes em fevereiro) aumentaram 2,2%, enquanto os mercados alemão (quota de 11,3%) e espanhol (quota de 10,2%) decresceram 4,9 e 2,6%, respetivamente.

Comparando com fevereiro de 2020, o INE evidencia os crescimentos dos mercados polaco (+58,9%), norte americano (+49,6%), irlandês (+32,8%), italiano (+25,2%) e suíço (21,9%). Os maiores decréscimos observaram-se nas dormidas de hóspedes suecos (-28,5%), dinamarqueses (-11,0%) e brasileiros (-7,6%).

Em fevereiro, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões, com Lisboa a concentrar 30,8% das dormidas, seguindo-se o Algarve (19,5%), o Norte (17,2%) e a Madeira (15,3%).

Comparando com fevereiro de 2020, os principais crescimentos registaram-se na Madeira (+14,6%), Lisboa (+12%) e Norte (+11,3%), enquanto no Algarve e Açores se registaram decréscimos (-6,8% em ambos).

Relativamente às dormidas de residentes, face a fevereiro de 2020, a Madeira (+76,3%) continuou a destacar-se, seguindo-se o Norte (+5,7%) e Lisboa (+4,9%). Neste mês, ao contrário do anterior, observaram-se diminuições no Algarve (-10,4%), Alentejo (-1,8%) e Açores (-1,6%), face a 2020.

Nas dormidas de não residentes, os principais crescimentos verificaram-se no Norte (+16,6%) e Lisboa (+14,5%) e, em sentido contrário, observaram-se diminuições nos Açores (-15,5%), Algarve (-5,9%) e Centro (-2,8%).

Estadia média sobe nos nacionais, mas cai nos não residentes
As dormidas na hotelaria (82,3% do total) aumentaram 39,9% (+2,5% face a fevereiro de 2020), enquanto as dormidas nos estabelecimentos de alojamento local (peso de 14,7% do total) cresceram 34,5% (+23,8% face a fevereiro de 2020) e as de turismo no espaço rural e de habitação (quota de 2,9%) aumentaram 21,5% (+36,0% comparando com fevereiro de 2020).

Em fevereiro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,45 noites) aumentou 4,1% (+1,6% em janeiro). A estada média dos residentes (1,76 noites) aumentou 2,7% e a dos não residentes (3,06 noites) diminuiu 1,3%. Os valores mais elevados verificaram-se na Madeira (4,49 noites) e Algarve (3,96 noites).

Quanto à taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico (36,6%), esta aumentou 7,5 p.p. em fevereiro (+11,0 p.p. em janeiro) e ficou acima do valor observado em fevereiro de 2020 (35,2%).

As taxas de ocupação-cama mais elevadas registaram-se na Madeira (58,9%) e Lisboa (46,9%), correspondendo também aos maiores acréscimos neste indicador (+15,2 p.p. e +11,7 p.p., respetivamente).

A taxa líquida de ocupação-quarto nos estabelecimentos de alojamento turístico (45,7%) aumentou 10 p.p. em fevereiro (+14,0 p.p. em janeiro) e ficou acima do valor observado no mês homólogo de 2020 (44%).

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Transavia aumenta em 12% os lugares em Portugal para este Verão

Transavia propõe 1,65 milhões de lugares em Portugal este Verão, um acréscimo de 12% face a período idêntico de 2022.

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A Transavia vai a oferecer um total de 1,65 milhões de lugares no mercado português este Verão, um aumento de 12% de/para Portugal quando comparado com idêntico período de 2022.

Com um total de 1,57 milhões de passageiros transportados de/para Portugal o ano passado, a subsidiária low-cost do grupo Air France-KLM prevê que os serviços de Lisboa, Porto e Faro para Amesterdão-Schiphol, mas também do Porto, de Lisboa e Faro para Paris-Orly, se mantenham como as rotas de maior desempenho em 2023, o que se reflete nos lugares alocados este Verão.

“Na sequência dos robustos resultados de tráfego atingidos em 2022, superando, uma vez mais, a marca dos 1,5 milhões de passageiros transportados de/para o mercado, com o Porto, Lisboa e Faro a manterem-se o top3 de destinos preferidos dos nossos”, afirma Nicolas Hénin, Chief Commercial Officer da Transavia France.

Com uma frota total de 115 aviões a operar de/para França e os Países Baixos, a low-cost da Air France-KLM prossegue a sua expansão na Europa e na bacia do Mediterrâneo, incluindo de/para Portugal.

Destaque ainda para a manutenção da operação do serviço anual entre Faro e Bruxelas (Bélgica), inaugurada em junho de 2022.

Sublinha-se ainda que a companhia aérea vai receber ainda este ano o seu primeiro Airbus A320neo, um novo avião que reduz as emissões de CO2 em 15%.

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Rota Lisboa-Tires em jato privado é a segunda da Europa em intensidade carbónica

A rota Lisboa-Tires (Cascais)/Tires-Lisboa em jato privado foi, em 2022, a segunda com maior intensidade carbónica na Europa, com 108,68 quilos de CO2 por quilómetro, segundo dados divulgados pela Greenpeace, em Bruxelas.

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De acordo com um estudo da organização não-governamental (ONG) ambiental Greenpeace, a rota entre Lisboa e Tires — a mais curta no país – subiu uma posição, de 2021 para 2022, na tabela da intensidade carbónica ao registar emissões de 108.68 quilos de dióxido de carbono (CO2) por quilómetro, num total de 118 voos de jatos privados para percorrer a distância de 20.37 quilómetros entre o aeroporto da capital e o aeródromo dos arredores de Lisboa.

No topo da tabela da intensidade carbónica, que analisa rotas com mais de dez voos por ano, está a rota entre Farnborough e Blackbushe, no Reino Unido, com 13 voos registados em 2022 para percorrer 7,41 quilómetros e que produziu 240,23 quilos de CO2 por quilómetro.

De Portugal partiram no ano passado 7.994 jatos privados, um aumento de 81% face a 2021, e que emitiram um total de 65,32 toneladas de CO2 (mais 98% que no ano anterior), o que resulta numa média de 8,2 toneladas de CO2 por quilómetro, o equivalente a 32.000 quilómetros num carro a gasolina.

Faro mantém-se o aeroporto com maior número de voos em jatos privados, tendo registado 2.684 voos, sendo Londres o principal destino, e a rota com maior número de voos a que parte e chega a Lisboa.

Lisboa e Porto estão, respetivamente, em segundo e terceiro lugar com 1.784 e 1.521 voos, sendo Londres o principal destino em ambos os casos.

O número de voos em jato privado aumentou, no mesmo período, 64% na Europa e as emissões de CO2 mais do que duplicaram, segundo a Greenpeace.

Em 2022, revela a ONG, França, Reino Unido e Alemanha lideraram a tabela de voos em jatos privados, sendo Nice (França), Paris e Genebra (Suíça) os três principais destinos.

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Groundforce Portugal renova Certificação da IATA até 2025

Após a realização de uma auditoria em contexto de intensa retoma operacional, a Groundforce Portugal volta a ser certificada pela IATA – Safety Audit for Ground Operations (ISAGO).

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A Groundforce Portugal foi novamente distinguida com a certificação para a sede da empresa – ISAGO Headquarters. Esta certificação internacionalmente validada atesta o cumprimento das normas de segurança operacional e as melhores práticas para organização e gestão (ORM), carregamento de aeronaves (LOD), movimentação de passageiros e bagagens (PAB), movimentação da carga de aeronaves (HDL), operações em pista de aeronaves (AGM), bem como movimentação de carga e correio (CGM).

Com a certificação válida por dois anos, com renovação prevista em março de 2025, Emanuel Taborda, diretor de Segurança e Qualidade da Groundforce Portugal, salienta que, “conquistar uma vez mais esta certificação ISAGO é extremamente importante para a nossa empresa, em particular na conjuntura social e laboral que atravessamos”.  “Profundamente empenhados em fornecer o mais alto nível de qualidade de serviço e padrões de segurança aos nossos clientes e aos nossos trabalhadores”, o responsável pela segurança e qualidade da empresa frisa ainda “o papel fundamental que desempenhamos na retoma do turismo e da economia nacional, que se deve também à confiança na nossa atividade”.

A auditoria ISAGO é também uma ferramenta que agiliza os procedimentos internos ao estabelecer um conjunto uniforme de normas, incidindo a avaliação, adicionalmente, sobre os sistemas de gestão e monitorização implementados na sede do prestador de serviços em terra, bem como a consistência no nível de operação das escalas.

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Panoramic summer landscape of Italian countryside with field of wheat. Stunning evening scene of Italy, Europe. Beauty of nature concept background.

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Parceria entre OMT e FAO para valorização das comunidades rurais

A importância do turismo para o desenvolvimento económico e a preservação das comunidades rurais foi destacada pelos responsáveis da OMT e FAO.

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Zurab Pololikashvili, secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT) e Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), reuniram-se em Roma (Itália) tendo em vista a intensificação da colaboração entre as duas entidades para aumentar a contribuição do turismo para o desenvolvimento rural.

Depois de, em setembro de 2020, as duas agências da ONU terem assinado um Memorando de Entendimento, a OMT pretende trabalhar em estreita colaboração com a FAO em torno de uma determinação compartilhada para impulsionar o desenvolvimento inclusivo e tornar o turismo uma fonte de emprego e oportunidade para as áreas rurais.

Ambos os líderes reconheceram os objetivos e métodos comuns de vários projetos-chave como, por exemplo, os Património de Importância Global (GIAHS, sigla em inglês), a iniciativa de “Vilas/Aldeias Digitais” da FAO, e as Melhores Vilas/Aldeias Turísticas da OMT, que reconhecem os destinos rurais que estão a aproveitar o poder do turismo como fonte de desenvolvimento e oportunidade. Ao mesmo tempo, os dois responsáveis por estas organizações identificaram a necessidade de “impulsionar o desenvolvimento e a implementação de programas de capacitação para melhorar o potencial turístico dos GIAHS e o projeto piloto das Vilas/Aldeias Digitais”.

Olhando para o futuro, Pololikashvili enfatizou a importância do turismo gastronómico para o desenvolvimento, principalmente em África, e o papel das cadeias de valor da produção local e do património em todo o continente.

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Portugueses entre os que demonstram mais interesse nas reservas antecipadas para a Páscoa

Apesar das contrariedades económicas e de possíveis disrupções devido a greves, os europeus estão a ávidos de regressar às viagens e nesta Páscoa os números da Sojern indicam uma crescente evolução nas reservas. Portugueses e britânicos estão entre os que contam mais reservas antecipadas.

Victor Jorge

Com muitos europeus ansiosos pelas férias da Páscoa, há incerteza quanto ao impacto que as diversas greves em todo o Continente poderão ter no planeamento das viagens. Juntamente com a crise do custo de vida, que está sendo descrita como “a maior ameaça para as empresas de viagens em 2023”, a Sojern salienta, numa análise realizada recentemente, que este cenário “pode causar preocupação para a indústria do turismo sobre o que está por vir para a Páscoa de 2023 e além”.

No entanto, em função dos dados que conseguiu recolher, a Sojern refere que os viajantes europeus estão a mostrar “resiliência contra esses obstáculos e parecem dispostos a tornar realidade os seus sonhos de viagem na Páscoa”, frisando que os viajantes estão a reservar mais viagens para a Páscoa de 2023 face ao mesmo época festiva de 2022, apesar de todos os contratempos como as greve e inflação.

Reservas europeias viagens outbound para a Páscoa, % variação vs 2022

Ao olhar para os planos de viagens dos europeus para a Páscoa para 2023, França e Suíça parecem hesitar mais em reservar com antecedência, com reduções nas reservas em comparação com 2022 de 32% e 10%, respetivamente. No entanto, os viajantes originários de Portugal e do Reino Unido estão a demonstrar grande interesse em planear as férias da Páscoa antes do feriado, com aumentos ano a ano nas reservas de 60% e 49%, respetivamente.

Como um todo, as viagens de saída de países europeus parecem dar sinais de otimismo, com 80% dos mercados de origem a exibir um aumento na procura de viagens na Páscoa pelo menos um mês antes do período de viagem em comparação com 2022. “Esse aumento significativo indica que muitos europeus estão a procurar fugir, apesar das greves e interrupções de viagens”, refere a Sojern.

Paris, Londres, Dubai e Nova Iorque lideram destinos dos europeus na Páscoa
As reservas de voos e as pesquisas de hotéis para a Páscoa destacam que há procura e intenção de viagens para uma variedade de destinos globais. Nova Iorque está no topo da lista de reservas de voos com 7% das reservas até o momento, e Londres segue de perto com 6%. Quando se trata de buscas por hotéis, Londres também aparece com 9% do total de intenções de viagem, com Paris a ocupar a primeira posição com 11%.

Embora Nova Iorque seja o destino mais popular para reservas de voos em geral, apenas um outro destino fora da Europa, Dubai, está entre os vinte principais destinos da Páscoa em reservas de voos. “Sem surpresa, ao dividir os insights por duração da viagem, fica claro que os destinos de longa distância são muito mais populares para quem deseja viajar por mais de uma semana”, refere a Sojern na sua análise.

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Praia de Verandinha na ilha da Boavista, Cabo Verde

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Cabo Verde com recorde de mais de 835 mil turistas em 2022

Os hotéis cabo-verdianos receberam em 2022 um recorde de 835.945 turistas, quase 31% dos quais do Reino Unido, e mais de quatro milhões de dormidas, segundo dados anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) do país.

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De acordo com o relatório de Movimentação de Hóspedes em Cabo Verde em 2022, com as estatísticas do turismo produzidas pelo INE, o número de hospedes ultrapassou no ano passado o recorde anterior, que foi de 819.308 turistas em 2019, antes da pandemia de covid-19, e cresceu ainda 394% face aos 169.068 turistas em 2021.

Já nas dormidas, o recorde continua a ser o registado em 2019, com 5.117.403, sendo as 4.088.412 dormidas de 2022 um aumento de 387% face a 2021, mas ainda abaixo do verificado em 2016 (4.092.551 dormidas).

A análise por tipo de estabelecimentos indica que os hotéis continuam a ser os estabelecimentos hoteleiros mais procurados, representando 94,0% do total das entradas, seguindo-se as residenciais (2,6%), as pensões (1,6%) e os hotéis-apartamentos (1%).

A ilha do Sal, a mais turística de Cabo Verde, continuou a liderar a procura, com 61,8% do total das entradas, seguida da Boa Vista com 21,0% e Santiago com 9,3%.

O principal mercado emissor de turistas para Cabo Verde em 2022 foi o Reino Unido, com 258.422, equivalente a 30,9% do total das entradas, seguido da Alemanha com 11,5%, Países Baixos com 10,5%, Portugal com 10,5% e França com 5,6%. O total de cabo-verdianos a procurar unidades hoteleiras em Cabo Verde no ano passado representou também 5,6% do total, totalizando 46.647 pessoas.

Relativamente às dormidas, Reino Unido com 35,3% também liderou, seguido da Alemanha com 12,6% e dos Países Baixos com 10,5%. Os turistas britânicos lideraram igualmente no tempo de estadia, com uma média de 5,6 noites.

“As dormidas dos residentes no Reino Unido distribuíram-se principalmente pelas Ilhas da Boa Vista (50,0%) e do Sal (49,6%). Os hotéis foram os tipos de estabelecimento mais procurados pelos ingleses, representando cerca de 99,8%”, refere o INE.

Os 88.141 turistas portugueses distribuíram-se principalmente pelas ilhas do Sal (77,2%), da Boa Vista (11,6%) e Santiago (7,2%), preferindo igualmente os hotéis como o principal meio de alojamento, representando 98,2%.

Cabo Verde recupera de uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística – setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago – desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19. Em 2020, registou uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB, seguindo-se um crescimento de 7% em 2021 impulsionado pela retoma da procura turística.

Para 2022, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, nomeadamente a escalada de preços, o Governo baixou em junho a previsão de crescimento de 6% para 4%, que, entretanto, voltou a rever, para mais de 8% e já no final do ano para 10 a 15%.

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