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Confederação do Turismo rejeita Agenda para o Trabalho Digno

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) reiterou a não validação do documento na globalidade, afirmando tratar-se de “um conjunto de alterações retrógradas e pouco equilibradas à legislação laboral decorrentes de um processo ideológico discutido no âmbito de acordos políticos fora do espectro do diálogo social”.

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Confederação do Turismo rejeita Agenda para o Trabalho Digno

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) reiterou a não validação do documento na globalidade, afirmando tratar-se de “um conjunto de alterações retrógradas e pouco equilibradas à legislação laboral decorrentes de um processo ideológico discutido no âmbito de acordos políticos fora do espectro do diálogo social”.

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A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) participou na reunião de concertação social sobre a Agenda para o Trabalho Digno, depois de ter comunicado ao Governo que rejeita o documento na globalidade, por não resultar do diálogo social.

“A CTP rejeita no seu todo a Agenda para o Trabalho Digno”, afirmou a confederação num documento que enviou ao Governo nos últimos dias, em resposta ao repto lançado aos parceiros sociais na reunião da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS) do passado dia 11.

A CTP reiterou que “não pode validar um conjunto de alterações retrógradas e pouco equilibradas à legislação laboral decorrentes de um processo ideológico discutido no âmbito de acordos políticos fora do espectro do diálogo social”.

Segundo a confederação patronal, a Agenda do Trabalho Digno é um documento do Governo acordado com os anteriores parceiros de coligação política, PCP e BE, que foi discutido fora do espaço da Concertação Social, o que lamentou.

A CTP “regista a pouca disponibilidade do Governo para voltar a colocar este processo na CPCS” e considerou que “este processo não permite, sequer, a apresentação e discussão de novos temas a poderem ser considerados em termos de alterações justificadas à legislação laboral”.

A confederação lembrou no documento que o Governo avançou em outubro com a Proposta de lei que procede à alteração da legislação laboral no âmbito da agenda do trabalho digno, que consta da Separata BTE, n.º 33, 29/10/2021.

A proposta de lei procede à alteração da legislação laboral em dez áreas, nomeadamente a do trabalho temporário, do combate ao falso trabalho independente e recurso injustificado a trabalho não permanente, plataformas digitais e algoritmos, contratação coletiva e conciliação entre trabalho, vida pessoal e familiar.

O combate ao trabalho não declarado, a proteção dos jovens trabalhadores-estudantes e estagiários, o reforço da Autoridade para as Condições do Trabalho, a contratação pública e apoios públicos e os cuidadores informais, são outras das matérias abrangidas.

A CTP lembrou ainda que a proposta de lei contempla ainda novas medidas não comunicadas pelo Governo aos parceiros sociais em sede de CPCS, como o alargamento da compensação para 24 dias por ano em cessação de contrato a termo ou termo incerto e a reposição dos valores de pagamento de horas extraordinárias em vigor até 2012 a partir das 120 horas anuais.

As outras medidas determinam que “nos contratos públicos superiores a 12 meses, os contratos de trabalho devem ser permanentes e em contratos com menos de 12 meses, os contratos de trabalho devem ter pelo menos a duração do contrato” e o alargamento do princípio do tratamento mais favorável às situações de teletrabalho e trabalho através de plataformas.

Segundo a CTP, a Agenda para o Trabalho Digno não vai ter alterações de substância e “o documento apresentado na CPCS do passado dia 11 de maio nada a altera”.

“O documento apresentado mais não é do que um mero formalismo para trazer ao conhecimento dos parceiros sociais as três medidas que na altura o Governo entendeu acrescentar à Agenda para o Trabalho Digno […]: aumento das compensações em caso de cessação de contrato a termo (certo e incerto); aumento do valor do pagamento do trabalho suplementar a partir das 120 horas anuais; reforço da arbitragem necessária nos processos de negociação coletiva”, afirmou no documento.

Para a confederação patronal o documento do Governo “não pretende encetar nenhum processo negocial sobre as três medidas em apreço, mas tão somente criar a ilusão de uma negociação em espírito de diálogo social”.

“A CTP não concorda nem com o processo nem com a substância da Agenda para o Trabalho Digno, porque não foi chamada a participar na elaboração e densificação da mesma. Num país que depende muito do turismo e que o projetará para novos níveis de crescimento […], o Governo vem limitar a eficiência laboral no turismo”, disse.

A CTP defendeu no seu documento que, “a bem do mercado de trabalho e da competitividade do mesmo”, nesta altura é possível “uma reforma legislativa moderada, ao estilo, por exemplo, das de 2003 e 2009”.

Segundo o Ministério do Trabalho, a Agenda para o Trabalho Digno voltou à Concertação Social para discussão de “matérias que não foram discutidas anteriormente” com os parceiros sociais.

O pacote de medidas aprovado em Conselho de Ministros, em 21 de outubro de 2021, na anterior legislatura, incluía a reposição do valor das horas extraordinárias e das indemnizações por despedimento, o que levou a protestos das confederações patronais e à suspensão da sua participação nas reuniões da Concertação Social.

Na altura, as quatro confederações patronais com assento na CPCS afirmaram que as medidas não tinham sido discutidas com os parceiros sociais e acusaram o Governo de associar a discussão da Agenda do Trabalho Digno à negociação política do Orçamento do Estado para 2022, que decorria com os partidos à esquerda do PS.

No dia seguinte, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que tinha apresentado um pedido de “desculpas” às confederações patronais, pelo facto de o Governo ter aprovado duas medidas na área do trabalho sem as ter apresentado em Concertação Social.

Em causa estava o alargamento da compensação para 24 dias por ano em cessação de contrato a termo ou termo incerto e a reposição parcial dos valores de pagamento de horas extraordinárias em vigor até 2012 a partir das 120 horas anuais, sendo a primeira hora extra em dias úteis paga com acréscimo de 50%, a segunda hora com 75% e em dias de descanso e feriados 100%.

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Norwegian finaliza acordo para compra de 50 Boeing 737 MAX 8

Além da compra de 50 aviões Boeing 737 MAX 8, com entrega prevista entre 2025 e 2028, o acordo com a fabricante norte-americano inclui ainda uma opção de compra de mais 30 aeronaves da mesma tipologia.

O acordo tinha sido anunciado em maio deste ano, mas tinha ficado condicionado a condições a alcançar entre a Norwegian e a Boeing. A companhia norueguesa confirma agora a compra de 50 aviões Boeing 737 MAX 8, com opção de compra de mais 30 aeronaves da mesma tipologia.

A entrega dos aviões está prevista acontecer entre 2025 e 2028, coincidindo com o vencimento dos contratos de aluguer existentes, significando um aumento líquido da frota de aviões da companhia.

Em comunicado, a Norwegian estima registar um lucro líquido de 2.000 milhões de coroas norueguesas (cerca de 191 milhões de euros) no segundo trimestre de 2022 como resultado deste acordo.

Além disso, a Norwegian e a Boeing anunciaram um acordo relativamente a todas as disputas legais pendentes.

“O acordo para a compra de 50 aviões novos e de baixo consumo constitui um grande avanço na estratégia para consolidar a nossa posição de mercado nos países nórdicos”, declarou Geir Karlsen, CEO da Norwegian.

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Lufthansa reativa operação com A380 a partir do verão de 2023

Detendo ainda oito Airbus A380, depois de ter vendido seis aeronaves, a companhia aérea alemão pretende reativar voos com este “gigante” a partir do verão de 2023, encontrando-se a analisar os destinos para onde voará.

O grupo Lufthansa decidiu reativar a operação com os Airbus A380, respondendo assim à procura por parte dos clientes e ao atraso na entrega das aeronaves entretanto encomendadas.

A companhia espera regressar aos voos de longo curso com o A380 a partir do verão de 2023, encontrando-se, atualmente, a estudar quantas aeronaves irá reativar e quais os destinos para onde voará.

A Lufthansa ainda possui 14 Airbus A380, parqueados em Espanha e França, tendo vendido já seis unidades, restando ainda oito no portefólio.

Os membros do Conselho de Administração da Deutsche Lufthansa AG anunciaram, em carta conjunta aos clientes, que, no verão de 2023, espera ter “um sistema de transporte aéreo muito mais confiável em todo o mundo”, sendo essa uma das razões para “receber de volta” os passageiros a bordo dos Airbus A380 que, segundo a companhia “gozam de grande popularidade”.

Além disso, a companhia está a fortalecer e a modernizar a frota com “cerca de 50 novas aeronaves de longo curso Airbus A350, Boeing 787 e Boeing 777-9 e mais de 60 novos Airbus A320/321 nos próximos três anos”.

De referir que o Airbus é o maior avião de passageiros com 73 metros de comprimento, 24 metros de altura, com capacidade de transportar 509 passageiros.

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Governo neerlandês quer cortar 20% das operações no aeroporto de Schiphol

Os planos do Governo neerlandês em cortar 20% dos voos no aeroporto de Amsterdão (Schiphol) não caíram bem na indústria da aviação.

O Governo neerlandês está a planear cortar em cerca de 20% as operações no aeroporto Schiphol (Amsterdão) com o intuito de reduzir a poluição sonora.

Pelo que é relatado na imprensa do país, este corte limitará a 440 mil os voos no aeroporto da cidade neerlandesa em novembro de 2023, pelo que, se a medida for aprovada, as autoridades neerlandesas não prolongarão mais os esforços com medidas relacionadas com questões sonoras.

A indústria da aviação já veio comentar esta possível aprovação por parte do Governo de Mark Rutte, admitindo tratar-se de um “golpe tremendo” para a aviação, emprego e economia, com os responsáveis da Air France-KLM a frisar que esta decisão poderá “cortar a capacidade de Schiphol funcionar com um ‘hub’”.

A KLM comentou, inclusivamente, que esta decisão fará com que terá de se “livrar” de aviões mais pequenos e concentrar-se em unidade de maior porte. “A rede intrincadamente conectada da KLM – que atualmente serve 170 destinos – não será mais sustentável”, referiu a companhia aérea.

Já Olivier Jankovec, diretor-geral da ACI EUROPE, salienta que “a decisão do Governo reduzirá a capacidade do aeroporto e tornará os Países baixos mais pequenos”.

Do lado da International Air Transport Association (IATA), Willie Walsh, diretor-geral da associação, “o plano do Governo neerlandês limitará drasticamente a conectividade aérea que apoiou grande parte da economia do país”.

De referir ainda o Executivo neerlandês já declarou que não tomará qualquer decisão relativamente á abertura do aeroporto de Lelystad, antes do verão de 2024. Esta segunda infraestrutura aeroportuária na cidade de Amsterdão seria construída para dar à KLM uma oportunidade para se expandir, frisando o Governo que “precisa de resolver questões de rotas e uma licença referente a questões ambientais” antes de abrir o novo aeroporto.

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Tarrafal Alfândega Suites é a nova unidade hoteleira da Oásis Atlântico em Cabo Verde

A inauguração terá lugar na próxima sexta-feira, 1 de julho, no novo empreendimento.

O grupo Oásis Atlântico vai inaugurar esta sexta-feira, 1 de julho, um novo empreendimento, o Tarrafal Alfândega Suites.

Localizado na Baía do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, o edifício da antiga alfândega foi agora transformado numa unidade de 20 apartamentos, “todos com vista para o mar”, como indicado pelo grupo em comunicado.

O projeto turístico pretende “valorizar o património cultural, local e nacional, estimulando a economia da região”. Por essa razão, os detalhes arquitetónicos da traça original do edifício histórico foram preservados.

Para além dos apartamentos, o Tarrafal Alfândega Suites dispõe de um espaço de restauração, o “Restaurante Malagueta”, com terraço com vista para o mar e uma ementa que promete “refeições ligeiras e saudáveis”.

O cocktail de inauguração deste empreendimento contará com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, bem como de diversas entidades institucionais.

O grupo Oásis Atlântico tem um portefólio de oito hotéis, nomeadamente: Hotel Belorizonte e Hotel Salinas Sea (Ilha do Sal, Cabo Verde); Hotel Praiamar (Santiago, Cabo Verde); Hotel Porto Grande (S.Vicente, Cabo Verde); Hotel Fortaleza e Hotel Imperial, no Brasil, e os hotéis Hotel Saidia Palace & Hotel Blue Pearl, em Marrocos.

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Procura crescente por viagens exigem levantamento de restrições, pede ACI World

Com a forte procura por viagens e apesar das restrições ainda em vigor na Ásia, a ACI World estima que o tráfego de passageiros a nível global atinja 77% dos níveis registados em 2019, representando mais de 7 mil milhões de passageiros a nível mundial.

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No seu relatório trimestral, o Airports Council International (ACI) World salienta um impacto positive e imediato na procura global por viagens, “renovando o otimismo da indústria”. No entanto, frisa a ACI World, esta realidade “expôs ainda mais a recuperação desigual, uma vez que os principais mercados de aviação na Ásia-Pacífico ficam atrás dos seus pares ocidentais, pois continuam parcialmente fechados ao tráfego internacional”.

Os números da ACI World estimam uma melhoria significativa no tráfego de passageiros a nível global, já que, em 2022, deverá atingir 77% dos níveis registados em 2019, prevendo-se um total de 7,1 mil milhões de passageiros a nível mundial.

Relativamente ao ano de 2021, a ACI World refere que a COVID retirou 4,6 mil milhões de passageiros, comparado com os dados de 2019, representando uma perda de 50,3% do tráfego global de passageiros. Para os dois anos de pandemia, o conselho estima que se tenham perdido mais de 10 mil milhões de passageiros nos aeroportos mundiais.

Luís Felipe de Oliveira, diretor-geral do ACI World, refere no relatório que, com base nos dados mais recentes, “não há dúvida de que muitos viajantes estão ansiosos para retomar as viagens e os volumes do início do verão são uma prova disso” Depois da “privação de férias” e um crescente aumento na confiança nas viagens aéreas, proporcionado pelo aumento das taxas de vacinação e medidas de segurança, o responsável do conselho antevê que “o relaxamento das restrições ajudará a aumentar a propensão para as viagens aéreas e impulsionar a recuperação do setor”.

Luís Felipe de Oliveira admite que, “com muitos países a tomarem medidas para o retorno a uma certa normalidade, levantando quase todas as medidas de saúde e restrições de viagens, esperamos um salto na procura por viagens aéreas no segundo semestre de 2022”.

Contudo e mesmo com as tendências atuais relativamente ao tráfego aéreo, o ACI World considera que “ainda há muita incerteza em torno da recuperação do setor de aviação, principalmente no médio e longo prazo”. Embora muitos indicadores apontem para a recuperação, o setor também enfrenta “alguns ventos contrários, incluindo conflitos geopolíticos, inflação, risco de desaceleração económica, interrupções na cadeia de abastecimento, escassez de mão de obra e possíveis novas vagas de COVID”, lê-se no relatório.

No entanto, apesar dos riscos negativos, a indústria continua “confiante de que o potencial de recuperação para níveis de 2019 surja dentro de dois ou três anos”.

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Conselho Europeu prorroga Certificado Digital COVID da EU por mais um ano

O Certificado Digital COVID da UE tem, agora, validade por mais um ano, terminando a 30 de junho de 2023.

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O Conselho Europeu (CE) deu, esta terça-feira, 28 de junho, luz verde à prorrogação do regulamento que cria o Certificado Digital COVID da UE, salientando que o certificado “contribuiu significativamente para facilitar a livre circulação das pessoas durante a pandemia”.

O regulamento que cria o Certificado Digital COVID da UE será prorrogado por um ano, até 30 de junho de 2023. A prorrogação do regulamento assegurará que os viajantes da UE, bem como os provenientes de países terceiros ligados ao sistema, possam continuar a utilizar o seu Certificado Digital COVID da UE para viajar na União nos Estados‑Membros em que esses certificados sejam exigidos.

O Conselho Europeu frisa, contudo, que “se a situação sanitária o permitir, o regulamento pode também ser revogado antes da data estabelecida”.

Esta prorrogação inclui uma obrigação de a Comissão apresentar um relatório pormenorizado até 31 de dezembro de 2022. Esse relatório poderá ser acompanhado de propostas legislativas que permitam reavaliar a necessidade de revogar ou prorrogar a utilização do certificado, consoante a evolução da situação sanitária. Além disso, o CE refere que esta prorrogação compreende uma “clarificação de que os certificados de vacinação deverão refletir todas as doses administradas, independentemente do Estado‑Membro onde as pessoas tenham sido vacinadas”, bem como a possibilidade de emitir um certificado de recuperação na sequência de um teste de antigénio; o alargamento da gama de testes de antigénio autorizados para a obtenção de um certificado COVID; e a possibilidade de autorizar a emissão de certificados de vacinação às pessoas que participam em ensaios clínicos.

 

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HiJiffy lança sistema operativo “Aplysia OS” para facilitar interações entre hóspedes e hotéis

A tecnologia utiliza inteligência artificial para acompanhar todas as fases da jornada do hóspede no hotel, desde a pré reserva até ao pós-estadia. O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

Carla_Nunes

A HiJiffy acaba de lançar um novo sistema operativo de comunicação com hóspedes, o Aplysia OS.

Esta tecnologia utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar interações entre os hotéis e os clientes em todas as fases da jornada do hóspede, desde a pré reserva até ao pós-estadia, de acordo com informação enviada em comunicado pela empresa.

Desta forma, a Aplysia permite conectar os hóspedes e hotéis “24 horas por dia, sete dias por semana”, sem a necessidade de interação humana”.

O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

A empresa explica que este sistema foi treinado nos últimos seis anos “com milhões de questões exclusivamente relacionadas com a indústria hoteleira”, pelo que possui recursos de autoaprendizagem para analisar dados em bruto e não etiquetados e classificá-los por si só.

Isto permite que a IA “aprenda de forma quase autónoma, tornando o processo de aprendizagem mais rápido face às soluções treinadas manualmente por humanos”.

Para além disso, a Aplysia consegue “entender as emoções por detrás das conversas”, através da análise semântica e de sintaxe.

O sistema consegue reconhecer se a conversa é negativa, neutra ou positiva, reagindo de acordo com esta análise – ou seja, dá prioridade e encaminha automaticamente as mensagens para o departamento certo.

Por exemplo, se a conversa for classificada pelo sistema como positiva, “o hóspede poderá seguir um fluxo de atendimento normal, eventualmente até sem qualquer interação com um agente humano”, tal como explica Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, à Publituris Hotelaria.

Se, por outro lado, o tom da conversa for negativo, o “hóspede poderá ser imediatamente redirecionado para a equipa do front-office, por exemplo, ou então diretamente para o diretor do hotel”.

A Aplysia OS é baseada na cloud e possui uma consola acessível através de desktop, browser e aplicações para Android e iOS.

Esta solução funciona apenas para os produtos da HiJiffy e não poderá ser comprada para ser usada para outros fins, tal como indica a empresa.

De momento, a tecnologia já está disponível “para todos os clientes da HiJiffy com muitos recursos já totalmente funcionais”, como adianta a empresa.

Funcionalidades em beta testing, que de momento só estão disponíveis para um número restrito de hotéis, serão alargadas a todos os clientes “em breve”.

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Tecnologia

Fairtiq vence [email protected] in Portugal 2022

Das 20 startups selecionadas, Airdoctor e Kiss & Tell foram também projetos vencedores do programa de aceleração dinamizado pela Associação Acredita Portugal e apoiado pelo Turismo de Portugal.

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A startup suíça Fairtiq foi o projeto vencedor da 2.ª edição do [email protected] in Portugal, o programa de aceleração promovido pela Associação Acredita Portugal, com o apoio do Turismo de Portugal, no âmbito do Programa FIT 2.0 – Fostering Innovation in Tourism, que atrai projetos disruptivos de base turística, a nível internacional, de modo a estimular o ecossistema empreendedor. A startup suíça destacou-se entre as 20 startups selecionados que expuseram as suas ideias, por apresentar uma solução inovadora e com potencial para revolucionar o setor do turismo ao nível da mobilidade. Os segundo e terceiro lugar foram atribuídos às startups Airdoctor e Kiss & Tell, respetivamente.

Os vencedores foram anunciados no demo day, fase final do programa, que decorreu em Gaia, onde as startups tiveram oportunidade de apresentar os seus projetos, assim como a um júri, representado pela Associação Acredita Portugal, Portugal Ventures e Turismo de Portugal.

A vencedora desta edição, traz para Portugal uma tecnologia que pretende simplificar as viagens nos transportes públicos, garantindo a facilitação do processo de pagamento. A tecnológica criou uma aplicação que, através da geolocalização, permite a qualquer pessoa entrar em diferentes tipos de transportes, sem ser necessário comprar bilhetes. O utilizador apenas tem de fazer check in/ check out na aplicação.

O segundo lugar pertence à israelita Air Doctor, que já captou 31 milhões de euros. Esta startup pretende incluir Portugal num sistema que permite pesquisar, agendar e obter consultas com profissionais de saúde, presenciais ou remotas, dirigidas a quem esteja fora do seu país e que precise de consultar um médico, com ou sem seguro de saúde. O serviço já está disponível em países da Europa, Ásia, Austrália e América.

A Kiss & Tell levou o terceiro lugar e pretende facilitar a organização de todo o tipo de celebrações, tais como casamentos, em vários destinos globais. Através da plataforma desta startup é possível comparar, planear e reservar pacotes de destinos e estadias para eventos de qualquer natureza.

Miguel Queimado, fundador da Associação Acredita Portugal, revela que “esta segunda edição e as ideias inovadoras que surgiram revelaram que existe um enorme potencial para continuar a desenvolver o setor do turismo em Portugal. Além dos projetos vencedores, outras startups que chegaram até à final estão também em conversações com empresas portuguesas para que as suas tecnologias sejam introduzidas no setor turístico nacional.”

Para o Turismo de Portugal, principal parceiro do [email protected] in Portugal, “mais do que nunca, acelerar a inovação no turismo é um dos objetivos do Turismo de Portugal”, salientou Ana Caldeira, diretora do Departamento de Inovação e Gestão de Projetos que destacou a importância do programa.

Entre os 20 selecionados, 19 startups eram internacionais, cabendo a representação nacional à startup HandyHostel.

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Fotogaleria dos Meeting Forums do Publituris

Durante três dias, 17 buyers internacionais ficaram a conhecer a oferta dos 21 suppliers nacionais que marcaram presença nos Meeting Forums do Publituris.

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Durante três dias – de 21 a 23 de junho – o Publituris colocou frente-a-frente buyers internacionais com suppliers nacionais na 6.ª edição dos Meeting Forums by Publituris, realizado no Vila Galé Sintra.

O programa dos Meeting Forums iniciou-se com um Welcome Drink, seguido de jantar no Palácio de Sintra, oferecido pela Câmara Municipal de Sintra onde os presentes tiveram oportunidade de descobrir a beleza do histórico edifício.

O segundo dia iniciou-se com as reuniões one-to-one, nas quais os suppliers nacionais tiveram oportunidade de dar a conhecer as ofertas disponíveis para os mais diversos mercados internacionais que marcaram presença no evento.

Depois de almoço, seguiu-se um tour pela região de Sintra, com prova de vinhos e visita a alguns dos mais emblemáticos locais da vila.

O jantar decorreu no Rooftop do Hotel Mundial, oferecido pelo PHC Hotels Group, e no qual os convidados tiveram oportunidade de contemplar a beleza da cidade de Lisboa, desde o castelo de São Jorge, à Baixa lisboeta com o rio Tejo como fundo.

O último dia começou, novamente, com reuniões de trabalho, seguindo-se um almoço no Sky Bar do Hotel Tivoli Oriente Lisboa, oferecido pelo Minor Hotels Group.

Presente nos Meeting Forums do Publituris, que contou com o apoio do Turismo de Portugal, e teve a TAP Air Portugal como companhia aérea oficial e a PHC Hotels, YVU Produções, Tivoli Oriente, Associação Turismo de Sintra e Hotéis Vila Galé como parceiros, marcaram presença 17 buyers internacionais e 21 suppliers nacionais.

Os buyers internacionais presentes foram:
CCMG – Congress Consulting Management Group – Dinamarca
Corporate Travel Agency s.r.o. – Praga (Rep. Checa)
Direct Travel – Montreal (Canadá)
Venue Find Group – Reino Unido
Goway Travel – Toronto (Canadá)
New Wave Travel – Toronto (Canadá)
The Travel Agent Next Door – Toronto (Canadá)
Exotik Journeys Travelbrands – Montreal (Canadá)
Windrose – Berlim (Alemanha)
Zitango Travel – Miami (EUA)
CVC Viagens – Brasil
Mapa Mundo – Espanha
Special Tours (Grupo Avoris) – Espanha
Grupo CDV – Espanha
Voyzant – Montreal (Canadá)
Lumuna Associates International – Reino Unido

Do lado dos suppliers nacionais estiveram:
Hotel Cascais Miragem
Hotel Palácio Estoril
Grupo Nau
Hotéis Olissippo
Pestana Hotels & Resorts
Go Health Portugal
EcorkHotel Évora
PHC Hotels
Domitur DMC
Bensaude Hotels Collection
Around Portugal DMC
Azoris Hotels & Leisure
Vila Galé Hotéis
Liberty International DMC
Voqin
Minor Hotels
TAP Air Portugal
Associação Turismo de Sintra
AlgarExperience
Gr8 Events
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Portugal entre os destinos mediterrânicos com menor subida nos preços na hotelaria

A Grécia é, segundo uma análise realizada pela Mabrian, a campeã da subida de preços nos hotéis nos destinos mediterrânicos.

Victor Jorge

De acordo com uma análise da Mabrian, Portugal está entre os destinos mediterrânicos onde os preços na hotelaria menos subiu.

Na comparação feita entre os dias 25 de julho e 7 de agosto de 2022 e os mesmos dias de 2019, regista-se que foi na Grécia onde os preços mais subiram.

Efetivamente, no caso dos hotéis de 3*, a Mabrian indica uma estagnação dos preços em Portugal (0%), sendo o Egito o destino mediterrânico que maior subida apresenta (+25%), seguido da Grécia (+19,2%) e da Tunísia (+10,8%).

França apresenta-se como o único destino mediterrânico onde os preços dos hotéis de 3* desceu (-12%) no período analisado pela consultora.

Já nos hotéis de 4*, Portugal apresenta uma subida de 10,4% face ao período em análise que compara os anos de 2022 e 2019. O campeão da subida de preços é a Grécia (+62,7%), seguida do Egito (+40,9%) e da Tunísia (-28,3%). Mas existem destinos onde o preço apresenta uma descida, casos da França e Itália, com baixas de 11,3% e 5,3%, respetivamente.

Finalmente, nos hotéis de 5*, a subida de preços registada em Portugal é superior aos de 4*, já que o preço sobe 18,3% face a igual período de 2019. O líder neste capítulo volta a ser a Grécia, com uma subida de 110%, seguida, novamente, do Egito (+48,3%) e Tunísia (+26,6%).

Espanha, França e Itália registam subidas inferiores às indicadas para Portugal, com a Mabrian a estimar evoluções de 14,2% no caso espanhol e 13,2% e 1% para os hotéis de 5* franceses e italianos.

No campo das descidas, somente a Turquia apresenta um decréscimo nos preços (-9,9%) nos hotéis de 5*.

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