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O toque humano na tecnologia

Sempre que se aborda a questão da digitalização de processos, transição ou transformação tecnológica surge o debate entre a “tecnologia e a vertente humana”. No entanto, os profissionais ouvidos pelo Publituris desmitificam esta realidade, admitindo que a “literacia digital é uma ferramenta cada vez mais elementar para as empresas competirem num mercado dinâmico e competitivo como o turismo”.

Victor Jorge
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O toque humano na tecnologia

Sempre que se aborda a questão da digitalização de processos, transição ou transformação tecnológica surge o debate entre a “tecnologia e a vertente humana”. No entanto, os profissionais ouvidos pelo Publituris desmitificam esta realidade, admitindo que a “literacia digital é uma ferramenta cada vez mais elementar para as empresas competirem num mercado dinâmico e competitivo como o turismo”.

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Recentemente, o Publituris deu conta da análise efetuada pelo World Travel & Tourism Council (WTTC) que que salientava uma “falta significativa de mão-de-obra em Portugal, com uma escassez de 85.000 postos de trabalho no setor das viagens e turismo a precisarem de ser preenchidos até ao final deste ano”. Para muitos, a tecnologia e/ou digitalização virá ocupar alguns desses postos de trabalho, mas Renato Leite, managing director da Global Blue, considera que ”a componente humana será sempre essencial para a indústria como um todo”, salientando que a tecnologia “apenas vem tornar processos mecanizados em processos mais eficientes e inteligentes, criando valor de forma transversal para todos os intervenientes e acelerando a criação de novas competências fundamentais para uma economia do conhecimento e da inteligência”.

David Vidal, diretor Comercial da Amadeus Espanha e Portugal, admite, por sua vez, que, “se há uma coisa que aprendemos nos últimos anos, é que precisamos de nos centrar no viajante, compreender as necessidades dos viajantes”, considerando, por isso, que a tecnologia “só existe para nos ajudar a satisfazê-las de forma melhor e mais eficiente”.  É por isso que a tecnologia deve ser considerada como “tecnologia humana”, argumentando que as pessoas “não pedem necessariamente toque humano” (verdadeiro contato cara-a-cara), mas sim e cada vez mais “humanismo” na entrega da experiência do cliente, “e isso é algo que podemos conseguir com a ajuda da tecnologia”.

Tecnologia ao serviço do cliente
Já Felipe Ávila da Costa, CEO da Infraspeak, inverte, por sua vez, a questão e pergunta “se as tecnologias estão preparadas para as pessoas?”. Isto porque “o papel das empresas de desenvolvimento de software/hardware é criarem soluções intuitivas e inteligentes para as suas audiências”, sendo, contudo, “fundamental continuar a apostar na formação das pessoas”, já que a “literacia digital é uma ferramenta cada vez mais elementar para as empresas competirem num mercado dinâmico e competitivo como o turismo”.

Rute Cardoso, Public Sector Seniour Account Executive da Microsoft, considera a utilização crescente de tecnologia no turismo como “inevitável”, pela “melhoria que tem na experiência dos clientes, bem como na eficiência operacional das empresas. Alguns exemplos de utilização tecnológica no serviço ao cliente, mostram-nos que podemos conhecer melhor o cliente/turista, como as suas preferências e, assim, adaptar as ofertas às suas necessidades e ao seu perfil”. E esta perspetiva poderá aplicar-se quer do ponto de vista do serviço individual e empresarial, admitindo que “não estaremos a afastar a componente humana, estaremos a canalizar esta componente para onde acrescenta mais valor, e tirar partido da tecnologia onde esta também faz mais sentido”.

Quem considera que a componente humana “continuará a ser primordial” é Maria Antónia Saldanha, Country Manager da Mastercard em Portugal, referindo ao Publituris que esta “é, particularmente, relevante na reconquista da confiança dos clientes, que se sentiram desincentivados a retomar a marcação de viagens e de estadias turísticas num contexto pandémico”. O complemento do atendimento humano numa experiência de regresso ao turismo pode ser “a chave para a recuperação, para jornadas mais personalizadas, customizadas, com envolvimento entre o cliente e fornecedor”, concluindo que “a tecnologia deve ser encarada como instrumental”.

Para Ana Bicho, CEO da Adclick, “o segredo está no equilíbrio”. E exemplifica: “receber a visita do chef na nossa mesa a explicar como escolheu e preparou os ingredientes da nossa refeição pode ser uma experiência fantástica, mas escolher o prato de um menu interativo que me permita personalizar, visualizar e avaliar as texturas do mesmo pode contribuir para a escolha mais acertada do que se vai consumir e por isso trazer maior satisfação à experiência”.

Promover o papel humano
Esta “luta” entre o humano e o tecnológico leva Nelson Almeida Head of Account Management Portugal&Spain da Travelport a referir que “há processos que foram agilizados pela tecnologia e irão continuar a existir otimizações de recursos e processos, por força da inovação tecnológica no setor. O capital humano irá continuar a ter um papel de muito relevo na relação com o consumidor e terá que existir um equilíbrio entre a inovação tecnológica e a mais-valia indiscutível, que o capital humano aporta ao turismo”.

Também Diogo Llorent, diretor de Operações da SIHOT, admite que a tecnologia “não deve, de todo, comprometer a componente humana, pelo contrário, deve promovê-la e torná-la mais eficaz e intrínseca”. Até porque, “em vez do pessoal despender mais tempo a introduzir os detalhes dos viajantes num computador, pode aplicá-lo melhor na consolidação de relações interpessoais diretas com o viajante”.

É precisamente no aproveitamento do tempo Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, coloca a tónica, ao salientar que o objetivo da tecnologia “não passa por eliminar a componente humana, mas antes por canalizá-la para as atividades que realmente geram mais-valias, libertando o staff de tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado”. Ora, isto não significa “eliminar a componente humana”, até porque, segundo o executivo da HiJiffy “a componente humana vai ser sempre importantíssima”, significa, isso sim, “fazer um uso mais inteligente dos recursos humanos”.

Sérgio Pinto, beamian co-founder, termina a referir que “a transição digital surgiu para que as empresas mantivessem a sua capacidade de operação, continuassem a comunicar eficazmente com as suas audiências e para que as pessoas pudessem continuar a interagir (mesmo que à distância)”. Por isso, coloca a questão: “se tirámos partido dos benefícios até agora, faz sentido parar e regredir o progresso que, em apenas dois anos, nos colocou na vanguarda da comunicação remota?”.

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Certificado digital e teste negativo deixam de ser obrigatórios nos voos para Portugal

As companhias aéreas deixam de estar obrigadas a exigir aos passageiros, aquando do embarque de voos com destino ou escala em Portugal continental, à apresentação de comprovativo de realização de teste, Certificado Digital COVID UE ou de certificados de vacinação ou recuperação emitidos por países terceiros, aceites ou reconhecidos em Portugal.

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Os passageiros de voos com destino ou escala em Portugal deixam de ter de apresentar o certificado digital ou teste negativo à COVID, informou hoje a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).

Em comunicado, a ANAC refere que, na sequência da entrada em vigor do despacho conjunto n.º 8022-D/2022, de 30 de junho, “as transportadoras aéreas deixam de estar obrigadas a exigir aos passageiros, aquando do embarque de voos com destino ou escala em Portugal continental”, a apresentação de comprovativo de realização de teste para despiste da infeção por Sars-CoV-2 com resultado negativo, de certificado digital covid UE ou de certificados de vacinação ou recuperação emitidos por países terceiros, aceites ou reconhecidos em Portugal.

“Com a entrada em vigor deste novo regime as transportadoras áreas e os passageiros deixam de estar sujeitos às medidas restritivas, aplicáveis em matéria de tráfego aéreo, no âmbito do combate à pandemia provocada pelo vírus Sars-CoV-2, que duraram até 30 de junho de 2022”, refere.

O despacho n.º 8022-D/2022, publicado na quinta-feira, 30 de junho, em Diário da República, revoga o despacho n.º 4829-A/2022, de 22 de abril, que determinava “as medidas aplicáveis em matéria de tráfego aéreo, aeroportos, fronteiras marítimas e fluviais e define os termos e requisitos do respetivo sistema de verificação, bem como a supervisão do seu funcionamento”.

Segundo se lê no diploma que entrou em vigor, “a situação epidemiológica vivida em Portugal na sequência da pandemia da doença COVID-19 tem-se mantido relativamente estável, resultado da elevada cobertura vacinal, da emergência de novos fármacos para a doença grave e de um maior conhecimento sobre a infeção”.

Adicionalmente, “também no contexto internacional, nomeadamente no quadro da União Europeia, a evolução da situação epidemiológica deixou de justificar a adoção de medidas excecionais em matéria de tráfego aéreo, aeroportos e fronteiras marítimas e fluviais”.

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, tinha anunciado na conferência de imprensa realizada após o último Conselho de Ministros, que o período de isolamento por COVID-19 iria passar de sete para cinco dias e que deixaria de ser exigido o certificado digital para entrar no país.

“Fora estas duas alterações, a passagem de sete para cinco dias e deixar de ser exigido certificado em viagens, as regras permanecem as mesmas, com a indicação de uso de máscara nos transportes públicos e com a recomendação de utilização de máscara quando estamos em contacto com pessoas mais vulneráveis, quando temos sintomas ou quando sabemos que tivemos um contacto de maior risco”, precisou.

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High-touch e alta tecnologia: Como as marcas de hospitalidade podem ter ambos

Numa altura em que as viagens são mais recorrentes, a Adyen dá vários conselhos para que a indústria hoteleira consiga responder às expectivas dos hóspedes, mantendo abordagem única do high-touch

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Após anos de viagens limitadas, os hotéis e as marcas de hospitalidade estão mais do que prontos para receber os hóspedes de volta. E, por sua vez, os hóspedes estão mais do que prontos para regressar: 64% sentem tanta falta de viajar e estão dispostos a desistir das redes sociais durante um mês inteiro para irem de férias em segurança.

A palavra-chave é “em segurança”. Os hóspedes têm expectativas elevadas de como deveria ser a sua estadia num mundo a recuperar da COVID – desde pagamentos contactless, a reservas móveis e quiosques de pagamento.

Mas, será que a alta tecnologia e o high-touch podem trabalhar em conjunto para proporcionar uma experiência verdadeiramente cinco estrelas num cenário de luxo? Mark Rademaker, Global Head of Hospitality da Adyen, e Marco Trecroce, SVP & CIO do grupo Four Seasons, acreditam que sim. Quando bem feito, os hóteis de luxo podem responder à evolução das expectativas dos hóspedes, mantendo a sua abordagem única de high-touch. Eis como:

À medida que o mundo volta a abrir, a aceleração digital é fundamental

Entre restrições de viagem e preocupações de saúde pública, a maioria das pessoas permaneceu perto de casa nos últimos anos. O resultado foi um declínio anual sem precedentes no total das despesas de viagem. Compreensivelmente, muitos hotéis tiveram de despedir colaboradores para poupar nos custos.

Agora que o mundo está a voltar a abrir, vemos um aumento de viagens, o que representa uma oprtunidade enorme para o setor. No entanto, também se pode revelar um desafio já que as marcas têm de estar prontas para a carga que isso irá colocar nos seus sitemas, pessoas, tecnologia e instalações.

Com a COVID existem múltiplas conversas sobre como ir mais depressa, acelerar mais rápido, como aproveitar a oportunidade para ajudar os nossos hotéis a prepararem-se,” refere Marco Trecroce. “Porque os nossos hóspedes querem mais interações digitais, mais experiências contactless, diferentes tipos de experiências, e isso está agora a tornar-se o impulso para o nosso pensamento de como avançarmos. É muito desafiante quando os nossos hotéis estão fechados. Mas é um investimento que precisamos de fazer em paralelo, por isso é muito estratégico.

As melhores viagens oferecem diferentes opções no mesmo hotel 

Não há duas viagens iguais, especialmente quando se trata de uma experiência de luxo. Alguns hóspedes preferem fazer uma reserva por telefone, outros querem reservar através de uma aplicação móvel. Ser intencional com as suas decisões tecnológicas, independentemente da mistura de canais que um hóspede utilize, é a forma como as marcas de hospitalidade podem integrar a tecnologia sem sacrificar a experiência high-touch.

O nosso chat é o melhor exemplo,” afima Marco Trecroce. “Começou com uma aplicação móvel, que agora se converteu em camadas de mensagens. A nossa funcionalidade de chat está traduzida em mais de 100 línguas e permite aos nossos convidados comunicar connosco de uma forma sem contacto e na sua língua local. É uma das formas de disponibilizar alta tecnologia e high-touch. A tecnologia desempenha um papel crucial: complementar a experiência do hóspede,” adianta.

Quanto às tendências que a Adyen tem observado enquanto parceiro de pagamentos para marcas globais de hospitalidade, Mark Rademaker explica: “Temos presenciado uma mudança tão dramática na forma como os hotéis têm começado a ver as suas viagens de hóspedes. Se recuarmos até um pouco antes da pandemia, oferecer viagens diferentes no mesmo hotel não era algo que tivéssemos nas nossas conversas. Agora, é tão importante. Estamos realmente a ver que experiências com pouco contacto, como o check-in móvel, não se traduzem necessariamente em pouco luxo.

Os pagamentos estão agora integrados em todas as partes do negócio

Quando se trata de novas formas de pagamento, as marcas de hospitalidade tendem a preferir jogar pelo seguro antes de adotarem métodos de pagamento novos ou alternativos. A pandemia tem desafiado essa mentalidade ao tornar coisas como pagamentos contactless centrais para fazer negócios em segurança.

Mas, entregar isso aos hóspedes no back-end significa montar uma pilha de tecnologia de pagamentos que possa apoiar essas experiências sem descontinuidades no front-end. “O dilema neste momento é como apresentar métodos de pagamento a um hóspede que está do outro lado do mundo, que vai para um destino exótico nas suas férias, e que quer pagar com o seu método de pagamento preferido no local“, comenta Mark Rademaker.

Historicamente“, continua, “as limitações existiam porque os pagamentos no mundo hoteleiro têm sido bifurcados entre o mundo do comércio eletrónico e o ponto de venda. Quando isso começa a misturar-se, traz à tona estas novas oportunidades, onde se pode proporcionar a mesma experiência a esse hóspede durante todo o ciclo da sua estadia, desde o processo de reserva até à chegada ao local.

Ao investir em tecnologia é necessário deixar os convidados liderar o caminho

No final do dia, os hotéis estão no negócio de fazer as coisas certas para os seus hóspedes. A partir daí, e usando isso como bússola para ajudar a tomar as melhores decisões para o seu negócio, os seus hóspedes irão percorrer um longo caminho para proporcionar uma experiência de cinco estrelas.

Em última análise, este negócio foca-se na condução da tecnologia disponível na sua unidade hoteleira, os seus pagamentos, por exemplo, para ajudar a que o hóspede tenha a melhor experiência possível”, afirma Mark Rademaker. “Os hotéis vivem muito no aqui e agora, naquilo que querem alcançar hoje. No entanto, o como chegar ao próximo passo, à prova futura, é igualmente importante.”

 

 

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Aviação

Publicada revogação do despacho sobre futuro aeroporto de Lisboa

Tal como tinha sido indicado pelo primeiro-ministro, António Costa, foi publicada revogação do despacho sobre futuro aeroporto de Lisboa, indicando que “a solução deve ser negociada e consensualizada com a oposição”.

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A revogação do despacho de quarta-feira, 29 de junho, determinada pelo primeiro-ministro, sobre a solução aeroportuária para a região de Lisboa foi publicada em Diário da República em novo despacho.

O despacho, assinado pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, publicado em suplemento com a data de quinta-feira, 30 de junho, justifica a revogação imediata, referindo que “a solução deve ser negociada e consensualizada com a oposição, conforme indicação do senhor primeiro-ministro”.

Indica também que o teor do despacho revogado “é uma matéria de prioridade política e estratégica da maior importância e impõe uma tomada de decisão célere”

Recorde-se que o despacho de quarta-feira determinava a “definição de procedimentos relativos ao desenvolvimento da avaliação ambiental estratégica do Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, determinou a revogação do despacho, e reafirmou que queria uma negociação e consenso com a oposição sobre esta matéria.

O despacho “polémico” publicado na quarta-feira, assinado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, determinava o “estudo da solução que visa a construção do aeroporto do Montijo, enquanto infraestrutura de transição, e do novo aeroporto ‘stand alone’ no Campo de Tiro de Alcochete, nas suas várias áreas técnicas.”

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Destinos

Portugal entre os destinos mais procurados pelos americanos para o 4 de julho, revela a Mabrian

Entre os destinos europeus mais procurados pelos americanos para os feriados do 4 de julho, Portugal só é ultrapassado pela Espanha. No que diz respeito aos preços, a consultora refere que o nosso país apresenta os voos com os preços mais em conta.

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Portugal aparece entre os destinos internacionais mais procurados pelos norte-americanos para o fim de semana do feriado nacional de 4 de julho. De acordo com os dados da Mabrian, Portugal só é suplantando pelo México e Espanha.

Enquanto Portugal aparece com mais de 13 milhões de buscas, à frente da Grécia (com 11,7 milhões), Itália (com 10,3 milhões) e França (com 9,6 milhões), a liderança pertence ao México, destino que registou 36 milhões de buscas. Já Espanha aparece em segundo lugar e primeiro destino europeu procurado neste ranking, mercê das mais de 20 milhões de buscas.

Segundo os dados analisados pela Mabrian, regista-se uma procura crescente, indicando, igualmente, que “Grécia e Itália são os destinos com maior interesse dos americanos”.

No que diz respeito aos preços, a Mabrian indica que os preços mais competitivos para voos diretos (uma viagem) a partir dos EUA têm como destinos o México e a República Dominicana, com valores a não excederem os 350 euros. Já os preços mais caros para voos diretos a partir dos EUA e com destino à Europa, têm como destino a Grécia, apontando a Mabrian valores médios de 1.000 euros.

Para a Europa, Portugal aparece, novamente, bem classificado, com os valores mais baixos entre os destinos europeus, com um preço médio de 670 euros.

Em média, os preços para os destinos europeus começam nos 855 euros.

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Transportes

KLM reembolsa empréstimo do Governo neerlandês

Com este pagamento, a KLM reembolsa a totalidade dos empréstimos contraídos junto do Governo neerlandês e bancos, no valor de 942 milhões de euros. A companhia refere, contudo, que tem ainda á disposição uma linha de crédito futuro de 2,4 mil milhões de euros.

Victor Jorge

A KLM Royal Dutch Airlines anunciou o pagamento de 277 milhões de euros relativamente ao empréstimo contraído junto do Governo neerlandês e bancos, em 2020, por causa da pandemia da COVID-19.

A companhia de bandeira dos Países Baixos contraiu um total de 942 milhões de euros de uma linha de crédito que ascendeu aos 3,4 mil milhões de euros.

Com este pagamento, a KLM conclui o pagamento de todos os empréstimos contraídos. Em três etapas, a KLM já tinha pago 311 milhões de euros aos bancos a 3 de maio e outros 354 milhões de euros a 3 de junho, correspondendo ao pagamento da quantia total em empréstimos bancários de 665 milhões de euros. Ao reembolsar agora os restantes 277 milhões de euros, a KLM também resgatou a parte do empréstimo emitida pelo Governo neerlandês.

Vários fatores, incluindo “a saída de 6.000 funcionários da KLM, uma forte redução nos custos, a remoção das restrições de viagem e a crescente procura por passagens aéreas permitiram à KLM reembolsar os empréstimos contraídos, refere a companhia.

Apesar da recente recuperação do setor da aviação, o futuro próximo permanece “incerto” devido a fatores como a “alta taxa de inflação, custos crescentes, presença constante da COVID-19 em todo o mundo e volatilidades geopolíticas como a guerra na Ucrânia”, salienta a companhia.

Como resultado, a KLM decidiu manter o acesso ao crédito futuro sendo que, após o reembolso do empréstimo, “a KLM continuará a ter à sua disposição uma linha de crédito de 2,4 mil milhões de euros (723 milhões de euros de empréstimos governamentais e 1,735 mil milhões de euros dos bancos), permitindo-lhe fazer uso das opções de financiamento existentes”, refere a companhia.

A KLM conclui, no entanto, que as previsões atuais mostram que a companhia dispõe de “recursos financeiros suficientes para os próximos anos”.

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Transportes

Heathrow cancela 30 voos devido à falta de capacidade para dar resposta

Um dos maiores aeroportos da Europa e do mundo pediu a diversas companhias aéreas para cancelar cerca de 30 voos devido ao elevado número de passageiros, alegando incapacidade para dar uma resposta adequada.

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O aeroporto de Heathrow pediu às companhias aéreas para cancelarem cerca de 30 voos na manhã de quinta-feira, 30 de junho, alegando falta de capacidade para lidar com o fluxo de passageiros no aeroporto.

Segundo avança a imprensa britânica, milhares de passageiros foram afetados pela decisão do maior aeroporto do Reino Unido e um dos mais movimentados do mundo, com perdas de ligações e não tendo sido avisados previamente.

Um porta-voz de Heathrow admitiu que o aeroporto esperava um número “mais elevado de passageiros do que o esperado para a qual não temos capacidade para dar resposta, decidindo pedir às companhias aéreas para retirar 30 voos dos planos da manhã”.

Segundo o mesmo porta-voz, os responsáveis do aeroporto estão “a trabalhar para garantir que todos tenham uma jornada tranquila por Heathrow neste verão”, salientando que “o mais importante é garantir que todos os prestadores de serviços no aeroporto tenham recursos suficientes para responder à procura”.

Segundo as notícias, cerca de 98% dos voos a sair do aeroporto deverão ser operados em conformidade com os planos.

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Emprego e Formação

ISCE e Monte Santo Resort lançam 2.ª edição do Prémio de Excelência Melhor Aluno da Licenciatura em Gestão Turística

A iniciativa é, segundo o diretor do Departamento de Turismo do ISCE, Nuno Abranja, “uma forma de reconhecimento e incentivo aos estudantes para que possam melhorar cada vez mais o seu desempenho ao longo do curso na defesa da qualidade do turismo”.

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O Departamento de Turismo do ISCE anunciou a 2.ª edição do “Prémio de Excelência Melhor Aluno da Licenciatura em Gestão Turística Monte Santo Resort”, fruto da parceria estabelecida entre o ISCE e o Monte Santo Resort, empreendimento turístico de luxo no Algarve.

A iniciativa anual pretende premiar o(a) melhor(a) aluno(a) finalista da Licenciatura em Gestão Turística do ISCE e será atribuído no final deste ano letivo.

Segundo o diretor do Departamento, Nuno Abranja, este prémio “é uma forma de reconhecimento e incentivo aos estudantes da nossa Licenciatura, para que possam melhorar cada vez mais o seu desempenho ao longo do curso na defesa da qualidade do turismo e ser, igualmente, um atrativo na captação de novos estudantes para esta formação, que tem registado um aumento significativo na procura todos os anos”. Paralelamente à atribuição deste prémio, esta parceria possibilitará igualmente aos estudantes do Departamento de Turismo virem a realizar estágios naquele Resort, juntando-se assim o Monte Santo Resort a uma vasta lista de parceiros estratégicos do Departamento, que pode ser consultada aqui.

Já Patrícia Correia, General Manager do Monte Santo Resort, considera esta uma “magnifica iniciativa para premiar a excelência entre os alunos”,

A responsável pelo Monte Santo Resort admite que “valorizar os nossos recursos humanos nesta procura de um serviço excelente é algo que nos motiva diariamente”, destacando que a formação é de “vital importância nos dias de hoje e esta iniciativa leva esta importância um pouco mais além”.

A Licenciatura em Gestão Turística conta atualmente com uma centena de estudantes tendo o Departamento de Turismo formado, desde 1995, mais de 1000 quadros qualificados.

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Aviação

Primeiro-ministro revoga despacho sobre aeroporto e o que era já não é

Afinal, a decisão sobre as novas infraestruturas aeroportuárias para Lisboa, anunciadas por Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, voltou à estaca zero. O primeiro-ministro, António Costa, decidiu revogar o despacho publicado.

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O primeiro-ministro, António Costa, determinou esta quinta-feira, 30 de junho, a revogação do despacho publicado na quarta-feira, 29 de junho, sobre a solução aeroportuária para a região de Lisboa e reafirmou que quer uma negociação e consenso com a oposição sobre esta matéria.

“O primeiro-ministro determinou ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação a revogação do despacho ontem [quarta-feira] publicado sobre o novo aeroporto da região de Lisboa”, lê-se num comunicado divulgado pelo gabinete de António Costa.

No comunicado, o primeiro-ministro “reafirma que a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição e, em circunstância alguma, sem a devida informação previa ao Presidente da República”.

“Compete ao primeiro-ministro garantir a unidade, credibilidade e colegialidade da ação governativa. O primeiro-ministro procederá, assim que seja possível, à audição do líder do PSD que iniciará funções este fim de semana para definir o procedimento adequado a uma decisão nacional, política, técnica, ambiental e economicamente sustentada”, acrescenta-se no comunicado.

Recorde-se que na quarta-feira foi publicado em Diário da República um despacho assinado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, sobre a “definição de procedimentos relativos ao desenvolvimento da avaliação ambiental estratégica do Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”.

No despacho lê-se que “o Governo pretende avançar com a construção do aeroporto complementar do Montijo e planear imediatamente a construção de um novo aeroporto ‘stand alone’ no Campo de Tiro de Alcochete

“Os riscos de uma infraestrutura aeroportuária com duas pistas de grande extensão na península do Montijo não obter autorização ambiental para avançar são hoje avaliados como muito elevados. Por este motivo, o Governo deixou, pois, de equacionar a opção Montijo ‘stand alone’ como viável e, nesse sentido, merecedora de estudo aprofundado”, lê-se na exposição de motivos.

O secretário de Estado das Infraestruturas considera que, “excluída esta última opção, a única solução aeroportuária que responde à exigência de dotar o país e a região de Lisboa de uma infraestrutura aeroportuária moderna com capacidade de crescimento a longo prazo é a construção de um aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete”.

Na quarta-feira, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, desdobrou-se em entrevistas, defendendo a solução apresentada para Montijo e Alcochete, não referindo, contudo, os moldes em que essas obras iriam decorrer e quem assumiria os custos das mesmas.

Certo é que Pedo Nuno Santos avançou que a nova solução aeroportuária para Lisboa passava pela construção de um novo aeroporto no Montijo até 2026 e por encerrar o aeroporto Humberto Delgado, quando estivesse concluído o de Alcochete, em 2035.

O primeiro-ministro, António Costa, tinha afirmado no parlamento, na semana passada, que aguardava a decisão do presidente eleito do PSD, Luís Montenegro, sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa para que houvesse “consenso nacional suficiente” tendo em vista uma decisão “final e irreversível” sobre esta matéria.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou desconhecer os “contornos concretos” da nova solução aeroportuária do Governo para a região de Lisboa, observando que “foi ajustada agora”, e recusou comentá-la sem ter mais informação.

Do lado da oposição e dos respetivos partidos com representação parlamentar foram várias as críticas à decisão anunciada, com Luís Montenegro, presidente eleito do PSD, a salientar não ter sido “informado de nada” sobre os planos do Governo para o novo aeroporto.

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CTP diz que solução para o novo aeroporto “é boa”, mas só acredita “quando vir as máquinas no terreno”

Depois das notícias que dão conta não de um, mas dois aeroportos para a região de Lisboa, a CTP frisa que a decisão “só peca por tardia”.

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Depois de conhecida a informação relativamente à construção das novas infraestruturas aeroportuário para Lisboa, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) vê “como muito positiva a solução do Governo sobre o novo aeroporto na região de Lisboa”.

Em comunicado, Francisco Calheiros, presidente da CTP, salienta que “a nossa persistência finalmente vingou”. No mesmo documento frisa que “esta é uma decisão que responde às exigências feitas pela CTP ao longo dos últimos anos e que só peca por tardia. É uma excelente notícia para o país e para os portugueses”.

A CTP pede agora que o processo seja “célere” e que se passe “das palavras aos atos”, pedindo que Portugal “não esteja mais meio século a falar sobre uma solução de um novo aeroporto”.

De acordo com Francisco Calheiros, “a solução anunciada é boa, mas agora esperamos para ver, porque só acredito quando vir as máquinas no terreno. Já andamos nisto há 50 anos e continuamos com o mesmo aeroporto, que como já se viu, e basta olhar para o que se passou em recentes fins de semana, está sem capacidade para fazer face à crescente procura de turistas”.

Recorde-se que a CTP irá revelar, brevemente, os resultados de um estudo que aponta para que o país esteja a perder milhares de milhões de euros pela não construção de um novo aeroporto em Lisboa. “São perdas de milhões de euros por cada dia em que o aeroporto não avança, atingindo toda a economia portuguesa”, conclui a CTP.

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ANA saúda solução “pragmática” para Portela e Montijo e refere Alcochete como “nova etapa”

Para a ANA – Aeroportos de Portugal fala numa “solução pragmática de investimento” para os aeroportos Humberto Delgado e Montijo e diz que irá definir com o “concedente” as condições de “desencadeamento e realização” da nova etapa sem referir Alcochete.

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Em comunicado, e depois das várias informações que vieram a público relativamente à decisão tomada pelo Governo para o “novo parque aeroportuário” para Lisboa, a ANA – Aeroportos de Portugal “saúda a decisão do Governo português que permitirá dar, a curto prazo, uma resposta viável e otimizada às necessidades de desenvolvimento aeroportuário da região de Lisboa, através de uma solução pragmática de investimento nos aeroportos Humberto Delgado e do Montijo”.

Segundo o grupo responsável pela gestão dos 10 aeroportos em Portugal, esta solução “permitirá obter a capacidade aeroportuária que o país necessita, da forma mais rápida e economicamente viável, com benefícios para a economia, o turismo, e a continuidade territorial portuguesa”.

Contudo, no comunicado enviado às redações, a ANA não refere uma única vez a localização Alcochete, referindo somente que toma “em consideração a vontade do concedente [Governo] enquadrar uma nova fase de desenvolvimento a longo prazo, e assumindo a saturação do sistema Lisboa-Montijo”.

Por isso, a ANA diz que irá, “no âmbito do seu contrato de concessão”, definir com o concedente as condições de “desencadeamento e realização dessa nova etapa”.

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