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BTL 2022: Forte adesão por parte dos expositores na 1ª fase de atribuição dos espaços

A organização da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, cuja edição de 2022 terá lugar de16 a 20 de março, na FIL, confirma uma forte adesão por parte dos expositores durante a primeira fase de atribuição dos espaços.

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A organização da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa confirma que, para a 32ª edição da Feira, houve uma forte adesão por parte dos expositores durante a primeira fase de atribuição dos espaços.

A gestora da Feira, Dália Palma, refere que “é com enorme otimismo que terminamos a primeira fase das adjudicações de espaço para a BTL 2022, onde se verificou um muito forte compromisso do sector com o evento”.

Mais de 90% dos expositores das áreas da hotelaria, dos equipamento e serviços, da animação turística, da distribuição (agências de viagens e tour operadores) e das companhias aéreas que estavam inscritos na BTL 2020 (as edições de 2020 e 2021 foram adiadas devido à pandemia) já confirmaram a sua presença na edição do próximo ano, que decorre na FIL de 16 a 20 de março. Fato que, para Dália Palma, é um resultado demonstrativo, quer da resiliência do setor, quer do reconhecimento da BTL como a maior montra de oferta turística que se realiza em Portugal, em particular o trade e para os agentes focados no público, nomeadamente a venda direta”.

A BTL 2022 vai ocupar os quatro pavilhões da FIL – Parque das Nações, contando com a presença de uma grande variedade de empresas ligadas à restauração e hotelaria, operadores e distribuidores turísticos, agências de viagens, bem como as entidades nacionais de promoção de turismo, associações e municípios.

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Lisboa em destaque na gala europeia dos WTA

Lisboa arrecadou este sábado, 1 de outubro, os prémios de Melhor Destino Metropolitano à beira-mar, Melhor Destino City Break e Melhor Destino de Cruzeiros. O Porto de Lisboa foi ainda distinguido como o melhor da Europa.

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A capital portuguesa esteve em destaque na última edição da gala europeia dos World Travel Awards (WTA), na qual arrecadou os prémios de Melhor Destino Metropolitano à beira-mar, Melhor Destino City Break e Melhor Destino de Cruzeiros.

“Os prémios que hoje Lisboa recebe refletem a aposta na qualidade do Turismo em Lisboa. Estamos a recuperar e a reposicionar Lisboa como uma capital cada vez mais atrativa em que o Turismo se cruza com outros setores como a Cultura, o Comércio, a Ciência ou a Inovação. Lisboa vence pela oferta diferenciadora em relação a outros destinos”, refere Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação Turismo de Lisboa (ATL), citado em comunicado.

A gala europeia dos WTA decorreu este sábado, 1 de outubro, em Maiorca, Espanha, e, além dos prémios atribuídos à capital portuguesa, distinguiu também o Porto de Lisboa como  Melhor Porto de Cruzeiros da Europa.

Os WTA são considerados os “Óscares do Turismo” e resultam de uma votação online, na qual participou o público em geral e milhares de profissionais de Turismo e Viagens à escala global.

 

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Alojamento

Alojamento turístico atinge máximos históricos em agosto

Dados do INE, divulgados esta sexta-feira, 30 de setembro, mostram que os resultados do alojamento turístico em agosto correspondem aos “valores mensais mais elevados desde que há registo”.

Inês de Matos

O alojamento turístico nacional contabilizou 3,4 milhões de hóspedes e 9,9 milhões de dormidas no passado mês de agosto, resultados que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), correspondem aos “valores mensais mais elevados desde que há registo”.

Os dados divulgados esta sexta-feira, 30 de setembro, pelo INE, traduzem crescimentos de 33,0% e 31,9%, respetivamente, face ao ano passado, bem como a subidas de 1,2% e 2,8% em comparação com o mesmo mês de 2019, que tinha sido, até aqui, o melhor de sempre.

O mercado interno contribuiu com 3,7 milhões de dormidas, o que representa uma descida de 11,4% face a mês homólogo do ano passado, que, segundo o INE, tinha correspondido a um “máximo histórico”. Já face a agosto de 2019, o mercado interno cresceu 8,2%.

Os mercados externos, por sua vez, totalizaram 6,2 milhões de dormidas, num aumento de 86,9% face a agosto do ano passado, ainda que tenha sido registada uma diminuição ligeira de 0,2% face ao mesmo mês de 2019.

Por tipo de alojamento, as dormidas na hotelaria, que representaram 81,1% do total, cresceram 32,1% face ao mesmo mês de 2021 e 2,8% em comparação com agosto de  2019, enquanto nos estabelecimentos de alojamento local, que representaram 13,8% do total, houve um aumentos de 39,0% face ao ano passado, ainda que, em comparação com agosto de 2019, se tenha notado uma descida de 3,8%.

Já no turismo em espaço rural e de habitação, cuja quota foi de 5,1%, houve um acréscimo de 14,2% em comparação com agosto do ano passado e um forte subida face ao mesmo mês de 2019, que chegou aos 26,6%.

Por mercados, o britânico, que representou 17,7% do total das dormidas de não residentes neste mês, apresentou uma subida 0,3% relativamente a agosto de 2019, enquanto o espanhol, que representou 17,6% do total, registou uma descida de 3,1%, e o francês, com uma quota de 12,9%, cresceu 0,9%.

O INE sublinha, no entanto, as subidas dos mercados alemão que, com uma quota de 9,2%, aumentou 3,4%, e norte-americano, cuja quota foi de 5,7% e “continuou a destacar-se (+28,3%) quando comparado com agosto de 2019, tendo apenas sido ultrapassado pelo mercado checo (+51,1%)”.

“Comparando com agosto de 2019, evidenciaram-se também os crescimentos registados pelos mercados suíço (+25,9%), dinamarquês (+24,6%) e romeno (+24,2%)”, indica ainda o INE, revelando também que “as maiores diminuições verificaram-se nos mercados brasileiro (-19,1%) e sueco (-9,8%)”.

Por regiões, a maioria das dormidas concentrou-se no Algarve (32,2%), seguindo-se a AM Lisboa (21,1%), o Norte (16,5%) e o Centro (11,6%), com o INE a frisar que “registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões” face a agosto do ano passado.

Já em comparação com agosto de 2019, “apenas o Algarve registou um decréscimo (-7,1%)”, diz o INE, que revela que “os aumentos mais expressivos ocorreram na RA Madeira (+16,9%) e no Norte (+15,9%)”.

Nas dormidas dos residentes, apenas na RA Açores e no Algarve houve decréscimos de 3,6% e 2,8%, respetivamente, tendo-se observado o maior “crescimento na RA Madeira (+53,3%), seguida do Norte (+14,4%) e Centro (+14,3%)”.

Já as dormidas de residentes aumentaram no Norte (+17,0%), RA Madeira (+9,3%) e RA Açores (+7,1%), enquanto as maiores diminuições ocorreram no Algarve (-9,4%) e Alentejo (-8,4%), enquanto na AM Lisboa a variação foi nula.

Em agosto, a estada média ficou nas 2,93 noites, o que corresponde a uma descida de 0,8% face a agosto do ano passado, com a maior descida a encontrar-se entre os residentes, onde este indicador caiu 6,8%, para 2,61 noites, enquanto nos não residentes houve uma descida de 0,4%, para 3,17 noites.

“Na RA Madeira e no Algarve, as estadas médias continuaram a atingir os valores mais elevados: 5,15 e 4,54 noites, respetivamente”, refere ainda o INE.

Já no acumulado até agosto, as dormidas aumentaram 133,8% face ao ano passado, com uma subida de 33,7% nos residentes e de 278,4% nos não residentes, enquanto na comparação com o mesmo período de 2019, houve uma descida de 3,0%, com o INE a indicar que esta quebra foi “consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-7,7%), dado que as de residentes cresceram 7,7%”.

Em agosto, 11,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, quando em igual período do ano passado eram 18,6%.

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Costa Cruzeiros lança folheto para o mercado português e promove itinerários com golfe

Companhia de cruzeiros apresentou esta sexta-feira, a bordo do Costa Fascinosa, em Lisboa, as propostas para o mercado português ao longo do próximo ano.

Inês de Matos

A Costa Cruzeiros lançou um novo folheto dedicado ao mercado português, denominado ‘O Melhor da Costa 2023’, que inclui as propostas da companhia de cruzeiros para os Emirados Árabes Unidos, Mediterrâneo, Ilhas Gregas e Norte da Europa ao longo do próximo ano.

“Temos um novo folheto, que se chama ‘O Melhor da Costa para 2023’. Lançámos este folheto em português, para mostrar quais são os melhores programas que temos para o mercado português”, explicou esta sexta-feira, 30 de setembro, Rafael Fernández, responsável de Comunicação da Costa Cruzeiros para Espanha e Portugal, durante uma apresentação a bordo do Costa Fascinosa.

De acordo com o responsável, este novo folheto inclui “também uma série de argumentos sobre porque se deve fazer um cruzeiro na Costa”, assim como as propostas da companhia que levam diretamente o passageiro “desde casa até ao porto de embarque”.

Incluído no novo folheto da Costa Cruzeiros está também um itinerário, em outubro do próximo ano, com partida e chegada a Lisboa, e que contempla 15 dias de duração e escalas em Cádis, Barcelona, Marselha, Savona, Valência, Lanzarote, St. Cruz de Tenerife e Funchal.

Além deste, a Costa Cruzeiros vai ainda promover um itinerário, em junho, com partida de Lisboa e oito dias de duração, que prevê escalas em Vigo, Le Havre, Kristiansand, Aahrus e chegada a Kiel.

Além dos itinerários portugueses, Rafael Fernández falou ainda sobre o novo programa Cruise & Golf que a companhia lançou para os adeptos do golfe e que permite “comprar um pacote de três ou quatro green fees em campos de golfe em Itália, França e Espanha”.

“Está a ter muito sucesso porque quem gosta de golfe pode jogar em três ou quatro campos distintos na mesma semana, sem os custos associados a essas viagens”, explicou o responsável, revelando que devido à elevada procura a companhia decidiu alargar esta oferta aos Emirado Árabes Unidos.

“Como está a ter muito sucesso, no próximo ano vamos também lançar este pacote nos Emirados Árabes Unidos. Vai ser possível jogar, até durante a noite, em campos do Dubai, Abu Dhabi, Omã ou Qatar”, acrescentou.

A apresentação dos destaque da programação da Costa Cruzeiros para o próximo ano decorreu esta sexta-feira, 30 de setembro, a bordo do Costa Fascinosa, navio que está a realizar um itinerário de posicionamento desde o Norte da Europa para o Mediterrâneo e que embarcou cerca de 50 passageiros na capital portuguesa.

Depois deste itinerário de reposicionamento, o Costa Fascinosa vai fazer mais dois cruzeiros com partida e chegada a Lisboa, a 30 de outubro e 19 de novembro, e duração de 11 e 13 dias, respetivamente. O primeiro itinerário prevê escalas em Gibraltar, Valência, Barcelona, Savona, Marselha, Málaga e Cádis, enquanto o segundo passa em Gibraltar, Valência, Barcelona, Savona, Marselha, Tanger, Casablanca e Cádis.

O Costa Fascinosa fica no Mediterrâneo até dezembro, altura em que será novamente reposicionado nas Caraíbas, onde vai passar o inverno.

Com 1508 cabines, das quais 524 com varanda, o Costa Fascinosa presta homenagem ao teatro e ao grande cinema, e que conta com parque aquático com nove piscinas e hidromassagens, casino, 12 bares, seis restaurantes, área infantil com temática Peppa Pig, percurso para corrida, campo de jogos, teatro e Spa.

 

Sobre o autorInês de Matos

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47º Congresso da APAVT aposta mais uma vez em sessão exclusiva para agentes de viagens

O 47º Congresso da APAVT, que terá lugar de 8 a 11 de dezembro deste ano, em Ponta Delgada (Açores) vai apostar mais uma vez numa sessão exclusiva para os agentes de viagens, disse aos jornalistas o presidente da Associação, Pedro Costa Ferreira, num encontro sexta-feira, em Lisboa.

“Estamos muito focados na construção de um edifício diferenciador para os agentes de viagens associados da APAVT, portanto, temas como os nossos processos de certificação na área da sustentabilidade e na área do serviço ao cliente serão, certamente, centrais desta reunião”, defendeu o presidente da APAVT.

Além disso, explicou que “fazemos sempre um ponto de situação político, no fundo, um prestar de contas da direção, sobre o que fez no último ano, e uma troca de opiniões que para nós é muito importante, sobre as áreas de intervenção, e as principais dificuldades sentidas pelos agentes de viagens para o próximo ano, não deixaremos de acompanhar os processos de recuperação económico-financeira, até porque sempre tivemos consciência que as necessidades de tesouraria iriam acontecer sobretudo na altura da retoma, e não nos enganámos”, sublinhou.

Sobre este assunto, Pedro Costa Ferreira evidenciou que “não há atualmente apoios significativos no mercado, há é pagamentos significativos dos apoios que nos foram dados, em sede de créditos”, para adiantar que “as agências de viagens já começaram a pagar ao Turismo de Portugal, começarão em breve a pagar os empréstimos concedidos para pagamento dos vales dos clientes, portanto toda esta área relacionada com a recuperação económico-financeira, manteremos ativa na nossa análise, porque sentimos que é um diálogo que não deve ser esgotado”.

O dirigente apontou ainda que “os processos de apoios parecem estar muito centralizados em crédito, o que nós não queremos porque endividados já estamos, e parecem muito centralizados no Banco do Fomento, entidade que está demasiado afastada de nós do ponto de vista institucional, das práticas concretas e das oportunidades concretas dos agentes de viagens”.

É com satisfação que o presidente da APAVT tem assistido à participação nos congressos da Associação de um número cada vez maior de agentes de viagens. Acredita, assim, que “a sessão exclusiva com os agentes de viagens aparece porque cada vez há mais agentes de viagens a participar nos nossos congressos, e admito que cada vez há mais agentes de viagens, não apenas pela sessão, mas pela versatilidade de todo o congresso”.

Para o congresso dos Açores, Pedro Costa Ferreira deu conta que um hotel reservado exclusivamente para agentes de viagens já está esgotado, e a APAVT já está a reservar uma segunda unidade hoteleira, tudo indicando que “vamos ultrapassar os números do ano passado, em termos de agentes de viagens”.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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OE2023: AHRESP apresenta 25 propostas ao Governo para “salvaguardar as empresas”

A aplicação temporária da taxa reduzida do IVA nos serviços de alimentação e bebidas é uma das medidas apresentada pela associação.

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Dada a aproximação da apresentação do Orçamento de Estado para 2023 (OE2023), a 10 de outubro, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) propôs ao Governo 25 medidas “para salvaguardar as empresas e contribuir para o fortalecimento da economia portuguesa”, conforme se pode ler em comunicado enviado às redações.

As medidas propostas incidem em cinco eixos estratégicos: fiscalidade, capitalização das empresas, incentivo ao consumo, apoio ao investimento e qualificação e dignificação do emprego, sendo que o documento com a enumeração de todas as propostas encontra-se disponível para consulta no website da AHRESP.

Destas, a associação destaca quatro medidas que considera prioritárias: a aplicação temporária da taxa reduzida do IVA nos serviços de alimentação e bebidas; instrumentos de apoio à capitalização das empresas; apoios ao investimento na eficiência energética e na transição digital e mecanismos/plataformas que apoiem e facilitem a contratação de trabalhadores, nomeadamente a contratação organizada de imigrantes.

“A AHRESP considera que é essencial a inclusão de medidas ambiciosas e significativas para as empresas e para as famílias, de forma a minimizar o impacto da inflação e do aumento dos custos da energia e dos combustíveis”.

Como prosseguem em comunicado, a associação aponta que apesar “do pico da atividade dos meses de verão, as margens de negócios estão completamente esmagadas – os custos energéticos aumentaram 24% e os produtos alimentares 15,4%, enquanto na restauração e similares os preços aumentaram 4.5%”. Apoiando-se nestes dados do INE, a AHRESP conclui que “a grande maioria das empresas optou por absorver uma parte desse aumento de custos para não lesar em demasia os seus clientes, pelo que as margens estão no seu limite”.

Neste contexto, a associação alega que é “imperioso” proteger “o poder de compra dos consumidores, mas também a tesouraria das empresas, que ainda não retomaram os níveis pré-pandemia e são agora sujeitas a um novo contexto de adversidade económica e financeira”.

Numa nota final, a AHRESP defende que “o OE2023 deverá ser um instrumento determinante na defesa das atividades económicas do Canal HORECA, pois só assim será possível garantir que o contributo dado pelo Turismo para a recuperação económica pós-pandemia não tenha sido em vão, assegurando-se a sustentabilidade dos negócios e a manutenção dos postos de trabalho”.

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Distribuição

W2M reorganiza estrutura diretiva em Espanha

A divisão de viagens do Grupo Iberostar reformulou a sua estrutura diretiva em Espanha, numa reorganização que afeta tanto a distribuição como a gestão hoteleira e que visa contribuir para o “reforço do projeto”.

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A World2Meet (W2M), a divisão de viagens do Grupo Iberostar, reformulou a sua estrutura diretiva em Espanha, reorganização que afeta tanto a distribuição como a gestão hoteleira e que visa contribuir para o “reforço do projeto”.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur,  na distribuição, Enric Riera, que liderou a distribuição da W2M nos últimos dois anos, passa a ter funções mais abrangentes, enquanto diretor-geral da W2M Clients.

Segundo a informação divulgada pela W2M, Enric Riera passa a ser responsável pela estratégia de relacionamento com os clientes, bem como pela redefinição do papel da rede de retalho do grupo e ainda pelo desenvolvimento de novos canais de venda.

Já Guillermo González Vallina passa a director-geral de Distribuição da W2M, substituindo Enric Riera no cargo que este desempenhava até à indicação para as novas funções.

Guillermo González Vallina conta com uma carreira de quase 20 anos em cargos de máxima responsabilidade em grandes empresas do setor do turismo e anteriormente desempenhava funções de diretor de Vendas para Espanha, Portugal e Norte de África na W2M.

A reestruturação levada a cabo abrange também a Azul Marino, a marca de agências de viagens da W2M, que passa a contar com Inma Fernández na administração, profissional que transita do grupo Ávoris.

Inma Fernández é acompanhada por Ana Sáinz, que vai assumir a direção de Desenvolvimento de Negócios para Grupos Estratégicos, assim como por Alicia Blanes, que passa a ser responsável pela direção Comercial da rede de agências.

 

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Guestcentric prevê resultados positivos para hotéis no inverno 2022/23, mas…

Apesar de existirem fatores, como a inflação, que poderão alterar a situação, razão pela qual foram elaborados três cenários potenciais, de um modo geral, a GuestCentric prevê resultados positivos para os hotéis no final de 2022 e início de 2023.

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A empresa de soluções de e-commerce hoteleiro, que trabalha com hotéis de mais de 50 países, elaborou uma previsão de negócio sob o mote “7 Razões para os Hoteleiros estarem otimistas em 2022”. Após este verão de resultados recordes e extraordinários, será interessante verificar quais as previsões que se realizaram em 2022.

Chegado o mês de setembro de 2022, os hotéis olham para o futuro com bastante antecipação, mas também, com alguma preocupação, diz a empresa, que destaca a guerra na Ucrânia, os aumentos nos preços da energia e a elevada taxa de inflação como os principais fatores que impactam negativamente as previsões dos hoteleiros para o inverno 2022/23.

Analisando 2022, até à data, conclui-se que seis das sete previsões partilhadas em fevereiro deste ano se concretizaram. E, apesar da taxa de ocupação não ter superado os níveis de 2019, o preço médio recorde que os hotéis atingiram, aliado ao forte crescimento das vendas diretas, resultaram num aumento significativo das receitas totais dos hotéis, comparativamente a esse ano, também ele um ano “recorde”, indica a GuestCentric.

Neste quadro, a empresa estima que 2022 poderá ser o melhor ano de sempre para as reservas diretas, ano em que a procura está de volta, os preços atingem valores históricos, os cancelamentos de reservas voltaram a níveis normais, o Turismo de Negócios poderá recuperar em 2022, os hoteleiros voltaram a viajar em trabalho no ano 2022, e no inverno 2022/23, embora seja impossível uma previsão do futuro 100% exata, “podemos e devemos trabalhar com cenários, baseados na informação de mercado disponível, que nos ajudarão a preparar o ano que vem”, sublinha a análise.

Para ajudar a delinear a estratégia dos hotéis para o inverno 2022/23, a GuestCentric elaborou três cenários possíveis: Inverno igual a 2019; Elevada procura no inverno, com preços mais baixos; Disrupções no mercado este inverno, gerando uma quebra na procura.

 

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Transportes

Presidente da ANA acredita em autorização de Medina para avançar com obras na Portela

O presidente do Conselho de Administração da ANA Aeroportos está confiante na autorização do Ministério das Finanças, e agora com o novo ministro, Fernando Medina, para poder avançar com as obras no Aeroporto Humberto Delgado, depois do que apelidou de “força de bloqueio” do ex-ministro João Leão

José Luís Arnaut, que falava na VI Cimeira do Turismo Português que teve lugar em Lisboa, promovida pela CTP para celebrar o Dia Mundial do Turismo, disse que o ex-ministro das Finanças rejeitou seis pedidos da ANA para avançar com obras de melhoria no aeroporto de Lisboa, apesar de ter notado sempre “empenho” do ministro das Infraestruturas.

Por outro lado, e porque qualquer obra de infraestruturas precisa da aprovação da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), que está sob a tutela do Ministério das Finanças, o presidente da ANA está mais otimista para a concessionária, com Fernando Medina à frente da pasta das Finanças. “Temos um novo ministro das Finanças e acreditamos que estão reunidas as condições para que a UTAP se sente connosco à mesa” para discutir formas de melhorar a eficiência do aeroporto Humberto Delgado, que está neste momento congestionado em termos de tráfego.

No painel dedicado ao novo paradigma da mobilidade, José Luís Arnaut afirma que “são precisas obras urgentíssimas” naquele aeroporto, para que seja possível receber mais passageiros, e diz não ter “dúvidas nenhumas” de que estas obras “vão ser feitas”.

Explicou que este projeto de investimento está nas mãos do Governo desde 2020, e hoje “acredito que estão criadas condições para nos deixarem avançar, deixar o concessionário e os operadores fazerem o seu trabalho”.

Em relação ao dossier “Novo aeroporto de Lisboa”, o responsável observou que só deverá haver uma decisão final sobre a localização da nova infraestrutura aeroportuária “no segundo semestre de 2024”. Isto porque, conforme explicou, o processo não termina com a avaliação ambiental estratégica.

No entanto, mostrou-se satisfeito com o calendário definido pelo Governo para a concretização do novo aeroporto, mas pediu comissão que vai ser criada para acompanhamento da avaliação ambiental estratégica das propostas de localização, que estão em cima da mesa “equitativa, neutra e independente”.

Isto porque, acrescentou: É muito importante para o país haver uma solução sem dúvidas, serena, tranquila e com qualidade”.

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Análise

IPDT: Inflação é o grande desafio que se vai colocar ao Turismo no próximo ano

A 67ª edição do Barómetro do Turismo do IPDT- Turismo e Consultoria prevê que, apesar da rápida recuperação do setor do turismo em Portugal, a inflação poderá comprometer esta tendência de crescimento em 2023.

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Esta é a opinião de 45% dos membros que responderam ao inquérito. Por sua vez, para 33%, ainda é difícil prever que impactos poderá ter a subida de preços no desempenho do setor.

A análise indica ainda que o nível de confiança médio no desempenho do turismo atingiu, em setembro de 2022, os 82,4 pontos: um aumento de 1,3 pontos face ao último registo de maio de 2022.

Segundo alguns membros do painel, Portugal continua a ser um destino com boa imagem internacional e muito procurado, beneficiando da conjuntura geopolítica internacional, que desvia procura do leste da Europa para o destino. Subsistem, no entanto, algumas dúvidas relacionadas com o contexto económico internacional e o possível impacto da inflação sobre a procura.

​Comparando com o período homólogo do ano anterior, a atividade do turismo, o número de pessoas empregadas no setor, a procura turística a nível externo e o endividamento das empresas são os indicadores que deverão aumentar nos próximos meses. De acordo com os membros do painel, o investimento público e a carga fiscal devem manter-se próximos da dinâmica do primeiro semestre de 2022.

​No que se refere aos mercados interno e externo, é expectável que se mantenha a tendência de crescimento em todos os indicadores (turistas, dormidas, receitas e RevPar).

O Barómetro do IPDT revela, por outro lado, que anunciado aumento das tarifas das companhias aéreas poderá conduzir a uma diminuição do número de pessoas a viajar, com 63% das respostas, enquanto cerca de metade dos inquiridos acreditam que o aumento das tarifas da aviação vai afetar o desempenho do turismo e 45% apostam num aumento da procura por transportes alternativos, nomeadamente a ferrovia.

​Sendo a falta de mão de obra no turismo uma das principais dificuldades assumidas pelos empresários do setor, o Barómetro inquiriu o painel no sentido de compreender quais as principais medidas que podem ajudar a colmatar o défice de mão de obra no turismo em Portugal. Melhorar as condições de trabalho (35%), desenvolver uma estratégia de captação de RH externos (18%), apostar e reforçar a formação e qualificação profissional (17%) e reconhecimento dos colaboradores, através de políticas de retenção de talentos (9%), foram as principais ações propostas pelos membros que participaram no Barómetro.

 

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Transportes

Governo apresenta projeto de alta velocidade que traz “revolução” à ferrovia

Nova linha ferroviária de alta velocidade vai permitir ligar Lisboa e Porto em apenas uma hora e 15 minutos, num serviço direto e sem paragens, que será construído em três fases.

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O Governo apresentou esta quarta-feira, 28 de setembro, o projeto de alta velocidade que vai ligar Lisboa, Porto e Vigo, uma nova linha ferroviária que vai ser construída em três fases e que, segundo o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, representa uma “revolução” para a ferrovia.

“Depois de décadas de desinvestimento na ferrovia, de encerramento de linhas e de prioridade na rodovia e transporte individual, não consigo usar outra palavra para descrever o que estamos a fazer: revolução”, afirmou o governante, citado pela Lusa, durante a apresentação do projeto, no terminal ferroviário de Campanhã, no Porto.

De acordo com o governante, o país não pode “adiar mais, nem hesitar mais” na questão da alta velocidade, que vai permitir ligar Lisboa e Porto em apenas uma hora e 15 minutos, num serviço direto e sem paragens.

Presente na apresentação esteve também o primeiro-ministro, António Costa, que garantiu que Portugal “tem hoje condições financeiras para poder assumir este projeto”, sem “sobressaltos que o ponham em causa”.

O líder do executivo nacional destacou a importância do projeto e admitiu que a ligação entre o Porto e Vigo é o “primeiro passo” para a integração da ferrovia portuguesa na rede ibérica de alta velocidade.

A construção desta linha de alta velocidade vai ser dividida em três fases, estando a primeira, o troço entre Porto e Soure, prevista concluir até 2028 e cujo percurso deverá ser feito em uma hora e 59 minutos.

Já o segundo troço, entre Soure e o Carregado, que deve estar concluído até 2030, deverá diminuir o tempo de percurso para uma hora e 19 minutos, enquanto a terceira fase, entre o Carregado e Lisboa, será  construída mais tarde e permitirá atingir a duração final de uma hora e 15 minutos de toda a ligação.

A nova linha Lisboa-Porto vai permitir “triplicar” a oferta, disponibilizando 60 serviços diários, com a Infraestruturas de Portugal (IP) a estimar que também a procura dispare e que o número de passageiros passe de seis para 16 milhões.

Dos 60 serviços diários previstos, 17 devem ser diretos, nove vão ter paragens em estações intermédias e 34 serão serviços mistos, usando, em parte, a linha de alta velocidade e noutra a linha convencional.

“Esperamos no futuro manter na linha do Norte quase seis milhões de passageiros e crescer no conjunto com alta velocidade para 16 milhões de passageiros com a inauguração da segunda fase”, afirmou Carlos Fernandes, do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal (IP).

Quanto ao plano de concretização dos projetos de alta velocidade, Carlos Fernandes adiantou que os objetivos passam por “finalizar os estudos prévios e de impacto ambiental” e “fechar” os documentos para lançar os concursos públicos.

Os estudos prévios e o Estudo de Impacto Ambiental relativos ao primeiro troço serão submetidos à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) “até ao final de outubro” e os documentos relacionados com o segundo troço “até ao final de novembro”.

“Com estas entregas nestes prazos, esperamos ter as declarações de Impacte Ambiental até ao final do primeiro semestre do próximo ano”, disse, lembrando que estes instrumentos são fundamentais para o lançamento dos concursos públicos.

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