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“Portugal está na moda, mas o estar na moda dá muito trabalho”

Banco oficial da BTL desde 2016, o BPI volta a marcar presença no maior evento do turismo em Portugal. Para Pedro Barreto, administrador do banco, é “verdadeiramente surpreendente a resiliência do setor do turismo”, frisando que “é fundamental continuarmos a melhorar a qualidade, porque temos um potencial enorme”.

Victor Jorge
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“Portugal está na moda, mas o estar na moda dá muito trabalho”

Banco oficial da BTL desde 2016, o BPI volta a marcar presença no maior evento do turismo em Portugal. Para Pedro Barreto, administrador do banco, é “verdadeiramente surpreendente a resiliência do setor do turismo”, frisando que “é fundamental continuarmos a melhorar a qualidade, porque temos um potencial enorme”.

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Otimista quanto ao futuro do setor do turismo em Portugal, o administrador do BPI com o pelouro do turismo, Pedro Barreto, salienta que não se pode olhar para a retoma como uma “corrida de 100 metros”. Além do tempo que é preciso dar, o executivo do BPI destaca os desafios que o setor do turismo ainda terá de enfrentar, com os recursos humanos, desburocratização, formação e requalificação à cabeça.

De que forma é que um banco como o BPI olha para o setor do turismo e para as dificuldades e desafios que o setor enfrentou nestes dois anos? É inegável que temos um setor do turismo até março de 2020 e um setor do turismo pós março de 2020.
O setor do turismo é, a par da agricultura, um dos dois setores estratégicos para o BPI. Temos equipas dedicadas a este setor, temos uma oferta dedicada e uma série de eventos importantes. Portanto, é, claramente, um setor em que o banco quer estar, quer apoiar, e quer apoiar de forma crescente.

Como todos sabemos, foi o setor mais impactado pela pandemia e isso levou a quebras brutais quer do número de hóspedes, quer de receitas. É verdadeiramente surpreendente a resiliência do setor do turismo.

Confesso que, se me dissessem que o número de visitantes cairia 50% e que as receitas cairiam para menos de metade, iríamos ter uma série de problemas muito sérios.

Na minha opinião, é evidente que houve casos extramente difíceis e graves, mas a situação geral do setor ficou muito acima das minhas expectativas, pela positiva. O trabalho feito foi espetacular, de ajustamento, de melhoria da qualidade, de inovação e até de mudança de atitude acima de tudo.

Lembro-me de uma reunião que tivemos em que participou o Ferran Adrià [conhecido chef catalão, considerado um dos melhores e mais inovadores do mundo, ex-proprietário do restaurante El Bulli agora à frente do Bulli Lab] com uma série de clientes. Na altura, alguém perguntou, relativamente ao setor da restauração, o que é que pensava que, perante esta pandemia, deveríamos, em Portugal, mudar em termos de inovação. E a resposta dele foi muito interessante, salientando que somos muito bons a cozinhar. A questão, segundo Adriá, é de atitude. Dizia ele que, se em Portugal estavam habituados a fechar ao domingo, mas se têm clientes, têm de abrir ao domingo. Se não faziam take away, pois bem, têm de fazer take away. Foi esta adaptação, esta atitude de enfrentar os problemas que mais distinguiu o setor do turismo nestes últimos dois anos.

Foi, então, preciso uma pandemia para o setor, e não diria só do turismo, englobando a restauração, hotelaria, agências e operadores, acordar?
As crises fazem despertar essas mudanças, às vezes estruturais, e penso que o turismo fez isso muito bem.

Felizmente visito muitos clientes e tenho verificado que o aumento da qualidade da nossa oferta, nos últimos dois anos, é absolutamente notável. A melhoria dos procedimentos e dos processos. É fantástico.

Temos um grande desafio que são os recursos humanos. Mas eu acho que o balanço é francamente positivo e muito melhor do que as expectativas iniciais.

Um dos aspetos que mais se fala é, de facto, tentar perceber quando é que este setor volta ao que era, nomeadamente, ao ano de 2019, ano histórico no turismo em Portugal. Eu não vou perguntar quando é que essa retoma se vai dar, mas a minha pergunta é, teme que se possa perder alguma coisa do que se ganhou em termos desses processos, da qualidade, da inovação, ganhos com a pandemia.
Não. Estou muito otimista e tenho falado com vários hoteleiros e há expectativas quanto ao aumento das reservas já a partir de abril.

Acho que vai ser um ano, mesmo tendo um trimestre muito difícil, absolutamente fantástico. A própria Organização Mundial do Turismo (OMT) admite que se possa atingir, já em 2023, os números de 2019, quando anteriormente se apontava somente para 2024.

Sinceramente, acredito que vai ser mais rápido e que conseguimos uma coisa que é muito difícil de conseguir: aumentar a qualidade e termos mais turistas que estão mais tempo em Portugal. Isso é muito importante para captar quem tem capacidade para investir mais em Portugal.

 

É verdadeiramente surpreendente a resiliência do setor do turismo

 

Mas acredita que possamos atingir a tão falada meta do Plano “Reativar o Turismo | Construir o Futuro” de, em 2027, ultrapassar os 27 mil milhões de euros de receitas turísticas e 80 milhões de dormidas?
Estou e sou otimista. Nós portugueses temos qualidades fantásticas como a capacidade de falar línguas, a capacidade de sermos simpáticos, de receber bem, temos um clima absolutamente fantástico – neste momento até bom demais porque não chove e isto pode vir a ser um problema para a agricultura, mas para o turismo é muito bom.

Vamos ter investimentos também na oferta para a terceira idade e vamos, claramente, ser um destino que vai ganhar muitos visitantes por essa via.

Responder às necessidades com tempo
Mas voltando atrás e a um tempo não tão positivo e otimista, quais foram, de facto, as maiores necessidades que uma entidade bancária como o BPI sentiu por parte dos seus clientes?
Acima de tudo, e não se aplica só ao turismo, é preciso dar tempo. Mais do que dar dinheiro, é preciso dar tempo.

Naturalmente, houve uma questão muito importante para resolver e que se prendeu com a questão laboral. Foi muito importante. Agora, o trabalho a fazer está na parte fiscal. Mas lá está, temos de dar tempo. Os projetos que avançaram mesmo antes da pandemia, o que eles precisam é de tempo, porque o potencial está lá, a qualidade está lá, e, muitas vezes, o que não está lá ou não se dá é tempo.

Há que olhar para esta situação não como uma corrida de 100 metros, mas como uma maratona?
Claro. Não pode ser vista como uma corrida de 100 metros, senão muitos ficarão pelo caminho.

E além do fator tempo, é fundamental o fator da comunicação e aqui o trabalho do Turismo de Portugal melhorou imenso e tem feito um excelente trabalho nessa matéria. Portugal está na moda, mas o estar na moda dá muito trabalho. E não é uma coisa que aparece de um dia para o outro, não é uma questão de sorte. Resulta de muito trabalho e os vários stakeholders do setor do turismo têm feito um trabalho fantástico. E é isso que temos de continuar a fazer.

Mas o importante não é só estar na moda, é conseguir manter-se na moda.
Temos de continuar a fazer o que temos feito e melhorar permanente a qualidade.

É impressionante vermos o nível da oferta que temos hoje de restaurantes e de hotéis. E não falo de tudo o que apareceu de novo. É o que já cá estava. Tenho amigos estrangeiros que vêm cá e ficam boquiabertos, porque achavam que iam encontrar um país muito menos desenvolvido, com uma oferta muito menos rica e ficam verdadeiramente encantados.

Exposição excessiva ao turismo?
Relativamente ao banco, o BPI aumentou a exposição às empresas de alojamento e restauração para o nível mais alto. Esta realidade vivida em 2020 e 2021 foi muito diferente em relação ao ano de 2020?
O que fizemos foi manter essa lógica de apoio ao setor, não só pelo lado da oferta, mas muito pelo lado da procura.

Houve vários empresários que estavam a pensar avançar com novos hotéis e que pararam. Pararam para pensar de forma prudente. Agora voltamos a verificar que esses projetos estão novamente a avançar e o banco está totalmente disponível para voltar a apoiá-los como já fazia anteriormente.

Mas o Banco de Portugal colocou a banca como um dos setores com maior probabilidade de incumprimento do crédito. Essa análise, na sua ótica, mantém-se ou é algo que não deve ser visto por esse prisma?
Não. Há um fator que influenciou o Banco de Portugal que foi o tema das moratórias, pois os bancos tiveram um volume muito elevado de moratórias. A verdade é que, por grande mérito das empresas, as moratórias acabaram e não se sente o problema.

Por isso, como em todas as crises, quando temos uma percentagem muito elevada de clientes que pedem moratória, vemos que essas pessoas vão voltar a pagar. Mais uma vez, reforço, precisamos, ou melhor, precisam de tempo e no caso do setor do turismo isso é claro.

Como disse, estou muito otimista já em relação a 2022 e, concluindo, penso que se trata de um setor onde não vamos ter muitos problemas.

Portanto, não teme o desaparecimento de muitos players do setor do turismo?
Sinceramente, acho que isso não vai acontecer. Os problemas que existem, já existiam antes da pandemia. Não são ou foram provocados pela pandemia.

Dou-lhe o exemplo da restauração onde, mal a crise apareceu, houve logo uma série de restaurantes que fecharam, mas outros, empresas familiares, que demonstraram uma grande flexibilidade. Houve logo esse ajustamento da oferta.

 

Acima de tudo, e não se aplica só ao turismo, é preciso dar tempo. Mais do que dar dinheiro, é preciso dar tempo

 

Esse ajustamento era necessário?
Sim, esse ajustamento era necessário, mas não tenho dúvidas que, o que sai desse ajustamento, são empresas mais fortes, de maior qualidade e mais focadas. É fundamental continuarmos a melhorar a qualidade, porque temos um potencial enorme.

Temos um potencial enorme de captar o segmento mais alto do turismo e acho que o estamos a fazer e bem.

O desafio da qualidade
É aí que Portugal deve apostar as “fichas”, nesse segmento mais alto, de qualidade?
Não deve, tem de apostar. E tem de fazê-lo não só externamente como internamente.

Até porque há muitos portugueses que desconhecem ou desconheciam o seu próprio país.
Nas minhas funções, estive durante sete anos à frente da rede balcões, tenho há quatro a banca de empresas, e andava sempre a viajar e garanto-lhe que temos um país fantástico.

Claro que esses destinos têm ainda um longo caminho a percorrer e estão a fazê-lo muito bem. Mas reconheço que ainda estamos no início.

No final do ano passado a diretora da Organização Mundial do Turismo (OMT) para a Europa, Alessandra Priante, dizia que a vantagem de Portugal, neste momento, era ser ainda um destino desconhecido e, por isso, a procura pelo país Portugal, pelo destino Portugal, só tenha um caminho: crescer.
Não tenho dúvidas nenhumas. E isso vai continuar a acontecer. Diria que temos um desafio no número de visitantes, mas temos um desafio e um potencial ainda maior na receita.

O que poderá acontecer é que para o português, Portugal está a ficar mais caro, mas para os turistas estrangeiros, para a qualidade que oferecemos, a relação preço/qualidade é ímpar.

Acredita que isso fará com que o setor do turismo volte a esquecer um bocadinho o turismo interno?
Não, porque há muitos portugueses que não conheciam bem o seu país e a pandemia permitiu conhecerem coisas fantásticas que existem em Portugal.

Mas temos o problema do arranque das viagens de longo curso e das viagens de negócios?
As viagens de um dia para fazer negócios poderão sofrer um pouco, sem dúvida. Mas recordo aquando do ataque às Torres Gémeas que se dizia que as pessoas não iriam viajar mais de avião.

Claro que as empresas não vão deixar os custos voltar ao que eram, já que apareceram alternativas que funcionam. O digital trouxe um ajustamento na forma de olhar para essas viagens de negócios. Lá está novamente o ajustamento.

Posicionamento pró-ativo
Regressando ao BPI, qual foi a solução ou produto mais procurado pelo setor do turismo durante este período de pandemia?
De facto, houve uma inflexão. Houve uma maior procura, e não só pelo setor do turismo, pelas linhas de apoio à economia e que permitiram a clientes e empresas ter créditos mais longos (mais uma vez, o tema de dar tempo) a taxas mais baratas e com um período importante de carência.

Os bancos têm um grande desafio de serem relevantes para os clientes, têm de trazer valor acrescentado. Passou a existir uma especialização e uma segmentação clara da oferta que não havia, de forma tão acentuada, há uns anos. Por isso, lançámos uma equipa dedicada só aos setores da agricultura e turismo e também para a parte do imobiliário.

Os clientes têm o seu dia-a-dia que não permite conhecer todas as linhas de apoio e todos os serviços. Daí termos essas equipas dedicadas para ajudá-los a organizar melhor os seus investimentos.

Dou-lhe o exemplo da agricultura onde o banco apostou a sério há mais de 10 anos. Não era um setor evidente. Agora toda a gente diz que é evidente.

Decidimos investir no turismo ainda antes da pandemia. Com base naquilo que vejo hoje, acho que foram duas decisões absolutamente acertadas.

Atualmente, temos quotas de 20% no setor da agricultura e queremos isso para o turismo.

Isso faz-se com mais produtos, mais soluções, mais serviço, mas também com uma simplificação de oferta. Não é por termos mais produtos, mais serviços que somos relevantes. É por termos uma oferta ajustada ao que o setor precisa e apresentá-la de forma simples.

 

Não é por termos mais produtos, mais serviços que somos relevantes. É por termos uma oferta ajustada ao que o setor precisa e apresentá-la de forma simples

 

E, de certa forma, desburocratizar os processos?
Sem dúvida. Explicar porque é que, quando o Governo lançou as linhas de apoio à economia, o dinheiro não chegava à economia. Não chegava precisamente, porque o processo era muito complexo.

Foram tomadas decisões importantes pelo Governo para simplificar os processos, mas ainda assim, em Portugal exige-se papéis a mais. No caso das linhas para a economia era preciso entregar 17 documentos para uma empresa candidatar-se a uma linha de emergência.

Que, como o nome indica, é de emergência?
Exato. Mantivemos contactos com as autoridades para agilizar processos e mesmo internamente o BP foi proativo e não ficou à espera.

Falou no Governo, Governo esse que toma posse no próximo dia 23 de fevereiro. Se tivesse que indicar algumas medidas a tomar rapidamente para ajudar o setor do turismo, quais seriam?
Desburocratização é absolutamente fundamental. Além disso, formação e requalificação. Também aqui, os cursos existentes são excessivamente longos.

Uma pessoa que queira mudar de vida e queira aprender a trabalhar na área do turismo, demora muito tempo a conseguir essa requalificação.

Essa questão dos recursos humanos é um dos problemas colocados pela pandemia. Como é que olha para essa renovação e/ou requalificação dos quadros?
Vejo-o como um grande desafio. Não existem cursos pensados para o curto prazo.

Temos pessoas muito bem formadas, mas depois a oferta continua a ter salários muito baixos e rapidamente se começa a pensar em ir lá para fora. Há que pensar na questão fiscal.

Viagens sustentáveis
Inovação e sustentabilidade são outros dos temas.
Sim, mas na questão da sustentabilidade até estamos bem. As pessoas, cada vez mais, procuram experiências, turismo inovador e autêntico. No BPI tenho, também, a responsabilidade da sustentabilidade. Acabámos de concluir o nosso Plano Diretor de Sustentabilidade, feito em cooperação, obviamente, com o CaixaBank, e que inclui já uma série de ideias de ajustamentos dos nossos serviços e da nossa oferta. Na nossa comunicação temos perto 120 ideias nesse sentido e, a questão da sustentabilidade vai transformar o mundo.

É uma pena que a Europa esteja sozinha na vanguarda deste tema. Estamos mais avançados que os EUA, por exemplo, e é muito importante que outros países e continentes invistam nesta questão que é um movimento incontornável e imparável.

Há, por exemplo, objetivos muito claros que estão definidos, quais são as metas a atingir pelos bancos.

 

Desburocratização é absolutamente fundamental

 

No BPI analisa-se os projetos também por esse prisma da sustentabilidade?
Claramente. Também aqui vamos ser pró-ativos e, mais uma vez, iremos falar com os nossos clientes no setor do turismo para fazer investimentos no sentido da sustentabilidade quer seja no aproveitamento das águas, na parte energética, minimizar o desperdício.

Diria que é um grande desafio, mas uma grande oportunidade e o banco que está, precisamente, a estruturar muito bem a informação e a preparar-nos para cada um dos principais setores.

As pessoas irão viajar em função da sustentabilidade do destino?
Sem dúvida, principalmente nas camadas mais jovens. Nós temos condições absolutamente excecionais para sermos um dos países que mais vai beneficiar com esta alteração de mentalidade.

O patrocínio do BPI à BTL não é de hoje, vem de 2016. Que tipo de patrocínio é esse e que benefício é que o BPI, de facto, retira do patrocínio à BTL. Como é que o BPI de facto se posiciona naquela que é a maior evento do setor do turismo em Portugal?
Tal como referi, há anos que decidimos apostar em dois setores estratégicos: agricultura e turismo. Na agricultura, estamos na Feira Nacional da Agricultura e na Ovibeja. No turismo, estamos na BTL e é um apoio para manter.

É um local que nos permite estar com os clientes do banco, falar com eles. Não é só ouvir, mas é também aconselhar. Lá está a proatividade. Os bancos têm que ser proativos e as equipas comerciais não podem estar à espera que os clientes entrem pela porta do banco.

Para o BPI o que seria uma BTL de sucesso?
Seria uma BTL com o número de participantes, pelo menos igual, a 2019, com a qualidade que eu tenho visto, com uma oferta muito bem organizada e com os expositores de elevada qualidade. Essa imagem de qualidade é fundamental, do país, dos destinos, das pessoas.

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CroisiEurope oferece este verão um desconto de 50% para o acompanhante.

A empresa selecionou algumas datas de julho a setembro no Rhône, Garonne, Loire, Reno e Danúbio

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A Croisieurope, a maior empresa de cruzeiros fluviais, lançou uma nova oferta com 50% de desconto para o acompanhante em determinadas saídas de julho a setembro nos principais rios europeus, como Rhône, Garonne, Loire, Reno e Danúbio. Os cruzeiros incluídos na oferta são os seguintes:

  • Cruzeiro pelos castelos do Loire de 6 dias e 5 noites partindo de Nantes e parando nos castelos de Saint Nazaire, Ancenis e Loire. A oferta está incluída nas seguintes datas: 1, 6, 11 e 31 de julho e 20, 25 e 30 de agosto de 2022.
  • Cruzeiro no Garonne e Dordogne saindo de Bordeaux por 6 dias e 5 noites partindo de Bordeaux com escala em Cussac-Fort-Médoc, Blaye, Liborna e Saint-Emilion. A oferta está incluída nas seguintes datas: 5 e 20 de julho e 4, 19 e 28 de agosto de 2022.
  • Cruzeiro O Vale do Ródano Essencial de 6 dias e 5 noites com partida de Lyon e escala em Avignon, Arles, Martigues, Viviers e Tain l’Hermitage. A oferta está incluída nas seguintes datas: 20 e 29 de julho e 2 e 12 de agosto de 2022.
  • Cruzeiro As Pérolas do Danúbio de 8 dias e 7 noites partindo de Viena e parando em Melk, Durnstein, Bratislava, Kalocsa, Budapeste e Esztergom. A oferta está incluída nas seguintes datas: 4, 9, 18 e 25 de julho e 6, 15 e 22 de agosto de 2022.
  • Cruzeiro pelo Reno e seus tesouros de 8 dias e 7 noites saindo de Amesterdão e parando em Düsseldorf, Colónia, Koblenz, Mainz, Estrasburgo, Breisach e Basileia. A oferta está incluída nas seguintes datas: 2, 9, 16, 23 e 30 de julho e 6, 13, 20 e 27 de agosto de 2022.
  • Cruzeiro em 4 rios: Neckar, Reno Romântico, Mosela e Saar por 7 dias e 6 noites com partida de Estrasburgo e escala em Heidelberg, Rüdesheim, Cochem, Trier, Sarreburg, Luxemburgo e Remich. A oferta está incluída nas seguintes datas: 1, 7, 18, 25 e 31 de julho e 6, 13, 19, 24, 25 e 30 de agosto de 2022.
    Os cruzeiros CroisiEurope são all inclusive, com pensão completa e bebidas incluídas nas refeições e no bar, além de Wi-Fi gratuito a bordo.

SOBRE A CROISIEUROPE: A CroisiEurope é a primeira empresa de cruzeiros fluviais da Europa na sua categoria e possui uma frota muito actualizada e moderna de 56 navios, 48 ​​navios próprios (33 fluviais, 6 peniche, 2 marítimo-costeiros, 5 no Mekong e 2 na África Austral) e 8 em operação. Todos eles são projetados, construídos e comercializados pela própria empresa. A sua sede está localizada em Estrasburgo e desde 2005 já tem uma forte presença em Espanha, onde se vai consolidando pouco a pouco. Há mais de 40 anos trabalhamos com a mesma ideia: Descobrir o mundo através de seus rios. Uma ideia na qual a CroisiEurope aplica toda a sua experiência para oferecer aos seus clientes férias inesquecíveis. Uma extensa variedade de destinos, uma frota de navios inovadora e elegante, uma gastronomia e seleção de vinhos cuidadosa e a atenção requintada ao detalhe por parte da tripulação significam que oferecer um cruzeiro CroisiEurope significa ter a certeza de satisfazer os clientes mais exigentes. No ano passado, mais de 220.000 pessoas viajaram com a CroisiEurope.

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Lisbon Marriott Hotel tem nova diretora de Operações

Com mais de 12 anos de experiência, Paula Morgado Lino assume a liderança das operações do Lisbon Marriott Hotel.

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Paula Morgado Lino é a nova responsável pela operação do Lisbon Marriott Hotel, que pertence ao grupo Sotéis, localizado na Av. dos Combatentes, em Lisboa.

Licenciada em Gestão Hoteleira e Turismo pela Universidade de Gestão Hoteleira do Estoril (2010-2013) e Pós-Graduação em Gestão Hoteleira e Turismo pela Universidade Cornell, Paula Morgado Lino possui mais de 12 anos de experiência em gestão hoteleira, tendo desenvolvido soluções criativas e eficazes de gestão no negócio através da implementação e desenvolvimento de processos inovadores por várias unidades hoteleiras de renome em diferentes países.

Antes de integrar a equipa do Lisbon Marriott, foi diretora de F&B no PGA Catalunya Golf & Wellness Resort (entre 2017 e 2019), esteve no Sandals Royal Bahamian, na capital das ilhas das Bahamas, onde desempenhou funções de & B Manager( 2016).

Anos antes, passou pelo novo Sandals Resorts International Barbados e no Crowne Plaza Shanghai na China.

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44% do emprego criado em Espanha, em maio, foi no setor do turismo

Só no mês de maio de 2022, o setor do turismo, em Espanha, criou mais 409.615 empregos face a igual período do ano 2021 e mais 32.962 que em igual mês de 2019.

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Segundo as contas efetuadas pela Turespaña, o mês de maio terminou, em Espanha, com 2.608.600 pessoas inscritas na Segurança Social do país vinculadas a atividades turísticas, o que corresponde a mais 409.615 trabalhadores face a igual período do ano 2021 e a mais 32.962 que em igual mês de 2019.

Estes dados revelam que a atividade turística, em Espanha, foi responsável por 44% da criação de emprego no quinto mês de 2022, representando 12,9% do total da força de trabalho inscrita na Segurança Social.

“A recuperação do setor está a gerar um forte aumento na criação de trabalho, que ultrapassou 2,6 milhões de inscritos, em maio, na Segurança Social, o maior número registado em maio”, destacou a ministra da Indústria, Comércio e Turismo espanhola, Maria Reyes Maroto, à imprensa do país vizinho.

A responsável pela pasta do turismo explicou que esta realidade tem sido possível “graças ao “escudo social eficaz implementado pelo Governo durante a pandemia para manter de pé os nossos trabalhadores e empresas do setor do turismo e os elevados níveis de vacinação da população espanhola”, destacando, ainda, que a reforma levada a cabo pelo Governo de Pedro Sanchez permite a criação de emprego de “maior qualidade”.

Reyes Maroto admitiu, também, que Espanha iniciou a temporada de verão com “boas perspectivas”, apesar do contexto complexo derivado da guerra na Ucrânia, concluindo que “o turismo será um dos setores que mais contribuirá para o recuperação económica e criação de empregos neste ano”.

Por atividade, os dados da Turespaña mostram que foi na hotelaria e agências de viagens/operadores turísticos que, de forma conjunta, mais emprego se criou, registando uma subida de 20,7%, comparado com maio de 2021, significando mais de 306 mil empregos na hotelaria (183 mil nos serviços de F&B e 122 mil nos serviços de alojamento), enquanto as agências de viagens conseguiram mais 5.662 novos trabalhadores (+2,3%) e os operadores turísticos aumentaram em mais de 97 mil os empregos.

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Hotelaria

RIU inaugura segundo hotel em Zanzibar

O hotel RIU Jambo tem 461 quartos e encontra-se no terreno adjacente ao hotel RIU Palace Zanzibar.

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A cadeia RIU apostou numa segunda unidade hoteleira em Zanzibar, com a inauguração do hotel RIU Jambo.

O novo hotel de quatro estrelas tem um edifício principal de seis andares e um total de 461 quartos, onde disponibiliza o serviço “Tudo Incluído 24h”, característico do grupo.

Localizada na zona norte de Unguja, a ilha principal de Zanzibar, e junto à praia de Nungwi, a unidade encontra-se no terreno adjacente do hotel RIU Palace Zanzibar, remodelado em 2019.

O novo estabelecimento encontra-se nas antigas instalações do hotel La Gema dell’Est, adquirido pela RIU em 2019. Alguns dos elementos originais foram mantidos, como foi o caso da palafita em frente à unidade.

O edifício principal do RIU Jambo alberga a receção e a maior parte dos quartos, cuja fachada bebe inspiração “na cultura africana”, através de “máscaras que adornam as torres” da unidade.

Do total de quartos, 93 encontram-se no rés-do-chão de forma escalonada, de frente para o mar, para não ocultar a vista para a paisagem.

Para a decoração dos quartos apostou-se nos tons de terra, dando protagonismo às aplicações em madeira.

De acordo com informação enviada em comunicado, “os fatores de sustentabilidade e eficiência energética também estão presentes neste edifício”, dada a utilização de “materiais naturais” no mobiliário, decoração, pavimentos e revestimentos.

A unidade refere ainda que “o hall de entrada é um espaço completamente aberto, com ventilação natural cruzada e profusão de luz natural através dos vários vãos presentes”.

No que diz respeito à restauração, a unidade oferece dois restaurantes temáticos na zona de palafita: o Italiano “il Panzotto” e o “Kulinarium”, bem como o bar “Bahari”.

Para além destes, os clientes podem ainda desfrutar no edifício principal do restaurante asiático “Yunnan” e do “Maisha”, com esplanada e cozinha internacional.

A oferta de F&B estende-se ao bar com esplanada “Bongo Flava”, ao bar-piscina “Hakuna Matata” e ao snack-bar na praia “Rafiki”.

Na zona exterior, os clientes do hotel têm à disposição cinco piscinas, uma das quais para crianças.

Já na parte do entretenimento, a unidade disponibiliza o clube infantil RiuLand, com uma zona de RiuArt e com uma área de RiuFit. Além disso, os hóspedes podem descontrair na zona de spa junto ao ginásio, bem como praticar desportos aquáticos com a Scuba Caribe.

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Aviação

IATA estima regresso à rentabilidade das companhias aéreas em 2023

A IATA estima que a indústria da aviação possa regressar à rentabilidade em 2023. Contudo, se as receitas aumentam, também os custos registam uma curva ascendente. Assim, as receitas da indústria deverão atingir 782 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros), em 2022, representando um crescimento de 54,5% face a 2021, mas ficando a 93,3% dos níveis de 2019.

Victor Jorge

A International Air Transport Association (IATA) procedeu a uma revisão das previsões para a indústria da aviação, estimando, agora, perdas na ordem dos 9,7 mil milhões de dólares (cerca de 9,2 mil milhões de euros), representando uma melhoria face aos 11,6 mil milhões de dólares avançados em outubro de 2021, correspondendo uma margem nas perdas líquidas de 1,2%.

Estes números representam, no entanto, uma melhoria assinalável às perdas de 137,7 mil milhões de dólares (-36% na margem líquida) de 2022, e de 42,1 mil milhões (-8,3% margem líquida) de 2021.

Desta forma, a IATA avança com a previsão de que a “rentabilidade global da indústria parece ser uma realidade em 2023”, esperando que a América do Norte possa “atingir lucros de 8,8 mil milhões de dólares” já em 2022.

“Os ganhos de eficiência e melhoria nos rendimentos estão a ajudar a reduzir as perdas, mesmo com um aumento dos custos relacionados com os colaboradores e combustível”, refere a IATA, em comunicado no final da assembleia geral anual realizada em Doha.

A entidade reconhece que “a forte procura reprimida, o levantamento das restrições de viagens na maioria dos mercados, o baixo desemprego na maioria dos países e o aumento das economias pessoais estão a alimentar um ressurgimento da procura”, avançando a IATA que” o número de passageiros atinja 83% dos níveis pré-pandemia em 2022”.

“As companhias aéreas são resilientes. As pessoas estão a voar em números cada vez maiores e os lucros estão no horizonte para 2023”, admite Willie Walsh, diretor-geral da IATA, salientando que este “é um momento de otimismo, mesmo que ainda existam desafios relacionados com custos, principalmente combustível, e algumas restrições persistentes em alguns mercados-chave”.

De acordo com as estimativas da IATA, as receitas da indústria deverão atingir 782 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros), em 2022, representando um crescimento de 54,5% face a 2021, ficando a 93,3% dos níveis de 2019.

Já no que diz respeito aos voos a operar ao longo deste ano, as expectativas é de que cheguem aos 33,8 milhões, correspondendo a 86,9% dos níveis de 2019 quando se realizaram 38,9 milhões de voos.

No que toca às receitas provenientes dos passageiros, estas devem ser responsáveis por 498 mil milhões de dólares (cerca de 475 mil milhões de euros) das receitas globais da indústria, o que significa mais do dobro dos 239 mil milhões de dólares gerados em 2021.

A análise prevê ainda que o número de reservas de passageiros deve alcançar a 3,8 mil milhões, com a receita de passageiro por quilómetros (RPK) a crescer 97,6% em relação a 2021, atingindo 82,4% do tráfego de 2019. À medida que a procura aumenta com a flexibilização das restrições de viagens, a IATA espera que as receitas aumentem 5,6%.

Receitas aumentam, mas os custos também
Mas se as receitas aumentam, também os custos irão registar uma curva ascendente, estimando a IATA que possam atingir os 796 mil milhões de dólares (cerca de 758 mil milhões de euros), representando um aumento de 44% face a 2021.

Para tal, é imputado aos combustíveis um valor na ordem dos 192 mil milhões de dólares (cerca de 183 mil milhões de euros), em 2022, correspondendo a 24% dos custos totais (+19% face a 2021). Estas contas têm por base um preço médio do barril de Brent de 101 dólares (cerca de 97 euros) e de 125 dólares (cerca de 120 euros) para o jet fuel.

Globalmente, a IATA prevê que as companhias aéreas consumam 321 mil milhões de litros de combustível, em 2022, o que compara com os 359 mil milhões de litros de 2019.

De acordo com a IATA, “a guerra na Ucrânia mantém os preços do Brent em alta”, com o combustível a representar cerca de um quarto dos custos em 2022. “Uma característica particular do mercado de combustíveis deste ano é o alto spread entre os preços do petróleo bruto e do combustível de aviação”, destaca a IATA, salientando que esta diferença permanece “bem acima das normas históricas, principalmente devido a restrições de capacidade nas refinarias”.

Já quanto aos custos com pessoal, aparecendo em segundo lugar nos custos operacionais, o emprego direto deverá atingir os 2,7 milhões, correspondendo a uma subida de 4,3% face a 2021, “à medida que a indústria recupera do declínio significativo de 2022”.

A IATA considera que o tempo para recrutar, formar, proceder às verificações completas de segurança e realizar os processos necessários antes que o pessoal se encontre em condições de exercer quaisquer funções “representa um desafio para a indústria em 2022”, antevendo que, nalguns casos, ”estes atrasos no recrutamento poderão atuar como uma restrição à capacidade de uma companhia aérea atender às exigências e necessidades dos passageiros”.

Américas lideram recuperação
A IATA espera que a América do Norte continue a ser a região com “melhor desempenho” e a “única região a regressar aos resultados positivos em 2022”. Apoiado pelo grande mercado doméstico dos EUA e pela reabertura de mercados internacionais, incluindo o Atlântico Norte, o lucro líquido deverá atingir os 8,8 mil milhões de dólares, em 2022, estiando que a procura atinja 95% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 99,5%.

Na Europa, a guerra na Ucrânia continuará a perturbar os padrões de viagens no continente e entre a Europa e a Ásia-Pacífico. No entanto, não se espera que a guerra faça descarrilar a recuperação das viagens, com a região a aproximar-se dos lucros em 2022, com uma perda líquida prevista de 3,9 mil milhões de dólares. Já quando à procura, as previsões apontam para que atinja 82,7% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 90%.

Para as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico, as restrições de viagem duradouras (principalmente na China), juntamente com uma distribuição desigual de vacinas, viram a região atrasar-se na recuperação. À medida que as restrições diminuem, espera-se que a procura por viagens “aumente rapidamente”. Prevê-se que as perdas líquidas, em 2022, caiam para os 8,9 mil milhões de dólares, enquanto a procura atinja 73,7% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 81,5%.

Os volumes de tráfego na América Latina registaram uma recuperação robusta em 2021, apoiados pelos mercados domésticos e relativamente menos restrições de viagem em muitos países. As perspectivas financeiras para algumas companhias aéreas, no entanto, permanecem frágeis e a região deve registar um prejuízo líquido de 3,2 mil milhões de dólares este ano. Espera-se que a procura atinja 94,2% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 93,2%.

No Oriente Médio, a reabertura deste ano a rotas internacionais e voos de longa distância em particular será um impulso bem-vindo para muitos. Em toda a região, as perdas líquidas devem diminuir para 1,9 mil milhões de dólares em 2022, contra uma perda de 4,7 mil milhões no ano passado. Quanto à procura, espera-se que atinja 79,1% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 80,5%.

Finalmente, no continente africano, as taxas de vacinação mais baixas prejudicaram a recuperação das viagens aéreas da região até o momento. No entanto, é provável que alguma recuperação ocorra este ano, o que contribuirá para um melhor desempenho financeiro. Prevê-se que as perdas líquidas sejam de 700 milhões de dólares, em 2022, e que a procura atinja 72% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 75,2%.

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Mercan Properties investe 16,8 milhões de euros em Évora com abertura de hotel em 2023

Em 2023, Évora passa a contar com um hotel Holiday Inn Express, resultado de um projeto de investimento de 16,8 milhões de euros da Mercan Properties, em parceria com a IHG Hotels & Resorts (IHG). O novo hotel tem abertura prevista para o verão de 2023, localizando-se na zona de Portas de Avis, em vários… Continue reading Mercan Properties investe 16,8 milhões de euros em Évora com abertura de hotel em 2023

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Em 2023, Évora passa a contar com um hotel Holiday Inn Express, resultado de um projeto de investimento de 16,8 milhões de euros da Mercan Properties, em parceria com a IHG Hotels & Resorts (IHG).

O novo hotel tem abertura prevista para o verão de 2023, localizando-se na zona de Portas de Avis, em vários edifícios renovados perto da praça central da cidade.

Este irá oferecer 76 quartos, piscina, restaurante, lounge bar e salas de reuniões, num edifício de “fachada clássica, em linha com o património envolvente”, tal como indicado em comunicado.

O grupo adianta que o empreendimento criará cerca de 100 postos de trabalho – 70 durante a fase de construção, e 30 postos permanentes aquando da abertura do hotel.

Explicam ainda que “a propriedade destina-se a viajantes de lazer e negócios, que queiram desfrutar da história e cultura de Évora”.

“O Holiday Inn Express Évora tem uma localização privilegiada dentro de uma área de grande riqueza histórica e cultural. O projeto de renovação, e subsequente investimento, demonstra a crescente procura turística em Évora e a confiança da Mercan em Portugal. Estamos encantados por acrescentar esta marca hoteleira de renome mundial ao nosso portfólio”, declara Jordi Vilanova, presidente da Mercan Properties.

Este é o segundo projeto da Mercan Properties em Évora, após o Hilton Garden Inn Évora, cuja primeira pedra foi colocada em 2021.

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Transportes

“Next Chapter” da Iberia traça regresso à rentabilidade já em 2022

Apresentando em plena pandemia (2021), o “Next Chapter” da Iberia traça um plano para a recuperação da companhia espanhola já para este ano de 2022. Para tal, a ofensiva norte-americana parece ser essencial.

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Com um peso de 9,3 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto espanhol (cerca de 0,6% do total), transportando mais de sete milhões de turistas anualmente para Espanha, além de gerar mais de 160 mil postos de trabalho direta ou indiretamente, a Iberia traçou, em 2021, a o seu plano “Next Chapter” com horizonte a 2024 que agora pretende reforçar já para 2022.

A estratégia da companhia aérea visa, fundamentalmente, posicionar-se como a opção preferencial para voar de/para Espanha, posicionar o seu negócio de manutenção como um centro de referência na Europa e obter o maior número possível de licenças nos próximos concursos de handling.

Para alicerçar esta estratégia, a Iberia traça cinco verticais: companhia aérea de confiança, solidez financeira, reforço do hub, foco nas pessoas e sustentabilidade como elemento transversal em tudo o que plano de transformação.

Depois de no final de fevereiro de 2022 ter concluído o “Expediente de Regulación Temporal de Empleo” (ERTE), a Iberia já realizou 800 transformações de contratos em aeroportos e contratou 1.700 pessoas para a campanha de verão, dos quais 1.200 são reingressos e outros 500 novas contratações.

No que diz respeito a tripulantes de cabine, a companhia informa que incorporou 340 profissionais no decorrer do mês de junho, estando planeado mais 400 novos profissionais antes de 15 de julho.

Previsto está, também, que no último trimestre do ano sejam incorporados os primeiros pilotos do programa “Iberia Cadet”, pouco mais de 40, que cobrirão tanto as passagens à reforma que ocorreram como o aumento de capacidade que a empresa planeia para 2023.

Na vertical das pessoas, destaca-se ainda um ambicioso plano de formação que sob o nome “Tudo começa comigo”, a empresa já disponibilizou a mais de 4.000 colaboradores, tripulantes, agentes aeroportuários e de “call center”, todos eles em contato direto com o cliente.

Ofensiva americana
Em termos operacionais, outra vertical do plano “Next Chapter” incide sobre o fortalecimento do hub da Iberia no aeroporto de Madrid, com o objetivo de posicionar-se como companhia aérea de confiança e também como melhor opção para voar de e para Espanha.

Nesse sentido, o grupo Iberia já recuperou todos os seus destinos na Europa, aumentou a sua capacidade face a 2019 em alguns mercados em Espanha, como as Ilhas Baleares e Canárias, continuando a apostar fortemente na América Latina com voos diários duplos para as principais capitais como como Bogotá, Buenos Aires ou México.

Além disso, lançou neste verão uma forte ofensiva nos Estados Unidos da América, com nove destinos (Nova Iorque, Miami, Boston, Los Angeles e Chicago, além de São Francisco, Dallas e Washington) com 120 voos semanais entre Espanha e os EUA.

Este reforço de capacidade permitirá, segundo a Iberia, “atingir valores de capacidade muito semelhantes aos de 2019”, referindo até um crescimento de 4% em termos de partidas.

Isso coloca a Iberia em destaque como companhia aérea com voos entre Espanha e Estados Unidos, com mais 6 pontos percentuais (p.p.) de quota de mercado (em termos de capacidade) do que em 2019, salientando ainda que, nestes dois anos de pandemia, “ganhou quota de mercado por passageiro, especificamente, 8 p.p. face a 2019”.

Durante a temporada de verão, a Iberia oferecerá dois voos diários para Nova Iorque e Miami, um voo diário para Chicago e Boston, cinco frequências semanais com Los Angeles e outras cinco com San Juan de Puerto Rico, três voos semanais para São Francisco e quatro por semana para Dallas e Washington. No total, a compannhia informa que “ultrapassará 1,5 milhões de lugares entre Espanha e Estados Unidos.

Todo este reforço de capacidade com os Estados Unidos é complementado pelo acordo comercial conjunto para a operação das rotas entre a Europa e o Atlântico Norte que começou em 2010 e permite oferecer aos clientes uma oferta de voos mais competitiva.

Experiências a bordo melhoradas
Para se posicionar como uma companhia aérea de confiança para os atuais e futuros clientes, a Iberia está a renovar completamente a experiência de viagem, assumindo que “cada cliente é diferente e cada viagem é única”.

“A Iberia está a trabalhar para oferecer um serviço mais personalizado, apoiado na digitalização de processos, com uma aposta firme na sustentabilidade e com destaque para o seu serviço gastronómico, totalmente renovado com base em matérias-primas de alta qualidade, produtos locais sazonais e riqueza da gastronomia espanhola”, frisa a companhia em comunicado.

Além disso, introduziu um novo serviço de “concierge digital” através de iberia.com com informação sobre os menus que serão oferecidos em cada voo e que, numa fase futura, o cliente poderá selecionar antes de voar.

O sistema de entretenimento a bordo também foi enriquecido com mais de 160 filmes, outras 480 séries, documentários e master classes e mais de 230 opções de música. E introduziu um serviço de mensagens gratuito durante todo o voo para clientes Iberia Plus e Business, que permite compartilhar mensagens através do WhatsApp, Telegram, Messenger ou Facebook Messenger.

Solidez financeira e futuro sustentável
O “No Next Chapter” estabelece ainda objetivos exigentes para devolver a Iberia à solidez financeira, fazer face à dívida adquirida durante a pandemia e reforçar a situação de caixa.

Medidas relacionadas, sobretudo, com o controlo de custos, renegociação de contratos com fornecedores e otimização dos investimentos estão entre as linhas condutoras.

A sustentabilidade é também um elemento transversal no plano de transformação da Ibéria, que está a ser implementado em quatro linhas de trabalho: a transição ecológica do setor aéreo, que inclui todas as iniciativas de renovação da frota, operações mais eficientes e a utilização de combustíveis sustentáveis da aviação, entre outras iniciativas; uma experiência de viagem mais sustentável para os seus clientes, através da digitalização dos serviços, da eliminação progressiva de plásticos a bordo, do desenvolvimento do seu sistema de gestão de resíduos e da compensação da pegada de carbono; apoio à Investigação+Desenvolvimento+Inovação; e a formação e sensibilização dos seus colaboradores.

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euroAtlantic airways reforça frota com dois Boeing 777-200ER

Com esta integração, a euroAtlantic airways passará a operar com seis aviões todos com capacidade para longo curso e passa a oferecer uma capacidade de transporte de 1.470 passageiros.

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A companhia aérea portuguesa euroAtlantic airways (EAA) está a reestruturar a sua frota com a integração de mais dois aviões Boeing 777-200ER, que faziam parte da frota da extinta companhia aérea italiana Alitalia.

O primeiro aparelho chega ao mercado com marca EAA em agosto deste ano e o segundo no mês a seguir, em setembro. Assim sendo, a partir deste verão, a euroAtlantic airways irá operar com seis aviões todos com capacidade para longo curso: três Boeing 767-300ER e com três Boeing 777-200ER, onde se inserem os dois novos aviões cujas matrículas são CS-TSW e CS-TSX, que têm uma configuração de três classes (30 lugares Executiva; 24 lugares classe Conforto e 239 lugares para classe Económica) e com autonomia para voar até 14.260 quilómetros.

No total, com os dois novos aviões integrados na sua frota, a EAA passa a oferecer uma capacidade de transporte de 1.470 passageiros e reforça os seus voos de longo curso.

Recorde-se que a EAA realiza regularmente voos com os seus aviões para a STP Airways, companhia aérea de São Tomé e Príncipe de que a EAA é sócia. Além disso, realiza, também, voos regulares entre Lisboa e Bissau, tendo sido a única companhia aérea portuguesa a ligar Lisboa a Díli, capital da República Democrática de Timor-Leste.

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Chegadas internacionais à Cidade do Cabo aumentam 74%

O turismo na Cidade do Cabo tem vindo a registar uma tendência de crescimento. Prova disso, é a taxa de recuperação nas chegadas internacionais, no mês de abril, que ronda os 75% face a igual período de 2019. O preço médio por quarto, por sua vez, duplicou comparado com 2021.

Victor Jorge

O Turismo da Cidade do Cabo (Cape Town Tourism) anunciou uma taxa de recuperação de 74% nas chegadas internacionais e de 76% nas chegadas domésticas, no mês de abril 2022, comparado com abril 2019, afirmando que este movimento está “alinhado com a tendência crescente, a nível internacional, no movimento de passageiros, registado desde janeiro”.

O levantamento das restrições relacionadas com a COVID-19 e o apelo do verão sul-africano fizeram com que muitas pessoas reservassem a sua viagem à chamada “Cidade Mãe”, com o Turismo de Cidade do Cabo, por sua vez, a lançar uma iniciativa inédita para garantir que os turistas continuam a chegar.

Enver Duminy, CEO do Turismo da Cidade do Cabo, salienta que “as viagens de vingança são uma resposta por parte das pessoas ao confinamento dos últimos anos e à escolha consciente por viajar mais”. Assim, o responsável pelo turismo da Cidade do Cabo admite esperar “uma vaga de turistas a chegar à cidade este ano, à medida que a indústria reabre e as pessoas se sentem seguras para viajar com um propósito”.

O Vereador James Vos, responsável pelo Crescimento Económico na Câmara Municipal da Cidade do Cabo, acrescenta, por sua vez, que “a recuperação do número de visitantes na Cidade do Cabo é um ganho importante para a economia da cidade embora ainda não se tenha recuperado os níveis pré-pandemia”.

Com o setor do turismo a contribuir entre 2% e 3,5% anualmente (pré-Covid) para a economia local, sustentando até 5% dos empregos na cidade – para não mencionar os que trabalham nas indústrias afiliadas – Vos admite que “temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar o turismo local”.

“Os números positivos são o resultado de campanhas e estratégias dirigidas e implementadas pela Câmara e pelo Turismo da Cidade do Cabo, que espelham a diversidade do nosso destino, e vamos continuar a trabalhar arduamente para assegurar que alcançamos melhores resultados ainda”, frisa o mesmo responsável.

Para além destes dados, o Turismo da Cidade do Cabo revela que as taxas de ocupação hoteleira na cidade atingiram 66,6%, em março, uma subida relativamente aos 39,8% registados em março de 2021.

Por outro lado, o preço médio por quarto subiu para 1.972 rands (pouco mais de 118 euros), comparado com 991 rands (cerca de 59 euros), em 2021. No ano passado, apesar da pandemia e dos confinamentos, o turismo injetou 5,8 mil milhões rands (perto de 350 milhões euros) na economia da cidade.

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Groundforce Portugal recebe Prémio de Excelência em Segurança

O programa que premiou a Groundforce visa reduzir significativamente os danos às aeronaves e as lesões em pessoas na operação em terra.

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A Groundforce Portugal recebeu o “Safety Excellence Program – Gold Award” pelo seu compromisso com o Programa de Excelência em Segurança da United Airlines.

O Programa visa reduzir significativamente os danos às aeronaves e as lesões em pessoas na operação em terra. Este prémio agora atribuído distingue os destinos da United que preenchem os vários requisitos no âmbito da segurança operacional.

Trata-se da terceira vez que o prémio é atribuído à Escala de Lisboa – uma vez na categoria Silver e duas na categoria Gold, onde a operação em terra está a cargo da Groundforce Portugal, líder nacional de assistência aeroportuária.

A distinção, entregue à equipa da Groundforce Portugal no Aeroporto Humberto Delgado, foi aceite por Paulo Colla Carvalheiro, diretor de Planeamento, Processos e Inovação que salientou que este prémio reflete “a relação de confiança que a Groundforce Portugal mantém com a United Airlines e reconhece a excelência dos nossos serviços, com foco total na segurança e no serviço ao cliente”.

Representada por David Kinzelman, Vice President, Global Airport Operations de toda a rede mundial da United Airlines, a companhia dirigiu um agradecimento público a todos os colaboradores da Groundforce Portugal que contribuem, direta e diariamente, para que a companhia atinja os seus objetivos de segurança de forma exemplar.

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