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“Portugal está na moda, mas o estar na moda dá muito trabalho”

Banco oficial da BTL desde 2016, o BPI volta a marcar presença no maior evento do turismo em Portugal. Para Pedro Barreto, administrador do banco, é “verdadeiramente surpreendente a resiliência do setor do turismo”, frisando que “é fundamental continuarmos a melhorar a qualidade, porque temos um potencial enorme”.

Victor Jorge
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“Portugal está na moda, mas o estar na moda dá muito trabalho”

Banco oficial da BTL desde 2016, o BPI volta a marcar presença no maior evento do turismo em Portugal. Para Pedro Barreto, administrador do banco, é “verdadeiramente surpreendente a resiliência do setor do turismo”, frisando que “é fundamental continuarmos a melhorar a qualidade, porque temos um potencial enorme”.

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Otimista quanto ao futuro do setor do turismo em Portugal, o administrador do BPI com o pelouro do turismo, Pedro Barreto, salienta que não se pode olhar para a retoma como uma “corrida de 100 metros”. Além do tempo que é preciso dar, o executivo do BPI destaca os desafios que o setor do turismo ainda terá de enfrentar, com os recursos humanos, desburocratização, formação e requalificação à cabeça.

De que forma é que um banco como o BPI olha para o setor do turismo e para as dificuldades e desafios que o setor enfrentou nestes dois anos? É inegável que temos um setor do turismo até março de 2020 e um setor do turismo pós março de 2020.
O setor do turismo é, a par da agricultura, um dos dois setores estratégicos para o BPI. Temos equipas dedicadas a este setor, temos uma oferta dedicada e uma série de eventos importantes. Portanto, é, claramente, um setor em que o banco quer estar, quer apoiar, e quer apoiar de forma crescente.

Como todos sabemos, foi o setor mais impactado pela pandemia e isso levou a quebras brutais quer do número de hóspedes, quer de receitas. É verdadeiramente surpreendente a resiliência do setor do turismo.

Confesso que, se me dissessem que o número de visitantes cairia 50% e que as receitas cairiam para menos de metade, iríamos ter uma série de problemas muito sérios.

Na minha opinião, é evidente que houve casos extramente difíceis e graves, mas a situação geral do setor ficou muito acima das minhas expectativas, pela positiva. O trabalho feito foi espetacular, de ajustamento, de melhoria da qualidade, de inovação e até de mudança de atitude acima de tudo.

Lembro-me de uma reunião que tivemos em que participou o Ferran Adrià [conhecido chef catalão, considerado um dos melhores e mais inovadores do mundo, ex-proprietário do restaurante El Bulli agora à frente do Bulli Lab] com uma série de clientes. Na altura, alguém perguntou, relativamente ao setor da restauração, o que é que pensava que, perante esta pandemia, deveríamos, em Portugal, mudar em termos de inovação. E a resposta dele foi muito interessante, salientando que somos muito bons a cozinhar. A questão, segundo Adriá, é de atitude. Dizia ele que, se em Portugal estavam habituados a fechar ao domingo, mas se têm clientes, têm de abrir ao domingo. Se não faziam take away, pois bem, têm de fazer take away. Foi esta adaptação, esta atitude de enfrentar os problemas que mais distinguiu o setor do turismo nestes últimos dois anos.

Foi, então, preciso uma pandemia para o setor, e não diria só do turismo, englobando a restauração, hotelaria, agências e operadores, acordar?
As crises fazem despertar essas mudanças, às vezes estruturais, e penso que o turismo fez isso muito bem.

Felizmente visito muitos clientes e tenho verificado que o aumento da qualidade da nossa oferta, nos últimos dois anos, é absolutamente notável. A melhoria dos procedimentos e dos processos. É fantástico.

Temos um grande desafio que são os recursos humanos. Mas eu acho que o balanço é francamente positivo e muito melhor do que as expectativas iniciais.

Um dos aspetos que mais se fala é, de facto, tentar perceber quando é que este setor volta ao que era, nomeadamente, ao ano de 2019, ano histórico no turismo em Portugal. Eu não vou perguntar quando é que essa retoma se vai dar, mas a minha pergunta é, teme que se possa perder alguma coisa do que se ganhou em termos desses processos, da qualidade, da inovação, ganhos com a pandemia.
Não. Estou muito otimista e tenho falado com vários hoteleiros e há expectativas quanto ao aumento das reservas já a partir de abril.

Acho que vai ser um ano, mesmo tendo um trimestre muito difícil, absolutamente fantástico. A própria Organização Mundial do Turismo (OMT) admite que se possa atingir, já em 2023, os números de 2019, quando anteriormente se apontava somente para 2024.

Sinceramente, acredito que vai ser mais rápido e que conseguimos uma coisa que é muito difícil de conseguir: aumentar a qualidade e termos mais turistas que estão mais tempo em Portugal. Isso é muito importante para captar quem tem capacidade para investir mais em Portugal.

 

É verdadeiramente surpreendente a resiliência do setor do turismo

 

Mas acredita que possamos atingir a tão falada meta do Plano “Reativar o Turismo | Construir o Futuro” de, em 2027, ultrapassar os 27 mil milhões de euros de receitas turísticas e 80 milhões de dormidas?
Estou e sou otimista. Nós portugueses temos qualidades fantásticas como a capacidade de falar línguas, a capacidade de sermos simpáticos, de receber bem, temos um clima absolutamente fantástico – neste momento até bom demais porque não chove e isto pode vir a ser um problema para a agricultura, mas para o turismo é muito bom.

Vamos ter investimentos também na oferta para a terceira idade e vamos, claramente, ser um destino que vai ganhar muitos visitantes por essa via.

Responder às necessidades com tempo
Mas voltando atrás e a um tempo não tão positivo e otimista, quais foram, de facto, as maiores necessidades que uma entidade bancária como o BPI sentiu por parte dos seus clientes?
Acima de tudo, e não se aplica só ao turismo, é preciso dar tempo. Mais do que dar dinheiro, é preciso dar tempo.

Naturalmente, houve uma questão muito importante para resolver e que se prendeu com a questão laboral. Foi muito importante. Agora, o trabalho a fazer está na parte fiscal. Mas lá está, temos de dar tempo. Os projetos que avançaram mesmo antes da pandemia, o que eles precisam é de tempo, porque o potencial está lá, a qualidade está lá, e, muitas vezes, o que não está lá ou não se dá é tempo.

Há que olhar para esta situação não como uma corrida de 100 metros, mas como uma maratona?
Claro. Não pode ser vista como uma corrida de 100 metros, senão muitos ficarão pelo caminho.

E além do fator tempo, é fundamental o fator da comunicação e aqui o trabalho do Turismo de Portugal melhorou imenso e tem feito um excelente trabalho nessa matéria. Portugal está na moda, mas o estar na moda dá muito trabalho. E não é uma coisa que aparece de um dia para o outro, não é uma questão de sorte. Resulta de muito trabalho e os vários stakeholders do setor do turismo têm feito um trabalho fantástico. E é isso que temos de continuar a fazer.

Mas o importante não é só estar na moda, é conseguir manter-se na moda.
Temos de continuar a fazer o que temos feito e melhorar permanente a qualidade.

É impressionante vermos o nível da oferta que temos hoje de restaurantes e de hotéis. E não falo de tudo o que apareceu de novo. É o que já cá estava. Tenho amigos estrangeiros que vêm cá e ficam boquiabertos, porque achavam que iam encontrar um país muito menos desenvolvido, com uma oferta muito menos rica e ficam verdadeiramente encantados.

Exposição excessiva ao turismo?
Relativamente ao banco, o BPI aumentou a exposição às empresas de alojamento e restauração para o nível mais alto. Esta realidade vivida em 2020 e 2021 foi muito diferente em relação ao ano de 2020?
O que fizemos foi manter essa lógica de apoio ao setor, não só pelo lado da oferta, mas muito pelo lado da procura.

Houve vários empresários que estavam a pensar avançar com novos hotéis e que pararam. Pararam para pensar de forma prudente. Agora voltamos a verificar que esses projetos estão novamente a avançar e o banco está totalmente disponível para voltar a apoiá-los como já fazia anteriormente.

Mas o Banco de Portugal colocou a banca como um dos setores com maior probabilidade de incumprimento do crédito. Essa análise, na sua ótica, mantém-se ou é algo que não deve ser visto por esse prisma?
Não. Há um fator que influenciou o Banco de Portugal que foi o tema das moratórias, pois os bancos tiveram um volume muito elevado de moratórias. A verdade é que, por grande mérito das empresas, as moratórias acabaram e não se sente o problema.

Por isso, como em todas as crises, quando temos uma percentagem muito elevada de clientes que pedem moratória, vemos que essas pessoas vão voltar a pagar. Mais uma vez, reforço, precisamos, ou melhor, precisam de tempo e no caso do setor do turismo isso é claro.

Como disse, estou muito otimista já em relação a 2022 e, concluindo, penso que se trata de um setor onde não vamos ter muitos problemas.

Portanto, não teme o desaparecimento de muitos players do setor do turismo?
Sinceramente, acho que isso não vai acontecer. Os problemas que existem, já existiam antes da pandemia. Não são ou foram provocados pela pandemia.

Dou-lhe o exemplo da restauração onde, mal a crise apareceu, houve logo uma série de restaurantes que fecharam, mas outros, empresas familiares, que demonstraram uma grande flexibilidade. Houve logo esse ajustamento da oferta.

 

Acima de tudo, e não se aplica só ao turismo, é preciso dar tempo. Mais do que dar dinheiro, é preciso dar tempo

 

Esse ajustamento era necessário?
Sim, esse ajustamento era necessário, mas não tenho dúvidas que, o que sai desse ajustamento, são empresas mais fortes, de maior qualidade e mais focadas. É fundamental continuarmos a melhorar a qualidade, porque temos um potencial enorme.

Temos um potencial enorme de captar o segmento mais alto do turismo e acho que o estamos a fazer e bem.

O desafio da qualidade
É aí que Portugal deve apostar as “fichas”, nesse segmento mais alto, de qualidade?
Não deve, tem de apostar. E tem de fazê-lo não só externamente como internamente.

Até porque há muitos portugueses que desconhecem ou desconheciam o seu próprio país.
Nas minhas funções, estive durante sete anos à frente da rede balcões, tenho há quatro a banca de empresas, e andava sempre a viajar e garanto-lhe que temos um país fantástico.

Claro que esses destinos têm ainda um longo caminho a percorrer e estão a fazê-lo muito bem. Mas reconheço que ainda estamos no início.

No final do ano passado a diretora da Organização Mundial do Turismo (OMT) para a Europa, Alessandra Priante, dizia que a vantagem de Portugal, neste momento, era ser ainda um destino desconhecido e, por isso, a procura pelo país Portugal, pelo destino Portugal, só tenha um caminho: crescer.
Não tenho dúvidas nenhumas. E isso vai continuar a acontecer. Diria que temos um desafio no número de visitantes, mas temos um desafio e um potencial ainda maior na receita.

O que poderá acontecer é que para o português, Portugal está a ficar mais caro, mas para os turistas estrangeiros, para a qualidade que oferecemos, a relação preço/qualidade é ímpar.

Acredita que isso fará com que o setor do turismo volte a esquecer um bocadinho o turismo interno?
Não, porque há muitos portugueses que não conheciam bem o seu país e a pandemia permitiu conhecerem coisas fantásticas que existem em Portugal.

Mas temos o problema do arranque das viagens de longo curso e das viagens de negócios?
As viagens de um dia para fazer negócios poderão sofrer um pouco, sem dúvida. Mas recordo aquando do ataque às Torres Gémeas que se dizia que as pessoas não iriam viajar mais de avião.

Claro que as empresas não vão deixar os custos voltar ao que eram, já que apareceram alternativas que funcionam. O digital trouxe um ajustamento na forma de olhar para essas viagens de negócios. Lá está novamente o ajustamento.

Posicionamento pró-ativo
Regressando ao BPI, qual foi a solução ou produto mais procurado pelo setor do turismo durante este período de pandemia?
De facto, houve uma inflexão. Houve uma maior procura, e não só pelo setor do turismo, pelas linhas de apoio à economia e que permitiram a clientes e empresas ter créditos mais longos (mais uma vez, o tema de dar tempo) a taxas mais baratas e com um período importante de carência.

Os bancos têm um grande desafio de serem relevantes para os clientes, têm de trazer valor acrescentado. Passou a existir uma especialização e uma segmentação clara da oferta que não havia, de forma tão acentuada, há uns anos. Por isso, lançámos uma equipa dedicada só aos setores da agricultura e turismo e também para a parte do imobiliário.

Os clientes têm o seu dia-a-dia que não permite conhecer todas as linhas de apoio e todos os serviços. Daí termos essas equipas dedicadas para ajudá-los a organizar melhor os seus investimentos.

Dou-lhe o exemplo da agricultura onde o banco apostou a sério há mais de 10 anos. Não era um setor evidente. Agora toda a gente diz que é evidente.

Decidimos investir no turismo ainda antes da pandemia. Com base naquilo que vejo hoje, acho que foram duas decisões absolutamente acertadas.

Atualmente, temos quotas de 20% no setor da agricultura e queremos isso para o turismo.

Isso faz-se com mais produtos, mais soluções, mais serviço, mas também com uma simplificação de oferta. Não é por termos mais produtos, mais serviços que somos relevantes. É por termos uma oferta ajustada ao que o setor precisa e apresentá-la de forma simples.

 

Não é por termos mais produtos, mais serviços que somos relevantes. É por termos uma oferta ajustada ao que o setor precisa e apresentá-la de forma simples

 

E, de certa forma, desburocratizar os processos?
Sem dúvida. Explicar porque é que, quando o Governo lançou as linhas de apoio à economia, o dinheiro não chegava à economia. Não chegava precisamente, porque o processo era muito complexo.

Foram tomadas decisões importantes pelo Governo para simplificar os processos, mas ainda assim, em Portugal exige-se papéis a mais. No caso das linhas para a economia era preciso entregar 17 documentos para uma empresa candidatar-se a uma linha de emergência.

Que, como o nome indica, é de emergência?
Exato. Mantivemos contactos com as autoridades para agilizar processos e mesmo internamente o BP foi proativo e não ficou à espera.

Falou no Governo, Governo esse que toma posse no próximo dia 23 de fevereiro. Se tivesse que indicar algumas medidas a tomar rapidamente para ajudar o setor do turismo, quais seriam?
Desburocratização é absolutamente fundamental. Além disso, formação e requalificação. Também aqui, os cursos existentes são excessivamente longos.

Uma pessoa que queira mudar de vida e queira aprender a trabalhar na área do turismo, demora muito tempo a conseguir essa requalificação.

Essa questão dos recursos humanos é um dos problemas colocados pela pandemia. Como é que olha para essa renovação e/ou requalificação dos quadros?
Vejo-o como um grande desafio. Não existem cursos pensados para o curto prazo.

Temos pessoas muito bem formadas, mas depois a oferta continua a ter salários muito baixos e rapidamente se começa a pensar em ir lá para fora. Há que pensar na questão fiscal.

Viagens sustentáveis
Inovação e sustentabilidade são outros dos temas.
Sim, mas na questão da sustentabilidade até estamos bem. As pessoas, cada vez mais, procuram experiências, turismo inovador e autêntico. No BPI tenho, também, a responsabilidade da sustentabilidade. Acabámos de concluir o nosso Plano Diretor de Sustentabilidade, feito em cooperação, obviamente, com o CaixaBank, e que inclui já uma série de ideias de ajustamentos dos nossos serviços e da nossa oferta. Na nossa comunicação temos perto 120 ideias nesse sentido e, a questão da sustentabilidade vai transformar o mundo.

É uma pena que a Europa esteja sozinha na vanguarda deste tema. Estamos mais avançados que os EUA, por exemplo, e é muito importante que outros países e continentes invistam nesta questão que é um movimento incontornável e imparável.

Há, por exemplo, objetivos muito claros que estão definidos, quais são as metas a atingir pelos bancos.

 

Desburocratização é absolutamente fundamental

 

No BPI analisa-se os projetos também por esse prisma da sustentabilidade?
Claramente. Também aqui vamos ser pró-ativos e, mais uma vez, iremos falar com os nossos clientes no setor do turismo para fazer investimentos no sentido da sustentabilidade quer seja no aproveitamento das águas, na parte energética, minimizar o desperdício.

Diria que é um grande desafio, mas uma grande oportunidade e o banco que está, precisamente, a estruturar muito bem a informação e a preparar-nos para cada um dos principais setores.

As pessoas irão viajar em função da sustentabilidade do destino?
Sem dúvida, principalmente nas camadas mais jovens. Nós temos condições absolutamente excecionais para sermos um dos países que mais vai beneficiar com esta alteração de mentalidade.

O patrocínio do BPI à BTL não é de hoje, vem de 2016. Que tipo de patrocínio é esse e que benefício é que o BPI, de facto, retira do patrocínio à BTL. Como é que o BPI de facto se posiciona naquela que é a maior evento do setor do turismo em Portugal?
Tal como referi, há anos que decidimos apostar em dois setores estratégicos: agricultura e turismo. Na agricultura, estamos na Feira Nacional da Agricultura e na Ovibeja. No turismo, estamos na BTL e é um apoio para manter.

É um local que nos permite estar com os clientes do banco, falar com eles. Não é só ouvir, mas é também aconselhar. Lá está a proatividade. Os bancos têm que ser proativos e as equipas comerciais não podem estar à espera que os clientes entrem pela porta do banco.

Para o BPI o que seria uma BTL de sucesso?
Seria uma BTL com o número de participantes, pelo menos igual, a 2019, com a qualidade que eu tenho visto, com uma oferta muito bem organizada e com os expositores de elevada qualidade. Essa imagem de qualidade é fundamental, do país, dos destinos, das pessoas.

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WTTC quer governos mais ambicioso no combate à pegada climática

Com o lançamento da primeira pesquisa de âmbito ambiental e social, o WTTC deu o pontapé de saída para que o setor do turismo e viagens dê o exemplo no combate às alterações climáticas. Contudo, a presidente e CEO do organismo, Julia Simpson, salientou que nada se faz se a ajuda e apoio dos governos.

Victor Jorge

O World Travel & Tourism Council (WTTC) divulgou durante a 22.ª Cimeira Global, realizada em Riade, na Arábia Saudita, novos dados inovadores detalhas referentes à pegada climática do setor global do turismo e viagens.

Pela primeira vez no mundo, esta pesquisa abrange 185 países em todas as regiões e será atualizada a cada ano com os números mais recentes.

Estimativas anteriores sugeriram que o setor global do turismo e viagens era responsável por até 11% de todas as emissões. No entanto, esta pesquisa pioneira do WTTC mostra que, em 2019, as emissões de gases de efeito estufa do setor totalizaram apenas 8,1% das emissões globais.

A divergência entre o crescimento económico do setor e da sua pegada climática entre 2010 e 2019 é uma evidência de que o crescimento económico do setor do turismo e viagens está a dissociar-se se das suas emissões de gases de efeito estufa.

Estas emissões têm diminuído de forma consistente desde 2010 como resultado da evolução tecnológica, bem como da introdução de uma série de medidas de eficiência energética nas indústrias do setor.

Entre 2010 e 2019, o PIB do setor do turismo e viagens cresceu, em média 4,3%, ao ano, enquanto a pegada ambiental aumentou apenas 2,4%.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, anunciou as descobertas da Pesquisa Ambiental e Social (Environmental & Social Research, em inglês – ESR), num dos maiores projetos de pesquisa já realizado já realizado neste âmbito, dando a possibilidade ao WTTC de, pela primeira vez, relatar e rastrear com precisão o impacto que as indústrias do setor têm no meio ambiente.

A Pesquisa Ambiental e Social (ESR) mais ampla incluirá medidas do impacto do setor em relação a uma série de indicadores, incluindo poluentes, fontes de energia, uso de água, bem como dados sociais, incluindo idade, salário e perfis de género e empregos relacionados com o turismo e viagens.

Segundo o WTTC, “os governos de todo o mundo têm agora uma ferramenta para dar indicação sobre a tomada de decisão e acelerar a mudança ambiental com mais precisão”.

Nesse sentido, Julia Simpson salienta que “até agora não tínhamos uma maneira setorial de medir com precisão a nossa pegada climática. Esses dados fornecerão aos governos as informações detalhadas de que precisam para progredir em relação ao Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

“O setor do turismo e viagens está a realizar grandes progressos no sentido da descarbonização, mas os governos devem definir a as etapas de atuação. Precisamos de um foco forte no aumento da produção de combustíveis de aviação sustentável com incentivos governamentais. A tecnologia existe. Também precisamos de um maior uso de energia renovável nas nossas redes nacionais, para que, quando acendemos a luz num quarto de hotel, tenhamos a certeza que estamos a utilizar uma fonte de energia sustentável”.

“A chave é tornarmo-nos mais eficientes e dissociarmos a taxa de crescimento da quantidade de energia que consumimos. A partir de hoje, cada decisão, cada mudança levará a um futuro melhor e mais brilhante para todos”, concluiu Julia Simpson.

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Norwegian liga Copenhaga a Madrid

A nova rota da Norwegian terá dois voos semanais, enquanto o voo já existente para Oslo passa a ter quatro frequências por semana.

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A Norwegian passará a ligar a capital da Dinamarca (Copenhaga) ao aeroporto de Barajas, em Madrid, com uma frequência de dois voos por semana. Ao mesmo tempo, a companhia aérea norueguesa passa a ligar Oslo a Madrid com quatro voos semanais, duplicando, assim, a frequência.

Desta forma, os voos que ligam Madrid a Copenhaga terão voos às quinta-feiras e aos domingos a partir de 22 de junho de 2023.

A ligação Madrid – Oslo, continuará a ter dois voos por semana (segundas e sextas-ferias) até 16 de junho, passando a quatro frequências (segundas, quintas, sextas-feiras e domingo) a partir de 19 de junho.

Antes da pandemia, a Norwegian ja ligava Madrid a Copenhaga, rota que regressa ao programa de voos da companhia depois de uma ausência de quase três anos.

Magnus Maursund, Group Director for Network, Pricing & Optimization da Norwegian, salienta que “a temporada de verão que acabamos de deixar mostrou que o desejo de viajar nos países nórdicos é bastante grande, e esperamos que este desenvolvimento continue em 2023. Com um aumento no número de rotas e também no volume de frequências, estamos bem preparados para atender ao aumento esperado na procura por voos da Norwegian”.

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Imposto turístico já rendeu a Cabo Verde mais do que o esperado para todo o ano

Cabo Verde arrecadou em nove meses 4,7 milhões de euros com a taxa paga obrigatoriamente pelos turistas, mais do que o esperado inicialmente pelo Governo para todo o ano de 2022, segundo dados oficiais.

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De acordo com um relatório do Ministério das Finanças sobre a execução orçamental de janeiro a setembro, as receitas da contribuição turística ascenderam neste período a 521 milhões de escudos (4,7 milhões de euros), equivalente a 110% do orçamentado pelo Governo para o ano de 2022, que é de 475 milhões de escudos (4,3 milhões de euros).

Este valor representa “um aumento exponencial face ao montante cobrado no mesmo período de 2021”, o que “demonstra a retoma gradual da atividade turística”, lê-se no relatório do Ministério das Finanças.

A contribuição turística foi introduzida pelo Governo cabo-verdiano em maio de 2013, com todas as unidades hoteleiras e similares obrigadas a cobrar 220 escudos (dois euros) por cada pernoita até dez dias, a cada turista com mais de 16 anos.

O desempenho desta taxa nos primeiros nove meses de 2022 compara ainda com apenas 55 milhões de escudos (495 mil euros) arrecadados no mesmo período de 2021.

O ministro dos Transportes e do Turismo, Carlos Santos, afirmou em 11 de novembro que 2022 está a ser um “ano muito bom” na procura turística pelo arquipélago e que não espera impactos negativos no anunciado aumento na taxa turística cobrada nos hotéis.

“Este ano já estamos a decorrer com dez meses, de janeiro a outubro, e já temos recebido e acolhido cerca de 80% em termos de número de turistas, daquilo que foi o período homólogo de 2019”, disse o ministro, no parlamento.

“Isto significa que vamos ter um ano muito bom e 2023 também vai ser um ano de uma retoma”, acrescentou.

Depois de registar um recorde de 819 mil turistas em 2019, o setor, que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde, viu a procura cair mais de 60% em 2020, devido às restrições impostas para conter a pandemia de covid-19.

Entretanto, o imposto pago obrigatoriamente pelos turistas nos hotéis cabo-verdianos vai aumentar 25% a partir de janeiro, para 276 escudos (2,50 euros) por noite, com o Governo a esperar arrecadar 8,6 milhões de euros em todo o ano de 2023.

Segundo a lei do Orçamento do Estado para 2023, já aprovada pelo parlamento, o Governo prevê essa alteração no artigo 24.º, e nos documentos de suporte orçamental refere que estima arrecadar 946 milhões de escudos (8,6 milhões de euros) com essa receita no próximo ano.

“Com o compromisso que nós temos, que é de eliminar a pobreza extrema e reduzir a pobreza absoluta, entendemos que poderia ser uma forma de financiar o fundo ‘Mais’, que permite fazer um investimento forte na área social, na construção de creches, espaços de tempo para juventude, espaços para terceira idade e entendemos que poderíamos aumentar em 50 cêntimos, ou seja 50 escudos, a taxa turística paga pelos turistas quando pernoitam nos hotéis”, respondeu o ministro Carlos Santos, questionado pelos deputados.

As receitas com esta taxa caíram para metade de 2020 para 2021, renovando mínimos de 145 milhões de escudos (1,3 milhões de euros), segundo um relatório anterior do Ministério das Finanças.

Tratou-se de uma quebra de 51% face aos 296,6 milhões de escudos (2,6 milhões de euros) em 2020 – receita essencialmente obtida no primeiro trimestre -, ano em que de março a outubro Cabo Verde suspendeu as ligações aéreas internacionais para conter a transmissão da covid-19, o que se traduziu numa quebra de 70% na procura turística.

Em 2019, este imposto garantiu um máximo histórico de 992 milhões de escudos (8,9 milhões de euros) em receitas.

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Airmet já tem 300 agências em Portugal

O ano de 2022 termina com a Airmet a atingir as três dezenas de agência no nosso país. Luís Henriques, diretor-geral do grupo, refere que 2023 será o início de uma nova jornada de “ainda maior crescimento”.

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O grupo Airmet atingiu a marca das 300 agências de viagens em Portugal, feito irá ser celebrado, segundo avança o grupo em comunicado, durante a sua 19.ª Convenção Nacional a realizar entre 27 e 29 de janeiro do próximo ano, no Funchal, Madeira.

Luís Henriques, diretor-geral do Grupo afirma, na mesma nota, que “a Airmet foi o grupo que mais cresceu organicamente em Portugal durante 2022, se excluirmos fusões e aquisições”, salientando que “é um sinal claro que para crescer estruturalmente é fundamental criar valor acrescentado para as agências de viagens e nesta vertente, tenho a certeza de que somos o melhor grupo de gestão em Portugal”.

Num período em que o setor do turismo se reergue em pós-pandemia, o diretor-geral adianta ainda que “consideramos que as agências de viagem necessitam, mais que nunca, de um suporte seguro. Nós damos essa base e este crescimento é resultado desse trabalho consistente e árduo de toda a equipa, assim como da alteração de estratégia implementada no início 2021, que visa o aumento da rentabilidade das agências.”

Luís Henriques acrescenta que 2023 será o início de uma nova jornada de “ainda maior crescimento” que passará “pela implementação contínua de soluções inovadoras e um serviço exclusivo, que visa impulsionar a atividade dos nossos clientes”.

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GuestReady compra AYS Madeira Property Management e expande operações à Madeira

Depois da Oporto City Flats, em 2019, e da The Porto Concierge, em 2021, a GuestReady junta, agora, a AYS Madeira ao seu portefólio. Com esta expansão para o arquipélago, o portefólio da GuestReady ultrapassa as 1.100 propriedades geridas.

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A GuestReady acaba de adquirir o portefólio e operações da AYS Madeira Property Management expandindo-se, assim, para o arquipélago da Madeira.

A GuestReady junta, desta maneira, dezenas de propriedades na Madeira e em Porto Santo, constituindo esta a terceira aquisição da empresa em Portugal, depois da Oporto City Flats e da The Porto Concierge.

A empresa que atua no mercado da gestão de alojamento local em Portugal informa, em comunicado, que “todos os atuais funcionários da empresa integrarão a equipa da GuestReady Madeira ficando responsáveis pela continuidade das operações no arquipélago”.

Rui Silva, Managing Director da GuestReady em Portugal e Espanha, refere na mesma nota que, “a empresa tem um novo rosto, mas os mesmos funcionários, a mesma qualidade de excelência e o know-how local”.

“Com a integração na GuestReady as equipas terão acesso a mais recursos e a um software integrado que se desenvolverá de forma personalizada às suas necessidades o que permitirá às operações locais usufruir de melhores condições de crescimento”, sublinha o responsável pela empresa no mercado ibérico.

A GuestReady adquire assim um portefólio de dezenas de propriedades maioritariamente localizadas na ilha da Madeira — no Caniço, na Calheta e no Funchal —, e em Porto Santo. “Temos uma sólida e consistente carteira de clientes que irá beneficiar desta integração”, adianta Cecilia Lewington, sócia-gerente da da AYS Madeira Property Management e nova Business Developer da GuestReady Madeira.

Desde que a GuestReady chegou a Portugal em 2018 já adquiriu três empresas nacionais: a Oporto City Flats, em 2019, a The Porto Concierge, em 2021 e agora conta-se a terceira, com a AYS Madeira. Com esta expansão para o arquipélago, o portefólio da GuestReady já ultrapassa as 1.100 propriedades geridas.

“Arrancamos com as nossas operações na Madeira a poucas semanas de um dos períodos mais requisitados na ilha: a passagem de ano. Parece-nos o momento ideal para iniciar este novo capítulo para a GuestReady, com a certeza de que queremos continuar a chegar mais longe”, conclui Rui Silva.

Só em 2022 a GuestReady já adquiriu e integrou três empresas de gestão de propriedades europeias: duas em França e a mais recente em Portugal, na Madeira.

Globalmente, a GuestReady conta com 330 colaboradores, sendo que em Portugal e Espanha são mais de uma centena, gerindo, atualmente, mais de 4.000 propriedades em mais de 50 cidades em sete países onde está presente.

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Nova edição: Entrevistas APAVT, SETCS, TPNP, FITUR, Emirates e Réveillon

A próxima edição do jornal Publituris publica neste número várias entrevistas. A primeira é ao presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, a poucos dias do 47. Congresso da associação. Entrevistados foram, também, Rita Marques, na altura ainda SETCS, e Luís Pedro Martins, presidente do TPNP, por altura do WTM London, bem como Maria Valcare, diretora da FITUR, e David Quito, country manager da Emirates. O dossier desta edição é dedicado ao “Réveillon”.

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A próxima edição do jornal Publituris faz capa com uma entrevista a Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT), a poucos dias do arranque do 47.º Congresso da associação que se realiza nos Açores, de 8 a 11 de dezembro.

Ao Publituris, Pedro Costa Ferreira admitiu não acreditar que 2023 acompanhe o crescimento do setor do turismo registado em 2022, até porque “incerteza” é a palavra-chave para o ano que vem. Também para 2023 não é esperada uma decisão relativamente ao novo aeroporto, embora saliente que, antes de uma primeira reunião da Comissão de Acompanhamento, a localização já esteja decidida, uma vez que há que defenda Alcochete.

No que diz respeito à TAP, o presidente da APAVT diz que o que a associação “precisa, é de uma TAP que consiga desenvolver o processo de crescimento e que consiga segurar o ‘hub’ português”, além de “ter êxito no processo de recuperação”.

O Publituris marcou presença, enquanto Media Partner, no World Travel Market London 2022. Nas inúmeras conferências realizadas durante o evento, não faltaram temas como os recursos humanos, tecnologia, sustentabilidade, os “novos” turistas” e o “novo” turismo. Contudo, a palavra “incerteza” esteve presente em todos os painéis num evento marcado pela necessidade de “repensar o turismo”.

Entrevistada imediatamente após o final da Conferência dos Ministros do Turismo, durante o World Travel Market London 2022 (WTM), a agora ex-secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, entretanto substituída por Nuno Jorge Cardona Fazenda de Almeida, admitiu que “em momento algum identificamos a necessidade, depois de dois anos volvidos de pandemia, de melhorar ou alterar substancialmente a nossa estratégia”. Por isso, o otimismo para 2022 é grande e a possibilidade de se atingir os 20 mil milhões de euros em receitas é ainda maior.

Provavelmente na última entrevista que deu enquanto SETCS, Rita Marques salientou que, “mais do que ‘rethink tourism’, o que temos de fazer é execute the strategy’. Agora será outro a executá-la.

Também durante o WTM 2022, falámos com Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), que admitiu que o turismo está “finalmente de regresso”. A poucos dias de receber o prémio ‘Gold Trophy’ pelo filme promocional ‘The Majestic Adventures of Ofelia de Souza’, nos New York Festival TV & Film Awards, salientou que, sem guerra a região estaria a crescer a “números incríveis”. Contudo reconhece que “é importante não esquecer a necessidade de manter um plano B, porque não havendo uma pandemia, há uma guerra e haverá uma retração de muitas economias”.

Ainda na seção “Meeting Industry”, e a menos de dois meses do arranque do evento que dá o pontapé de saída no universo das feiras de turismo no mundo, Maria Valcare, diretora da FITUR, diz que “o fio condutor comum a tudo o que a FITUR mostra, é o crescimento sustentável”. Com várias FITUR dentro da FITUR, a novidade da edição de 2023 está na aposta no turismo desportivo com a FITUR Sports.

O “dossier” desta edição é dedicado ao Réveillon, momento alto para o turismo, que começa a ressentir-se do aumento dos preços provocado pela inflação, mas não no que à venda de viagens de Fim de Ano diz respeito. O Publituris conversou com oito operadores turísticos e agências de viagens, que garantem o crescimento da procura por programas nesta época muito desejada para destinos como a Madeira, Brasil e Cabo Verde. Num contexto de crise, o setor torna-se mais competitivo, mas “continua a existir mercado para todo o tipo de produtos”.

Constrangido por “limitações económicas e pandémicas”, o viajante português manifesta preocupação pelos grandes fluxos de passageiros nos aeroportos, taxas de ocupação das companhias aéreas e dos hotéis e, especialmente, pela questão da segurança sanitária (e agora também física) dos destinos a eleger. Agências e operadores “reajustam a oferta à procura expectável”, em função da “disponibilidade e necessidades dos clientes” que, “mais seletivos e exigentes”, não dispensam a celebração com jantar e festa caraterística do Réveillon.

E a um mês da grande festa que celebra a Passagem de Ano em quase todo o mundo, a Publituris reúne algumas das melhores programações turísticas que para o Réveillon 2022.

Nos “Transportes”, a comemorar uma década em Portugal, a Emirates está a viver um período positivo e a registar taxas de ocupação elevadas na rota de Lisboa, que volta a contar com dois voos diários.

David Quito, country manager da Emirates para Portugal, admite que “Portugal é, hoje, um destino fundamental para a Emirates, apesar do período negro da pandemia”.

Além dos “Check-in”, as opiniões desta edição pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Miguel Mello do Rego (Allianz Partners Portugal), Sílvia Dias (Savoy Signature), Pedro Castro (SkyExpert), contando ainda com o “Observatório”, de António Paquete (economista e consultor de empresa), e de uma “Análise” de Luiz S. Marques (Dreams – Universidade Lusófona).

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Edição digital: Entrevistas APAVT, SETCS, TPNP, FITUR, Emirates e Réveillon

A próxima edição do jornal Publituris publica neste número várias entrevistas. A primeira é ao presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, a poucos dias do 47. Congresso da associação. Entrevistados foram, também, Rita Marques, na altura ainda SETCS, e Luís Pedro Martins, presidente do TPNP, por altura do WTM London, bem como Maria Valcare, diretora da FITUR, e David Quito, country manager da Emirates. O dossier desta edição é dedicado ao “Réveillon”.

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A próxima edição do jornal Publituris faz capa com uma entrevista a Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT), a poucos dias do arranque do 47.º Congresso da associação que se realiza nos Açores, de 8 a 11 de dezembro.

Ao Publituris, Pedro Costa Ferreira admitiu não acreditar que 2023 acompanhe o crescimento do setor do turismo registado em 2022, até porque “incerteza” é a palavra-chave para o ano que vem. Também para 2023 não é esperada uma decisão relativamente ao novo aeroporto, embora saliente que, antes de uma primeira reunião da Comissão de Acompanhamento, a localização já esteja decidida, uma vez que há que defenda Alcochete.

No que diz respeito à TAP, o presidente da APAVT diz que o que a associação “precisa, é de uma TAP que consiga desenvolver o processo de crescimento e que consiga segurar o ‘hub’ português”, além de “ter êxito no processo de recuperação”.

O Publituris marcou presença, enquanto Media Partner, no World Travel Market London 2022. Nas inúmeras conferências realizadas durante o evento, não faltaram temas como os recursos humanos, tecnologia, sustentabilidade, os “novos” turistas” e o “novo” turismo. Contudo, a palavra “incerteza” esteve presente em todos os painéis num evento marcado pela necessidade de “repensar o turismo”.

Entrevistada imediatamente após o final da Conferência dos Ministros do Turismo, durante o World Travel Market London 2022 (WTM), a agora ex-secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, entretanto substituída por Nuno Jorge Cardona Fazenda de Almeida, admitiu que “em momento algum identificamos a necessidade, depois de dois anos volvidos de pandemia, de melhorar ou alterar substancialmente a nossa estratégia”. Por isso, o otimismo para 2022 é grande e a possibilidade de se atingir os 20 mil milhões de euros em receitas é ainda maior.

Provavelmente na última entrevista que deu enquanto SETCS, Rita Marques salientou que, “mais do que ‘rethink tourism’, o que temos de fazer é execute the strategy’. Agora será outro a executar essa estratégia.

Também durante o WTM 2022, falámos com Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), que admitiu que o turismo está “finalmente de regresso”. A poucos dias de receber o prémio ‘Gold Trophy’ pelo filme promocional ‘The Majestic Adventures of Ofelia de Souza’, nos New York Festival TV & Film Awards, salientou que, sem guerra a região estaria a crescer a “números incríveis”. Contudo reconhece que “é importante não esquecer a necessidade de manter um plano B, porque não havendo uma pandemia, há uma guerra e haverá uma retração de muitas economias”.

Ainda na seção “Meeting Industry”, e a menos de dois meses do arranque do evento que dá o pontapé de saída no universo das feiras de turismo no mundo, Maria Valcare, diretora da FITUR, diz que “o fio condutor comum a tudo o que a FITUR mostra, é o crescimento sustentável”. Com várias FITUR dentro da FITUR, a novidade da edição de 2023 está na aposta no turismo desportivo com a FITUR Sports.

O “dossier” desta edição é dedicado ao Réveillon, momento alto para o turismo, que começa a ressentir-se do aumento dos preços provocado pela inflação, mas não no que à venda de viagens de Fim de Ano diz respeito. O Publituris conversou com oito operadores turísticos e agências de viagens, que garantem o crescimento da procura por programas nesta época muito desejada para destinos como a Madeira, Brasil e Cabo Verde. Num contexto de crise, o setor torna-se mais competitivo, mas “continua a existir mercado para todo o tipo de produtos”.

Constrangido por “limitações económicas e pandémicas”, o viajante português manifesta preocupação pelos grandes fluxos de passageiros nos aeroportos, taxas de ocupação das companhias aéreas e dos hotéis e, especialmente, pela questão da segurança sanitária (e agora também física) dos destinos a eleger. Agências e operadores “reajustam a oferta à procura expectável”, em função da “disponibilidade e necessidades dos clientes” que, “mais seletivos e exigentes”, não dispensam a celebração com jantar e festa caraterística do Réveillon.

E a um mês da grande festa que celebra a Passagem de Ano em quase todo o mundo, a Publituris reúne algumas das melhores programações turísticas que para o Réveillon 2022.

Nos “Transportes”, a comemorar uma década em Portugal, a Emirates está a viver um período positivo e a registar taxas de ocupação elevadas na rota de Lisboa, que volta a contar com dois voos diários.

David Quito, country manager da Emirates para Portugal, admite que “Portugal é, hoje, um destino fundamental para a Emirates, apesar do período negro da pandemia”.

Além dos “Check-in”, as opiniões desta edição pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Miguel Mello do Rego (Allianz Partners Portugal), Sílvia Dias (Savoy Signature), Pedro Castro (SkyExpert), contando ainda com o “Observatório”, de António Paquete (economista e consultor de empresa), e de uma “Análise” de Luiz S. Marques (Dreams – Universidade Lusófona).

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CTP espera que novo SECTS “prossiga o trabalho de reforço do turismo na economia portuguesa”

Depois de anunciada a saída de Rita Marques, a CTP “agradece o serviço prestado em prol do turismo”, esperando que o novo responsável pela Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda de Almeida, “prossiga o trabalho, tendo em vista o reforço do papel do turismo na economia portuguesa”.

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A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) reagiu, em comunicado, à saída da secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, agradecendo-lhe “o serviço prestado em prol do turismo, durante estes anos que foi responsável pela tutela da atividade turística”.

Na breve nota de imprensa, a diz ter mantido sempre “um relacionamento institucional muito positivo com a secretária de Estado”, considerando que Rita Marques, nestes anos que esteve à frente desta pasta, “sempre se pautou por um diálogo aberto com a Confederação do Turismo de Portugal; mostrou-se conhecedora dos dossiers; reforçou o papel do Turismo como atividade essencial para a economia do País e esteve sempre disponível e atenta aos problemas que a atividade enfrentou, nomeadamente nos difíceis anos da pandemia”.

A concluir, a CTP espera que o novo secretário de Estado com a tutela do Turismo “prossiga o trabalho de parceria realizado até aqui, tendo em vista o reforço do papel do Turismo na economia portuguesa”.

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1.º Roadshow do Enoturismo aposta na diferenciação da oferta turística (c/ fotogaleria)

No 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa, organizado pelo jornal Publituris, em parceria com as CVR da Bairrada e de Lisboa, dezenas de produtores apresentaram novos projetos de enoturismo a agentes de viagens e operadores turísticos e vários representantes de organismos dos setores vitivinícola e do turismo.

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O 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa, organizado jornal Publituris, em parceria com as Comissões Vitivinícolas de Bairrada e de Lisboa, realizou-se a 23 e 24 de novembro em Lisboa e no Porto, respetivamente no Altis Grand Hotel e no Hotel HF Ipanema Park, na presença de dezenas de produtores que apresentaram novos projetos de enoturismo a agentes de viagens e operadores turísticos e vários representantes de organismos dos setores vitivinícola e do turismo.

Foi o caso da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, incluindo o seu presidente, Francisco Toscano Rico; da Comissão Vitivinícola da Bairrada, com a presença também do presidente, José Pedro Soares; do Turismo de Portugal, representado por Lídia Monteiro, Senior Director of Sales and Marketing do Turismo de Portugal; e do Turismo Centro de Portugal, cujo presidente, Pedro Machado participou também no Roadshow que teve lugar no Altis Grand Hotel, em Lisboa.

Reunindo quase duas dezenas de expositores, em representação das regiões de Lisboa e da Bairrada, a iniciativa permitiu às centenas de agentes de viagens presentes fazer networking e conhecer os vários projetos de enoturismo desenhados para momentos em família, casais, grupos, em stopover ou eventos corporate, dos produtores representados: Adega Cooperativa da Lourinhã, Adega Mãe, Manzwine, Quinta do Gradil, Quinta do Sanguinhal, Quinta das Carrafouchas, Quinta de Almiara, Quinta da Boa Esperança, Quinta dos Capuchos, Quinta do Monte d`Oiro, Quinta de Chocapalha, Quinta do Porto Nogueira, Caves Velhas, pertencentes às região vitivinícola de Lisboa, bem como Caves São João, Caves dos Solar de São Domingos, Luís Pato, Quinta das Bágeiras, Prior Lucas, Caves Messias, da região vitivinícola da Bairrada e, por fim, o Turismo do Centro.

Esta foi a 1.ª edição deste Roadshow que divulga o Enoturismo das Regiões Vinhateiras da Bairrada e Lisboa, tendo sido promovido pelas Comissões Vitivinícolas da Bairrada e de Lisboa. Apoiado pelo Turismo de Portugal, através do Programa de Qualificação da Oferta Enoturística da Região Centro, com recurso ao “Programa Valorizar ‐ Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior”, conta ainda com apoio institucional do Turismo do Centro de Portugal, e com a organização do Jornal Publituris.

A Publituris acompanhou, em reportagem, o 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa e dará conta ao leitor, na sua próxima edição, da perspetiva de produtores de vinho, agentes turísticos e organismos oficiais sobre o potencial do enoturismo no setor.

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Nuno Fazenda de Almeida substitui Rita Marques na Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços

Nuno Jorge Cardona Fazenda de Almeida substitui Rita Marques à frente da Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, estando a tomada de posse marcada para 2 de dezembro.

Victor Jorge

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aceitou esta terça-feira, 29 de novembro, as propostas do primeiro-ministro de exoneração de três secretários de Estado: dos Assuntos Fiscais, da Economia, e do Turismo, Comércio e Serviços.

Rita Marques deixa, assim, a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), cargo que ocupava desde outubro de 2019, sendo substituída por Nuno Jorge Cardona Fazenda de Almeida.

O novo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços tem uma licenciatura em Turismo, um Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais e um doutoramento em Planeamento Regional e Urbano.

Técnico Superior e professor Universitário de profissão, conforme se pode ler na biografia no site do Parlamento, o novo SETCS foi deputado nas XIV e XV legislaturas, pelo círculo de Castelo Branco tendo ocupado o cargo de diretor do Departamento de Gestão de Programas Comunitários no Turismo de Portugal.

Recorde-se que Rita Marques ocupava a Secretaria de Estado do Turismo desde outubro de 2019 (acumulando a partir da tomada de posse do XXIII Governo as pastas do Comércio e Serviços), tendo substituído Ana Mendes Godinho que na altura subiu a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Antes de ocupar o lugar de secretária de Estado do Turismo, Rita Marques era CEO da Portugal Ventures.

Nas restantes secretarias de Estado, António Mendonça Mendes ocupará o cargo de secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, enquanto, Pedro Jorge Cilínio passa a ser o novo secretário de Estado da Economia

A posse dos novos titulares terá lugar na próxima sexta-feira, 2 de dezembro, pelas 12h00, no Palácio de Belém.

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