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Esta mensagem é dirigida a si, que está desse lado, que é leitor, anunciante e a nossa fonte de informação. Daqui, quem fala é a equipa do Publituris. Somos velhos conhecidos. Estamos juntos de segunda a sexta-feira. Às 7h00 marcamos encontro no seu email e penso que nunca falhámos.

A nossa primeira mensagem para si é que esperamos que se encontre bem. A saúde é o bem maior da vida e, como tal, não há nada que se sobreponha. Faça tudo o que for possível para se manter saudável.

Depois, esperamos que a pandemia possa ser controlada o mais rapidamente possível, porque sabemos que é disso que depende a retoma a uma nova normalidade.

Também desejamos que, nesta fase, consiga manter o seu emprego, a sua empresa e a sua atividade. Estamos todos no mesmo barco. E numa altura em que estamos mais relacionados do que nunca, e mais dependentes uns dos outros do que nunca, a sua perda é a nossa perda.

Neste tempo de incerteza, o medo é o nosso maior inimigo. Mas temos de ter a esperança que isto vai passar e que vamos retomar as nossas vidas. Mais do que nunca precisamos uns dos outros, precisamos de ser solidários e de entender que todas as nossas decisões têm impacto sobre alguém.

Por último, queremos dizer-lhe que a nossa equipa encontra-se em teletrabalho há duas semanas. Esta mudança não teve qualquer impacto na produção dos nossos conteúdos online e em papel e até registámos o dobro das visitas ao site durante o mês de março. Embora os especialistas afirmem que as marcas devem continuar a comunicar, a maior mudança está a ocorrer no cancelamento de publicidade, o que, inevitavelmente, a manter-se ou a agravar-se, vai ter reflexo na nossa atividade. Sabemos que a informação é muito importante para o exercício da cidadania. O acesso a informação real, atualizada, plural e transparente é o que nos permite a tomada de decisões. E, a informação especializada desempenha um papel fundamental para os profissionais. Por isso, mais do que nunca, precisamos de si, não só desse lado, mas ao nosso lado.

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Transportes

Grupo Royal Caribbean suspende teste COVID-19 antes do embarque já este mês

Grupo de companhias de cruzeiros vai suspender já na próxima segunda-feira, 8 de agosto, o teste antes do embarque para passageiros vacinados contra a COVID-19 em cruzeiros até cinco dias e espera alargar a suspensão a todos os cruzeiros em breve.

O Grupo Royal Caribbean deverá suspender os testes COVID-19 antes do embarque para passageiros vacinados em cruzeiros até cinco dias já a partir da próxima segunda-feira, 8 de agosto, avança o jornal britânico especialista em turismo Travel Weekly, que cita Jason Liberty, presidente e CEO do grupo de companhias de cruzeiros.

De acordo com o responsável, a suspensão dos testes aplica-se, numa primeira fase, apenas aos cruzeiros até cinco dias, ainda que Jason Liberty admita que a sua abolição se venha a estender aos restantes cruzeiros dentro de pouco tempo.

“Assim que o teste nos EUA foi suspenso, assistimos a um aumento de 9% a 10% nas reservas para viagens de 2022. Ganhámos bastante terreno desde que essa exigência foi levantada”, afirmou o responsável, durante a apresentação dos resultados trimestrais do grupo, na passada quinta-feira, 28 de julho.

Tal como o presidente e CEO do Grupo Royal Caribbean, também Michael Bayley, presidente e CEO da Royal Caribbean, uma das mais conhecidas companhias de cruzeiros do grupo, concorda que a suspensão dos testes deverá atrair um maior número de cruzeiristas, até porque, explicou, cerca de 40% dos clientes da companhia que receberam crédito para um futuro cruzeiros ainda não o utilizaram e estão à espera que a exigência do teste deixe de existir.

“Esperamos ver um aumento nas reservas”, acrescentou Jason Liberty, admitindo que o Grupo Royal Caribbean espera que 2023 já seja um ano “normal”, com melhores taxas de ocupação e um EBITDA mais elevado.

O responsável mostra-se confiante na recuperação que as companhias de cruzeiros do grupo têm vindo a apresentar, motivo pelo qual afirma que 2022 é um “ano de transição”, ao longo do qual o grupo espera ver aumentar os níveis de ocupação.

“Estou confiante em nossa trajetória de recuperação”, afirmou, explicando que o grupo tem assistido a uma forte procura na Europa para 2023, que tem vindo a aumentar à medida que o verão vai decorrendo.

“Esperamos que a Europa se comporte de forma muito semelhante a 2019”, indicou ainda Jason Liberty, revelando que, neste momento, a ocupação na Europa ronda os 75%, muito por culpa do impacto do conflito militar na Ucrânia.

Recorde-se que, além da Royal Caribbean International, o Grupo Royal Caribbean conta também com as companhia de cruzeiros Celebrity Cruises e Silversea Cruises, sendo representado em Portugal pela Melair Cruzeiros.

 

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Inês de Matos

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Turismo

WTTC diz que faltam preencher perto de 50.000 empregos no setor do turismo em Portugal

Entre os países agora analisados, Portugal nem é dos que regista pior cenário. França (70 mil), Reino Unido (130 mil), Itália (250 mil) e EUA (mais 412 mil) mostram números mais elevados.

Victor Jorge

De acordo com as contas do World Travel & Tourism Council (WTTC), divulgado esta terça-feira, 2 de agosto, Portugal regista uma escassez de mão-de-obra, estimando a entidade internacional que faltam preencher cerca de 50.000 empregos no setor do turismo.

O estudo feito pelo WTTC, que analisou a escassez de mão-de-obra em Portugal, e outros destinos turísticos como França, Espanha, Reino Unido, Itália e EUA, revela que, no terceiro trimestre de 2022, o nosso país deverá precisar de 49.000 trabalhares para o setor do turismo, frisando que uma em cada 10 vagas deverão ficar por preencher este ano. No entanto, os números do WTTC salientam que Portugal deverá ser o país menos afetado com este problema entre os países analisados, já que em França faltam 70 mil trabalhadores, no Reino Unido 130 mil, em Itália 250 mil e nos Estados Unidos mais 412 mil.

Antes da pandemia (2019), indica o WTTC, Portugal empregava mais de 485.000 pessoas no setor do turismo, para, em 2020, perder mais de 80.000 empregos.

A entidade internacional do turismo refere que, no início de 2021, o nosso país registou uma recuperação, com os 32,6% de crescimento do setor a contribuir para a economia nacional. Contudo, aponta que a falta de pessoal prevalece, com milhares de vagas por preencher, “colocando pressão no sector”.

Segundo o WTTC, a indústria hoteleira é a mais afetada, com 13% das vagas (uma em oito) por preencher, enquanto o segmento de Food&Beverage terá 12% de pessoal a menos (também um em oito).

Para Julia Simpson, president e CEO do WTTC President & CEO, “o Governo português colocou sempre o setor do turismo na vanguarda da sua agenda”, salientando mesmo que “já está a “abordar esta questão com medidas estratégicas”, frisando que o Ministério responsável pelo turismo “é muito proativo e introduziu uma política flexível para atrair talento”.

“O futuro do turismo em Portugal parece brilhante e, para garantir uma recuperação total da economia e do setor, é preciso preencher essas vagas para garantir que Portugal possa responder à procura dos viajantes há muito esperada”, diz Julia Simpson.

De referir que, recentemente, o mesmo WTTC revelou que, em toda a União Europeia, existiam 1,2 milhões de empregos por preencher no setor do turismo, aviação, hotelaria, com as agências de viagens a serem as mais impactadas.

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Distribuição

Operadores juntam-se para lançar novo charter de réveillon para o Brasil

Solférias, Exoticoonline, Sonhando e Alto Astral são os operadores turísticos que vão realizar uma operação charter de réveillon para o Brasil, com partida para Salvador da Bahia, a 26 de dezembro, e para Maceió, no dia seguinte.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline, Sonhando e Alto Astral vão voltar a lançar uma operação charter de réveillon para o Brasil, que vai contar com partidas do Porto para Salvador da Bahia e desde Lisboa e Porto para Maceió.

De acordo com a informação divulgada esta terça-feira, 2 de agosto, a operação charter para Salvador da Bahia vai contar com partida do Porto, a 26 de dezembro, enquanto o regresso decorre a 2 de janeiro.

Já o charter para Maceió, que vai ter saída de Lisboa via Porto, tem partida marcada para 27 de dezembro, com regresso a 3 de janeiro, com a programação para este destino brasileiro a destacar o recém-inaugurado Vila Galé Alagoas.

“Esta operação tem tido um sucesso continuado desde que foi lançada em 2012”, destacam os operadores turísticos que participam nesta operação, no comunicado enviado à imprensa esta terça-feira, 3 de agosto.

No sentido inverno, os voos estão também a ser comercializados pelo operador Alto Astral, “em parceria com Lusanova e outros parceiros locais”, explica ainda a informação divulgada pelos operadores turísticos.

 

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Destinos

OMT: Turismo internacional recuperou quase metade dos níveis de 2019 até maio

Apesar das chegadas internacionais terem recuperado 46% dos níveis de 2019, a OMT está preocupada com o impacto da guerra na Ucrânia, inflação, aumento de juro e caos nos aeroportos, que podem comprometer a recuperação no resto do ano.

Inês de Matos

O turismo internacional apresentou uma forte recuperação nos primeiros cinco meses do ano e contabilizou 250 milhões de chegadas, traduzindo uma subida de quase 225% face às 77 milhões de chegadas internacionais de igual período de 2021, o que mostra que, em comparação com 2019, o turismo internacional já recuperou “quase metade (46%) dos níveis pré-pandemia”, segundo o último Barómetro da Organização Mundial do Turismo (OMT).

“A recuperação do turismo ganhou ritmo em várias partes do mundo, enfrentando os desafios que estão no seu caminho”, sublinha Zurab Pololikashvili, secretário-geral da OMT, citado no comunicado que acompanha os resultados do Barómetro do Turismo Mundial, que foi divulgado esta segunda-feira, 1 de agosto.

Segundo os dados do Barómetro da OMT, a Europa e as Américas lideraram a recuperação nos primeiros cinco meses do ano, com a Europa a contabilizar mesmo quatro vezes mais chegadas internacionais que no mesmo período do ano passado, num crescimento que chega aos 350% e que se deve ao levantamento de todas as restrições relacionadas com a COVID-19 em vários países, o que fez disparar a procura inter-regional.

A OMT destaca o mês de abril, que apresentou um crescimento “particularmente robusto”, com um aumento de 458% na procura internacional, o que se ficou a dever às celebrações da Páscoa, que se assinalaram nesse mês.

Tal como a Europa, também o continente Americano apresentou um forte desempenho entre janeiro e maio, período em que as chegadas internacionais aumentaram 112%, valores que, quer na Europa, quer na América, não foram suficientes para alcançar os números de 2019.

“A forte recuperação é, no entanto, medida em relação aos fracos resultados de 2021 e as chegadas permanecem 36% e 40% abaixo dos níveis de 2019 em ambas as regiões, respetivamente”, acrescenta a OMT.

Além da Europa e América, a recuperação do turismo internacional chegou também ao Médio Oriente, que apresentou um crescimento de 157% nas chegadas internacionais até maio, assim como a África, onde houve um acréscimo de 156%, regiões que, ainda assim, ficaram 54% e 50% abaixo dos níveis de 2019, respetivamente.

Na Ásia-Pacífico, as chegadas internacionais praticamente duplicaram entre janeiro e maio, subindo 94%, ainda que, também nesta região, os números continuem 90% abaixo dos níveis pré-pandemia, uma vez que, justifica a OMT, “algumas fronteiras permaneceram fechadas para viagens não essenciais”.

Por sub-regiões, a OMT diz que também há uma recuperação e que várias dessas sub-regiões recuperaram 70% a 80% das chegadas internacionais, a exemplo das Caraíbas e da América Central, que lideraram o crescimento entre janeiro e maio, seguindo-se o sul do Mediterrâneo, assim como o Oeste e Norte da Europa.

Gastos acompanham crescimento

Tal como as chegadas, também os gastos dos turistas internacionais estão a aumentar e, segundo a OMT, os gastos dos turistas provenientes turistas da França, Alemanha, Itália e Estados Unidos estão agora em 70% a 85% dos níveis pré-pandemia, enquanto os gastos dos turistas da Índia, Arábia Saudita e Qatar superaram já os níveis de 2019.

A recuperação das receitas turísticas já supera mesmo os valores de 2019 em vários países, a exemplo de Portugal, mas também da República da Moldávia, Sérvia, Seicheles, Roménia, Macedónia do Norte, Santa Lúcia, Bósnia e Herzegovina, Albânia, Paquistão, Sudão, Turquia, Bangladesh, El Salvador, México e Croácia.

Para a OMT, os resultados positivos devem continuar ao longo do verão, essencialmente no hemisfério Norte e à medida que mais países levantem as restrições à COVID-19 que ainda existem, o que já aconteceu em 62 destinos turísticos, incluindo 39 na Europa e um número crescente na Ásia.

Incerteza preocupa

Apesar da recuperação, a OMT mostra-se preocupada quanto à sua continuação e alega que o aumento da procura acima do previsto está a causar problemas operacionais, o que a juntar à guerra na Ucrânia, aumento da inflação e das taxas de juro, pode representar “um risco para a recuperação” e colocar em causa os cenários avançados em maio e que previam que, este ano, as chegadas internacionais atingissem 55% a 70% dos níveis pré-pandemia.

“Os resultados dependem da evolução das circunstâncias, principalmente das mudanças nas restrições de viagem; inflação, incluindo altos preços de energia e condições económicas gerais; evolução da guerra na Ucrânia, bem como da situação sanitária”, acrescenta a OMT, considerando que também a “falta de pessoal, congestionamento severo nos aeroportos e atrasos e cancelamentos de voos” podem prejudicar a recuperação.

Por isso, a OMT diz que as suas previsões apontam para uma recuperação mais rápida na Europa e América, enquanto Ásia e o Pacífico devem “ficar para trás devido a políticas de viagens mais restritivas”, prevendo-se que as chegadas internacionais de turistas podem subir para 65% ou 80% dos níveis de 2019 em 2022 na Europa, enquanto nas Américas podem atingir 63% a 76% desses níveis.

Já em África e no Médio Oriente, as chegadas podem atingir 50% a 70% dos níveis pré-pandemia, enquanto na Ásia e no Pacífico devem permanecer em 30% dos níveis de 2019 no melhor cenário, “devido a políticas e restrições mais rígidas”, considera a OMT.

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Destinos

Em junho, dormidas e hóspedes ficam perto de valores de 2019

No mês de junho, destaque para o Norte de Portugal, para as ilhas (Madeira e Açores) e Lisboa, regiões que já ultrapassaram os números de 2019 no que diz respeito às dormidas.

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Em junho de 2022, o setor do alojamento turístico registou 2,7 milhões de hóspedes e 7,2 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos de 97,3% e 110,2%, respetivamente (+162,3% e +221,7% em maio, pela mesma ordem) ao mesmo mês de 2021, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE), concluindo que os valores ficaram perto dos níveis de 2019, registando-se diminuições de 2,6% e 0,4%, respetivamente.

No caso das dormidas, no sexto mês de 2022, o mercado interno contribuiu com 2,3 milhões de dormidas (+16,5%) e os mercados externos totalizaram 4,8 milhões (+241,8%), verificando-se que, face a junho de 2019, o mercado interno já apresenta valores acima dos níveis pré-pandemia, com um crescimento de 7%, embora os mercados externos apresentam uma diminuição de 3,5%.

Ainda nas dormidas, estas aumentaram 115,2% (-0,5% face a junho de 2019) na hotelaria (82,4% do total), 112% (-5,1%, comparando com junho de 2019) nos estabelecimentos de alojamento local (13,8% do total) e 37,4% (+26,4% face a junho de 2019) no turismo no espaço rural e de habitação (quota de 3,8%).

No primeiro semestre de 2022, segundo o INE, as dormidas aumentaram 252,4% (+84,1% nos residentes e +529,5% nos não residentes). Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 7%, como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-11,9%), e uma evolução positiva de 5,2% nas dos residentes.

Já no segundo trimestre de 2022, o total das dormidas aumentou 209,9% (-0,2% face ao mesmo período de 2019), com as dormidas de residentes a aumentarem 55,6% (+9,9% em relação ao 2.ºT 2019) e as de não residentes cresceram 450,1% (-4,1% comparando com o 2.ºT 2019).

De referir ainda que em junho, 15,7% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (28,4% em junho de 2021).

EUA em alta
Os dados do INE indicam que a totalidade dos dezassete principais mercados emissores registou aumentos expressivos em junho, tendo representado 88,1% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico neste mês.

O mercado britânico (22,4% do total das dormidas de não residentes em junho) diminuiu 0,6% relativamente a junho de 2019, enquanto as dormidas de hóspedes alemães (12% do total) caíram 4,7%.

Já o mercado norte americano (quota de 8,5%) destacou-se com um crescimento de 27,3% em junho, quando comparado com o mesmo mês de 2019.

Comparando com junho de 2019, evidenciaram-se também os crescimentos registados pelos mercados checo (+61,6%), dinamarquês (+50,8%) e romeno (+30,9%), enquanto nas quebras, os destaques vão para os mercados brasileiro (-20,8%) e francês (-13,1%).

Norte, ilhas e Lisboa acima de 2019
Analisando as dormidas por regiões, o INE revela aumentos em todas elas, com o Algarve a concentrar 31,2% das mesmas, seguindo-se Lisboa (24,5%), o Norte (15,5%) e a Madeira (11,7%).

Comparando com junho de 2019, registaram-se aumentos na Madeira (+16,8%), Norte (+6,2%), Açores (+6,1%) e Lisboa (+0,1%), com o maior decréscimo a fica a Sul, no Algarve (-8,1%).

Relativamente às dormidas de residentes, registaram-se aumentos em todas as regiões, com exceção do Algarve (-5,3%), destacando-se a Madeira (+63,5%), Norte (+13,1), Açores (+12,6%) e Centro (+10%).

Nas dormidas de não residentes, registaram-se aumentos na Madeira (+8,4%), Norte (+2,1%) e Açores (+1,9%), enquanto o Centro e Algarve tiveram as maiores descidas (-19,8% e -9%, respetivamente).

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Governo lança grupo de trabalho para atrair eventos desportivos internacionais

Novo grupo de trabalho, que conta com a participação dos secretários de Estado do Turismo e do Desporto, “deverá apresentar os primeiros resultados até ao final do presente ano”.

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O Governo decidiu criar um grupo de trabalho para “preparar uma estratégia integrada de captação de eventos desportivos internacionais de interesse turístico para Portugal”, que conta com a participação da secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, assim como do secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Correia.

Num comunicado enviado à imprensa, o Gabinete do Ministro da Economia e do Mar, explica que este grupo de trabalho “deverá apresentar os primeiros resultados até ao final do presente ano” e que, além dos dois governantes, inclui também o Turismo de Portugal,  o Instituto Português do Desporto e Juventude, o Comité Olímpico de Portugal, o Comité Paralímpico de Portugal, a Confederação do Desporto de Portugal, a Fundação do Desporto e a Associação Nacional de Municípios.

A estratégia que vai ser preparada vai servir de “base de mobilização dos agentes desportivos e turísticos”, nomeadamente através da promoção da sua “qualificação e capacitação”, esperando-se que contribua também para valorizar e promover “um maior aproveitamento dos seus equipamentos e competências”.

“Por outro lado, a estratégia também trará um maior valor-acrescentado para as comunidades locais ao mesmo tempo que promoverá valores como a saúde, bem-estar, superação e autorrealização de todos os envolvidos, praticantes e profissionais”, acrescenta o comunicado divulgado.

Segundo Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, este grupo de trabalho vai ficar encarregue de “apurar o impacto económico, financeiro e social dos eventos desportivos internacionais acolhidos e apoiados em 2019/22”, sendo também responsável pela criação de “uma matriz proporcional de apoio público que será investida na captação e organização de eventos desportivos em Portugal”, de forma a promover o país “enquanto destino de turismo desportivo”.

Já João Paulo Correia, secretário de Estado da Juventude e Desporto, sublinha que “Portugal tem mostrado nos últimos anos que é um destino de excelência para este tipo de eventos, tendo organizado com reconhecido sucesso torneios e fases finais bastante prestigiados”, defendendo, por isso, que chegou a hora de aproveitar “a experiência e o reconhecimento internacional acumulado”.

“O Governo quer consolidar a posição portuguesa enquanto organizador de eventos desportivos das mais diversas modalidades, apostando igualmente nos eventos internacionais de desporto feminino”, acrescenta o governante.

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INE: Viagens dos residentes ultrapassam 2019 no 1.º trimestre

Além de já terem viajado mais neste primeiro trimestre do que em igual período de 2019, os residentes realizaram também mais viagens em território nacional, de acordo com os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Inês de Matos

Nos três primeiros meses do ano, os residentes em Portugal realizaram 4,7 milhões de viagens, número que traduz um aumento de 195,6% face a igual período do ano passado e uma subida de 0,3% face ao primeiro trimestre de 2019, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os números divulgados esta quarta-feira, 27 de julho, pelo INE mostram que, além de já terem viajado mais neste primeiro trimestre do que em igual período de 2019, os residentes realizaram também mais viagens em território nacional, indicador que subiu 3,6%, em detrimento das viagens ao estrangeiro, que desceram 23%.

O INE detalha que as subidas foram registadas em todos os meses deste primeiro trimestre do ano, tendo crescido 179,3% em janeiro, 266,0% em fevereiro e 156,8% em março em comparação com iguais meses de 2021, ainda que, face a 2019, apenas se tenha registado um crescimento em fevereiro, quando houve um acréscimo de 8,5%, enquanto em janeiro e março foram identificadas descidas de 2,8% e 4,6%, respetivamente.

As viagens em território nacional corresponderam a 90,5% das deslocações efetuadas,  enquanto as 443,4 mil viagens turísticas com destino ao estrangeiro representaram 9,5% do total, naquela que, segundo o INE, foi “a proporção mais elevada desde o 1.º trimestre de 2020”.

Quanto à motivação, a “visita a familiares ou amigos” foi o principal motivo de viagens no primeiro trimestre do ano e originou 2,2 milhões de viagens, o que representa 46,1% do total, traduzindo um crescimento de 187,7% face a igual período do ano passado e a 4,4% em comparação com período homólogo de 2019.

Já o “lazer, recreio ou férias”, que motivou 1,8 milhões de viagens e representou 39,2% do total,  foi, segundo o INE, “o motivo que registou o maior acréscimo”, apresentando aumentos de 342,2% face ao primeiro trimestre de 2021 e 3,0% em relação ao mesmo período de 2019.

Por sua vez, as viagens por motivos “profissionais ou de negócios”, que somaram 431,8 mil deslocações e representaram 9,2% do total, aumentaram 90,0% face aos três primeiros meses de 2021, ainda que continuem a apresentar uma descida de 31,1% face ao mesmo período de 2019.

As viagens de “visita a familiares ou amigos” mantiveram-se, no primeiro trimestre, como “principal motivo nas viagens nacionais”, indica o INE, que diz também que o “lazer, recreio ou férias” continuou a ser o segundo motivo mais frequente das viagens em território nacional, tendo ainda dado “origem a 49,3% do total das viagens ao estrangeiro”.

“As viagens por motivos “profissionais ou de negócios” foram as únicas que perderam representatividade, nas viagens nacionais (-5,0 p.p.) mas principalmente com destino ao estrangeiro (-47,5 p.p.), dado que no 1ºT 2021 predominaram as deslocações ao estrangeiro por motivos profissionais (72,1%)”, acrescenta o INE.

Em 20,4% das deslocações, a viagem foi organizada através da internet, num aumento de 15,4 pontos percentuais, ainda que tenha sido nas deslocações ao estrangeiro que o recurso à internet mais tenha crescido, aumentando 29,5 pontos percentuais, para 67,5%. Nas deslocações em território nacional, a internet foi o meio escolhido em 15,4% das viagens, num aumento de 11,7 pontos percentuais.

Já os “hotéis e similares” concentraram 21,9% das dormidas resultantes das viagens turísticas do primeiro trimestre do ano e apresentaram “um ganho na sua representatividade”, totalizando 2,9 milhões de dormidas, depois de um aumento de 16,3 pontos percentuais, o que traduz uma subida de 647,2% face a igual período de 2021, mas uma descida de 6,9% em comparação com os três primeiros meses de 2019.

O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento, representando 71,0% do total, o que correspondeu a 9,5 milhões de dormidas, ainda que se tenha registado uma diminuição no seu peso total de 17,6 pontos percentuais. Face a igual período de 2021, houve uma subida de 51,4%, e de 9,9% em comparação com o mesmo período de 2019.

No primeiro trimestre de 2022, “cada viagem teve uma duração média de 2,85 noites”, indica o INE, que aponta uma descida face às 4,46 de duração média de igual período de 2021, mas uma subida em comparação com as 2,70 noites do primeiro trimestre de 2019.

“Em janeiro e março a duração média foi 3,05 noites, enquanto fevereiro registou uma duração de 2,49 noites”, acrescenta o INE na informação divulgada.

O INE diz ainda que, nos primeiros três meses de 2022, a “proporção de turistas residentes aumentou”, uma vez que, entre os residentes, 19,0% realizaram pelo menos uma deslocação turística entre janeiro e março, o que traduz um acréscimo de 12,9 pontos percentuais face ao mesmo período do ano anterior e uma ligeira descida face aos 19,2% de residentes que, em período homólogo de 2019, tinham realizado pelo menos uma viagem turística.

“Neste trimestre, a percentagem de residentes que viajaram registou acréscimos em todos os meses, face ao mesmo período de 2021”, destaca ainda o INE, que diz que houve subidas de 6,5 pontos percentuais, 8,7 pontos percentuais e 7,0 pontos percentuais, respetivamente, de janeiro a março. Face a igual período de 2019, apenas em janeiro houve uma descida de 0,8 pontos percentuais, já que fevereiro e março trouxeram subidas de 1,1 pontos percentuais e 0,1 pontos percentuais, respetivamente.

 

 

 

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Alojamento

43% das pernoitas na UE em 2021 aconteceram em julho e agosto

Portugal foge um pouco à regra indicada pelo Eurostat, verificando-se que os meses com mais pernoitas, em 2021, foram agosto, setembro e outubro.

Victor Jorge

De acordo com dado avançados pelo Eurostat, 43% das pernoitas em alojamentos no espaço da União Europeia (UE), ao longo de 2021, registaram-se nos meses de julho e agosto, admitindo a entidade estatística europeia que “a sazonalidade sempre teve um grande impacto no turismo”.

Certo é que, em 2021, os padrões habituais para as pernoitas em estabelecimentos de alojamento turístico aproximaram-se do ano 2019, frisando o Eurostat que “os efeitos da pandemia causaram uma ainda maior diferença em 2020”, concluindo que menos de 3% das pernoitas anuais foram registadas em abril e maio desse ano, enquanto em agosto esse valor subiu para 24%.

O Eurostat refere ainda que, em 2020, a pandemia causou uma quebra superior a 50% tanto nas chegadas como nas noites passadas em estabelecimentos de alojamento turístico, quando comparado com 2019. Já em 2021, apesar de um aumento superior a 25% face a 2020, o número das chegadas (-42%) e pernoitas (-37%) ficaram aquém dos níveis de 2019.

Segundo os dados do Eurostat, o total de noites registadas em estabelecimentos de alojamento turístico foi de 1.819 milhões na UE, com os meses de julho e agosto a assinalarem 19,4% e 23,6%, respetivamente.

Os meses mais fracos relativamente às pernoitas em estabelecimentos de alojamento turístico, em 2021, foram janeiro e fevereiro, com taxas de 1,6% e 1,9%, respetivamente.

Agosto e setembro lideram em Portugal
Portugal não foge à regra, embora os dados avançados pelo Eurostat mostrem que os meses de setembro e outubro registaram mais pernoitas que julho. Assim, indica a entidade estatística europeia, o mês de julho foi responsável por 12,7% das pernoitas, enquanto o mês de agosto registou uma taxa de 21,3%. Já o mês de setembro foi responsável por 14,7% das noites passadas em estabelecimentos de alojamento turístico, descendo ligeiramente para 13,8% em outubro.

Em Portugal, os meses mais “fracos”, indica o Eurostat, foram fevereiro e março, com taxas de 1,4% e 1,8% respetivamente.

Na vizinha Espanha, o Eurostat assinala mais de 259 milhões de pernoitas em estabelecimentos de alojamento turístico, com os meses de julho e agosto a serem responsáveis por 16,3% e 21,9%, respetivamente.

O líder em pernoitas em estabelecimentos de alojamento turístico foi a França, com mais de 324 milhões, com os meses de julho e agosto a valerem 21,2% e 25,6% do total do ano.

Em segundo lugar neste ranking aparece a Itália, com mais de 280 milhões de pernoitas, com os meses de julho e agosto a assinalarem taxas de 20,8% e 27,4%, respetivamente.

Durante estes dois meses (julho e agosto de 2021), o Eurostat indica 782 milhões de pernoitas em estabelecimentos de alojamento turístico na UE, uma subida de 28% face às 610 milhões de 2020, mas menos 16% face às 926 milhões de 2019.

Uma análise por tipo de alojamento revela que, em 2021, as variações sazonais foram menos acentuadas nos hotéis do que noutros alojamentos turísticos, indicando, igualmente, que “o pico do verão está, em parte, relacionado com uma maior sazonalidade para alojamentos que não os hotéis e estabelecimentos similares, principalmente parques de campismo, que dependem muito mais do clima (e muitas vezes estão fechados no inverno)”.

Assim, em julho e agosto de 2021, o número de noites passadas em parques de campismo ficou muito próximo dos valores de 2019 (95% dos níveis de 2019). Por outro lado, os hotéis, bem como os alojamentos de férias e outros alojamentos de curta duração, ficaram mais distantes dos níveis pré-pandemia (78% e 89% dos níveis de 2019, respetivamente).

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easyJet vai abrir primeira rota entre Lisboa e Marrocos no próximo inverno

Companhia aérea de baixo custo vai abrir 13 novas rotas em Lisboa e reforçar outras oito no próximo inverno, num aumento de operação que é possível devido aos 18 slots que pertenciam à TAP e que passaram para a easyJet.

Inês de Matos

A easyJet vai abrir 13 novas rotas em Lisboa no próximo inverno, com destaque para Marraquexe, em Marrocos, que será o primeiro destino da companhia aérea no país à partida de Portugal, revelou esta quarta-feira, 27 de julho, José Lopes, country manager da easyJet em Portugal.

As novas rotas em Lisboa e respetivo aumento de capacidade, explicou o responsável, resultam da transferência para a easyJet dos 18 slots que pertenciam à TAP e que a companhia aérea abandonou por decisão da Comissão Europeia, no âmbito do processo de reestruturação e das ajudas estatais recebidas pela TAP.

“Com esta obtenção destes slots, vamos anunciar 13 novas rotas para Lisboa e o reforço de capacidade ou extensão de operações em oito rotas que já operamos na cidade de Lisboa”, começou por explicar José Lopes, numa conferência de imprensa que decorreu no Bairro Alto Hotel, em Lisboa.

Para José Lopes, este aumento de capacidade representa uma “oportunidade única”, uma vez que “vai fazer com que a easyJet passe a ser o operador número 2 na capital”, permitindo também “dar um passo forte a nível de crescimento num aeroporto que tem níveis de congestionamento elevados”.

No total, a easyJet vai abrir 13 novas rotas na capital portuguesa e reforçar outras oito a partir de 30 de outubro, num aumento de oferta que corresponde a cerca de 550 mil lugares e implica que a companhia passe a ter mais três aviões A321neo baseados em Lisboa, cada um com capacidade para 235 passageiros, passando para um total de nove aviões baseados na capital, mais cinco não baseados.

Novas rotas

Com as novas rotas, a easyJet passa a voar para 32 destinos à partida de Lisboa, em 10 países, sendo que as novas rotas abrangem destinos em Espanha, França, Reino Unido, Suíça, Itália e Marrocos, que é a principal novidade entre as novas rotas apresentadas pela easyJet.

“O 10.º país novo que este projeto traz ao network da easyJet em Lisboa é Marrocos, onde vamos operar, a partir deste inverno, Marraquexe com duas frequências semanais”, congratulou-se José Lopes, revelando que a easyJet está ainda a finalizar “o processo de designação para obtenção de direitos de tráfego” em Marrocos, o que não deverá constituir qualquer problema, uma vez que “existe um acordo bilateral entre a União Europeia e Marrocos”.

Além de Marrocos, a easyJet vai também abrir seis novas rotas para Espanha, passando a voar entre Lisboa e Barcelona quatro vezes por semana, para Bilbao duas vezes por semana e para Valência três vezes por semana. Além destas, a easyJet vai também voar para Fuerteventura, Las Palmas e Tenerife Sul, nas Canárias, todas com duas frequências semanais, enquanto a rota para Madrid passa a contar com 20 ligações semanais.

Em França, a easyJet vai abrir novas rotas desde Lisboa para Marselha com três ligações semanais, Toulouse com quatro voos por semana, e Limoges com dois voos por semana. Paralelamente, a companhia aérea vai também reforçar as ligações a Bordéus, que passam a 11 voos semanais, para Lyon, que passa a contar com nove ligações por semana, assim como para Nice e Nantes, cujos voos aumentam para seis e sete ligações por semana, respetivamente.

No Reino Unido, a easyJet vai passar a voar também entre Lisboa e Birmingham duas vezes por semana, enquanto na Suíça a novidade será a nova ligação para Zurique, que vai ter quatro voos semanais, com a companhia aérea a reforçar ainda as ligações a Genebra para 19 frequências por semana.

Itália fecha as novas rotas da easyJet, com a companhia a abrir uma nova rota para Bergamo, que vai contar com três voos por semana, enquanto as ligações a Milão-Malpensa passam a 14 voos por semana.

Novidade é ainda a manutenção no inverno dos voos entre Lisboa e o Porto Santo, na Madeira, que a companhia aérea inaugurou recentemente, com José Lopes a sublinhar que “a operação entre Lisboa e Porto Santo passará a operar o ano inteiro”, com duas frequências semanais, o que vai tornar a easyJet no “único operador regular a operar na ilha do Porto Santo durante o inverno”.

No total, a easyJet aumenta em 61% a capacidade disponibilizada em Lisboa face a 2019, num investimento que, segundo o responsável, não deverá ficar por aqui, até porque a companhia aérea ainda está a trabalhar em 11 rotações semanais, que correspondem a cerca de 108 mil lugares, sobre as quais só deverão existir novidades no final de agosto.

“É um crescimento muito forte e permite que Lisboa cresça aos níveis de investimento fortíssimo que já estávamos a efetuar quer em Lisboa, quer no Porto, quer no Funchal”, acrescentou José Lopes, revelando que o aumento de capacidade da easyJet chega aos 51% nos cinco aeroportos portugueses servidos pela companhia aérea, num total de 4,8 milhões de lugares disponíveis.

As vendas para as novas rotas abrem a 18 de agosto.

 

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Aviação comercial precisará de mais de 2,1 milhões de trabalhadores nos próximos 20 anos

À medida que a procura por viagens aumenta, a falta de pessoal faz-se notar na indústria da aviação comercial. Nas próximas duas décadas serão mais de dois milhões as vagas que terão de ser preenchidas.

Victor Jorge

A indústria da aviação comercial irá precisar de mais de 2,1 milhões de trabalhadores a nível mundial até 2042, segundo avança o “Pilot and Technician Outlook 2022-2041” da Boeing.

À medida que o setor da aviação comercial passa por uma recuperação global desigual da causada pela COVID-19, as contas feitas pela Boeing mostram que, nas próximas duas décadas, a indústria irá precisar de 602 mil novos pilotos, 610 mil técnicos de manutenção e 900 mil tripulantes de cabine.

“Atender à procura projetada de pilotos, técnicos de aeronaves e tripulantes de cabine depende totalmente do investimento da indústria num fluxo constante de pessoal recém-qualificado para substituir aqueles que deixaram ou em breve deixarão a indústria”, refere a Boeing na análise.

De resto, o fabricante de aeronaves norte-americano salienta que “a indústria da aviação global precisará manter um foco nítido e envolver-se em esforços coletivos para construir um pipeline de talentos robusto e diversificado por meio de mais programas de formação e recrutamento, desenvolvimento de novas carreiras na aviação, investimento em oportunidades de aprendizagem no início da carreira e implementação e adoção de métodos de aprendizagem mais eficientes”.

A Boeing admite mesmo que as oportunidades para aqueles que aspiram a ter uma carreira na aviação serão “abundantes”, enquanto os operadores irão enfrentar uma “forte concorrência no recrutamento e retenção de talentos de primeira linha”.

Certo é que para enfrentar os desafios criados pela pandemia, a formação está a adotar soluções cada vez mais inovadoras. Muitas empresas de formação fizeram a transição das suas ofertas para formatos online e virtuais, sempre que possível, permitindo que os formandos continuassem a aprendizagem com segurança e remotamente. “Tecnologias imersivas, aprendizagem adaptativa e métodos flexíveis de aprendizagem à distância permitiram que o pipeline de formação permanecesse intacto”, diz a Boeing, referindo, ainda, que “os investimentos contínuos nessas tecnologias provavelmente levarão a uma mudança fundamental de longo prazo na forma como a formação é conduzida”.

A Boeing conclui, assim, que “as metodologias de formação também continuam a progredir em direção a uma abordagem holística que se concentra em competências em vez de tarefas prescritivas”. Assim, à medida que os operadores comerciais e as empresas de formação olham para o futuro, antevê-se “investimentos contínuos em inteligência artificial, machine learning e tecnologias de realidade mista que ajudarão os formandos a aprender com mais rapidez, eficiência e eficácia”.

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