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TACV: Governo de Cabo Verde está a trabalhar para resolver situação financeira da companhia aérea

Companhia aérea de Cabo Verde foi suspensa da câmara de pagamentos da IATA.

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O chefe do Governo falava aos jornalistas momentos antes de presidir a reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Empresarial (CNDE) a garantiu que o Governo está a trabalhar para resolver o problema que surge agora com a decisão da IATA de suspender a companhia nacional da câmara de pagamentos.

“Vamos na próxima semana analisar demoradamente os números, os dados existentes. Devo dizer que a situação é difícil, mas TACV já passou por momentos extremamente difícil e complicados e tem a ver com o próprio mercado da aviação civil em todo mundo”, sublinhou, em declarações à Inforpress .

“A TACV está a passar por um momento muito complicado, outras grandes empresas já se fundiram ou se aliaram e neste momento temos que concluir os estudos e ver se conseguiremos algum parceiro para podermos definitivamente resolver a questão dos TACV”, acrescentou.

A TACV foi suspensa da câmara de pagamentos (clearing house) da Associação Internacional dos Transportes Aéreos – IATA, tendo agora que fazer todos os pagamentos a pronto ou antecipadamente.

Segundo o presidente do conselho de administração da TACV, João Pereira da Silva, a empresa tem agora que fazer pagamentos directos, e em alguns casos antecipados, o que cria “mais problemas” de tesouraria, de imagem e de confiança”.

Pereira Silva explicou que a suspensão está relacionada com o facto de a caução da companhia na câmara de pagamentos da IATA se ter esgotado e não ter sido reposta dentro dos prazos previstos.

 

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Alojamento

Em outubro mercado interno supera números de 2019 no alojamento turístico

Outubro vem, segundo o INE, confirmar o bom momento do alojamento turístico. Contudo, os números do mercado interno continuam a ser melhores do que os do mercado externo.

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O setor do alojamento turístico registou, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mais de 2,1 milhões de hóspedes e perto de 5,5 milhões de dormidas em outubro de 2021, correspondendo a aumentos de 115,5% e 139%, respetivamente (+52,3% e +58,5% em setembro, pela mesma ordem) face ao mesmo mês de 2020.

Já relativamente a outubro de 2019, o INE indica que o número de hóspedes diminuiu 14,6% e as dormidas decresceram 13,5%.

Em outubro, o mercado interno contribuiu com quase dois milhões de dormidas, correspondendo a um aumento de 65,4%, continuando a superar os níveis do período homólogo de 2019 (+28,2%).

No que diz respeito às dormidas de não residentes, estas ascenderam a 3,5 milhões, o valor mais elevado desde outubro de 2019, tendo triplicado face a outubro de 2020 (+216,6%), tendo, contudo, decrescido 26,7% face a outubro de 2019.

Relativamente ao 10.º mês do ano, o INE informa ainda que 24,2% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (20,5% em setembro).

Quanto à performance regional, destaque para os aumentos das dormidas em todas as regiões no mês de outubro, com o Algarve a concentrar 29% das dormidas (1,6 milhões), seguindo-se Lisboa com 1,3 milhões (24,1%), o Norte com 882 mil (16%) e a Madeira com 654 mil (11,9%).

Comparando com o mês de outubro de 2019, destacaram-se os crescimentos no Alentejo (+14,9%) e Madeira (+3,9%), enquanto nas restantes regiões se registaram decréscimos.

Nos primeiros dez meses do ano, todas as regiões apresentaram acréscimos no número de dormidas, com realce para as evoluções apresentadas pelos Açores (+114%) e Madeira (+59,1%). Os acréscimos foram generalizados às dormidas de residentes, com destaque para a Madeira (+106,6%), Açores (+97,6%) e Algarve (+35,7%) e também às de não residentes, verificando-se o maior aumento nos Açores com 150,6%.

Já numa análise municipal, nos primeiros dez meses de 2021, o destaque vai para Lisboa com 3,7 milhões de dormidas (11,9% do total), que se traduziram num crescimento de 15,7%. Neste período, as dormidas de residentes aumentaram 32,1% e as de não residentes (73% do total) cresceram 10,6%.

Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas em Lisboa registaram, no entanto, uma diminuição de 69% (-45,6% nos residentes e -73,2% nos não residentes).

Mais a sul, as dormidas em Albufeira (11,2% do total) atingiram 3,5 milhões entre janeiro e outubro e aumentaram 28% (+38,5% nos residentes e +18,6% nos não residentes). Efetuando uma comparação com o mesmo período de 2019, os dados do INE mostram um decréscimo de 65,3% (+2,2% nos residentes e -72,8% nos não residentes). Nos primeiros dez meses de 2021, as dormidas de não residentes representaram 48,5% do total, significativamente abaixo da quota verificada em 2019 (78,0% do total).

“Voando” para as ilhas, mais concretamente para o Funchal, as dormidas aumentaram 53,9% no conjunto dos primeiros dez meses do ano (+144,5% nos residentes e +36,6% nos não residentes), representando 7,1% do total. Face a 2019, registou-se uma redução de 48,8% (+22% nos residentes e -57,3% nos não residentes).

Proveitos crescem face a 2020, mas ficam a 50% de 2019
No que diz respeito aos proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico, estes atingiram 332,9 milhões de euros no total e 245,9 milhões de euros relativamente a aposento, indicando o INE que este valor mais do que duplicou face a 2020.

Comparando com outubro de 2019, os proveitos totais, contudo, decresceram 14,9% e os relativos a aposento diminuíram 15,2%. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 42,7 euros em outubro (48 euros em setembro). Já o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 84 euros em outubro (91,2 euros em setembro).

Em outubro de 2019, segundo dados do INE, o RevPAR foi 50,2 euros e o ADR 84,3 euros.

O Algarve concentrou 28,5% dos proveitos totais e 27% dos relativos a aposento em outubro, seguindo-se Lisboa (28,2% e 30,3%, pela mesma ordem) e o Norte (15,5% e 15,9%, respetivamente).

Nos primeiros dez meses de 2021, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento. Se na hotelaria os proveitos totais e de aposento aumentaram 45,7% e 47,7%, respetivamente (peso de 85,7% e 84% no total do alojamento turístico, pela mesma ordem), os estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,5% e 10%) apresentaram, considerando as mesmas variáveis, subidas de 47,5% e 51,9%, e o turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 5,8% e 6,1%) registou aumentos de 47,4% e 42,4%.

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Transportes

EasyJet volta a criticar multas por ausência de teste negativo e alerta que já há companhias a ameaçar cancelar operação

Diretor geral da easyJet em Portugal, José Lopes, considera que as palavras do primeiro-ministro sobre as multas às companhias aéreas que transportem passageiros para Portugal sem teste negativo à COVID-19 “foram injustas e não estão corretas”.

Inês de Matos

O diretor geral da easyJet em Portugal, José Lopes, considerou esta quarta-feira, numa conferência de imprensa no Funchal, Madeira, que as palavras do primeiro-ministro, António Costa, sobre o aumento das multas previstas para as companhias aéreas que transportem passageiros para Portugal sem um teste negativo à COVID-19, “foram injustas e não estão corretas” e revelou que já há companhias aéreas a ameaçar retirar a operação do país.

“Algumas companhias estrangeiras escreveram ao Governo a dizer que estão a pensar cancelar, por exemplo, a operação em Faro. O Governo está a pedir às companhias que o substituam, deviam tratar as pessoas de forma positiva e com consciência. É isso que vamos continuar a fazer para que a normalidade possa retomar dentro do parâmetro da responsabilidade”, afirmou o responsável.

Para José Lopes, o primeiro-ministro estava “nitidamente mal informado” quando fez “declarações muito duras” sobre as companhias aéreas, que apelidou de irresponsáveis quando, a 25 de novembro, anunciou o regresso do estado de calamidade, assim como o aumento das multas para as companhias que transportem passageiros para Portugal sem um teste negativo à COVID-19.

“Julgo que, nitidamente mal informado, o primeiro-ministro fez declarações muito duras sobre a indústria da aviação que foram injustas e não estão corretas”, considerou José Lopes, que estranha mesmo o facto de ter sido o único player da aviação a falar publicamente sobre o tema, enquanto outros responsáveis de companhias aéreas se mantiveram em silêncio.

Segundo o responsável, as companhias aéreas têm “vindo a fazer um trabalho enorme”, em substituição do Estado, e defende que o problema não passa por qualquer irresponsabilidade das transportadoras, mas sim pelo facto de haver “certificados falsos a circular”.

“A easyJet contacta os seus passageiros para saber se têm o Passenger Location, se as pessoas têm testes, se estão vacinadas. Uma das coisas que alertámos é que há bastantes casos em que há certificados falsos a circular. As pessoas, depois, dizem que não foram controladas porque não podemos ficar com a cópia do documento que o passageiros apresentou”, resumiu.

Por enquanto, a easyJet ainda não teve de pagar qualquer multa, uma vez que, explicou José Lopes, sempre que é detetado um passageiro sem teste negativo à COVID-19, é levantado um processo de auto que segue para a autoridade nacional e ao qual a companhia pode, depois, apresentar a sua versão.

Apesar de ainda não ter sido obrigada a pagar qualquer coima por transportar passageiros sem teste negativo, José Lopes criticou também o valor das multas, considerando que as que existiam antes desta subida “já eram elevadas” mas “agora foram multiplicadas por 10”, o que “inviabiliza e tem um impacto brutal” nas companhias aéreas.

Recorde-se que, a 25 de novembro, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros que decidiu o regresso do estado de calamidade e de novas restrições, o primeiro-ministro anunciou também um agravamento das multas para as companhias aéreas que transportem para Portugal passageiros sem teste negativo à COVID-19, que vão agora dos 20 aos 40 mil euros, sendo que, no limite, as transportadoras aéreas podem mesmo perder a licença de voo para Portugal.

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AL: Autarquia de Lisboa aprova “suspensão imediata” de novos registos

Até que entre em vigor uma nova versão do regulamento de alojamento local, os novos registos para esta atividade na capital estão suspensos por decisão da Câmara Municipal de Lisboa.

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A Câmara de Lisboa decidiu esta quarta-feira a “suspensão imediata” de novos registos de alojamento local na capital até à entrada em vigor da alteração ao regulamento municipal desta atividade, o que não acontecerá antes dos seis meses.

A proposta dos vereadores eleitos pela coligação PS/Livre foi votada em reunião privada do executivo camarário, presidido por Carlos Moedas, e foi viabilizada com os votos contra de PSD e CDS-PP, a abstenção de BE, e os votos a favor de PS, Livre, vereadora independente Paula Marques (eleita pela coligação PS/Livre) e PCP, noticia a Lusa, que cita oficial do município.

Um dos objetivos da iniciativa passa por “submeter à Assembleia Municipal a suspensão imediata da autorização de novos registos de estabelecimentos de alojamento local, por um prazo de seis meses, sem prejuízo da sua renovação por igual período, até à entrada em vigor da alteração ao Regulamento Municipal do Alojamento Local”.

A medida está prevista ser aplicada “nas zonas turísticas homogéneas, sob monitorização, com um rácio entre o número de estabelecimentos de alojamento local e o número de fogos de habitação permanente igual ou superior a 2,5%, bem como na restante cidade, as freguesias, no todo ou em parte, onde se verifique um rácio entre o número de estabelecimentos de alojamento local e o número de fogos de habitação permanente igual ou superior a 2,5%, sem prejuízo das zonas de contenção em vigor”, segundo a proposta dos eleitos pela coligação “Mais Lisboa”.

“As atuais limitações, como a proibição de licenças em sete bairros históricos da cidade, mantêm-se em vigor durante este processo”, acrescentou à Lusa fonte do PS.

Para o processo de alteração do regulamento municipal desta atividade, o executivo compromete-se a implementar mecanismos adicionais que fomentem a participação, para um amplo debate na cidade, inclusive a realização de, pelo menos, três debates públicos promovidos e divulgados pela Câmara Municipal de Lisboa, inclusivos de diferentes sensibilidades, aberto à participação presencial e meios telemáticos, e nos quais possam participar as várias forças políticas com representação no executivo municipal.

Em reação à iniciativa, a Associação do Alojamento Local em Portugal contestou a proposta e indica que “não há nenhum dado concreto que justifique esta proposta de suspensão feita pelo PS Lisboa”, até porque “os indicadores mostram que a oferta real do alojamento local na capital diminuiu consideravelmente nestes dois anos”, refere a ALEP em comunicado.

Por sua vez, a AHRESP considera que a suspensão da abertura de novos espaços de alojamento local vem de forma “‘cega’, arbitrária e sem critérios, prejudicar o desenvolvimento de uma atividade”.

Para a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, a medida é injustificada, “até porque a oferta global de alojamento local nos últimos dois anos se manteve inalterada”.

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easyJet anuncia aumento de 8% face à capacidade pré-pandemia para 2022

Companhia aérea low cost apresentou esta quarta-feira, 15 de dezembro, na Madeira, os seus planos para 2022, considerando que este já deverá ser “um ano positivo e de retoma”.

Inês de Matos

A easyJet conta operar, no próximo ano, mais 8% da capacidade que disponibilizava antes da chegada da COVID-19, o que representa um aumento de 117% face à capacidade que a companhia aérea disponibilizou este ano, revelou esta quarta-feira, 15 de dezembro, José Lopes, diretor geral da easyJet em Portugal.

“Em 2022, no que diz respeito a Portugal, esperamos operar mais 8% da capacidade que tínhamos antes da pandemia, em 2019, e isso é algo que nos orgulha bastante. Pode parecer pouco apresentar números de crescimento de 8% relativamente ao período pré-pandemia mas, se olharmos para aquilo que operamos no ano passado [o ano fiscal da easyJet terminou em setembro], estamos a falar num aumento de 117% da capacidade comparativamente com aquilo que operámos em 2021”, revelou o responsável, durante uma conferência de imprensa na Madeira.

De acordo com José Lopes, este crescimento de 8% representa “mais do dobro” face à capacidade disponibilizada este ano e significa “um esforço enorme” para a easyJet, mas que deverá ajudar a companhia aérea a consolidar a sua posição no mercado nacional e a crescer em contraciclo com a realidade atual da indústria da aviação.

José Lopes explicou que a companhia aérea estima, a nível global, “voar cerca de 74%” da capacidade pré-pandemia no terceiro trimestre e mostra-se confiante que “a capacidade do quarto trimestre se aproxime dos níveis de 2019”, até porque o período entre o Natal e o Fim de Ano costuma ser forte em procura, como se tem registado este ano, com o responsável a indicar que esse aumento de procura abrange também as viagens de negócios.

“Temos dados interessantes dos últimos seis meses e creio que ajudam a comprovar isso”, acrescentou o responsável, revelando que, nesse período, a easyJet cresceu 46% na Madeira face a igual período de 2019, ainda que o aeroporto do Funchal tenha perdido 16% de tráfego nesses seis meses, enquanto no Porto a companhia aérea low cost registou uma subida de 9%, num período em que o Aeroporto Francisco Sá Carneiro assistiu a uma descida de 40% no tráfego.

Já no aeroporto de Lisboa, onde a questão da falta de liberalização dos slots continua a ser um problema para a easyJet, José Lopes revela que a companhia aérea também regista “uma performance superior à média do mercado”.

“É este o nosso compromisso para 2022, vamos ter mais de oito milhões de lugares à venda e esperamos que, em breve, possamos ter novas surpresas, caso se venha a concretizar a liberalização de slots em Lisboa e, se isso, acontecer, vamos adicionar ainda mais capacidade do que estamos agora a anunciar”, rematou.

O diretor geral da easyJet em Portugal espera que, ao nível de restrições adotadas para conter a pandemia, 2022 também seja um ano melhor do que foi 2021 e revela que os dados que a companhia aérea possui assim o indicam.

“Com os dados que temos, pensamos e perspetivamos que o próximo ano será mais positivo do que aquele que passou. É verdade que há novas variantes que parecem ser mais perigosas em termos de contágios mas com um impacto hospitalar não tão massivo, o que nos permite ter confiança que o transporte aéreo é seguro e que o ambiente dentro do avião é o mais seguro possível”, explicou, acrescentando que, apesar das novas variantes, a easyJet acredita que “2022 vai ser um ano positivo e de retoma”.

Ano histórico na Madeira

A conferência de imprensa em que a easyJet deu a conhecer as suas expetativas para 2022 aconteceu no Mercado dos Lavradores, no Funchal, Madeira, e contou com a presença de Pedro Calado, presidente da Câmara Municipal do Funchal, bem como de Eduardo Jesus, secretário regional de Turismo e Cultura da Madeira.

Durante o evento, José Lopes explicou que a companhia aérea decidiu fazer este evento na região autónoma porque este foi um “ano histórico” para a easyJet na Madeira, que se tornou na primeira companhia aérea na região, ultrapassando a TAP, tendo mesmo registado um crescimento de 46% nos últimos seis meses, face a 2019.

“Voar 46% mais que em 2019 é um grande feito e uma prova de que a easyJet acredita no mercado da Madeira e que mostra que a pandemia acabou por se transformar numa oportunidade”, considerou, revelando que a easyJet passou a liderar na rota Porto-Funchal, onde era terceira antes da pandemia, contando agora com uma quota de mercado de 42%, enquanto nas ligações entre Lisboa e o Funchal é segunda e assim deverá continuar mesmo com a abertura de uma nova base da Ryanair na Madeira.

A Madeira, acrescentou ainda o diretor geral da easyJet em Portugal, é também um dos destinos mais procurados na easyJet Holiday, que disponibiliza mais de 300 hotéis, “muitos também na Região Autónoma da Madeira.

“Portugal é um dos destino mais procurados na easyJet Holidays, essencialmente por britânicos. Faro é o destino número um, mas a madeira tem evidenciado um grande crescimento”, revelou o responsável, que passou ainda em revista as conquistas da easyJet em Portugal durante 2021, com destaque para a abertura de uma nova base em Faro e para a abertura de novas rotas.

 

 

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‘PARTE’ para um turismo diferente e de valor acrescentado

O objetivo do PARTE passa pela diversificação da oferta turística apresentada por Portugal a nível internacional. Para já estão na calha dois Circuits, um Summit e um Book. Tudo para internacionalizar a Arte Contemporânea produzida em Portugal através de Portugal.

Victor Jorge

Foi apresentada esta quarta-feira, 15 de dezembro, o Portugal Art Encounters (PARTE), projeto que visa promover a internacionalização de Portugal enquanto destino de referência no circuito da Arte Contemporânea, reforçando, assim, a atratividade e competitividade turística do nosso país nos mercados internacionais.

Contando com o apoio do Turismo de Portugal e do Ministério da Economia e Transição Digital, além do apoio do Ministério da Cultura e outras entidades como Direção-Geral das Artes (dgARTES) e Rede Portuguesa de Arte Contemporânea(rpac), Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal (TdP), começou por dizer que “é preciso afirmar Portugal noutras áreas e mostrar a diversidade que o país tem para oferecer”.

Luís Araújo, salientou a importância de se “trazer novos turistas, turistas diferentes, de valor acrescentado para voltar e continuar a crescer tal como vínhamos a fazer até 2019”, considerando que “este projeto ajuda-nos a trazer estes turistas todo o ano” e que “temos um terreno fértil para cultivar lá fora”, além de precisarmos de “mostrar um país diferente e que tem muito mais para dar”.

Do lado dos promotores deste projeto, Miguel Mesquita e Sílvia Escórcio, o PARTE é uma “simbiose entre turismo em Portugal e a Arte Contemporânea”, admitindo que é através da arte que o país atrativo pode ser elevado”.

Com o mapeamento do território artístico para “promovê-lo e comunicá-lo” como ponto de partida, o PARTE é um projeto de médio-longo prazo, ou seja, pensado a cinco anos, pretendendo colocar no terreno “propostas anuais diferenciadas”.

Tendo como um dos objetivos “internacionalizar a Arte contemporânea produzida em Portugal através de Portugal”, os promotores desta iniciativa admitem que, “para exportar é também preciso importar”, uma vez que é preciso trazer para Portugal os experts de Arte Contemporânea para, posteriormente, exportá-la.

Circuits, Summit e Book
O programa concretiza-se em dois circuitos consecutivos, designados PARTE Circuits, que culminam com a realização do seminário internacional PARTE Summit e o lançamento da publicação-guia PARTE Book.

No primeiro caso, o PARTE Circuits reunirá, a cada ano, em Portugal, curadores, programadores, diretores de grandes instituições e eventos artísticos para conhecerem uma seleção do que o país tem para oferecer em termos de produção artística, acolhimento, património natural e cultural.

A primeira edição está já marcada para 24 de julho a 7 de agosto de 2022, envolvendo cerca de 15 cidades das cinco regiões do território continental e terá a curadoria de Vicente Todolí e de Isabel Carlos.

Já o PARTE Summit será um encontro anual que conta com a participação de alguns dos pensadores e agentes mais relevantes no meio artístico internacional. Dedicado à reflexão e partilha de conhecimento, este encontro quer reunir pessoas que têm interesse em acompanhar a atividade artística, em especial a criação contemporânea, na sua relação com a transformação dos territórios e sociedades.

Para o PARTE Summit estão reservadas duas sessões, em duas cidades de diferentes regiões do país, nos dias 30 de julho e 6 de agosto de 2022.

A descentralização é, de resto, uma aposta do PARTE que visa não se centrar nas grandes urbes, mas levar os “turistas motivados pela arte às várias regiões do país”.

Quanto ao PARTE Book, trata-se de um guia para o Turismo de Arte em Portugal e um documento de reflexão sobre as questões que orientam o Universo da Arte, apresentado como um projeto editorial que combina o mapeamento das instituições e agentes na Arte Contemporânea no país com contributos dos participantes no PARTE Circuits e PARTE Summit e de outras autoras e autores.

A primeira edição será lançada na sessão que abre a PARTE Summit, no dia 24 de julho de 2022.

Rita Marques, secretária de Estado do Turismo (SET), admitiu na sua intervenção na conferência de imprensa que deu a conhecer o PARTE no CCB, que “o turismo é suficientemente generoso e humilde para perceber que é preciso fazer parcerias para promover Portugal no exterior”.

Por isso mesmo, a estratégia passa por “desenvolver o turismo todo o ano e em todas as regiões”, considerando Rita Marques que, em todos os campos e também neste da arte, “não se pode ter uma boa experiência turística sem que exista qualidade para viver no local”. Assim, para a SET, “é fulcral envolver os residentes locais que fazem parte do turismo nacional e que não podem ser descurados”.

Rita Marques concluiu que esta parceria “não é só importante para o turismo, mas também para a própria cultura”; considerando mesmo que o turismo pode ser um “aliado forte e importante para a cultura nacional”. “Sempre que o turismo apresenta algo de novo, abrem-se novas pontes”, concluindo que “temos todos algo em comum: o de sermos portugueses e de mostrar Portugal lá fora”.

Por fim, a ministra da Cultura, Graça Freitas, destacou a importância das parcerias, salientando que “projetos como este são um todo e não partes” e que “é assim que têm de ser vistas”.

E por falar em parcerias, Graça Freitas terminou com o desafio dirigido à Secretaria de Estado do Turismo e ao Turismo de Portugal para que “a cultura seja a próxima aposta para os anos vindouros”.

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Setor do turismo no Brasil deverá crescer 22% em 2021

As receitas do turismo no Brasil crescerão 21,9% este ano, estima a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mas ainda abaixo dos valores verificados em 2019.

Mesmo com a pandemia e das perdas que o setor acumula desde 2020, as receitas do turismo no Brasil crescerão 21,9% este ano, estima a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Entre março do ano passado e outubro de 2021, o turismo do país sul-americano perdeu 453 mil milhões de reais (70,82 mil milhões de euros), segundo o levantamento da CNC citado pela Lusa. Só em 2020, a retração no volume de receitas foi de 36%.

São Paulo e Rio de Janeiro, principais focos da pandemia no país, lideram as perdas e concentram mais da metade (55%) dos prejuízos nacionais.

No entanto, o setor vem recuperando gradualmente desde março, embora o volume de receitas ainda esteja 19,5% abaixo do registado em fevereiro de 2020, antes da pandemia se espalhar por solo brasileiro.

As projeções da entidade indicam que além do crescimento de receitas em 21,9% este ano, apesar do cancelamento de eventos relevantes para o país como o réveillon no Rio de Janeiro, tradicional festa de final de ano que reúne milhões de pessoas na praia de Copacabana, o resultado também será positivo em 2022, quando é esperado um avanço de 2,4%.

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Restauração

AHRESP pede celeridade no contacto entre empresas e Segurança Social

A AHRESP pede à Segurança Social que promova uma maior eficiência e celeridade na gestão de problemas e no contacto com os empresários dos setores que representa.

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A AHRESP pede à Segurança Social que promova uma maior eficiência e celeridade na gestão de problemas e no contacto com os empresários.

Este apelo vem na sequência de relatos, que chegam à Associação, de empresas com sérias dificuldades no contacto com a Segurança Social, relativamente a valores em dívida que vão surgindo nas suas conta correntes, muitas vezes referentes a períodos anteriores a um ano.

Face a esta situação, os empresários ficam impossibilitados de obter certidões de ausência de dívida até à resolução das situações, o que impede o recebimento dos apoios e financiamentos Covid-19.

Diz ainda a AHRESP que as empresas não conseguem obter respostas da Segurança Social em tempo útil, nem perceber de forma clara a origem das dívidas e as opções que têm para regularizar a sua situação contributiva, com a resolução destas pendências a tardar vários meses.

 

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Civitatis recomenda oito destinos para viajar em 2022

Com a reabertura de diversos países graças ao avanço da vacinação contra a covid-19, a Civitatis sugere um conjunto de destinos a não perder no próximo ano.

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Com a reabertura de diversos países graças ao avanço da vacinação contra a covid-19, a Civitatis preparou uma lista de destinos imperdíveis para descobrir em 2022.

A empresa de venda de visitas guiadas e excursões nos principais pontos turísticos do mundo propõe, assim, destinos de praias, montanhas, desertos ou históricos, de Dublin a Vancouver, passando por Borgonha e Mérida.

O Cairo, Friburgo em Brisgóvia, Katmandu no Reino do Nepal e San Pedro de Atacama, no Chile, são outros destinos recomendados pela Civitatis para o próximo ano.

 

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1ª fase do Algarve + Sustentável termina com balanço positivo

A primeira fase do Algarve + Sustentável terminou com um debate que juntou especialistas, operadores e instituições, por um desígnio comum.

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A primeira fase do Algarve + Sustentável terminou com um debate que juntou especialistas, operadores e instituições, por um desígnio comum. O maior evento de turismo de natureza sustentável da região está de regresso de março a abril de 2022 para a sua segunda fase.

Conforme referido no debate, a primeira fase deste projeto contou com um conjunto de contributos de especialistas sobre diversos temas em torno da estruturação de uma oferta cada vez mais sustentável e sobre a necessária capacitação dos seus agentes, fundamentais para um compromisso regional com a sustentabilidade do setor nas vertentes económica, social e ambiental.

O presidente da RTA, João Fernandes prometeu um novo conjunto de ações em 2022 “sempre alinhadas com a Estratégia

de Turismo 2027, com o Plano Turismo + Sustentável para Portugal e também focadas no plano de ação Reativar o Turismo. Há no fundo uma estratégia europeia, uma estratégia nacional e ainda o foco regional na aposta da sustentabilidade”.

“A palavra que sai assim desta primeira etapa é mobilização. Temos a melhor região e os melhores agentes. E estamos todos mobilizados para a ação, através do planeamento e desenvolvimento sustentável das atividades turísticas no Algarve”, disse ainda João Fernandes.

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Nova edição: FITUR, dossier Destinos de Inverno e Istambul

A nova edição do Publituris, a única do mês de dezembro, faz capa com uma entrevista a Maria Valcarce, diretora da FITUR, a feira de turismo de Madrid, que regressa entre 19 e 23 de janeiro e que, segundo a responsável, já se deverá equiparar às “feiras pré-pandémicas”.

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A nova edição do Publituris, a única do mês de dezembro e última de 2021, faz capa com uma entrevista a Maria Valcarce, diretora da FITUR, a feira de turismo de Madrid, que regressa entre 19 e 23 de janeiro de 2022 e que, segundo a responsável, já se deverá equiparar às “feiras pré-pandémicas”.

Na entrevista ao Publituris, Maria Valcarce fala também de como está a ser preparado o certame, que deverá voltar a contar com várias seções temáticas e com uma forte presença portuguesa.

Nesta edição, leia também a reportagem sobre Istambul, que fomos visitar a convite do operador turístico Viagens Tempo e da Turkish Airlines, numa viagem de familiarização que contou com a participação de sete agentes de viagens e que pretendeu mostrar que a maior cidade da Turquia é “um destino seguro”, mesmo em tempos de pandemia, e que já voltou a receber turistas de todo o mundo.

Conheça também quais os destinos que os operadores turísticos portugueses estão a programar para esta época festiva e para os próximos meses, e como está a procura, num dossier sobre Destinos de Inverno, que, ao contrário do que acontecia no passado, passam mais pelo calor do que propriamente pela neve.

Neste dossier, publicamos ainda uma entrevista a Eduardo Jesus, secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira, região que vai voltar a contar com uma forte programação para o final do ano e que tem sido um dos destinos mais procurados pelos portugueses para férias de inverno.

Destaque ainda para um entrevista com Duarte Moreira, novo responsável comercial da Lisbon Helicopters, empresa de animação turística que realiza passeios de helicóptero em Lisboa e arredores, e que conta com uma nova estratégia comercial. Depois do regresso à operação em outubro, a Lisbon Helicopters já está de volta aos bons resultados e espera avançar, em breve, para vários dos projetos que tem em carteira.

Nesta edição, leia ainda as opiniões de Vicente Rodrigues (coordenador da Pós-Graduação em Top Management in Hospitality and Tourism do ISCTE Executive Education), Amaro Correia (docente da Atlântico Business School), José Varela Gomes (co-coordenador da Licenciatura em Gestão Hoteleira do ISAG) e Luiz S. Marques (investigador do Dreams da Universidade Lusófona).

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