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Transportes

Passageiros que cujos voos tiveram atrasos ou foram cancelados durante a pandemia devem reclamar compensação

O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, sentenciou que os passageiros apoiados pela AirHelp, que viram os seus voos atrasados ou cancelados durante a pandemia poderão ter direito à indemnização prevista no Regulamento CE 261/2004. Esta situação abrange mais de 200 mil pessoas.

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O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, sentenciou que os passageiros apoiados pela AirHelp, que viram os seus voos atrasados ou cancelados durante a pandemia poderão ter direito à indemnização prevista no Regulamento CE 261/2004. Esta situação abrange mais de 200 mil pessoas.

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Segundo comunicado divulgado pela AirHelp, organização mundial especializada na defesa dos direitos dos passageiros aéreos, os Tribunais confirmaram que algumas companhias aéreas cancelaram voos por diminuição da procura e usaram o Covid-19 como justificação. Também em casos de voos atrasados, as companhias aéreas usaram o vírus como justificação, mas, as recentes decisões do Tribunal de Lisboa indicam que os passageiros que tenham visto os seus voos cancelados pelas companhias aéreas em consequência da diminuição da procura de viagens por parte dos passageiros, causada pelo receio de viajar ou pelos requisitos de entrada e diversos países (tal como vacinação, apresentação de testes negativos ou cumprimento de quarentena) têm direito a indemnização.

Pedro Miguel Madaleno, advogado especialista em direito dos passageiros e representante da AirHelp em Portugal destaca que “os juízes entendem que tais cancelamentos não conferem direito a indemnização quando exista uma efetiva proibição de autoridade pública para a realização do voo ou para a circulação de pessoas que impedisse de facto a realização do voo por razões de obediência devida às autoridades”, mas em vários processos, as companhias “têm alegado restrições relacionadas com a pandemia Covid-19, sendo que depois fica demonstrado que não existia qualquer limitação ou restrição à atividade aérea na data do voo em causa, sendo a circulação possível.”

Assim, em diversos processos já concluídos, o Tribunal de Lisboa concluiu que a companhia aérea não foi forçada a cancelar o voo por circunstâncias exteriores à sua vontade, mas sim que a sua realização não se demonstrava viável de um ponto de vista económico devido à baixa procura de voos sentida em virtude da pandemia.

Ainda acordo com o Tribunal, segundo nota de imprensa da AirHelp, a diminuição da procura de voos constitui um risco económico-financeiro inerente ao exercício de qualquer atividade comercial com um objetivo lucrativo.

Por outro lado, o Tribunal de Lisboa considera, também, que atrasos em voos devido à realização de procedimentos de verificações e medidas de segurança implementados durante a pandemia de Covid-19, para contenção do vírus, não afastam o direito à indemnização prevista no mencionado Regulamento.

“Os juízes têm entendido que, tratando-se de voos a operar em plena pandemia, cumpria às companhias aéreas a adoção de novos procedimentos adequados à realização de limpezas e desinfeções das aeronaves, nomeadamente aumentando os tempos de rotação, espaçando mais as chegadas de um voo e as partidas do voo seguinte (a operar pela mesma aeronave), o que muitas não fizeram”, finaliza o advogado.

Entretanto, segundo os dados recolhidos pela AirHelp, durante este período da pandemia foram registados 163 mil voos com partida de Portugal, o que representa cerca de 17 milhões de passageiros aéreos.

Neste período registaram-se mais de dois mil cancelamentos de voos e mais de 20 mil voos sofreram atrasos. Assim, mais de dois milhões de passageiros foram diretamente afetados e 213 mil encontram-se elegíveis para compensação.

 

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Transportes

ARAC promove ciclo de conferências sobre Locação Automóvel

A partir de 15 de março, a ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos promove um ciclo de conferências sobre a locação automóvel, a primeira das quais vai ter lugar em Lisboa, sobre o tema da tributação automóvel.

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A Associação Nacional dos Locadores de Veículos (ARAC) vai promover, a partir de 15 de março, um ciclo de conferências para debater temas importantes para a atividade de locação automóvel, cuja primeira iniciativa vai ser dedicada à Tributação Automóvel, tendo lugar no hotel Vila Galé Opera, em Lisboa.

“Serão quatro conferencias sobre importantes temáticas para a atividade de
Locação Automóvel, a qual como é sabido integra o aluguer de muito curta
duração – carsharing e sharing de veículos de mobilidade leve, o aluguer de
curta duração – rent-a-car e rent-a-cargo, o aluguer de média duração e o
aluguer de longo prazo – ALD e renting”, indica a ARAC, em comunicado.

A primeira destas conferências decorre a 15 de março, sobre o tema da Tributação Automóvel, e vai contar com a participação de Hélder Barata Pedro, secretário-geral da ACAP; António Brigas Afonso, ex-diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira; Vasco Valdez, docente e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais; e Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC.

O mercado automóvel e os impostos incidentes sobre a aquisição; a tributação automóvel na aquisição e circulação de viaturas; a tributação automóvel na esfera do utilizador e o financiamento e a utilização automóvel são os temas que vão estar em debate nesta conferência.

 

 

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Aviação

BestFly World Wide refuta “informações infundadas” divulgadas sobre a TICV – Transportes Interilhas de Cabo Verde

Num comunicado enviado à imprensa, a BestFly World Wide indica que o AOC da TICV não foi cancelado nem está “em risco de não ser renovado”, sendo também mentira que o AOC da TICV caduque no fim de março de 2024, uma vez que, indica a empresa, a “renovação do mesmo está prevista para julho de 2024”.

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A BestFly World Wide veio esta segunda-feira, 26 de fevereiro, refutar as “informações infundadas” sobre a TICV – Transportes Interilhas de Cabo Verde que têm vindo a ser divulgadas, explicando que “não é verdade que o Certificado do Operador Aéreo (AOC) da TICV tenha sido cancelado”, nem que o “AOC da TICV caduque no fim de março de 2024”.

Num comunicado enviado à imprensa, a BestFly World Wide indica que o AOC da TICV não foi cancelado nem está “em risco de não ser renovado”, sendo também mentira que o AOC da TICV caduque no fim de março de 2024, uma vez que, indica a empresa, a “renovação do mesmo está prevista para julho de 2024”.

Apesar de refutar as informações que têm vindo a ser divulgadas, a BestFly World Wide “reconhece e lamenta os desafios que a operação da TICV em Cabo Verde tem verificado” mas “garante a continuidade da sua operação no país”.

“A BestFly World Wide continua inteiramente comprometida com a manutenção da ligação inter-ilhas no arquipélago de Cabo Verde e com o serviço de elevado valor económico e social que assumiu para com Cabo Verde e os cabo-verdianos”, lê-se na informação divulgada.

A empresa acrescenta que está a ser levado a cabo “um reajustamento da sua estratégia em Cabo Verde”, através da qual se pretendem “implementar mudanças estruturais, a nível de gestão e a nível técnico, que permitam corrigir e suprimir os constrangimentos verificados até ao momento”.

“A BestFly continuará a fazer investimentos na sua operação em Cabo Verde que terão reflexo a curto prazo”, garante a empresa de aviação, na informação enviada à imprensa.

A BestFly World Wide diz ainda que, neste momento, o seu principal objetivo passa por “assegurar que a sua operação em Cabo Verde esteja estabilizada até ao início do verão de 2024, garantindo um serviço de qualidade, a melhoria da pontualidade e o reforço da confiabilidade e previsibilidade das ligações providenciadas pela companhia”.

Entretanto, a empresa de aviação revela que os bilhetes para o verão de 2024 já se encontram disponíveis para venda, “estando a companhia a trabalhar para responder à procura e assegurar o número de voos necessários”.

“A demora na efetivação da comercialização desses bilhetes não esteve relacionada com a ação operacional da TICV, tendo-se devido, exclusivamente, ao atraso na emissão de slots por parte da Cabo Verde Airports, devido a obras planeadas para aeroportos do país”, lê-se ainda na informação divulgada.

Nuno Pereira, CEO da BestFly World Wide, lamenta “a divulgação de informação incorreta e infundada na comunicação social”, até porque, considera, vem prejudicar “diretamente o maior beneficiário do rigor e da verdade: os clientes da TICV e a comunidade cabo-verdiana, que merecem estar inteirados sobre a realidade e a ação da nossa companhia”.

“A TICV assume com orgulho a sua missão de servir Cabo Verde e os cabo-verdianos, assegurando um serviço imprescindível para o desenvolvimento económico e para a coesão social do país. Estamos a trabalhar de forma contínua para ajustar a nossa operação e garantir melhorias efetivas, com reforço na confiabilidade e na qualidade do serviço que prestamos. Estamos convictos de que a revisão da nossa estratégia e o reforço de investimento terão efeitos tangíveis na qualidade do transporte aéreo inter-ilhas. Tudo faremos para continuar a apoiar e promover a ligação entre pessoas, a coesão entre ilhas e a união em Cabo Verde”, acrescenta o responsável.

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Transportes

PLAY com preços especiais para a Islândia, EUA e Canadá

Fundada antes da pandemia [em 2019], mas com o primeiro voo a acontecer no verão de 2021, a PLAY Airlines comemora o seu primeiro ano bissexto com preços especiais para voos para a Islândia, EUA e Canadá.

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A PLAY Airlines, companhia aérea lowcost islandesa que opera a partir de Lisboa e Porto, lança uma oferta especial para celebrar o seu primeiro ano bissexto, proporcionando aos viajantes uma oportunidade única de explorar destinos a preços mais acessíveis.

A promoção inclui um desconto de 25% no preço dos voos, aplicável a viagens nos meses de abril a maio e de setembro a dezembro de 2024, com partidas disponíveis a partir do Porto ou Lisboa, para destinos como Islândia, Nova Iorque, Boston, Baltimore, Washington D.C. ou Toronto.

O período de reserva desta promoção é entre 23 de fevereiro a 1 de março de 2024. Os detalhes completos, termos e condições da oferta estão disponíveis no website da PLAY Airlines.

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MSC Opera

Transportes

MSC Cruzeiros vai ter 19 cruzeiros com partida e chegada ao Funchal no inverno 2024-2025

A MSC Cruzeiros vai disponibilizar, entre novembro de 2024 e março de 2025, 19 cruzeiros com partida e chegada ao Funchal, que vão ser realizados pelo navio MSC Opera e contam com escalas nas ilhas Canárias, Espanha.

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A MSC Cruzeiros anunciou que, na próxima temporada de inverno, vai disponibilizar um ciclo completo de cruzeiros com partida e chegada ao Funchal, Madeira, num total de 19 viagens realizadas a bordo do navio MSC Opera.

“No total, a MSC Cruzeiros terá 19 cruzeiros com embarque e desembarque no Funchal.  Serão 11 cruzeiros de sete noites, quatro cruzeiros com a duração de seis noites, três cruzeiros com a duração de oito noites e um cruzeiro de nove noites”, indica a companhia de cruzeiros, em comunicado enviado à imprensa.

Nestes cruzeiros, que vão decorrer entre novembro de 2024 e março de 2025, o MSC Opera vai realizar escalas nas Ilhas Canárias, concretamente em Santa Cruz de Tenerife (ilha de Tenerife), Arrecife (capital de Lanzarote), Las Palmas (na Gran Canária), Puerto del Rosário (em Fuerteventura) e Santa Cruz de La Palma (a capital de La Palma), existindo a possibilidade de o embarque decorrer também em Santa Cruz de Tenerife, Arrecife e Las Palmas.

“Com estadias prolongadas nos portos, o novo itinerário oferece aos turistas até 16 horas nas cidades, tempo suficiente para aproveitar tudo o que cada destino vibrante tem para oferecer”, refere ainda a companhia de cruzeiros.

Além destas 19 viagens, a MSC Cruzeiros vai também ter quatro mini-cruzeiros no Funchal, dois dos quais com a duração de três noites, um cruzeiro com a duração de sete noites e ainda um cruzeiro de quatro noites.

Os itinerários de inverno 2024-2025 com partida e chegada ao Funchal já estão disponíveis para reserva e as informações detalhadas sobre as viagens previstas desde portos portugueses podem ser consultadas aqui. Já as informações sobre datas e horários dos cruzeiros do Funchal podem ser vistas aqui.

 

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Aviação

Etihad Airways adiciona frequência à rota Abu Dhabi-Lisboa

A nova frequência começa a ser operada a 3 de abril e mantém-se até 23 de maio, aumentando o número de voos da Etihad Airways entre Lisboa e Abu Dhabi para cinco ligações aéreas por semana.

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A Etihad Airways vai adicionar uma frequência à rota entre Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Lisboa, que passa a contar com um total de cinco voos por semana, informou a companhia aérea, em comunicado.

A nova frequência começa a ser operada a 3 de abril e mantém-se até 23 de maio, partindo de Lisboa às 09h05 para chegar a Abu Dhabi às 19h45, enquanto em sentido contrário a partida da capital dos Emirados Árabes Unidos decorre pelas 02h35, chegando a Lisboa às 07h40.

Com a introdução desta nova frequência, que vai ser operada às quartas-feiras, a Etihad Airways passa a contar com voos entre Lisboa e Abu Dhabi às terças, quartas, quintas, sábados e domingos.

 

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Hotelaria

Há uma nova empresa especialista em rent-a-car e hotelaria

Chama-se MAX Revenue Consulting e é a nova empresa especialista nas áreas de rent a car e hotelaria.

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Depois de sete anos na Frontline Performance Group como Consultor e International Business Development, Tiago Gomes Santos acaba de fundar a MAX Revenue Consulting,

empresa especialista nas áreas de rent a car e hotelaria.

A nova empresa tem na sua metodologia cruzada em consultoria, formação e acompanhamento das equipas de front desk um elemento diferenciador para incrementar receita e melhorar a experiência do cliente.

Nos últimos 15 anos, Tiago Gomes Santos, trabalhou com diversas empresas dos setores de turismo e retalho com foco na melhoria de performance das equipas para maximizar resultados.

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Transportes

Qatar Airways liga Doha a Lisboa com 4 voos semanais a partir de junho

A Qatar Airways vai retomar a ligação Doha-Lisboa a partir de 6 de junho de 2024, com quatro voos semanais.

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A Qatar Airways anunciou o regresso dos voos entre Doha e Lisboa no âmbito da expansão da sua rede em 2024. Os quatro voos semanais terão início na quinta-feira, 6 de junho de 2024, servidos por um avião Boeing B787-8.

Recorde-se que a transportadora nacional do Estado do Qatar lançou pela primeira vez voos para Lisboa em junho de 2019, antes de a pandemia ter levado à sua interrupção menos de um ano depois.

A propósito do regresso da Qatar Airways a Lisboa, Thierry Antinori, diretor Comercial da companhia, refere que “à medida que continuamos a expandir a operação no mercado europeu, celebramos a retoma dos nossos voos para a bela cidade de Lisboa. A rota reforça a porta de entrada para a Ásia, África Oriental e Austral e para o subcontinente indiano, solidificando ainda mais a nossa posição como um ponto de acesso fundamental para os viajantes globais. Os passageiros da Qatar Airways podem agora explorar o coração histórico de Portugal este verão e passar as suas férias a desfrutar de uma das cidades mais ensolaradas da Europa.”

Além dos voos, os passageiros podem, a partir de junho, aproveitar a opção de transformar uma viagem de férias em duas com os pacotes de escala para o Qatar, oferecidos pela Discover Qatar, a partir de 14 dólares por pessoa e por noite. Os pacotes oferecem cinco opções para os passageiros que embarcam na Qatar Airways. Assim, estarão disponíveis os pacotes Standard (seleção de hotéis de 4 estrelas); Premium (seleção de hotéis de 5 estrelas); Premium com acesso à praia (seleção de hotéis de 5 estrelas com acesso à praia de Doha Sands, West Bay); Luxury (seleção de hotéis de luxo de 5 estrelas com pequeno-almoço incluído); e All-Inclusive Beach (seleção de hotéis de 5 estrelas que incluem pequeno-almoço e acesso à praia, com tudo incluído, em Doha Sands Beach, West Bay)

Todos os pacotes de escala incluem comodidades de check-in 24 horas por dia para que os hóspedes possam aproveitar ao máximo o seu tempo no Qatar e podem ser adaptados a opções adicionais, incluindo assistência no aeroporto, transferes e uma gama de excursões e experiências para melhorar a sua estadia, tais como City e Desert Tours.

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Aeroportos europeus registam aumento de tráfego de passageiros em janeiro de 2023

O número de passageiros que viajaram pelos aeroportos europeus aumentou no primeiro mês deste ano.

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Vários aeroportos já ultrapassaram os níveis de 2019, enquanto outros esperam números mais elevados este ano.

Segundo informação avançada pelo SchengenVisaInfo.com, os aeroportos da rede Aena em Espanha (46 aeroportos), receberam mais de 18,6 milhões de passageiros no mês passado, o que representa um aumento de mais de 10% em relação a janeiro de 2023.

O maior número de viajantes foi registado no Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, atingindo quase 4,8 milhões de passageiros no mês passado.

Entretanto, o Aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat registou 3,5 milhões de passageiros, seguido de Málaga-Costa del Sol (1,3 milhões), Gran Canaria (quase 1,3 milhões), Tenerife Sur (1,2 milhões) Alicante-Elche Miguel Hernández (958 088) e Aeroporto de Palma de Maiorca (889 815).

Entretanto, o aeroporto de Frankfurt (Alemanha) recebeu 4,1 milhões de passageiros no mês passado, registando um aumento de 11% em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar deste crescimento homólogo, o tráfego de passageiros foi 12,6% inferior ao registado em janeiro de 2019.

Para além do aeroporto de Frankfurt, outros aeroportos do portfólio internacional da Fraport registaram um aumento no tráfego de passageiros durante este período.

O aeroporto de Berlim recebeu cerca de 1,48 milhões de viajantes, quase 13% mais do que em janeiro do ano anterior, com o dia 7 de janeiro a ser o mais movimentado do mês, com o número de passageiros a atingir os 63.613.

1,7 milhões de viajantes passaram pelo aeroporto de Copenhaga (Dinamarca) durante o mês de janeiro de 2024, o que representa um aumento de 7% em relação ao ano anterior.

Os destinos preferidos dos passageiros do aeroporto da capital dinamarquesa durante esse mês foram Londres, Oslo e Estocolmo.

No entanto, o maior aumento do tráfego de passageiros foi registado nas rotas para destinos na Ásia e no Médio Oriente, com 47% e 36%, respetivamente.

O aeroporto de Keflavík, o maior aeroporto da Islândia, recebeu mais de 451.000 passageiros no mês passado. O dia 2 de janeiro foi o mais movimentado do mês, com 22611 viajantes a passarem pelo aeroporto.

Londres, Copenhaga, Nova Iorque, Manchester e Paris foram os destinos mais populares durante esse período.

Os cidadãos britânicos e norte-americanos foram os que mais partiram, com 21% e 19%, respetivamente. Os cidadãos alemães ficaram em terceiro lugar, seguidos pelos cidadãos holandeses e chineses.

Para além dos aeroportos mencionados, o aeroporto de Riga (Letónia) registou um aumento do tráfego de passageiros no primeiro mês de 2024, recebendo 420000 passageiros, mais 5000 do que no mesmo período do ano passado.

A companhia aérea nacional, AirBaltic, foi a que movimentou mais passageiros (222000), seguida da companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair (132000).

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Aviação

“Estamos confiantes que conseguiremos tornar a aviação em Portugal mais sustentável”

A renovação do acordo com a Travelstore, que foi o primeiro player do setor das viagens em Portugal a aderir ao programa Air France-KLM SAF Corporate, serviu de mote para uma conversa com Miguel Mota, diretor comercial da Air France-KLM em Portugal, sobre a política de sustentabilidade do grupo de aviação, que tem vindo a dar vários passos para reduzir as suas emissões poluentes.

Inês de Matos

 

Com metas ambiciosas para a descarbonização, a Air France-KLM trouxe para Portugal o programa SAF Corporate, um dos trunfos do grupo para estimular a produção de SAF – Combustível Sustentável para a Aviação, que é menos poluente e mais amigo do ambiente, e que conta já com a participação da Travelstore, o primeiro e, por enquanto, único parceiro deste programa, que o grupo de aviação pretende continuar a desenvolver e aumentar. O acordo com a Travelstore, que foi renovado em dezembro, foi a desculpa perfeita para o Publituris conversar com Miguel Mota, diretor comercial da Air France-KLM em Portugal, sobre os passos que a Air FranceKLM tem vindo a dar, também em Portugal, com vista a uma aviação mais sustentável e que permita alcançar a meta de chegar a 2050 com zero emissões de CO2.

A Air France-KLM e a Travelstore renovaram o acordo que tornou a Travelstore no primeiro player do setor das viagens em Portugal a aderir ao programa de combustível sustentável do grupo de aviação. Qual é a importância da renovação deste acordo, que foi originalmente estabelecido em maio de 2023?

A renovação deste acordo – assinado a 3 de maio de 2023 e renovado a 14 de dezembro passado – reveste-se da maior importância, já que demonstra um forte compromisso da Travelstore com a sustentabilidade e representa a participação, pela primeira vez em Portugal, de um grande player da indústria de viagens no ambicioso programa SAF Corporativo – Combustível Sustentável para a Aviação da Air France-KLM. Como afirmámos em maio, não poderíamos estar mais orgulhosos por contar, como primeiro parceiro do nosso programa, com um ator tão importante na indústria de viagens e turismo em Portugal.

Em que consiste o programa de combustível sustentável da Air France-KLM e porque devem as empresas do setor das viagens em Portugal aderir?

O combustível sustentável para a aviação é, hoje, juntamente com a renovação da frota, uma das medidas mais eficazes para reduzir as emissões de CO2 das viagens aéreas e o nosso objetivo é aumentar a proporção de SAF que utilizamos. A Air France-KLM pretende liderar o caminho na incorporação de SAF e apoiar o desenvolvimento de capacidades de produção em todo o mundo com iniciativas tangíveis e vinculativas, tais como acordos de compra plurianuais, o investimento num produtor de SAF ou o apoio à I&D em projetos de descarbonização. Desde janeiro de 2022, foi integrada uma contribuição SAF em cada bilhete nas partidas de França e dos Países Baixos, em simultâneo com a incorporação de 1% de SAF nos voos com partida de ambos os países. O grupo estabeleceu ainda metas ambiciosas que excedem os requisitos regulamentares, nomeadamente a redução das emissões de CO2 por passageiro/ km em 30% e a incorporação de um mínimo de 10% de SAF até 2030 face a 2019. Mas isto não é suficiente, uma vez que o preço do SAF é atualmente 3 a 6 vezes mais elevado do que o jet fuel de combustíveis fósseis e precisamos urgentemente de uma maior produção de SAF. Neste contexto, o programa Air France-KLM SAF Corporate propõe às empresas um papel ativo no futuro das viagens, envolvendo uma contribuição anual das empresas participantes que é investida pelo grupo no fornecimento e na utilização de combustível sustentável para a aviação. Através do programa de SAF, os clientes empresariais da Air France e da KLM, após uma estimativa das emissões de CO2 associadas às suas viagens, podem determinar a contribuição anual que desejam fazer para o programa de SAF. Esperamos que outros players e parceiros do Grupo em Portugal se sintam impulsionados e encorajados por este incentivo e adiram a esta iniciativa, uma vez que, em termos de sustentabilidade, somos todos parte da solução.

Desde o estabelecimento do acordo com a Travelstore, a Air France-KLM já conseguiu atrair mais parceiros para este programa? Se sim, que parceiros são esses e que mais-valias vão aportar a este programa?

Até agora, apenas a Travelstore aderiu ao nosso programa de SAF em Portugal. Mas estamos em contacto com outros parceiros locais e partes interessadas da indústria e esperamos contar com novas adesões em 2024. Estas parcerias estratégicas representam um valor acrescentado relevante para o compromisso da Air France-KLM de apoio à criação de uma rede escalável de capacidades de produção de SAF na Europa e em todo o mundo.

Como espera a Air France-KLM que este programa evolua em Portugal? Há alguma meta para 2024?

Em Portugal, o principal objetivo é poder acompanhar cada vez mais os nossos parceiros e clientes locais na internalização e na aplicação dos critérios de sustentabilidade nas estratégias de negócio das suas empresas, bem como nos seus hábitos de viagem. Este ano, esperamos atrair mais empresas para o programa.

Papel dos passageiros e desafios do SAF

Além das empresas, também os clientes da Air France-KLM podem aderir a este programa. Como está a adesão dos passageiros, é mais fácil do que a das empresas?

Além do programa SAF Corporativo, a Air FranceKLM pretende oferecer a todos os seus clientes opções para contribuir para a descarbonização da aviação. O grupo desenvolveu vários programas e iniciativas líderes do setor, que se somam à contribuição de SAF já integrada em cada bilhete vendido desde janeiro de 2022. No caso dos clientes particulares, refira-se que estes podem facilmente optar pela “opção ambiental” no momento da reserva, o que permite adquirir quantidades de SAF com base no consumo de combustível durante a viagem. Além disso, desde 2022, todos os membros Flying Blue, programa de passageiro frequente da Air France-KLM, têm a opção de adquirir SAF usando milhas. Estas contribuições contam para conquistar ou manter o status Elite do Flying Blue, que foi o primeiro programa de passageiro frequente da indústria de a introduzir estruturalmente essa opção para ganhar status.

O programa prevê que os parceiros e clientes possam fazer uma contribuição anual para compensar as suas emissões. Quanto já foi arrecadado e em que são aplicadas essas verbas?

Devemos sublinhar, em primeiro lugar, que o nosso programa SAF Corporativo não trata da compensação, mas antes de evitar as emissões de carbono. Dito isto, estamos muito satisfeitos em constatar que as contribuições através do nosso programa têm aumentado de forma bastante expressiva. Em 2023, foram assinados 116 contratos de SAF Corporativo em todo o mundo, que resultaram na compra de 11 mil toneladas de SAF. 188 pequenas e médias empresas e indústrias membros do programa BlueBiz da Air France-KLM também aderiram à iniciativa. A Air France KLM Martinair Cargo, a divisão de carga do grupo, conduz um programa semelhante, ao qual já se juntaram 29 transitários e clientes em 2023.

O SAF continua, no entanto, a ser caro e escasso, mas a Air FranceKLM estabeleceu recentemente um acordo com a DG Fuels para fornecimento deste combustível. Que diferença vai fazer este acordo para que a Air FranceKLM atinja os seus objetivos?

Em outubro de 2022, anunciámos um acordo de compra de 600 mil toneladas de SAF à DG Fuels, a serem entregues entre 2027 e 2036. Em novembro passado, fomos um pouco mais longe nessa cooperação, investindo 4,7 milhões de dólares para a DG Fuels poder concluir a sua primeira fábrica sustentável de combustível de aviação, localizada no Louisiana (EUA). Além desse investimento, adquirimos uma nova opção de compra de até 75 mil toneladas de SAF por ano à DG Fuels. Acreditamos fortemente que este tipo de ações são exemplos do que pode ser feito para aumentar a produção de SAF e reduzir os preços. Em números, a produção mundial de SAF atingiu mais de 0,5 milhões de toneladas (Mt) em 2023, o dobro das 0,25 Mt produzidas em 2022 e um terço do que se espera (1,5 Mt) que seja produzido em 2024.

A operação das companhias aéreas do grupo em Portugal também já usa SAF? Como tem sido a evolução do uso deste combustível nas operações em Portugal?

Conforme mencionado, tanto a Air France como a KLM estão a incorporar, desde 2022, até 1% de SAF por ano nos voos com partida de França e dos Países Baixos, o que vai além dos requisitos obrigatórios da UE. A utilização de SAF requer uma infraestrutura local e uma disponibilidade deste combustível em cada país. O que posso dizer é que, para Portugal, importa sublinhar a escolha de Lisboa (Air France) e Porto (KLM) para a operação dos voos de médio curso mais sustentáveis de cada uma das companhias aéreas no âmbito do ‘Skyteam Sustainable Flight Challenge’ em maio de 2022. Esta iniciativa revela a atenção que o Grupo dedica a todos os mercados onde está presente a nível mundial e como desenvolve diferentes ações para continuar a explorar soluções que vão reduzir a pegada ambiental das suas operações.

Política de sustentabilidade

 A nível nacional, como avalia a Air France-KLM o caminho que a aviação e todo o setor do turismo está a fazer com vista à redução das emissões poluentes?

A nível europeu, penso que há uma grande sensibilização a este respeito e os diferentes stakeholders estão ativamente envolvidos na redução das emissões e da pegada de carbono das suas empresas. Porém, para que tenha um impacto real, especialmente em Portugal, é necessária uma determinação ainda mais forte de todas as partes interessadas.

Além deste programa, a Air France-KLM tem vindo a apostar na sustentabilidade. Como está a evoluir a política de sustentabilidade do grupo, nomeadamente em Portugal?

Ao longo de 2023, continuamos a trabalhar para descarbonizar todas as nossas atividades, visando atingir o Net Zero em 2050. Para cumprir essa trajetória, além das nossas iniciativas no âmbito do SAF, atuamos em diferentes frentes: acelerando a renovação da nossa frota com aviões de nova geração, facilitando e desenvolvendo a intermodalidade com a digitalização da jornada do cliente, etc. Estamos também comprometidos com as nossas responsabilidades sociais, o segundo pilar da nossa ambição. A diversidade e a igualdade de género são uma das principais prioridades do nosso grupo. A Air France-KLM está empenhada em ter 40% da Comissão Executiva e dos cargos de gestão do Grupo ocupados por mulheres até 2030. Naturalmente, estes objetivos aplicam-se tanto aos mercados nacionais como a todos os países onde operamos, incluindo Portugal.

A aposta na sustentabilidade é, contudo, cara. Quanto estima a Air France-KLM investir em sustentabilidade em Portugal, no próximo ano?

Não divulgamos esses números. Mas, certamente, este compromisso representa um forte investimento, indispensável para um desenvolvimento da nossa atividade coerente com os nossos objetivos e estratégia.

Outras estratégias e futuro

Outro dos pilares da política de sustentabilidade da Air FranceKLM é a renovação da frota, com aparelhos mais amigos do ambiente. Que aparelhos estão as companhias do grupo a utilizar nas suas operações em Portugal e qual é a previsão para o futuro?

A renovação da frota com aviões de nova geração, juntamente com a introdução de SAF e medidas operacionais (operações terrestres, ecopilotagem e outras iniciativas), é decisiva para conseguir voos mais sustentáveis. Por isso, pretendemos substituir os nossos Airbus A320, A330 e 777-200ER por modelos mais recentes e com baixo consumo de combustível, os nossos novos Airbus A220, A320/A321neo e A350 ou Boeing 787 são mais eficientes em termos de consumo de combustível, reduzindo até 25% as emissões de CO2 e o nível de ruído numa média de 33%. Até 2028, estes aviões representarão 64% da frota do Grupo Air France-KLM, graças a um investimento anual de dois mil milhões de euros. Portugal foi um dos países escolhidos para iniciar as operações do nosso novo A220 em dezembro de 2021 com a Air France. Para a KLM, utilizamos cada vez mais o Embraer 190, especialmente de/ para o Porto.

Que outras estratégias de redução das emissões está a Air France-KLM a usar em Portugal?

A estratégia global do Grupo é implementada em cada um dos mercados onde está implantado. Nesse aspeto, Portugal segue esta regra.

A nível governamental, uma das estratégias que têm vindo a ser usadas reside na colocação de taxas ambientais. Como olha a Air France-KLM para estas taxas, cumprem o objetivo para que foram criadas?

Embora os impostos não reduzam diretamente as emissões de CO2, a introdução de impostos, como o imposto sobre o combustível, só pode fazer sentido se forem implementados a nível global, para manter condições de concorrência equitativas a nível internacional. Os parâmetros principais devem ter em conta a quantidade de produção de SAF disponível globalmente e a acessibilidade a todos os intervenientes. Para disponibilizar os investimentos necessários para a descarbonização da aviação, é uma condição prévia que todas as receitas do imposto global sobre o combustível sejam utilizadas para tornar o setor mais sustentável – por exemplo, tornando os SAF mais acessíveis ou para promover as novas tecnologias.

Como vê a Air France-KLM o futuro da aviação em Portugal, vamos conseguir tornar a nossa aviação mais sustentável e chegar a 2050 com zero emissões de CO2?

Vemos vários stakeholders a tomar medidas em Portugal, isto é muito bem-vindo e vai ter um efeito positivo no futuro da aviação em Portugal. Estamos confiantes que, todos juntos, conseguiremos tornar a aviação em Portugal mais sustentável, contribuindo assim para atingir os nossos objetivos para 2050. Alcançar as metas será um trabalho coletivo. Temos um longo caminho pela frente, mas, na Air France-KLM, estamos a tomar medidas para que isso aconteça e também contamos com a ação de todas as partes interessadas relevantes.

*Entrevista publicada originalmente na edição 1502 do jornal Publituris.

Sobre o autorInês de Matos

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Kenya Airways abre voos diretos de Nairóbi para Maputo em junho

Os voos da Kenya Airways entre Nairóbi e Maputo arrancam a 14 de junho e vão decorrer às quartas, sextas e domingos.

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A partir de 14 de junho, a Kenya Airways vai começar a operar voos diretos entre Nairóbi, capital do Quénia, e Maputo, em Moçambique, numa operação que vai contar com três ligações aéreas por semana.

De acordo com a APG Portugal, que representa a companhia aérea queniana em Portugal, os voos entre Nairóbi e Maputo vão decorrer às quartas, sextas e domingos.

As partidas da capital queniana decorrem pelas 09h50 e os voos chegam a Maputo às 13h00, enquanto em sentido  contrário as partidas da capital moçambicana estão agendadas para as 13h50, chegando a Nairóbi às 18h45.

A APG Portugal lembra que a Kenya Airways é membro da aliança Sky Team e voa para 54 destinos, incluindo 41 no continente africano, e transporta anualmente cerca de quatro milhões de passageiros.

A companhia aérea queniana conta ainda com uma frota composta por 37 aviões, incluindo oito aparelhos Boeing 737-800 Dreamliner, oito Boeing 737-800, quatro Boeing 737-700, dois Boeing 737-300F e 15 Embraer E190.

 

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