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“O turismo tem dois ingredientes que são comuns à sustentabilidade: pessoas e território”

O “Planetiers World Gathering” reunirá, em outubro, ‘changemakers’, ‘stakeholders’ – privados e públicos -, que estão a impulsionar a inovação sustentável. Sérgio Ribeiro, co-fundador da iniciativa, referiu ao Publituris que para o turista atual a sustentabilidade é “chave”.

Victor Jorge
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“O turismo tem dois ingredientes que são comuns à sustentabilidade: pessoas e território”

O “Planetiers World Gathering” reunirá, em outubro, ‘changemakers’, ‘stakeholders’ – privados e públicos -, que estão a impulsionar a inovação sustentável. Sérgio Ribeiro, co-fundador da iniciativa, referiu ao Publituris que para o turista atual a sustentabilidade é “chave”.

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Durante a apresentação do “Planetiers World Gathering”, evento que decorrerá em Lisboa, de 24 a 26 de outubro, e que juntará changemakers, stakeholders – privados e públicos -, que estão a impulsionar a inovação sustentável, Sérgio Ribeiro, co-fundador da iniciativa, referiu ao Publituris que, atualmente, “todo o mundo ainda tem um grande percurso a percorrer no que diz respeito à sustentabilidade”.

“Hoje fundamentalmente, e no turismo também, já se fala em regeneração, já que os objetivos globais que temos de atingir estão difíceis de atingir”, admitiu Sérgio Ribeiro, salientando que a pergunta que se coloca hoje é, “como é que as atividades podem regenerar os territórios e os locais?”. A resposta que o co-fundador da iniciativa dá é simples: “o turismo tem dois ingredientes que são comuns à sustentabilidade: pessoas e território”

Assim, defende que o papel do turismo é ”fundamental não só na experiência que se dá a quem vem de fora, mas como a experiência de quem cá está pode fazer esta diferença”. Ou seja, “como cuidar do território, das florestas, dos oceanos, da natureza onde estamos a viver e que, no fundo, proporciona qualidade de vida. No fundo, a sustentabilidade é isto”, refere, adiantando ainda que é essencial “preservar a qualidade de vida nos dias de hoje, mas principalmente mantê-la para os dias futuros”.

Sérgio Ribeiro recorda, também que a sustentabilidade “não é só ambiental, mas também social, económica e financeira” e que “tudo está interligado”, admitindo que “é este equilíbrio que faz a diferença”. Por isso, e com base no modelo sueco, “não há decisão nenhuma que não tome todas estas variáveis em consideração”, frisando que mesmo a vertente económica “não pode tomar decisões sem ter em conta as vertentes sociais e ambientais”.

Relativamente às consequências da pandemia, o co-fundador da “Planetiers World Gathering” admite que veio criar “extremos”. Ou seja, tanto criou grupos de pessoas muito dedicadas a deixar um legado positivo, seja nas suas organizações seja na sua vida pessoal” como, por outro lado, diz existirem entidades que estão a “ceder muito à necessidade de acelerar e abrir a torneira económica”, o que, considera, ser “uma falsa perspetiva”.

Assim, antecipa que, “se abrirmos rapidamente a torneira económica para sistemas anteriores, vai criar problemas mais à frente muito mais difíceis de recuperar”, destacando problemas como a falta de água e as alterações climáticas e que “não são bons para nenhum setor”.

No que diz respeito ao setor do turismo, Sérgio Ribeiro salienta a liderança que “temos tido. Temos visto que a liderança no turismo em Portugal e mesmo a nível governamental tem sido muito pragmática e séria naquilo que é a estratégia de sustentabilidade e está provado no mundo inteiro que uma organização sem a liderança focada na sustentabilidade não funciona”.

 

Os turistas estão, cada vez mais, à procura de uma experiência que, acima de tudo, esteja ligada a um contacto muito mais próximo com a natureza e, consequentemente, cuide da natureza. Este sim, é um dos efeitos da pandemia”

 

Além disso, faz referência à “rapidez” com que se tem de difundir junto dos stakeholders, neste caso do turismo, o que é, na realidade, a sustentabilidade, o que é a regeneração e a forma como podem adaptar o negócio a esta nova realidade que vai continuar.

Já quanto à crise económica que se avizinha e como esta poderá influenciar ou contrariar as políticas de sustentabilidade, Sérgio Ribeiro refere que tudo depende da “capacidade de visão que a liderança das organizações públicas e privadas – governos e empresas – produzem em conjunto e perceber que têm de se ser sistémicos na ação e dos stakeholders”. Contudo, garante que vai haver um “buraco à frente” e que poderá ser “muito maior do que atualmente estamos a ver”. Por isso, diz, “é preciso que a visão lá esteja”.

Por fim, do lado do turista, Sérgio Ribeiro destaca que, cada vez mais, a sustentabilidade é “chave”. “Estatisticamente está comprovado que os turistas estão, cada vez mais, à procura de uma experiência que, acima de tudo, esteja ligada a um contacto muito mais próximo com a natureza e, consequentemente, cuide da natureza. Este sim, é um dos efeitos da pandemia.”

“As pessoas querem um local onde possuam o verde, porque já relacionam isto com a saúde e bem-estar, e depois experiências genuínas com os locais, envolvendo as pessoas, as comunidades”, frisa o co-fundador da “Planetiers World Gathering”, concluindo que “passou-se do global para o local, passou-se a dar menos importância ao comercial e mais ao autêntico. E aí, não há nada mais autêntico do que a natureza”.

Já Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, salientou a estratégia que o instituto definiu em 2016 para os próximos 10 anos, admitindo que “fomos dos primeiros países a perguntar o que deveríamos ser no futuro. E a resposta foi clara: sustentáveis”.

Considerando que a aposta passa por ser “um dos destinos mais sustentáveis do mundo”, Luís Araújo frisou, no entanto, que “sustentabilidade sem pessoas não existe”.

“Queremos crescer, ter receitas, mas tudo de forma sustentável. Depois da pandemia percebemos que temos de alterar algo para ter um resultado diferente e melhor”, concluindo que “não conseguimos alcançar os nossos objetivos sem inovação”.

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Ryanair quer chegar aos 15 milhões de passageiros em Portugal nos próximos 5 anos e não teme a inflação

Michael O’Leary e a Ryanair voltaram a Lisboa para comemorar os 20 anos da operação da companhia no nosso país. Depois de explicar o quanto a Ryanair contribuiu para a economia e turismo nacional, ficou a promessa de mais investimento. As “alfinetadas” foram para a TAP, easyJet, ‘slots’ e falta de decisão referente ao novo aeroporto.

Victor Jorge

Michael O’Leary, presidente da Ryanair veio a Lisboa para comemorar o 20.º aniversário da operação da companhia em Portugal e veio munido de um estudo, realizado pela PwC, que dá conta da importância da Ryanair para o turismo e para a economia portuguesa.

Em conferência de imprensa, onde se fez acompanhar de Eddie Wilson, CEO da Ryanair, Michael O’Leary destacou o contributo da companhia e dos passageiros que transporta, avaliado em dois mil milhões de euros por ano, para a economia portuguesa. No estudo que apresentou por ocasião dos 20 anos da Ryanair em Portugal, o presidente da companhia referiu que a Ryanair e os passageiros contribuíram com mais de 15 mil milhões de euros, desde o primeiro voo que efetuou, em 2003, a partir de Dublin para Faro.

E se de 2003 a 2020 a companhia transportou cerca de 71 milhões de passageiros, em 2020, a Ryanair atingiu os 11,5 milhões de passageiros, fazendo dela a companhia “aérea com mais passageiros nos aeroportos do Porto e Faro”, perspetivando os responsáveis da Ryanair atingir os 15 milhões de passageiros/ano, até 2027.

O estudo da PwC fez com que Michael O’Leary destacasse a importância da companhia para Portugal ao referir que a Ryanair transportou 67 milhões de passageiros, de 2011 a 2020, o que significa 17 vezes mais do que a terceira companhia aérea no mesmo período, concluindo-se que os passageiros da Ryanair representaram 19,4% dos passageiros internacionais em Portugal em 2019 e 21% em 2020.

De resto, esta oportunidade não foi deixada passar em claro por O’Leary para afirmar que a Ryanair é a única companhia aérea na Europa que está num crescendo, transportando, segundo o mesmo, “mais passageiros do que antes da pandemia”. Segundo o presidente da Ryanair, a companhia está a operou este verão “a 115% da capacidade pré-covid”, aproveitando para dar mais uma “alfinetada” na TAP ao destacar que a companhia portuguesa “está a operar a cerca de 70% da capacidade pré-pandemia” e a easyJet “a cerca de 80%”.

O peso no PIB
Além dos passageiros transportados, Michael O’Leary destacou o peso da atividade da Ryanair no PIB da economia portuguesa, referindo o estudo da PwC que esse valor ascendeu a 244 milhões de euros, em 2019.

No geral e pelas contas apresentadas, o impacto anual total da Ryanair em termos de PIB, em 2019, incluindo empresas e turismo ascende a 2.280 milhões de euros, correspondendo a 1,1% do PIB nacional nesse ano.

Já o impacto total no PIB pela Ryanair em Portugal no período de 2003 a 2020 foi de 15,19 mil milhões de euros, dos quais 1,67 mil milhões dizem respeito ao impacto empresarial da Ryanair e 13,52 mil milhões ao impacto dos turistas que foram transportados pela companhia, deixando 6.840 milhões no setor da hotelaria e restauração, 1.750 milhões no setor das artes e lazer, mais 940 milhões no retalho.

Dos mercados internacionais, destaque natural para o Reino Unido, que só em 2019, foram mais de 2,3 milhões britânicos que voaram para Portugal, seguindo-se França com perto de 1,3 milhões e Alemanha com 1,1 mil milhões.

Já no que diz respeito ao emprego, a Ryanair, com base no estudo da PwC, faz referência à criação de mais de 80.000 empregos ETI, representando 1,7% das pessoas empregadas no nosso país. Contudo, a companhia escalpelizou esse número e frisa que os empregos ETI anuais criados pela companhia aérea durante a presença da Ryanair em Portugal ascendem a mais de 535 mil: 514 mil atribuíveis ao impacto dos turistas e mais de 23 mil ao impacto da empresa.

O passado já foi. E o futuro?
Para o futuro, Eddie Wilson, CEO da companhia, deixou claro que a intenção é “continuar a investir”. Assim, além dos 20 mil milhões de euros que a companhia pretende investir na renovação da frota, até 2026, com a incorporação de novos aviões B737 mais ecológicos, a Ryanair pretende crescer nos “Laboratórios Ryanair” em Portugal para mais de 200 postos de trabalho em TI, até 2027.

O Porto é visto com um potencial de investimento de 50 milhões de euros numa instalação de manutenção e as perspetivas apontam para o tal crescimento para 15 milhões de passageiros, até 2027, bem como a criação de mais 600 novos postos de trabalho para pilotos, tripulação de cabine, engenheiros e profissionais de TI no nosso país, até 2027.

Os recados
Uma vinda de Michael O’Leary a Portugal não podia acontecer sem haver alguns recados e críticas. Depois de referida a discrepância entre a capacidade da Ryanair e as principais concorrentes – TAP e easyJet -, as primeiras críticas tiveram nestas duas companhias o primeiro alvo, quando o líder da Ryanair frisou que “continuam a faltar slots na Portela” e que “estão a bloquear esses slots e a impedir a Ryanair de criar mais postos de trabalho” no Aeroporto de Lisboa.

Relativamente à TAP, O’Leary acredita e frisou-o: “devemos ultrapassar, brevemente, a TAP, já que os números da companhia portuguesa estão a cair”. Já Eddie Wilson sugeriu que “a melhor opção para a TAP seria “um acordo com a IAG” [detentora da Iberia e British Airways].

Por isso, a solução apontada por Michael O’Leary passa, inevitavelmente, por um novo aeroporto, não escondendo a preferência por Montijo, e por mais slots que farão a Ryanair “crescer nos próximos anos.

Além disso, também a taxa de carbono deve ser “eliminada”, já que, segundo O’Leary, “são uma enorme ameaça à competitividade das economias periféricas”, salientando o mesmo que a “a inflação dos preços e as recessões têm sido, historicamente, muito boas para o crescimento da Ryanair”.

Por isso, a conclusão é simples: “As pessoas não deixaram de voar e não vão deixar de voar”. Para O’Leary poderá passar a existir uma maior preocupação e sensibilidade ao fator preço e, por isso, o que poderá acontecer é “as pessoas deixarem de voar nas companhias aéreas mais caras”. Ou seja, mais uma alfinetada à TAP.

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Carlos Moedas anuncia parceria com Ryanair para “Fábrica de Unicórnios”

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, anunciou uma parceria com a Ryanair para a “Fábrica de Unicórnios”, afirmando, também, estar na corrida para a localização do novo centro de inovação da companhia irlandesa.

Victor Jorge

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, anunciou esta terça-feira, 25 de outubro, que a cidade quer estar na corrida para a localização do novo centro de inovação da Ryanair e anunciou uma parceria com a companhia aérea para a “Fábrica de Unicórnios”.

Aproveitando a presença do presidente da Ryanair, MichaelO’ Leary, que veio a Lisboa para celebrar o 20.º aniversário da operação da companhia no nosso país, Carlos Moedas disse que “tudo fazer para que a Ryanair também estabeleça aqui, mais um centro de inovação em Lisboa, acho que isso é importante, portanto vamos tentar estar nesta corrida”.

Perante vários representantes do setor do turismo nacional, entre eles a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Pita, CCO da ANA – Aeroportos de Portugal, entre outros, o autarca sublinhou que a concorrência para a localização do novo centro é “entre cidades de toda a Europa” e defendeu que Lisboa “tem de criar essa atratividade”.

Recorde-se que, no início de setembro, o presidente executivo da companhia aérea irlandesa, Michael O’Leary, disse, num encontro com jornalistas, em Dublin, que a Ryanair quer abrir um novo centro de treinos para pilotos e tripulantes de cabine na Península Ibérica e admitiu que o Porto é uma das hipóteses em consideração.

No entanto, hoje, o presidente executivo da companhia de aviação, Eddie Wilson, avançou que a decisão deverá ser tomada nos próximos três meses e que Madrid se apresenta como uma opção com melhores conexões.

O responsável disse ainda que a empresa está a analisar a hipótese de abrir instalações em Lisboa para a equipa de tecnologias de informação, que pretende reforçar.

Carlos Moedas aproveitou também o momento para anunciar que a Câmara de Lisboa e a Ryanair vão ser parceiros no desenvolvimento da Fábrica de Unicórnios, que deverá ser anunciada na próxima semana, na Web Summit.

“Vamos anunciar a Fábrica de Unicórnios, aquele que é o meu grande projeto de inovação, para que Lisboa seja a capital da inovação da Europa e, hoje, tive a boa notícia que a Ryanair vai também participar neste projeto”, frisou Moedas.

Já no que diz respeito ao novo aeroporto, Carlos Moedas afirmou que “o que a Ryanair fez foi mais do que simples números. Foi trazer pessoas para fazerem a nossa economia crescer”.

Além disso, admitiu que “o que a Ryanair fez foi dar a uma geração a possibilidade de viajar”; salientando que “vocês [Ryanair] democratizaram as viagens”.

Para rematar a intervenção, Moeadas afirmou ainda que “precisamos de um novo aeroporto já”, reforçando que “precisamos de um novo aeroporto em Lisboa”.

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ANAC chumba proposta da ANA e pede alterações às tarifas aeroportuárias para 2023

O regulador considerou que a proposta para as tarifas a vigorar nos aeroportos nacionais em 2023 era demasiado elevada e suspendeu o processo até a concessionária rever os valores propostos.

Publituris

A Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) considerou esta segunda-feira, 24 de outubro, que a proposta da ANA – Aeroportos de Portugal para as tarifas a vigorar nos aeroportos nacionais em 2023 era demasiado elevada e suspendeu o processo até a concessionária rever os valores propostos.

De acordo com a Lusa, que cita um comunicado publicado no site da ANAC, o regulador diz que, “após análise dos elementos enviados pela ANA, verificou existirem contradições entre a proposta tarifária submetida pela ANA às transportadoras aéreas e os pontos 8.10, conjugado com o ponto 8.6. (Grupo de Lisboa), e 8.12 (aeroportos Porto e Faro), todos do Anexo 12 do Contrato de Concessão de Serviço Público Aeroportuário”.

Por isso, a ANAC “solicitou à Concessionária a fundamentação das opções tomadas em sede de Processo de Consulta Pública sobre as Taxas Reguladas 2023, designadamente quanto à conformidade da proposta tarifária com as disposições contratuais previstas no Contrato de Concessão”.

Depois de “analisados os fundamentos invocados pela ANA, a ANAC considerou que a proposta tarifária apresentada para 2023 (que contempla aumentos das receitas da ANA nos aeroportos do Grupo de Lisboa acima da inflação 5,9 pontos percentuais, no aeroporto do Porto contempla um aumento global médio das taxas 1,9 pontos percentuais acima da inflação e no aeroporto de Faro contempla um aumento global médio das taxas em 2,71 pontos percentuais acima da inflação) não cumpre as disposições previstas no Contrato de Concessão”.

Nesse sentido, a 21 de outubro, o “Conselho de Administração da ANAC deliberou suspender de imediato o processo de consulta tarifária em curso” e “proferir uma determinação” com obrigações para a concessionária.

A ANAC pede alterações à “proposta de taxas das Atividades Reguladas a vigorar em 2023” nos aeroportos do Grupo de Lisboa, “de forma a assegurar que a RRMM (Receita Regulada Média Máxima) para 2023 não apresente um aumento superior a dois pontos percentuais acima da inflação”.

Já no que diz respeito “aos aeroportos do Porto e de Faro, a ANA deverá alterar a sua proposta de taxas das Atividades Reguladas a vigorar em 2023, por forma a acautelar que qualquer das referidas taxas não apresente um aumento superior à inflação, devendo, ainda, no que se refere ao aeroporto de Faro, explicitar as medidas a adotar já em 2023 para reforçar a sua competitividade”, acrescenta o comunicado da ANAC.

A ANAC quer ainda que a empresa que gere os aeroportos nacionais dê “conhecimento aos utilizadores, no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis a contar da notificação da decisão hoje notificada, retomando-se o processo de consulta, com o prazo remanescente, acrescido de 10 dias úteis”.

Recorde-se que, no início de outubro, a ANA – Aeroportos de Portugal confirmou a apresentação de uma proposta de “atualização das taxas aeroportuárias reguladas com data de entrada em vigar a 01 de fevereiro de 2023, seguindo o novo modelo previsto no contrato de concessão para o período 2023 até ao final da concessão”.

De acordo com a concessionária, “ao abrigo do modelo, que vigorou nos primeiros 10 anos da concessão, a ANA fez reduções substanciais das taxas praticadas durante o período da covid que resultaram na devolução de um valor total de cerca de 54 milhões de euros aos seus clientes em 2020 e 2021”.

A ANA lembrava ainda que devolveu “mais de 13 milhões de euros às companhias aéreas referente a acertos da receita cobrada em 2021, nomeadamente em Lisboa e em Faro” e lembra que, durante o período pandémico, tomou medidas que resultaram na redução de 26% em Lisboa, de 18% no aeroporto do Porto e de 45% em Faro.

A gestora aeroportuária frisava também que a proposta apresentada previa acréscimos por passageiro de 0,35 euros nos Açores, 0,79 euros na Madeira, 0,81 euros no Porto, 0,80 euros em Faro e 1,53 euros em Lisboa, num aumento médio de 10,81% que, segundo a empresa, segue o aumento da taxa de inflação e as regras estabelecidas pelo Contrato de Concessão com o Estado Português.

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Solférias renova aposta no destino Senegal para verão 2023 com saídas de Lisboa e do Porto

O operador turístico Solférias acaba de anunciar que, dado o sucesso verificado este verão com a estreia da operação para o Senegal, vai renovar a sua aposta neste destino africano no verão de 2023.

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Para 2023 estão já programados dois voos especiais para o Senegal, com partidas de Lisboa e do Porto às segundas-feiras, entre 05 de junho e 02 de outubro (última saída). O pacote de sete noites custa desde 1.063€ por pessoa, em regime de tudo incluído em quarto duplo.

A Solférias está já a preparar a sua programação de verão 2023, mantendo a tradição de disponibilizar aos agentes de viagens e viajantes portugueses um conjunto de propostas com a máxima antecedência possível.

O operador turístico recorda que uma das novidades de 2022 foi a programação exclusiva para o Senegal, que, segundo refere em nota de imprensa, “rapidamente se tornou num dos grandes sucessos do ano e num dos destinos favoritos dos viajantes nacionais”.

Por isso, indica que faz todo o sentido renovar e reforçar a oferta exclusiva para esse destino, sempre apoiada e sustentada no resort de cinco estrelas, o Hotel Riu Baobab.

 

 

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Colômbia inova nas estratégias turísticas para recuperar

Para ultrapassar os efeitos da pandemia, a Colômbia desenhou um plano de recuperação, que passa por: liderar a reabertura da conetividade; promover o destino numa perspetiva de regiões turísticas; consolidar a sua posição como um centro internacional para eventos; posicionar o país como destino número um em termos de sustentabilidade; continuar com a transição do sistema de comercialização B2C; e apoiar a promoção de projetos de infraestruturas turísticas.

Antes da pandemia a Colômbia estava a desfrutar da sua melhor época turística”, segundo a presidente da ProColombia, Flávia Santoro. Em 2019, o destino recebeu 4,5 milhões de turistas estrangeiros. “Foi um resultado histórico para o nosso país, o que permitiu consolidar o setor como fundamental para a economia colombiana, representando 4,3% do PIB nesse ano, enquanto no que respeita à conetividade internacional conseguimos 17 novas rotas”.

Mas chegou a pandemia, e a responsável, que falava em videoconferência no XIII Fórum do Turismo Portugal-América Latina, organizado pelo IPDAL (Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas), em Lisboa, e que teve precisamente a Colômbia como pais convidado, Flávia Santoro reconhece, “teve as suas consequências”, mas “conscientes do imenso potencial do país, de tudo o que conseguimos, e cada um dos seus destinos turísticos únicos, pensamos que a Colômbia está a desenhar todo um plano de recuperação focado nos esforços e em mudanças inovadoras, mas também facilitando a conetividade dos viajantes aéreas, fortalecendo a confiança  nos nossos turistas internacionais para visitarem os nossos destinos de forma segura”

Olhos postos na retoma
Nessa medida, destacou Flávia Santoro, “vamos apostar com muita determinação em várias linhas estratégicas: liderar a reabertura da conetividade, posicionar a Colômbia como um líder híbrido na América Latina, promover o país, e estamos a fazê-lo numa perspetiva de regiões turísticas, posicionar a Colômbia como destino número um na região em termos de sustentabilidade, manter essa transição do sistema de comercialização B2C, e apoiar a promoção de projetos de infraestruturas turísticas”.

A presidente da ProColombia realçou ainda que, em matéria de capacitação “decidimos migrar o nosso programa de formação exportadora para um formato virtual possibilitando a formação de mais de 21 mil empresários do nosso país”.

Assim, os olhos estão postos na recuperação turística. Já em 2021, com o início da retoma a Colômbia alcançou dois milhões de visitantes estrangeiros e mais de três mil milhões de dólares em divisas, o que representou uma recuperação de 50% em relação aos resultados de 2019 nos dois indicadores”, deu conta a responsável.

Além disso, em matéria de conetividade, nos anos 2020 e 2021 “abrimos 35 novas rotas, para dizer que duplicámos o número alcançado em 2019”, realçou, para acrescentar que, no que se refere a toda a reativação do MICE “decidimos lançar eventos híbridos e presenciais. Desde fevereiro de 2020 traçámos um propósito: reter e reprogramar os eventos de dimensão internacional, e evitar cancelamentos”. Em 2020 o país conseguiu reter 75% dos eventos que estavam programados, ou seja, 250. Para 2021 foram captadas 90 realizações provenientes de 18 países.

Em 2022, apesar da pandemia, a Colômbia está “quase a igualar os recordes de 2019, um ano que foi histórico para o turismo no país”, sublinhou Santoro.

A responsável deu nota que, até maio deste ano o destino contabilizou 1,594 milhões de chegadas de turistas estrangeiros, o que representa um aumento de 240% comparativamente ao mesmo período do ano anterior. No que toca à conetividade, já registou mais de 1.220 frequências semanais, com uma oferta total de 211.600 lugares, ou seja, um incremento de 6%, sendo 91 dessas rotas aéreas diretas.

Deste modo, a presidente da ProColombia sublinha que “o setor turístico colombiano tem demonstrado a sua imensa resiliência, a sua capacidade de adaptação e tenacidade, por isso, estou segura, vai-nos levar a um novo nível”.

Sustentabilidade e biodiversidade
A nova estratégia de promoção da Colômbia assenta nas seis regiões turísticas que o destino oferece, projeto planeado em parceria com tour operadores, empresas, entidades regionais e entidades governamentais da indústria turística, uma vez que o país pretende ter “uma oferta mais organizada, sustentável e mais competitiva”.

Conscientes do imenso potencial do país, de tudo o que conseguimos, e cada um dos seus destinos turísticos únicos, pensamos que a Colômbia está a desenhar todo um plano de recuperação focado nos esforços e em mudanças inovadoras”

As seis regiões são: as Grandes Caraíbas Colombianas, o Pacífico Colombiano, os Andes Ocidentais Colombianos, os Andes Orientais Colombianos, o Maciço (uma grande oferta de arqueologia, história, e culturas vivas) e o Amazónia-Orinoquá (o grande coração verde da Colômbia, repleta de biodiversidade).

Para Flávia Santoro, a Colômbia tem muito para oferecer em matéria de sustentabilidade, porque “é o país mais biodiverso do mundo por metro quadrado, mas também somos um destino líder em diversidade de borboletas e orquídeas, somos o segundo em diversidade de plantas, terceiro em répteis, e quarto no mundo em maior diversidade de mamíferos. Além disso, estamos entre os 15 países a nível mundial com maior área de cobertura vegetal”.

Ter tudo isso, segundo a Santoro “temos que ser responsáveis. Assumimos essa responsabilidade com compromisso e atos concretos. Por essa razão colocamos em marcha políticas em favor da sustentabilidade e da conservação. A Colômbia avança com pessoas firmes nesse sentido”.

A responsável esclareceu ainda, neste âmbito, que o seu país conta com 1.327 áreas protegidas que equivalem a 30% do território nacional. Por outro lado, a ProColombia está a acompanhar o Ministério do Comércio, Indústria e Turismo na implementação da política de turismo sustentável, sendo um dos 12 países mundiais a contar com medidas concretas nesse sentido.

Mas há mais, “A Colômbia foi um dos primeiros países do mundo a ubir.se para a condição do futuro no turismo, uma condição criada por organizações internacionais como a Greens Destinations. Essa condição proporciona parâmetros para construir uma indústria turística mais sustentável, que proteja os destinos e as pessoas que dependem desta atividade”.

A presidente da ProColombia declarou ainda na sua intervenção dirigida aos empresários portugueses ligados ao turismo, que “estamos plenamente conscientes que a sustentabilidade já não é uma tendência, mas uma exigência em todos os setores”.

No que respeita à diversificação da oferta, o objetivo daquela entidade passa por acompanhar os empresários no seu processo de adaptação âs novas tendências mundiais e de um novo perfil dos viajantes, que “gostam de ter experiências sustentáveis, em destinos responsáveis, e que contemplam um impacto nas comunidades locais”.

Para finalizar a sua intervenção, Flávia Santoro afirmou que a ProColombia “está comprometida e encaminhada em concentrar a Colômbia em destino número um em sustentabilidade na região. Esta é, precisamente, uma das seis apostas estratégicas que visam posicionar o nosso país como destino de alta qualidade, com experiências turísticas baseadas na observação ambiental e de exaltação na riqueza cultural e natural”.

 

NÚMEROS

4,3%
do PIB em 2019, + de 4,5 milhões de turistas estrangeiros, e um total de 17 novas rotas aéreas

+ de 2 milhões
de visitantes internacionais em 2021, + de 3 mil milhões de dólares em divisas, recuperação de 50% face a 2019 e 35 novas rotas aéreas

1,590 milhões
Até maio de 2022, + de 1,590 milhões de chegadas internacionais, aumento de 240% face ao mesmo período do ano anterior, + de 1.220 frequências semanais com uma de 211.600 lugares, que corresponde a subida de 6%

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Receitas turísticas voltam a subir e tornam agosto no melhor mês de sempre em Portugal

Dados do Banco de Portugal (BdP) mostram que, em agosto, as receitas turísticas somaram 3.538,10 milhões de euros, 70,9% e 18,6% acima de igual mês de 2021 e 2019, respetivamente, tornando agosto de 2022 no melhor mês de sempre em receitas turísticas.

Inês de Matos

Em agosto, as receitas provenientes da atividade turística somaram 3.538,10 milhões de euros, valor que traduz um crescimento de 70,9% face a igual mês de 2021 e de 18,6% em comparação com agosto de 2019, antes da chegada da pandemia, de acordo com os dados revelados esta quinta-feira, 20 de outubro, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados do BdP mostram que as receitas turísticas atingiram, em agosto, “os valores mensais mais elevados de toda a série”, uma vez que esta foi a primeira vez que o valor dos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal ultrapassou os 3,5 mil milhões de euros num único mês. Até aqui, o melhor mês de sempre no que diz respeito às receitas turísticas tinha sido agosto de 2019, quando este valor somava 2.982,98 milhões de euros.

As notícias positivas foram também comuns às exportações do turismo, que correspondem aos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, que somaram 728,03 milhões de euros em agosto, o que indica um aumento de 46,6% face a agosto de 2021 e uma subida de 21,1% em comparação com agosto de 2019.

No que diz respeito ao saldo da rubrica Viagens e Turismo, agosto também trouxe resultados positivos, uma vez que este indicador somou 2.810,07 milhões de euros, o que corresponde a aumentos de 78,6% face a agosto de 2021 e de 18,0% face a mês homólogo de 2019.

Acumulado até agosto também bate recordes

Tal como o mês de agosto, também as receitas turísticas acumuladas desde janeiro apresentam um forte crescimento e somam já 14.219,1 milhões de euros, quando em igual período de 2019 este valor era de 12.662,77 milhões de euros, o que traduz um aumento de 12,3%, tornando este no maior acumulado de sempre no que diz respeito às receitas turísticas até agosto.

No  que diz respeito às importações do turismo, também houve uma subida até agosto face a igual período de 2019, uma vez que este valor chegou aos 3.675,37 milhões de euros, ultrapassando em 5,7% o valor de 3.475,9 milhões de euros que tinha sido apurado até agosto de 2019.

No saldo, as notícias são igualmente positivas, uma vez que este indicador somou 10.543,74 milhões de euros, o que traduz um acréscimo de 14,8% face aos 9.187,52 milhões de euros apurados entre janeiro e agosto de 2019.

 

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Grupo SATA melhora resultados comerciais e operacionais no trimestre do verão

As companhias aéreas do Grupo SATA, a Azores Airlines e a SATA Air Açores, apresentaram uma melhoria nos resultados comerciais e operacionais no trimestre do verão, que permitiu uma aproximação aos resultados de 2019.

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As companhias aéreas do Grupo SATA, a Azores Airlines e a SATA Air Açores, apresentaram uma melhoria nos resultados comerciais e operacionais no trimestre do verão, que permitiu uma aproximação aos resultados de 2019.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, 19 de outubro, o grupo de aviação açoriano revela que a Azores Airlines obteve um EBITDA (Resultados Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações) de 18,1 milhões de euros entre julho e setembro, enquanto as receitas chegaram aos 90,2 milhões de euros.

“Estes valores comparam muito favoravelmente com o trimestre equivalente de 2019, ano anterior à pandemia, em que a companhia registou EUR 7,3 milhões de EBITDA com Receitas totais de EUR 64,6 milhões”, indica o Grupo SATA.

Tal como os resultados comerciais, também os resultados operacionais apresentaram uma melhoria, com a companhia aérea do Grupo SATA que realiza voos internacionais a transportar, entre julho e setembro, um total de 421 mil passageiros, o que traduz uma subida de 25,7% face a igual período de 2019, quando a companhia tinha transportado 335 mil passageiros.

“Determinante para o desempenho neste Verão de 2022 foram o desenvolver de uma estratégia comercial de forte proximidade com passageiros e agentes de mercado e um desempenho operacional robusto que possibilitou à Azores Airlines ultrapassar os graves problemas operacionais que marcaram o Verão nos vários aeroportos europeus e americanos”, acrescenta o grupo, revelando que, apesar do contexto difícil, a companhia “conseguiu concretizar a generalidade da sua operação”, apesar da pressão adicional sobre a pontualidade.

O grupo de aviação açoriano diz ainda que os “resultados continuaram a ser fortemente impactados pela conjugação do aumento de preço dos combustíveis com a desvalorização do euro face ao dólar”, uma vez que, até setembro, o preço do combustível subiu 91,4%, para praticamente o dobro face a 2019.

“Nos primeiros nove meses do ano, o custo de combustível representa 36,5% dos custos versus 18,8% em 2019”, refere ainda o Grupo SATA, revelando que, apesar disso, no trimestre do verão, a Azores Airlines registou um resultado liquido de 3,3 milhões de euros.

Tal como a Azores Airlines, também a SATA Air Açores “teve um excelente desempenho neste período”, que foi marcado pelo aumento da mobilidade inter-ilhas, o que “exigiu a introdução de uma nova aeronave Dash Q400 para
responder ao aumento da procura”.

A companhia do Grupo SATA que realiza os voos entre as ilhas do arquipélago registou, no trimestre do verão, um EBITDA de 5,8 milhões de euros, valor que compara com os 2,9 milhões de euros apurados em igual período de 2019.

Já as receitas da SATA Air Açores chegaram aos 31,2 milhões de euros, valor que traduz uma forte melhoria face aos 22,5 milhões de euros apurados no mesmo período de 2019.

A nível operacional, também se registaram melhorias na SATA Air Açores, que transportou 336 mil passageiros no trimestre do verão, mais 19,0% do que os 283 mil transportados em período homólogo de 2019.

Apesar de menos exposta à questão do preço do combustível, também na SATA Air Açores o custo desta rubrica subiu e chegou aos 8,2 milhões de euros entre julho e setembro, o que representa “o dobro dos 4,1 milhões de euros em 2019”. Já o resultado liquido do trimestre de verão foi contabilizado em 3,9 milhões de euros.

Na informação divulgada, o Grupo SATA diz ainda que, este ano, o principal desafio prende-se “com a tesouraria da operação”, uma vez que o elevado preço do combustível, aliado ao enfraquecimento do euro, à ausência de compensação nas Obrigações de Serviço Público para o Continente e aos elevados encargos da divida histórica, “condicionam continuamente a atividade, absorvendo uma parte desproporcional dos recursos libertos”.

Ainda assim, o grupo de aviação açoriano considera que, a concretizarem-se as reservas de tráfego, e consequente receita no último trimestre do ano, “ambas as companhias aéreas devem registar o melhor ano de sempre nestas rubricas, bem como uma melhoria de Resultados Operacionais face a 2019”.

“No global, apesar dos fatores adversos, a recuperação da SATA está em linha
com o traçado no Plano de Restruturação aprovado pela Comissão Europeia”, acrescenta o grupo.

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Nova edição: Os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2022

A nova edição do Publituris destaca os Portugal Travel Awards, entregues no dia 18 de outubro, na Quinta da Pimenteira. Mas há mais: as principais conclusões da VI Cimeira da CTP, “Euvoo”, a última edição da SUTUS, entrevista WTM London e um dossier sobre os cruzeiros.

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A próxima edição do Publituris tem como destaque os vencedores dos Portugal Travel Awards 2022. Três anos após a última edição, os prémios levaram a eleição 104 nomeados em 15 categorias, havendo ainda lugar para a atribuição do Prémio “Belmiro Santos”.

Eis a lista dos vencedores:

Melhor Companhia de Aviação – Emirates
Melhor Rent-a-Car – Europcar
Melhor Operador Turístico – Solférias
Melhor Rede de Agências de Viagens – Viagens Abreu
Melhor Cadeia Hoteleira – Pestana Hotel Group
Melhor Hotel 5* – Six Senses Douro Valley
Melhor Hotel 4* – Hotel Vila Galé Collection Alter Real
Melhor Hotel 3* – Rio do Prado
Melhor Hotel Resort – Pine Cliffs Hotel, The Luxury Collection Algarve
Melhor Boutique Hotel – Valverde Hotel
Melhor Hotel de Cidade – M’AR de AR Muralhas
Melhor Hotel MICE – NAU Salgados Palace
Melhor Hotel de Praia – Sublime Comporta
Melhor Campo de Golfe – Dom Pedro Victoria Golf Course
Melhor Região de Turismo Nacional – Centro
Prémio Belmiro Santos – José Theotónio

Além deste destaque, esta edição faz ainda um balanço do que foi a VI Cimeira do Turismo, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP). Políticos, dirigentes e empresários passaram pelo palco do evento para abordar o “Turismo e o Novo Mundo”. Foram unânimes de que o que aí vem não é bom sinal para a economia, e, consequentemente, para uma atividade tão importante como o Turismo.E como é uma incógnita, não há receitas prescritas.

Durante a cimeira houve, também, destaque para a história de 50 anos do grupo hoteleiro criado por Dionísio Pestana. Meio século depois da fundação, o grupo espera fechar este ano com 107 hotéis, mais de seis mil trabalhadores e com receitas recorde de 500 milhões de euros.

Na distribuição, fomos conhecer a proposta da “Euvoo”. Nascida em 2017, esta agência de vinagens, com sede em Coimbra, assegura que toda a gente pode viajar, em Portugal e pelo mundo, e vivenciar as experiências na sua plenitude, sem exceção, no âmbito de um turismo inclusivo.

A mais recente edição da SUTUS – Space & Underwater Tourism Universal Summit, que decorreu de 28 a 30 de setembro, voltou a abordar as novidades do turismo espacial e subaquático. Este ano, além da criação da agência espacial espanhola, falou-se de turismo lunar, hotéis espaciais e dos passeios subaquáticos que já se podem realizar nas Canárias e que, em breve, devem chegar a outras localizações em Espanha.

O “dossier” desta edição leva-nos ao universo dos cruzeiros que, após dois anos de pandemia, mostram-se otimistas em relação a 2023. Com a reabertura de grande parte dos destinos do mundo e o fim da maioria das restrições relacionadas com a pandemia, as expectativas estão em alta, assim como as reservas.

A menos de um mês do arranque do World Travel Market London 2022, tivemos à conversa com a nova diretora de uma das maiores feiras do mundo do turismo, Juliette Losardo, que admite que “as novas gerações escolhem as viagens de lazer com base na experiência e não simplesmente pelo destino”.

Além do Pulse Report, uma parceria entre o Publituris e a GuestCentric, as opiniões pertencem a Carlos Torres (jurista e professor da ESHTE), Jaime Quesado (economista e gestor), Ana Jacinto (AHRESP), João Neto Azevedo (mestre em Turismo) e Jorge Mangorrinha (pós-doutorado em Turismo), António Paquete (economista) e Gonçalo de Salis Amaral (Neves de Almeida).

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Edição Digital: Os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2022

A nova edição do Publituris destaca os Portugal Travel Awards, entregues no dia 18 de outubro, na Quinta da Pimenteira. Mas há mais: as principais conclusões da VI Cimeira da CTP, “Euvoo”, a última edição da SUTUS, entrevista WTM London e um dossier sobre os cruzeiros.

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A próxima edição do Publituris tem como destaque os vencedores dos Portugal Travel Awards 2022. Três anos após a última edição, os prémios levaram a eleição 104 nomeados em 15 categorias, havendo ainda lugar para a atribuição do Prémio “Belmiro Santos”.

Eis a lista dos vencedores:

Melhor Companhia de Aviação – Emirates
Melhor Rent-a-Car – Europcar
Melhor Operador Turístico – Solférias
Melhor Rede de Agências de Viagens – Viagens Abreu
Melhor Cadeia Hoteleira – Pestana Hotel Group
Melhor Hotel 5* – Six Senses Douro Valley
Melhor Hotel 4* – Hotel Vila Galé Collection Alter Real
Melhor Hotel 3* – Rio do Prado
Melhor Hotel Resort – Pine Cliffs Hotel, The Luxury Collection Algarve
Melhor Boutique Hotel – Valverde Hotel
Melhor Hotel de Cidade – M’AR de AR Muralhas
Melhor Hotel MICE – NAU Salgados Palace
Melhor Hotel de Praia – Sublime Comporta
Melhor Campo de Golfe – Dom Pedro Victoria Golf Course
Melhor Região de Turismo Nacional – Centro
Prémio Belmiro Santos – José Theotónio

Além deste destaque, esta edição faz ainda um balanço do que foi a VI Cimeira do Turismo, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP). Políticos, dirigentes e empresários passaram pelo palco do evento para abordar o “Turismo e o Novo Mundo”. Foram unânimes de que o que aí vem não é bom sinal para a economia, e, consequentemente, para uma atividade tão importante como o Turismo.E como é uma incógnita, não há receitas prescritas.

Durante a cimeira houve, também, destaque para a história de 50 anos do grupo hoteleiro criado por Dionísio Pestana. Meio século depois da fundação, o grupo espera fechar este ano com 107 hotéis, mais de seis mil trabalhadores e com receitas recorde de 500 milhões de euros.

Na distribuição, fomos conhecer a proposta da “Euvoo”. Nascida em 2017, esta agência de vinagens, com sede em Coimbra, assegura que toda a gente pode viajar, em Portugal e pelo mundo, e vivenciar as experiências na sua plenitude, sem exceção, no âmbito de um turismo inclusivo.

A mais recente edição da SUTUS – Space & Underwater Tourism Universal Summit, que decorreu de 28 a 30 de setembro, voltou a abordar as novidades do turismo espacial e subaquático. Este ano, além da criação da agência espacial espanhola, falou-se de turismo lunar, hotéis espaciais e dos passeios subaquáticos que já se podem realizar nas Canárias e que, em breve, devem chegar a outras localizações em Espanha.

O “dossier” desta edição leva-nos ao universo dos cruzeiros que, após dois anos de pandemia, mostram-se otimistas em relação a 2023. Com a reabertura de grande parte dos destinos do mundo e o fim da maioria das restrições relacionadas com a pandemia, as expectativas estão em alta, assim como as reservas.

A menos de um mês do arranque do World Travel Market London 2022, tivemos à conversa com a nova diretora de uma das maiores feiras do mundo do turismo, Juliette Losardo, que admite que “as novas gerações escolhem as viagens de lazer com base na experiência e não simplesmente pelo destino”.

Além do Pulse Report, uma parceria entre o Publituris e a GuestCentric, as opiniões pertencem a Carlos Torres (jurista e professor da ESHTE), Jaime Quesado (economista e gestor), Ana Jacinto (AHRESP), João Neto Azevedo (mestre em Turismo) e Jorge Mangorrinha (pós-doutorado em Turismo), António Paquete (economista) e Gonçalo de Salis Amaral (Neves de Almeida).

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E os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2022 são …

Os Publituris Portugal Travel Awards 2022 estão entregues. 15 vencedores, mais o Prémio Belmiro Santos, num evento que contou com mais de 370 pessoas.

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Foram entregues os Publituris Portugal Travel Awards 2022, numa cerimónia que decorreu esta terça-feira, dia 18 de outubro, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa, e que contou com a presença de mais de 370 pessoas.

Presentes nos Publituris Portugal Travel Awards 2022 estiveram a Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques; presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo; presidente da CTP, Francisco Calheiros; presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira; presidentes do Turismo do Centro e Alentejo, Pedro Machado e Vítor Silva, respetivamente; presidente da ERT de Lisboa, Vítor Costa; secretária-geral da AHRESP, Ana Jacinto, vice-presidente da AHP, Cristina Siza Vieira; presidente da APECATE, António Marques Vidal; presidente da ADHP, Fernando Garrido, entre outras personalidades ligadas ao setor do Turismo nacional.

Os vencedores foram:

COMPANHIA DE AVIAÇÃO – EMIRATES
RENT-A-CAR – EUROPCAR
OPERADOR TURÍSTICO – SOLFÉRIAS
REDE AGÊNCIAS DE VIAGENS – VIAGENS ABREU
CADEIA HOTELEIRA – PESTANA HOTEL GROUP
HOTEL 5* – SIX SENSES DOURO VALLEY
HOTEL 4* – HOTEL VILA GALÉ COLLECTION ALTER REAL
HOTEL 3* – RIO DO PRADO
HOTEL RESORT – PINE CLIFFS HOTEL, THE LUXURY COLLECTION ALGARVE
BOUTIQUE HOTEL – VALVERDE HOTEL
HOTEL DE CIDADE – M’AR DE AR MURALHAS
HOTEL MICE – NAU SALGADOS PALACE
HOTEL DE PRAIA – SUBLIME COMPORTA
CAMPO DE GOLFE – DOM PEDRO VICTORIA GOLF COURSE
REGIÃO DE TURISMO NACIONAL – CENTRO
PRÉMIO BELMIRO SANTOS – JOSÉ THEOTÓNIO, CEO do Pestana Hotel Group

De referir que na edição de 2022 dos Publituris Portugal Travel Awards estiveram 104 nomeados a concurso em 15 categorias. Os nomeados foram escolhidos pela equipa do Publituris e os vencedores eleitos por uma média ponderada entre os votos do júri (45%), dos assinantes do Publituris (45%) e subscritores da newsletter diária (10%).

Parabéns aos vencedores!

Os Publituris Portugal Travel Awards contaram com o apoio do Turismo de Lisboa, patrocínio do Novo Banco, Mapfre Assistência, Nescafé, Amadeus e Imppacto e como parceiros a GR8 Events, Movielight, Multislide, Providers e HCollective.

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