Assine já
Transportes

20 mil euros de multa para companhias que transportem passageiros sem teste negativo

Para o setor da aviação, o Governo anunciou medidas que levam a que, quem não possuam teste negativo [à COVID-19], a companhia pague 20 mil euros face aos atuais três mil.

Publituris
Transportes

20 mil euros de multa para companhias que transportem passageiros sem teste negativo

Para o setor da aviação, o Governo anunciou medidas que levam a que, quem não possuam teste negativo [à COVID-19], a companhia pague 20 mil euros face aos atuais três mil.

Publituris
Sobre o autor
Publituris
Artigos relacionados
Indústria da aviação poderá perder 80 mil milhões de euros em 2021
Aviação
Avião
“A luz ao fundo do túnel para a aviação ainda está longe”, diz OAG
Análise
Humano Vetores por Vecteezy
Fevereiro acentua quebra na movimentação de passageiros nos aeroportos portugueses
Aviação
Norwegian elimina restrições temporárias no programa CashPoints
Transportes

As companhias aéreas que transportem passageiros sem teste negativo à COVID-19 incorrem em multas de 20 mil euros por pessoa, segundo as novas medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, após a reunião do Conselho de Ministros.

“Os testes passam a ser obrigatórios para qualquer entrada em território nacional, seja qual for o ponto de origem e seja qual for a nacionalidade do passageiro”, começou por dizer o primeiro-ministro na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros que aprovou novas medidas para conter a pandemia.

António Costa sublinhou que “é obrigação de todas as companhias de aviação, no momento do ‘check in’ só permitirem o embarque dos voos para Portugal de pessoas que provem estar devidamente testadas e não podem transportar para Portugal ninguém que não esteja devidamente testado”.

“Constatamos que infelizmente as companhias de aviação não têm cumprido a sua obrigação e por isso alterámos o quadro contraordenacional e passaremos a aplicar uma coima de 20 mil euros por cada passageiro que seja desembarcado no território português sem que esteja devidamente testado”, salientou o primeiro-ministro.

Além disso, António Costa, referiu que o Governo vai “agravar as sanções acessórias que podem culminar com a suspensão das licenças de voo dessas companhias para território nacional”.

“Queria deixar uma mensagem muito clara às companhias de aviação: consideramos que é uma profunda irresponsabilidade transportar pessoas que não estão testadas e desembarcar pessoas em território nacional que não estão testadas”, frisou, indicando que o Governo pretende manter as fronteiras abertas.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Artigos relacionados
Alojamento

Novas regras da concorrência introduzem equilíbrio nas relações entre empresas de turismo e intermediários

Entram em vigor a 01 de janeiro de 2022, as novas regras da concorrência, cujo decreto-lei foi publicado esta terça-feira, em Diário da República (DR), e que visam proteger as empresas turísticas de práticas abusivas dos intermediários,

Publituris

As novas regras da concorrência, cujo decreto-lei foi publicado esta terça-feira, em Diário da República (DR), e que entram em vigor a 01 de janeiro de 2022, protegem as empresas turísticas de práticas abusivas dos intermediários, e permitam que o mercado onde essas empresas se movimentam “funcione de forma equilibrada e concorrencial”.

De acordo com o publicado, o executivo determina que, no âmbito do fornecimento de bens ou serviços de alojamento em empreendimentos turísticos ou estabelecimentos de alojamento local, “um determinado operador económico que desempenhe funções de intermediário esteja impedido de impor cláusulas contratuais que obriguem os operadores económicos a garantir que o intermediário oferece ao mercado o bem ou serviço ao melhor preço”.

Desta forma, garante-se que os fornecedores de bens ou os prestadores de serviços possam oferecer, livremente, o bem ou serviço a um preço inferior, igual ou superior ao oferecido pelo intermediário, permitindo que o mercado funcione de forma equilibrada e concorrencial”, explica, para destacar que o executivo reconhece que “a função dos intermediários é crucial na dinamização não apenas da atividade económica dos seus parceiros, como também da atividade económica em geral”.

“É função do Governo garantir condições de mercado justas e equilibradas para as empresas, evitando que aquelas que se apresentam no mercado com uma posição dominante se locupletem e afirmem à custa de outras que, pretendendo singrar, não têm outra alternativa que não seja a de aceitar contratualmente as condições ditadas e impostas pelas primeiras”, lê-se no texto do decreto-lei n.º 108/2021, que altera os regimes da concorrência, das práticas individuais restritivas do comércio e das cláusulas contratuais gerais.

Por outro lado, o Governo quer impedir que “um intermediário, depois de negociar com um fornecedor de um bem ou um prestador de serviço determinada comissão pelos serviços de intermediação, venha mais tarde oferecer um preço, a outras empresas ou aos consumidores, mais reduzido, fazendo-o a expensas da respetiva comissão”, uma situação que, “em mercados mais exíguos como é o mercado português”, pode levar a que as empresas nacionais vejam “a sua capacidade negocial ainda mais fragilizada”.

Desta forma, “protege-se e reforça-se o mercado nacional e comunitário, eliminam-se os entraves ao desenvolvimento e prosperidade das empresas e introduz-se equilíbrio e proporcionalidade nas relações comerciais”, refere ainda o documento.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Alojamento

Lux Housing Século XXI: Alojamento Local de luxo nasce em Braga

O Grupo Socicorreia acabe de investir 2,5 milhões de euros numa unidade de Alojamento Local de luxo na cidade de Braga, o Lux Housing Século XXI.

Publituris

Acaba de nascer em Braga uma unidade de Alojamento Local de luxo, o Lux Housing Século XXI, marcando assim a entrada do Grupo Socicorreia no segmento do turismo e da hotelaria.

Esta nova área de negócio está sobre a alçada da Socicorreia Turismo que pretende crescer e investir no setor, e até 2025 já tem outros projetos na cidade de Braga, refere nota de imprensa do grupo.

De acordo com a mesma nota, o objetivo da empresa passa por diversificar os seus negócios e expandir a organização para o setor do turismo, ao mesmo tempo que responde às necessidades do mercado no segmento ‘premium’ e de negócios na região.

Fruto de um investimento de 2,5 milhões de euros, o Lux Housing Século XXI, resulta da reabilitação de um prédio antigo e com história, no coração de Braga, e é expectável que a ocupação atinja os 60% no primeiro ano de operação.

O edifício remodelado e modernizado, é composto por 08 apartamentos de luxo totalmente equipados e decorados, com terraço, jardim privado e vistas privilegiadas para a cidade, com a particularidade de, apesar de serem apartamentos, reunirem condições de um hotel de 5 estrelas. Todos os alojamentos foram pensados para turistas e para executivos, sendo que existem condições para a realização de reuniões no seu interior.

A incursão no setor do turismo “é uma sequência natural dos investimentos do Grupo Socicorreia, que desde sempre procuram a diversificação de negócios e a aposta em áreas de mercado tão competitivos quanto lucrativos, mantendo a qualidade Socicorreia”, assegura Custódio Correia, CEO do grupo, citado no comunicado.

Paralelamente a Socicorreia Turismo gere todos os serviços complementares associados, como aluguer de viaturas de gama alta, serviço de transferes, organização de viagens e visitas à região, com ou sem motorista.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Cabo Verde ganha 1º campo de golfe relvado

A ilha do Sal, em Cabo Verde, acaba de ganhar o primeiro campo de golfe relvado do país, o primeiro de três fases de um projeto , que na sua conclusão final, contará com três percursos e um total de 27 buracos.

Na ilha do Sal, mais propriamente em Santa Maria, acaba de ser inaugurado o primeiro campo de golfe relvado do país, o Viveiro Golfe Resort, investimento que visa ajudar na diversificação da oferta turística em Cabo Verde.

O campo de golfe é o primeiro de três fases deste projeto que na sua conclusão final, contará com três percursos e um total de 27 buracos.

Nesta primeira fase, o projeto conta com um campo de golfe de nove buracos, um clube com espaço de restauração e toda a infraestruturação para o resort que terá, na sua fase final, uma zona hoteleira e residencial, espaços comerciais, de serviços e de lazer, circundado por mais de três mil palmeiras.

Além da sua vocação ambiental, o Viveiro Golfe Resort, que aposta nas energias renováveis, no verde e na sustentabilidade. abre as portas do país para um nicho de turismo ainda por explorar, com turistas de “alto padrão, amantes desta modalidade desportiva, com a vantagem de poderem praticar a modalidade em um clima ameno durante todo o ano”, segundo o promotor do projeto, Yanine Mariano.

O empresário, citado pela imprensa cabo-verdiana, referiu que “este foi o meu sonho desde que cheguei a esta linda ilha, torná-la um pouco mais verde. Foi um grande desafio, mas hoje estou muito orgulhoso de ver o meu sonho realizado, um bem comum”, manifestou, prognosticando que este investimento irá inserir a ilha do Sal no circuito internacional do turismo de golfe.

Acentuou que muitos turistas, mais de cinco milhões de europeus que viajam, escolhem os destinos turísticos com base na presença do campo de golfe. E isso, nos posicionará como novo destino popular”.

Na ocasião, o vice-primeiro ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, anunciou que o governo tem um “projeto forte” para a ilha do Sal, chamado plano operacional do turismo, que engloba investimento no Pontão de Santa Maria, nas acessibilidades, criação de condições a nível de ofertas com mais qualidade, para que o turismo, conforme disse, possa avançar.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Alojamento

Grupo IHG e cadeia JJW estreiam nova marca de luxo Vignette Colletion em Portugal

O Penina Resort & Golf e o Dona Filipa Hotel, assim como o novo voco Algarve, são as primeiras unidades da Vignette Colletion em Portugal, todas com inauguração sob a nova marca prevista para 2022.

Publituris

O Grupo IHG e a cadeia JJW Hotels & Resorts (JJW) anunciaram uma parceria para estrear a nova marca de luxo Vignette Colletion em Portugal, num negócio histórico que contempla várias unidades, incluindo o Penina Resort & Golf e o Dona Filipa Hotel, assim como a nova unidade voco Algarve.

“Apostando em localizações de elevada procura, tanto em centros urbanos como em destinos de resort, a marca aposta em unidades independentes para acrescer à coleção Luxury & Lifestyle do grupo, num estilo que combina a identidade distinta de cada unidade com a reputação à escala global e a experiência da IHG”, refere o grupo de hotelaria num comunicado divulgado esta terça-feira, 7 de dezembro.

Lançada há cerca de quatro meses, a nova marca Vignette Colletion é a 17.ª lançada pelo Grupo IHG e, além das unidades em Portugal, a sua estreia será também assinalada na Austria, com a integração do Grand Hotel Wien, na capital do país.

“Temos o prazer de anunciar os primeiros acordos da European Vignette Collection, através da nossa parceria com a JJW Hotels & Resorts. Complementando o nosso portfólio “Luxury & Lifestyle” existente na Europa, estas propriedades atenderão às necessidades dos viajantes que procuram uma experiência de estadia de luxo, enquanto mantêm o charme e a individualidade autênticos de cada hotel”, refere Karin Sheppard, Senior Vice-President e Managing Director para a Europa do Grupo IHG.

De acordo com o grupo de hotelaria, a introdução da Vignette Collection segue o lançamento bem-sucedido dos hotéis voco, “de forma a enquadrar o seu trabalho com a JJW para a construção da presença da voco na popular região do Algarve”.

As unidades que vão ostentar a nova marca foram adquiridas sob contratos de franquia e, além do Grand Hotel Wien, abrangem também o Penina Resort & Golf e o Dona Filipa Hotel, ambos no Algarve, região que vai ganhar também um hotel voco, que resulta igualmente da parceria entre o Grupo IHG e a JJW.

“Com vista para o Oceano Atlântico na Praia do Ancão, no Algarve, o Apartamento Formosa Park está a finalizar a sua conversão para voco Algarve. Com inauguração prevista para o início de 2022, o empreendimento vai disponibilizar 61 apartamentos de um e dois quartos e, ainda, um restaurante e bar para usufruto dos hóspedes”, adianta o Grupo IHG.

Já o Penina Resort & Golf e o Dona Filipa Hotel, que também deverão passar por um processo de reabilitação, têm abertura prevista enquanto unidades da Vignette Colletion em 2022.

Com o lançamento desta marca, em agosto de 2021, a sexta a juntar-se ao portefólio do Grupo IHG nos últimos quatro anos, o grupo de hotelaria passou a contar com um total de 17 marcas, que estão presentes em mais de 6.000 hotéis, em 100 países.

As unidades da Vignette Colletion na Europa seguem-se aos primeiros hotéis que o Grupo IHG abriu sob esta nova marca, concretamente o Hotel Aquatique em Pattaya, na Tailândia, e o Hotel X Brisbane Fortitude Valley, na Austrália, este último inaugurado nos primeiros dias de dezembro.

O objetivo do grupo passa por abrir mais de 100 hotéis da Vignette Collection nos próximos 10 anos, cumprindo assim a sua ambição do Grupo IHG de tornar esta na “marca de referência neste segmento”.

 

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Transporte aéreo em Portugal perdeu 70% dos passageiros em 2020, confirma Eurostat

Dados do Eurostat, divulgados esta segunda-feira, 6 de dezembro, indicam que Portugal foi o quinto país da União Europeia onde o transporte aéreo foi menos prejudicado devido à pandemia da COVID-19.

Publituris

Portugal perdeu quase 70% dos passageiros de transporte aéreo em 2020, confirmou o Eurostat esta segunda-feira, 6 de dezembro, que indica, no entanto, que a perda portuguesa ficou abaixo da média europeia, que chegou aos 73%, sendo o quinto país entre os Estados-membros da União Europeia em que o transporte aéreo menos foi prejudicados pela pandemia.

Os dados divulgado esta segunda-feira pelo instituto de estatística europeu mostram que as medidas restritivas adotadas em 2020 para limitar a disseminação da COVID-19 resultaram num recuo de 73% do transporte aéreo de passageiros na União Europeia face a 2019, com as quebras a serem comuns a todos os países.

O Luxemburgo foi, de acordo com o Eurostat, o país da União Europeia em que o transporte aéreo menos foi afetado, com uma quebra de 67,3%, seguindo-se a Bulgária (68,2%), a Grécia (69,1%), a Roménia (69,2%) e Portugal (69,9%), enquanto a Eslovénia (83,3%), a Eslováquia (82,4%), a Croácia (81,9%) e a República Checa (79,7%) encontram-se no extremo oposto como os países onde a descida do transporte aéreo foi mais significativa.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Alojamento

Taxa de ocupação de novembro no Algarve sobe 225% face a 2020

Embora ainda se mantenha longe dos números de 2019, a taxa de ocupação global média/quarto no Algarve, subiu subiu 225% face a 2020.

Publituris

De acordo com os dados avançados pela Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), o mês de novembro registou um crescimento de 225% na taxa de ocupação global média/quarto, face a igual período de 2020, situando-se nos 41,3%, menos 5,8% que em igual período pré-pandémico de 2019.

Os números apurados indicam que o mercado nacional aumentou 6,8% e o externo diminuiu 13,3%, face a novembro de 2019.

Já em termos acumulados, desde o início do ano de 2021, a ocupação quarto regista uma descida média de 47,1% e o volume de vendas uma descida de 40,1% face ao mesmo período de 2019.

Por zonas geográficas, face a novembro de 2019, as maiores descidas verificaram-se em Monte Gordo / Vila Real de Santo António (-57,4%), Albufeira (-23%), e Carvoeiro / Armação de Pêra (-16,3%).

O volume de vendas aumentou 1,3% face a novembro de 2019 e 248% face ao mesmo mês de 2020, com 28,5% das vendas, em novembro deste ano, a serem efetuadas através de operadores turísticos tradicionais, valor que compara com os 43,7% de 2019.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Turismo do Porto e Norte considera “incompreensível” a reduzida operacionalidade da TAP no Porto

Entidade regional de turismo diz que não pode contar com a TAP para retomar rotas internacionais que foram suspensas com a pandemia e pede mais recursos para continuar o trabalho de captação aérea.

Publituris

O Turismo do Porto e Norte de Portugal considera que o “progressivo esvaziamento” da operacionalidade da TAP no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, é “incompreensível” e pede mais recursos para apoiar a infraestrutura aeroportuária e atrair outras companhias aéreas para o aeroporto do Porto.

Num comunicado enviado à imprensa, o Turismo do Porto e Norte de Portugal diz que, devido à TAP, tem atualmente um “misto de sentimentos” face aos números que a infraestrutura aeroportuária tem vindo a apresentar, uma vez que, se por um lado o Aeroporto Francisco Sá Carneiro já “opera a 70 por cento dos valores que registava no período pré-pandemia”, por outro, “só um em cada dez passageiros dos voos de e para o Porto o fazem através da TAP”.

“A companhia de bandeira do País, paga por todos os portugueses, não trata todas as regiões por igual e o progressivo esvaziamento da sua operacionalidade no Aeroporto Francisco Sá Carneiro é para nós totalmente incompreensível”, considera Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, citado no comunicado divulgado.

Para a entidade regional de turismo, esta parece ser uma atitude de “menosprezo da TAP pela região”, pelo que pede mais recursos para “apoiar o Aeroporto, e por essa via as regiões Norte e Centro de Portugal, na atração de companhias aéreas que verdadeiramente reconheçam o valor deste território e que já demonstraram interesse em operar no destino”.

“Estamos a falar de um aeroporto estratégico para o Noroeste Peninsular, que serve uma região fortemente industrializada e economicamente pujante, com mais de 5 milhões de habitantes, e um destino turístico que é aquele que mais crescia na era pré-pandémica”, acrescenta o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Segundo Luís Pedro Martins, os recursos de que a entidade regional de turismo dispõe “são manifestamente insuficientes” para continuar o trabalho de captação de companhia aéreas, nomeadamente no que diz respeito às transportadoras de longo curso.

“E este cenário é consideravelmente mais grave quando o alvo são as companhias aéreas de longo curso”, aponta a entidade regional de turismo, defendendo que estas iniciativas “reclamam recursos financeiros” e a região “precisa de ser ressarcida da inoperacionalidade da TAP, que parece ter desistido desta parte do país”.

“O Turismo do Porto e Norte acompanha as preocupações manifestadas pelos autarcas da região, e está disponível para, havendo reforço financeiro, trabalhar com o Turismo de Portugal e com o Aeroporto do Porto, naquele que é um dos fatores críticos de sucesso para a região”, indica ainda a entidade.

O Turismo do Porto e Norte de Portugal lembra que ainda no passado mês de novembro, a ANA – Aeroportos de Portugal concluiu a ampliação do taxiway no Aeroporto do Porto, acrescentando 1300 metros de pista e um desvio que permitirá uma melhor sequência de descolagens e uma saída rápida da pista de 300 metros, representando uma melhoria operacional fundamental, com impacto positivo imediato para as companhias aéreas e passageiros, num investimento que, segundo a entidade, parece, no entanto, não dizer nada à TAP.

“Um investimento forte num aeroporto sucessivamente premiado e de reconhecida qualidade, mas que não parece dizer nada apenas à TAP, uma vez que o mesmo não se passa com outras companhias” acrescenta Luís Pedro Martins.

O Turismo do Porto e Norte revela que, atualmente, existem 19 companhias aéreas em operação na infraestrutura, que voam para 21 mercados e disponibilizam mais de uma centena de rotas, das quais apenas sete são rotas internacionais asseguradas pela TAP, pelo que, diz a entidade regional de turismo, a região não conta com a TAP para retomar rotas importantes que foram suspensas com a pandemia, nomeadamente para o Brasil, EUA ou Canadá.

“É fundamental que as ligações de longo curso retomem, concretamente ao Brasil, Estados Unidos e Canadá, bem como à Ásia e Pacífico, e para este objetivo torna-se cada vez mais evidente que não podemos contar com a TAP”, acrescenta Luís Pedro Martins.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Distribuição

Pedro Siza Vieira sugere que apoios a fundo perdido não são agora solução para o turismo

Pedro Siza Vieira sugeriu que os futuros apoios a fundo perdido para as empresas do turismo não são solução, mas sim de ajudas à reconstituição dos balanços, com um programa minimamente pensado, que prometeu deixar montado, antes das eleições.

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira sugeriu que os futuros apoios a fundo perdido para as empresas do turismo não são solução, mas sim de ajudas à reconstituição dos balanços, com um programa minimamente pensado. O governante espera deixar isso montado até às eleições legislativas agendadas para 30 de janeiro de 2022.

“Admito que possamos ter alguns apoios mais específicos. Já não estamos numa situação de não haver clientes. Por isso, mais do que propriamente dar apoios a fundo perdido para as empresas não fecharem a porta completamente, é ajudar à reconstituição do balanço das empresas que ficaram muito degradadas”, disse Pedro Siza Vieira no último dia do Congresso da APAVT, que decorreu de 01 a 03, em Aveiro.

A ideia, dirigida principalmente às micro e pequenas empresas do setor do turismo mais devastadas pela pandemia, como as agências de viagens, era que por cada euro que o empresário invista para reduzir a dívida, o Estado investisse um euro. “A ideia é fazer a redução do passivo, algo que pode ter um efeito grande”, disse o governante.

 

Não vale a pena ter um novo aeroporto sem a TAP

 

O ministro da Economia considerou “lamentável” a incapacidade de decisão sobre o novo aeroporto da região de Lisboa, mas reconheceu que “não vale a pena termos um aeroporto se não tivermos TAP”.

Pedro Siza Vieira realçou, numa amena conversa com Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, que decorreu numa sessão do congresso em que o formato era falar dos temas mais quentes da atualidade, que “precisamos de um novo aeroporto até porque o tempo tem um valor cada vez maior, e foram anos perdidos”, mas na sua opinião, a construção dessa infraestrutura só deve existir se houver TAP, alertando, de seguida que “o país tem de preservar esta capacidade instalada para que haja recuperação”. Isto porque, “se deixarmos agora a TAP morrer seria uma perda muito grande para o país, que nos arrependeríamos nos próximos anos”.

O governante disse que a companhia aérea portuguesa “é provavelmente uma das empresas mais críticas para o nosso futuro coletivo”, mas lembrou que, sendo uma empresa exportadora, se a TAP desaparecesse o país sentiria “um impacto imediatamente negativo” no PIB, na balança comercial e dívida externa, empresa que representou em 2019 quase 2% da balança comercial portuguesa.

Além disso, Pedro Siza Vieira, recordou que 95% que chegam a Portugal é por via aérea e sem a TAP e o aeroporto de Lisboa corria o risco de se tornar secundário, para acrescentar que “o movimento aeroportuário cresceu em Lisboa, porque a TAP cresceu e isso motivou a que outras operadoras viessem para Portugal”.

Para que isso não aconteça, o ministro salientou que “o esforço que estamos a fazer na TAP deve ser visto como um investimento estratégico”, recordando que todos os Estados do mundo tiveram que meter dinheiro nas suas companhias aérea.

“O movimento aeroportuário cresceu em Lisboa, porque a TAP cresceu e isso motivou a que outras operadoras viessem para Portugal”, disse o ministro, recordando ainda que foi a facto de a TAP ter um hub em Lisboa que proporcionou o crescimento do investimento estrangeiro no país.

Estas declarações de Pedro Siza Vieira veem na sequência do que o Presidente da República tem vindo a dizer ao sector, tanto no Dia Mundial do Turismo, celebrado em Coimbra, numa conferência promovida pela CTP, como no Congresso da AHP, que decorreu em novembro, no Algarve.

Dizia Marcelo Rebelo de Sousa, na abertura do 46º Congresso da APAVT que “é muito importante que os concorrentes às eleições clarifiquem o que querem com a TAP, para que não haja angústias metafísicas no decurso da legislatura”.

É nesta linha de raciocínio que o governante considera necessário a existência de um consenso político para mudar a legislação e não ser possível bloquear decisões, lembrando que atualmente há sempre uma câmara que pode bloquear. Espera, assim, que saia uma solução do executivo que vier a governar os destinos de Portugal após as eleições legislativas de 30 de janeiro.

 

Instabilidade política não é bom para Portugal

 

O ministro fez questão de sublinhar que a instabilidade política não é bom para Portugal, pois das conversas que tem tido com investidores internacionais, o que valorizam mais em Portugal é a estabilidade que “tem mesmo um valor” que é mais mencionado do que temas como a fiscalidade. “As pessoas valorizam a segurança, a coesão nacional e a estabilidade. Espero que seja preservado”.

Siza Vieira justificou ainda a decisão de não viabilizar o Orçamento do Estado a qualquer custo porque o Governo não esteve disponível para aceitar matérias que não tinham a ver com o Orçamento e que afetariam a vida das empresas e das pessoas.

A crise política provocada pelo chumbo do Orçamento do Estado “foi um desperdício de oportunidades” porque as pessoas e as empresas esperam estabilidade do Estado, considerou o ministro da Economia, mas assegurou que o Governo mantém capacidade orçamental e flexibilidade jurídica para dar respostas, mas alertou o setor do turismo, em particular, para o grande “se não formos capazes de ter uma solução governativa no pós-eleições”.

O ministro da Economia respondeu ainda a várias questões e até deixou uma receita para acautelar a subida da inflação e das taxas de juro: “O que temos de fazer é evitar uma subida da dívida pública”.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Destinos

Portugal não vai ter festejos de passagem do ano

Um pouco por todo o país, os festejos de rua de passagem do ano, com concertos e fogo-de-artifício, foram cancelados para evitar uma grande aglomeração de pessoas, e evitar a propagação da pandemia da covid-19 em Portugal.

Publituris

Várias cidades portuguesas, um pouco de norte a sul do país, acabam de anunciar que não vai haver festejos de passagem de ano devido à evolução da pandemia da covid-19 no país e consequentemente pelas medidas de restrição pelas medidas de restrição em vigor.

Os festejos da passagem de ano em Lisboa foram cancelados devido à evolução da pandemia de Covid-19, anunciou esta sexta-feira o presidente da câmara, Carlos Moedas, remetendo para a semana uma decisão sobre os espetáculos de fogo de artifício. Para justificar a decisão, o autarca de Lisboa afirmou que as festas iriam criar “um grande aglomerado de pessoas”.

Também o autarca do Porto, Rui Moreira, revelou que as festas de fim de ano na cidade não se vão realizar, devido à situação pandémica. Este será o segundo ano consecutivo que os festejos são cancelados. “Era nossa intenção fazer fogo-de-artificio na praia desta vez, mas as circunstâncias são o que são, temos de nos ajustar e, portanto, falámos com os GNR com quem já tínhamos agendado o concerto – ainda não tínhamos anunciado – e passaram para o Pavilhão Rosa Mota no dia 30 de dezembro”, explicou o autarca, sublinhado que esta decisão pretende “evitar a concentração nas ruas”.

Ainda no Norte, o fogo-de-artificio e concertos já foram cancelados nos concelhos de Espinho, Matosinhos, Gondomar, Vila Nova de Gaia, Braga e Guimarães. A autarquia de Espinho adiou ainda a tradicional corrida de São Silvestre, que estava, originalmente, marcada para 8 de janeiro e passou para 15 do mesmo mês.

Igualmente, os 16 municípios do Algarve decidiram em conjunto cancelar a realização de festas de passagem de ano por não estarem reunidas as condições para cumprir as medidas de contenção da covid-19, anunciou a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

Em comunicado, a AMAL adianta que a decisão “foi consensualizada em sede de reunião do conselho intermunicipal”, na sexta-feira, atendendo ao “contexto de pandemia que atualmente se vive e à recente evolução” epidemiológica.

“Mesmo que estas iniciativas fossem de realização ao ar livre, teriam que obedecer a um conjunto de orientações da DGS, que os autarcas afirmam não haver condições para serem cumpridas, uma vez que implicam uma grande concentração de pessoas”, lê-se na nota.

Alguns autarcas decidiram manter a tradição do fogo-de-artifício, “sendo que outros decidiram não avançar uma vez que podem promover aglomeração de pessoas”, razão pela qual foram também canceladas várias iniciativas da programação de Natal, prossegue.

“Conscientes de que esta decisão poderá trazer constrangimentos aos empresários e comerciantes da região, os autarcas defendem que, nesta altura, o foco deverá estar centrado na proteção da saúde e bem-estar da população do Algarve”, conclui o organismo que agrega os 16 municípios do distrito de Faro.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Rio de Janeiro cancela as festas de fim de ano

Um dos maiores cartazes turísticos internacionais – as festas de fim de ano na cidade brasileira do Rio de Janeiro, não vão acontecer este ano. Foram canceladas por cauda da covid-19.

Publituris

As autoridades do Rio de Janeiro cancelaram as festas de um dos maiores cartazes turísticos internacionais da cidade:  a passagem de ano, por causa da covid-19.

O anúncio foi feito pelo presidente da câmara da cidade brasileira, Eduardo Paes, que afirmou que “respeitamos a ciência. Como são opiniões divergentes entre comités científicos, vamos sempre ficar com a mais restritiva. O Comité da prefeitura diz que pode. O do Estado diz que não. Então não pode. Vamos cancelar dessa forma a celebração oficial do réveillon do Rio”, escreveu Eduardo Paes nas redes sociais.

O autarca acrescentou que não seria possível organizar uma festa de passagem de ano com a dimensão que tem no Rio de Janeiro sem a garantia de todas as autoridades sanitárias. “Infelizmente não temos como organizar uma festa dessa dimensão, em que temos muitos gastos e logística envolvidos, sem o mínimo de tempo para preparação”, acrescentou.

Esta decisão é o culminar de uma semana de debate entre as autoridades do Rio de Janeiro sobre as festas de passagem de ano, depois de a variante mais recente do vírus da covid-19 (Ómicron) ter chegado ao Brasil.

Na quinta-feira passada, a autarquia do Rio de Janeiro decidiu impor a necessidade de passaporte de vacinação contra a covid-19 para a entrada em espaços como restaurantes, bares e hotéis.

O Rio de Janeiro soma-se assim a outras 21 capitais regionais do Brasil, como São Paulo, a cidade mais populosa do país, que já decidiram cancelar as festas previstas para o fim do ano.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Toda a informação sobre o sector do turismo, à distância de um clique.

Assine agora a newsletter e receba diariamente as principais notícias do Turismo. É gratuito e não demora mais do que 15 segundos.

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.