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Portugal sai da “lista verde” do Reino Unido e perde vantagem

A permanência de Portugal na “lista verde” durou menos de um mês. Portugal perde, assim, a vantagem competitiva que tinha face a Espanha, Itália, Grécia e outros concorrentes.

Victor Jorge
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Portugal sai da “lista verde” do Reino Unido e perde vantagem

A permanência de Portugal na “lista verde” durou menos de um mês. Portugal perde, assim, a vantagem competitiva que tinha face a Espanha, Itália, Grécia e outros concorrentes.

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Um dia depois do primeiro-ministro, António Costa, ter anunciado um aligeiramento das regras de confinamento, eis que surge a “bomba” vindo do Reino Unido, com BBC e Sky News a anunciarem, oficiosamente, que o Governo de Boris Johnson se preparava para retirar Portugal da “lista verde” e colocar o nosso país na “lista amarela” de destinos turísticos, realidade confirmada pouco tempo depois.

Isto significa que, no regresso, os turistas britânicos terão de remeter-se a uma quarentena de 10 dias, após o aumento no número de novas infeções pelo coronavírus em Portugal nos últimos dias.

Ainda antes do anúncio oficial, mas quando a notícia já era dada como certa, era possível ouvir Paul Charles, Chief Executive Officer (CEO) da consultora The PC Agency, referir que além de um “enorme passo atrás”, esta decisão do Governo britânico era, também, “um grande contra-tempo no que diz respeito à confiança” dos turistas, já que “não sabem com que contar quando pretendem planear as suas férias”.

Paul Charles, que já foi responsável pela comunicação da Virgin Atlantic Airways, destacou não só o facto de Portugal sair da “lista verde”, como nenhum destino ter sido acrescentado a essa mesma lista, ou seja, “não se compreende como é que depois dos planos de vacinação estarem a correr a grande velocidade não se aumenta a lista verde e esta ainda é reduzida”, concluindo que “alguma coisa o Governo de Boris Johnson está a esconder”.

A decisão, que foi comunicada pelo ministro dos Transportes, Grant Shapps, é um duro golpe para o setor do turismo português e, de certa forma, para toda a economia nacional. Mas também no Reino Unido, os analistas já antecipam a possível perda de milhares, senão dezenas de milhares de empregos”, além das ações das companhias do setor iniciarem, desde logo, uma quebra no respetivo valor.

Recorde-se que Portugal foi colocado na “lista verde” a 7 de maio, juntamente com Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Brunei, Islândia, Ilhas Faroe, Gibraltar, Ilhas Malvinas e Israel, num anúncio feito pelo mesmo Grant Shapps.

Com a passagem de Portugal à “lista amarela” a partir da madrugada da próxima terça-feira, 8 de junho, não só os britânicos que, atualmente, se encontram em Portugal revelaram ter de “encurtar as férias”, como, em declarações às televisões britânicas, muitos admitiram, a partir do Reino Unido, “não considerar o nosso país no planeamento futuro das férias”.

Recorde-se que o plano do Governo britânico prevê que a última fase arranque a 21 de junho, com Grant Shapps a pedir “um pouco de paciência” por querer “correr riscos”.

Com o Plano “Reativar Turismo | Construir Futuro” anunciado a 21 de maio pelo Governo, contando com uma injeção de mais de seis mil milhões de euros no setor do turismo, foi anunciado, para breve, uma nova campanha de promoção do destino Portugal. Falta agora saber, quando e em que moldes é que essa campanha verá a luz do dia.

Na sua conta do Twitter, o Ministério dos Negócios Estrangeiros tomou “nota da decisão britânica de retirar Portugal da ‘lista verde’ de viagens, uma decisão cuja lógica não se alcança”, pode ler-se.

Para Adrian Murdock, co-fundador da plataforma de reservas de hotel Hoo, ““Portugal teria sido um raio de sol num verão bastante sombrio nas viagens ao exterior para os turistas do Reino Unido, mas as nuvens negras certamente voltaram, agora que foi movido para a lista amarela”.

“Agora, aqueles que já reservaram, mas que ainda não viajaram, ficarão no limbo das férias, sem saber se vão cancelar mais uma vez as suas férias ou esperar que Portugal volte à lista verde nos próximos meses”.

No final da tarde desta quinta-feira, 3 de junho, os diversos órgãos de comunicação social britânicos vão confirmando um número crescente de cancelamentos de viagens para Portugal, repercutindo-se, natural e claramente nos negócios do turismo nacional, com especial enfâse no Algarve.

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António Costa diz sim à manutenção do programa Apoiar.pt

Na reunião realizada hoje entre o setor do turismo e o Partido Socialista, promovida pela CTP, o candidato a primeiro-ministro, António Costa deixou a indicação de, em caso de vitória, “retomar o programa Apoiar.pt”.

No decorrer da reunião realizada esta terça-feira, 11 de janeiro, entre o Partido Socialista (PS) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), o líder do PS e candidata a primeiro-ministro, António Costa, afirmou-se favor da continuação do programa Apoiar.pt.

Esta resposta foi dada ao presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, quando questionado sobre a necessidade da reabertura deste programa.

Segundo a APAVT, “as circunstâncias em que se baseou o programa Apoiar.pt até abril mantêm-se, tendo-se mesmo agravado, de abril a dezembro”. Por isso, a APAVT “manterá todos os esforços, quer na sua esfera de atuação, quer integrada na CTP, no sentido de que as verbas devidas de abril de 2021 a dezembro de 2021 sejam efetivamente pagas às empresas”, lê-se na nota de imprensa enviada às redações.

“O senhor secretário-geral do Partido Socialista falou nesta reunião num esforço conjunto que foi realizado para preservar a oferta turística em Portugal”, refere o presidente da APAVT.

Concretamente no que se refere ao Apoiar.pt, a APAVT aponta que “este esforço foi interrompido pelo Governo cessante”; embora reconheça que foi com “satisfação” que a associação registou a “abertura do Partido Socialista para retomar o esforço em caso de vitoria eleitoral”, conclui Pedro Costa Ferreira.

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Six Senses Douro Valley reabilita ‘Villas da Vinha’ num investimento de quase 3 milhões de euros

O investimento está avaliado em 2,9 milhões de euros e contempla a transformação em nove quartos/suites e em duas ‘villas’ independentes com mais dois quartos, totalizando assim um acréscimo de 11 quartos ao inventário do hotel.

O Six Senses Douro Valley, situado no coração do Vale do Douro, perto de Lamego, vai transformar as existentes sete ‘Villas da Vinha’ em mais nove quartos, mantendo somente duas ‘villas’ independentes, cada uma com piscina privativa.

Posicionada no segmento de luxo, o investimento nesta transformação ascende a 2,9 milhões com as construções pré-existentes da unidade turística a serem transformadas em nove quartos/suites e em duas ‘villas’ independentes com mais dois quartos, totalizando assim um acréscimo de 11 quartos ao inventário do hotel.

A área de intervenção será de cerca de 1.000 m2, numa obra marcada por “padrões de elevado requinte e sofisticação, com a particularidade de as ‘villas’ possibilitarem a utilização independente ou comunicante dos quartos”, refere o comunicado.

A ‘villa’ de maior dimensão tem nove quartos, que podem ser utilizados de forma individualizada ou para hospedagem agregada de grupos, além de piscina, jacuzzi exterior e sauna. A outra ‘villa’ a ser intervencionada totaliza três quartos, distribuídos em acomodações que poderão também ser independentes, nomeadamente um quarto com sala, pátio exterior e piscina privada; e um outro com sala e entrada independente, quarto de apoio, pátio exterior e piscina privativa.

Detido pelo Fundo Discovery e operado pela marca Six Senses, o Six Senses Douro Valley dispõe de 60 quartos, spa com 2.300 m2 e valências de refeição e bar de topo, bem como um centro de negócios. A oferta de acomodação inclui ainda diversas ‘villas’, sendo todo o empreendimento envolvido numa zona privada de mata, recentemente classificada como parte do portfólio dos Jardins Históricos de Portugal.

A obra a ser realizada no Six Senses Douro Valley foi confiada à Tétris, uma subsidiária de propriedade da JLL.

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Vinho e turismo vinícola do Pico promovem-se na China

O vinho do Pico e o turismo vinícola da “ilha-montanha” estiveram em destaque numa sessão de promoção do Turismo de Portugal no leste da China.

O vinho do Pico e o turismo vinícola da “ilha-montanha” estiveram em destaque numa sessão de promoção do Turismo de Portugal no leste da China, que foi transmitida ao vivo na televisão e Internet.

O evento deu a provar oito vinhos de diferentes regiões de Portugal, incluindo o vinho do Porto, o vinho verde e o vinho branco, revelou, num comunicado divulgado na segunda-feira, 10 de janeiro, a agência chinesa de viagens Tuniu.

O delegado do Turismo de Portugal na China, Tiago Brito, apresentou a Paisagem Vinha da Ilha do Pico, que foi em 2004 listada como Património Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A sessão, que decorreu na cidade de Nanjing, capital da província de Jiangsu, no leste da China, foi organizada pelo Turismo de Portugal, a Tuniu e a NJBG, a radiotelevisão pública de Nanjing, tendo sido transmitido ao vivo na plataforma da NJBG, na aplicação chinesa de transmissões ao vivo Niuka, e na plataforma da Tuniu.

O mercado chinês do vinho é já o quinto maior do mundo, embora apenas cerca de 3% dos 1,4 mil milhões de habitantes beba regularmente vinho.

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OMT pede que se repense “totalmente” o turismo

A OMT apela à necessidade de se repensar totalmente o setor do turismo porque representa uma oportunidade, tendo em conta as perdas dos últimos dois anos,. Sinaliza uma possível recuperação do turismo em 2022, mas diz a que a retoma de chegadas internacionais a níveis de 2019 deverá acontecer apenas em 2024 ou ainda mais tarde.

“Repensar totalmente o setor pode representar uma oportunidade” apela a Organização Mundial do Turismo (OMT), que destaca as dificuldades que o turismo tem vivido nos dois últimos anos.

Uma análise feita por um painel de peritos da OMT sinaliza uma possível recuperação do turismo em 2022, e que a situação seria impulsionada pela procura, principalmente durante o segundo e terceiro trimestres do ano, para estimar que, para 2023, a recuperação deverá continuar, mas uma retoma de chegadas a níveis de 2019 deverá ocorrer em 2024 ou ainda mais tarde.

O OMT estima que, nos primeiros sete meses do ano passado, o turismo internacional tenha caído 80% em relação aos níveis anteriores à pandemia, realçando que, apesar da melhora relativa no período em relação a 2020, o desempenho esteve bem abaixo de 2019.

A diretora executiva da Organização, Zoritsa Urosevic, declarou, no entanto, que a retoma da indústria turística global precisa de cooperação internacional e novas ideias, lembrando que antes da paralisação pela crise houve 1,5 mil milhões de chegadas internacionais, contribuindo o turismo com 7% ao Produto Interno Bruto (PIB) global.

A OMT sublinha ainda que as pessoas e comunidades dependentes do setor turístico devem potenciar a formação. Outra oportunidade “muito importante para o futuro e para a recuperação” é aproveitar os fluxos financeiros disponíveis ou investir cada vez mais no ecoturismo. A representante da OMT disse que a agência está recetiva a inovações e tem melhorado a conexão com parceiros.

 

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Bordéus e Valência são as “Capitais Europeias do Turismo Inteligente” 2022

De um total de 30 inscrições de 16 países, foram sete as cidades finalistas do concurso Capital Europeia do Turismo Inteligente 2022. Duas ganharam: Bordéus e Valência.

Victor Jorge

Bordéus (França) e Valência (Espanha) foram premiadas como as “Capitais Europeias do Turismo Inteligente” 2022, distinção que reconhece realizações notáveis no planeamento de turismo inteligente: acessibilidade, sustentabilidade, digitalização, bem como património cultural e criatividade.

Esta iniciativa promovida pela União Europeia (UE) e financiada pelo Programa COSME, tem como objetivo promover o turismo inteligente no espaço da UE, fomentar o desenvolvimento do turismo inovador, sustentável e inclusivo, bem como divulgar e facilitar o intercâmbio das melhores práticas.

As sete cidades finalistas do concurso Capital Europeia do Turismo Inteligente 2022 foram: Bordéus (França), Copenhaga (Dinamarca), Dublin (Irlanda), Florença (Itália), Ljubljana (Eslovénia), Palma (Espanha), Valência (Espanha).

As cidades finalistas foram selecionadas de um total de 30 inscrições de 16 países.

Bordéus
Cidade cosmopolita com mais de 257.000 habitantes, é um local de criatividade e uma porta de entrada para o sudoeste da França. Aqui, onde se entrelaçam vários ambientes, encontra-se o rio que atravessa os maiores vinhedos do mundo até ao estuário do Gironde – junto ao Oceano Atlântico e à Baía de Arcachon.

Bordéus é o lar da maior região vitivinícola do mundo, com 7.000 castelos e está na vanguarda da criação do conceito de “turismo do vinho”: cerca de dois milhões de “turistas do vinho” visitam os vinhedos de Bordéus anualmente.

Os destaques incluem La Cité du Vin e o Festival do Vinho de Bordéus – agora exportado para Bruxelas e Hong Kong. Mais de 65% da área de superfície dos vinhedos de Bordeaux recebeu certificação pelos seus esforços ambientais e mais de 1,2 milhões de euros foram investidos em pesquisa, mais concretamente, na redução do uso de pesticidas.

Desde 2003, a cidade estabeleceu trilhos para quatro linhas de metro diferentes, originando uma rede metropolitana que se estende por 66 km. Os metros são 100% acessíveis graças às grandes portas de correr e ao acesso sem degraus.

O ‘shuttle’ fluviais e os autocarros também são totalmente acessíveis e cada um tem lugares reservados para cadeiras de rodas.

Um guia especial foi elaborado pelo Turismo de Bordéus para pessoas com deficiência, contendo uma lista de todos os serviços e atividades disponíveis para pessoas com mobilidade reduzida.

Bordeaux está a fazer uso dos recursos existentes e redirecionando-os para impulsionar ao máximo práticas de turismo inteligente. Outro exemplo disso é o “Ecossistema Darwin”, um coletivo voltado para uma economia verde – agora um dos locais mais visitados em Bordeaux. Este antigo quartel militar abriga uma fazenda urbana e o maior restaurante orgânico de França, mostrando uma forma de “consumir diferente”. É um lugar de diversidade e inovação onde é possível encontrar ‘skateparks’, uma galeria ao ar livre para grafitis, bem como espaços de co-working e empreendedores que trabalham na economia verde. O guia é atualizado regularmente de acordo com o feedback dos visitantes com deficiência.

O Turismo de Bordéus deu, também, ênfase às plataformas eletrónicas para promover os conteúdos. A criação do “CityPass”, em 2014, dá aos visitantes acesso gratuito a mais de trinta estabelecimentos voltados para cultura e lazer, incluindo um passeio pela cidade, bem como o uso ilimitado de transportes públicos.

O porto de Bordéus comprometeu-se a fretar um navio de cruzeiro ambiental em 2019, comprometendo-se a reduzir as emissões, eliminar o desperdício e limitar a poluição sonora. Além disso, as quatro plataformas de desembarque dos cruzeiros estão a ser eletrificados, além da implementação de um sistema de coleta de resíduos e esgotos dos navios.

Valência
Uma das maiores cidades da Espanha e uma das mais animadas, Valência está localizada no mar Mediterrâneo, com um enorme número de praias na redondeza.

Valência fica na costa sudeste de Espanha e é a terceira maior cidade do país, com mais de 791.000 habitantes. A pitoresca cidade recebe 2,2 milhões de visitantes todos os anos e é o lar de três Declarações de Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade possui arquitetura de vanguarda, uma futurística Cidade das Artes e Ciências e muitos eventos criativos, como os prémios de cinema Goya ou a gala Michelin.

O setor de turismo emprega mais de 30.000 profissionais e tem vindo a desenvolver práticas inovadoras, tendo-se tornando uma forte candidata a Capital Europeia do Turismo Inteligente.

Valência está a trabalhar para medir e certificar a pegada de carbono da sua atividade turística, constituindo-se, igualmente, a primeira cidade europeia a receber uma dupla certificação ITU (ONU) e ISO para o Desenvolvimento Sustentável das Cidades.

Valência trabalha, também, em estreita colaboração com a PREDIF (Plataforma Representativa do Estado para Pessoas com Deficiência Física) e 52 entidades e empresas turísticas da cidade atendem os requisitos do programa de turismo inclusivo do PREDIF. São disponibilizados diversos passeios para pessoas com mobilidade reduzida, bem como em vários idiomas. Os gabinetes de informação oferecem traduções e pictogramas em braille, bem como a plataforma “InfoTourist” interativa 24 horas por dia, 7 dias por semana e o sistema “Visualfy”, um sistema de IA que envia notificações visuais aos dispositivos dos usuários.

A cidade é bem conectada por mais de 164 km de ciclovias, comboios de alta velocidade, rodovias e porto, todos com recursos para passageiros que precisam de assistência adicional.

Valência pretende tornar-se neutra em carbono até 2030 e atualmente tem vários “Planos de Ação Sustentáveis” em vigor, que incluem medidas para reduzir as emissões de CO2, incentivar o uso de veículos elétricos, melhorar a eficiência energética, promover opções alimentares sustentáveis e observar os impactos no patrimônio cultural.

A Câmara Municipal de Valência monitoriza, ativamente, a sustentabilidade social da atividade turística com controlo de alojamentos irregulares, instalação de sensores nas zonas de lazer para regular o ruído, inquéritos regulares ao público e muito mais. Além de antecipar e reduzir o impacto social do turismo, a Câmara Municipal procura o envolvimento dos residentes e demais agentes na gestão do turismo, razão pela qual promoveu um órgão representativo, o Conselho Municipal de Turismo, com 60 representantes do ecossistema turístico, cidadãos e instituições.

Valência está a integrar várias práticas inteligentes e a recolher informações para desenvolver e aprimorar a experiência turística da cidade. Assim, implementou recursos digitais de forma integrada para ampliar a exploração da sua história e tradições e continua a empenhar-se na sustentabilidade e proteção do seu ambiente natural.

A economia de Valência beneficia de cerca de 3.600 milhões de euros provenientes da indústria do turismo e as novas estratégias, estima-se, irão aumentar este valor. O apoio à digitalização de Pequenas e Médias Empresas turísticas, também, revelou-se frutífero: em 2019, a loja online do Turismo de Valência faturou 4,5 milhões de euros.

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Elidérico Viegas recandidata-se à presidência da AHETA com o lema “Assegurar o presente, garantir o futuro”

Elidérico Viegas recandidata-se à presidência da AHETA, cujas eleições estão previstas para o próximo dia 21, encabeçando uma lista que tem como lema “Assegurar o presente, garantir o futuro”. Caso seja eleita, esta lista quer “prosseguir uma estratégia que tem no horizonte o reforço da AHETA, enquanto estrutura associativa forte e dinâmica, e em que todos continuem a rever-se e a participar ativamente, ao invés de subserviências e dependências de centralismos de Lisboa”.

Elidérico Viegas recandidata-se à presidência da AHETA, cujas eleições estão previstas para o próximo dia 21, encabeçando uma lista que diz “de empreendedores hoteleiros e turísticos do Algarve, representativos dos vários interesses empresariais em todo o espaço regional, desde Vila Real de Santo António até Lagos e Sagres, dando assim expressão à representatividade da associação”.

O programa de ação da lista de Elidérico Viegas, que se demitiu da presidência da Associação algarvia, mas por consenso, manteve-se em funções de gestão assegurando o normal funcionamento da associação até final do mandato, tem como lema “Assegurar o presente, garantir o futuro”.

Na nota da imprensa, a candidatura de Elidérico Viegas refere que os órgãos sociais que integram a Lista A irão, no essencial, caso sejam eleitos, “prosseguir uma estratégia que tem no horizonte o reforço da AHETA, enquanto estrutura associativa forte e dinâmica, e em que todos continuem a rever-se e a participar ativamente, ao invés de subserviências e dependências de centralismos de Lisboa”, para realçar que a Associação “quer continuar a ser cada vez mais o ponto de encontro dos empresários do setor no Algarve, recusando ser uma estrutura ao serviço apenas de alguns, independentemente da legitimidade dos seus interesses”.

A AHETA deve, assim, segundo Elidérico Viegas, “continuar a empenhar-se ativamente na construção de uma abordagem positiva do turismo do Algarve, tendo no horizonte a salvaguarda dos interesses empresariais da atividade turística, inovando na sua capacidade de intervenção, sem deixar de prosseguir uma estratégia que contribuiu para a afirmação e reconhecimento público e institucional da associação”.

O candidato destaca a celebração de Convenções Coletivas de Trabalho, a prestação de serviços de apoio aos associados em matéria jurídico-laboral, o acompanhamento da evolução do setor na região e nos mercados turísticos internacionais concorrentes, como questões prioritárias caso venha a ser eleito.

Sublinha, ainda a necessidade “de um Plano Específico para Apoiar a Recuperar o Turismo do Algarve, com dotação e meios financeiros próprios, de acordo com o anunciado pelo atual governo na Assembleia da República, mas que vem aguardando melhores dias”. Uma vez que “o Algarve é a região portuguesa mais afetada economicamente pela pandemia, atendendo à forte implantação do setor turístico na vida e na sociedade regionais, carecendo, por isso mesmo, de medidas de discriminação positiva tendentes a garantir a sobrevivência da Indústria turística e da região como destino turístico”.

Em termos associativos, “estamos empenhados na criação de uma plataforma associativa única regional, em oposição a uma estratégia associativa centralista, visando afirmar o Algarve e os interesses empresariais da maior e mais importante região turística portuguesa, quer a nível regional, quer a nível nacional e internacional, dando seguimento às conversações em curso com outras organizações associativas regionais do sector”, salientam ainda as intenções do candidato Elidérico Viegas, que concorre nestas eleições com Helder Martins.

Eis a lista de Elidérico Viegas aos órgãos sociais para o mantado 2022-2024

Assembleia Geral

Presidente: V. Vitória, Ldª. (Hotel Água Marinha) – Vítor Manuel Clemente da Silva

Vice-presidente: Polvilha Sucesso, Ldª. (Grupo MGM Muthu Hotels) – Nuno Alexandre Taveira Pereira Vieira Jorge

Secretário: AJ Cabrita-Hotelaria, Ldª (Apartamentos Turial) – Florival de Sousa Palma

Direção

Presidente: Hotéis Belver, Sociedade de Gestão Hoteleira, Ldª (Hotéis Boavista e Aldeia) – Elidérico José Gomes Viegas

Vice-presidentes: Details-Hotels & Resorts, SA (Hotéis Califórnia, Velamar, Quinta Pedra dos Bicos, Vale da Lapa) – João Carlos Rodrigues Costa; Lutz-Explorações Hoteleiras. Ldª (Vila Valverde Design & Country Hotel) – Luís Alexandre Cristo Tavares; N & L Hotéis, Ldª (Hotel Apolo) – Luís Miguel Lares da Costa Vasques; Grand Algarve, Ldª. (Hotel Grand House) – Nídia Soares de Oliveira Martins Magalhães; Glamourfutur hotels, Ldª (Aparthotel Carvoeiro) – Bruno Miguel de Duarte e Fragoso; Algarosa-Sociedade Gestora de Hotéis, Ldª. (Aldeamento Turístico Alfagar) – Catherine Christine Boute; Algarvelux – Construções e Empreendimentos, SA (Castro Marim Golfe) – David Martins; DHJ Lagos, Ldª (Hotel Lagosmar) – Carlos Alberto Esteves Pires

Conselho Fiscal

Presidente: Balaia-Sol, Ldª. – Amadeu dos Santos Rodrigues

Vice-presidente: Castioura. Ldª (Apartamentos Ourabay) – José Carlos Martins de Castilho

Secretário: Bajomico, Organizações Hoteleiras e Similares, Ldª (Hotel Alcazar) – César Augusto da Igreja Raposo

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“A manter-se esta trajetória, diria que estamos numa grande recuperação”

Depois do pior ano de sempre em 2020, o rent-a-car já conseguiu “respirar” este verão e espera que, em 2022, a trajetória de crescimento se mantenha, até porque, devido à escassez de automóveis, os preços estão a subir e assim devem continuar no próximo ano, segundo a ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor.

Inês de Matos

Depois do pior ano de sempre em 2020, o rent-a-car já conseguiu “respirar” este verão e espera que, em 2022, a trajetória de crescimento se mantenha, até porque, devido à escassez de automóveis, os preços estão a subir e assim devem continuar no próximo ano, segundo a ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor.

Para o rent-a-car, o verão começou tarde, por meados de junho, mas trouxe notícias positivas. Em declarações ao Publituris, Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, explica que, depois do pior ano de sempre que o rent-a-car viveu em 2020, em que, devido ao impacto da pandemia, os “alugueres caíram a pique porque não havia turismo”, o setor iniciou a recuperação “a partir de junho, quando a situação começou a melhorar com a abertura dos vários países e os voos também começaram a melhorar”.
Os turistas europeus, sobretudo provenientes do Reino Unido, que segundo o responsável continua a ser “um mercado muito fiel a Portugal”, mas também da França e Alemanha – neste caso em muito “menor quantidade” que noutros anos, devido às restrições que também a Alemanha adotou -, assim como dos países nórdicos, irlandeses, espanhóis e italianos, foram os que mais animaram o rent-a-car nacional neste verão.
Joaquim Robalo de Almeida não tem dúvidas que a tendência de crescimento que se iniciou no verão vai fazer toda a diferença quando nas contas do final do ano, uma vez que, segundo as previsões da associação, o setor do rent-a-car deverá ter encerrado 2021 com uma faturação na casa dos 529 milhões de euros, o que traduz uma descida de 22% face a 2019, mas que poderia ser muito superior se o verão não tivesse decorrido de forma positiva. “Nos primeiros seis meses deste ano, temos uma quebra de 60% face a 2019, ou seja, o verão é que veio ajudar. Se se mantivesse esta trajetória, chegaríamos ao fim do ano com uma quebra de 60% ou mais, como aconteceu em 2020”, explica o responsável, revelando que, no ano passado, o setor apresentou uma quebra de 56% na faturação, que só não foi maior porque “janeiro e fevereiro tinham sido os melhores de sempre” para o rent-a-car nacional.

Aumento de preços

O secretário-geral da ARAC está, portanto, confiante quanto aos resultados de 2021, ainda que aos números do verão falte ainda juntar os dos fim-do-ano, época festiva que, por norma, também costuma agitar o rent-a-car e que não deverá ter sido muito diferente este ano. “De acordo com as projeções que temos, a procura é bastante razoável, até acima dos 80%. A manter-se esta trajetória, diria que estamos numa grande recuperação”, revela Joaquim Robalo de Almeida, que se mostra confiante na concretização das projeções da associação, até porque a crise dos semicondutores levou a uma escassez de automóveis no mercado que se refletiu num aumento de preços no rent-a-car. “Apesar de tudo, este problema também nos trouxe alguma vantagem porque os preços subiram e as empresas tiveram uma rentabilidade melhor, mesmo com menos carros”, indica, explicando que, em 2019, a frota média do rent-a-car rondava as 88 mil viaturas, enquanto em 2021 o número de veículos não foi além dos 50 mil. “Já a frota de pico, em 2019, foi de 115 mil carros e, em 2021, foi de 63 e pouco, sensivelmente metade”, acrescenta, explicando que, “como a procura ficou muito ajustada ou foi até superior à oferta, obviamente houve uma subida de preços, o que foi benéfico para as empresas conseguirem respirar com as faturações que tiveram, depois de meses e meses de faturações mínimas”.
O secretário-geral da ARAC revela que, devido a esta crise dos semicondutores, que são integrados na construção dos automóveis, as empresas de rent-a-car têm atualmente “uma frota bastante reduzida”, já que, “neste momento, não há viaturas para comprar devido à falta dos semicondutores”. “Temos comprado tudo o que existe, mas mesmo assim não chega”, lamenta Joaquim Robalo de Almeida.
E este é, segundo o secretário-geral da ARAC, “um grande desafio” que se vai manter também em 2022 e que, mais uma vez, deverá resultar num aumento de preços também no próximo ano. “Também esperamos um aumento de preços”, perspetiva o responsável, revelando que, este ano, já houve “uma boa subida”, que contribuiu para animar o rent-a-car. “Em março, o preço médio por dia de uma viatura estava nos 18 euros e, em agosto, estava nos 39 euros. Houve uma boa subida, é isso que nos anima”, indica, revelando que “o preço médio subiu em todas as categorias de carros”, até porque, comparativamente a outras áreas, o rent-a-car mantinha preços que estavam desajustados. “Se compararmos com outros produtos turísticos, todos eles subiram o preço, a hotelaria subiu, a aviação também e é preciso lembrar que o rent-a-car, por vezes, tinha preços demasiado baixos. Teve que ajustar o preço, é a lei da oferta e da procura e, visto que houve um aumento da procura, o preço teve de subir”, resume Joaquim Robalo de Almeida.
Questionado sobre quanto podem os preços do rent-a-car subir no próximo ano, o secretário-geral da ARAC prefere não avançar números concretos, até porque “é difícil adiantar valores sem saber se vai haver carros”, mas lembra os aumentos estimados pela Europcar, cujo diretor geral em Portugal, Paulo Moura, que é também o presidente da ARAC, aponta subidas que podem chegar aos dois dígitos. “Há empresas que estimam 8% ou 10%, mas não sei, até poderá ser mais nos meses de pico”, considera o responsável, realçando, no entanto, que a questão do preço “não é elástica”, ou seja, existe uma margem até à qual o cliente está disposto a pagar, ainda que considere que, no caso do rent-a-car, esse limite está ainda “longe” de ser atingido. “Pelo que vejo, estamos longe desses valores, até comparando com outros países europeus, os nossos preços continuam baixos”, defende.

2022

A crise dos semicondutores e a escassez de veículos que ela provocou é, na opinião de Joaquim Robalo de Almeida, o principal desafio que se deverá colocar ao rent-a-car neste novo ano, até porque o responsável se mostra confiante de que o aumento da procura veio para ficar e que “as pessoas vão ser autorizadas a viajar mais”, apesar das novas variantes da COVID-19. “Mas esta crise dos semicondutores pode ser um grande problema porque, se não tivermos carros, vamos ter uma procura muito intensa com uma oferta reduzida”, considera, acrescentando que, “face aos indicadores que existem atualmente, 2022 e ainda alguns meses de 2023, vão ser muitos difíceis em termos de aquisição de automóveis”. “Vai ser uma situação muito complexa, porque não podemos ter os veículos em frota demasiado tempo, aliás este é um setor em que está regulamentada a idade dos veículos e, por isso, antevemos um ano um bocadinho complicado em termos de oferta”, teme Joaquim Robalo de Almeida.
Mas 2022 não deverá trazer apenas desafios ao rent-a-car, uma vez que, como refere o responsável, as empresas do setor têm vindo a aderir aos veículos elétricos e, este ano, já disponibilizaram 700 destas viaturas para aluguer. E a tendência deverá ser de crescimento, com o secretário-geral da ARAC a prever mesmo que o “rent-a-car vai ser novamente o porta-estandarte da modernização do parque automóvel”, como já foi no século passado, uma vez que o rent-a-car representa 28% ou 29% do total de carros vendidos no país e, se juntarmos a isto o renting, que “representa mais 23% ou 24%”, percebe-se que as formas de locação absorvem cerca de 53% das vendas de automóveis no país. “Mais uma vez, será este setor, como no princípio do século XX e nos anos 90, o responsável pela modernização do parque automóvel, o que não deixa de ser gratificante”, congratula-se o responsável.
Os veículos elétricos que, segundo Joaquim Robalo de Almeida, são o futuro, também têm, no entanto, alguns problemas, desde logo o da escassez de postos de carregamento (ver caixa), o que torna “difícil alugar estes carros se os turistas souberem que, por exemplo, de Faro a Lisboa, torna-se complicado fazer a viagem num elétrico”, mas também o do preço dos próprios carregamentos, que começaram por ser gratuitos, mas têm vindo a subir, de tal forma que atualmente chegam a ser “superiores aos de um carro a combustão, quer a diesel quer a gasolina”. “Os valores são, de facto, surpreendentes”, lamenta o responsável.
Nos planos do rent-a-car, está ainda o aumento dos veículos híbridos disponibilizados para aluguer, uma vez que estes automóveis oferecem o melhor de dois mundos, a versão elétrica que é “ideal para a cidade” e a versão a combustão, aconselhada para viagens maiores e sempre que os postos de carregamento escassearem. “Pensamos que, em 2022, vamos ter mais carros híbridos e muitos mais elétricos. Todas as energias limpas são bem-vindas”, conclui o secretário-geral da ARAC

Setor pede “apoios da bazuca” para a descarbonização
Na opinião de Joaquim Robalo de Almeida, o setor do rent-a-car não pode ser esquecido na hora de distribuir os apoios da ‘bazuca europeia’, até porque está à beira da transição, com a crescente incorporação de veículos elétricos, e precisa de apoios para dar o passo seguinte e apostar na descarbonização. “Este setor deve ter apoios da bazuca e que cheguem depressa, porque a carbonização continua”, alerta Joaquim Robalo de Almeida, revelando que, além de vantagens na aquisição destes veículos, o rent-a-car quer também ser apoiado na criação de postos de carregamento. “No âmbito do plano ‘Reativar o Turismo, Construir o Futuro’, já pedimos às nossas autoridades apoios para a instalação de postos de carregamento, quer nas estações das empresas, unidades turísticas ou até para a construção de hubs com vários postos de carregamento porque, efetivamente, quando entregamos um carro, temos de o entregar carregado”, explica.
Além da questão dos postos de carregamento, a ARAC quer também que os fundos europeus sejam usados em prol da descarbonização da frota e da digitalização do setor, de forma a que seja possível desenvolver “o contactless e o paperless. “Acreditamos que todas as grandes empresas vão implementar sistemas contactless”, indica o secretário-geral da ARAC, revelando que muitas estão já a trabalhar para lançar sistemas semelhantes ao carsharing também no rent-a-car, sem qualquer contacto humano na hora de levantar os veículos.

Convenção da ARAC ainda sem data
Mais indefinida parece estar, por enquanto, a data da IV Convenção Nacional da ARAC, que devia ter decorrido em 2020 mas que foi adiada devido à pandemia da COVID-19, continuando ainda sem data definida. Ao Publituris, Joaquim Robalo de Almeida adianta apenas que a convenção vai decorrer “ao longo de 2022” e terá lugar “assim que existam condições epidemiológicas” que permitam a sua realização.
Apesar da data ainda não estar definida, já existem temas alinhavados, com o responsável a revelar que o evento vai voltar a contar com cinco painéis e a abordar a questão do low cost no rent-a-car, com o objetivo de apurar se “o low cost ainda faz sentido”, estando também previstos debates em torno do papel do rent-a-car no ecossistema da mobilidade e dos novos meios de mobilidade urbana; do turismo de que Portugal precisa; assim como do digital e do futuro.
Já o tema da IV Convenção Nacional da ARAC mantém-se e vai abordar os “Desafios da nova mobilidade”, assim como o local, com a Culturgest, em Lisboa, a acolher novamente a iniciativa.
Apesar da convenção ainda não ter data, a ARAC avança ao Publituris que vai, no entanto, realizar “vários eventos técnicos ao longo do próximo ano”, com o objetivo de dar resposta às dúvidas e necessidades dos seus associados

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Nova edição: Balanços e perspetivas, entrevista João Duque, Alojamento Local, AHETA e easyJet

A primeira edição de 2022 do Publituris faz capa com a auscultação a mais de três dezenas de profissionais do setor do turismo e a publicação dos balanços de 2021 e perspetivas para 2022.

Publituris

A primeira edição de 2022 faz capa com a auscultação ao setor do turismo e a publicação dos balanços de 2021 e perspetivas para 2022.

Foram ouvidos mais de três dezenas de profissionais, das mais diversas áreas da indústria e uma coisa parece certa. Apesar das incertezas, as estimativas, esperanças e desejos vão no sentido de um 2022 melhor, bem melhor do que 2021.

O economista e professor do ISEG, João Duque, é o entrevistado desta primeira edição de janeiro. Crítico da decisão proposta por parte do Governo e aprovada por Bruxelas relativamente à TAP, João Duque abordou ainda outras questões relacionadas com o turismo. O tal turismo que “cresce, porque o Estado não se mete”.

As eleições na AHETA foram adiadas para 21 de janeiro e o Publituris falou com um dos candidatos: Hélder Martins. “Quero que a AHETA volte a ter a sua voz no Algarve”, diz o empresário, antigo presidente da RTA e agora candidato à presidência da AHETA.

O “Dossier” desta edição do Publituris analisa o mercado do Alojamento Local. Hoje já não há dúvidas e será até consensual: o Alojamento Local (AL) veio diversificar a oferta turística em Portugal, criou novos segmentos e novos públicos não só nas grandes cidades, mas também no interior do país, como ajudou ao surgimento de muitas outras empresas que servem de suporte para as mais diversas atividades que este segmento exige. A criação de empregos diretos em Portugal tem sido igualmente um fator decisivo, bem como a sua contribuição para a economia nacional.

Além da auscultação de vários players do mercado do AL, conversámos, igualmente, com o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP). Segundo Eduardo Miranda, “a diversidade [do AL] trouxe uma riqueza ao turismo e tem sido uma parte importante da estratégia de crescimento e de posicionamento do turismo em Portugal”.

Nos “Transportes”, tivemos à conversa com José Lopes, diretor-geral da easyJet. A companhia está confiante de que 2022 vai ser um ano positivo e conta aumentar a capacidade em Portugal em 8% face à oferta que a companhia aérea disponibilizava em 2019. E os planos de crescimento podem até vir a ser ultrapassados, caso consiga alguns dos ‘slots’ que a TAP vai ter de abandonar no aeroporto de Lisboa.

As opiniões desta edição pertencem a Amaro F. Correia (Atlântico Business School), Pedro Castro (SkyExpert Consulting), Susana Rachão (ISAG) e António Paquete (economista).

Boas leituras e votos de um excelente 2022.

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Foram ouvidos mais de três dezenas de profissionais, das mais diversas áreas da indústria e uma coisa parece certa. Apesar das incertezas, as estimativas, esperanças e desejos vão no sentido de um 2022 melhor, bem melhor do que 2021.
O economista e professor do ISEG, João Duque, é o entrevistado desta primeira edição de janeiro. Crítico da decisão proposta por parte do Governo e aprovada por Bruxelas relativamente à TAP, João Duque abordou ainda outras questões relacionadas com o turismo. O tal turismo que “cresce, porque o Estado não se mete”.
As eleições na AHETA foram adiadas para 21 de janeiro e o Publituris falou com um dos candidatos: Hélder Martins. “Quero que a AHETA volte a ter a sua voz no Algarve”, diz o empresário, antigo presidente da RTA e agora candidato à presidência da AHETA.
O “Dossier” desta edição do Publituris analisa o mercado do Alojamento Local. Hoje já não há dúvidas e será até consensual: o Alojamento Local (AL) veio diversificar a oferta turística em Portugal, criou novos segmentos e novos públicos não só nas grandes cidades, mas também no interior do país, como ajudou ao surgimento de muitas outras empresas que servem de suporte para as mais diversas atividades que este segmento exige. A criação de empregos diretos em Portugal tem sido igualmente um fator decisivo, bem como a sua contribuição para a economia nacional.
Além da auscultação de vários players do mercado do AL, conversámos, igualmente, com o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP). Segundo Eduardo Miranda, “a diversidade [do AL] trouxe uma riqueza ao turismo e tem sido uma parte importante da estratégia de crescimento e de posicionamento do turismo em Portugal”.
Nos “Transportes”, tivemos à conversa com José Lopes, diretor-geral da easyJet. A companhia está confiante de que 2022 vai ser um ano positivo e conta aumentar a capacidade em Portugal em 8% face à oferta que a companhia aérea disponibilizava em 2019. E os planos de crescimento podem até vir a ser ultrapassados, caso consiga alguns dos ‘slots’ que a TAP vai ter de abandonar no aeroporto de Lisboa.
As opiniões desta edição pertencem a Amaro F. Correia (Atlântico Business School), Pedro Castro (SkyExpert Consulting), Susana Rachão (ISAG) e António Paquete (economista).

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Governo mantém obrigatoriedade de testes em voos internacionais para Portugal

Além dos testes em voos internacionais, o Governo mantém também a obrigatoriedade de certificado digital nos hotéis, restaurantes e eventos culturais, enquanto discotecas e bares continuam encerrados até 14 de janeiro.

Inês de Matos

O primeiro-ministro António Costa revelou esta quinta-feira, 6 de janeiro, após o Conselho de Ministros, que a obrigatoriedade de apresentar um teste negativo nos voos internacionais com destino a Portugal se vai manter no âmbito do combate à COVID-19, assim como as multas para passageiros e companhias aéreas que transportem para o país quem não tenha a testagem realizada.

“Relativamente às fronteiras, vamos manter o controlo das fronteiras como tem existido até agora, continuando a exigir teste negativo obrigatório para todos os voos que cheguem a Portugal e continuaremos a aplicar as sanções, quer a passageiros quer a companhias de aviação que embarquem passageiros sem que o teste tenha sido realizado”, explicou o primeiro-ministro, na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros.

Além da obrigatoriedade de testes nos voos internacionais com destino a Portugal, que segundo o explicitado no comunicado do Conselho de Ministros vai vigorar até 9 de fevereiro de 2022, António Costa anunciou ainda que o acesso a restaurantes e estabelecimentos hoteleiros ou de alojamento local também vai continuar a estar sujeito à apresentação de um certificado digital, assim como acontece com os espetáculos culturais, eventos com lugares marcados e ginásios.

As pessoas já vacinadas com a dose de reforço vão, no entanto, deixar de necessitar de apresentar um teste negativo nas visitas a lares de idosos ou a doentes internados, enquanto quem ainda não tiver recebido essa dose terá de apresentar a testagem.

Já as discotecas e bares vão permanecerem encerrados até 14 de janeiro, sendo que, a partir dessa data, podem reabrir mas com exigência de apresentação de teste negativo à entrada, medidas que são ainda acompanhadas pela proibição de consumo de bebidas alcoólicas na via pública.

Até dia 14 de janeiro, mantém-se ainda obrigatório o teletrabalho, que passará a ser recomendado a partir dessa data, enquanto a reabertura das escolas acontece já na próxima segunda-feira, 10 de janeiro.

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