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Promotores do Aeroporto de Santarém acusam CTI de ignorar projeto e beneficiar Alcochete e Vendas Novas

Carlos Brazão, promotor do projeto Magellan 500 Airport, realizou esta quinta-feira, 25 de janeiro, uma conferência de imprensa em Lisboa em que criticou o trabalho desenvolvido pela Comissão Técnica Independente (CTI) que estudou as opções para a localização do novo aeroporto de Lisboa.

Inês de Matos
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Promotores do Aeroporto de Santarém acusam CTI de ignorar projeto e beneficiar Alcochete e Vendas Novas

Carlos Brazão, promotor do projeto Magellan 500 Airport, realizou esta quinta-feira, 25 de janeiro, uma conferência de imprensa em Lisboa em que criticou o trabalho desenvolvido pela Comissão Técnica Independente (CTI) que estudou as opções para a localização do novo aeroporto de Lisboa.

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O promotor do projeto Magellan 500 Airport, Carlos Brazão, afirmou esta quinta-feira, 25 de janeiro, que a Comissão Técnica Independente (CTI), constituída para estudar as soluções para a localização do novo aeroporto de Lisboa, ignorou o projeto e beneficiou as opções de Alcochete e Vendas Novas em vários dos critérios que levaram ao relatório preliminar apresentado a 5 de dezembro de 2023.

“O resultado é que Santarém é sempre prejudicado”, afirmou o responsável, durante uma conferência de imprensa em Lisboa, em que Carlos Brazão se queixou de que a CTI “ignorou sistematicamente as pronuncias da Magellan 500” e, desde abril do ano passado, apenas contactou os promotores por uma única vez.

Por isso, Carlos Brazão foi muito crítico do trabalho desenvolvido pela CTI e apresentou uma lista dos tópicos em que considera existirem incoerências face às conclusões apresentadas pelo relatório preliminar da CTI, que foi tornado público numa sessão a 5 de dezembro de 2023.

O primeiro destes pontos, começou por assinalar Carlos Brazão, tem a ver com a Navegação Aérea que, segundo o responsável, “é o tema mais quente porque foi por isso que a CTI disse que o projeto era inviável”.

Carlos Brazão explicou, depois, que o projeto Magellan 500 Airport foi descartado devido à interferência da área militar de Monte Real, algo que, acrescentou, não corresponde à realidade, uma vez que o projeto já previa estudos prévios, antes do aumento do número de movimentos aeroportuários.

Segundo o responsável, o problema está no alinhamento dos “point merge” com as pistas, uma vez que a NAV Portugal realizou um estudo em que previa esse alinhamento para todas as soluções, algo que, no entanto, não acontece neste projeto que sempre teve “orientação de pistas otimizada”.

“Se olharem para o relatório da NAV, ele não questiona a viabilidade e diz, sim, que quando o tráfego crescer, numa segunda fase de expansão, as soluções terão de ser reavaliadas através de estudos específicos para o efeito”, explicou Carlos Brazão, considerando, por isso, que a CTI, “ao considerar o Magellan 500 como inviável para um hub por razões aeronáuticas, fez uma interpretação abusiva do relatório da NAV”, até porque há vários exemplos de aeroportos onde não existe esse alinhamento.

“É preciso ver que, tecnicamente, os “point merge” podem configurar-se para minimizar o impacto nas zonas militares, porque há três ou quatro aeroportos de capital na Europa, e que têm grande movimento, que têm soluções diferentes e não têm os “point merge” alinhados com as pistas”, acrescentou, indicando que, desde que o relatório da CTI foi conhecido, os promotores têm vindo a “afinar cenários que permitem as fases de expansão previstas no projeto”.

Os promotores do Magellan 500 Airport são ainda críticos das conclusões da CTI no que respeita às zonas de influência, que dizem estar desconformes com a União Europeia e que têm medição desigual, com o responsável a acusar mesmo a CTI de ter criado a sua própria definição de zona de influência.

“Existe, para efeitos de direito de concorrência, uma definição da União Europeia e que diz que “a zona de influência de um aeroporto é normalmente fixada em 100 kms ou 60 minutos de viagem de autocarro, comboio ou alta velocidade.  É uma comunicação da União Europeia, relacionada com a liberalização dos aeroportos, e também é referido no relatório preliminar da CTI, a análise de modelo de financiamento face aos relatórios europeus. Mas, depois, ignoraram e criaram a sua própria definição, que passou a ser 30 minutos de carro a partir de qualquer localização aeroportuária, calculadas ao longo da rede rodoviária, em condições normais de circulação”, denunciou Carlos Brazão.

Ainda mais grave, acusa o promotor do projeto, é que a definição adotada pela CTI “exclui a ferrovia que é fundamental em todos os aeroportos europeus”, o que leva o responsável a considerar que “o relatório da CTI é desconforme com as recomendações da União Europeia e não há outra maneira de o dizer”.

O relatório da CTI beneficiou ainda Alcochete no que diz respeito ao desvio da Alta Velocidade no Plano Ferroviário Nacional, uma vez que a solução de Alcochete levaria à construção de um novo prolongamento de 38 km para ligar o Campo de Tiro de Alcochete ao Carregado, além de uma ou duas novas travessias do Tejo, cujos custos não foram, no entanto, tidos em conta.

“Isto teve por base os elementos do Plano Ferroviário Nacional, apresentados pela IP, num workshop no LNEC, com a CTI, no dia 27 de setembro. A pergunta que se coloca é: desde quando é que um workshop entre a CTI e a IP é o mecanismo correto para notificar o Plano Ferroviário Nacional? Compromete-se o país com investimentos que, só aquela ligação entre o Carregado e Alcochete, é facilmente calculável em mais de 1.500 milhões de euros”, questionou o responsável.

Isto, explicou ainda Carlos Brazão, levou também a uma desorçamentação dos custos do projeto de Alcochete, uma vez que a CTI assumiu que esses investimentos vão ser realizados, tendo, por isso, contado apenas 7 km dentro do perímetro de Alcochete, desorçamentando um ramal de 20 km que estava previsto nos planos de 2010 mas que nunca chegou a ser construído.

“Com isto, desorçamentam totalmente os custos previstos para o Aeroporto de Alcochete”, lamentou Carlos Brazão, que seguiu imediatamente para o ponto relacionado com a definição dos perímetros de impacto ambiental, que também levanta várias dúvidas aos promotores do projeto Megellan 500 Airport.

“Gostava de fazer um comentário porque, umas vezes, a CTI olha para os perímetros de três km, outras vezes olha para os de 20 km e outras vezes nem olha para perímetro nenhum e o resultado é que Santarém é sempre prejudicado”,  atirou o responsável, que abordou a questão do risco de incêndio e dos sobreiros em Alcochete.

No que diz respeito ao risco de incêndio, o responsável considerou que a CTI fez “uma análise totalmente sem ligação com a realidade”, uma vez que o aeroporto de Santarém “ficaria localizado na Lezíria, onde não há praticamente zona nenhuma de perigo” e acima da zona de cheias, enquanto Alcochete tem o problema de levar ao abate de milhares de sobreiros para a construção da cidade aeroportuária.

“Portanto, a pergunta que fazemos é: vão fazer uma mega cidade em cima de dezenas de km2 de sobreiros? Cada escola, cada estrada vai ficar por cima de centenas de sobreiros. Aqui já não olham para os 25 km, é só o perímetro do aeroporto”, ironizou Carlos Brazão.

O responsável acusou ainda a CTI de “desconhecimento do projeto Magellan 500” e deu como exemplo a questão das acessibilidades, uma vez que o projeto previa a construção de uma via rápida de acesso, entrosada com as vias de comunicação locais.

“Escolhi o aspeto mais anedótico. O projeto inclui todo o planeamento, inclusive uma via rápida de acesso entrosada com as vias de comunicação locais. Toda esta informação foi apresentada à CTI e o que a CTI fez foi desenhar uma estrada por cima das pistas. Podem não acreditar mas é verdade”, explicou Carlos Brazão.

A finalizar a conferência de imprensa, o promotor do Aeroporto de Santarém acusou ainda o relatório da CTI de ter algumas “fragilidades jurídicas” e de traduzir “incompreensão das implicações do contrato de concessão”, uma vez que existe, atualmente, “uma concessão privada com uma área exclusiva definida”.

“Santarém é a única opção estratégica fora da concessão. Santarém foi concebida sem dinheiros públicos ou ajudas do estado. E quaisquer ajudas do Estado terão de respeitar, porque é um setor liberalizado, o direito comunitário da concorrência”, explicou, considerando que “todas as ajudas do Estado têm de ser vistas na perspectiva de que é um setor concorrencial, que vai concorrer com outros aeroportos fora de Portugal”.

Sobre o autorInês de Matos

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Promoção, parcerias e criação de sinergias apontados como ingredientes para afirmação do Enoturismo em Portugal

Promoção lá fora e cá dentro e desenvolvimento de parcerias que visam a obtenção de maiores sinergias, são alguns dos ingredientes apontamos por Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal; Pedro Valle Abrantes, Managing Partner da TryPor; Alexandra Leroy Maçanita, Events & Wine Tourism Manager da Fita Preta; Luís Santos, General Manager do Palácio Ludovice Wine Experience Hotel; e Ana Maria Lourenço, Public Relations do World of Wine (WoW), para a afirmação do Enoturismo em Portugal.

“Enoturismo – Um mundo de experiências” foi o título da conferência que o jornal Publituris co-organizou em parceria com a Bolsa Turismo de Lisboa – BTL 2024, que decorreu na tarde desta quinta-feira, em Lisboa, no âmbito da Feira.

Todos os intervenientes desta conferência reconheceram a importância deste segmento, que já é histórico no nosso país, tem grandes tradições, mas só há pouco tempo começou a ser olhado com maior atenção pelo valor acrescentado que traz ao destino Portugal, passando a ser considerado como um produto turístico que ajuda a incorporar o equilíbrio territorial e que permite um turismo ao longo do ano, esbatendo assim a sazonalidade, para além de atrair um público mais exigente, com maior poder de compra, e de países como os Estados Unidos, Canadá ou Brasil, para além dos europeus.

Numa altura em que se fala cada vez de um turismo de experiências, os participantes no debate realçaram que o Enoturismo será de facto o segmento que mais jus faz a este facto, uma vez que proporciona um cem número de emoções e experiências a quem visita as vinhas, as adegas e prova os vinhos portugueses, diferentes de região para região.

Neste sentido, e conforme foi dito, as parcerias entre os vários intervenientes deste setor com vista à obtenção de maiores sinergias, a relação entre o Enoturismo e o destino, também são fundamentais, até porque “o vinho é história, é cultura, é paisagem, é natureza, é gastronomia” e vale a pena comunicar essas conjugações”.

Autenticidade é o que ganha sempre, foi igualmente apontado. A inovação na promoção e a necessidade de busca de um público mais jovem, foram outros temas considerados relevantes, tendo todos os participantes defendido que, no Enoturismo, Portugal “tem uma oferta de grande qualidade que rivaliza com qualquer outro país”.

Ainda na tarde desta quinta-feira, o jornal Publituris lançou, na BTL, a primeira edição do Book de Enoturismo, que contou com o apoio do Turismo de Portugal e com a colaboração de Pedro Valle Abrantes – CEO & Founder da Trypor e André Villa de Brito – Sommelier e Tour Guide.

Os pormenores desta conferência sobre o Enoturismo poderão ser lidos na próxima edição do Publituris.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

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TOURBIT financiou nove PME portuguesas do turismo com 72 mil euros para projetos digitais

O Programa de Aceleração Digital europeu TOURBIT, apoiado pelo NEST – Centro de Inovação do Turismo, acompanhou, ao longo de 10 meses nove PME portuguesas, que receberam 72 mil euros para aplicarem em projetos digitais.

Publituris

O NEST faz parte das oito organizações que lançaram o Programa de Aceleração Digital TOURBIT que, durante 10 meses, tem o propósito de apoiar financeiramente mais de 60 PME especializadas na transformação digital do setor do turismo.

Os participantes portugueses do programa receberam, cada um, um apoio financeiro de oito mil euros para desenvolverem os seus projetos de digitalização, contando com o apoio da rede de mentores, consultores e fornecedores de tecnologia que integram o TOURBIT. Os beneficiários nacionais deste ano foram: Car2U, Turaventur, Lda., Landescape – garden studios, Azores Boat Adventures, Casa da Avó Genoveva, Casa Velha – Turismo Rural, Casa dos Vales, Futurismo Azores Adventures, Travel 4 Experiences by TDO.

Entretanto, a conferência final da TOURBIT está marcada para esta sexta-feira, dia 1 de março, em Barcelona, no âmbito do Mobile World Congress. O evento tem como objetivo impulsionar a transformação digital das PME do setor do turismo, proporcionando aos participantes conhecimento sobre ferramentas digitais, melhores práticas e oportunidades de networking.

O programa da conferência integra mesas-redondas sobre investimento em digitalização, uma masterclass sobre Inteligência Artificial e uma sessão sobre as contribuições da TOURBIT para a adoção digital das PME do turismo.

O consórcio TOURBIT é formado por oito parceiros do setor do turismo europeu: a Agência Catalã de Turismo, líder do projeto, a Câmara de Comércio de Barcelona, Paris & Co, ARCTUR, o cluster hospitality.brussels hospedado pela hub.brussels, o Cluster de Turismo da Islândia, a Universidade de Ciências Aplicadas de Lapónia da Finlândia e o NEST – Centro de Inovação em Turismo, de Portugal.

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“Todos os nossos maiores mercados estão cobertos por este aumento de capacidade”, anuncia CEO da TAP na BTL

No próximo verão, a TAP vai reforçar a capacidade no Brasil e América do Norte, disponibilizando mais frequências em nove dos 11 destinos para onde a transportadora opera no Brasil, assim como mais cinco voos por semana para os EUA e outros cinco para o Canadá.

Inês de Matos

No próximo verão, a TAP vai reforçar a operação para o Brasil e América do Norte, disponibilizando “mais frequências em nove dos destinos” servidos no Brasil e 10 na América do Norte, revelou Luís Rodrigues, CEO da companhia aérea, esta quinta-feira, 29 de fevereiro, na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa.

“Todos os nossos maiores mercados estão cobertos por este aumento de capacidade”, afirmou Luís Rodrigues, durante uma apresentação da companhia aérea na principal feira do turismo nacional.

O CEO da TAP explicou que o maior aumento de capacidade está previsto para o Brasil, que vai contar com mais frequências em nove dos 11 destinos para onde a transportadora opera.

“Este ano, temos, no verão, um nível de oferta que nunca tínhamos conseguido ter, um aumento de capacidade para o nosso mercado maior e principal, que é o Brasil, com mais frequências em nove dos destinos, praticamente todos os destinos que voamos no Brasil, que são 11”, começou por anunciar o responsável da companhia aérea de bandeira nacional, revelando que, no total, a TAP vai realizar 96 frequências semanais para o Brasil, a partir de Lisboa e Porto.

Além do Brasil, a TAP vai também aumentar as ligações aéreas à América do Norte, prevendo-se aumentos de cinco frequências para os EUA e outras cinco para o Canadá, passando a disponibilizar 77 voos por semana entre Portugal e os EUA, bem como 20 ligações semanais ao Canadá.

Luís Rodrigues explicou depois que este aumento de capacidade não se deve à introdução de novos aviões na frota da TAP, mas sim às equipas de operações, manutenção e engenharia, e comercial, que fizeram um “magnifico trabalho” de optimização de operação, de libertação de slots internos de manutenção e de performance de rede.

“Conseguirmos disponibilizar mais com o mesmo, que é uma coisa que todos temos de aprender a fazer”, acrescentou o responsável, sublinhando que, “com a mesma frota e as mesmas capacidades, a TAP acrescenta uma quantidade nova de frequências aos mesmos destinos e pode oferecer um melhor serviço aos seus passageiros, nacionais ou internacionais”.

Novos chefs e parceria olímpica

Durante a apresentação, Luís Rodrigues deu ainda a conhecer a nova parceria que a companhia aérea estabeleceu com o Comité Olímpico Português, “na qualidade de levar a comitiva para Paris, para os Jogos Olímpicos”.

Além da parceria para levar até Paris os atletas nacionais que vão participar na próxima edição dos Jogos Olímpicos, a TAP lançou ainda a nova edição do projeto “Local Stars”, que conta com seis novos chefs e que vai levar vários produtos nacionais até à classe executiva dos voos de longo curso da companhia aérea, nos próximos 12 meses.

“A nossa gastronomia está a ser elevada a um nível em que até agora nunca esteve, e que nos puxa e motiva para elevar a experiência turística e a experiência do passageiro a um nível que até agora nunca conseguimos”, afirmou Luís Rodrigues, durante a apresentação.

 

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Air Transat aposta no lazer e vê reservas a subir para o verão

Segundo Artur Sousa, diretor-geral da ATR, que representa a Air Transat em Portugal, as vendas para o verão estão a correr a bom ritmo, até porque a antecedência com que os portugueses fazem a reserva está a aumentar.

Inês de Matos

A Air Transat está satisfeita com o ritmo das reservas para o próximo verão e espera atrair um maior volume de tráfego de lazer, apesar de Artur Sousa, diretor-geral da ATR, que representa a companhia aérea canadiana em Portugal, admitir que é necessário “haver mais promoção do próprio Turismo de Portugal” no Canadá.

“A Air Transat aumentou novamente frequências este ano, temos uma maior oferta e estamos a falar de uma companhia que opera durante o ano todo, em Lisboa, Porto e Faro. O target que, para este ano, tem mais enfoque é a captação de mais turismo, mais lazer”, explicou Artur Sousa, durante um cocktail da ATR, na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa.

No entanto, as rotas da Air Transat continuam a captar mais tráfego étnico do que turístico, com Artur Sousa a indicar que também o tráfego corporativo tem vindo a crescer, o que leva o responsável a defender um aumento da promoção.

“Continua a ser um mercado muito étnico, já começa a haver mais corporativo, mas o turismo ainda não está muito promovido, não pela Air Transat, que faz o seu trabalho, mas somos uma companhia aérea e tem de haver mais promoção do próprio Turismo de Portugal”, queixou-se o responsável, admitindo, no entanto, que a Air Transat tem “algumas ideias para pôr em prática este ano”, que vão ajudar a impulsionar alguns nichos do mercado de lazer.

Apesar disso, as vendas para o verão estão a correr a bom ritmo, com Artur Sousa a destacar que também a antecedência com que os portugueses fazem a reserva está a aumentar.

“Houve uma mudança desde há um par de ano e que é muito significativa, que tem a ver com o Advance Booking, ou seja, os portugueses estão a comprar com maior antecedência, o que é bom para a Air Transat e para todos os nossos parceiros. Estamos com um Advance Booking muito interessante, temos objetivos que penso que vamos concretizar. Prevemos aumentos face ao ano passado”, afirmou ainda o responsável.

Quanto a rotas, Artur Sousa destaca essencialmente os voos do Porto, onde a Air Transat é a única companhia aérea a voar diretamente para o Canadá, numa oferta que tem também atraído muitos turistas americanos.

“Há americanos a apanhar voos no Canadá. O sucesso de algumas rotas para o Canadá, em grande parte, vem do mercado americano. Ou seja, muitos americanos preferem fazer EUA-Canadá-Portugal em várias situações”, revelou ainda Artur Sousa.

 

 

 

 

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Alojamento

AP Hotels & Resorts aposta em Sines com nova unidade em 2025

Este novo hotel vai surgir da reconversão do atual Sinerama Hotel, um três estrelas aparthotel que o grupo adquiriu recentemente à Teixeira Duarte, e para o qual tem em vista um plano de remodelações que deverá começar até ao final deste ano e que se espera que termine no início de 2025.

Carla Nunes

O grupo AP Hotels & Resorts vai contar com uma nova unidade hoteleira sob a marca AP em 2025 na cidade de Sines.

A informação foi adiantada ao Publituris por Emanuel Freitas, diretor-geral do AP Hotels & Resorts, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), não referindo, para já, nem o valor de aquisição deste hotel, nem o investimento previsto para as obras de remodelação, que transformarão a unidade num “hotel quatro estrelas superior, dentro do padrão daquilo que é um hotel AP”, como refere o profissional.

O Sinerama Hotel encontra-se atualmente em operação com 105 apartamentos, mas a expectativa é a de que a unidade passe a contar com 135 a 136 quartos após a intervenção, além de um restaurante, spa e piscina. Para este futuro quatro estrelas está a ser desenhado um conceito “muito corporativo, mas também muito virado para a cidade, com restaurante aberto [a passantes], e para famílias e lazer durante o verão”, já que está “muito próximo de Porto Covo e das praias da Costa Vicentina”, segundo Emanuel Freitas.

A escolha desta cidade para um novo hotel AP é justificada pelo diretor-geral com a oportunidade não só de desenvolver a marca numa nova região, como também de aproveitar o desenvolvimento da área para o crescimento do grupo.

“Vemos Sines com um potencial muito grande em termos do desenvolvimento industrial e tecnológico. A cidade está num forte crescimento em todas essas áreas, [pelo que] temos uma oportunidade de desenvolvimento da nossa marca nessa cidade e do nosso crescimento”, explica Emanuel Freitas.

Crescimento de receitas de 20% face a 2022 motiva novas remodelações

Outra das novidades do grupo AP Hotels & Resorts passa pelo Hotel Lago Montargil Villas, que o grupo adquiriu no final de dezembro de 2023 e que passa agora a designar-se AP Lago Montargil Conference and Spa. Emanuel Freitas explica que neste momento estão a fazer “pequenas remodelações e adaptações à marca AP”, com o intuito de criar um produto cinco estrelas virado não só para empresas, como também para famílias e crianças.

Já o AP Lisboa, a primeira unidade do grupo hoteleiro na capital, só deverá abrir em 2025, apesar de o grupo ter estimado o ano passado que a abertura decorreria ainda este ano.

Em entrevista ao Publituris, Emanuel Freitas deu conta que o grupo cresceu em receitas no ano passado “acima de 20% relativamente a 2022”, pelo que “o forte desenvolvimento que temos feito em termos da melhoria das unidades hoteleiras tem sido o reflexo deste aumento”.

Em Cabanas de Tavira, a unidade hoteleira do grupo que fechou em novembro do ano passado para remodelações vai reabrir com 340 quartos, por oposição aos anteriores 274 quartos. Já no AP Maria Nova Lounge Hotel, a intervenção prevista para terminar “daqui a mais duas semanas” vai acrescentar mais seis quartos no piso das suites.

Por fim, em novembro deste ano, o grupo vai acrescentar mais uma suite e quatro unidades de alojamento ao AP Oriental, além de estar a analisar a ampliação do recente AP Dona Aninhas para cerca de mais 30 quartos, entre outubro e novembro.

Sobre o autorCarla Nunes

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Destinos

Maioria dos visitantes dos Açores fica satisfeita e 87,1% recomendam o destino

De acordo com o mais recente Inquérito  de Satisfação do Turista nos Açores, a maioria dos turistas que visitou os Açores “expressou grande satisfação com o destino em geral, correspondendo este às suas expectativas” e 69,5% apresenta intenção de regressar.

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O mais recente Inquérito  de Satisfação do Turista nos Açores, conduzido pelo Observatório do Turismo dos Açores, apurou que a maioria dos visitantes do arquipélago sente-se satisfeita com o destino e 87,1% recomendariam mesmo os Açores a amigos e familiares.

O estudo, que abrangeu 1728 inquéritos válidos, procurou saber quem são os turistas que visitaram os Açores na época alta de 2023, abrangendo desde a caraterização dos indivíduos até à avaliação da viagem e satisfação.

Entre as principais conclusões está a satisfação com o destino, uma vez que 64,57% da amostra “expressou grande satisfação com o destino em geral, correspondendo este às suas expectativas”, sendo que 87,1% recomendaria o destino Açores a amigos e familiares e 69,5% apresenta intenção de regressar.

Entre os principais motivos de satisfação estão os recursos naturais, a paisagem, a tranquilidade e a segurança, que apresentam níveis elevados, com 65,3% da amostra a considerar que o preço do destino Açores, “em termos de caraterização e avaliação da viagem, é justo”.

O turista que visitou os Açores no verão de 2023 quis “maioritariamente visitar o arquipélago por recomendação de amigos e familiares, mas também pelo conhecimento do destino através da internet e das redes sociais” e “optou maioritariamente por Alojamento Local, em termos de tipologia de alojamento, sendo que está satisfeito com a relação preço/qualidade do mesmo”.

No entanto, o visitante também observa que “há necessidade de melhorias nos serviços de restauração, na agenda de eventos culturais, gastronómicos e/ou desportivos, bem como nos serviços de transportes públicos terrestres (táxis e autocarros)”.

Entre os entrevistados, 69,8% afirma que foi a primeira vez que visitaram o arquipélago e a maioria dos turistas, 78,9%, não optou por pacote turístico, tendo viajado através das companhias aéreas Azores Airlines e Tap Portugal, estando satisfeitos com a relação qualidade/preço da viagem.

Os visitantes parecem, contudo, ter pouco conhecimento sobre o facto dos Açores serem o primeiro e único arquipélago no mundo com certificação internacional de destino sustentável, já que 75,4% não conheciam a distinção.

Este relatório apurou ainda que, ao nível da caracterização, a maioria dos visitantes estava na faixa etária entre os 25 e 54 anos, e 82,4% residiam no estrangeiro, com destaque para as nacionalidades alemã, espanhola e americana.

A maioria eram profissionais liberais, 46,1% viajaram para o destino Açores em casal e 18,8% da amostra tinha um rendimento líquido mensal do agregado familiar superior a 8000 euros, sendo esta a faixa de rendimentos com maior número de respondentes.

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Aviação

Aviação viveu ano mais seguro da última década em 2023

De acordo com o Relatório Anual de Segurança da IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo, no ano passado, apenas se registou um acidente fatal em 1,26 milhões de voos, a taxa mais baixa dos últimos 10 anos.

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2023 foi o ano mais seguro da última década na aviação, apurou o Relatório Anual de Segurança da IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo, que diz que, no ano passado, se registou apenas um acidente em 1,26 milhões de voos, a taxa mais baixa dos últimos 10 anos.

“Não houve perdas de casco ou acidentes fatais envolvendo aeronaves a jato de passageiros em 2023”, acrescenta a associação, num comunicado divulgado esta quarta-feira, 28 de fevereiro.

Os dados do relatório da IATA mostram que, em 37 milhões de movimentos de aeronaves em 2023, que corresponderam a mais 17% face ao ano anterior, houve apenas um acidente fatal com uma aeronave turboélice.

No ano passado, também o risco de mortalidade melhorou, num rácio que passou de 0,11 em 2022 para 0,03 em 2023, o que quer dizer que, “com este nível de segurança, em média, uma pessoa teria que viajar de avião todos os dias durante 103.239 anos para sofrer um acidente fatal”.

Nenhuma das companhias aéreas da IATA registou qualquer acidente fatal e, no total, houve apenas registo de uma ocorrência com um aparelho turboélice, o que, diz a associação, representa uma melhoria positiva em relação aos cinco acidentes fatais registados em 2022 e à média dos últimos cinco anos (2019-2023), que era de cinco fatalidades.

“O desempenho de segurança de 2023 continua a demonstrar que voar é o meio de transporte mais seguro. A aviação dá maior prioridade à segurança e isso ficou evidente no desempenho de 2023”, congratula-se Willie Walsh, diretor-geral da IATA.

 

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Na BTL: Bestravel disponibiliza projeto piloto de aventura interativa

A Bestravel disponibiliza, durante os cinco dias da BTL, uma aventura interativa com base na plataforma ‘Triportation’ powered by Amadeus.

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Este novo conceito de realidade virtual, desenvolvido em parceria com a Amadeus, de acordo com a rede de agências de viagens em regime de franchising, promete revolucionar a forma como os visitantes interagem com destinos turísticos, estando disponível na feira uma viagem virtual às tartarugas de Cabo Verde.

A Bestravel refere que experiência ‘Triportation’ foi desenhada para ser intuitiva e acessível para visitantes de todas as idades, garantindo que cada participante saia com uma maior apreciação pela beleza e pela importância da conservação marinha.

A experiência estará disponível durante todos os dias da BTL, com a equipa da Bestravel pronta para guiar os visitantes nesta viagem virtual.

“Na Bestravel, estamos sempre à procura de formas inovadoras de envolver os nossos clientes e proporcionar-lhes experiências memoráveis,” referiu Carlos Baptista, administrador da rede, para realçar que, com este projeto-piloto “estamos a testar um novo padrão para um turismo interativo e educativo”.

Refira-se que, o lançamento desta experiência na BTL é apenas o começo de um projeto da marca de oferecer uma experiência mais dinâmica e interativa ao seu cliente, diz a marca, que aponta que, na Bestravel, o uso de tecnologia é fundamental para proporcionar aos viajantes uma nova forma de explorar o mundo antes mesmo de fazerem as malas.

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Meeting Industry

in.to: Business Tourism mostra na BTL que “o Turismo com Propósito pode beneficiar as empresas”

Maria Xavier, Business Tourism Director da in.to: Business Tourism, revelou que, com esta participação na BTL, a nova marca UPPartner pretende “aumentar o conhecimento da marca e dos seus serviços ao mesmo tempo que damos a conhecer a nossa equipa. Importa mostrar como é que o Turismo com Propósito pode beneficiar as empresas”.

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A in.to: Business Tourism, a nova marca da UPPartner que promete trazer um novo propósito ao turismo de negócios, está presente na BTL. Esta participação tem como objetivo reforçar a posição da marca como referência no mercado de turismo de negócios em Portugal e divulgar o seu compromisso com o Turismo com Propósito, que combina o sucesso empresarial com a responsabilidade social e ambiental.

Através de um espaço com elementos visuais atraentes, interatividade e mensagens impactantes, todos serão convidados, durante a Feira, a refletir sobre como as suas escolhas nos negócios podem ter um impacto positivo no mundo. “Queremos por isso convidar todos a visitarem o nosso espaço onde, através da nossa ativação “in.to: Discover”, poderão descobrir como é que negócios e propósito se conectam de forma envolvente e inspiradora”, disse a responsável pela nova marca.

O stand da in.to: Business Tourism visa inspirar e educar sobre a importância do turismo com propósito e será transformado numa viagem multissensorial, através do uso da realidade aumentada, pelas paisagens de Portugal.

Neste espaço será ainda possível participar numa ativação com postais, dando uma segunda vida a uma parte dos materiais que compõem o expositor da marca. Ao levar para casa um pedaço do stand, os visitantes levam consigo não apenas uma peça de decoração, mas também um lembrete tangível do compromisso das empresas com as práticas responsáveis e significativas no turismo de negócios.

Será ainda oferecido a todos os visitantes um marcador de livros em papel de sementes, brinde que pretende não apenas promover a marca ou a consciencialização ambiental, mas também refletir os valores das empresas em oferecer soluções sustentáveis e responsáveis.

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TUI Portugal apresentou novos catálogos na BTL

Novos catálogos e campanha de incentivo para agentes de viagens foram duas novidades do operador turístico TUI Portugal anunciadas no primeiro dia da BTL.

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A TUI Portugal, que marca presença na BTL com um espaço exclusivo no Pavilhão 4, apresentou ao mercado, esta quarta-feira, três novos catálogos: “Tendências”, “Viagens sem Fronteiras” e “Safaris” – este último em colaboração da Emirates.

“Tendências” TUI é o catálogo que reflete o espírito de especialista do operador, já que inclui uma seleção de destinos-tendência para a temporada 2024/2025. Já o “Viagens sem fronteiras” revela o vasto portefólio de produtos da TUI Portugal, em destinos onde a sua expertise é reconhecida, mas também em novas ofertas para destinos como Moçambique, Sri Lanka, Dubai & Abu Dhabi, Peru, entre outros. “Com um novo formato, acreditamos que este catálogo é uma excelente ferramenta de vendas e de conhecimento do destino”, refere o operador turístico.

“Safaris” é a grande novidade deste ano. Em colaboração com a Emirates, este catálogo é exclusivamente dedicado às experiências de safari, com propostas para destinos como África do Sul, Quénia, Tanzânia, Namíbia e Botswana.

Para os agentes de viagens, a TUI Portugal aproveitou o momento da apresentação dos catálogos para anunciar o lançamento de três ofertas de incentivo. Para o período da campanha exclusiva BTL, que decorre entre 1 e 17 de março, o melhor vendedor dos resorts Hard Rock Maldives e SAii Lagoon Maldives, irá ser premiado com uma estadia de quatro noites, em pensão completa, para duas pessoas combinada entre ambos os resorts. Esta oferta inclui os transferes (ida e volta) em speedboat.

Por outro lado, o primeiro agente de viagens a confirmar cinco reservas para as Maldivas, será contemplado com uma estadia de quatro noites para duas pessoas, em pensão completa, no hotel TUI Blue Olhuveli, de cinco estrelas.

Além disso, o melhor vendedor da campanha BTL da TUI Portugal, ganha uma estadia para duas pessoas, com tudo incluído, no hotel The Mora Zanzibar, de cinco estrelas, que irá estrear a nova marca do Grupo TUI, no nicho dos hotéis de luxo.

Nos dias abertos ao público (1 a 3 de março), o operador turístico volta a disponibilizar no seu stand balcões de atendimento para apoio ao cliente final, com mais de 150 ofertas a serem disponibilizadas ao mercado, com descontos e condições exclusivas em vários destinos. Para quem fizer a reserva presencialmente na BTL, a TUI Portugal tem reservado um brinde especial e uma vantagem adicional no sorteio de uma viagem a Bali, com estadia para duas pessoas no cinco estrelas The Mulia Resort.

 

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