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Análise

O que foi 2023 e o que será 2024 no setor dos transportes

Com a pandemia já ultrapassada, os transportes estão a regressar à normalidade e, no ano passado, tanto a aviação, como os cruzeiros ou o rent-a-car já apresentaram resultados mais parecidos com os de 2019. Por isso, as perspectivas para 2024 estão em alta, caso não haja mais instabilidade nacional ou internacional, ainda que muitos dos desafios de 2023 se devam manter em 2024.

Inês de Matos
Análise

O que foi 2023 e o que será 2024 no setor dos transportes

Com a pandemia já ultrapassada, os transportes estão a regressar à normalidade e, no ano passado, tanto a aviação, como os cruzeiros ou o rent-a-car já apresentaram resultados mais parecidos com os de 2019. Por isso, as perspectivas para 2024 estão em alta, caso não haja mais instabilidade nacional ou internacional, ainda que muitos dos desafios de 2023 se devam manter em 2024.

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Aviação, cruzeiros e rent-a-car viveram um ano positivo em 2023. Com a pandemia já ultrapassada, o Publituris foi ouvir as associações que representam companhias aéreas, empresas de rent-a-car e companhias de cruzeiros que operam em território nacional e que deixam a certeza de que a recuperação está em curso, com aumentos na oferta e também na procura. Não é, por isso, de estranhar que também as expectativas para 2024 estejam em alta e que as previsões sejam positivas, apesar dos muitos desafios que continuam a existir, alguns dos quais, como o esgotamento do Aeroporto de Lisboa, já com vários anos e que promete manter-se por mais alguns. Além do aeroporto, também o aumento da inflação e dos preços, a sustentabilidade, a instabilidade das guerras e na política nacional, são desafios que prometem manter-se e voltar a marcar também o ano de 2024.

Aviação com números encorajadores e boas perspectivas
Na aviação, 2023 foi um ano de “recuperação” e de “relançamento da atividade”, mas que ainda não permitiu falar num regresso à “normalidade”, diz ao Publituris Paulo Geisler, presidente da RENA – Associação das Companhias Aéreas em Portugal.

“Os números são encorajadores, demonstram que Portugal tem crescido bem, melhor até que outros destinos como Espanha e Itália, mas ainda não se pode falar de normalidade”, afirma o responsável. Por isso, Paulo Geisler diz que, em 2023, prefere focar-se “na resiliência e solidez do setor e na forma eficiente como reagiu à adversidade”, uma vez que, “em termos globais, os números demonstram que a oferta está a aproximar-se do nível de 2019 e que tem havido bastante procura pelo destino Portugal”.

2023 trouxe novas companhias e rotas para Portugal. É possível que, em 2024, a oferta seja melhor e maior, pois essa tem sido a trajetória”, Paulo Geisler, RENA

Apesar disso, o presidente da RENA lembra que a recuperação não tem sido homogénea, uma vez que há “reações a ritmos distintos”, ainda que a maioria das companhias aéreas que opera em Portugal já tenha reposto a oferta existente antes da pandemia.

Em Portugal, o maior desafio para as companhias aéreas continuou, em 2023, a ser o Aeroporto de Lisboa, com Paulo Geisler a defender que “operar numa infraestrutura congestionada como Lisboa” é “muito difícil e exigente”. “É uma operação de risco”, considera o responsável, que volta a criticar a saturação da infraestrutura e que se mostra ainda preocupado com o impacto da inflação e do aumento dos custos na aviação. “O segundo desafio diz respeito à inflação e à subida do custo das matérias-primas, algo que é generalizado e que não deixa também de afetar o nosso setor e as respetivas margens”, explica.

Apesar disso, o presidente da RENA considera que “Portugal continua a fazer um bom trabalho em termos de promoção do destino e é gratificante ver que o mercado está a responder positivamente”. Para Paulo Geisler, o país ainda tem “margem de crescimento, em especial no Porto”. “É importante que esta oportunidade seja aproveitada por todos os operadores para fazer crescer ainda mais o destino Portugal”, acrescenta.

Para 2024, o responsável mostra-se confiante e diz que as companhias aéreas representadas pela RENA esperam “uma subida moderada, caso não haja alterações no atual contexto económico e na situação geopolítica”. “2023 trouxe novas companhias e rotas para Portugal. É possível que, em 2024, a oferta seja melhor e maior, pois essa tem sido a trajetória”, explica o responsável, apesar de realçar que esta é “uma decisão que cabe a cada companhia aérea associada e sobre a qual a RENA não tem visibilidade”.  Ainda assim, o responsável explica que também a “previsão da IATA aponta para um crescimento moderado” da procura por transporte aéreo em Portugal.

Mas 2024 deverá trazer igualmente desafios à aviação, desde logo por causa do Aeroporto de Lisboa, com Paulo Geisler a prever dificuldades de “acesso à infraestrutura”, que está “congestionada e é cara”, pois também apresenta “taxas aeroportuárias muito acima do que seria desejável”, sem esquecer os desafios associados à “componente ambiental”. “A União Europeia (UE) impôs metas ambiciosas em termos de utilização de formas de combustível sustentável. É assim essencial criar condições para que Portugal possa responder a estas exigências”, defende Paulo Geisler, que espera, no entanto, que seja possível “continuar a trajetória de crescimento e aproveitar mais as sinergias criadas, evitando criar obstáculos e limitações à atividade dos operadores”.

Desafios múltiplos deixam rent-a-car apreensivo
Ano positivo viveu também o rent-a-car, com a ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos a fazer um balanço positivo de 2023. “Foi um ano praticamente ao nível de 2019, no que diz respeito a faturação, em que houve um ligeiro aumento, mas com menos carros, o que fez catapultar o aluguer para um preço médio por dia um pouco maior”, disse ao Publituris Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da associação que representa o rent-a-car.

Apesar do aumento do preço dos novos veículos e dos custos com os recursos humanos, o rent-a-car viveu um ano positivo, que trouxe uma “faturação ligeiramente mais elevada do que em 2022”, ainda que o setor tenha também assistido à diminuição do período de aluguer. “Os turistas estão a alugar carros durante menos tempo”, admitiu Joaquim Robalo de Almeida, explicando que esta quebra foi essencialmente sentida durante o mês de agosto, o que se pode explicar com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que trouxe a Lisboa mais de um milhão de peregrinos mas desmotivou a vinda dos turistas. “Os turistas não vieram por causa da JMJ, em que houve uma série de zonas da cidade condicionadas”, atribui o responsável.

[2024] Poderá ser um ano difícil porque, seguramente, vamos ter taxas de juro mais altas, porque os automóveis ficam mais caros e o turismo não deverá crescer muito porque o aeroporto de Lisboa está a rebentar pelas costuras”, Joaquim Robalo de Almeida, ARAC

Apesar da menor procura em agosto, o secretário-geral da ARAC diz que, “no resto do ano, o mercado voltou a animar”, sobretudo no Porto, que “continuou a ter uma ocupação bastante razoável e com preços mais atrativos para o fornecedor”.

Apesar dos bons resultados, 2023 ainda não permitiu resolver muitos desafios que se colocam a esta atividade, a exemplo da fiscalidade, o que leva Joaquim Robalo de Almeida a sublinhar que o “setor automóvel português continua a ter os impostos mais altos da Europa”, o que é uma desvantagem face às condições mais vantajosas existentes em Espanha, por exemplo, com o responsável a queixar-se ainda do IVA. “Já era tempo de passarmos para a taxa intermédia, só pedimos isto para os carros alugados num âmbito turístico”, explica.

Na falta de resposta a estes temas, Joaquim Robalo de Almeida prevê que estes sejam alguns dos desafios que se devem voltar a colocar ao rent-a-car já em 2024, que vai ficar ainda marcado pela escolha da localização para o novo Aeroporto de Lisboa. “Precisamos de um aeroporto mas a solução apontada pela Comissão Técnica Independente leva muito mais tempo e sai muito mais cara”, lamentou o responsável, que tal como todo o setor do turismo pede brevidade na solução deste tema.

Com tantos desafios, o rent-a-car está, por isso, apreensivo e o secretário-geral da ARAC diz mesmo que “não há assim perspectivas muito boas” para 2024. “Poderá ser um ano difícil porque, seguramente, vamos ter taxas de juro mais altas, porque os automóveis ficam mais caros e o turismo não deverá crescer muito porque o Aeroporto de Lisboa está a rebentar pelas costuras”, resume Joaquim Robalo de Almeida, que aponta ainda a instabilidade trazida pelas guerras na Ucrânia e em Gaza, assim como a situação política que também Portugal está a viver como problemas que podem ter impacto nos resultados de 2024.

Cruzeiros regressam à trajetória de crescimento
Nos cruzeiros, 2023 também trouxe notícias positivas. Segundo Nikos Mertzanidis, diretor de portos e destinos da CLIA – Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros, “o setor dos cruzeiros continua a crescer e as perspectivas são excelentes”. “Após três anos de operações reduzidas, em 2023 regressámos à nossa trajetória de crescimento pré-pandemia. Prevê-se que o turismo de cruzeiros atinja 106% dos níveis de 2019 em 2023 – com 31,5 milhões de passageiros”, resume o responsável em declarações ao Publituris.

Nikos Mertzanidis diz que “a intenção de fazer viagens de cruzeiro é agora maior do que era antes da pandemia”, o que é um excelente indicador para este setor que, em 2023, cresceu dois pontos percentuais na quota de passageiros na Europa.

Os cruzeiros temáticos são uma certeza, tornaram-se locais onde os passageiros partilham paixões e interesses comuns entre si. Acredito que este tipo de segmentação e especialização continuará nos anos vindouros”, Nikos Mertzanidis, CLIA

Este crescimento foi comum aos portos portugueses, com destaque para o Porto de Lisboa, que terá terminado o ano com 360 ​​escalas e 720 mil passageiros, enquanto Leixões terá registado, no ano passado, 130 escalas de navios de cruzeiro, prevendo-se que, em 2024, mais de 35 diferentes operadores de navios de cruzeiro marítimos venham a instalar os seus navios no Porto de Leixões. Já na Madeira, os dados apontam para 300 escalas de navios de cruzeiro com quase 630 mil passageiros, com o responsável da CLIA a assinalar que, nesta região autónoma, a “indústria de cruzeiros é uma fonte estável de rendimento para os residentes das ilhas da Madeira, que deverão receber em 2023 um total de mais de 1,5 milhões de turistas”. Positivos foram ainda os números dos portos açorianos, que devem ter terminado 2023 com um total de 190 escalas e 160 mil passageiros.

A sustentabilidade e o maior envolvimento das comunidades visitadas foram, de acordo com Nikos Mertzanidis, os principais desafios que se colocaram, em 2023, aos cruzeiros, com o responsável a revelar que, no caso da sustentabilidade, a CLIA “está a tomar medidas práticas para reduzir as emissões dos navios, o que já está a fazer uma verdadeira diferença”, ao mesmo tempo que está a “explorar caminhos viáveis” ​​para alcançar as zero emissões até 2050.

Já no que diz respeito à relação entre os cruzeiros e os destinos visitados, o responsável alerta que, apesar dos cruzeiros ajudarem “a promover a região como destino”, é preciso ter uma estratégia sólida e a longo prazo, que envolva diversos atores e autoridades, para conciliar o crescimento dos cruzeiros com os destinos. “Serão necessários investimentos em infraestruturas, docas, terminais, abastecimento e receção e tratamento de resíduos para entrar nesta nova era nos próximos anos”, prevê o diretor da CLIA.

Nikos Mertzanidis estima que, em Portugal, os cruzeiros vão continuar a crescer, especialmente na região Norte, o que poderá levar ao “desenvolvimento de novas infraestruturas e comodidades, como a ampliação das instalações portuárias e melhores ligações de transporte”.

Para 2024, está já confirmada a chegada de oito novos navios de companhias de cruzeiros representadas pela CLIA – cinco dos quais movidos a Gás Natural Liquefeito (GNL) – e Nikos Mertzanidis revela que, nos próximos cinco anos, estão previstas mais 36 embarcações, num investimento total que chega aos 58,5 mil milhões de euros.
Em 2024, está ainda prevista a “implementação de uma série de regulamentos vinculativos para os operadores de cruzeiros na Europa”. “Por exemplo, a partir de 1 de janeiro de 2024, cada tonelada de CO2 emitida por uma companhia será tributada”, invoca Nikos Mertzanidis, congratulando-se com o facto de esta iniciativa permitir “estabelecer um quadro regulamentar comum muito preciso”. Segundo o responsável, “até ao momento, cada país ou cada companhia lidou com este assunto à sua maneira. A partir de agora, a regra é conhecida e os armadores poderão planear as suas operações em conformidade”.

2024 deverá ainda trazer oportunidades a este setor que, a exemplo de 2023, espera a afirmação de novas tendências. Se no ano que agora terminou o destaque foi para os cruzeiros familiares multigeracionais, que têm permitido reduzir a idade média dos passageiros, mas também para a ascensão dos cruzeiros de luxo, que oferecem experiências assentes na exclusividade, este ano devem ser os cruzeiros temáticos a conhecer maior afirmação. “Os cruzeiros temáticos são uma certeza, tornaram-se locais onde os passageiros partilham paixões e interesses comuns entre si. Acredito que este tipo de segmentação e especialização continuará nos anos vindouros”, concluiu.

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Coming2 pretende ser reconhecida como marca própria no mercado português

A Coming2 apresentou na BTL o seu modelo de negócio para Portugal. Segundo Marta Gonçalves, a nova representante comercial do DMC recentemente integrado no hub turístico Travelance, “queremos que as agências de viagens nos reconheçam como marca própria, embora ainda tenham de fazer as compras através do site do operador turístico Soltour”, pertencente ao mesmo grupo.

O DMC Coming2, até agora responsável pela gestão de destinos do operador turístico Soltour, ambos pertencentes ao Grupo Piñero, entrou em Portugal, e quer “voar” sozinho, disse aos jornalistas Marta Gonçalves, a nova representante comercial da marca no mercado português, ou seja, pretende dar aos agentes de viagens no nosso país a liberdade de vender pacotes de outros operadores turísticos, para além da Soltour, associando-se às excursões nos destinos em todo o mundo.

De acordo com a responsável, “embora tenhamos estado sempre associados à Soltour como anfitriões no destino, agora queremos que as agências de viagens nos reconheçam como uma marca independente. Por enquanto, as reservas continuam a ser feitas através do site da Soltour, mas pretendemos ser reconhecidos como uma marca própria.”

Marta Gonçalves destacou que a empresa associou-se à Travelance “para nos dar essa visibilidade que queremos agora assumir e estar no mercado mais individualmente, perseguindo os critérios de qualidade de serviços, porque quando estamos fora de casa, num país estrangeiro, são esses fatores mais importantes, sem competir pelo preço”.

Realçou ainda que “queremos afirmar-nos pela rentabilidade para as agências, assistência nos destinos, até porque o nosso papel não é só de vendedores, nós estamos para dar serviço, e temos assistência 24 horas nos diversos idiomas, incluindo português, e muita empatia, o que dá muito conforto aos clientes”.

Com a Coming2, as agências de viagens em Portugal vão ter o mesmo acordo que têm com a Soltour, ou seja vão ganhar com as vendas das excursões deste DMC, revelou a responsável, garantindo que o contrato é bom e “só lhes vai trazer mais benefícios”.

Marta Gonçalves assegurou que, uma das suas funções em Portugal será “andar de porta a porta dar a conhecer o nosso produto às agências de viagens”, adiantando que “já recebemos clientes de todas as nacionalidades. O ano passado recebemos a conta da Air Canada Vacations na República Dominicana e no México que nos trouxe um volume de passageiros de 80%, e estamos a falar de quase um milhão de passageiros que estamos a mover por ano, ou seja, toda a gente conhece a Coming2, em Portugal e em Espanha é que estamos mais associados á Soltour”. Daí disse, “ser tão importante o que estamos a fazer agora, da abertura desta vertente mais comercial”.

Refira-se que, o grupo de empresas turísticas independentes Travelance integrou, recentemente a Coming2, do Grupo Piñero, com mais de 40 anos de experiência, que inclui uma ampla gama de serviços inbound para operadores turísticos em todo o mundo.

As empresas que integram a Travelance são a Soltour, Europamundo, Guest Incoming, Luxotour, WebBeds, TUI Espanha, Nevatour, Caminos para todos (Grupo Bentravel), Coming2 e Intermundial.

 

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BTL recebeu mais de 79 mil visitantes na maior edição de sempre

Segundo a organização da feira, ao receber mais de 79 mil visitantes, número que compara com os 63 mil registados no ano passado, a BTL 2024 ultrapassou o Web Summit 2023, “tornando-se no evento com mais visitantes”.

Publituris

A BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa recebeu mais de 79 mil visitantes na edição que terminou este domingo, 3 de março, e que, segundo a organização do certame, foi a maior de sempre da principal feira do turismo português.

“Encerrou ontem, dia 3 de Março, aquela que foi a maior BTL de sempre e que contou com o maior número de participantes. Numa organização da Fundação AIP, a BTL 2024 demonstra o bom momento do turismo português e as perspectivas positivas para o restante ano de 2024”, congratula-se a organização, num comunicado enviado à imprensa.

A organização do certame destaca que, ao receber mais de 79 mil visitantes, número que compara com os 63 mil registados no ano passado, a BTL 2024 ultrapassou o Web Summit 2023, “tornando-se no evento com mais visitantes”.

Mas, além do número de visitantes, a BTL 2024 registou ainda “outros crescimentos significativos”, nomeadamente ao nível da área de implantação da exposição, que cresceu 15%, enquanto o total de expositores subiu 10% e o número de Hosted Buyers chegou aos 200, depois de aumentar 66%, tendo-se contabilizado ainda a participação de 85 destinos internacionais, num aumento de 13%.

“Salienta-se, igualmente, um aumento do número de expositores participantes para mais de 1.500 e o número de reuniões realizadas entre os Hosted Buyers e as empresas nacionais para 3.600”, refere ainda a organização da feira.

Na sexta-feira, 1 de março, a BTL abriu também as vendas de viagens ao público da BTL, que pode entrar na feira a partir das 17h00, estimando-se que as vendas tenham atingido “vários milhões de euros, sendo a BTL o maior evento de venda direta de viagens ao cliente final”.

 

 

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CATAI dá a conhecer programação em roadshow por cinco cidades portuguesas

O operador turístico do grupo Ávoris, CATAI, dá a conhecer a sua programação 2024, bem como novos produtos, em roadshow que se inicia esta terça-feira, 5 de março, em Braga, percorrendo mais quatro cidades portuguesas até 14 deste mês.

Publituris

A CATAI convida os agentes de viagens a conhecer todos os seus novos produtos, bem como a ampla programação para 2024, assim como os seus cruzeiros fluviais exclusivos, e a nova web, em sessões de apresentação que vão decorrer em Braga, Porto, Coimbra, Lisboa e Faro, a partir desta terça-feira, dia 5 de março, com início às 19 horas.

Em Braga, a ação terá lugar no Hotel Meliã Braga, enquanto no Porto decorrerá no dia 6 no Restaurante BH Foz. Em Coimbra será no Vila Galé Coimbra, no dia 12 de março, seguindo o roadshow para Lisboa, a 13, no Jupiter Lisboa Hotel, para terminar dia 14 em Faro, no Hotel Faro.

 

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Algarve soma recordes e apresenta extenso plano de ações para 2024

A região algarvia prepara-se para acolher voos de seis novos destinos, com a ligação direta de Nova Iorque a Faro a constituir uma fonte de elevada expectativa. O cenário é promissor e com potencial para melhorar os múltiplos recordes alcançados em 2023, seja em números de hóspedes, passageiros no aeroporto, voltas de golfe e proveitos que atingiram os 1.592 milhões de euros, um máximo de sempre.

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Para 2024, o Algarve tem um plano de ações extenso, que passa, desde logo, nas ligações aéreas, uma vez que a região vai acolher este ano voos provenientes de dois novos pontos, somando mais duas rotas às 81 efetuadas por 27 companhias no ano passado. Dos Açores, a partir do verão, o aeroporto de Faro receberá a ligação efetuada pela SATA, estando já marcada para maio o início dos voos da United Airlines que tornará o Algarve e Nova Iorque mais próximos que nunca. No dia 25 de maio aterrará o voo inaugural desta ligação, que sairá na véspera do aeroporto de Newark.

“Os agentes do turismo no Algarve têm trabalhado intensamente para diversificar a oferta do destino, e isso já se sente também fora da época alta. A sustentabilidade financeira das empresas e da oferta de trabalho obriga-nos a esse esforço. Acreditamos que estamos a caminhar para um equilíbrio, em que falar de época baixa se tornará apenas uma muleta linguística. Nunca tivemos tantas dormidas nos períodos de janeiro a abril e de outubro a dezembro” refere, André Gomes, presidente do Turismo do Algarve.

O combate à sazonalidade é ainda promovido através de iniciativas como o Algarve Nature Fest, que regressa em 2024, com caminhadas, passeios de barco ou bicicleta, observação de aves e cetáceos, entre outras atividades de lazer. Será, ainda, reativada a marca Algarve Walking Season, com os quatro festivais de caminhadas no interior da região e mais de 200atividades na natureza, para mais de três mil participantes.

O turismo no Algarve far-se-á também nos campos Industrial e Literário. No primeiro caso, com a participação de 22 parceiros regionais na rede nacional, dentro da Agenda Nacional à Descoberta do Turismo Industrial (16 a 30 de março). Num âmbito cultural mais tradicional, os passeios literários incluirão a Rota Literária Saramago no Algarve.

Ainda para 2024, está previsto um trabalho profundo de análise do turismo na região, juntamente com os stakeholders do setor, do qual sairá uma proposta de Plano de Marketing Estratégico para o Turismo do Algarve para o período de 2024 a 2028, naquela que será a terceira edição deste documento. O novo plano surgirá até final do terceiro trimestre.

Ciente de que esta indústria não poderá prosperar sem sustentabilidade energética, hídrica e ambiental, o Turismo do Algarve está envolvido na promoção do Selo de Eficiência Hídrica, com todo o alojamento turístico da região a ser desafiado a juntar-se a um programa que visa contribuir para a redução de 15% no consumo do setor urbano.

“A oferta muito diversificada do Algarve reflete-se na chegada de turistas com perfis muito distintos. No golfe, por exemplo, dois terços das voltas nacionais jogaram-se nos mais de 40 campos do Algarve”, salienta André Gomes.

Informou ainda sobre a necessidade de prosseguir a aposta na sustentabilidade ambiental, com foco na água, para acomodar este incremento na procura: “Os agentes do turismo do Algarve iniciaram medidas de poupança de água em 2020, com a elaboração do Plano de Eficiência Hídrica Regional, e com isso tornámos o setor mais eficiente. No golfe, temos uma crescente utilização de águas residuais tratadas, e ainda este mês dois novos campos foram ligados a uma ETAR. Ninguém mais que os próprios empresários percebem a necessidade de apostar na sustentabilidade ambiental, condição para a sustentabilidade financeira dos seus investimentos”, destacou o presidente do Turismo do Algarve.

A candidatura à Linha + Interior permitirá, muito em breve, avançar com a valorização do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, com recuperação, valorização e promoção deste território conjunto do Algarve e Alentejo, regiões unidas também na Rede Urbana de Fortalezas. Projeto candidatado aos fundos do Portugal 2030, prevê a requalificação de património que, mais a sul, incluirá duas localidades do sotavento, Castro Marim e Alcoutim.

Já na serra algarvia, o Renature Monchique está a plantar, até ao próximo mês de abril, 125 mil árvores, com 400 mil euros de financiamento assegurados pela Ryanair.

Perspectivas de crescimento após ano recordes

O ano de 2023 terminou, para o Algarve com 5,1 milhões de hóspedes, mais 7,7% que no período homólogo, que em termos de proveitos saldou-se em 1,59 mil milhões de euros. Pelo aeroporto Gago Coutinho passaram 9,6 milhões de passageiros, um máximo de sempre. No golfe somaram-se cerca de 1,4 milhões de voltas.

Para este ano estão estimados mais 136 mil lugares nas linhas aéreas, com seis novas rotas: Marraquexe (Marrocos), Cracóvia (Polónia), Budapeste (Hungria) e Brest (França), para além de Nova Iorque e Ponta Delgada.

Quando comparado com o anterior ano recorde no Algarve, 2019, apenas um indicador se revela ainda aquém, com -2,5% de dormidas, mas já 6,4% acima de 2022.

No entanto, em janeiro de 2024, as dormidas aumentaram 2,1% face ao mesmo mês de 2023, com mais 1,9% de hóspedes, salientando-se ainda o aumento de 6% no número de turistas britânicos no país.

Dados do INE enaltecem a posição do Algarve enquanto o principal destino turístico nacional em dormidas de 2019 a 2023, com uma quota de 26,4% no total de dormidas em Portugal.

A melhoria da oferta na hotelaria e restauração, a estratégia de promoção do destino promovida pelo Turismo do Algarve e a contínua aposta em grandes eventos desportivos, como o MotoGP no Autódromo Internacional do Algarve, têm-se traduzido igualmente na diversificação de destinos.

Reino Unido, Alemanha, Irlanda, Países Baixos, França, Espanha e EUA compõem o leque das principais nacionalidades a chegar ao Algarve, com os britânicos a superarem um terço das dormidas de não residentes. Em franca ascensão está a chegada dos norte americanos, cuja evolução face a 2019 atingiu os 70%.

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Solférias e Disneyland Paris lançam incentivo para agentes de viagens

O operador turístico Solférias e a Disneyland Paris lançaram um incentivo – “Uma Chave para a Magia 2024”, para premiar os melhores agentes de viagens, como forma de reconhecer todo o seu esforço e compromisso em tornar realidade os sonhos de tantas famílias.

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O objetivo deste incentivo é premiar os melhores agentes de viagens para novas reservas de pacotes em programação Solférias com destino à Disneyland Paris efetuadas a partir desta segunda-feira, 4 de março até 31 de agosto de 2024, para chegadas de 1 de julho a 31 de agosto deste ano.

Todos os meses, a partir de abril, será publicado um ranking com as posições dos agentes de viagens, para que possam estar a par da sua posição neste incentivo de vendas. Os vencedores serão anunciados durante o mês de setembro.

Os 25 melhores vendedores serão convidados para a Disney Celebration, uma mega famtrip Disneyland Paris dedicada exclusivamente a agentes de viagens, que promete surpresas, magia e momentos inesquecíveis.

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V Convenção Nacional da ARAC decorre em Óbidos a 18 de outubro

A V Convenção Nacional da ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos vai ter lugar em Óbidos a 18 de outubro, sob o tema “Locação – Motor da Nova Mobilidade”.

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A V Convenção Nacional da ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos vai ter lugar em Óbidos a 18 de outubro, sob o tema “Locação – Motor da Nova Mobilidade”, informou a associação, que apresentou o evento na passada sexta-feira, 1 de março, durante a BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa.

Segundo a ARAC, aquele que é considerado o “mais importante fórum da locação automóvel em Portugal” acontece no Praia D’el Rey Marriott Golf & Beach Resort e, tal como nas edições anteriores, volta a contar com “oradores nacionais e estrangeiros e moderadores de referência”, esperando-se uma audiência de cerca de três centenas e meia de participantes.

“Consciente do papel fundamental que o setor que representa tem no futuro da Mobilidade e do Turismo, a ARAC organiza assim mais uma edição da sua Convenção Nacional que contará com representantes das empresas associadas e membros aliados da ARAC, fabricantes e outros parceiros do setor automóvel, representantes da indústria do turismo, entidades financiadoras e demais parceiros que de forma decisiva contribuem para o funcionamento deste setor, não
esquecendo as várias entidades públicas que no dia-a-dia trabalham em estreita colaboração com a ARAC e as empresas suas associadas”, indica a associação.

A revolução em curso ao nível dos meios de mobilidade, o facto da posse de um veículo ser cada vez menos uma prioridade, assim como a digitalização da locação de meios de mobilidade e os novos modelos de negócio são algumas das novas tendências do setor da locação automóvel que vão estar em destaque na V Convenção Nacional da ARAC.

 

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Região espanhola Castilla-La Mancha de olhos postos no mercado português

Castilla-La Mancha tem os olhos postos no mercado português que já representa 7% da quota total de visitantes internacionais na região espanhola. Portugal posiciona-se como terceiro país emissor de turistas para Castilla-la Mancha, região que, em 2023, considerado um ano histórico, acolheu quase três milhões de turistas, um aumento de 7% face ao ano anterior.

Face a estes resultados, três responsáveis do Turismo de Castilla-La Mancha, que estiveram na BTL para apresentar o potencial turístico da região, realçaram “a importância de estar aqui a apresentar tudo o que a região tem para oferecer, como diz o nosso logo “Destino das Maravilhas”.

Ana Isabel Fernández Samper, diretora geral de Turismo, Comércio e Artesanato de Castilla-La Mancha, María Soledad García, vice-presidente da Associação Provincial de Empresários de Hotelaria e Turismo de Albacete, e Raquel Ruíz López, deputada Provincial de Turismo da Delegação de Albacete e presidente da Câmara de Elche de la Sierra, estiveram em Lisboa, durante a BTL, e apresentaram, em sessão pública, os atrativos turísticos da região espanhola, e deram a conhecer a nova campanha de promoção do destino para 2024 sob o mote “Castilla-La Mancha, o Destino das Maravilhas”.

A campanha é inspirada no clássico da literatura infantojuvenil “Alice no País das Maravilhas”, e pretende destacar a magia e a diversidade da região, prometendo aos visitantes uma experiência única, onde a realidade e fantasia se cruzam.

Com uma abordagem criativa e envolvente, este conceito pretende capturar e transmitir aos visitantes a essência de Castilla-La Mancha, enfatizando a sua beleza natural, o vasto património histórico, a gastronomia à altura dos paladares mais exigentes, a par das suas ricas tradições culturais, capaz de seduzir tanto os turistas nacionais como internacionais, num convite irrecusável à exploração das “maravilhas” que este destino tem para oferecer.

Conforme foi referido na apresentação, Castilla-La Mancha é um destino turístico que encerra múltiplas experiências com especial destaque para a província de Albacete, uma das joias naturais e etnográficas de Espanha para aqueles que procuram uma experiência de natureza, somando ainda um enorme potencial ao nível da cultura, património histórico, atividades desportivas, festividades de elevado interesse turístico e cultural, tudo acompanhado por uma riqueza gastronómica.

Albacete, foi também dito, tornou-se, recentemente, na primeira província de Espanha e do mundo a obter a certificação completa como “Destino Turístico Starlight”, atribuída a lugares com níveis muito baixos de poluição luminosa, permitindo aos visitantes desfrutar de uma experiência inigualável ​​de observação do céu noturno, o que vai permitir agora alavancar a promoção do turismo astronómico em toda a região. Tudo isso está espelhado na campanha promocional da província, com a marca “Albacete sente-te, sente Albacete”, que realça a diversidade de atividades à disposição dos visitantes.

A apresentação na BTL serviu também de pretexto para dar a conhecer em maior detalhe as riquezas culturais, a herança e tradições da cidade de Elche de la Sierra, localidade que esteve igualmente em destaque.

Exemplo disso foram as Alfombras de Serrín, uma tradição que, na noite do sábado posterior ao Corpo de Cristo, transforma as ruas de Elche de la Sierra num colorido tapete de Serrín com cenas religiosas. Esta tradição surge depois de um comerciante desta província de Albacete, Francisco Carcelén, ter testemunhado as festividades da Oitava do Senhor durante uma visita a familiares que viviam em Terrassa, Catalunha, uma localidade onde era costume cobrir as ruas com pétalas de flores para assinalar a data no bairro de Can Palet. De regresso a Elche de la Sierra, com mais nove amigos, recriou o efeito das pétalas em tapetes tingidos.

Atualmente, realizam-se 30 Alfombras de Serrín, em três praças e 27 trechos de rua, totalizando 1.700 metros quadrados de superfície coberta por esta colorida tradição, que é reconhecida, desde 2014, como Festa de Interesse Turístico Nacional e Bem de Interesse Cultural. Em 2022 foi inaugurado o Museu das Alfombras de Serrín de Elche de la Sierra, o único museu de arte efémera de Espanha.

Em 2024, quando a tradição da cidade cumpre 60 anos, assinala-se mais um importante marco para este legado cultural. No próximo mês de março, em conjunto com a Associação de Amigos das Alfombras do Corpus e outras associações de arte efémera do mundo, será apresentada a candidatura das Alfombras de Serrín a Património Cultural Imaterial da UNESCO, numa altura em que se prepara também a candidatura ao título de Interesse Turístico Internacional desta manifestação artística de comunhão e celebração.

“Estamos a trabalhar em Castilla-La Mancha para tornar o destino mais sustentável, estamos a investir 120 milhões de euros, que vamos executar nos próximos anos em infraestruturas, vamos criar a maior rede de trilhos naturais, bem como colocar em marcha uma rota cicloturística, que será uma das maiores da Europa, que vai abarcar as cinco províncias e passar por 164 municípios, e ainda uma rede de miradouros astronómicos para a observação de estrelas, que vai chegar a 150 nos próximos disseminados por todo o território para a prática do ecoturismo e turismo astronómico”, evidenciou a diretora geral de Turismo, Comércio e Artesanato de Castilla-La Mancha.

Ana Isabel Fernández Samper referiu ainda que “estamos também a fazer grandes investimentos nos nossos parques arqueológicos, na modernização dos nossos espaços naturais e com uma aposta muito grande na digitalização, a eficiência energética (15 milhões de euros vão ser gastos para que as empresas do setor possam ter serviços e práticas mais eficientes nesta contribuição na transição verde) e vamos apostar forte na inovação e na formação de profissionais do setor turística orientada para a excelência”.

Formada por cinco províncias: Albacete, Cuidad Real, Cuenca, Guadalajara e Toledo, Castilla-La Mancha é destino famoso pelo seu artesanato, pelos monumentos únicos das suas cidades e por ser o cenário das aventuras do famoso personagem literário Don Quixote de La Mancha.

Nesta região espanhola pode-se visitar cidades Património da Humanidade como Cuenca, com as suas famosas Casas Suspensas, ou Toledo, com a sua Catedral e o seu Alcázar. Os amantes da cultura e da história podem apreciar os quatro Parques Arqueológicos, com algumas das ruínas rupestres mais antigas de Espanha, e locais de encontro como o Festival Internacional de Teatro Clássico de Almagro. No que diz respeito à natureza conta-se que é um dos territórios da Europa com maior número de Reservas Naturais, Parques Naturais e Parques Nacionais, como o das Tablas de Daimiel e o de Cabañeros. A gastronomia é rica e os vinhos contam com diversos prémios internacionais.

 

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Emprego e Formação

Procura supera oferta na ESHTE

“Nestes últimos anos, ainda de forma mais vincada, a procura empresarial pelos alunos da ESHTE é claramente superior à oferta”, salienta o presidente da instituição, Carlos Brandão, numa análise partilhada por João Pronto, professor adjunto e coordenador de estágios da instituição.

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Nas instalações da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril viveram-se dias intensos entre 19 e 23 de fevereiro, com diversas iniciativas que “comprovam a preparação dos estudantes para os desafios do futuro e o elevado interesse do mercado nos alunos formados na ESHTE, que exibe uma taxa de empregabilidade de 95,9% e origina um cenário de quase pleno emprego para os estudantes da instituição”, refere o estabelecimento de ensino superior em nota de imprensa.

O Fórum Estágios e Carreiras da ESHTE reuniu 82 entidades representativas do setor e fortaleceu a ligação entre a academia e o mercado de trabalho. “O Fórum começou com um pedido nosso às empresas e, neste momento, estamos já numa posição contrária, ou seja, temos dificuldades em aceitar todos os que querem cá vir”, disse o presidente da instituição, Carlos Brandão.

“Nós não precisamos de dizer para onde é que queremos que os nossos alunos vão. Já cá estou desde 1996 e não me recordo de termos tido um aluno que não tenha pelo menos estagiado. Nunca aconteceu”, considera, por sua vez, João Pronto, professor adjunto e coordenador de estágios da instituição.

A presença de um considerável número de alunos da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril no Fórum Estágios e Carreiras, em representação de uma ampla variedade de empresas, evidencia o impacto duradouro da formação oferecida pela instituição. Por outro lado, a crescente procura, proveniente do estrangeiro, de recém-formados justifica profunda reflexão em Portugal.

“Fomos a primeira instituição de ensino superior dedicada exclusivamente ao turismo em Portugal e a ESHTE foi criada precisamente por uma necessidade de resposta à qualificação de nível superior para a área do turismo. Faz parte da nossa estratégia sempre adaptar-nos ao que o mercado precisa, às novas tendências. Há uma grande procura pelos nossos alunos, mas sobretudo no período pós-Covid, nota-se alguma relutância destes jovens em ficarem no nosso País”, avisa o presidente Carlos Brandão.

Os estágios são uma disciplina de cariz obrigatório na instituição de ensino, permitindo a interação direta entre os alunos e o setor, antes da entrada definitiva no mercado de trabalho. Procurando dissipar eventuais dúvidas na comunidade, a instituição promoveu sessões de esclarecimento ao longo dos últimos dias.

Após duas sessões sobre estágios curriculares, o Gabinete de Mobilidades e Relações Internacionais organizou uma sessão de esclarecimento ERASMUS+ para toda a comunidade, com a colaboração de representantes da Agência Nacional Erasmus e da Erasmus Student Network Lisboa.

Entre planos de estágios e carreiras, a ESHTE vai dotando os alunos de conhecimentos sobre o passado e o futuro, essenciais para a capacitação plena dos estudantes. Na passada semana, o Dia Internacional do Guia-Intérprete foi assinalado com uma mesa-redonda que teve como tema “A Revolução dos Cravos – cambiantes na prática dos guias-intérpretes”.

E de olhos postos no futuro, que na realidade já é o presente, teve lugar um seminário intitulado “Robótica na Hotelaria: iremos ser substituídos por robôs?”, organizado pela Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal (ADHP Júnior), em colaboração com a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.

“Tentamos sempre esta ambivalência: não só o mundo académico, mas também a sua materialização em termos das competências, que os nossos alunos levam para o mercado de trabalho. Por isso temos tido esta procura, e, como tal, quase não damos resposta ao que os players nos pedem”, frisa Pedro Moita, pró-presidente da ESHTE para a área do IT.

No entanto, a instituição não trava a marcha e avança para novas frentes, como a abertura de inscrições para os mestrados. “Temos novos figurinos para os mestrados, novas designações, novos conteúdos, muito atrativos. Foi uma alteração muito refletida e vamos fazer com que todos sintam que podem ter aqui, nos segundos ciclos, uma excelente complementaridade às licenciaturas”, conclui o presidente Carlos Brandão.

 

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Aviação

Tunisair regressa a Lisboa com um voo por semana a partir de 6 de maio

Este verão, a Tunisair vai contar com um voo por semana entre Lisboa e Tunes, capital da Tunísia, que arranca a 6 de maio e que vai decorrer até 21 de outubro.

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A Tunisair vai voltar a contar com voos regulares entre Lisboa e Tunes, capital da Tunísia, numa operação com um voo por semana, que arranca a 6 de maio e que vai decorrer até 21 de outubro, segundo informação apurada pelo Publituris.

A operação da Tunisair para o verão de 2024 conta com voos às segundas-feiras, que partem de Lisboa pelas 23h05 e chegam à capital tunisina às 01h45, enquanto em sentido contrário a partida de Tunes decorre pelas 19h15, chegando a Lisboa às 22h05.

Ao que o Publituris apurou, a intenção da companhia aérea era contar com uma operação regular mais vasta, mas o esgotamento do aeroporto de Lisboa não permitiu encontrar slots que possibilitassem um maior números de voos semanais.

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Destinos

Turismo do Dubai promove roadshow para o trade português

O roadshow do Turismo do Dubai acontece a 12 e 13 de março, em Lisboa e Porto, respetivamente, e inclui apresentação do destino, workshop com vários stakeholders do Dubai e almoço de networking.

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O Turismo do Dubai vai promover, a 12 e 13 de março, um roadshow para apresentar o destino ao trade português, que vai passar por Lisboa e Porto, respetivamente.

O evento, que tem início pelas 12h00, inclui uma apresentação sobre o destino do Dubai, assim como um workshop com vários stakeholders do Dubai e almoço de networking.

Em Lisboa, o roadshow do Turismo do Dubai vai ter lugar no Centro de Conferências e Eventos do Tivoli Lisboa, na Avenida da Liberdade, enquanto no Porto acontece no Pestana Palácio do Freixo.

As inscrições para o evento de Lisboa já se encontram esgotadas mas ainda existe disponibilidade para o do Porto, pelo que os interessados devem inscrever-se aqui.

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