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Ano recorde no turismo em Portugal vale 25 mil milhões de euros, admite SETCS

Na apresentação da nova campanha do Turismo de Portugal, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, destacou os números alcançados pelo setor no país: 25 mil milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 37% face ao anterior recorde, atingido em 2019.

Victor Jorge
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Ano recorde no turismo em Portugal vale 25 mil milhões de euros, admite SETCS

Na apresentação da nova campanha do Turismo de Portugal, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, destacou os números alcançados pelo setor no país: 25 mil milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 37% face ao anterior recorde, atingido em 2019.

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Segundo o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Nuno Fazenda, 2023 será “o ano de todos os recordes para o turismo em Portugal”. Na apresentação da nova campanha do Turismo de Portugal – “Visit Portugal. It’s not tourism. It’s futourism” – realizada esta quarta-feira, 3 de janeiro, Nuno Fazenda destacou os números alcançados pelo turismo, em 2023: mais de 30 milhões de hóspedes (+10% que em 2019); 77 milhões de dormidas (+10% face a 2019); e 25 mil milhões de euros em receitas (+37% comparado com 2019).

“São resultados impressionantes que revelam a força do setor do turismo e que vale, atualmente, cerca de 18% de todas as exportações portuguesas”.

Nuno Fazenda destacou ainda o “efeito multiplicador” do setor do turismo que, direta ou indiretamente, impacta atividades como a construção, têxtil, agroalimentar, entre outras, realçando que “estamos a falar de uma alteração estrutural no nosso turismo”.

E relembrou que ““o turismo tem um papel importante a desempenhar na sociedade, devendo contribuir para garantir que as gerações futuras possam usufruir dos ativos que nos distinguem como destino turístico. Portugal tem como desafio crescer bem, em todo o território, e ao longo de todo o ano, mas de uma forma sustentável, autêntica e genuína, gerando valor para os territórios e para as pessoas”.

Esse crescimento em todo o território nacional foi, de resto, um dos pontos destacados por Nuno Fazenda que frisou a importância de crescer “em todas as regiões, em todo o país e ao longo de todo o ano”, indicando, ainda, que esse esforço provém de todos, “empresários, empresas, Entidades Regionais de Turismo, Turismo de Portugal e políticas públicas”.

No caso das políticas públicas, o SETCS fez referência à coesão territorial, considerando que, “se 80 a 90% da procura turística está no litoral, há que deslocar esse turismo para o interior”, frisando que “é isso que temos feito e será isso que terá de ser feito”.

Ainda relativamente ao ano de 2023, Nuno Fazenda fez referência aos números avançados pela Organização Mundial do Turismo (OMT) que dava conta que no ano que terminou agora se iria conseguir atingir 85 a 90% dos níveis pré-pandemia. “Ora, Portugal já ultrapassou esse nível”, frisou o SETCS.

Quanto ao futuro e questionado se Portugal poderá, em 2024, crescer, novamente, a duplo dígito, o que faria Portugal antecipar em três anos os objetivos de atingir os 27 mil milhões de euros, Nuno Fazenda não se quis comprometer com valores de crescimento, salientando, contudo, que o turismo crescerá “ainda mais em 2024”.

A base para esta confiança no crescimento está, segundo Nuno Fazenda, as diversas visitas que efetuou às maiores feiras internacionais do turismo e de onde veio com a “certeza” do “sentimento positivo por parte dos empresários e operadores internacionais.

Por isso, como mensagem final, Nuno Fazenda referiu que “é preciso crescer, mas crescer bem, prosseguir o que está a ser feito em termos de políticas públicas, aumentar salários e continuar a realizar campanhas de sucesso”.

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Alentejo veio de “Corpo e Alma” a Lisboa para conquistar turistas da Área Metropolitana

“Alentejo de Corpo e Alma em Lisboa” é mote da ação de promoção que a região promove, no hotel Vila Galé Ópera, em parceria com este grupo hoteleiro: gastronomia, cultura, tradição, artesanato, turismo e negócios estarão em evidência até domingo, dia 23 de junho. Uma iniciativa a repetir ainda este ano, em Braga, bem como outras ações de promoção que envolverão outros grupos hoteleiros nacionais que estão a investir e a alargar o seu portefólio na região, disse o presidente da ERT do Alentejo, José Manuel Santos, num almoço com jornalistas, esta quinta-feira, no primeiro dia do evento.

O Alentejo veio a Lisboa de “Corpo e Alma”, numa iniciativa de promoção, respondendo a uma “provocação” do grupo Vila Galé, cadeia hoteleira que já possui seis unidades na região, e a caminho do sétimo.

“Uma iniciativa que foi proposta por um nosso parceiro muito relevante, o grupo Vila Galé, que felizmente para nós tem investido muito no Alentejo”, começou por afirmar o presidente da ERT Alentejo e Ribatejo, José Santos, num almoço com jornalistas, esta quinta-feira, no hotel Vila Galé Ópera, que marcou o início da ação que decorre até domingo, dia 23 de junho, realçando que “é importante para a região toda a capacidade financeira e de marketing do grupo, por isso não podíamos dizer que não a este convite”.

E o Alentejo aproveitou para promover a região cá dentro e, principalmente, tendo em conta que a Área Metropolitana de Lisboa “representa praticamente metade dos turistas do mercado nacional que nos visitam, ou seja, é aqui que estão as famílias, o segmento que mais nos procura, e utiliza a nossa hotelaria, os nossos restaurantes, que mais visita os nossos monumentos”, apontou José Santos.

O dirigente regional do Turismo fez questão de destacar que “estamos aqui nestes quatro dias, no Vila Galé Ópera, com a gastronomia, as tradições, com a cultura, o património, o artesanato, com momentos para continuarmos a mostrar aos portugueses que o Alentejo é a melhor região para passar férias”. E faz sentido, até porque, conforme lembrou, “o ano passado fomos a região portuguesa que mais cresceu no mercado interno. Relembro que a média de crescimento do país foi de 2,1% e nós crescemos 7,3%”, estimando que “este ano temos o desafio de continuar a crescer, vamos ver como é que o ano vai correr, mas até ao momento estamos sensivelmente com o mesmo número de dormidas de portugueses face a 2023”.

O presidente da ERT Alentejo e Ribatejo apresentou ainda outro exemplo aos jornalistas: “Se olharmos entre 2013 e 2023, a região que teve uma taxa de crescimento médio anual maior quer no alojamento, quer na procura, quer na oferta, foi o Alentejo, e isso significa muito como a região tem conseguido afirmar-se junto da procura portuguesa”.

Este evento, que decorre até domingo, é feito também de negócios, já que cerca de 18 empresas do Alentejo ligadas à oferta de animação turística, do incoming e do enoturismo, e 46 compradores da Área Metropolitana de Lisboa, entre DMC, agências de viagens e operadores turísticos que foram também mobilizados, recorrendo à base de dados do grupo Vila Galé, estiveram em reuniões individuais de negócios, na tarde de quinta-feira, gerando maior proximidade entre oferta e procura. Igualmente, no lobby da unidade do grupo Vila Galé em Lisboa estiveram alguns artesãos a trabalhar ao vivo, como a Olaria de Nisa e a confeção Capote’s Emotion, em Évora, que segundo avançou aos jornalistas, vai preparar a indumentária oficial dos técnicos do Turismo do Alentejo e Ribatejo que vão estar na próxima BTL, onde a região é o destino nacional convidado.

O dia de quinta-feira foi igualmente marcado por um jantar mais institucional, com a presença do secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, outros parceiros de referência para a região, bem como alguns embaixadores do Turismo do Alentejo, também numa parceria com a Casa do Alentejo em Lisboa.

Sobre a Casa do Alentejo em Lisboa, José Manuel Santos afirmou que “queremos estreitar as relações com esta instituição não só na mobilização dos grupos da diáspora na zona da Grande Lisboa para estarem presentes nos nossos eventos, tanto aqui, até domingo, como na Feira Internacional do Artesanato onde, pela primeira vez o Turismo do Alentejo estará presente, de 29 de junho a 7 de julho, com stande e presença de 36 artesãos, quatro por cada um dos nove dias”. Acentuou, a propósito que, “sendo a FIA a maior Feira de Artesanato da Península Ibérica e a segunda maior da Europa, e sendo que o artesanato e a arte popular são uns dos principais argumentos de visita à região quer do Alentejo como do Ribatejo, não faria sentido nunca termos estado presentes”.

Aos lisboetas, o presidente do Turismo do Alentejo deixa o convite para “degustaram a magnífica gastronomia alentejana”, até domingo, no Vila Galé Ópera, através de jantares temáticos.

Representando o grupo Vila Galé, estiveram presentes no almoço com jornalistas, Pedro Ribeiro, diretor de Marketing e Vendas, e Porfírio Perdigão, diretor Regional de Operações no Alentejo.

Pedro Ribeiro realçou a importância do grupo hoteleiro fazer parte desta iniciativa “dada a nossa forte presença no Alentejo, onde somos a maior rede de hotéis. Temos seis unidades na região, três das quais em Beja, na Herdade de Santa Vitória, e ainda em Elvas, Alter do Chão e Évora. Além disso, também nos distinguimos pela forte aposta na gastronomia, privilegiando sempre os sabores regionais, porque acreditamos que dessa forma conseguimos enriquecer a experiência de quem nos visita e divulgamos o que é genuíno e realmente português”, sem esquecer a produção própria de vinhos e azeites no Alentejo.

Os sabores alentejanos estarão, assim, em destaque, no hotel Vila Galé Ópera, até domingo e ao jantar, acompanhados com cante alentejano, Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Esta iniciativa gastronómica, que integra o projeto “Alentejo de Corpo e Alma em Lisboa”, promovido pela Entidade Regional do Alentejo em parceria com a Vila Galé, conta com a colaboração dos chefs Romão Reis do Vila Galé Alentejo Vineyards, Alberto Muralhas do Vila Galé Collection Elvas e André Sousa do Vila Galé Ópera.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Nova Edição: Turismo Náutico, Vê Portugal, Insider, Indaba e ainda Portugal Travel Awards

Turismo Náutico, o debate dos cinco presidentes das ERT durante o Vê Portugal, os nomeados dos Publituris “Portugal Travel Awards 2024”, e a Africa´s Travel Indaba 2024 são temas da nova edição do Publituris.

Publituris

A última edição de junho do jornal Publituris faz capa com o Turismo Náutico. A extensa costa portuguesa é propícia a qualquer que seja a atividade náutica que possa ser pensada. Contudo, o Turismo Náutico não se faz só no litoral, mas também no interior e cada vez são mais as ofertas disponibilizadas aos amantes do ambiente aquático. Falta agora diversificar, inovar, apostar na qualidade e promover.

Para conhecer melhor a oferta existente, o jornal Publituris falou, igualmente, com André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, e Raul Almeida, presidente da Turismo do Centro de Portugal.

Na “Distribuição”, damos a conhecer a Insider. A operar há dois anos na Madeira, esta jovem DMC oferece programas exclusivos e experiências únicas para clientes que procuram uma abordagem personalizada para explorar a verdadeira essência da ilha. A proposta passa por uma Madeira mais “luxury”, fugindo dos tradicionais pacotes pré-formatados, para propostas “tailor made”, explicou ao Publituris Filipe Fraga, Managing Partner da Insider.

Nesta edição trazemos ainda o que de mais importante aconteceu no Vê Portugal – Fórum do Turismo Interno, organizado pela Turismo do Centro de Portugal. Reunidos os cinco presidentes das Entidades Regionais de Turismo (ERT), foram identificados os desafios que as regiões enfrentam, mas também as oportunidades que estão por e para aproveitar. Para tal, reivindicam uma revisão da Lei 33 que, segundo o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, está “para breve”.

Nas “Capas que fazem História”, destaque para a edição de 1 de julho de 1974 que dava conta das palavras do primeiro-ministro de então, Palma Carlos. “O nosso país continua a oferecer as mesmas condições de segurança que oferecia até ao momento da revolução”, afirmava o primeiro-ministro de visita a Bruxelas.

A edição 1514 do Publituris é, também, a edição que traz pela última vez os nomeados dos Publituris “Portugal Travel Awards 2024”. Com as votações a terminar a 27 de junho, os vencedores das 22 categorias serão conhecidos a 4 de julho, a partir das 19h00, no Pestana Douro Riverside, no Porto.

A votação está aberta em https://premios.publituris.pt/

Também nesta edição damos a conhecer o que aconteceu na Africa´s Travel Indaba 2024. A maior feira de turismo da África do Sul afirmou, este ano, o seu caráter pan-africano, naquela que foi a melhor e mais concorrida edição dos últimos 10 anos.

Além do “Check-in”, as opiniões desta edição pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Pedro Mestre (Algarve Sunboat), Marta do Carmo Palmeirão (ISAG), e António Paquete (economista).

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

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Edição Digital: Turismo Náutico, Vê Portugal, Insider, Indaba e ainda Portugal Travel Awards

Turismo Náutico, o debate dos cinco presidentes das ERT durante o Vê Portugal, os nomeados dos Publituris “Portugal Travel Awards 2024”, e a Africa´s Travel Indaba 2024 são temas da nova edição do Publituris.

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A votação está aberta em https://premios.publituris.pt/

Também nesta edição damos a conhecer o que aconteceu na Africa´s Travel Indaba 2024. A maior feira de turismo da África do Sul afirmou, este ano, o seu caráter pan-africano, naquela que foi a melhor e mais concorrida edição dos últimos 10 anos.

Além do “Check-in”, as opiniões desta edição pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Pedro Mestre (Algarve Sunboat), Marta do Carmo Palmeirão (ISAG), e António Paquete (economista).

Leia aqui a edição.

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Setúbal aprova criação de taxa turística municipal de 2€

A Câmara Municipal de Setúbal aprovou a taxa municipal turística na modalidade de taxa de dormida, com o valor unitário de 2 euros., prevendo receitas anuais na ordem dos 400 mil euros.

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A Câmara de Setúbal aprovou, em reunião pública, o projeto de regulamento de criação da taxa municipal turística, a qual, com situações específicas de isenção previstas, pretende “fazer face ao aumento da despesa pública resultante da atividade e possibilitar o financiamento em novos serviços e infraestruturas de apoio ao turismo”.

A deliberação indica ainda que “o turismo, enquanto atividade humana, exerce pressão sobre os recursos e, por essa via, exige medidas que possam minimizar o seu impacto num momento em que as questões ambientais e de sustentabilidade dos territórios ganham terreno e importância em qualquer política de desenvolvimento integrado e sustentável”.

Nesta perspetiva, o projeto, que pondera as diferentes opções já adotadas nacional e internacionalmente sobre esta matéria, consagra uma taxa que incide sobre as dormidas em empreendimentos turísticos, estabelecimentos de alojamento local superior a dez camas e parques de campismo no município de Setúbal.

Assim, a taxa municipal turística institui-se na modalidade de taxa de dormida, com o valor unitário de 2 euros, cuja cobrança é devida por hóspede, com idade superior a 18 anos, e por noite, até a um máximo de cinco noites, independentemente de nacionalidade, local de residência e modalidade de reserva.

Ficam isentos hóspedes cuja estadia seja motivada por tratamentos médicos, estendendo-se a isenção a um acompanhante, ainda que o doente em causa não pernoite por questões de saúde, no respetivo estabelecimento, e que seja apresentado documento comprovativo de marcação ou prestação de serviços médicos.

Além disso, também hóspedes portadores de deficiência, ou seja, com qualquer incapacidade igual ou superior a 60 por cento, ficam igualmente isentos, assim como estudantes em formações especificas temporárias ou professores em formação/investigação (medida inédita no país e que pretende atrair ao concelho um nicho de mercado sobretudo em época baixa), devendo todos apresentar documentação comprovativo das referidas condições.

Ficam igualmente isentos profissionais de turismo que operem em Portugal, como guias, motoristas, monitores de animação turística, promotores turísticos, organizadores de eventos, profissionais de turismo municipais, corpos sociais e profissionais de entidades de turismo e de associações de turismo.

No comunicado da Câmara Municipal de Setúbal pode ler-se ainda que “a criação da taxa turística municipal é igualmente justificada pelo aumento considerável da atividade turística, que, no caso de dormidas, no concelho de Setúbal, de acordo com dados disponibilizados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, obteve em 2022 um total de 372.482 registos”.

A verificação de “um forte aumento da pressão em infraestruturas e equipamentos públicos, na via pública e no espaço urbano em geral do concelho”, aponta o documento, justifica a necessidade de reforçar substancialmente “o investimento e a despesa pública na prestação de serviços e utilidades inerentes à atividade turística”.

A Câmara Municipal de Setúbal espera uma receita anual de 400 mil euros, destinando-se a taxa municipal turística ao “financiamento de utilidades geradas pela realização de despesa pública, pelo município, com atividades e investimentos exclusivamente relacionados com a atividade turística, sendo devida em contrapartida da prestação concreta de serviços, tanto os atualmente disponíveis como os de futuro”.

A realização de obras de manutenção e qualificação urbanística, territorial, patrimonial e ambiental do espaço público, a par da criação de infraestruturas e polos de oferta turística, cultural, artística e de lazer dirigidos aos visitantes, no concelho em geral, mas com especial enfoque nas zonas turísticas de excelência, são também contempladas.

O documento, que vai agora ser apreciado pela Assembleia Municipal de Setúbal, começou a ser preparado no final do ano passado e foi submetido a audiência dos interessados constituídos no procedimento, a AHRESP, Associação Baía de Setúbal, Sistemas de Ar Livre e Moinho do Marco Unipessoal.

A elaboração do regulamento contou ainda com a colaboração direta de todas as unidades hoteleiras do concelho, as quais forneceram contributos significativos para o texto final, tendo sido realizadas duas reuniões informais e, numa outra fase, constituíram-se interessadas no procedimento de consulta, o que permitiu consolidar o documento em resultado das reais necessidades do alojamento turístico em Setúbal.

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Lufthansa disposta a ceder mais para ficar com ITA

Segundo avança a imprensa alemã, o grupo Lufthansa está disposto a fazer novas concessões para concretizar a compra da ITA Airways.

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O Grupo Lufthansa ofereceu uma nova ronda de concessões à UE relativamente à sua aquisição da ITA Airways, segundo vários meios de comunicação social alemães.

Os reguladores europeus da concorrência estão atualmente a avaliar se o acordo da Lufthansa para comprar a transportadora italiana, que foi anunciado em maio de 2023, pode avançar, esperando-se que uma decisão final possa ser tomada no início de julho.

A UE já afirmou anteriormente que tem preocupações em matéria de concorrência, uma vez que o acordo poderia aumentar os preços dos voos ou “diminuir a qualidade” dos serviços aéreos de e para Itália, incluindo preocupações sobre o domínio da Lufthansa-ITA no aeroporto de Milão Linate e também em algumas rotas transatlânticas.

Em Itália sugere-se que a UE já aceitou as últimas propostas da Lufthansa, que incluem a cedência de 15 a 17 slots diárias em Linate, bem como a autorização de concorrentes para assumirem alguns dos voos de longo curso da ITA de Roma para destinos norte-americanos como São Francisco, Washington, Chicago e Toronto.

De acordo com um relatório da Reuters, estas concessões incluem o início de voos diretos de Itália para a América do Norte por parte de outra companhia aérea, a par de duas transportadoras concorrentes que operam voos indiretos a partir de Itália com uma escala noutra cidade da UE antes de atravessarem o Atlântico.

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9 em cada 10 espanhóis viajarão este verão, mas a gastar menos

Um estudo da Oney conclui que os espanhóis mantêm a vontade de viajar este verão, mas gastarão menos que no mesmo período de 2023.

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90% dos espanhóis admitem realizar uma viagem durante este verão, indicando 54% que optarão pela praia, quando 27% pretende viajar pela Europa, seguido de 23% que preferem a natureza. As conclusões são do estudo “Hábitos de consumo dos espanhóis: férias de verão”, levado a cabo pela Oney.

Em termos de duração das viagens, o estudo indica que a média para as férias é de 14 dias, sendo que 53% optarão por um período entre 15 e 31 dias, 28% entre sete e 14 dias e 9% não irão além de uma semana de férias.

Estes números contrastam com os do ano passado em que 81% dos espanhóis decidiu ficar no país, dividindo-se entre praia e destinos de natureza, enquanto 15% elegeu a Europa como destinos para as férias e 4% optou por viajar para fora da Europa.

Já no que se refere a gastos, o estudo da Oney revela que estes registarão uma baixa de 23% face ao mesmo período de 2023. Isto significa que, em vez dos 1.200 euros do verão de 2023, os espanhóis pretendem gastar somente 903 euros no verão de 2024.

A maior fatia das despesas irá para o alojamento (339 euros), seguindo-se o lazer (269 euros), transporte (165 euros) e outros gastos (130 euros), o que contrasta com os 463 euros em alojamento, 325 euros em lazer, 220 euros em transportes e 160 euros noutros gastos do verão de 2023.

Além disso, somente 27% dos espanhóis pretende aumentar os gastos nas férias de verão de 2024, comparado com os 34% de igual período de 2023.

Quando questionados sobre se irão recorrer a algum tipo de financiamento para pagar as suas férias, 21% dos espanhóis afirmam ter recorrido a este método em algum momento, dos quais 5% dizem fazê-lo regularmente. Neste verão de 2024, 15% dos espanhóis recorrerão a algum tipo de financiamento, uma percentagem que se mantém igual à do ano passado. 11% optarão pelo pagamento espaçado e 4% recorrerão a um empréstimo pessoal. Por idade, os jovens entre os 18 e os 24 anos são os que mais optam pelo pagamento a crédito (25%).

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TAAG retoma voos após um ano para província angolana do Bié

A TAAG, companhia aérea angolana, anunciou a retoma, um ano depois, de voos regulares para a província do Bié, a partir de 2 de agosto, com duas frequências semanais, ligando também o Cuando Cubango.

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Numa nota da TAAG – Linhas Aéreas de Angola sublinha-se que a retomada dos voos, suspensos desde março de 2023, vai restabelecer a ligação para a cidade do Cuito, capital do Bié, num voo triangular Luanda-Menongue-Cuito, com saídas à terça-feira e sexta-feira.

“Os passageiros (particulares e segmento corporativo) voltam a contar com os benefícios de uma conexão aérea rápida, segura e confortável para a província do Bié, num serviço que será operado por uma aeronave Dash-8 400, com capacidade para 74 passageiros, sendo 64 em classe económica e 10 em classe executiva”, refere-se no comunicado.

Atualmente, a TAAG tem ligações de Luanda para as cidades de Cabinda, Catumbela, Dundo, Huambo, Lubango, Luena, Namibe, Ondjiva, Saurimo, Menongue, Soyo, sendo que, a partir de agosto vai assegurar a conexão ao Cuito, através de voo triangular.

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Avis Budget Group apresenta Self-Service Kiosks:

A nova oferta agiliza o processo de recolha do veículo, permitindo aos clientes a recolha das chaves do seu veículo em menos de 30 segundos.

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O Avis Budget Group dá a conhecer o serviço Self-Service Kiosks em Portugal, uma solução que se traduz na fusão de sinergias entre tecnologia e eficácia no mundo automóvel. O Self-Service Kiosks permite que os utilizadores recolham as chaves do veículo alugado durante o processo de reserva de forma rápida e segura através de uma máquina automática.

O novo Self-Service Kiosks está integrado na app da Avis e permite que os utilizadores tenham uma experiência 100% digital e desfrutem de um processo linear desde a sua reserva à recolha das chaves da sua viatura. Depois de completar a reserva, os clientes verificam facilmente a sua identidade através da app Avis, antes de selecionar ou atualizar o seu veículo e receber o QR Code, que é digitalizado no quiosque para recolher as chaves. Graças a estas soluções, o tempo necessário para recolher as chaves é de menos de 30 segundos!

Estrategicamente posicionados nos principais centros de viagens, como os aeroportos, os quiosques Self-Service ajudam os clientes a evitar filas de espera, com um controlo total do seu itinerário de viagem. Esta última oferta, para além do serviço de check-in digital, e QuickPass, reforça a dedicação do Avis Budget Group na melhoraria da experiência do cliente através da inovação contínua. O investimento reflete-se em dados recentes que revelam que o índice de satisfação (Net Promote Score – NPS) é, em média, de 10 vezes acima do que em clientes que não utilizam os serviços de quiosques Self-Service.

O serviço não tem custos adicionais para membros Avis Preferred, programa de fidelização Avis. Em Portugal, o Self-Service Kiosks está disponível no Aeroporto de Lisboa, Porto e Faro.

Para encontrar as localizações deste serviço noutros países, consulte https://www.avis.com.pt/

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Hospitality Education Awards encerram candidaturas esta semana

Os prémios de formação turística dinamizados pela Associação Fórum Turismo, que visam reconhecer profissionais, projetos e stakeholders do setor, encerram a fase de candidaturas para a edição deste ano a 23 de junho. A iniciativa leva a concurso seis categorias, cujas candidaturas serão avaliadas por um júri.

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O prazo de candidaturas para os Hospitality Education Awards (HEA) – Prémios da Formação Turística em Portugal encerram no final desta semana, a 23 de junho.

À semelhança das edições anteriores, os Hospitality Education Awards deste ano têm como objetivo “valorizar e não esquecer o mérito na formação no setor do turismo”, como a organização destaca em nota de imprensa.

A fase das nomeações, em que foram identificados profissionais, projetos e stakeholders com o intuito de os incentivar a proceder à candidatura aos prémios, terminou a 14 de junho. Já a fase de candidaturas propriamente dita termina no próximo domingo, a 23 de junho.

Para submeter as candidatura e obter mais informações sobre o regulamento e as categorias, os candidatos devem aceder diretamente ao website dos Hospitality Education Awards.

Após a fase de candidaturas é feita uma avaliação pelo júri para reunir os finalistas das seis categorias a concurso, que incluem “Melhor Projeto Educacional”, “Melhor Projeto de Inovação”, “Melhor Carreira de Docente no Ensino Superior”, “Melhor Carreira de Docente no Ensino Profissional”, “Melhor Stakeholder” e “Melhor Carreira Jovem”.

Depois de analisadas as candidaturas por parte do júri, serão divulgados os finalistas de cada categoria que farão parte da Gala de Entrega de Prémios, cuja data será “anunciada brevemente”, de acordo com a organização.

Os HEA são uma iniciativa da Associação Fórum Turismo em conjunto com o Turismo de Portugal, I.P, a Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Rede de Instituições Públicas do Ensino Superior com Cursos na área do Turismo (RIPTUR).

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Turismo académico internacional cresce 46% em Portugal em oito anos, mas com assimetrias regionais

O artigo científico da Universidade de Coimbra, publicado na revista Sustainability, indica um aumento aos turistas académicos internacionais entre os anos letivos 2013/2014 e 2019/2020, apontando, contudo, diferenças entre as várias regiões. O estudo conclui ainda que “o turismo académico internacional traz vantagens competitivas para os destinos, especialmente no que respeita à mitigação da sazonalidade, à sustentabilidade e à inovação”.

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O turismo académico internacional registou um crescimento de 46%, entre os anos letivos 2013/2014 e 2019/2020, revela um estudo da Universidade de Coimbra (UC). Em particular, entre os anos letivos 2013/2014 e 2019/2020. A investigação aponta, no entanto, a existência de assimetrias nos turistas académicos internacionais, que chegaram a Portugal para frequentar o ensino superior por períodos inferiores a um ano, penalizando as instituições de ensino superior mais afastadas dos grandes centros urbanos que receberam menos estudantes internacionais em mobilidade.

No artigo científico “Exploring Higher Education Mobility through the Lens of Academic Tourism: Portugal as a Study Case”, publicado na revista Sustainability, a equipa de investigação refere que “Portugal registou um crescimento notável”, fazendo notar que “atributos como a educação de qualidade, a segurança, o multiculturalismo, o custo de vida acessível ou as estabilidades políticas, económicas e sociais contribuíram para que Portugal testemunhasse um aumento de estudantes em mobilidade entre 2013 e 2020”, destaca a docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) e investigadora do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da UC, Cláudia Seabra.

Este aumento só foi travado pela pandemia, período durante o qual foi registada uma diminuição do número de estudantes internacionais em mobilidade no país, passando de 60.679 estudantes, no ano letivo 2019/2020, para 55.137 no ano seguinte (2020/2021). “Apesar deste decréscimo, parece-nos que o impacto desta diminuição pode ter sido menos grave do que o esperado”, refere a coordenadora do estudo e estudante de doutoramento da FLUC, Dina Amaro.

Apesar desta quebra, os “turistas académicos mostraram ser mais resilientes do que os turistas convencionais, informação que nos parece crucial para o planeamento e gestão dos destinos turísticos”, sublinha a coautora do artigo, docente da FLUC e investigadora do CEGOT, Ana Maria Caldeira. “Esta resiliência poderá estar possivelmente relacionada com o comprometimento deste tipo de turistas com as suas ambições pessoais no que respeita aos estudos, o que supera o impacto imediato da pandemia”, acrescenta.

As autoras reforçam ainda a importância desta dinâmica da mobilidade de estudantes para o turismo no país. “Apesar de representar uma pequena percentagem do total de turistas que visitam Portugal, a sua importância aumentou, especialmente devido à duração média das estadias dos estudantes, que é maior do que a dos turistas convencionais”.

“Não só frequentam cursos, como também visitam o país (sozinhos ou com familiares e amigos), contactam com residentes, aprendem a língua e a cultura, tendo, assim, um impacto positivo na diversidade cultural e sustentabilidade dos destinos”

A esta realidade acresce ainda que estes estudantes “não só frequentam cursos, como também visitam o país (sozinhos ou com familiares e amigos), contactam com residentes, aprendem a língua e a cultura, tendo, assim, um impacto positivo na diversidade cultural e sustentabilidade dos destinos”, realçam.

Esta investigação considerou como turistas académicos internacionais os “estudantes sem nacionalidade portuguesa que frequentaram cursos em Portugal durante um período de curta duração (menos de um ano), que são integrados na categoria de turistas”, contextualizam as investigadoras.

Para o efeito foram analisados dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) e do Instituto Nacional de Estatística (INE), nomeadamente informações sobre todos os estudantes matriculados nos vários cursos e ciclos de estudos oferecidos pelas instituições de ensino superior portuguesas.

“Os turistas académicos em Portugal (ou seja, os estudantes que estão no país por períodos inferiores a 12 meses) são predominantemente oriundos de outros países da Europa”, contextualiza a coordenadora do estudo.

Já os estudantes internacionais que passam mais de 12 meses em Portugal – por norma, para frequentar ciclos de estudos completos, ou seja, cursos de licenciatura, mestrado ou doutoramento – são maioritariamente oriundos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Por conta de a estadia ser mais prolongada, não integram a mesma categoria de análise. No entanto, o estudo revela que “entre os anos letivos 2013/2014 e 2019/2020 Portugal teve um aumento de 251% nos estudantes internacionais de ‘grau’”, destaca Cláudia Seabra.

Relativamente aos desafios que o turismo académico enfrenta e enfrentará, esta investigação chama a atenção para “o padrão de crescimento assimétrico pelo país, o que desafia a noção de desenvolvimento regional equilibrado”, refere Cláudia Seabra. Esta assimetria pode ser enfrentada “com medidas específicas empreendidas pelas Instituições de Ensino Superior (IES) e pelas autarquias. Por exemplo, incentivos como bolsas de estudo e descontos em alojamento podem atrair um número significativo de turistas académicos. Estratégias abrangentes para promover diversas regiões e cidades em Portugal, mostrando as suas características e atrações únicas, atrairão igualmente um público mais amplo”, revelam as investigadoras.

São também desafios a criação de estratégias para envolver os turistas académicos nas comunidades locais e destinos de forma a contribuírem para a sua sustentabilidade. “As IES desempenham um papel crucial na promoção da sustentabilidade dos destinos académicos, incentivando e adotando práticas sustentáveis entre os seus alunos, tais como a redução do consumo de energia, a minimização do desperdício e a implementação de medidas ecológicas nos campus”, refere Dina Amaro.

A estudante da FLUC acrescenta ainda que “as IES e as autarquias poderiam contribuir ainda mais, promovendo parcerias com comunidades locais para garantir que o turismo académico beneficie o destino, através do incentivo na colaboração em projetos comunitários, programas de intercâmbio cultural ou iniciativas de voluntariado; incentivar os estudantes a apoiar empresas, mercados e artesãos locais, promovendo produtos, serviços e experiências culturais locais. Isto, por sua vez, contribui para o desenvolvimento económico da comunidade anfitriã”.

“Do ponto de vista da gestão, o turismo académico internacional traz vantagens competitivas para os destinos, especialmente no que respeita à mitigação da sazonalidade, à sustentabilidade e à inovação, uma vez que traz aos países pessoas, na sua grande maioria jovens ou jovens adultos, com elevados níveis de formação, durante longos períodos. Por vezes, estes estudantes podem inclusive decidir pela sua integração no mercado de trabalho no nosso país em áreas estratégicas”, remata Cláudia Seabra.

Este estudo foi realizado no âmbito do Doutoramento em Turismo, Património e Território da Faculdade de Letras da UC, pela estudante Dina Amaro, primeira autora do artigo científico, e contou com a colaboração das docentes da FLUC e investigadoras do CEGOT, Ana Maria Caldeira e Cláudia Seabra.

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