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Vulcão Islândia: Meteorologistas alertam para impacto na aviação se houver nuvem de cinzas vulcânicas lançada na atmosfera

Apesar de tudo, os meteorologistas do AccuWeather acreditam que esta erupção vulcânica na Islândia é “muito diferente em localização e características” relativamente à que tinha ocorrido em 2010 e que parou a aviação europeia.

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Vulcão Islândia: Meteorologistas alertam para impacto na aviação se houver nuvem de cinzas vulcânicas lançada na atmosfera

Apesar de tudo, os meteorologistas do AccuWeather acreditam que esta erupção vulcânica na Islândia é “muito diferente em localização e características” relativamente à que tinha ocorrido em 2010 e que parou a aviação europeia.

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A Islândia está a assistir a uma nova erupção vulcânica perto de Grindavík, fenómeno que, segundo os meteorologistas do AccuWeather, tem potencial para causar impacto na aviação, caso seja lançada uma nuvem vulcânica na atmosfera.

“Com base em relatórios preliminares da Islândia, ainda não foi observada nenhuma nuvem deste tipo, mas a situação continua a evoluir”, advertem os meteorologistas do AccuWeather, em comunicado.

Os meteorologistas estimam diferentes cenários consoante os ventos e caso seja lançada uma nuvem vulcânica na atmosfera, prevendo que, caso existam ventos na parte inferior e média da atmosfera as cinzas que estão acima do solo podem ser direcionadas para o corredor do Norte da Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Polónia e Bielorrússia, estendendo-se em direção nordeste até à Rússia, o que pode acontecer entre quarta e sexta-feira.

Caso as cinzas persistam durante a próxima semana, preveem ainda os meteorologistas do AccuWeather, as correntes de vento na atmosfera poderão direcioná-las para mais perto do solo, talvez até ao norte da Rússia.

“Embora não pareça que este vulcão, dadas as informações preliminares, tenha um grande impacto nas viagens aéreas, qualquer nuvem de cinzas vulcânicas enviada para a atmosfera pode levar à configuração ou mesmo encerramento de porções do espaço aéreo, resultando em cancelamentos ou atrasos de voos”, alerta Jon Porter, meteorologista-chefe do AccuWeather.

Se as emissões de cinzas provenientes deste vulcão islandês não forem significativas, o especialista do AccuWeather acredita que “poderá não haver impacto na aviação, o que certamente seria um presente para os viajantes em férias”, aconselhando, contudo, os passageiros com viagens marcadas para os próximos dias a consultarem o estado do voo e os desenvolvimentos relativamente à erupção vulcânica.

Apesar de tudo, os meteorologistas do AccuWeather acreditam que esta erupção vulcânica na Islândia é “muito diferente em localização e características” relativamente à que tinha ocorrido em 2010 e que parou a aviação europeia.

“Como resultado, não se espera que a erupção do atual vulcão perto de Grindavík produza o impacto severo nas viagens aéreas visto naquela época. Esse vulcão produziu uma grande nuvem de cinzas vulcânicas que se elevou para o alto da atmosfera, dispersando-se por uma parte significativa do continente europeu e causando caos nas viagens durante semanas a fio”, acrescenta o AccuWeather.

Além dos riscos de segurança e danos materiais que podem advir da lava derretida que emana do vulcão, os especialistas da AccuWeather também destacam o risco de má qualidade do ar perto do local da erupção, com Jon Porter a explicar que, quando o magma está perto da superfície, “o aumento do teor de dióxido de enxofre pode levar a uma baixa qualidade do ar, prejudicial à saúde”.

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Costa Cruzeiros lança novos itinerários no Japão e sudeste asiático para o inverno 2025-26

No inverno 2025-26, o navio Costa Serena a realizar dois novos itinerários de 15 dias pela Ásia, um dos quais pelo Japão, ambos com voos a partir da Europa na opção ‘fly & cruise’.

A Costa Cruzeiros vai contar com novos itinerários para o inverno 2025-26, anunciou a companhia de cruzeiros, que vai colocar o navio Costa Serena a realizar dois novos itinerários de 15 dias pela Ásia, um dos quais pelo Japão, ambos com  voos a partir da Europa.

“Além dos cruzeiros pelo Mediterrâneo, Ilhas Canárias, Caraíbas, Emirados Árabes Unidos, América do Sul e pelo Mundo, de novembro de 2025 a janeiro de 2026, a empresa italiana oferecerá a oportunidade de visitar alguns dos mais belos destinos da Ásia, a partir da perspectiva único do mar, a bordo do Costa Serena”, lê-se num comunicado divulgado esta segunda-feira, 8 de julho.

Os cruzeiros da Costa Cruzeiros na Ásia estão disponíveis através da fórmula ‘fly & cruise’, que conta com voos desde Madrid ou Barcelona até ao terminal de partida do navio, numa oferta que também está disponível para passageiros portugueses.

Para o Japão, a Costa Cruzeiros propõe um itinerário de 15 dias que visita Hong Kong, Keelung (Taiwan), Naha (Japão), Kagoshima (Japão), Tóquio (Japão), Kobe (Japão), Nagasaki (Japão), Busan (Coreia do Sul) e Hong Kong.

Também para o sudeste asiático, a Costa Cruzeiros propõe ainda outro itinerário de 15 dias que visita o Vietname, a Tailândia, Singapura, Filipinas, Brunei, numa viagem que conta com escalas em Hong Kong, Nha Trang (Vietname), Phu My (Vietname), Koh Samui (Tailândia), Singapura, Bandar Seri Begawan (Brunei), com escala de 12 horas, Puerto Princesa, Palawan (Filipinas) e Hong Kong.

Segundo a Costa Cruzeiros, o itinerário para o Japão encontra-se disponível de 21 de novembro de 2025 a 30 de janeiro de 2026, com embarque em Hong Kong e Tóquio, sendo esta viagem alternada com o cruzeiro do Sudeste Asiático, que tem embarques em Hong Kong e Singapura.

“Os dois itinerários podem ser combinados numas férias únicas de 28 noites, visitando todos os 14 destinos das duas rotas. A solução ideal, por exemplo, para celebrar o final de 2025 e o início do Ano Novo. Além disso, haverá a possibilidade de prolongar a estadia nos destinos, e os passageiros podem escolher as datas de voo da sua preferência, independentemente das que já estão determinadas para o cruzeiro”, explica ainda a Costa Cruzeiros.

O Costa Serena é o navio da Costa Cruzeiros que vai realizar os dois novos itinerários do Japão e sudeste asiático, com a companhia de cruzeiros a adiantar que, antes de começar a realizar os novos cruzeiros, o navio vai ser sujeito a “obras significativas de renovação que irão melhorar ainda mais a experiência a bordo”.

Para quem tem menos tempo disponível, é ainda possível realizar estes itinerários ao longo de apenas uma semana e as reservas podem ser realizadas aqui.

 

 

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TAP lança promoção para assinalar 60.º aniversário de voos para a Madeira

Com esta oferta da TAP, há bilhetes só de ida para a Madeira com preços a partir de 25 euros, enquanto os voos de ida e volta apresentam preços a partir de 49 euros. A oferta é válida até 16 de julho.

A TAP lançou esta segunda-feira, 8 de julho, uma nova promoção com preços especiais em viagens para a Madeira, oferta que visa assinalar o 60.º aniversário da abertura dos voos da companhia aérea de bandeira nacional entre Lisboa e a Madeira.

“Hoje, a TAP realiza sete voos por dia entre Lisboa e o Aeroporto Cristiano Ronaldo e dois voos por dia que ligam o Porto e a Madeira, reforçando o impulso decisivo que deu desde o início à afirmação e consolidação da Madeira como destino turístico com forte reputação e procura nacional e internacional”, lê-se num comunicado da TAP.

A companhia aérea de bandeira nacional indica que, com esta oferta, há bilhetes só de ida para a Madeira com preços a partir de 25 euros, enquanto os voos de ida e volta apresentam preços a partir de 49 euros.

A promoção da TAP está em vigor até 16 de julho e é válida para partidas de Lisboa e do Funchal, entre 15 de setembro de 2024 e 30 de abril de 2025, com exceção do período de Natal, Ano Novo e Páscoa, e os preços apresentados já incluem todas as taxas aeroportuárias.

“Adicionalmente, o programa TAP Miles&Go oferece ainda 60 por cento de Milhas Bónus em todas as reservas de e para a Madeira”, acrescenta a informação divulgada pela TAP.

Os bilhetes podem ser adquiridos aqui, onde é também possível consultar mais informações sobre a oferta da TAP, assim como nas agências de viagens.

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Centro Interpretativo “Os Murais de Almada nas Gares Marítimas” abre em fevereiro de 2025

O Centro Interpretativo “Os Murais de Almada nas Gares Marítimas”, novo polo cultural e turístico que vai abrir as Gares Marítimas do Porto de Lisboa ao turismo, tem inauguração prevista para fevereiro de 2025.

O Centro Interpretativo “Os Murais de Almada nas Gares Marítimas”, novo polo cultural e turístico que vai abrir as Gares Marítimas do Porto de Lisboa ao turismo, tem inauguração prevista para fevereiro de 2025, informaram os promotores do projeto.

“Localizado na Gare Marítima de Alcântara, este Centro Interpretativo irá proporcionar ao visitante extensa informação ao longo de nove salas do piso 0, bem como a possibilidade de visita aos murais de Almada Negreiros na Gare Marítima de Alcântara e na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos”, lê-se num comunicado conjunto da Administração do Porto de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa e Associação Turismo de Lisboa.

Este novo espaço cultural vai permitir o acesso às pinturas murais de Almada Negreiros, o maior conjunto de pintura mural do século XX, ficando integrado na oferta do eixo Alcântara-Belém e focando-se nos 14 painéis de pintura mural das Gares pintados por Almada Negreiros, seis dos quais na Gare Marítima Rocha do Conde de Óbidos e oito painéis na Gare Marítima de Alcântara, assim como “na importância da construção das Gares Marítimas e no papel histórico e social do Porto de Lisboa desde os anos 40 até aos dias de hoje”.

No piso 0 da are Marítima de Alcântara, os visitantes vão poder “conhecer o contexto de construção e decoração dos Terminais de Navegação, a relação entre o arquiteto Pardal Monteiro e o artista Almada Negreiros, os estudos de Almada Negreiros para as pinturas murais nas Gares Marítimas e os diferentes momentos políticos e históricos que atravessaram o funcionamento das Gares, incluindo a II Guerra Mundial, a emigração, as partidas para a Guerra Colonial e o processo de descolonização com o regresso dos portugueses das ex-colónias”.

O contexto da encomenda das obras ao artista e a polémica gerada à época com o resultado final, distante dos objetivos propagandísticos da ditadura, são também temas destes centro interpretativo, que expõe ainda a “presença artística de Almada Negreiros na cidade de Lisboa, bem como a sua documentação sobre as Gares Marítimas, nomeadamente depoimentos, entrevistas, notas, fotografias e reproduções de obras e documentos”.

O novo Centro Interpretativo “Os Murais de Almada nas Gares Marítimas” vai contar ainda com restaurante, concebido e decorado de forma a integrar-se perfeitamente no seu ambiente, e, durante os próximos meses, os visitantes poderão ainda assistir, ao vivo, ao processo de restauro dos murais, financiado pelo World Monuments Fund.

Já a coordenação de conteúdos do Centro Interpretativo está a cargo de Mariana Pinto dos Santos, historiadora da arte e curadora independente e investigadora do Instituto de História da Arte da NOVA Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

O projeto contou com a colaboração da família de Almada Negreiros, do Centro de Estudos e Documentação Almada Negreiros – Sarah Affonso (NOVA FCSH), do Instituto de História da Arte da NOVA FCSH, do Laboratório HERCULES, da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, da Fundação Calouste Gulbenkian, da RTP, do Arquivo Municipal de Lisboa e do Museu Nacional de Arte Antiga.

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INE confirma que atividade turística superou níveis de 2019 no ano passado

Segundo o INE, as unidades de alojamento turístico nacionais contabilizaram, no ano passado, 32,5 milhões de hóspedes e 85,1 milhões de dormidas, com aumentos também nos proveitos, “evidenciando a retoma da atividade do setor depois da crise gerada pela pandemia de COVID-19”.

A atividade turística superou, no ano passado, os níveis de 2019, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE), que identifica crescimentos de 12,5% e 10,3% no total de hóspedes e dormidas, respetivamente, totalizando 32,5 milhões de hóspedes e 85,1 milhões de dormidas.

Segundo os dados divulgados esta segunda-feira, 8 de julho, estes valores refletem “crescimentos médios anuais de 2,4% e 2,3%, pela mesma ordem, desde 2019, evidenciando a retoma da atividade do setor depois da crise gerada pela pandemia de COVID-19”.

Os dados do INE mostram que, no ano passado, “todas as regiões registaram acréscimos no número de dormidas”, mas o destaque foi para o Oeste e Vale do Tejo (+18,2%), Norte (+14,0%) e Grande Lisboa (+11,8%), que apresentaram as maiores variações, sendo menos expressivos no Algarve (+6,7%) e no Centro (+6,9%).

“Em comparação com 2019, o Algarve e a Península de Setúbal foram as exceções, ao ficarem, em termos de dormidas, ainda aquém dos níveis pré-pandemia (-1,5% e -0,9% respetivamente)”, acrescenta o INE.

Segundo o INE, no ano passado, houve “sinais de recuperação da crise no setor”, uma vez que se superaram “os valores recorde de 2019 nos principais indicadores”, com destaque para as chegadas de turistas não residentes em Portugal, que chegaram às 26,5
milhões, correspondendo a um acréscimo de 19,2% face a 2022 e de 7,7% comparativamente a 2019.

Por mercados, o espanhol manteve-se como principal mercado emissor de turistas internacionais para Portugal, com uma quota de 25,2% e depois de um crescimento de 16,7% face a 2022, seguindo-se o mercado do Reino Unido, que representou 12,6% do total e voltou a ser o segundo principal mercado emissor de turistas para território nacional, apresentando um aumento de 14,0%.

Já o mercado francês foi o terceiro principal emissor de turistas para Portugal, com uma quota de 12,4% do total e um crescimento de 11,0%, ainda que tenha descido uma posição face ao ano passado.

No que diz respeito a outros mercados, que no conjunto representaram 44,8% dos turistas não residentes que visitaram Portugal em 2023, o INE destaca os EUA, que cresceu 34,2% no ano passado, assim como o italiano, que apresentou ainda um aumento de 29,2%.

O INE realça que, em 2023, os mercados externos geraram 57,1 milhões de dormidas nas unidades de alojamento turístico nacionais, refletindo um crescimento anual de 14,9%, enquanto o mercado interno “gerou 1/3 das dormidas em 2023”, num total de 28,1 milhões, o que representa um crescimento de 2,1% face ao ano anterior.

“Face a 2019, as dormidas de não residentes ganharam expressão, ainda que de forma muito ligeira (+0,6 p.p.), e registaram um crescimento de 10,4%, acima da variação observada nas dormidas de residentes (+7,5%)”, lê-se no comunicado que acompanha os números.

No que diz respeito às dormidas, os mercados externos que mais se destacaram foram o  Reino Unido, que se “manteve como principal mercado emissor em 2023 (18,0% do total de dormidas de não residentes) e registou um crescimento de 10,2% das dormidas (+5,9% face a 2019)”, seguindo-se o mercado alemão (11,8% do total), que aumentou 12,4% (+5,9% face 2019), mantendo a segunda posição, enquanto Espanha manteve-se como terceiro mercado emissor (10,6% do total) e registou um acréscimo de 8,3% (+5,4% face a 2019).

“As dormidas de não residentes representaram 67,0% das dormidas na generalidade dos meios de alojamento em 2023, tendo este sido o ano, desde 2013, em que se observou uma maior dependência dos mercados internacionais, apenas superado pelo ano de 2017, em que estes mercados totalizaram 67,8% do total”, explica o INE.

O INE diz que o mercado britânico tem vindo a perder preponderância e sublinha que, “analisando o conjunto dos três principais mercados externos, em 2023, estes representaram 40,3% do total das dormidas de não residentes na generalidade dos meios de alojamento, o valor mais baixo desde 2013”, sendo que, se excluirmos os anos da pandemia, “desde 2016 que o peso dos três principais mercados tem vindo a diminuir”, registando-se mesmo um decréscimo de 7,5 p.p. face a 2013.

A Grande Lisboa foi a região nacional que apresentou menor dependência dos mercados tradicionais, enquanto o Algarve foi a região mais dependente do principal mercado externo, que representou 35,4% das dormidas de não residentes na região.

Os dados do INE mostram ainda que também a taxa de sazonalidade diminuiu no ano passado, chegando aos 36,9%, naquele que foi o valor mais baixo desde 2013, com destaque para os residentes (41,3%).

O Alentejo foi a região que registou maior taxa de sazonalidade (44,5%), seguido pela Península de Setúbal (42,5%), enquanto na Grande Lisboa e na RA Madeira se registaram os valores mais baixos deste indicador (29,9% e 30,2%, respetivamente).

Proveitos também subiram

O INE diz que, no ano passado, as dormidas cresceram em todas as categorias de alojamento turístico, que registaram um total de 30,0 milhões de hóspedes e 77,2 milhões de dormidas (+13,2% e +10,7%, respetivamente).

“Os parques de campismo receberam 2,1 milhões de campistas (+3,6%), correspondendo a 7,2 milhões de dormidas (+6,3%). Face a 2019, os hóspedes cresceram ligeiramente (+1,3%), mas as dormidas foram inferiores (-2,6%). As colónias de férias e pousadas da juventude receberam 347,5 mil hóspedes, (+12,3%), que totalizaram 781,4 mil dormidas (+9,2%)”, refere o INE.

O crescimento das dormidas ditou também um aumento dos proveitos, que somaram 6 015,3 milhões de euros nos proveitos totais, depois de um crescimento de 20,0%, e 4 622,6 milhões de euros nos proveitos de aposento, onde o aumento foi de 21,4%, com o INE a indicar que, desde 2019, estes indicadores apresentaram crescimentos anuais médios de 8,8% e 9,4%, respetivamente.

Já o RevPAR atingiu os 64,8 euros no ano passado, crescendo 15,4% face a 2022, enquanto o o rendimento médio por quarto ocupado chegou aos 113,0 euros, depois de aumentar 9,1%.

Os dados do INE mostram ainda que, segundo o índice de Herfindahl–Hirschman (IHH), que permite avaliar níveis de concentração com base nos proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico, no ano passado, houve “uma tendência de redução da concentração no setor”, o que levou a um aumento da concorrência, uma vez que este indicador atingido os 28,5 em 2023 (45,6 em 2013), “o valor mais baixo neste período”.

“Numa análise por segmento, em 2023, o IHH foi mais baixo no alojamento local (20,0), seguindo-se a hotelaria (37,0) e o turismo no espaço rural e de habitação (47,4)”, explica o INE, revelando que, em termos regionais, o IHH atingiu os valores mais elevados na Península de Setúbal (472,6), na RA Madeira (347,9) e na RA Açores (315,2), enquanto os valores mais reduzidos observaram-se no Norte (62,1), no Centro (76,3) e na Grande Lisboa (90,1).

O INE diz ainda que, a 31 de julho de 2023, estavam em atividade e com movimento de
hóspedes, 8 015 estabelecimentos turísticos nacionais, correspondendo a um aumento de 7,9% face a 2022 e a um aumento médio anual de 2,9% desde 2019.

Viagens dos residentes ao estrangeiro também subiram

Os dados divulgados pelo INE esta segunda-feira, 8 de julho, mostram ainda que também o número de viagens realizadas pelos residentes ao estrangeiro aumentou no ano passado, com 51,7% da população residente em Portugal a realizar, pelo menos, uma viagem turística, o que representou um acréscimo de 4,0 p.p. face a 2022 (mais 431,9
mil turistas), correspondendo a 5,3 milhões de indivíduos, número ainda 2,1% abaixo do total de 2019.

“As deslocações turísticas dos residentes atingiram os 23,7 milhões, refletindo uma variação anual de 4,6%, embora ainda aquém dos valores de 2019 (-3,2%). As viagens em território nacional aumentaram 2,4% (-4,3% face a 2019), atingindo 20,4 milhões (86,4% do total, 88,3% em 2022 e 87,3% em 2019). As deslocações para o estrangeiro ganharam representatividade (13,6%, +1,9 p.p. acima do valor de 2022, +1,0 p.p. face a 2019) ao alcançarem 3,2 milhões em 2023 (+21,5% face ao ano anterior, +4,1% em comparação com 2019)”, resume o comunicado divulgado pelo INE.

No ano passado, as viagens turísticas dos residentes geraram mais de 96,5 milhões de dormidas (+2,0% face a 2022, -2,7% face a 2019), tendo a maioria ocorrido em Portugal (77,1% do total, 78,4% em 2022 e 77,6% em 2019).

Já as dormidas em território nacional registaram um acréscimo de 0,3%, enquanto as ocorridas no estrangeiro aumentaram 8,0%, aproximando-se dos níveis de 2019 (-3,2% e -0,8%, respetivamente).

O alojamento em casa de familiares ou amigos manteve-se como o meio de alojamento mais utilizado nas dormidas dos residentes, concentrando 39,6 milhões de dormidas (41,0% do total, +1,5 p.p. do que no ano anterior e +2,4 p.p. face a 2019), sendo que esta modalidade prevaleceu nas deslocações em território nacional (44,9% das dormidas, +3,2 p.p. do que em 2022 e +3,3 p.p. em comparação com 2019).

No entanto, nas deslocações ao estrangeiro foram os “estabelecimentos hoteleiros e similares” que reuniram a preferência dos residentes (53,2% das dormidas, -1,1 p.p. do que em 2022, -0,5 p.p. do que em 2019).

Já a despesa média por turista em cada viagem teve um acréscimo de 4,3% face ao valor de 2022, fixando-se em 242,4 euros (+23,9% face a 2019), com destaque para as viagens em Portugal, em que os gastos foram de 164,3 euros por turista/viagem, +1,1 euros que em 2022 e +31,3 euros em comparação com 2019, enquanto nas deslocações para o estrangeiro, o gasto médio por turista/viagem decresceu 2,1% em 2023 (+17,5% do que em 2019), tendo atingido 736,6 euros.

 

Sobre o autorInês de Matos

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“As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas em relação ao que aí vem”

“Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, que se realiza em Lisboa, é o “kick-off” para mais 23 eventos que a BAE Ventures irá realizar em todo o mundo, focados no setor do turismo. Para Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures, estamos ainda no início, admitindo que “estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos”.

Há muito que a Inteligência Artificial (IA) entrou no léxico de todo o mundo e o setor do turismo não poderia ser indiferente a esta “nova realidade”. A BAE Ventures escolheu Lisboa com cidade anfitriã do primeiro evento – de um conjunto de 24 que se realizarão em todos o mundo – que irá discutir como a IA poderá intervir na hospitality e viagens, sendo certo que, segundo o que Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures, assinalou ao Publituris, “a capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado”. E considera que a rapidez e qualidade dos dados disponíveis poderão incluir “ajustes imediatos em preços, alocação de recursos, gestão de pessoal e atendimento ao cliente”, entre outros.

A BAE Ventures escolheu Lisboa para acolher nos próximos dias 9 e 10 de julho o encontro de lançamento do “Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, num projeto coorganizado, em Portugal, com o Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality. Este é um tema incontornável na e para as indústrias da ‘hospitality’ e viagens?
Sim, este é um tema incontornável no setor, pois a Inteligência Artificial (IA) tem o potencial de transformar profundamente a indústria da hospitality e das viagens. A IA melhora a experiência do cliente, aumenta a eficiência operacional e permite uma gestão mais precisa dos recursos.

A parceria com o Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality adiciona valor ao evento, combinando expertise académica e empresarial. Este instituto, conhecido pelo seu foco em excelência na educação e inovação, prepara líderes para o futuro do setor, assegurando que o evento será um ponto de encontro para a troca de conhecimentos, networking e de aprendizagem prática e estratégica.

Um facto incontornável é que a IA já está a revolucionar a indústria da hospitality e das viagens, abrindo novas oportunidades para a inovação e o crescimento, tornando este tema absolutamente essencial.

O que trará este evento a Portugal, sendo que se trata de um dos 24 eventos que a BAE Ventures organiza em 24 cidades de todo o mundo?
Acreditamos que este evento proporcionará uma plataforma robusta para a partilha de conhecimento e networking, ligando profissionais e líderes da indústria globalmente e trazendo benefícios significativos a Portugal. Os participantes terão acesso a masterclasses, estudos de casos concretos, apresentações práticas de IA em hospitality e turismo, palestras de especialistas e workshops interativos.

Ao escolher Lisboa, a BAE Ventures destaca a importância da colaboração internacional e promove a cidade como um ponto de encontro global para explorar a IA. Incentivará o envolvimento de gestores hoteleiros, “desenvolvedores” de tecnologia, investidores, académicos e responsáveis políticos, permitindo a partilha de estratégias e melhores práticas para a integração da IA no setor.

O evento criará oportunidades para startups e empresas apresentarem as suas inovações, atraindo investimentos e estabelecendo parcerias estratégicas. Facilitará também a criação de uma comunidade global de profissionais dedicados à IA no turismo, fortalecendo a posição de Portugal como líder em inovação no setor.

Ao acolher este evento, Portugal beneficiará da entrada de conhecimento e inovação, consolidando a sua reputação como um epicentro para a discussão e desenvolvimento de tecnologias avançadas na hospitality e viagens.

Poder transformador
O que poderá aportar, na realidade, a Inteligência Artificial (IA) ao universo da hospitality e também das viagens e que impacto transformador poderá ter nestes setores do turismo?
A IA tem o potencial de transformar profundamente o setor da hospitality e das viagens, trazendo benefícios tangíveis que vão desde a personalização da experiência do cliente até à otimização da eficiência operacional e à promoção de práticas sustentáveis. Esta transformação permite que as empresas melhorem a sua competitividade e criem experiências mais memoráveis e agradáveis para os seus clientes.

A IA permite analisar dados relativos à matriz de preferências dos clientes para oferecer experiências personalizadas, adaptando recomendações e serviços em tempo real, o que aumenta naturalmente a satisfação e a fidelização. Além disso, a automação de tarefas como reservas e check-in reduz erros e custos, permitindo que as equipas se concentrem em atividades de maior valor. A IA pode também ajudar a otimizar a gestão de stocks e a alocação de recursos, aumentando a eficiência operacional.

Outra vantagem significativa é a capacidade da IA de prever tendências de viagens e comportamentos dos clientes, permitindo o ajuste proativo das estratégias de marketing e vendas para se manter competitiva. Com insights detalhados sobre as preferências e padrões dos clientes, as empresas podem criar campanhas de marketing mais eficazes e direcionadas, melhorando a taxa de conversão e maximizando o retorno sobre o investimento. Esta talvez seja uma das áreas onde as alterações com a introdução da IA será mais rápida e contundente.

A IA pode prever picos de afluência e distribuir os turistas de forma mais equilibrada, ajudando a evitar a sobrecarga de destinos populares

Mas a IA também pode melhorar a segmentação de mercado e personalização de ofertas, ajudando as empresas a identificar nichos de mercado e a adaptar seus produtos e serviços para atender às necessidades específicas desses segmentos. Isso pode resultar num aumento das vendas e na fidelização do cliente. A gestão de recursos também é otimizada, com a IA a aumentar a eficiência energética e a alocação de recursos humanos, reduzindo custos operacionais e apoiando práticas sustentáveis. Para além de poder ajudar a otimizar a dinâmica de preço, ajustando-os em tempo real com base na procura, concorrência e outros fatores.

A IA está, sem dúvida, a revolucionar o setor da hospitality e das viagens, proporcionando múltiplos benefícios que vão da eficiência operacional às estratégias de marketing e vendas.

Que exemplos pode dar de tecnologias de IA que estão a transformar as experiências na hospitality e viagens?
Alguns exemplos incluem, chatbots e Assistentes Virtuais, que proporcionam atendimento 24/7, ajudando com reservas e alterações de itinerários. Os Sistemas de Recomendação, os quais personalizam ofertas com base nas preferências dos clientes, analisado o histórico de navegação e de preferências dos utilizadores.

A Análise Preditiva, que revê procura e ocupação, ajusta preços e gere o inventário eficientemente. Isto permite antecipar a procura, ajustar as tarifas e otimizar a gestão de inventário. A Automação e Robótica, as quais automatizam tarefas administrativas, check-in e gestão de bagagens, reduzindo a carga de trabalho dos colaboradores.

O Reconhecimento Facial, que simplifica o check-in em hotéis e aeroportos. Esta tecnologia de reconhecimento facial pode reduzir o tempo de check-in para menos de um minuto. Também os Sensores “Internet of Things” (IoT), que otimizam energia e conforto, ajustando automaticamente a iluminação e a climatização com base na ocupação dos quartos e preferências dos hóspedes. A Realidade Aumentada (AR) e Virtual (VR), com as quais são criadas experiências imersivas e pré-visualizações de destinos. A AR pode fornecer informações adicionais sobre pontos turísticos, enquanto a VR permite que os clientes explorem virtualmente quartos de hotel antes de fazer uma reserva.

E ainda a Tradução Automática, constituída por ferramentas que facilitam a comunicação entre hóspedes e funcionários de diferentes idiomas, melhorando a acessibilidade dos serviços. E a Monitorização de Sentimentos, conceito que analisa feedback para melhorias. Ou seja, sistemas de IA captam o sentimento dos comentários em plataformas online, fornecendo insights às empresas que lhes permitem ajustar os seus serviços conforme necessário.

Mas é também muito importante destacar que estamos ainda no início da viagem da IA. As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas, em relação ao que aí vem.

Gerir fluxos
Muito se tem falado na gestão de fluxos turísticos, de forma a contrariar a tendência de turismo massivo nalguns destinos. Essa poderá ser uma das aplicações da IA?
Sim, a IA pode desempenhar um papel crucial na gestão de fluxos turísticos. Através da análise de dados em tempo real, a IA pode prever picos de afluência e distribuir os turistas de forma mais equilibrada, ajudando a evitar a sobrecarga de destinos populares.

Esta capacidade é fundamental para criar uma experiência turística mais sustentável e agradável, tanto para os visitantes quanto para os residentes locais. Um exemplo inovador desta aplicação é o trabalho desenvolvido pela Fundacion Metropoli, um importante parceiro da BAE Ventures, que tem sido pioneira na criação de cidades inteligentes e sustentáveis ao longo dos últimos 25 anos. Os seus projetos visam a utilização de tecnologias avançadas de IA e IoT para gerir de forma eficiente os fluxos turísticos, integrando diferentes modos de transporte, monitorizando o uso de recursos e melhorando a experiência dos visitantes.

Utilizando dados de smartphones, câmaras de vigilância e sensores IoT, a IA pode analisar a densidade de turistas em tempo real e sugerir redistribuições para áreas menos congestionadas. Isto pode incluir o redireccionamento automático de turistas para atrações menos conhecidas ou horários de visita alternativos, evitando picos de afluência. A IA pode também criar rotas turísticas personalizadas que distribuem a pressão turística de forma mais equilibrada, recomendando destinos menos frequentados, mas igualmente interessantes. E relembro que em muitos destinos muitas destas soluções já estão implementadas.

Com a análise preditiva, as autoridades turísticas podem lançar campanhas de marketing direcionadas para promover destinos alternativos em épocas específicas, equilibrando a distribuição dos turistas ao longo do ano e reduzindo a sazonalidade

Analisando dados históricos e comportamentais, a IA pode prever padrões de visita e ajustar proactivamente os serviços e infraestruturas necessárias, como a gestão de transportes públicos e a alocação eficiente de recursos de segurança. Sensores ambientais e IA podem monitorizar o impacto do turismo em áreas sensíveis, ajustando as permissões de acesso e sugerindo medidas para mitigar o impacto ecológico, especialmente em zonas naturais e parques. Com a análise preditiva, as autoridades turísticas podem lançar campanhas de marketing direcionadas para promover destinos alternativos em épocas específicas, equilibrando a distribuição dos turistas ao longo do ano e reduzindo a sazonalidade.

O projeto da “Superciudad de Madrid” da Fundacion Metropoli exemplifica como a IA pode ser integrada numa abordagem holística para a gestão urbana e turística. A fundação tem utilizado estas tecnologias e inovações para transformar Madrid numa cidade modelo em termos de inovação e sustentabilidade.

Em suma, a aplicação da IA na estão de fluxos turísticos não só ajuda a evitar a superlotação e a preservar a qualidade de vida dos residentes, como também enriquece a experiência dos visitantes, promovendo um turismo mais equilibrado.

Trata-se, efetiva e somente de melhorar a eficiência operacional ou a IA poderá ir mais além?
A IA vai muito além de simplesmente melhorar a eficiência operacional no setor da hospitality e das viagens. Além de otimizar processos e reduzir custos, a IA transforma profundamente a experiência do cliente, as estratégias de marketing e vendas, e promove práticas sustentáveis.

A IA proporciona uma transformação abrangente e inovadora no setor, ao criar oportunidades de crescimento e personalização. Ela permite a criação de campanhas de marketing altamente direcionadas, melhorando a lealdade dos clientes e maximizando o retorno sobre o investimento. No campo das vendas, facilita a segmentação de mercado e a adaptação de ofertas, resultando num aumento significativo nas vendas. Ao promover práticas sustentáveis que beneficiam tanto as cidades quanto o meio ambiente, a IA otimiza recursos e equilibra o turismo, contribuindo para a preservação dos destinos turísticos e a sustentabilidade global. Dessa forma, a IA está a moldar um futuro mais inteligente, sustentável e rentável para o setor da hospitality e das viagens.

Foto: Depositphotos.com

Quais as tarefas específicas que estão a ser automatizadas pela IA e que impacto poderão ter na força de trabalho/recursos humanos?
Tarefas como reservas, atendimento ao cliente, gestão de inventário, limpeza e manutenção, estão a ser automatizadas pela IA. Isto pode libertar os colaboradores para se concentrarem em tarefas que requerem um toque humano, como o atendimento personalizado e a resolução de problemas complexos. No entanto, também implica a necessidade de requalificação dos colaboradores para que possam desempenhar novas funções que surgem com a automação.

Como é que a IA está a ajudar na análise de dados para prever tendências de viagem e comportamento dos clientes?
A IA utiliza algoritmos de Machine Learning (ML) para analisar grandes volumes de dados históricos e em tempo real, identificando padrões e tendências. Isto permite prever comportamentos futuros, ajustar ofertas em tempo real e criar estratégias mais eficazes de marketing e vendas. A capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado.

A capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado

“Agora” e “Já”
Poder-se-á dizer que a IA veio reforçar a gestão em real-time. Ou seja, através da IA poder-se-ão tomar decisões no momento que de outra forma seriam impossíveis tomar?
Absolutamente. A IA permite a análise e interpretação de dados em tempo real, o que é crucial para tomar decisões rápidas e informadas. Ou seja, não é apenas o tema do tempo real, mas a qualidade das decisões em tempo real. Isto pode incluir ajustes imediatos em preços, alocação de recursos, gestão de pessoal e atendimento ao cliente. A capacidade de agir de forma proativa, em vez de reativa, oferece uma vantagem competitiva significativa.

Com a IA veio, igualmente, uma maior preocupação com segurança e privacidade associadas ao uso de IA no setor de hospitality e viagens? Como é que as empresas podem ou estão a garantir que os dados dos clientes estão protegidos ao utilizar tecnologias de IA?
A segurança e privacidade dos dados são preocupações cruciais. As empresas estão a implementar diversas medidas para garantir a proteção dos dados dos clientes. A criptografia é usada para proteger dados sensíveis durante a transmissão e armazenamento, garantindo que apenas os destinatários autorizados possam aceder à informação. A “anonimização” remove informações identificáveis dos dados dos clientes, protegendo a sua privacidade. Para além da implementação de controlos de acesso rigorosos para assegurar que apenas o pessoal autorizado pode aceder aos dados.

As empresas também seguem regulamentações como o RGPD para garantir que os dados são tratados de forma ética e segura, cumprindo todas as normas legais e garantindo a confiança dos clientes.

De que maneira a IA pode contribuir para práticas mais sustentáveis no setor da hospitality e viagens?
A IA pode ajudar a implementar práticas mais sustentáveis ao otimizar o consumo de energia, monitorizando e gerindo eficientemente o uso de energia em hotéis e outros estabelecimentos. Permite também uma previsão precisa da procura, evitando o desperdício de alimentos e de outros recursos.

A IA também melhora a alocação de recursos como a água e os produtos de limpeza, assegurando uma gestão eficiente. Por fim, pode ser utilizada para promover destinos sustentáveis, incentivando rotas e locais que contribuem para a preservação ambiental, ajudando a equilibrar o impacto do turismo no meio ambiente.

Não é apenas o tema do tempo real, mas a qualidade das decisões em tempo real

Promessas e desafios
Quais as inovações mais promissoras que a IA poderá trazer no futuro para o turismo?
É uma pergunta muito difícil. Como já referi, estamos no início da viagem. No futuro, a IA promete trazer inovações ainda mais avançadas e transformadoras para os setores de hospitality e viagens e uma das inovações mais promissoras é a criação de experiências hiperpersonalizadas através da análise preditiva de dados. Utilizando algoritmos sofisticados de Machine Learning, os hotéis poderão prever as necessidades e preferências dos hóspedes antes mesmo da sua chegada, oferecendo serviços e produtos altamente customizados, como programas de bem-estar, experiências gastronómicas e até mesmo atividades baseadas no perfil psicológico do hóspede.

Outra inovação revolucionária será a implementação de robôs e assistentes de IA com capacidades avançadas de interação e tomada de decisões em tempo real. Esses robôs poderão realizar tarefas complexas e até o atendimento a pedidos específicos de maneira eficiente e humana. Além disso, a IA permitirá a criação de ambientes totalmente integrados e inteligentes, onde a automação será levada a um novo nível, ajustando não apenas a temperatura e a iluminação, mas criando atmosferas personalizadas através de música, aromas e decoração baseada no estado de espírito do hóspede.

No setor de viagens, a IA poderá transformar radicalmente a forma como planeamos e vivenciamos as viagens. Uma inovação futura será o desenvolvimento de sistemas de IA que atuam como companheiros de viagem virtuais, capazes de oferecer suporte contínuo e adaptativo durante toda a jornada. Esses sistemas poderão antecipar imprevistos, replanear itinerários em tempo real e proporcionar uma experiência de viagem fluida e sem interrupções.

Imagine um assistente virtual que não só reserva um restaurante, mas também coordena transporte, monitoriza o trânsito, ajusta as reservas de acordo com possíveis atrasos e até sugere alternativas em caso de mudanças inesperadas no clima.

Penso que a IA avançará também na criação de experiências de Realidade Aumentada e virtual para enriquecer a viagem. Antes mesmo de sair de casa, os viajantes poderão explorar destinos, hotéis e atrações em detalhe através de tours virtuais hiper-realistas, facilitando decisões informadas aumentando a expectativa e o planeamento das férias.

Durante a viagem, dispositivos de realidade aumentada poderão fornecer informações contextuais em tempo real, traduzir sinais e conversas, e até oferecer narrativas históricas ou culturais instantâneas sobre os locais visitados, tornando cada experiência mais imersiva e educativa.

Estas inovações destacam o potencial da IA não apenas para melhorar, mas para reinventar os setores de hospitality e viagens, criando experiências mais interligadas, personalizadas e intuitivas para os usuários.

Uma outra ponte muito interessante e que certamente surgirá é a ligação da IA à neurociência que permitirá abrir novas avenidas. Os últimos tempos testemunharam uma onda de inovações revolucionárias em IA por parte de gigantes tecnológicas como Google, Microsoft e Apple, que prometem transformar profundamente também os setores da hospitality e viagens. Estas inovações não só destacam o potencial da IA para criar oportunidades, mas também ilustram como as tecnologias de ponta podem ser aplicadas para resolver desafios complexos e melhorar a experiência do cliente.

Acredito que estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos.

Estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos

Nesse sentido, quais são os maiores desafios a enfrentar pela implementação de IA na indústria da hospitality e viagens?
Os maiores desafios na implementação da IA incluem diversos aspetos críticos. Primeiro, o custo de implementação é um obstáculo significativo, especialmente para PME que podem achar dispendioso investir em tecnologias avançadas de IA. Além disso, garantir que os novos sistemas de IA se integrem perfeitamente com as infraestruturas existentes é um desafio técnico que exige recursos e expertise especializados.

Outro desafio importante é a qualificação dos profissionais. É necessário formar e requalificar os colaboradores para que possam trabalhar eficazmente com as novas tecnologias, o que pode exigir tempo e investimento adicional. As preocupações com a privacidade também são cruciais, pois é necessário garantir a conformidade com as regulamentações de privacidade e segurança dos dados para proteger as informações dos clientes.

Mas na minha opinião o mais importante é o desafio da adaptação cultural. Superar a resistência à mudança tanto por parte dos colaboradores como dos clientes é essencial para uma implementação bem-sucedida da IA. É uma missão de toda a equipa, mas tem de ter uma enorme motivação do top management das empresas. É sempre difícil porque não é um processo linear. Sabemos onde começamos, mas não sabemos onde vamos terminar e nessa medida é um processo, uma viagem que precisa de ser acompanhada com muita humildade, com uma abertura total de que estamos todos a aprender e a definir o futuro todos os dias. Estou convencido que esta característica de abertura a novas realidades, sem ideias pré-concebidas e uma postura entusiástica sobre a evolução da nossa sociedade, tal como a vemos e vivemos hoje é fundamental para encarar todas estas alterações.

E é também fundamental reconhecer que não existe uma única forma de adaptação. Há vários caminhos e realidades, e cada organização precisa identificar e seguir o caminho mais adequado para sua realidade específica. As organizações não são todas iguais e, portanto, cada uma delas fará um percurso diferente na implementação da IA.

É crucial que as empresas avaliem cuidadosamente as suas necessidades, recursos e cultura organizacional para escolher a abordagem que melhor se alinha com suas metas e capacidades. Essa flexibilidade na abordagem permite que cada organização encontre a melhor maneira de integrar a IA, maximizando os benefícios e minimizando os desafios.

E como estão estes setores a reagir à implementação da IA em Portugal?
A verdade é que muitas empresas já têm algumas ferramentas de IA implementadas e em alguns casos até desconhecem que usam a tecnologia. Mas para responder assim muito objetivamente creio que a adesão ao evento que estamos a organizar demonstra isso mesmo.

Eventos como o “Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel” exemplificam esta tendência, proporcionando plataformas para a partilha de conhecimento e a promoção de boas práticas. A resposta tem sido muito positiva, com um crescente reconhecimento do valor que a IA pode trazer para a competitividade e sustentabilidade do setor.

Temos cerca de 900 pessoas registadas num evento lançado há apenas um mês, o que demonstra o elevado interesse e a necessidade de informação sobre este tema. Muitas pessoas sentem um overload de informação sobre IA, precisando de ajuda para triar e qualificar a informação relevante.

Há também uma preocupação significativa sobre a segurança das funções na era da IA, com dúvidas sobre a continuidade das suas funções e sobre as ferramentas necessárias para se adaptarem à nova realidade. Para além do sentimento comum a muitos profissionais do sector de que as suas empresas estão atrasadas na implementação de IA e necessitam de explorar caminhos sobre como avançar.

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CEO da Iberia mostra interesse na TAP e espera aprovação da compra da Air Europa

O CEO da Iberia, Luis Gallego, está confiante de que Bruxelas vai aprovar a compra da Air Europa pelo grupo IAG e não descarta o interesse na TAP pelas oportunidades de crescimento em África e no Brasil.

O CEO da Iberia, Luis Gallego, está confiante de que a Comissão Europeia vai aprovar a compra da Air Europa pelo grupo IAG, depois de Bruxelas ter dado luz verde à aquisição da ITA Airways pela Lufthansa, e mostra-se também interessado na TAP, não descartando uma possível oferta pela companhia aérea de bandeira portuguesa.

De acordo com o Hosteltur, Luis Gallego, manifestou a sua satisfação com a aprovação pela Comissão Europeia, ainda que com condições, da aquisição pela Lufthansa de 41% da ITA Airways.

O responsável diz esperar que a luz verde de Bruxelas ao negócio entre a Lufthansa e a ITA Airways seja um “sinal” de que também a compra da Air Europa pelo grupo IAG poderá avançar, uma vez que tem seguido o mesmo caminho e praticamente em simultâneo.

Luis Gallego considera que a aprovação mostra que a Comissão Europeia consegue ver o “valor da consolidação, para ter um setor aéreo mais forte na Europa” e admitiu que o grupo que detém a Iberia tem interesse em expandir-se para a América Latina, o que poderá levar à aquisição de uma companhia aérea sul-americana para aumentar a oferta de voos entre a América Latina e a Europa.

Nesse sentido, o CEO da Iberia não descartou que o grupo IAG possa avançar com uma proposta para aquisição de uma participação na TAP, até porque, explicou, o grupo “tem sempre outras opções no radar”, caso o acordo sobre a Air Europa seja bloqueado em Bruxelas.

O HostelTur recorda que esta não é a primeira vez que o CEO da Iberia demonstra interesse na TAP, o que é justificado pela oportunidades de crescimento no Brasil e África que a transportadora portuguesa oferece, ainda que este negócio esteja sujeito ao que poderá acontecer com a Air Europa.

 

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Madeira e TAP assinalam 60.º aniversário dos voos entre Lisboa e a região

Além do aniversário da abertura dos voos da TAP entre Lisboa e a Madeira, a região está também a comemorar os 60 anos da inauguração do Aeroporto da Madeira.

A Associação de Promoção da Madeira (AP-Madeira) e a TAP estão a assinalar esta segunda-feira, 8 de julho, o 60.º aniversário da abertura dos voos entre Lisboa e a região, efeméride que está a ser assinalada com um celebração no Aeroporto de Lisboa e ofertas especiais para os passageiros a bordo.

“A companhia portuguesa fez a primeira ligação para o Aeroporto de Santa Catarina naquele ano de 1964, utilizando um avião “Lockheed L- 1049G Super Constellation” (operado pela TAP, de 1955 a 1967), pilotado pelo Comandante Pereira, que inauguraria a pista madeirense (na altura com 1.600 metro de comprimento), ao aterrar pelas 11h24”, recorda a AP-Madeira.

Além dos 60 anos da abertura dos voos entre Lisboa e a Madeira, a região está também a comemorar os 60 anos da inauguração do Aeroporto da Madeira, que foi construído na zona de Santa Catarina, em Santa Cruz, após estudos técnicos sobre a sua localização.

O aniversário foi assinalado com uma cerimónia invocativa no Aeroporto de Lisboa, que contou com uma área decorada para o efeito na zona das partidas da infraestrutura aeroportuária, onde houve bolo e bebidas para os passageiros, que receberam ainda algumas ofertas alusivas à ocasião.

O voos de regresso a Lisboa também assinalou o aniversário dos 60 anos desde a abertura dos voos da TAP para a Madeira, tendo os passageiros sido igualmente presenteados com algumas ofertas alusivas à celebração.

“A construção desta infraestrutura foi essencial para o desenvolvimento da Região, já que abriu a Madeira ao mundo e permitiu que o mundo tivesse uma outra porta de entrada à ilha, até então limitada ao Porto do Funchal”, recorda Eduardo Jesus,  secretário Regional de Economia, Turismo e Cultura e presidente da AP-Madeira.

Segundo o responsável, a “TAP desempenhou um papel preponderante nas ligações a Portugal continental e a outras paragens na Europa e no Mundo, sendo que, atualmente, continua a ser um importante parceiro da Região no que respeita a conectividade aérea”.

“Celebrar o 60.º aniversário do primeiro voo entre Lisboa e Funchal é celebrar uma relação entre a Região e a TAP, que tem sido fundamental e que se pretende continuamente reforçada”, conclui Eduardo Jesus.

 

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Pedro Machado homenageia “os verdadeiros músculos” da atividade turística

Nos Publituris Portugal Travel Awards 2024, que decorreu no Porto, o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, fez uma homenagem àqueles que são “os verdadeiros músculos” da atividade turística, dirigindo-se aos méritos reconhecidos no evento.

O secretário de Estado de Turismo deixou “uma palavra de confiança ao mérito reconhecido hoje pelo Publituris, aqueles que são verdadeiramente o músculo da nossa atividade turística”, pois o turismo “é feito das empresas e pelas empresas, na criação de emprego e riqueza, na gestão daqueles e aquelas que contribuem todos os dias para alcançarmos este sucesso, daqueles que fazem parte desta família extraordinária que é o turismo”.

Numa breve intervenção, no Porto, na cerimónia que marcou a entrega dos Publituris Portugal Travel Awards 2024, e que contou com cerca de 500 convidados, esta quinta-feira, Pedro Machado realçou que “numa estrutura de governo que tem três meses, num programa de governo que tem na economia, segundo o Primeiro-Ministro, o cerne da construção e da alavanca do crescimento deste país, que permita não só desenvolver, mas crescer, e ter mais justiça social, o nosso turismo, modéstia à parte, está muito bem posicionado”, para acentuar que “nós estamos a transformar Portugal e a dar um contributo inestimável para transformar o mundo”.

Para este desígnio nacional, não apenas no que respeita aos números relevantes, “só é possível se, às nossas empresas e aos nossos empresários, o poder público e político ajudar a  desenvolver bem a vossa tarefa”, disse o governante, defendendo que “esta constelação entre a política pública, regional e local tem que estar correlacionada para o mérito aqui hoje celebrado”, ou seja, das empresas e dos empresários, deixando “uma mensagem de confiança nesta indústria extraordinária que hoje o país tem, que nos posiciona e nos reposiciona cada vez mais”.

Pedro Machado recordou as 60 medidas para a economia que tinham sido apresentadas horas antes pelo Governo, “das quais, uma percentagem muito significativa diz respeito ao turismo”.

Realçou ainda, na sua intervenção, o papel dos municípios e da administração local, uma vez que são “um parceiro estratégico na gestão, e sobretudo na salvaguarda dos recursos para esta indústria, e muito em particular, para que Portugal, que já é, continue a ser cada vez mais aquilo que representamos no todo internacional”, e avançou que também com as entidades regionais e as agências regionais de promoção, “que estão no centro da discussão de um tempo novo que queremos trazer para a atividade turística, quer do ponto de vista da sua capacitação, da relevância e da sua ação, este conjunto somado de organismos públicos e privados e os agentes do setor são, para mim, um desígnio”, concluiu.

 

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“Acelerar a Economia” é ”muito positivo” para o Turismo, considera CTP

O pacote de medidas de apoio às empresas denominado “Acelerar a Economia”, anunciado pelo Governo, é, na opinião da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), “muito positivo para o Turismo”.

Publituris

Depois de aprovado em Conselho de Ministros e anunciado pelo próprio primeiro-ministro, Luís Montenegro, juntamente com o ministro da Economia, Pedro Reis, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) considera Programa “Acelerar a Economia” como “muito positivo”, embora refira que ainda falta “a devida programação e calendarização das medidas”. Mas a CTP diz-se “confiante” que esta iniciativa vai ser importante para as empresas do Turismo e que o Governo irá encontrar a melhor forma de viabilizar as medidas que constam no Programa “Acelerar a Economia”.

Francisco Calheiros, presidente da CTP destaca especificamente o facto de existir um pacote de medidas que considera “estrategicamente” o Turismo, “projetando-o e tendo por base a sua importância fundamental para a economia portuguesa”.

Francisco Calheiros considera que “já tardava vermos aprovadas várias medidas que a CTP tem vindo a solicitar há muito tempo e que tão necessárias são para o crescimento da atividade e das suas empresas e para a sustentabilidade económica e ambiental”.

Entre as medidas anunciadas, a CTP congratula-se, nomeadamente, com a decisão de avançar com medidas já antes propostas pela Confederação como a descida progressiva do IRC; a revisão do SIFIDE II; a revisão do “goodwill”; a revisão da definição de small Midcap e Midcap; o lançamento de uma nova estratégia para o Turismo; o reforço da digitalização no Turismo; assim como um plano de sustentabilidade ambiental e climática para o Turismo, a reestruturação do modelo de formação em Turismo ou o programa de integração de migrantes no Turismo.

“O Governo ouviu, pois, muitas das propostas que a CTP tem vindo a fazer ao longo dos últimos anos, considerando-as no pacote de medidas e apoio às empresas aprovado em Conselho de Ministros, o que para a CTP é algo muito positivop, mas, frisa o Presidente da CTP, “agora, tal como se tem passado com o novo aeroporto, para além do anúncio das medidas falta a sua concretização”.

Assim e ainda que aplaudindo o programa de apoio às empresas anunciado, para a CTP faltam aprovar, porém, outras medidas, como o apoio à fusão e consolidação de empresas com vista a ganharem escala internacional ou um “simplex” administrativo, fiscal e laboral para o Turismo.

“Estas serão propostas que vamos ainda apresentar e negociar com o Governo”, conclui Francisco Calheiros.

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Governo quer “acelerar economia” com quase duas dezenas de medidas para o turismo

Dá pelo nome “Programa Acelerar a Economia” e contém 60 medidas, que têm diferentes prazos de execução e implementação no horizonte temporal da legislatura em curso. O Publituris identificou 18 medidas diretamente relacionadas com o turismo, embora existam mais que, indiretamente, terão, também elas, impacto no turismo.

Victor Jorge

O Governo apresentou, no último Conselho de Ministros, realizado em Oliveira de Azeméis, o programa Acelerar a Economia – Crescimento, Competitividade, Internacionalização, Inovação e Sustentabilidade, com 60 medidas fiscais e económicas destinadas a responder a 20 desafios para acelerar o crescimento da economia. O Turismo está contemplado em quase 1/3 das medidas apresentadas, com o Publituris a identificar 18 medidas concretas a aplicar ou aplicadas ao setor do turismo, existindo ainda mais algumas, concretamente, no que diz respeito a questões de rodem fiscal que também elas irão impactar as empresas com atividade no turismo em Portugal.

Ao fim de três meses de governação, nos quais o Ministro da Economia e os Secretários de Estado do Turismo, da Economia e do Mar ouviram diversas entidades públicas e privadas, participaram em eventos, visitaram empresas, instituições e reuniram com as mais diversas organizações e individualidades, com o programa a resultar da articulação fluída e produtiva com os diversos ministérios. O Governo liderado por Luís Montenegro refere que “as medidas serão revistas, ajustadas e aumentadas, se necessário, em função da evolução da economia nacional e do contexto geopolítico global”.

Na apresentação deste programa, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, referiu que o objetivo é “facilitar a vida das empresas para que elas possam criar mais riqueza e, por via disso, pagar melhores salários», sendo que estas 60 medidas foram aprovadas para “acelerar o crescimento económico como pressuposto para termos um País mais próspero e, por via dessa prosperidade, mais justo”, disse ainda o líder do Governo.

Sublinhando trata-se de “decisões concretas, que se implementam e executam no ato imediato à realização deste Conselho de Ministros», Luís Montenegro diz “confiar nas pessoas que arriscam algum do seu capital, nos empresários, e nas que são o ativo capaz de produzir mais, melhor, de dar competitividade e produtividade, que são os trabalhadores”.

Ora para o turismo, em concreto, existem diversas medidas que visam diretamente o setor, sendo que existem outras que, indiretamente, poderão trazer mais competitividade a uma das indústrias com mais peso no PIB nacional.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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