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Transportes

“O nosso foco não é só vender Angola, é vender o mundo”

O dia 8 de setembro marca o 85.º aniversário da TAAG Linhas Aéreas de Angola. O jornal PUBLITURIS falou com Lisa McNally, Chief Commercial Officer (CCO) da companhia, para revelar um pouco do que é esta “nova” TAAG e o que esperar em termos de serviços, frota, rotas, clientes e, claro, relação com o mercado português.

Victor Jorge

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“O nosso foco não é só vender Angola, é vender o mundo”

O dia 8 de setembro marca o 85.º aniversário da TAAG Linhas Aéreas de Angola. O jornal PUBLITURIS falou com Lisa McNally, Chief Commercial Officer (CCO) da companhia, para revelar um pouco do que é esta “nova” TAAG e o que esperar em termos de serviços, frota, rotas, clientes e, claro, relação com o mercado português.

Victor Jorge
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Há menos de dois anos à frente dos destinos da TAAG Linhas Aéreas de Angola, a nova administração da companhia de bandeira angolana está em processo de reestruturação e de renovação da marca. Lisa McNally, Chief Commercial Officer (CCO) da TAAG, falou com o PUBLITURIS e frisou que na calha estão novas rotas, um reforço da frota, mas também uma panóplia de serviços. Fundamentalmente, é “conectar África com o mundo e o mundo com África”.

Em fevereiro deste ano, a TAAG Linhas Aéreas de Angola apresentou uma nova estratégia. Seis meses depois, o que nos pode avançar no que diz respeito à concretização desta estratégia?
Fundamentalmente, queremos que a TAAG seja vista como uma versão mais moderna, mais customer centric, mais centrada no cliente, uma versão muito melhorada em termos da maneira como tratamos o cliente. O nosso foco está muito mais centrado no cliente.

Com a chegada da nova administração e sendo uma companhia aérea do Governo, o primeiro ano foi de apertar o cinto, focar no crescimento, rotas, implementar novas maneiras de fazer as coisas e, como costumo dizer “stop the blending”.

Em vez de falarmos de uma “nova marca”, será mais correto falar de uma “nova empresa”?
O novo board veio fazer uma reestruturação. Para além de gerir o dia a dia, todos nós fizemos uma reestruturação. Trouxemos pessoas novas, equipas novas com experiência de aviação sólida a nível internacional, não porque não existam pessoas que poderiam fazê-lo em Angola, mas porque todos temos experiência em reestruturações, experiências internacionais e isto faz acelerar a mudança.

Essa reestruturação tinha como pilar central o foco no cliente, aumentar a rede, a network, criar novas oportunidades de gerar receita.

Em qualquer reestruturação há pilares muito importantes a seguir. Um deles foi e é a redução de custos, forte, dura e agressiva. Volto à expressão stop the bleeding. O segundo pilar era fazer crescer a receita, analisarmos e concretizarmos imediatamente a otimização da frota, novas rotas, duplicar, triplicar ou quadruplicar as frequências nos mercados e que tinham margens melhores para realmente fazer crescer a receita e ter margem. Não quer dizer que todas as rotas façam dinheiro desde o dia um, mas desde que haja um plano estratégico, a margem cresce a médio e longo prazo.

Além disso, um fator muito importante são as pessoas. Sem elas, sem os nossos colaboradores não nos podemos focar no cliente.

Portanto, primeiro organizar a casa?
Exatamente. Sem a casa devidamente organizada não podemos seguir em frente com sucesso. Estancar o que devia ser estancado, investir em tecnologia. Por exemplo, temos um novo website que levou um ano a desenvolver, desenhar, alinhar e implementar. Agora vem uma série de 10, 15 ou 20 updates durante os próximos 12 meses para melhorar o que temos.

Uma “nova” TAAG
E como é que essa reestruturação foi percecionada por parte de quem trabalhava na TAAG, lá está, pelas pessoas?
Tenho 30 anos de indústria da aviação e trabalhei sempre em negócios que precisavam de ser reestruturados. Está provado que 70% das reestruturações falham porque existe falta de alinhamento top down. Muitas falham por pressões, normalmente do staff ou do público e no nosso caso não foi diferente. Temos muita pressão interna, porque as pessoas estão cansadas, saturadas e dizem “não posso mais” e tendem a atribuir culpas aos outros.

Toda a administração quando chegou a máxima era a de não tocar no customer service, não tocarmos nem para bem nem para o mal. O que pedi foi confiança, poderiam não entender, mas teriam de confiar. Na altura até passei bastante material de leitura para as equipas e disse: confiem. Porque na altura, se tocássemos no cliente, quando não tínhamos nada de concreto para mostrar e oferecer, seria como abrir uma caixa de pandora, iria ser um caos autêntico. Portanto, em certas alturas de transformação, de restruturação, não se pode tocar em certos temas até ter algo para vender, para melhorar, porque senão é outro bleeding. E isso é muito desmotivante e não cria confiança.

Portanto, focamo-nos muito no nosso staff, muito mais comunicação interna, breakfast meetings com todo o board, reuniões one-to-one, todos os administradores, todo o staff. Fizemos caminhadas de motivação pela marginal, estamos a criar a Academia TAAG, com cursos online e face-to-face na área comercial e outras áreas. Pegamos num tópico e falamos dele durante uma hora e meia. É um compromisso enorme.

É fazer com que as pessoas que trabalham na TAAG sintam a TAAG?
Exatamente, que sintam a TAAG, sintam que fazem parte da TAAG, que fazem parte de uma equipa, de uma companhia. Fundamental que se sintam ouvidos.

Iniciámos uma diretoria, um projeto que começou pequeno e se tornou grande e é muito entusiasmante e pelo qual tenho uma paixão enorme: o Customer Journey.

Havia um foco muito grande no “eu” e não no cliente, um foco no meu bem-estar e naquilo que eu quero, em vez de haver a preocupação de pensar no que preciso para que o meu cliente volte, o querer que o cliente esteja bem e colocar antes das minhas próprias necessidades as necessidades do cliente, porque é ele que paga, é ele que viaja connosco.

Não podemos esquecer-nos que temos concorrência. Então criámos sessões de engagement. Começámos com 400 pessoas, já temos 800 pessoas e até ao fim do ano queremos fazer para toda a “população” TAAG, em que teremos o que chamo de “Engagement Section”, divididas em seis seções e cada uma trata de um tópico diferente. Começamos por falar do cliente, da journey, estudar cada touch point desde o momento em que começamos a inspirar o cliente até ao momento da compra, viagem para o aeroporto, a fase do check-in, a fase do voo, a procura por informação.

Quantos funcionários tem a TAAG atualmente?
Temos cerca de 2.500 colaboradores.

O nosso foco está muito mais centrado no cliente

“Novos” públicos, rotas e serviços
Mas voltando outra vez a fevereiro e à campanha “Angola Querida”, havia também o objetivo de atingir novos públicos.
Sim.

Que novos públicos eram, são e serão?

Tínhamos uma visão de frota e de network, que era muito focado em ponto a ponto. Já no passado se tinha aberto rotas, mas não é só abrir novas rotas, há que criar uma cultura de venda de novas rotas. Há que criar uma cultura de conectividade, de vendas, uma cultura de empatia interna e de confiança na marca, já que posso criar uma série de destinos, mas se não os publicar, se não criar a confiança no meu produto, se não partilhar uma estratégia de posicionamento da marca, de marketing, se não vender internamente às equipas, tanto nacional como internacional, será difícil atingir novos públicos.

O nosso foco não é só vender Angola, é vender o mundo e para isso, primeiro as equipas têm de acreditar.

Em relação a rotas também apontaram rotas como a África do Sul, Brasil, Namíbia, Moçambique, entre outras. Como é que tem corrido?
Tem corrido muito bem. Aliás, no Brasil acabamos de aumentar para uma sexta frequência, é uma aposta muito forte por parte da TAAG.

Quando fomos ao Brasil para termos reuniões com vários players, todos diziam que a TAAG era uma linha aérea de angolanos para angolanos ou para pessoas que querem viajar para Angola. Os números atuais falam por si, enquanto antigamente tínhamos cerca de 70% de pessoas a voar de ou para Angola, agora temos 30%.

Ora, isto significa que as pessoas já nos veem como uma companhia que oferece conectividade para África e não só para Angola e mesmo para a Europa. E mais poderíamos fazer, se conseguíssemos aumentar a conectividade, por exemplo, com Madrid, que neste momento ainda não está perfeita.

Mas conseguiram, efetivamente, mostrar essa visão mais internacional?
Sim, claro, mas temos de ter a noção de que há destinos que funcionam, outros não. Temos uma série de 10 ou 15 destinos que queremos incorporar na rede, mas tem de ser encarado como um passo natural. Não podemos forçar a procura, não podemos forçar uma rota porque depois poderá ter impacto negativo na margem. Não podemos só pensar na receita, também temos de pensar nos custos, temos de pensar na margem. Temos de perceber que África ainda está a 65 ou 70% dos valores pré-pandemia, enquanto o resto do mundo está numa recuperação mais acelerada.

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Depois da apresentação em fevereiro, houve uma catadupa de informação e novidades por parte da TAAG. No final de março, anunciaram 14 ligações semanais entre Luanda e Lisboa. Como está a correr?
Está a correr muito bem. Está a ser um sucesso e não é nada que não esperássemos, até porque antigamente já tínhamos esse número de frequências.

E há espaço para crescer. Estamos a analisar a possibilidade de voltarmos a pôr o [Boeing] 777 na rota de Lisboa, uma vez que vai dar mais espaços Business e primeira classe. Isso é bom para os nossos clientes e sei que estão ansiosos.

Mas qual a razão para tirar o 777?
Tínhamos uma estratégia e limitações de frota que muitos que estavam de fora não percebiam e na altura questionou-se porque estávamos a voar com um avião a leasing. Mas são estratégias para salvaguardar o bom funcionamento da empresa, por exemplo, no que diz respeito à manutenção, aos ciclos de manutenção e respetivos ciclos devido aos atrasos na supply chain.

O refresh da marca vai acontecer nos próximos meses, não quero avançar com uma data específica por causa de atrasos na supply chain, mas acontecerá nos próximos dois meses

O aumento da frequência visava, diziam na altura [em fevereiro], agregar mais opções de mobilidade para os passageiros e clientes, face ao crescimento da procura do mercado. A frequência dos voos para o Porto mantém-se?
Voamos para o Porto, mas sazonal e não regularmente. Isto porque a margem ainda não compensa.

É uma das rotas que sempre foi sazonal e conheço esta rota há mais de dez anos e temos dados que nos dizem que voar de forma regular não dá.

Aliás, a maior parte do mercado que temos no Porto são expatriados que vivem e têm negócios em Angola e a maior parte voa no verão e no Natal, portanto não compensa.

Não há dimensão, essa é a única razão, não há segredo nenhum. Complementamos esses voos, como fazemos noutros destinos, com o voo via Madrid. Portanto, entre os dois garantimos o schedule para o ano inteiro. E essa é uma conectividade perfeita e até a um preço bem interessante.

Temos mais promoções em Madrid, porque é uma rota mais estratégica, em que há uma certa flexibilidade. Nós partilhamos muitas promoções em que podemos fazer descontos interessantes, principalmente, em off peak.

Na high season, voamos diretamente, na low season vamos via Madrid. Temos essa conectividade por causa do nosso codeshare e com acesso a um melhor terminal em Madrid, com um dos melhores lounges da Europa [da Iberia].

Aliás, temos visto um crescimento enorme nesta conectividade e falta as pessoas se habituarem a esta realidade.

As pessoas estavam mal habituadas?
Não é estar bem ou mal habituadas. É uma questão de serviço, de conforto.

Nós, como linha aérea, adorávamos conseguir dar resposta e ter essa frequência, se tivéssemos uma frota de aviões mais pequenos, mas a otimização da frota tem sido uma das grandes alavancas no passado, no presente e, também, para o futuro.

Acabamos de anunciar 15 novos A220, narrow body que vem substituir o [Boeing] 737. Todas as rotas dentro de África, mercados que queremos expandir, vão ser servidas com estas novas aeronaves. Também estamos a ver opções para os nossos wide bodies e estamos a ver algumas opções que nos deixem fazer rotas regulares, por exemplo, para o Porto e se conseguirmos ver essas opções de rotas, se calhar até as consideramos.

Portanto, a margem de uma rota não tem só a ver com a receita ou a demanda. Às vezes ou muitas vezes tem a ver com um tipo de avião. Um 777 tem uma demanda não só tem termos de combustível, mas também de staff. São operações completamente diferentes e muitas vezes o público não entende que, por exemplo, há uma demanda em termos de recursos, número de pessoas, que temos de ter num avião, mesmo que o avião vá vazio.

Estes 15 novos A220 quando é que entram em ação?
Foram anunciados, mas ainda não temos schedule para entrar em operação, ainda não temos datas precisas. É isso que se está a fazer neste momento. Os A220 são aviões muito procurados por parte dos grandes dos players mundiais e é uma questão de trabalharmos com a Airbus.

E a frota vai ser reforçada somente com esses A220 ou haverá mais aviões?
Estamos a ver outras opções. Como disse, estamos a ver opções para os wide bodies e ver se conseguimos algo que, por exemplo, nos possibilite voar para o Porto. São dossiers que estão em aberto, mas há que frisar que estamos a fazer melhorias na frota atual e isso é importante relevar.

A TAAG é crítica para o desenvolvimento do turismo em Angola

Que melhorias são essas?
É tudo, tanto nos interiores, nos assentos, no entretenimento a bordo, da luz, no som. Portanto é um full reset e quando digo full será até um ponto que se possa fazer, porque, infelizmente, a supply chain foi muito deteriorada durante e no pós-COVID. As pessoas, por vezes, podem pensar que mudar um assento é ir a uma loja e comprá-lo, mas não é assim no mundo da aviação. Por vezes temos tempos de mais de um ano para trocar os assentos. Neste momento estamos a ver como conseguimos fazer certas mudanças o mais rápido possível ou de uma forma faseada sem penalizar a operação. É otimizar, é reestruturar, é renovar, mas ao mesmo tempo não parar, não cancelar.

Muitos questionaram porque pusemos um avião em leasing e a minha resposta foi: mas preferiam que tivéssemos parado a rota, que tivéssemos atrasos?

O ponto é, a nova administração tem como foco o cliente, o aumento das rotas, trabalhar mais e melhor com os parceiros, sejam as agências de viagens, sejam parceiros de frota, de manutenção, de suporte à operação, melhoria do produto e do serviço a bordo.

É a Customer Journey?
Exato, é criar loyalty, o cliente querer voltar e começar a sentir as diferenças.

A campanha “Love Angola” serviu para dizer às pessoas que tenham paciência. Sabemos que não está tudo perfeito, não quer dizer que não estejamos a ouvir, mas estamos a fazer. Essas coisas que estão mal demoram muito mais tempo a consertar, a compor e não podemos estar a expor ou a explicar o detalhe.

A recapitalização da TAAG
Em março, o Governo angolano anunciou um plano complementar de recapitalização para a TAAG, com o qual pretendia ou pretende garantir recursos para uma maior estabilidade do plano de reestruturação da transportadora. O que é que isto significa, efetivamente, em termos de melhor estabilidade e lembro que também o ministro dos Transportes reafirmou a necessidade de a TAAG ser reestruturada, nomeadamente, em termos de processos, tecnologia, com profissionais verdadeiramente comprometidos. Este plano de reestruturação, esta maior estabilidade já está atingida, já foi atingida ou ainda perdura e vai perdurar no tempo?
Não, vai perdurar ainda no tempo. Não diria que está atingida, diria que a reestruturação de uma empresa demora cerca de cinco anos até criar um nível de início de maturidade. Penso que o pior já passou, ainda temos uma fase muito grande para completar este ano e no próximo ano que é parte da capitalização. E essa parte é algo que ainda estamos a falar com o Governo.

Isso vai alavancar muitas das mudanças que estamos a ver, o plano de frota é parte dessa recapitalização.

Até isto estar completamente fechado, ainda temos muito para fazer. Mudar a cultura demora tempo e isso é algo que estamos a fazer com este projeto do customer journey.

Se trouxermos 15 novos aviões, isso vai gerar quase 1.500 postos de trabalho, é preciso treinar as pessoas. Isto não se vai conseguir de um dia para o outro.

De que forma é que esta paragem forçada devido à pandemia impactou a TAAG em termos de recursos humanos?
Não houve um grande impacto. Acho que o grande impacto foi o desacelerar da produtividade e isso aconteceu em todas as empresas.

Quando chegamos ainda durante o COVID ainda tivemos um setback, em dezembro e janeiro de 2022, com a variante Ómicron e voltámos a fechar. Já íamos com toda a força quando tivemos de voltar a fechar.

Agora, queremos comunicar aos nossos clientes que temos uma jornada pela frente, está a melhorar a olhos vistos, já começamos a ver isso através das redes sociais, onde recentemente atingimos os 50.000 seguidores. Em menos de seis meses conseguimos aumentar 15.000 pessoas nas nossas redes, isto sem investimento.

As pessoas começaram a perceber que estamos a publicar mais, que estamos a fazer vídeos, criámos os podcasts da TAAG, já vamos para o episódio 11, nos quais temos personalidades desde o mundo da música, comediantes a uma série de pessoas do mundo artístico angolano em que falamos com um certo humor, com uma certa vivacidade, com uma alegria e contamos e desmistificamos muitas das histórias.

O caminho é para a frente, vamos ter novo serviço a bordo, vamos ter um novo menu, o produto vai começar a entrar aos bocadinhos. Temos o light meal para o cliente que não quer esperar nos voos da noite para ter a refeição completa, porque já comeu no lounge ou em casa e agora só quer uma coisa leve antes de adormecer.

O refresh da marca vai acontecer nos próximos meses, não quero avançar com uma data específica por causa de atrasos na supply chain, mas acontecerá nos próximos dois meses.

Tudo passa por conectar África com o mundo e o mundo com África

Em termos de operação, uma das apostas de diversificação da TAAG é o Brasil, tendo estabelecido um codeshare com a GOL que abrange 13 destinos domésticos no país, assim como a rota entre Angola e São Paulo. Além disso, também têm várias rotas com Lisboa, Madrid, Joanesburgo, Cidade do Cabo, Kinshasa, Ponta Negra, Maputo. Esta aposta no Brasil tem estado a correr efetivamente com a expectativa que foi traçada?
Sim, está e, por isso, anunciámos a sexta frequência. Não é hábito aumentarmos frequências se não existir procura e foi assim, por exemplo, com Portugal, fomos aumentando paulatinamente.

Temos vindo a fazer o mesmo com Madrid. Começámos com duas frequências, aumentamos para uma terceira frequência, fizemos isso com Joanesburgo, Cape Town já estamos com sete, o mesmo com Moçambique, Namíbia.

Onde realmente quase que triplicamos a operação foi nos domésticos, em Angola, porque realmente tínhamos a procura e inicialmente havia constrangimento ao nível da capacidade.

Para fora de Angola temos muito mais coisas no pipeline, nomeadamente dentro de África. A TAAG, neste momento, tem uma das rotas mais rápidas para chegar a todos os destinos africanos, principalmente na África Subsariana.

Toda a África tem imensas oportunidades. Temos, por exemplo, alianças com a Airlink para chegar à Zâmbia. No entanto, a maior parte dos portugueses para irem a umas Victoria Falls talvez vão até ao norte da Europa ou até à Arábia para depois voltar para baixo, viagem que agrega custos e mais de 15 a 20 horas de viagem, quando a TAAG viaja diretamente.

Ou seja, temos cerca de sete horas até Luanda, uma ligação muito pequena e depois mais três horas e meia até Joanesburgo. O mesmo para chegar a Moçambique, onde temos, por exemplo, alianças com a LAM para conectar para Bazaruto.

Através de alianças, seja SPA (Special Prorate Agreements) ou codeshare, conseguimos chegar a 150 destinos em mais de 40 países.

Essa conectividade já existia ou passou a existir?
Algumas já existiam. Por exemplo, a relação com Airlink já existia, só que não divulgámos convenientemente. Vamos voltar ao lado comercial em geríamos a operação de uma forma mais operacional.

Olhavam para dentro e não para fora?
Exatamente. Estava-se muito focado no avião, no staff e não no cliente. O ter um modus operandi mais comercial e menos operacional, mais focado no cliente, na loyalty.

É um novo posicionamento?
É um novo posicionamento e um realinhamento das estratégicas com um foco mais comercial e no cliente.

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Uma TAAG para desenvolver o turismo
Fazendo um paralelismo, em Portugal tem-se discutido muito a importância da companhia de bandeira, a TAP, para a economia nacional e para o desenvolvimento do turismo. Que importância teve, tem e terá a TAAG para o desenvolvimento de um setor muito importante, que não está desenvolvido em Angola, com um potencial enorme, como o turismo?

A TAAG é crítica para o desenvolvimento do turismo em Angola, mas não o pode fazer sozinha, nem é o nosso foco, porque esse foco tem de vir alinhado com políticas governamentais. É um foco do país. É algo que temos de continuar a trabalhar com o Ministério do Turismo. Mas são planos a médio e longo prazo.

E tem de haver também um envolvimento dos privados?
Claro, com investimento e abertura para atrair todos esse investimento. Adorava fazer parte desse processo.

Mas acredita que poderá ou terá de haver trabalho entre Ministério do Turismo, TAAG e investidores privados?
Não é poderá haver, é mais terá de haver. A minha experiência de já ter feito isto noutros países diz-me que terá de haver e não funciona de outra maneira, principalmente sendo a linha aérea de bandeira.

Mas gostaria só de reforçar a pergunta sobre a frota. Além desses 15 A220 há mais aeronaves que podem chegar à TAAG?
Sim, o plano é chegar a 50 aviões até 2027, é um target brutal.

Quantos aviões têm atualmente?
21.

Portanto, mais do que duplicar em quatro anos?
Exatamente. É um desafio enorme, não só pelo investimento, mas também pela operacionalização da entrada e do crescimento e desenvolvimento das rotas.

Estamos e vamos fazer apostas grandes para criar pacotes de operação turística e de viagens a preços interessantes

Estratégia digital
Falou muito no cliente e na experiência do cliente, da fidelidade do cliente, o que mudou na exigência, na preocupação, na necessidade desse mesmo cliente?
Penso que algumas já lá estavam, simplesmente eram necessidades básicas frustradas de nunca terem resposta e quando não havia muitas opções, habituou-se. E por isso falava da caixa de pandora, quando começámos a mudar as coisas, as pessoas querem falar e são mais exigentes.

As redes sociais também aceleraram este processo e sou extremamente apoiante de toda a digitalização de uma linha aérea, da parte comercial, da comunicação através de social media. Tentamos manter toda a parte de comunicação para o consumidor muito separada da comunicação corporativa, da parte mais institucional. Temos uma estratégia muito mais próxima, muito mais unida, sem dar azo a excessos, porque às vezes pode tornar-se contraprodutiva.

É algo fundamental, porque o consumidor quer, tem necessidade e se tivermos e acompanharmos sempre o consumidor, começamos a fazer investimentos estratégicos no futuro da linha aérea que podem vir de algumas ideias que já lá estão e algumas novas que podem surgir. O canal web é prova disso. Lançámos o “Plus Grade” que é uma ferramenta de upgrade de lugares de Económica para Business Class e de Business Class para Primeira Class, em sistema de leilão, em que alguns lugares aleatórios são dados para leilão para os clientes de última hora, dependendo das rotas, até 24 horas antes da partida do voo.

Mas essa estratégia digital está muito focada no que é o cliente angolano ou está focada no cliente global?
Global. Numa linha aérea não nos podemos só focar no cliente da casa. Este cliente é e vai continuar a ter um peso enorme na nossa quota de mercado e na nossa comunicação, mas uma linha aérea não cresce baseada somente no cliente interno, até porque a população angolana que viaja não vai crescer 20 ou 30% de um dia para o outro. Era bom, mas não funciona assim. Nesse sentido, a parceria da TAAG com a Ibéria é crucial para crescer a nossa pool de demand.

Quando falava na conectividade com a GOL, não é só dentro do Brasil. São 13 destinos, mas há toda uma conectividade que podemos garantir para os EUA e para toda a América Latina.

Se for um cliente de Joanesburgo ou de Moçambique e quero ir para os EUA, esta opção via Luanda é tão apetecível como ir via Europa. Através do codeshare com a Iberia ou a GOL conseguimos dar essas duas opções. Estamos a duplicar esta conectividade, até mesmo para a Ásia. Claro que há outras opções no mercado e vai sempre haver. Mas tudo passa por conectar África com o mundo e o mundo com África.

E Portugal?
Tem sido criada uma ligação ou reforçada uma ligação entre os operadores turísticos e as agências de viagem em Portugal para esse ponto de contacto com o consumidor final?
Há duas maneiras de trabalhar. Há o mercado tradicional de agências de viagens e turismo que queremos continuar e vamos reforçar. Aliás, estamos a reforçar a nossa equipa em coordenação com uma equipa de PR e de marketing que nos vai ajudar a alavancar isso mais agressivamente para chegar ao utilizador final. Estamos e vamos fazer apostas grandes para criar pacotes de operação turística e de viagens a preços interessantes.

A outra é também através do website e dos nossos canais diretos. Hoje em dia há uma diversificação enorme da maneira como se viaja e temos visto isto a mudar.

Isso foi algo que a pandemia trouxe de diferente.
Muito diferente. Nos últimos dez anos, Portugal e a abertura ao número de estrangeiros que têm visitado o país está a mudar brutalmente.

Isso é algo que a TAAG equaciona explorar? Por exemplo, quem visita Portugal ter uma oferta para ir até Angola, até ao Brasil?
Sim, é algo que queremos explorar. Aliás, um dos objetivos do nosso roadshow é exatamente partilhar essa possibilidade.

Esses roadshows são só feitos em Portugal ou também organizam noutros mercados?
O grande roadshow teve início em Angola com a campanha “Querida Angola”. Temos em Portugal e vamos ter uma versão mais light na África do Sul, em Moçambique, Brasil, embora o Brasil requeira outra estratégia.

Em mercados muito grandes onde a marca não é tão conhecida, tem de ser com uma estratégia mais digital. Os roadshows aplicam- se em mercados em que a marca já é conhecida, em que se ouvir alguma coisa passar, eu já sei e já olho porque conheço a marca. Se é uma marca não conhecida, requer outro nível de investimento e outro nível de estratégia.

Um novo hub africano
Que importância terá o novo aeroporto internacional de Luanda para Angola e para a TAAG?
Eu acrescentaria, para África até para o mundo.

Será um dos maiores aeroportos da África?
Sim. A construção do novo aeroporto vai ser enorme para Angola, para pôr ou continuar a pôr o nome de Angola no mapa. Vai também trazer uma abertura ao mundo. Até porque África é uma das economias subdesenvolvidas com maior potencial de crescimento e desenvolvimento. Depois da Ásia, África será a próxima, é inevitável.

Angola está a ser um pouco visionária nesse sentido. Trata-se de posicionar Angola para o futuro de África.

Será um novo hub em África?
Sem dúvida, será o novo hub em África, é essa a ambição.

E para a TAAG?
Para a TAAG é brutal, claro. Precisamos dessa nova infraestrutura para acolher os nossos 50 aviões até 2027, não só do ponto de vista de passageiros, mas também do ponto de vista de carga.

Com a atual infraestrutura era completamente impossível?
Temos um aeroporto simpático, pequeno e acolhedor, mas seria impossível.

Mas o facto de estar no centro da cidade não deixa de ser uma vantagem
Essa é uma enorme vantagem. Mas para a conectividade, que é uma das nossas apostas maiores, este aeroporto tem as suas limitações, o outro vai ser um sonho.

Fizemos há cerca de um ano o primeiro voo teste e foi uma delícia, realmente parece outro mundo. É um conforto a nível de qualquer outro grande aeroporto mundial.

Para finalizar, quantos passageiros transportou a TAAG em 2022?
Não tenho o número preciso, mas à volta de 1,1 a 1,2 milhões de passageiros. Este ano estamos com expectativas de chegar mais próximo de 1,5 ou 1,6 milhões de passageiros que são os níveis pré-COVID.

Fazendo um pouco de futurologia, com as novas aeronaves no ar em 2027, que números é que a TAAG pretende atingir?
Não gostaria de fazer esse tipo de futurologia, mas apontaria para três milhões de passageiros.

E que outras novidades poderemos esperar da TAAG para o curto e médio prazo?
Na parte digital bastantes novidades e desenvolvimentos no nosso website, desde formas de pagamentos, coisas muito entusiasmantes. Mais promoções, mais flexibilidade de preços para os clientes que tenham essa flexibilidade de viajar. Melhoria da nossa frota em termos de conforto.

Digital e produto são as mais óbvias, mas teremos mais conforto no nosso check-in, toda a parte de booking, desde grupos, operadores, nos nossos canais diretos, mais agilidade, mais flexibilidade, preços mais simpáticos. Ver mais da nossa marca, mostrar mais a nossa marca, a nossa TAAG, mais proximidade, mais simpatia e mais serviço.

A mensagem é: África nunca ficou tão perto e tão barata.

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“Viseu Dão Lafões é onde apetece estar” este verão

Participar em eventos que mobilizam milhares de pessoas e convidá-las a visitar e conhecer o território, é a estratégia que a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões delineou para a campanha de verão 2024, apresentada publicamente esta quarta-feira, em Mangualde, e que tem como mote “Viseu Dão Lafões, é onde apetece estar!”.

As principais apostas promocionais passam por uma presença inédita, com um stand próprio no NOS Alive, o maior festival de verão, em Algés, entre outras iniciativas que vão marcar os meses mais quentes na região. O NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés, foi visitado em 2022 por mais de 210 mil pessoas, entre os quais 20 mil estrangeiros, de 90 nacionalidades diferentes. A CIM vai aproveitar esta oportunidade para divulgar as ofertas da região junto de todos estes visitantes.

A apresentação da campanha, no Palácio dos Condes de Anadia, contou, entre outros, com a presença do presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Fernando Ruas, do presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Marco Almeida, do presidente do Turismo Centro de Portugal, Raul Almeida, e do secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho.

Com a campanha de verão, inicia-se também a segunda edição do “Pé Ante Pé”, uma iniciativa promovida pela CIM Viseu Dão Lafões que visa valorizar e promover o turismo de natureza na região.

A iniciativa consiste na organização de 14 percursos pedestres, a realizar nos 14 municípios do território da Comunidade Intermunicipal. Desta forma, os participantes são incentivados a descobrir, gratuitamente, os recursos naturais, culturais e paisagísticos da região.

A edição de 2024 inicia-se com um percurso pela Grande Rota da Transumância, a 29 de junho, em Castro Daire, e termina a 17 de novembro, com uma caminhada pela GR48 Orla do Mondego, em Carregal do Sal. Todos os percursos serão divulgados através das plataformas digitais da CIM Viseu Dão Lafões e as inscrições deverão ser realizadas diretamente nos canais de comunicação dos municípios.

“As ações promocionais pensadas para a campanha de verão 2024 têm como eixo estratégico o objetivo de desafiar os visitantes nacionais e estrangeiros a explorarem a região de Viseu Dão Lafões, no coração de Portugal”, considera Nuno Martinho, que sublinha que “o nosso território tem uma oferta rica e uma herança histórica única, com vinhos de excelência e uma gastronomia distintiva. Desde a cidade jardim, à Rota dos Vinhos do Dão, ao Termalismo e aos percursos pedestres, Viseu Dão Lafões é onde apetece estar neste verão, como, também vão poder comprovar aqueles que se deslocarem ao NOS Alive”, disse.

Outra novidade da campanha é uma aplicação móvel que visa potenciar o website Visit Viseu Dão Lafões, uma das ferramentas de comunicação da CIM Viseu Dão Lafões.

A app, ainda em desenvolvimento, será 100% dedicada ao turista e à divulgação turística do território, com um acesso rápido e facilitado que incluirá toda a oferta turística presente no site, bem como algumas ações e eventos que sejam realizados no território pelos municípios. Desenhada com foco nas necessidades dos utilizadores, a app possibilitará aos utilizadores uma experiência de viagem conveniente e agradável.

Ainda no âmbito da ação, será realizada uma visita de jornalistas à região Viseu Dão Lafões, destinada a profissionais da área das viagens, para que conheçam e divulguem o território. Esta iniciativa irá abranger a exploração da Ecopista do Vouga e incluirá no seu programa a visita a quintas de enoturismo e experiências termais.

 

 

 

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Destinos

Brasil recebe 3,2 milhões de turistas internacionais em cinco meses

O desempenho é o terceiro maior da série histórica, iniciada em 1995. Destaque para número de chilenos, que cresceu 46,3% de janeiro a maio. No período (de janeiro a maio de 2024) analisado pela Embratur, Ministério do Turismo (MTur) e da Polícia Federal (PF), chegaram ao Brasil 91.885 turistas provenientes de Portugal, um aumento de 16,5% face a 2023.

De janeiro a maio deste ano, o Brasil recebeu 3.264.765 de turistas internacionais. O número no acumulado dos cinco primeiros meses cresceu 8,6% em comparação com o mesmo período de 2023, quando o registo de entradas foi de 3.005.505. O desempenho é o terceiro melhor da série histórica, iniciada em 1995, atrás apenas de 2017, com 3,3 milhões, e 2018, com 3,4 milhões, e representa um crescimento de 4,3% em relação ao mesmo intervalo de 2019, antes da pandemia de Covid-19, quando o registo de visitantes estrangeiros foi de 3.131.108.

Os dados são da Embratur, do Ministério do Turismo (MTur) e da Polícia Federal (PF) e têm como um dos principais destaques a chegada de turistas chilenos, que tiveram um salto de 46,3% no período.

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, comemorou o crescimento do turismo internacional, realçando que “este início de ano tem-se mostrado muito positivo para o Brasil, tanto em entrada de turistas quanto de divisas”, avançando que “isso está a acontecer porque temos trabalhado para que o mundo inteiro saiba que o Brasil voltou, como costuma dizer o presidente Lula”.

O ministro do Turismo, Carlos Sabino, também demonstrou otimismo com o resultado. “Com esses números promissores, o Brasil reforça a imagem de estar no topo da lista de destinos mais desejados na América Latina, e a expectativa é que o setor continue a crescer nos próximos meses, principalmente com a realização de eventos importantes, como a reunião do G20 e o Rock in Rio”.

Os principais emissores de turistas para o Brasil nos primeiros cinco meses de 2024 foram a Argentina, com 1.132.872, os Estados Unidos, com 298.021, e o Chile, em terceiro lugar, com 294.485.

Em quarto lugar vem o Paraguai, com 243.479, e em quinto o Uruguai, com 210.915. Cinco países europeus complementam o top 10: França, com 97.207, Portugal, com 91.885, Alemanha, com 83.387, Reino Unido, com 74.181, e Itália, com 61.661.

Em relação ao aumento no número de visitantes, a França ficou em segundo lugar, com 32%. De janeiro a maio do ano passado, o país tinha registado 73,7 mil turistas no Brasil. E a Itália, terceiro, apresentou um crescimento de 21,7% no comparativo com 2023, quando 50,7 mil italianos desembarcaram por terras brasileiras. A Alemanha cresceu 18,2%, o Reino Unido, 17,4%, Portugal teve aumento de 16,5%, o Uruguai, de 12,9%, o Paraguai de 12,4%, e os Estados Unidos de 8,4%.

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Eventos Publituris

“Meeting Forums” do Publituris contam já com 25 ‘buyers’ internacionais

A três meses dos “Meeting Forums” 2024 do Publituris, o evento conta já com 25 ‘buyers’ internacionais confirmados.

Nos dias 1, 2 e 3 de outubro de 2024, o jornal Publituris vai organizar o seu evento MICE dirigido ao mercado internacional – “Portugal Meeting Forums by Publituris”.

A três meses da 8.ª edição deste evento, que conta com o apoio do Turismo de Portugal, TAP Air Portugal, Vila Galé Hotéis, MiceBuzz e YVU, estão já confirmados 25 buyers internacionais.

O objetivo é mostrar, divulgar e sublinhar Portugal como destino fundamental, na organização de eventos MICE, com foco exclusivo no mercado português, na sua diferenciação, oferta e mais-valia.

Os buyers internacionais já confirmados são:

TUI Centrum Podrozy Lodz Poland & UniTour Lodz (Polónia)
OGS SRL (Itália)
GI-Travel-Xcentive (Países Baixos)
YourTravel Business (Países Baixos)
Terramundus BV (Países Baixos)
Crossover Conferences & Events (Espanha)
Profi Reisen (Alemanha)
Blome & Pillardy Event GmbH (Alemanha)
Alliance Eurasia Travel (França)
Lufthansa City Center Almabus Business Travel (Polónia)
mach 2 Sports Tours Entertainment GmbH (Alemanha)
Alaman Consulting GmbH (Áustria)
VoyageExpert Events (Países Baixos)
International Biodeterioration and Biodegradation Society (Reino Unido)
Slupsky Event Management (Países Baixos)
Ayeyu Hola Afrika (Espanha)
Toy Family Treasures LLC (Alemanha)
Attentive (Espanha)
Henner Group (França)
Inter Travel Sport & Event AS (Noruega)
International Financial Cryptography Association (Países Baixos)
EF Tours Passports Tours usa Starbook voyages (França)
Eurazeo (França)
Cream Events and Travel (Alemanha)
Blue Travel & Events (França)

Do lado dos suppliers, estão já confirmadas as seguintes empresas:

Turismo de Portugal
Bomporto Hotels
Hard Rock Cafe
Savoy Signature
Portugal Green Travel (DMC)
WOW
Highgate Portugal
Pestana Hotel Group
Gr8 events
HF Hotels
Amazing Evolution
Sana Hotels
Bensaude Hotels
Açoreana DMC
Grupo Açorsonho Hotéis
Benfica Eventos
Parques de Sintra
TAP Air Portugal
Fita Preta Enoturismo
Nova SBE
Vila Gale Hotels
DP Tours
In Azores

O evento arranca no dia 1 de outubro, com a chegada dos buyers internacionais, seguido de um Cocktail Dinatoire no Vila Galé Collection Palácio dos Arcos.

O segundo dia, 2 de outubro, será dedicado, em exclusivo, a reuniões, a realizar no Vila Galé Collection Palácio dos Arcos, com um working lunch. À noite, o jantar será num local emblemático na Costa do Estoril.

O último dia, 3 de outubro, suppliers & buyers terão oportunidade de ter um dia completo para visitar a região de Oeiras, palco deste evento, ao qual se seguirá uma famtrip, para os buyers internacionais, de dois dias à região do Alentejo, com alojamento e refeições incluídas.

Para saber mais sobre os “Portugal Meeting Forums by Publituris” 2024 visite o site em: https://meetingforums.publituris.pt/2024/

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Distribuição

“Oficinas de Ideias Solférias” forma agentes de viagens para o destino Madeira e Porto Santo

A Solférias acaba de promover, no Porto, Coimbra e Lisboa, mais uma ação de formação para agentes de viagens integrada na iniciativa “Oficinas de Ideias”, projeto que lançou no início deste ano, desta vez para o destino Madeira e Porto Santo.

Desta vez, o destino escolhido foi a Madeira e Porto Santo, com o apoio e parceria da Associação de Turismo da Madeira, com a realização de três sessões: 4 de junho em Lisboa (Hotel Porto Bay Liberdade), 5 de junho em Coimbra (Hotel Vila Galé Coimbra) e dia 6 de junho no Porto (Hotel Sheraton).

Todas as sessões incluíram um cocktail que permitiu provar várias especialidades típicas madeirenses, bem como a tradicional poncha, seguindo-se a partilha de conhecimentos em sala, liderada por Catarina Pereira da AP Madeira e pelos colaboradores da Solférias David Marques (gestor do destino) e Tânia Martins (comercial).

Para além de vários aspetos deste destino, foi igualmente abordada toda a programação da Solférias para a Madeira e Porto Santo, incluindo a operação charter para o Porto Santo e para o réveillon no Funchal. Estas ações de formação acolheram mais de 180 agentes de viagens.

Refira-se que, dando continuidade às suas ações de formação para agentes de viagens, o operador turístico lançou no início deste ano as “Oficinas de Ideias Solférias”. Mais que simples ações de formação, cada Oficia de Ideias tem como objetivos a transmissão e partilha de conhecimentos entre a Solférias, os seus parceiros e os diferentes intervenientes do sector, aproximando ainda mais os agentes de viagens do mundo.

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Destinos

Segurança e qualidade entre as prioridades dos viajantes long-haul para a Europa

O mais recente barómetro da European Travel Commission (ETC) dá conta que, apesar dos desafios, a Europa continua a ser o destino preferido para muitas pessoas que vivem fora do Velho Continente. E se os grupos etários mais jovens (18-24 e 34-49) e os viajantes com rendimentos elevados são os que se apresentam mais positivos, a segurança e a qualidade do destino são fatores essenciais, relegando o preço para segundo ou terceiros planos.

O entusiasmo pelas viagens está a aumentar nos principais mercados internacionais, com 59% dos inquiridos interessados em viagens ao estrangeiro no verão de 2024, correspondendo a um aumento de 9% em comparação com 2019. O apelo da Europa está a aumentar gradualmente, embora a um ritmo mais lento, devido a preocupações com a segurança e a acessibilidade dos preços. No entanto, a Europa continua a ser uma das principais escolhas de destino, com 41% dos inquiridos a planearem visitar este verão o Velho Continente, embora este número seja 4% inferior ao registado em 2019, revela o último Barómetro de Viagens de Longo Curso (LHTB), publicado pela European Travel Commission (ETC) e pela Eurail BV, com foco em mercados como a Austrália, Brasil, Canadá, China, Japão, Coreia do Sul e EUA, para os meses de maio a agosto de 2024.

Entre as principais conclusões da análise da ETC regista-se que a China e o Brasil demonstram a mais forte intenção de visitar a Europa este verão, com 62% e 52% dos viajantes a planearem uma viagem, respetivamente. Em ambos os países, este número é maioritariamente impulsionado por indivíduos de rendimentos mais elevados.

Os viajantes dos EUA e do Canadá demonstram uma abordagem mais cautelosa em relação às viagens à Europa, com um ligeiro aumento do interesse desde o ano passado para 40% e 42%, respetivamente.

A Austrália e a Coreia do Sul revelam um entusiasmo moderado, com um interesse de 37% e 35%, respetivamente.

Já o Japão mostra um interesse mais limitado, com 19%, uma vez que a recuperação das viagens neste mercado continua a ser lenta.

Em todos os mercados, os viajantes mais jovens (18-24 anos e 34-49 anos) e os que têm rendimentos mais elevados revelam uma maior preferência pelas viagens à Europa.

Miguel Sanz, presidente da ETC, Miguel Sanz, admite que “as tendências positivas que estamos a registar no comportamento das viagens são vantajosas para os viajantes e para os destinos. Estamos a assistir a um interesse crescente em estadias mais longas, permitindo aos turistas desenvolver uma ligação mais profunda com a cultura local e apoiar as empresas que tornam cada destino único”.

Além disso, o líder da ETC assinala que “a abertura às viagens fora de época constitui uma oportunidade de ouro para distribuir o turismo de forma mais homogénea ao longo do ano”, concluindo que “isto pode ajudar a reduzir a pressão social e ambiental dos períodos de ponta e apoiar melhor a economia dos visitantes dos destinos”.

Preço já não é prioridade
A segurança surgiu como o principal critério para os viajantes de longo curso quando escolhem um destino na Europa este verão. Quase metade (45%) dos inquiridos dá prioridade a destinos europeus considerados seguros, o que representa um aumento de 9% em comparação com o verão de 2022 e de 6% desde o verão de 2023. As infraestruturas turísticas de qualidade ocupam o segundo lugar (38%), seguidas de um ressurgimento de 7% no apelo dos marcos icónicos, de 29% no verão de 2023 para 36% no verão de 2024.

Incluído no inquérito pela primeira vez, “condições meteorológicas estáveis” é o principal fator para 31% dos inquiridos. A conveniência também desempenha um papel notável, com 20% dos viajantes a optarem por destinos que podem ser alcançados através de um voo direto e 20% a preferirem um destino com boas ligações ferroviárias a outros locais de interesse.

Embora a acessibilidade económica continue a ser uma consideração para 23% dos inquiridos, diminuiu em relação aos 32% do ano passado. Esta mudança indica que os viajantes se concentram cada vez mais na qualidade e na segurança, valorizando uma experiência de viagem tranquila em detrimento de limitações orçamentais rigorosas.

Europa, sim, mas mais países
67% dos viajantes de longo curso para a Europa estão a optar por itinerários com vários países. Para as viagens internacionais dentro da Europa, as companhias aéreas de serviço completo continuam a ser a escolha preferida de 51% dos inquiridos. Os passes de comboio surgem como a segunda opção mais popular (30%) devido à sua flexibilidade e rentabilidade na navegação por vários destinos. As companhias aéreas de baixo custo (29%) e os bilhetes de comboio simples/de ida e volta (24%) também são populares entre os viajantes preocupados com o orçamento.

Por outro lado, 21% dos inquiridos declararam planear uma visita aprofundada a um único país europeu. Para estas viagens domésticas, os bilhetes de comboio simples/de ida e volta são a escolha mais popular (32%), oferecendo uma forma conveniente e eficiente de viajar entre cidades em distâncias curtas a médias. Os viajantes que procuram mais liberdade e flexibilidade optam antes pelo aluguer de automóveis (29%).

Em geral, os viajantes demonstram uma mudança de prioridades, com um desejo crescente de experiências de viagem mais envolventes. Apesar da crescente popularidade dos orçamentos diários de gama média (100 a 200 euros) desde 2019 (+8%), há também um maior interesse em férias prolongadas. Embora as viagens de uma a duas semanas continuem a ser a escolha mais popular (57%), as escapadelas superiores a duas semanas aumentaram de 13% em 2019 para 21% em 2024.

Comportamentos responsáveis entram na agenda dos viajantes
Pela primeira vez, o inquérito também aprofundou a flexibilidade dos viajantes para explorar determinados comportamentos de viagem associados a uma maior sustentabilidade social e ambiental. Nomeadamente, 53% dos inquiridos afirmaram estar dispostos a viajar para a Europa durante os períodos de menos movimento, atraídos pelas potenciais poupanças de custos e pela oportunidade de conhecer mais de perto atrações emblemáticas.

No entanto, quando se trata de escolher destinos e experiências específicas, os viajantes dão frequentemente prioridade à familiaridade. 61% dos inquiridos preferem destinos com infra-estruturas bem desenvolvidas e atrações de renome. Embora a atração pelos locais mais populares continue a ser forte, 39% mostram interesse em explorar locais menos conhecidos em toda a Europa.

Uma preferência semelhante por novas experiências ou pela familiaridade pode ser observada na forma como os viajantes interagem com as empresas de turismo. Metade dos inquiridos quer apoiar os fornecedores locais, enquanto a outra metade prefere alojamentos, restaurantes e marcas comerciais familiares.

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Créditos: Maison Albar – Amoure, via Booking.com

Hotelaria

Segundo hotel da Maison Albar em Portugal vai abrir portas em Moure

Com data de abertura marcada para 25 de junho, o Maison Albar – Amoure, no distrito de Braga, é o segundo hotel da coleção em Portugal, após a inauguração do Le Monumental Palace, no Porto. O novo hotel conta com 26 quartos, restaurante e spa.

Depois do Porto, a coleção Maison Albar vai abrir uma segunda unidade hoteleira em Portugal, o Maison Albar – Amoure, cuja data de abertura está prevista para 25 de junho na aldeia de Moure, em Vila Verde, Braga.

O cinco estrelas de 26 quartos, dos quais seis são suites, conta com um projeto de arquitetura assinado pela DOMUS CONCEPT, que para este hotel desenhou um conceito inspirado no estilo Art Dêco, como se pode ler no website do novo hotel.

O chef parisiense Julien Montbabut, que lidera a cozinha do restaurante do hotel Le Monument, com uma Estrela Michelin, ficará também responsável pelo restaurante deste novo hotel, o L’Amoure, juntamente com o chef residente Marco Silva.

Com um conceito “da quinta para a mesa”, este restaurante “bistronómico” propõe pratos regionais com um toque moderno. Na página de Instagram deste novo hotel, Julien Montbabut refere que “o L’Amoure será a oportunidade de mostrar o terroir do norte de Portugal”, com uma carta não só com pratos principais, mas também com pratos e entradas para partilhar.

Restaurante L’Amoure | Créditos: Maison Albar – Amoure

Além do restaurante, o Maison Albar – Amoure vai contar com espaços como o salão Aurora, onde serão servidos os pequenos-almoços à carta, e o bar RPM (Revolution Per Minute).

O hotel ainda está a contratar, com o chef Julien Montbabut a referir que estão à procura de quatro a cinco pessoas para completar a equipa de cozinha e sala deste hotel.

As valências do hotel ficam completas com o Spa Amoure, de 244 metros quadrados, que inclui duas salas de tratamento, sauna e banho turco, sala de fitness e duas piscinas – uma interior e outra exterior.

O mais recente Maison Albar – Amoure é a sétima propriedade da coleção, como refere Manuel Santos, general manager deste novo hotel, na página de Instagram da unidade hoteleira. A coleção Maison Albar, cujos hotéis são geridos pela Centaurus Hospitality Management, inclui hotéis em França, Itália e China, tendo ainda prevista a abertura de dois hotéis na Costa do Marfim.

Créditos: Maison Albar – Amoure

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Tecnologia

SAP Concur Day 2024 analisa tendências e futuro das viagens e gastos corporativos marcados pela IA

Diferentes intervenientes do setor das viagens e gastos corporativos discutiram as tendências e o futuro do setor marcado pela IA, durante o SAP Concur Day 2024, evento dedicado ao debate de temas como o futuro da digitalização, as últimas tendências do setor de Travel & Expense, Inteligência Artificial (IA), Inovação, Sustentabilidade e as mais recentes novidades do produto SAP Concur.

As empresas concordam que o crescimento exponencial da IA permitirá estimar os gastos totais com muito mais precisão, otimizando o processo e gerando mais confiança entre os utilizadores. De acordo com especialistas, a sustentabilidade e o NDC também determinarão o futuro das viagens corporativas e da experiência de compra em 2024.

A SAP Concur, empresa de fornecimento de soluções integradas de gestão de despesas e viagens corporativas baseadas na nuvem, reuniu os principais intervenientes do sector do Travel & Expense no seu evento anual SAP Concur Day para debater três temas principais para as viagens corporativas: a transformação digital, a sustentabilidade e a inteligência artificial. Ao longo do programa, ficou claro que a IA é um dos principais desafios a enfrentar ao longo deste ano, num setor que continua na senda do crescimento.

Nestes tempos de mudança, as organizações enfrentam constantemente novos desafios em termos de digitalização e inteligência artificial. Durante o evento, ficou claro que a gestão de gastos continua a evoluir a cada ano e à medida que as novas tecnologias revelam novas possibilidades, as empresas também se adaptam às melhores práticas e tendências de mercado para se manterem atualizadas e competitivas.

João Carvalho, diretor de SAP Concur para o Sul da Europa, Médio Oriente e África elucida “a mudança é hoje uma constante e as organizações devem priorizar a digitalização e rentabilizar as capacidades da IA generativa para a otimização dos seus processos se se quiserem permanecer competitivas, ágeis e ter uma visão unificada dos dados e processos e gestão de despesas e viagens que lhes permita tomar melhores decisões. A inovação constante faz parte do nosso ADN”.

Como indicam as tendências apresentadas pela SAP Concur para 2024, a sustentabilidade e a aceleração da norma NDC serão fundamentais e obrigarão o mercado a adaptar-se a uma experiência de compra mais personalizada e eficiente. Durante o evento, as empresas presentes salientaram a importância de promover viagens mais sustentáveis, o que se traduz num exercício de corresponsabilidade, com uma maior consciencialização e redução da sua pegada de carbono.

A sustentabilidade tornou-se uma prioridade e um aspeto transversal dos programas de viagens corporativas. Na verdade, muitas organizações concordam em criar equipas dedicadas que possam desenvolver uma sustentabilidade eficaz como parte de um programa contínuo para apoiar os seus colaboradores que viagem na sua tomada de decisão, respondendo a critérios mais sustentáveis e eficientes, e apoiados pelas ferramentas certas.

O evento também destacou como, graças ao crescimento exponencial da IA generativa, a aplicação SAP Concur pode fornecer estimativas de custos com maior precisão, para o planeamento de viagens, otimizando assim todo o processo, gerando maior confiança entre os utilizadores e poupança de tempo. Com isso, dá um passo em frente na digitalização de todas as suas soluções e na melhoria da experiência do utilizador, como é o caso da nova ferramenta Concur Travel, muito mais intuitiva e de fácil utilização.

A nova experiência da app inclui capacidades de omni-busca que combinam automaticamente opções para muitos locais, como aeroportos, centros de cidades ou locais de empresas, fornecidas por um ecossistema de viagens robusto. Oferece também uma maior cobertura de conteúdos globais, incluindo conteúdos adicionais New Distribution Capability (NDC, melhores imagens e descrições mais ricas numa única visualização. O Concur Travel renovado proporciona uma experiência moderna e intuitiva, adaptável à Web e aos telemóveis e adaptada ao viajante e às políticas corporativas.

As novas capacidades da IA generativa nas soluções SAP Concur é relevante, fiável e responsável, e muda fundamentalmente a forma como as empresas operam, permitindo-lhes criar maior valor de forma mais eficiente, garante a empresa de soluções de viagens e despesas, com mais de 92 milhões de utilizadores finais a reservar viagens e/ou a processar despesas.

“Por exemplo, em vez de alguém do setor financeiro ter de analisar manualmente todos os dados das viagens e despesas corporativas, poderia simplesmente delegar esse trabalho à IA generativa que lhes vai fornecer recomendações baseadas em dados reais – levando em consideração padrões que um ser humano talvez nem perceba – como o momento ideal para reservar uma viagem corporativa ou a data ideal para uma reunião de equipa para minimizar os custos de viagem, garantindo que estão a utilizar da melhor maneira possível os recursos da empresa”, explica João Carvalho.

Em relação à nova norma NDC, todas as empresas participantes concordaram que esta irá abordar muitos dos desafios do setor e terá um impacto direto nos custos. Trata-se de uma estratégia fundamental para que as companhias aéreas tornem a experiência de compra mais personalizada e eficiente.

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Geoscope de Fajão afirma Aldeias do Xisto como destino para observar céu escuro

O Geoscope – Observatório Astronómico de Fajão, na Pampilhosa da Serra, que tem inauguração marcada para o próximo dia 27 de junho, afirma as Aldeias do Xisto como um destino ideal para observar o céu escuro. A cerimónia contará com a presença do secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, e do presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade.

O projeto, composto por um ponto de observação e um quiosque pedagógico, terá ainda associado um calendário de animação com sessões de observação “Viagem à Luz das Estrelas”, astrofotografia e visitas guiadas.

O ponto de observação, localizado no alto da aldeia, é uma “dome” semi-esférica, em aço, com 7,5 metros de altura e 15 metros de diâmetro. Inspira-se numa ideia original de Buckminster Fuller, reinterpretada pelo designer João Nunes e desenhada pelo arquiteto José Leite. Perfeitamente integrada na Rede Natura 2000 e na Paisagem Protegida da Serra do Açor, destaca-se como um marco na natureza envolvente.

Com a abertura do Geoscope, projeto multidisciplinar, um ponto de convergência que une turismo, ciência, pedagogia e desenvolvimento territorial, inicia-se, assim, um novo capítulo no território das Aldeias do Xisto – Destino Turístico Starlight, um novo impulso centrado no usufruto e proteção do céu escuro.

Dar ênfase ao turismo astronómico, integrar a comunidade pedagógica e científica, preservar o céu noturno, a natureza e o lugar, além de situar o ser humano numa perspectiva ecológica e sustentável são os principais propósitos deste projeto.

A estrutura é constituída por uma Dome, um lugar de observação e de conhecimento sensorial, e um Quiosque, um espaço de receção e acolhimento, localizado no centro da aldeia, que integra conteúdos teóricos e práticos, com os seus modelos e realidade virtual. O projeto conta ainda com a orientação científica do astrónomo José Matos.

A instalação do Gescope – Observatório Astronómico de Fajão aprofunda aquilo que já é a proposta de valor central do projeto Aldeias do Xisto: a imersão e o contacto com a natureza, desta feita sob a abóbada celeste, e com as comunidades locais. O projeto foca-se no usufruto do céu escuro, de estímulo à captação de novos fluxos turísticos e desenvolvimento de novos produtos, de sensibilização para a proteção da paisagem e do céu escuro e de redução da poluição luminosa.

Refira-se que as excelentes condições de visibilidade, transparência e escuridão do céu e ainda a prontidão e a qualidade dos serviços turísticos valeram às Aldeias do Xisto a Certificação Destino Turístico Starlight, atribuída pela Fundação Starlight em 2019 e já renovada em 2024.

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Grande evento de BTT dinamiza turismo de aventura na Grande Rota das Montanhas Mágicas

A eMTB Grand Tour 2024, que terá lugar de 18 a 20 de outubro, pretende dinamizar o turismo de aventura na Grande Rota das Montanhas. Contempla dois percursos distintos para os entusiastas do ciclismo de montanha atravessarem sete concelhos, quatro serras e os vales de seis rios. As inscrições já estão abertas.

Tanto para os adeptos das eBikes (bicicletas com assistência elétrica) como das BTT convencionais, trata-se de um desafio de três dias que ligará sete municípios (Vale de Cambra, Arouca, Castelo de Paiva, São Pedro do Sul, Castro Daire, Sever do Vouga e Cinfães), atravessando quatro serras (Freita, Arada, Arestal e Montemuro) e os vales de sete rios (Douro, Vouga, Paiva, Bestança, Caima e Teixeira).

Desenhado para os amantes das BTT e do turismo de natureza, o “Montanhas Mágicas – eMTB Grand Tour 2024” é um ambicioso projeto de promoção da travessia de 280 quilómetros da Grande Rota 60, a das Montanhas Mágicas (GR60). Um percurso circular que abraça ainda quatro Zonas Especiais de Conservação da Rede Natura 2000 e um Geoparque Mundial da UNESCO.

Para esta primeira edição, de caráter não competitivo, que decorre de 18 a 20 de outubro, a organização, a cargo da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras de Montemuro, Arada e Gralheira (ADRIMAG), em parceria com os sete municípios do território, tem disponíveis 350 vagas, distribuídas por dois desafios. As inscrições já estão abertas, bastando para isso preencher o formulário que está disponível online.

A GR60 tem como principais atrativos a natureza, as paisagens, a biodiversidade e a riqueza geológica de um território atravessado por vales, rios e montanhas de grande beleza, sem esquecer o seu maior ativo, que são as gentes. Tudo valores socioculturais diferenciadores da região, que possui ainda um património monumental e iconográfico de relevo. O desígnio maior da eMTB Grand Tour 2024 alinha-se, por isso mesmo, com os propósitos de aventura, desafio e lazer, para potenciar a riqueza natural do território.

O “Montanhas Mágicas – eMTB Grand Tour 2024” contempla duas modalidades, em que os participantes se podem inscrever. O primeiro, e mais desafiante, é o Grand Tour. Um percurso que ocupa os três dias do evento e permite percorrer todo o traçado da Grande Travessia das Montanhas Mágicas (280 Km), o qual se encontra dividido em 14 etapas. Neste traçado apenas é permitida a utilização de bicicletas com assistência elétrica e o número limite de participantes, nesta primeira edição, é de 50.

O Short Tour, por sua vez, tem lugar apenas no dia 20 e desenvolve-se no loop sudoeste da GR60, num total de 62km, distribuídos por duas etapas e uma variante à grande rota, a GR60.1. Este percurso é aberto a utilizadores de bicicletas BTT convencionais ou com assistência elétrica, tendo um limite máximo de 300 participantes.

O evento inclui serviços de transferes, alimentação, segurança e outros complementares, relacionados com o parqueamento, carregamento, lavagem e manutenção das bicicletas. A reserva e o pagamento do alojamento são da responsabilidade dos participantes.

 

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Governador de Santa Catarina lidera comitiva em busca de novas parcerias com Portugal

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, prepara-se para uma missão internacional com vista a estreitar os laços com Portugal. A viagem está marcada entre os dias 8 e 14 de julho. O objetivo é fortalecer as relações entre o estado brasileiro e o nosso país, explorando oportunidades de cooperação em áreas como o turismo.

“Depois do anúncio de voos diretos entre Santa Catarina e Portugal, vamos até lá para buscar novas parcerias. Queremos promover o nosso estado como destino turístico para os portugueses e demais europeus que vêm para o Brasil. Mostrar como Santa Catarina é também um lugar a ser visitado, além de ser um grande parceiro em outros setores”, destacou o governador Jorginho Mello, citado pela imprensa catarinense.

A comitiva brasileira, de acordo com a mesma fonte, será formada pelos secretários das pastas de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Turismo e Comunicação. Entre os principais pontos da agenda estão encontros com líderes governamentais e empresariais portugueses, onde serão discutidas estratégias para promover o intercâmbio de conhecimento e inovação. Será realizada também uma visita à TAP para traçar estratégias de promoção turística. A empresa passará a ter três voos semanais diretos entre os aeroportos internacionais de Lisboa e Florianópolis.

Ainda sobre o setor turístico, o governador e demais secretários irão analisar as melhores práticas do turismo religioso português, para promover em Santa Catarina ações que potencializem essa vocação catarinense. A comitiva também visitará um dos portos de Portugal, que é um grande hub mundial. No desporto, será tratada a questão das ondas de Nazaré e Jaguaruna, a “Laje da Jagua”. O objetivo é consolidar essa parceria de localidades irmãs para a prática do surfe de grandes ondas.

As expectativas são de que as iniciativas e parcerias estabelecidas durante essa visita gerem benefícios a longo prazo, impulsionando o crescimento do estado em diversas áreas, avança a mesma fonte.

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