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“Portugal poderá funcionar como ligação importante não só para os portugueses, mas também para outros mercados europeus”

De visita a Portugal, Tasneem Motara, Membro do Conselho Executivo para o Desenvolvimento Económico de Gauteng (África do Sul) e responsável pelo setor do turismo, admitiu querer que o número de portugueses a visitar o país regresse ao período pré-pandémico. Para tal, a oferta de experiências várias é um dos pontos que destaca, embora reconheça que uma ligação direta feita pela TAP seria uma mais-valia.

Victor Jorge
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“Portugal poderá funcionar como ligação importante não só para os portugueses, mas também para outros mercados europeus”

De visita a Portugal, Tasneem Motara, Membro do Conselho Executivo para o Desenvolvimento Económico de Gauteng (África do Sul) e responsável pelo setor do turismo, admitiu querer que o número de portugueses a visitar o país regresse ao período pré-pandémico. Para tal, a oferta de experiências várias é um dos pontos que destaca, embora reconheça que uma ligação direta feita pela TAP seria uma mais-valia.

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Em 2019, foram 30.000 os portugueses que viajaram até à África do Sul, números que desceu nos anos da pandemia, registando-se já uma recuperação. A razão que leva os portugueses a viajar até à África do Sul são as pessoas. Contudo, Tasneem Motara reconhece que o país tem muito mais para oferecer, reconhecendo, contudo, que uma ligação aérea – com a TAP – acrescentaria mais turistas portugueses a visitar a África do Sul e sul-africanos a visitarem Portugal.

O interesse e importância da África do Sul é, de resto, confirmada pelo facto das comemorações Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas serem iniciadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entre 4 e 8 de junho, para depois “viajarem” até Peso da Régua.

Como se comportou o turismo na África do Sul em 2022?
O ano de 2022 foi marcado pela recuperação. A COVID-19, naturalmente, tive um impacto forte no turismo do país, já que antes da pandemia tínhamos cerca de 10 milhões de visitantes, número que baixou para 5,7 milhões durante a pandemia. Atualmente, penso que conseguimos estabilizar o número acima dos seis milhões, mas a nossa intenção e objetivo é chegar, rápida e novamente, aos 10 milhões de turistas.

E o que irão fazer para atingir, novamente, esses 10 milhões?
Duas coisas. Primeiro, estamos com as baterias apontadas à organização de grandes eventos e mostrar a capacidade da África do Sul para a organização e realização dos mesmos. Por isso, a aposta está, claramente, virada para o MICE. Estamos, também, a olhar para os grandes eventos desportivos e estamos a trabalhar em duas iniciativas que, tendo sucesso, conseguiremos dar a volta nos próximos dois anos.

Nestes últimos tempos temo-nos dedicado a organizar eventos internacionais mais pequenos, de forma a ressuscitar a indústria, mas iremos apostar forte e agressivamente no MICE.

Quando diz eventos internacionais, são eventos globais ou africanos?
Globais, essa é a estratégia âncora. Para tal, apostamos num marketing agressivo e mostrar a nossa oferta local disponível.

Não nos podemos, contudo, esquecer que, tal como a maioria das economias, também a África do Sul foi impactada pela pandemia e, por isso, a capacidade dos consumidores gastarem foi restringida. Daí estarmos a promover a oferta local junto dos sul-africanos e dizer que, se não tiverem possibilidade de viajar no próximo ano ou dois, existe uma economia local para explorar e enriquecer.

O mercado português faz parte de um crescente centro de turismo europeu que impulsionou o crescimento de mais de 16% nas chegadas à África do Sul até o final de 2022

À (re)descoberta de um país
Em Portugal, durante a pandemia, muitos portugueses (re)descobriram o seu país. Isso também aconteceu na África do Sul?
Sim, o que a COVID fez foi dar uma maior perceção às pessoas do que o país, efetivamente, oferece, as possibilidades que têm em interagir com pessoas, natureza e experiências. E como diz, foi possível verificar que muitos descobriram ou redescobriram o seu próprio país.

Isto também ajudou, em muito, as Pequenas e Médias Empresas (PME) e a economia local. Fez com que as pessoas procurassem novas experiências e, fundamentalmente, experiências com sentido. É uma tendência, mas é uma boa tendência.

E essa procura é só nacional ou também continental?
Na verdade, a grande maioria dos 10 milhões de visitantes que tínhamos eram continentais. Conseguimos atrair muitos turistas durante o nosso verão que coincide com o inverno na Europa.

Os nossos principais mercados continuam a ser África, Europa, Américas, Australásia e Médio Oriente. Especificamente para os mercados europeus, registamos um aumento de mais de 16% no final de 2022, com destaque para o Reino Unido, Alemanha, França, Bélgica, entre outros.

É por isso que estamos em Portugal para, em primeiro lugar, registar a importância deste mercado e, em segundo lugar, incentivar os portugueses a visitar mais o nosso país e região, aumentar a estadia e, enquanto desfrutam da nossa hospitalidade, explorar as muitas oportunidades de investimento e de negócios, tornando a visita numa experiência “bleisure”.

É através das viagens de negócio que pretendem impulsionar o turismo na África do Sul?
Sim, mas não só. Notamos, de facto, que as pessoas nos visitam por motivos de negócio. Por isso, convidamos as pessoas a ficar mais um ou dois dias para conhecer as experiências sul-africanas.

O que registamos, também, é que as pessoas regressam e regressam com as famílias, já que a experiência foi agradável.

Também notamos que, com a pandemia, os investidores estão a olhar para novos mercados para fazer negócio, já que a pandemia forçou muita gente a reorientar os seus próprios negócios.

Sei que os portugueses adoram comida, apreciam vinhos. Por isso, oferecer uma boa experiência gastronómica é vital. Ligar essa experiência gastronómica à natureza, a cenários que só na África do Sul é possível ter, é importante

Criar, portanto, novas oportunidades?
Claro. E sendo a África do Sul um país em desenvolvimento, um dos BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – existem sempre novas oportunidades. Estamos sempre à procura de novas soluções para diversas crises e desafios. Temos uma grande população jovem e desempregada. Temos grandes oportunidades em diversas áreas como a agro-indústria, energia e, claro, turismo.

Por isso, dizemos, venham descobrir novas oportunidades de negócio e, depois, regressem e tragam as vossas famílias para viver experiências memoráveis e autênticas, interagir com os locais, com a natureza, com a cultura.

Mas durante a pandemia, quais foram os mercados com melhor performance?
Diria que continua a ser o africano, seguido do asiático e do europeu. Países como Portugal, Grécia, Bélgica e Itália possuem uma forte comunidade de expatriados. Lá está, é mais uma oportunidade a explorar.

O mercado português faz parte de um crescente centro de turismo europeu que impulsionou o crescimento de mais de 16% nas chegadas à África do Sul até o final de 2022. Gauteng tem uma forte comunidade portuguesa, facilitando o segmento de viagens para amigos e familiares. Este também é um incentivo para aqueles que desejam estabelecer os seus negócios e investimentos na África do Sul.

Nos últimos cinco anos, vimos um aumento nas viagens outbound da África do Sul para Portugal e destinos adjacentes, especificamente para turismo musical e atividades de intercâmbio cultural. Os nossos artistas de renome mundial estão constantemente nestes mercados, partilhando um pouco do excecionalismo sul-africano e do lifestyle de Gauteng.

Queremos fortalecer esses laços e garantir que milhões de grupos da geração Z e famílias possam visitar a África do Sul e Gauteng regularmente e interagir com o local original dessas ofertas musicais e culturais globais.

Os portugueses “africanos”
A África do Sul também beneficia do facto de existirem muitos portugueses em Angola e Moçambique. Qual a importância dessas comunidades para o turismo na África do Sul?
A África do Sul como líder de um grande bloco regional acredita no crescimento e desenvolvimento das economias regionais como forma de fortalecer a recuperação e integração económica continental.

Essas comunidades e países têm sido fundamentais no apoio e na luta contra o Apartheid e o domínio colonial. Lutámos lado a lado para conquistar a nossa independência e agora estamos juntos novamente na luta económica.

O turismo é aproximar pessoas e culturas. É sobre experiências partilhadas, momentos memoráveis e ligações e estes atributos têm sido uma constante nas nossas relações com as comunidades e povos de Moçambique e Angola.

Estas são as pessoas e os mercados que sustentam as nossas ofertas de compras, sempre presentes nos nossos eventos desportivos e musicais ao mesmo tempo que são um esteio para quem visita amigos e familiares.

Os dados mais recentes apontam para a existência de 150.000 portugueses a viver na África do Sul e na região da África Austral, de facto, existe uma das maiores comunidades de portugueses. Por isso, olhamos para estes dados com muita atenção, já que poderá representar um forte aliado na nossa estratégia.

Temos oferecido incentivos a outras companhias aéreas que também podemos apresentar à TAP. Mas o negócio terá de fazer sentido para ambos os lados

Mas a vossa intenção é levar os portugueses que moram nesses países à África do Sul ou os portugueses que moram em Portugal?
Ambos. Estamos a estudar o que, de facto, podemos oferecer, especialmente, à companhia aérea nacional, TAP. Temos reuniões marcadas que são sessões de follow-up e ver o que faz sentido para o negócio da TAP. Temos oferecido incentivos a outras companhias aéreas que também podemos apresentar à TAP. Mas o negócio terá de fazer sentido para ambos os lados. O que dizemos é, venham, testem a força da rota e do destino, analisem o comportamento da operação durante um ou dois anos com um voo direto. Portugal poderá funcionar como uma ligação importante não só para os portugueses, mas também para outros mercados europeus.

Mas a intenção é só levar portugueses a visitar a África do Sul ou também sul-africanos a visitar Portugal?
Claro que ambos. Portugal está a registar uma forte recuperação do turismo. Atualmente, e não está na época alta, Portugal está em alta. Por isso, nem quero imaginar na época alta. Mas na época baixa, a África do Sul é um destino com uma oferta muito vasta e rica a ser considerada pelos portugueses.

Se tivesse de apontar três fatores fundamentais para atrair turistas portugueses à África do Sul, quais seriam?
A África do Sul é um destino com uma boa relação custo-benefício que oferece diversos produtos e experiências de lazer e turismo de negócios à medida para diversos segmentos de mercado. Os turistas de hoje já não procuram o turismo tradicional. Já não procuram somente animais, montanhas, praia ou paisagens. Procuram momentos autênticos e memoráveis, procuram viagens com significado e propósito, esperam transformar a sua perspectiva por meio de experiências que mudam a vida.

Além disso, conectar e reconectar culturas e celebrar o triunfo da raça humana sobre adversidades e pandemias é o que todos nós precisamos fazer e a África do Sul está preparada para receber e oferecer esta jornada imersiva.

Denotam, portanto, novas tendências em quem vos visita?
Sim, claramente. Existe um muito maior interesse pela natureza, por experiências mais autênticas. Uma ligação maior com as comunidades locais que enrique quem nos visita.

Visitar somente as grandes cidades da África do Sul não é muito diferente de visitar as grandes capitais europeias como Paris, Londres ou Lisboa.

Não há experiência como ver as estrelas na natureza sul-africana ou dormir na selva. Isso é, na verdade, uma experiência única. Queremos afastar os turistas das grandes cidades e direcioná-los para outros locais, locais mais autênticos, onde poderão ter contacto com as comunidades locais, provar a gastronomia tradicional, viver a cultura, a história. E há muita coisa a acontecer nesses locais mais pequenos, distantes e diferentes.

A aposta está, claramente, virada para o MICE

Uma estratégia experiencial
Relativamente a Gauteng, a Entidade de Turismo tem um mandato duplo: posicionar Gauteng como um destino global através do marketing e promoção, bem como um destino competitivo, de valor, além de desenvolver produtos que respondem às exigências turísticas. Especificamente, o que Gauteng tem para oferecer? Quais são os principais atributos para atrair turistas?
A ‘Golden City Region’ de Gauteng é o principal centro industrial, empresarial, comercial e de entretenimento da África do Sul e de África, dotada de infraestrutura de classe mundial, turismo e ofertas de hospitalidade bem ancoradas na sua maior riqueza, os 15 milhões de residentes da província.

De safaris, a compras requintadas e de luxo, passeios em minas de diamantes, passeios inspirados na herança de Nelson Mandela, a um encontro com a sua ancestralidade humana e com o nosso Património Mundial, Gauteng continua a ser uma janela para as ofertas de turismo na África do Sul.

Mas Gauteng é um ponto turístico atraente per si ou representa mais um destino de stop-over?
Gauteng representa mais de 40% das chegadas internacionais na África do Sul e um dos três principais destinos de turismo doméstico. A qualidade de vida é excecional, património de classe mundial, condições climáticas excecionais, ofertas de valor para o turismo, com atrações, desportos e circuito de entretenimento internacionalmente aclamados que a tornam um destino preferido para visitantes internacionais e regionais.

Ao longo dos anos, vimos um forte aumento nos números de permanência na província, variando de nove a 12 dias no final de 2020. Os turistas prolongam a sua estadia em Gauteng porque podem associar a natureza autêntica do destino, à ampla variedade de ofertas turísticas, pois a região da cidade representa um caldeirão de culturas e nacionalidades em África.

Temos fortes comunidades chinesas, portuguesas, italianas, indianas, etíopes, a viver lado a lado, formando uma base sólida de mais de 15 milhões de residentes na província. Tudo isso torna-nos um destino atraente.

Quanto representa o setor do turismo de Gauteng em termos de PIB?
O turismo contribui com pouco mais de 4,8% em termos do PIB de Gauteng. O setor representa mais de 280.000 empregos diretos na província, com muitos outros empregos nos subsetores da cadeia de valor. Em termos de contribuição do turismo para a economia nacional, o setor é responsável por pouco menos de 4% do PIB total. Esta contribuição é superior à dos setores da agricultura e da construção, daí a centralidade da economia no Plano de Reconstrução e Recuperação do país.

E como é que o Turismo de Gauteng se alinha com a agenda do turismo nacional?
A agenda do turismo na África do Sul é guiada pela Estratégia Nacional do Setor de Turismo (National Tourism Sector Strategy – NTSS) com objetivos específicos de criar crescimento sustentável do PIB, criação sustentável de empregos, crescimento económico inclusivo e transformador, esforços para aumentar os gastos com chegadas (volume) de turismo, duração das estadias, dispersão geográfica, contenção da sazonalidade e promoção da transformação.

Esta agenda está interligada com a visão “Growing Gauteng Together” (GGT2030) e, especificamente, para Gauteng, a integração dos municípios como foco de recuperação económica e principais beneficiários do crescimento da economia.

Gauteng serve como principal ponto de entrada internacional para o país, abriga a segunda maior capital diplomática do mundo, a maior bolsa de valores de África, o aeroporto mais movimentado e a sede do governo nacional. Com sua enorme contribuição de 33% para o PIB do país, Gauteng é parte central no plano nacional de crescimento do turismo.

E no que difere esta nova estratégia da anterior?
A ‘Gauteng Tourism’ faz parte do plano de recuperação do turismo sul-africano, com o objetivo de garantir 30 milhões de chegadas ao país até 2030, conforme indicado pelo Presidente.

Da parte da província de Gauteng, o plano passa pela recuperação económica, criar empregos sustentáveis, pela reindustrialização e estar em pé de igualdade com a procura da economia partilhada.

Por isso, comunicar é fundamental. Compreender que uma abordagem única não funciona. Queremos que as pessoas entrem em África através da África do Sul e que permaneçam no nosso país. Por isso, desenvolvemos pacotes com outras províncias, de forma a que possam experienciar um dia na Cidade do Cabo, visitem e provem os nossos vinhos, que percebam que, num raio de 45 minutos de carro, podem, de facto, ter experiências enriquecedoras.

E existe capacidade hoteleira para tal?
Ainda possuímos muita oferta tradicional e, de facto, é algo em que o governo está a trabalhar para criar mais alternativas. Mas também é essa oferta tradicional que cria as experiências mais autênticas.

Daí darmos apoio a essa oferta tradicional para se promover, vender diversos pacotes, dar incentivos.

Como disse, uma abordagem única não funciona, temos de perceber o que é que um turista britânico, alemão, norte-americano, português procura quando nos quer visitar e tentar dar uma resposta apropriada. E queremos que essa resposta seja dada de forma que, quem nos visita, regresse.

E no caso português, por onde poderá passar essa oferta?
Sei que os portugueses adoram comida, apreciam vinhos. Por isso, oferecer uma boa experiência gastronómica é vital. Ligar essa experiência gastronómica à natureza, a cenários que só na África do Sul é possível ter, é importante.

Além disso, os portugueses gostam de se relacionar com os locais, conhecer a história, a cultura. Aliar tudo isto é o nosso desafio.

E quantos portugueses querem que visitem a África do Sul por ano?
O nosso objetivo é regressar aos 30.000 por ano de antes da pandemia. Naturalmente, que a isso acrescentamos os portugueses que vivem e trabalham em países como Angola e Moçambique e que, por razões familiares ou de negócio, viajam até à África do Sul.

 

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eDreams: Espanha é o país preferido dos portugueses para as férias de verão

Barcelona e Madrid são, segundo a eDreams, as cidades mais procuradas pelos portugueses em Espanha, ainda que também Ibiza e Palma de Maiorca figurem no Top10 dos portugueses para o verão de 2024.

Espanha é o país preferido dos portugueses para passar as férias de verão, apurou uma pesquisa da eDreams, segundo a qual 22% dos turistas lusos vão escolher destinos no país vizinho para as férias desta época alta.

“A empresa concluiu que Espanha é o país preferido dos portugueses (22%) para passar as suas férias de verão em 2024, seguida de França (13%) e de Portugal (12%)”, avança a eDreams, num comunicado divulgado esta quarta-feira, 29 de maio.

Barcelona e Madrid são, segundo o estudo da eDreams, as cidades mais procuradas pelos portugueses em Espanha, ainda que também Ibiza e Palma de Maiorca figurem no Top10 das escolhas dos turistas portugueses para o verão de 2024.

Além destas cidades espanholas, a pesquisa da eDreams apurou que também Paris, Funchal, Amesterdão e Ponta Delgada se encontram entre as principais escolhas dos turistas portugueses para o verão.

Ainda assim, os país com maior crescimento de reservas dos turistas portugueses face ao ano passado são a Grécia (+53%), a Irlanda (+47%), a República Checa (+46%) e Malta (+31%).

“Verificou-se um ligeiro aumento de reservas de viagens para este verão, comparativamente a 2023 (+3%)”, acrescenta a eDreams, que apurou também que a maioria das reservas se destina ao mês de junho, principalmente para a primeira quinzena desse mês.

Segundo a eDreams, a concentração de reservas no mês de junho poderá explicar-se “pela existência de um feriado nacional e outro regional nesse período”, seguindo-se o mês de julho, com 26% das preferências, e o mês de agosto, que é eleito por 21% dos portugueses para as férias de verão.

A pesquisa da eDreams mostra ainda que “mais de metade dos viajantes fez a reserva das suas férias durante os meses de maio (32%) e abril (27%)” e que estas se destinam essencialmente a escapadinhas, uma vez que têm uma duração entre os três e os quatro dias (31%).

No entanto, a eDreams acrescenta que “as reservas com a duração mais prolongada de sete a 13 dias também parecem relevantes entre os portugueses (28%), como é mais tradicional nas férias de verão”.

A pesquisa da eDreams apurou ainda que Portugal também se encontra entre os destinos de férias mais populares para os turistas europeus, que deverão ser maioritariamente provenientes de França (36%), Alemanha (15%) e Espanha (13%).

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Hotéis de Macau recebem 1,15 milhões de hóspedes em abril

Os hotéis de Macau receberam mais de 1,15 milhões de hóspedes em abril, uma subida de 5,6% em termos anuais.

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No mês em análise, o território contava com 143 estabelecimentos hoteleiros, mais 13 do que no mesmo período do ano passado, a disponibilizar 47 mil quartos, de acordo com um comunicado da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

Em abril, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes dos estabelecimentos hoteleiros fixou-se em 83,3%, subindo quatro pontos percentuais, em termos anuais, indicou a DSEC na mesma nota.

Do total de 1.159.000 hóspedes, 823 mil chegaram da China continental, ou mais 11,8%, em termos anuais, enquanto os de Taiwan (34 mil) e da Coreia do Sul (24 mil) subiram 96,1% e 245,2%, respetivamente. Já o número de hóspedes de Hong Kong (165 mil) registou uma queda de 35%.

Já nos quatro primeiros meses de 2024, a taxa de ocupação média dos quartos dos hotéis foi de 84,5%, representando mais 8,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Nessa altura, os estabelecimentos hoteleiros hospedaram cerca de 4,93 milhões de pessoas, mais 29,8%, face a idêntico período de 2023.

A região administrativa especial chinesa recebeu 11,47 milhões de visitantes entre janeiro e abril deste ano, uma subida de 58,9% em termos anuais, segundo dados da DSEC.

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Algarve apresenta-se a diferentes públicos durante o mês de junho

O Turismo do Algarve está a intensificar a estratégia promocional da região com uma série de eventos ao longo do próximo mês de junho, marcando presença em Monchique, no Aeroporto de Faro e na Marina de Vilamoura.

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Neste âmbito, o Turismo do Algarve participa, pelo segundo ano consecutivo, no evento “Vamos à Vila”, que este ano terá lugar nos dias 31 de maio e 1 e 2 de junho, em Monchique. A mostra celebra as tradições locais, convidando os visitantes a partilhar os saberes e sabores da região. O espaço do Turismo do Algarve oferecerá informações sobre a região e material promocional focado no turismo de natureza, património cultural e observação de aves, entre outros.

Por outro lado, o  Turismo do Algarve marcará presença no Aeroporto de Faro para receber em festa e com lembranças da região os passageiros do voo inaugural da nova rota direta entre Ponta Delgada e Faro, operada pela Azores Airlines. Esta nova ligação, que começa a 2 de junho e se estenderá até 29 de setembro, terá três frequências semanais, às quartas-feiras, sextas-feiras e domingos.

Finalmente, o turismo da região estará também na 27.ª edição do Vilamoura Boat Show, que acontecerá de 8 a 16 de junho, na Marina de Vilamoura. Este evento reúne uma ampla gama de embarcações, equipamentos e serviços ligados à náutica. O Turismo do Algarve aproveitará esta oportunidade para promover a sua oferta náutica, mas também outros produtos turísticos algarvios, como a cultura, a gastronomia e a natureza. Durante o evento, no espaço do Turismo do Algarve estarão disponíveis materiais de informação e promoção turística, como brochuras, brindes e vídeos promocionais, destacando a diversidade e riqueza do destino além do sol e mar.

A propósito destas iniciativas, André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, considera que “eventos como o Vamos à Vila são essenciais para manter viva a tradição e promover a autenticidade do Algarve”, ao passo que “participar no Boat Show é uma forma eficaz de apresentar o Algarve como um destino multifacetado e atraente para diferentes tipos de turistas, aproveitando a fantástica porta de entrada que é a Marina de Vilamoura”, destacou.

Falando sobre a o voo inaugural a partir de Ponta Delgada, André Gomes refere que “esta nova rota não só reforça a conectividade do Algarve com os Açores, como também abre novas oportunidades para os turistas norte-americanos que visitam aquela região continuarem a explorar o país através do Algarve”.

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Lisboa e Funchal entre os destinos mais populares neste verão

Embora com registos diferentes, Lisboa e Funchal estão entre as cidades mais populares para o verão de 2024. Lisboa desce 0,3 pontos percentuais (p.p.), enquanto o Funchal sobe 0,14 p.p..

Victor Jorge

Entre as cidades mais populares para este verão de 2024 (pesquisa de voos para os meses de julho e agosto), segundo análise da ForwardKeys, contam-se Lisboa e Funchal.

Lisboa, com uma quota de 2%, cai, contudo, quando comparado o período em análise de 2024 com os mesmos meses de 2023, registando uma quebra de 0,3 pontos percentuais (p.p.). Já o Funchal está entre as cidades que mais crescem, quando analisado o aumento de popularidade, com um crescimento de 0,14 p.p. face a igual período do ano passado.

Se no primeiro caso, o ranking das cidades mais pesquisadas é liderado por Londres, com um aumento de 1,9 p.p., a restante listagem revela comportamentos díspares. Paris, em 2.º lugar, cresce 0,5 p.p. face aos meses de julho e agosto de 2023, mantendo-se Barcelona, em 3.º lugar, com registo igual. O Top 10 é composto ainda por Istambul, Roma, Atenas, Lisboa, Madrid, Milão e Palma de Maiorca.

No ranking das cidades com aumento de pesquisa para julho e agosto de 2024 a liderança pertence a Tenerife (+0,41 p.p.), seguida de Izmir (+0,25 p.p.) e Reiquiavique (+0,21 p.p.). Funchal surge em 5.º lugar, com +0,14 p.p., depois de Munique (+0,15 p.p.), mas antes de Tbilissi (+0,09 p.p.), Malta e Tirana (+0,07 p.p.), Nice (+0,06 p.p) e Yerevan (+0,03 p.p).

A análise dos dados de emissão de bilhetes para viagens para destinos urbanos europeus em julho e agosto de 2024 revela uma mudança nas preferências dos consumidores para destinos naturais (+19%) e urbanos (+14%) em detrimento dos tradicionais destinos de sol e praia (+8%). Esta situação reflete-se a nível sub-regional, uma vez que o crescimento anual das chegadas internacionais à Europa Central e Oriental (+25%), à Europa Ocidental (+15%) e à Europa do Norte (+13%) ultrapassa o dos destinos do Sul da Europa (+11%).

Já as viagens de saída da Europa também estão a revelar tendências claras, com um crescimento anual nas viagens intra-europeias (+14%) e de longo curso para uma gama diversificada de mercados asiáticos (+16%). Os dados relativos aos bilhetes para julho e agosto indicam que os viajantes europeus estão a optar cada vez mais por se aventurar mais longe para explorar as paisagens e culturas de Pequim (+132%) em particular, bem como Osaka (+66%), Banguecoque (+21%), Colombo (+21%) e Kuala Lumpur (+14%). Estes destinos beneficiam, segundo a ForwardKeys, de vários fatores, incluindo a melhoria da conectividade, a isenção de vistos para os europeus que entram na China e a taxa de câmbio favorável entre o euro e o iene. O crescimento moderado da procura nos mercados americanos de Chicago (+14%) e Miami (+9%) também é notável.

Olivier Ponti, diretor de Informações e Marketing da ForwardKeys, admite que, de um modo geral, “o panorama é positivo para os destinos de todo o mundo que pretendem atrair o lucrativo turismo europeu nos próximos anos. Com a perturbação da procura e das reservas causada pela pandemia de COVID-19 já pertencente ao passado, a época de verão de 2024 parece suscetível de estabelecer uma nova referência para as viagens europeias, tanto na região como fora dela”.

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7 etapas de um roteiro para afastar o excesso de turismo dos destinos

O excesso de turismo é uma questão fundamental para a gestão sustentável dos destinos. Lidar com o problema começa com a medição de sete dimensões-chave, que, de acordo com a Mabrian e a Phocuswright, contribuem decisivamente para lançar as bases de uma estratégia sustentável duradoura, baseada na inteligência de dados.

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É crucial combater o excesso de turismo, uma vez que 61% dos viajantes evitaram destinos devido a este fenómeno no ano passado. Para tal, os destinos devem utilizar uma abordagem holística e baseada em dados para equilibrar os recursos locais, o bem-estar da comunidade e o crescimento do turismo. Esta é uma das conclusões do livro branco “A Roadmap to Move Destinations Away from Overtourism”, desenvolvido pela Mabrian, em colaboração com a Phocuswright.

Lançado antes do evento Phocuswright Europe em Barcelona (10-12 de junho), este livro branco tem como objetivo incluir o excesso de turismo em discussões mais amplas sobre a gestão sustentável dos destinos. Destaca a necessidade de uma análise e planeamento inovadores, utilizando indicadores-chave de desempenho integral e ferramentas baseadas em dados. O relatório utiliza os dados dos estudos da Mabrian e da Phocuswright para explorar a forma como as várias dimensões da sustentabilidade se traduzem em indicadores úteis para o planeamento de destinos.

Os sete indicadores propostos interagem entre si e podem ser aplicados a diferentes conjuntos de objetivos, dependendo das condições específicas de cada destino.

Distribuição das despesas dos turistas: Para além de medir as despesas por visitante e por categoria, é fundamental compreender a sua distribuição. Um destino menos afetado pelo overtourism tende a ter uma distribuição mais uniforme das despesas pelo seu território, o que beneficia tanto a sua economia como o bem-estar local.

Em última análise, trata-se de capitalizar as preferências dos viajantes, uma vez que a investigação da Phocuswright indica que entre metade e dois terços dos viajantes querem que as suas despesas apoiem as comunidades que visitam.

Pegada de carbono – emissões de CO2: A redução das emissões de CO2 é crucial para minimizar o impacto ambiental das viagens, especialmente porque o transporte aéreo é responsável por 55% da pegada de carbono do setor do turismo (Relatório da Travel Foundation). A análise das emissões de CO2 ao longo do tempo, por mercado de origem e por visitante, bem como o rácio entre as despesas dos viajantes e as emissões geradas, pode ajudar os destinos a orientarem-se para segmentos com melhores rácios de despesas/emissões.

Concentração da oferta turística: A densidade e a pressão humana são normalmente associadas ao turismo excessivo e não à sustentabilidade, mas existe uma disparidade na perceção dos viajantes. De acordo com os dados da Phocuswright, enquanto 43-61% dos viajantes evitaram destinos no ano passado devido a preocupações com a sustentabilidade, apenas 13-21% consideram sustentável visitar destinos menos concorridos. Compreender o agrupamento de alojamentos e atrações é crucial tanto para o conforto dos viajantes como para o bem-estar da comunidade.

Perceção da sustentabilidade do turismo: Uma abordagem sustentável eficaz ao turismo excessivo implica alinhar a elaboração de políticas com o seu impacto nos habitantes locais e nos visitantes para atenuar o que a Phocuswright designa por “dissonância da sustentabilidade” – o fosso entre a intenção de viajar de forma sustentável e as escolhas efetivas dos viajantes. As mensagens direcionadas e as estratégias de envolvimento desempenham um papel central na formação das perceções da sustentabilidade do turismo.

Diversificação motivacional: Quanto mais os destinos dependem de algumas atividades ou atrações, maior será a probabilidade de dependerem de certos segmentos de viajantes, o que limita o crescimento potencial e restringe os mercados de origem, e tende a suportar áreas turísticas mais densas e uma procura sazonal mais forte, o que é suscetível de resultar em excesso de turismo. Este índice pondera a variedade de fatores que atraem visitantes a um destino, correlacionando-os com tipos de alojamento e duração da estadia.

Dependência das origens: Quanto menor for a dependência de mercados de origem específicos (sobretudo de longo curso), mais sustentável é o destino, uma vez que reduz a pegada de carbono do transporte. A dependência de certos mercados de origem também pode ser um fator de aceleração para o excesso de turismo em zonas específicas ou durante momentos específicos do ano, criando a sensação de uma pressão humana demasiado elevada para os habitantes locais nalguns períodos. Esta dependência também reduz a possibilidade de desenvolver novos produtos turísticos para diversificar a procura nos mercados, locais e épocas do ano. O índice combina a capacidade aérea, a procura de alojamento categorizada por distância e mercados de origem, e como os viajantes estão distribuídos pela geografia do destino.

Sazonalidade: Muitos destinos têm estado a trabalhar há muitos anos para vencer a sazonalidade e assegurar um fluxo constante de viajantes ao longo do ano, uma tarefa difícil se a diversificação motivacional for baixa e a dependência das origens for elevada.

Vencer a sazonalidade tem implicações positivas em muitos dos índices acima mencionados, e também contribui positivamente para reduzir o excesso de turismo. A redução da sazonalidade melhora a qualidade de vida dos habitantes locais, criando melhores condições de trabalho, uma economia mais estável e bem distribuída e reduz a pressão sobre os serviços e recursos locais. Este índice não só se centra na análise da procura de voos e de alojamento num determinado período de tempo, mas também as despesas e o custo das estadias.

Assim, conclui a análise da Mabrian e Phocuswright, “a superação do excesso de turismo só será possível se forem abordadas todas as dimensões deste fenómeno, e olhar para além dele, lançando-as para um setor que atinja a sustentabilidade, mantendo-se rentável”.

“A rentabilidade é e será, no final, o teste do tempo para o futuro do setor das viagens. A sustentabilidade e a rentabilidade são duas faces da mesma moeda, cunhada com base numa metodologia centrada em dados, mensurável e orientada para objetivos que permite políticas para um crescimento mais equitativo, justo e simétrico, crescimento mais distribuído, justo e simétrico, suportável no tempo”.

Madeline List, analista sénior da Phocuswright, assinala que “uma estratégia sustentável bem-sucedida e consistente envolve a formulação de boas práticas, mas a sua operacionalização de forma expedita.”

Já Carlos Cendra, Partner & Chief Marketing and Communications Officer da Mabrian., considera que a implementação de medidas eficazes contra o overtourism implica “uma abordagem transparente, honesta e centrada nos dados do impacto do turismo nos destinos, com base num modelo holístico capaz de criar um equilíbrio duradouro que beneficie as empresas, os habitantes locais e os visitantes, preservando simultaneamente o ambiente”.

Foto: Depositphotos.com
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Turismo da ONU quer integração da biodiversidade nas políticas nacionais do setor

Embora 95% das políticas nacionais de turismo reconheçam a natureza como um bem primário para o setor, muitas vezes faltam planos detalhados para práticas de gestão sustentável, revela um novo relatório do Turismo da ONU.

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O relatório “A Integração da Biodiversidade nas Políticas Nacionais de Turismo”, que acaba de ser publicado pelo Turismo da ONU, explora a intrínseca relação entre os dois setores, que engloba a diversidade dentro das espécies, entre espécies e de ecossistemas. Avalia como 80 políticas nacionais de turismo incorporam valores de biodiversidade e visa aprofundar a compreensão das referências à biodiversidade nessas políticas.

O documento compreende quatro subsecções detalhadas que examinam a integração da biodiversidade nas narrativas e declarações políticas, programas estratégicos e compromissos de monitorização. Ao fornecer informações sobre a amplitude e profundidade dos atuais esforços de integração, serve, segundo o Turismo da ONU, como um recurso valioso para os decisores políticos, as partes interessadas e a comunidade global, apelando a novas ações para um futuro sustentável.

O Secretário-Geral da organização, Zurab Pololikashvili, afirma que, “como guardiões dos recursos naturais da Terra, é crucial que promovamos uma relação harmoniosa entre o turismo e o ambiente”, para acentuar que esta publicação não só destaca a interdependência da biodiversidade e do turismo, como também sublinha o papel essencial que políticas bem integradas desempenham na garantia de um futuro sustentável para todos.

Este novo relatório surge como parte dos compromissos assumidos na Conferência da ONU sobre Biodiversidade COP-15, realizada em Montreal em dezembro de 2022, onde foi adotado o histórico Plano de Biodiversidade. Além disso, o relatório complementa a publicação recentemente lançada “Nature Positive Travel & Tourism Action” amplificando o impulso para práticas ambientalmente responsáveis ​​no setor do turismo.

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Rio Grande do Sul precisará de 1 bilião de reais para recuperar turismo

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou, que serão necessários cerca de um bilião de reais para recuperar o setor turístico do estado assolado pela tragédia das chuvas torrenciais, e voltou a defender a reedição de um benefício federal semelhante ao programa de emergência de manutenção do emprego e da receita, lançado em 2020 para minimizar os prejuízos económicos decorrentes da pandemia da covid-19.

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Em reunião com o ministro do Turismo, Celso Sabino, e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o governador afirmou, conforme avança a imprensa brasileira, que o turismo é um dos temas que preocupa, por ser uma atividade que o estado tem vocação e que envolve muitos empregos em áreas atingidas pelas fortes chuvas.

Leite mencionou que, embora o Ministério do Turismo tenha decidido libertar 100 milhões de reais via Fungetur, além de mais 100 milhões em seguida, ainda serão necessários mais recursos. “Em conversa com o trade turístico, vemos a necessidade de chegar até 1 bilião de reais”, afirmou o governador.

O Fungetur, um fundo especial de empréstimo vinculado ao Ministério do Turismo, possui taxas de juros atrativas, com carência de até cinco anos e prazo de pagamento de até 12 anos. Para o Rio Grande do Sul, esses prazos foram ampliados e os pagamentos dos financiamentos foram suspensos por seis meses, conforme informado pelo ministro Celso Sabino.

O objetivo é socorrer os empreendedores; proprietários de pousadas, bares, restaurantes e hotéis; transportadores, operadores turísticos e agentes de viagens” cujas atividades tenham sido afetadas pelas consequências dos recentes eventos climáticos extremos.

O ministro Sabino explicou que foi editada uma portaria inédita para que os recursos do Fungetur sejam usados exclusivamente no Rio Grande do Sul. O objetivo é socorrer os empreendedores; proprietários de pousadas, bares, restaurantes e hotéis; transportadores, operadores turísticos e agentes de viagens” cujas atividades tenham sido afetadas pelas consequências dos recentes eventos climáticos extremos. “Todos os que adquiriram financiamento através do Fungetur terão mais seis meses de fôlego”, acrescentou.

Durante a reunião, Leite também defendeu a criação de um benefício de emergência para manutenção de empregos e receita, similar ao concedido durante a pandemia. Argumentou que esta medida é fundamental para evitar demissões em massa no setor turístico, impactado pelas estradas bloqueadas e o principal aeroporto do estado inoperante.

Estas medidas, segundo o governador do estado do Rio Grande do Sul, Leite, visam apoiar os empregadores a custear parte dos salários dos empregados de empresas afetadas, e uma forma “rápida e ágil” de evitar demissões enquanto o setor turístico se reestrutura.

Além disso, propôs a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para artigos da linha branca, reduzindo os custos de renovação de equipamentos em restaurantes, hotéis e pousadas.

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Portugal leva 20 empresas à maior feira de turismo da China

Depois da participação na ITB China, que decorre entre 27 e 31 de maio, o Turismo de Portugal vai promover um roadshow por Pequim, Cantão e Macau que deverá reunir mais de 200 empresas chinesas e motivar encontros com os principais parceiros da operação turística.

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Portugal está presente na ITB China, a maior feira de turismo da China, que decorre entre 27 e 31 de maio, e na qual o país está representado por uma delegação de 20 empresas, liderada pelo Turismo de Portugal.

Num comunicado enviado à imprensa, o Turismo de Portugal explica que a participação na ITB China visa “explorar oportunidades de cooperação entre as entidades turísticas dos dois países, fomentar a cooperação na área da formação de estudantes e a capacitação de profissionais de turismo e incentivar as empresas locais a investirem na indústria do Turismo, em Portugal”.

“Trata-se efetivamente de um mercado emissor com uma importância estratégica, não só pela sua dimensão, mas também pela história que nos une. O turismo desempenha um papel fulcral no aprofundar das relações bilaterais e na prossecução de um maior equilíbrio da balança comercial de Portugal com a China”, afirma Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, lembrando que esta ação coincide com o 45.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e China.

Além da participação na feira, a ocasião vai ser também aproveitada para celebrar contratos com empresas locais para o lançamento de campanhas de marketing para promoção de Portugal em toda a China, dando ainda origem a um roadshow que vai passar por Pequim, Cantão e Macau, e que deverá reunir mais de 200 empresas chinesas e motivar encontros com CEO dos principais parceiros da operação turística.

A participação do Turismo de Portugal na ITB China, assim como a realização do roadshow em Pequim, Cantão e Macau, já tinham sido revelados no início de abril por Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal. (https://www.publituris.pt/2024/04/02/turismo-de-portugal-retoma-promocao-na-china-e-promove-roadshow-no-final-de-maio)

Recorde-se que a China é o maior mercado de turismo outbound do mundo, motivo pelo qual é encarado de forma estratégica, até porque continua a ser um mercado com um elevado potencial para Portugal, uma vez que, entre janeiro e fevereiro de 2024, foi o 17.º mercado turístico da procura externa para o destino Portugal aferido pelo indicador dormidas (quota 1,3%) e ocupou o 14.º lugar no indicador hóspedes (quota 2,1%) totalizando 37,1 mil.

 

 

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Região de Lisboa promove-se na maior feira de turismo da Galiza

Na Turexpo Galicia, que decorre entre 30 de maio e 2 de junho, a região de turismo nacional participa com um stand próprio, de 25m2, no qual vão ser promovidos os “destinos e recursos junto do mercado espanhol”.

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A Região de Lisboa vai participar, entre 30 de maio e 2 de junho, na Turexpo Galicia, a maior feira de turismo da Galiza, em Espanha, na qual a região de turismo nacional participa com um stand próprio, de 25m2, no qual vão ser promovidos os “destinos e recursos junto do mercado espanhol”.

“Sendo a Turexpo Galicia uma montra daquilo que melhor a Região de Lisboa tem para oferecer, os visitantes terão a oportunidade de conhecer em detalhe todas as atrações e experiências a usufruir. Além da presença institucional da ERT-RL, os municípios de Mafra e Vila Franca de Xira terão igualmente uma participação ativa”, indica a Região de Lisboa, num comunicado enviado à imprensa.

Segundo Carla Salsinha, presidente da ERT-RL, “a Turexpo Galicia é um ponto de encontro excecional para partilhar e descobrir” o que o presente e o futuro reservam ao setor do turismo, pelo que esta presença representa uma “oportunidade para reforçar” o posicionamento da Região de Lisboa e “incentivar” os turistas a visitarem esta região portuguesa.

Além desta feira na Galiza, a Região de Lisboa está empenha na promoção no mercado espanhol e, por isso, já esteve presente em diversas feiras de renome, como a FITUR, em Madrid, a Navartur, em Pamplona, a B-Travel, em Barcelona, e a Expovacaciones, em Bilbao, contando vir ainda a participar, entre 14 e 17 de novembro, na INTUR – Feira Internacional do Turismo de Interior.

Recorde-se que a Turexpo Galicia recebeu,  no ano passado, 102.689 visitantes, e insere-se numa proposta multissectorial – Feira Internacional ABANCA – Semana Verde da Galiza, que regista uma procura elevada por parte do público.

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Oferta hoteleira de Moçambique aumenta no primeiro trimestre

No primeiro trimestre do ano, Moçambique assistiu à entrada em funcionamento de 66 empreendimentos, dos quais 28 de alojamento, 33 de restauração e bebidas e cinco agências de viagens, o que corresponde a um aumento de 57,1% face ao mesmo período de 2023.

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Até março, Moçambique assistiu à abertura de 66 novos empreendimentos ligados à restauração e turismo, o que ditou um aumento de 414 quartos na hotelaria, avança a Lusa, que cita dados divulgados esta sexta-feira, 24 de março, pelo governo moçambicano.

Segundo um relatório de execução orçamental do Ministério da Economia e Finanças de Moçambique, no primeiro trimestre de 2024, o investimento privado mais do que triplicou face ao ano passado, somando 18,7 milhões de euros, o que ditou também o aumento dos postos de trabalho criados, que chegou aos 559 face aos 470 gerados no mesmo período do ano passado.

O relatório diz que, neste período, “entraram em funcionamento 66 empreendimentos contra 42 empreendimentos do primeiro trimestre de 2023, dos quais 28 de alojamento, 33 de restauração e bebidas e cinco agências de viagens, o que corresponde a um aumento de 57,1%”.

“As aberturas incrementaram a capacidade com 414 quartos contra 323 do primeiro trimestre de 2023, o que representa um crescimento de 28,2%”, lê-se ainda no relatório a que a Lusa teve acesso.

O aumento do investimento chega numa altura em que também o número de turistas está a aumentar em Moçambique, o que se deve à isenção de vistos decretada no ano passado para  países de baixo risco, o que levou à emissão de quase 30 mil vistos de fronteira ainda em 2023.

No relatório de execução orçamental do último trimestre de 2023, o governo moçambicano recorda que “foi criada uma plataforma para requisição de vistos ‘online’ e a isenção de vistos de turismo e negócios para uma lista de países de baixo risco”, num total de 29 Estados, o que “resultou na emissão de 28.963 vistos solicitados por visitantes”, até dezembro.

“A medida vem tornando Moçambique mais competitivo e facilitando o acesso de potenciais investidores ao país”, é ainda referido no documento citado pela Lusa.

A Lusa recorda também que o governo moçambicano já tinha afirmado no relatório de execução orçamental do terceiro trimestre do ano passado que a decisão de facilitar e isentar de vistos turistas de países de baixo risco fez aumentar o número de visitas ao país em 34% nos primeiros 90 dias de implementação da medida.

O Governo estima uma “despesa média” por cada visitante em 110 dólares e o tempo médio de visita de quatro dias, pelo que cada visitante representa 440 dólares “de novos fundos” para a economia.

“O aumento de visitantes ao país em virtude desta medida representa um crescimento do setor e um efeito multiplicador na economia moçambicana”, acrescenta-se no relatório sobre a execução orçamental no terceiro trimestre.

O Governo moçambicano já tinha avançado, em agosto de 2023, que mais de 13.000 cidadãos estrangeiros entraram em Moçambique ao abrigo da medida de isenção de vistos introduzida em maio, a grande maioria turistas, incluindo de Portugal.

De acordo com dados avançados pela ministra da Cultura e do Turismo, Eldevina Materula, dessas isenções, com vistos concedidos na fronteira, “mais de 10.000” entraram em Moçambique “com o propósito de turismo e os restantes três mil em negócios”.

“Este é um sinal claro que as medidas tomadas pelo Governo estão a surtir efeitos na dinamização do nosso setor. Com estas medidas, temos claramente um novo padrão de turistas, sendo que as nacionalidades americana, britânica, portuguesa, chinesa e alemã se destacam como as cinco principais entradas em Moçambique”, afirmou a governante, em agosto.

Recorde-se que Moçambique introduziu em dezembro de 2022 o Visto Eletrónico (e-Visa) e, no dia 1 de maio, entrou em vigor a isenção de vistos para cidadãos de 29 países, tendo sido ainda revista a medida de concessão de vistos de investimentos para períodos mais alargados aos cidadãos estrangeiros que detenham investimento em Moçambique, simplificando os requisitos de atribuição.

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