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De 17 ficam 9. Pegões/Vendas Novas, Rio Frio e Poceirão entram em jogo para o novo aeroporto de Lisboa

A Comissão Técnica Independente (CTI) reduziu esta quinta-feira, 27 de abril, as opções que passam à fase seguinte para a futura localização do aeroporto de Lisboa. A somar às cinco “obrigatórias”, saídas da Resolução do Conselho de Ministros, juntam-se Portela + Alcochete, Pegões/Vendas Novas, Portela + Pegões/Vendas Novas, Rio Frio + Poceirão.

Victor Jorge
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De 17 ficam 9. Pegões/Vendas Novas, Rio Frio e Poceirão entram em jogo para o novo aeroporto de Lisboa

A Comissão Técnica Independente (CTI) reduziu esta quinta-feira, 27 de abril, as opções que passam à fase seguinte para a futura localização do aeroporto de Lisboa. A somar às cinco “obrigatórias”, saídas da Resolução do Conselho de Ministros, juntam-se Portela + Alcochete, Pegões/Vendas Novas, Portela + Pegões/Vendas Novas, Rio Frio + Poceirão.

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Das 17 localizações que estavam “em jogo” para a futura localização do aeroporto de Lisboa, a Comissão Técnica Independente (CTI) decidiu manter sete localizações em nove opções estratégicas. Assim, esta quinta-feira, 27 de abril, ficou-se a saber que às opções Portela +Montijo, Montijo + Portela, Alcochete, Portela + Santarém e Santarém, se juntam Portela + Alcochete, Pegões/Vendas Novas, Portela + Pegões/Vendas Novas e Rio Frio + Poceirão.

Esta lista final da CTI resulta da aplicação de 10 critérios de viabilidade técnico-científica. Assim, à cabeça surgem desde logo a proximidade (distância ao centro de Lisboa) média europeia 22 km); possuir infraestrutura rodo e ferroviária existente ou planeada; e ter uma área de expansão mínimo de 1.000 hectares.

Além disso, a CTI também teve em conta o facto a capacidade de movimentos /hora; conflitos com espaço aéreo militar; riscos naturais (inundáveis, sísmicos); população afetada (ruído); áreas naturais e corredores migratórios (avifauna); importância estratégica para a Força Aérea; e existência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Declaração do Impacto Ambiental (DIA).

As opções perdedoras
Das oito opções perdedoras, a CTI salienta que Beja não cumpre os critérios de proximidade, tratando-se de uma localização com uma intensa atividade militar que limita capacidade de operações civis. Requer ainda conciliação com os fluxos de tráfego de Faro, frisando que a capacidade máxima é de 30 movimentos/hora, mas é zero quando há exercícios militares. Além disso, Beja, constitui uma base aérea de enorme importância estratégica para as Força Aérea (FA) e para Portugal que tem tido significativos investimentos, considerando-se, contudo, que, apesar destas limitações justifica-se ser melhor aproveitada numa rede nacional aeroportuária.

Monte Real não cumpre critério de proximidade, encontrando-se dentro de uma área militar estratégica, com os F16 com operação 24 horas possuem grandes exigência de espaço aéreo, constituindo, por isso, uma base aérea de enorme importância estratégica para as FA e para Portugal.

E se Sintra está limitada em termos de capacidade de movimentos e área de expansão; em conflito com espaço aéreo do AHD, encontrando-se numa zona densamente povoada, Tancos não cumpre critério de proximidade; identificando-se funções muito relevantes no combate a incêndios, fogos e tropas paraquedistas, brigada de ação rápida e apoio a Santa Margarida. Exercendo ainda uma função estratégica do ponto de vista militar.

No que toca à solução Alverca + Portela, apesar de ser uma opção muito criativa, está próxima do centro da cidade e com acessibilidade rodo e ferroviária, tem condições operacionais difíceis, capacidade muito reduzida relativamente à que teoricamente se considera para aeroportos de uma só pista e não tem área de expansão mínima.

Já as soluções da Apostiça e Évora, no primeiro caso trata-se de uma opção com conflitos militares com paióis NATO, não possuindo ferrovia, enquanto no caso da cidade alentejana não cumpre critério de proximidade e não tem área de expansão.

Finalmente, a Ota – opção histórica -, já foi bastante estudada, é bem posicionada em termos de acessibilidades, mas é a sua única vantagem. Não tem área de expansão e os estudos demonstraram dificuldades em termos de segurança aérea, risco de inundação e custos elevados na remoção de obstáculos.

“Nunca existirá uma solução unanime”
No início da apresentação, Maria do Rosário Partidário, coordenadora-geral da CTI, começou por revelar “o problema da decisão a tomar”. Assim, a questão saída do Conselho de Ministro de 14 de outubro de 2022, estabeleceu que o problema passa pelo aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, em modelo dual ou único; evolução para um hub intercontinental; e desativar, ou não, o Aeroporto Humberto Delgado (Portela).

O segundo problema apontado resume-se à escala temporal, ou seja, se a solução será de curto ou longo prazo ou se a solução será de transição.

Certo é que nas palavras da coordenadora-geral da CTI, “não há que ter ilusões, já que nunca existirá uma solução unanime e com a qual todos concordem”, salientando ainda que “há imensas propostas e muitas expectativas”.

À pergunta “qual o conceito de aeroporto ideal”, Maria do Rosário Partidário respondeu que é um hub. Hub esse que deverá ser acessível, eficiente e inteligente, e sustentável e resiliente. Em si, o hub deverá deter alta conectividade; capacidade de movimentos; capacidade de expansão; flexível e adaptável (modular); economicamente viável; modelo de negócio forte e resiliente, receitas diversificadas; gerador de economias de aglomeração. No “ideal” acessível, as conclusões da CTI apontam para um hub eficiente e inteligente (próximo ao centro da cidade; rápido acesso; multi-modal e com múltiplos acessos alternativos (TP e TI); ferrovia). Na “eficiência e inteligência”, a infraestrutura deverá ter em conta os seguintes pontos: navegação aérea; pelo menos duas pistas com >= 3km, com saídas rápidas; layout interno e externo; serviços de handling (passageiros, bagagens, carga) e de fronteiras super eficientes; terminais de carga especializados; mais tecnológico (inteligência artificial) na gestão operacional e de segurança; áreas de segurança para novas energias (ex. hidrogénio); safety e security. Finalmente, na sustentabilidade e resiliência, foram apontadas questões como descarbonizado, uso de energias renováveis; edifícios neutros em carbono; economia circular, armazenamento e carregamento de energia; terminais de carga especializados; tecnologias inteligentes; áreas de segurança para novas energias (ex. Hidrogénio, SAF).

Procura aeroportuária
Nuno Marques da Costa, a quem coube a apresentação sobre a procura aeroportuária, começou por indicar que, se em 2019, a movimentação de passageiros no AHD se cifrava nos 31,2 milhões, descendo nos anos seguintes para 9,3 milhões e 12,2 milhões, no ano de 2022, essa procura já superou os 28,3 milhões de passageiros. Na evolução do número de movimentos de aeronaves no AHD, o crescendo que se vinha a manter desde 2012, fixando-se nos mais de 221 mil aviões, baixando para 90 mil, em 2020, subindo para 116 mil, em 2021, e para mais de 203 no ano passado.

Certo é que, segundo os dados da Eurocontrol, as projeções apontam para perto de 70 milhões de passageiros a movimentar em 2050, ou seja, dentro de pouco mais de 25 anos.

Nuno Marques da Costa destacou ainda o aumento do tráfego transatlântico que “cresceu exponencialmente”, admitindo que “continuamos dependentes do tráfego aéreo, já que existem condicionantes a nível europeu na ferrovia”.

Partindo da base de que o movimento sustentável de aeronaves no AHD é de 38/hora, Nuno Marques da Costa frisou que “esse limite já está a ser ultrapassado nos dias de hoje”.

Conectividade essencial para o crescimento
Na parte da análise económico-financeira, Fernando Alexandre começou por lembrar que Portugal está na extremidade da Europa e que, tal como Espanha, teve uma performance má, colocando esta realidade “enfâse na importância da conectividade”. Lembrado foi, igualmente, que as exportações cresceram acima dos 50% do PIB o que coloca Portugal em contraciclo, já que o crescimento da globalização abrandou a nível mundial.

Identificando a região de Lisboa como “macro-céfala”, tal como Londres ou Paris, Nuno Marques da Costa destacou que “é importante que a região de Lisboa cresça e para tal “a conectividade assume uma relevância vital”.

A capital espanhola foi apontada como “a única região considerada estrela” dentro do universo europeu, referindo o responsável pelo tema da “Economia e finanças” que “com a economia a crescer seria estranho mantermos o constrangimento relacionado com a conectividade”.

“Os países estrela são aqueles onde o número de passageiros mais cresce, mais ficam e mais gastam, tratando-se, igualmente, de mercados cujos visitantes mais rápida e melhor fazem um país sair da crise”.

Assim, a estratégia de desenvolvimento do aeroporto deverá servir para afirmar Portugal como um país periférico na Europa, mas central no Atlântico, onde a política externa portuguesa teve sempre três prioridades: a Atlântica, a Europeia e a Africana. Sendo a UE o nosso espaço privilegiado de integração económica, é, contudo, fundamental crescer mais no comércio extracomunitário, ganhando o novo aeroporto de Lisboa uma importância acrescida porque “vivemos numa era em que a economia europeia tem vindo a perder peso na economia mundial”, apontou Fernando Alexandre.

Além disso, a conectividade internacional é essencial para manter a dinâmica positiva entre turismo, exportações e atração de Investimento Direto Estrangeiro (IDE), permitindo também uma maior diversificação da estrutura produtiva da economia portuguesa.

E se a conectividade internacional e a frequência de ligações ponto a ponto são essenciais para que os investidores considerem nas suas escolhas Lisboa/Portugal, os executivos em viagens de negócios precisam de ligações rápidas ao centro da cidade. Por isso, a estratégia do aeroporto tem de estar alinhada com a estratégia das companhias aéreas e os mercados de longa distância são prioritários para o turismo, cujo grande objetivo é diversificar os mercados.

Fernando Alexandre indicou ainda que, em 2004, um passageiro podia a partir de Lisboa e ligar-se diretamente a 87 aeroportos diferentes e 33 países. Em 2022, os números aumentaram para 175 (mais 101%) e 55 (mais 67%), respetivamente.

E se em 2004 o AHD encontrava se na última posição em termos de conectividade, em 2022 ocupava a quarta posição, apontando os números relativamente ao AHD para o maior crescimento na conectividade (+87%) entre 2004 e 2022.

Dualidade “green” ou “brown”
A questão da movimentação de passageiros/hora foi também levantada por Rosário Macário. Mas antes disso, colocou a questão sobre o conceito dual de uma infraestrutura aeroportuária, referindo que esta implica duas infraestruturas fisicamente separadas, mas que funcionam com uma gestão articulada.

Entre os problemas de ineficiência, destaque para a gestão da infraestrutura, ou seja, duplicação de serviços e equipamentos (falta de economias de escala); para as companhias aéreas que, mesmo não dividindo a sua operação, ficam limitadas na interação entre companhias, tanto da mesma aliança, como de alianças diferentes; além de, para os utilizadores individuais, dificultar, senão mesmo impossibilitar, o transfer entre voos que estejam em diferentes infraestruturas, por exemplo, transitar entre um voo ponto a ponto e um voo em hub.

Assim, uma opção dual pode ser feita com base em soluções’ greenfield’ (nova infraestrutura) ou ‘brownfield’ (aproveitamento de infraestruturas existentes), e com as seguintes soluções: duas infraestruturas ‘greenfield’ gestão ineficiente; uma ‘brownfield’ e outra ‘greenfield’ normalmente com limitações parciais de crescimento; ou duas ‘brownfield’ sempre com limitações de crescimento.

Já quanto à possibilidade de um hub em Lisboa, a análise da CTI concluiu que, além de ser uma entrada / saída para os nichos de mercados tradicionais de África, América Latina e América do Norte, potencia a conectividade com outros mercados, conferindo ao país maior capacidade competitiva em termos Ibéricos, Europeus e, fundamentalmente, Globais.

A terminar a sua intervenção Rosário Macário deixou uma certeza: a capacidade do AHD está próximo de esgotar e em 2030 será necessário acomodar pelo menos 50 movimento de aeronaves/hora. Considerando as previsões de procura, e a capacidade de 72 movimentos/hora (no projeto AHD + 1), não poderá responder para mais do ano 2040. Estima-se que a partir de 2050, o número requerido de movimentos possa ter um máximo de 115 movimentos/hora.

Finda a primeira fase, a segunda arranca em maio e servirá para “uma análise muito mais fina para se chegar a uma conclusão final”, segundo Maria do Rosário Partidário, o que se espera que aconteça até ao final deste ano de 2023.

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Etihad Airways reforça ligações para Lisboa a partir de outubro

Entre 27 de outubro de 2024 a 29 de março de 2025, a Etihad Airways vai operar mais dois voos por semana entre Lisboa e Abu Dhabi, passando a um total de seis ligações semanais.

A Etihad Airways vai passar a contar com seis voos por semana na rota Abu Dhabi – Lisboa, num reforço que, segundo a companhia aérea, vai vigorar entre 27 de outubro de 2024 a 29 de março de 2025.

Numa nota informativa enviada à imprensa, a Etihad Airways adianta que os novos voos vão ser operados às segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domingos, num aparelho Boeing 789-9 Dreamliner.

“Temos o prazer de anunciar que iremos aumentar a frequência na rota Abu Dhabi – Lisboa para seis voos semanais”, lê-se na informação divulgada pela companhia aérea.

As novas ligações partem de Lisboa pelas 08h35 e chegam a Abu Dhabi às 19h45, enquanto o regresso à capital portuguesa está previsto para as 02h35, chegando a Lisboa às 07h15.

Os novos voos da Etihad Airways vão estar disponíveis para aquisição nos GDS a partir da próxima quinta-feira, 20 de junho.

 

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Azores Airlines já inaugurou voos entre EUA, Canadá e Porto

Todas as operações contam com um voo por semana em cada sentido, contribuindo para aproximar o Porto dos EUA e do Canadá.

A Azores Airlines já inaugurou os novos voos diretos entre Nova Iorque, Boston, Toronto e a cidade do Porto, operações que contam com um voo por semana em cada sentido e que, segundo o Grupo SATA, vêm aproximar o Porto dos EUA e do Canadá.

“Esta operação aérea direta vem reforçar a oferta de voos à partida do Porto e da América do Norte, destinos para os quais a Azores Airlines já voa há mais de duas décadas e onde tem crescido consistentemente. Cremos que a cidade do Porto e a toda a Região Norte, têm argumentos singularmente atrativos para o segmento turístico, mas igualmente importantes para o segmento business ou, ainda, o segmento friends&relatives”, salienta Graça Silva, diretora de Vendas, marketing e comunicação do Grupo SATA.

As partidas de Nova Iorque decorrem aos domingos, enquanto o voo de regresso aos EUA acontece às quintas-feiras, sendo que, no caso das partidas de Boston as saídas são às quartas-feiras, com o regresso a decorrer na terça-feira. Já as partidas para Toronto têm lugar aos sábados, com regresso na sexta-feira.

“Com esta operação direta promovida pela Azores Airlines, a Região Norte e, em particular, a cidade do Porto, estão agora mais perto das icónicas cidades de Boston, Nova Iorque e Toronto, importantes centros de negócio e de confluência de tráfego”, considera a companhia aérea do Grupo SATA.

Além destes voos para a América do Norte, a Azores Airlines lembra que oferece também 24 ligações semanais entre o Porto e os Açores (Ponta Delgada e Terceira), que permitem ligação para Boston, Nova Iorque, Cabo Verde (Praia), Toronto e Montreal, via Ponta Delgada.

 

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Costa Cruzeiros já usa energia elétrica no porto de Kiel

O Costa Diadema foi o primeiro navio da Costa Cruzeiros a usar este tipo de ligação em Kiel, Alemanha, o que aconteceu pela primeira vez no passado dia 7 de junho.

A Costa Cruzeiros já está a usar a ligação elétrica em terra no porto de Kiel, na Alemanha, tendo o Costa Diadema sido o primeiro navio da companhia de cruzeiros a usar este tipo de ligação, no passado dia 7 de junho, informou a Costa Cruzeiros.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia de cruzeiros explica que a ligação à energia elétrica aconteceu no terminal de cruzeiros de Ostuferhafen, em Kiel, Alemanha, depois dos testes de integração realizados nas últimas semanas terem sido concluídos.

“O Costa Diadema conseguiu ser totalmente alimentado a partir do sistema de energia em terra do terminal de cruzeiros de Ostuferhafen, que forneceu a energia necessária para todos os serviços e necessidades a bordo enquanto este esteve atracado. Desta forma, o navio pôde desligar os seus motores, eliminando as emissões diretas para a atmosfera”, explica a Costa Cruzeiros.

O navio vai continuar a ligar-se à eletricidade em terra ao longo de todo o verão, o que inclui um total de 16 escalas em Kiel, porto que está incluído num itinerário para visitar os fiordes da Noruega e que vai ser realizado até 19 de setembro.

“A estreia da energia elétrica em terra na nossa frota é mais um passo no nosso caminho para a descarbonização. Este importante resultado para a Costa foi alcançado graças à cooperação com o Porto de Kiel. Estamos totalmente empenhados em melhorar continuamente o desempenho ambiental dos nossos navios, tanto quando navegam como quando estão atracados”, congratula-se Mario Zanetti, presidente da Costa Cruzeiros.

Recorde-se que a Costa Cruzeiros tem o objetivo de contar com uma frota com zero emissões líquidas de gases com efeito de estufa até 2050, motivo pelo qual está a trabalhar para melhorar a sua eficiência energética.

 

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Rede Expressos vai reforçar ligações europeias diretas ao Algarve

É já a partir do próximo mês de julho que a Rede Expressos vais disponibilizar ligações diretas de Rennes, Nantes, Bruxelas e Zurique ao Algarve. O operador decidiu também incluir carreiras gratuitas na rede regional VAMUS a todos os portadores de bilhetes Expresso com destino e origem no Algarve.

O Algarve é uma região turística que gera grandes fluxos de pessoas durante o verão pelo que a Rede Expressos decidiu avançar com novas ligações regulares entre a região e várias cidades europeias, designadamente Rennes, Nantes, Bruxelas e Zurique, com início a 2 de julho.

Tendo em atenção os muitos passageiros que se deslocam para a região algarvia, a Rede Expressos decidiu, ainda, manter uma campanha promocional de tarifas a 3,95 euros e permitir que os detentores de bilhetes Expresso possam também viajar gratuitamente na rede regional VAMUS Algarve, de forma a melhorarem a sua mobilidade local durante o período de férias.

Os novos destinos da Rede Expressos com origem e destino o Algarve serão realizados três vezes por semana, em ambos os sentidos, sendo Nantes, Zurique e Bruxelas diurnos e Rennes noturno. As paragens no Algarve cobrem as cidades de Lagos, Portimão, Albufeira, Faro e Faro Aeroporto bem como Tavira.

Refira-se que a Rede Expressos já proporcionava serviços diretos, a partir de 49 euros, de e para o Algarve com as cidades espanholas de Madrid, Barcelona e Córdoba, bem como a Lyon e Suíça.

O transporte de passageiros por autocarro para Espanha e França tem vindo a aumentar significativamente, com a Rede Expressos a anunciar aumentos superiores a 20% entre março e maio, comparativamente com o período homólogo do ano passado. As previsões para o verão apontam já para um aumento de mais de 50% dos passageiros, bem como reforço de 39% dos serviços internacionais.

 

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Azores Stopover eleito um dos melhores para este verão

O Stopover da Azores Airlines, denominado “Azores Stopover”, foi eleito como um dos 10 programas stopover a não perder este verão pela publicação internacional Business Traveler.

O Stopover da Azores Airlines, denominado “Azores Stopover”, foi eleito como um dos 10 programas stopover a não perder este verão pela publicação internacional Business Traveler, informou o Grupo SATA, em comunicado.

Segundo a companhia aérea do grupo de aviação açoriano que realiza voos internacionais, este programa “oferece a possibilidade de incluir, na ida, na volta ou em ambos os sentidos de uma viagem entre a América do Norte e a Europa ou entre a Europa e a América do Norte, uma paragem intermédia até sete dias no arquipélago dos Açores, antes de prosseguir até ao destino final”.

“O programa “Azores Stopover” é potenciado pela localização estratégica da Azores Airlines entre a América do Norte e o continente Europeu, oferecendo aos nossos passageiros a possibilidade de conhecer este local mágico e absolutamente imperdível, que são os Açores, entre o seu ponto de partida e o seu ponto de chegada”, destaca Graça Silva, diretora de Vendas, Marketing e Comunicação do Grupo SATA.

Além do Stopover da Azores Airlines, a publicação considerou que também os programas semelhantes das companhia aéreas Copa Airlines (Panamá), Icelandair (Islândia), Turkish Airlines (Turquia), Ethiad Airways (Emirados Árabes Unidos), Iberia (Espanha), TAP Air Portugal, Japan Airlines (Japão), Singapore Airlines (Singapura) e Fiji Airways (Fiji) estão entre os melhores para este verão.

Recorde-se que a Business Traveler é uma publicação norte-americana disponibilizada em mais de 90 aeroportos dos EUA e divulgada na ReachTV, a maior estação de televisão aeroportuária a ser emitida em portas de embarque, bares e restaurantes de aeroportos, principais lounges de companhias aéreas, bem como em 400.000 quartos de hotel.

Mais informações sobre o Azores Stopover podem ser consultadas aqui.

 

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Medcruise cria Região Atlântica, Madeira aplaude decisão

A 64.ª Assembleia-Geral da Medcruise, que decorreu em Tarragona, aprovou a criação da Região Atlântica no âmbito desta associação. A presidente do Conselho de Administração da APRAM, que participou no encontro, vê “com muita satisfação a concretização deste objetivo dos portos do corredor atlântico, que ambicionavam integrar a direção da Medcruise.

A nova Região Atlântica da Medcruise integra portos de Portugal, Espanha e Cabo Verde, nomeadamente Madeira, Açores, Portimão, Leixões, Lisboa, Cadiz, Huelva, Tenerife, Las Palmas, os Puertos Canarios, instituição onde estão representados os pequenos portos daquele arquipélago e como já referido, Cabo Verde.

À Região Atlântica da Medcruise, aprovada por 43 dos 54 portos votantes, será agora dada maior visibilidade, bem como às 11 autoridades portuárias que representam estes portos e as suas especificidades.

A presidente do Conselho de Administração da APRAM – Portos da Região Autónoma da Madeira, Paula Cabaço, que participou no encontro, vê “com muita satisfação a concretização deste objetivo dos portos do corredor atlântico, que ambicionavam integrar a direção da Medcruise” e sublinha que “terão maior intervenção na estratégia e organização desta associação. Já durante a pandemia este foi um dos pontos que foi a votação e na altura, foi vetado.”

Paula Cabaço lembra que a posição dos portos do corredor atlântico foi reforçada numa reunião conjunta que decorreu o ano passado na Seatrade de Hamburgo.

A 64.ª Assembleia-Geral da Medcruise, que decorreu de 11 a 14 de junho, em Tarragona (Espanha), juntou diferentes parceiros da indústria de cruzeiros que debateram os desafios e as oportunidades do setor.

A presidente do CA da APRAM revela que no âmbito das várias reuniões de trabalho que manteve, pode-se anunciar que “a companhia Costa vai reforçar a sua presença na Madeira no próximo ano, com um navio no itinerário das ilhas atlânticas de Canárias e Madeira, com escalas semanais no Porto do Funchal.”

Paula Cabaço que estava acompanhada pela diretora comercial da APRAM, Patricia Bairrada, teve ainda reuniões com representantes de várias companhias de cruzeiro, nomeadamente a Saga Cruises, Carnival Cruise Lines, Grupo Holland America, Orient Express e Marella.

 

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Grécia quer reduzir número de navios de cruzeiro que fazem escala nas suas ilhas

A Grécia quer limitar o número de navios de cruzeiro que fazem escala nas suas ilhas populares a partir do próximo ano, a fim de reduzir o impacto do turismo de massa, anunciou o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.

O elevado número de cruzeiros coloca grande pressão em ilhas turísticas gregas como Santorini. Cerca de 800 navios passaram pela ilha o ano passado, representando quase 1,3 milhão de passageiros. Resta determinar até que ponto estes passageiros contribuem para o setor do turismo, disse o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, que anunciou a possibilidade de limitar o número de navios de cruzeiro que fazem escala nas ilhas gregas populares a partir do próximo ano, a fim de reduzir o impacto do turismo de massa.

O número de pontos de amarração poderá ser limitado e poderá ser lançado um concurso para os lugares disponíveis, acrescentou.

O turismo representa atualmente um quarto da economia grega e o país bateu todos os recordes turísticos desde o fim da pandemia de Covid-19. Em 2023, a Grécia acolheu 32,7 milhões de turistas, mais 18% que no ano anterior. O número de turistas também aumentou um quarto durante o primeiro trimestre de 2024. Os cruzeiros renderam um total de 874 milhões de euros em 2023, quase o dobro de 2022, refira-se.

 

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Aeroportos nacionais mantiveram máximos históricos no movimento de passageiros em abril

Em abril, os aeroportos nacionais movimentaram 6,0 milhões de passageiros, num aumento de 2,3% que leva o INE a afirmar que, “no início de 2024, continuou a verificar-se máximos históricos nos valores mensais de passageiros nos aeroportos nacionais”.

Inês de Matos

Os aeroportos nacionais movimentaram, em abril, um total de 6,0 milhões de passageiros, valor que corresponde a um aumento de 2,3% face a igual mês de 2023, mantendo os máximos históricos mensais que se vêm a verificar desde o início do ano, segundo os dados divulgados esta sexta-feira, 14 de junho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“No início de 2024 continuou a verificar-se máximos históricos nos valores mensais de passageiros nos aeroportos nacionais”, indica o INE, no comunicado que, esta sexta-feira, acompanha as estatísticas rápidas do transporte aéreo.

Os dados do INE mostram que, em abril, os aeroportos nacionais registaram o desembarque médio diário de 101,5 mil passageiros, valor que foi 2,3% superior ao registado em abril de 2023, quando este número se tinha ficado pelos 99,2 mil passageiros por dia.

Em abril, os aeroportos nacionais registaram ainda a aterragem de 20,6 mil aeronaves em voos comerciais, valor que também corresponde a uma subida de 0,7% face a igual mês do ano passado.

No que diz respeito aos passageiros que aterraram em território nacional, acrescenta o INE, 82,4% correspondiam a tráfego internacional, num total de 2,5 milhões de passageiros, o que traduz um aumento de 3,4%.

A maioria dos passageiros que, em abril, desembarcou nos aeroportos nacionais era proveniente do continente europeu, representando 69,3% do total e correspondendo a um aumento de 1,5% face a abril de 2023.

Já o continente americano foi a segunda principal origem dos passageiros desembarcados em Portugal em abril, concentrando 8,9% do total de passageiros desembarcados e com uma subida de 15,1%.

Nos passageiros embarcados em território nacional, 81,8% corresponderam a tráfego internacional, num total de 2,4 milhões de passageiros, o que indica um aumento de 3,7% face ao mesmo mês do ano passado.

Dos passageiros que embarcaram em território nacional em abril, 70,3% tinham como destino aeroportos europeus, percentagem essa que aumentou 2,6% face a abril de 2023, enquanto os aeroportos no continente americano foram o segundo principal destino dos passageiros embarcados, correspondendo a 7,8% do total e com um aumento de 11,6%.

Perto de 20 milhões de passageiros movimentados em quatro meses

No acumulado desde o início do ano, os dados do INE mostram que os aeroportos nacionais continuam a somar crescimentos e, nos primeiros quatro meses do ano, o total de passageiros movimentados chega já a 19.637 milhões de passageiros, o que corresponde a um aumento de 4,8% face a igual período do ano passado.

Neste período, o destaque foi para o aeroporto de Lisboa, que movimentou 53,4% do total de passageiros, o que corresponde a 10,5 milhões de passageiros e a uma subida de 5,2% comparativamente ao mesmo período de 2023.

Já o aeroporto do Porto concentrou 23,0% do total de passageiros movimentados, correspondendo a 4,5 milhões de passageiros e traduzindo um crescimento de 5,6% face ao acumulado até abril do ano passado. O aeroporto de Faro, por sua vez, registou um crescimento de 2,4% no movimento de passageiros, que correspondeu a 2,1 milhões de passageiros.

França, acrescenta o INE, foi o principal país de origem e de destino dos voos que chegaram e partiram de território nacional até abril, apesar do número de passageiros desembarcados em Portugal e que eram provenientes deste país ter descido 2,4%, a mesma percentagem que também desceu o número de passageiros embarcados em território nacional e que eram provenientes de França.

Por outro lado, lê-se na informação divulgada pelo INE, o Reino Unido e Espanha ocuparam a segunda e terceira posições como principais países de origem
e de destino, enquanto a Alemanha ocupou a quarta posição e registou crescimentos de 8,6% e 9,0% no número de passageiros desembarcados e embarcados, pela mesma ordem, sendo a quinta posição ocupada por Itália.

 

 

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Emirates abre nova rota para Madagascar via Seychelles

A nova rota da Emirates começa a ser operada a 3 de setembro e conta com quatro voos por semana via Seychelles, numa operação que deverá impulsionar as viagens de lazer e de negócios para Madagascar.

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A Emirates vai abrir, a 3 de setembro, uma nova rota para Madagascar que conta com escala nas Seychelles e que vai contar com quatro voos por semana, informou a companhia aérea do Dubai, em comunicado.

De acordo com a Emirates, a nova rota vai oferecer “mais opções de ligação para os viajantes e impulsionando as viagens de lazer e de negócios para o país”, até porque os horários dos voos foram “programados para otimizar as ligações de e para pontos-chave na Europa, no Extremo Oriente, na Ásia Ocidental e no Médio Oriente/GCC”.

“O turismo é um pilar fundamental na economia de Madagáscar, contribuindo para a criação de milhares de oportunidades de emprego e, assim, apoiar o objetivo do país de servir um milhão de turistas até 2028. A nova rota da Emirates irá proporcionar ligação a mais de 140 pontos da sua rede global, contribuindo para a estratégia do Ministério do Turismo em diversificar os mercados-alvo e apresentar aos viajantes internacionais as muitas atrações naturais da ilha”, explica a Emirates, na informação divulgada.

No âmbito da abertura desta rota, acrescenta a companhia aérea, a Emirates está também a negociar com a Air Madagáscar “a oferta de mais ligações globais para promover o turismo e o comércio” no destino.

“Madagáscar tem sido historicamente mal servida, apesar da crescente apetência dos viajantes por experiências autênticas de ecoturismo. A Emirates compreende a importância de oferecer aos seus passageiros ligações eficientes e experiências de viagem de excelência. Estamos confiantes de que este novo serviço terá um impacto positivo no aumento da conetividade de Madagáscar, oferecendo mais oportunidades aos viajantes para descobrirem a joia escondida que é Madagáscar, para além de abrir novas oportunidades de negócio internacionais”, afirma Adnan Kazim, vice-presidente e diretor Comercial da Emirates.

A rota Dubai-Antananarivo vai ser operada às terças, quintas, sábados e domingos, num avião Boeing 777-300ER, com oito suítes de Primeira Classe, 42 lugares em Classe Executiva e 310 lugares em Económica, partindo do Dubai pelas 08h55 para chegar a Male, nas Seychelles, às 13h35, estando a chegada a Madagascar prevista para as 16h50.

Em sentido contrário, os voos partem de Antananarivo, capital de Madagascar, às 18h35, chegando a Male às 22h20, de onde volta a partir às 23h50 com destino ao Dubai, aterrando às 04h20 do dia seguinte.

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PR de Cabo Verde admite que “país perde muito com a situação” do transporte aéreo interilhas

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, José Maria Neves fez alusão às “dificuldades de mobilidade entre as ilhas”, admitindo que também é vítima destes problemas e que espera que o Governo encontre uma solução em breve.

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O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, admitiu esta quarta-feira, 12 de junho, que “o país perde muito com a situação dos transportes” aéreos interilhas e espera que, em breve, o Governo consiga pôr termo à “crise que se vive no setor”.

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, e que é citada pela Lusa, José Maria Neves fez alusão às “dificuldades de mobilidade entre as ilhas” e relatou as queixas que lhe têm chegado por parte dos empresários, turistas, profissionais liberais, população em geral e alguns estrangeiros.

No entanto, o Presidente da República de Cabo Verde admitiu que também ele é vítima dos problemas vividos no transporte aéreo entre as ilhas do arquipélago, o que tem tido “impactos muito negativos” na agenda de José Maria Neves.

O mais recente caso conhecido e que afetou o Presidente da República de Cabo Verde aconteceu na passada segunda-feira, 10 de junho, quando José Maria Neves deveria ter assistido a um jogo de futebol em que participava a seleção cabo-verdiana, mas ficou retido na Praia.

Na sua mensagem publicada no Facebook, José Maria Neves lembrou que tem demonstrado a sua “preocupação” face a este tema por várias vezes, o que levou a que apresentasse “sempre que possível, ao Governo, as apreensões, assim como propostas”.

“Mesmo publicamente, venho falando do assunto”, acrescentou, admitindo compreender a “complexidade da questão, num país arquipélago e oceânico”, apesar de esperar que as propostas apresentadas pelo Governo entrem em vigor rapidamente.

A Lusa lembra que o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, anunciou há um mês que o país vai passar a contar com uma nova empresa de transporte aéreo interilhas, que será 100% estatal e vai ter mais aviões para, até final do ano, resolver a crise nos voos domésticos em Cabo Verde.

A nova proposta surgiu depois da TICV, subsidiária da Bestfly, ter passado por vários problemas devido à falta de aviões, o que levou a empresa a abandonar o arquipélago em abril deste ano.

Desde a saída da TICV, as ligações interilhas em Cabo Verde têm vindo a ser asseguradas pela TACV, o  que levou a uma melhoria no serviço mas que ainda não é suficiente, já que as queixas sobre falhas na operação se mantêm.

 

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