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Airbus entrega mais 50 aeronaves comerciais em 2022

A Airbus entregou, em 2022, 661 aeronaves comerciais. Destaque para a família A320 da qual foram entregues 516 unidades. A carteira de encomendas, a 31 de dezembro de 2022, ascendia a 7.239 aeronaves.

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A Airbus entregou, em 2022, 661 aeronaves comerciais. Destaque para a família A320 da qual foram entregues 516 unidades. A carteira de encomendas, a 31 de dezembro de 2022, ascendia a 7.239 aeronaves.

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A Airbus entregou, em 2022, 661 aeronaves comerciais a 84 clientes, tendo registado 1.078 novos pedidos brutos. A entrega destas 661 aeronaves correspondem a mais 50 unidades que no ano anterior de 2021, significando um aumento de 8% face ao exercício anterior quando a companhia entregou 611 aviões.

Entre as famílias de aeronaves entregues, em 2022, destaque para os A320, com 516 unidades, mais 33 unidades que em 2021. Dos A350, a Airbus entregou 60 unidades, mais cinco que em 2021, e dos A220 e A330 foram entregues 53 e 32 unidades, respetivamente (mais três e 14, em cada um dos casos). Já dos A380, a Airbus revela que não procedeu a qualquer entrega contra as cinco unidades entregues em 2021.

Relativamente à carteira de encomendas da Airbus, a 31 de dezembro de 2022, a companhia refere que esta ascendia a 7.239 aeronaves.

Face ás entregas efetuadas no ano passado, Guillaume Faury, CEO da Airbus, considera que foram “menos do que pretendíamos”, mas, adianta que “a significativa entrada de pedidos abrangendo todas as nossas famílias de aeronaves, incluindo cargueiros, reflete a força e a competitividade da nossa linha de produtos”.

A Airbus informa ainda ter recebido 1.078 novos pedidos (820 líquidos) em todos os programas e segmentos de mercado, incluindo vários compromissos de alto nível de algumas das principais operadoras do mundo. Em número de aeronaves, a Airbus registou um ratio líquido entre pedidos e entregas significativamente superior a um.

Por programas, o A220 obteve 127 novos pedidos brutos firmes. A Família A320neo conquistou 888 novos pedidos brutos. No segmento widebody, a Airbus obteve 63 novos pedidos brutos, incluindo 19 unidades A330 e 44 aeronaves A350, dos quais 24 foram para o recém-lançado A350F.

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Os “novos” desafios dos eventos

A pandemia veio trazer a necessidade de uma renovação por parte de quem organiza eventos e congressos. Os “novos” desafios passam por reforçar as experiências, a autenticidade e proporcionar momentos únicos. O aumento dos preços, contudo, não ajuda, mas os empresários mostram-se otimistas para 2023.

Victor Jorge

Os dois anos de pandemia vieram trazer alterações ao setor dos eventos, congressos e animação turística. Embora a pandemia ainda esteja “viva”, a recente guerra na Ucrânia veio trazer novos desafios que foram expostos no 11.º Congresso da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE), realizado em Elvas e Campo Maior.

Para Paula Almeida, da Factor Chave, os desafios são “inúmeros” e são “reforçados com o regresso do presencial”. E se as “atitudes e necessidades” dos clientes mudaram, também o tempo para responder aos orçamentos solicitados encurtou brutalmente. “Se antes da pandemia tínhamos uma semana ou duas para dar uma resposta a um cliente, durante a pandemia esse tempo encurtou para 24 ou 48 horas, por causa do digital, mantendo-se, atualmente, essa exigência”. Contudo, referiu Paula Almeida, “os orçamentos que nos solicitam agora já não são para o digital, mas para o físico e isso tem outras implicações”, salientando uma “maior ansiedade por parte dos clientes”.

Luís Montez, responsável da Música no Coração, destacou que Portugal tem as melhores condições do mundo para organizar eventos, embora reconheça “entraves como uma regulamentação excessiva em certas e determinadas questões”, apontando a atuação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) como “intransigente” que condiciona muito a restauração nos eventos. “Se a ASAE fosse a qualquer concerto nos EUA, fechava-os imediatamente”, salientou. “Esta atuação condiciona a experiência que podemos e queremos dar ao nosso público”.

O organizador de festivais como o Super Bock Super Rock e MEO Sudoeste, salientou o clima, as pessoas, a tranquilidade e paz, gastronomia, bem como os preços baratos como fundamentos que trazem os espectadores a Portugal. “Os artistas são iguais em qualquer parte do mundo. O que nos diferencia são, de facto, as experiências que oferecemos”, admitindo que para o futuro o objetivo passa por “consolidar o público português e trazer mais público estrangeiro”.

Neste campo, admite, as campanhas no digital são a “nova arma”, já que “é a forma mais barata e rápida de atingir o público”.

Para o sucesso da captação de público para os eventos, Lídia Monteiro, do Turismo de Portugal, destacou o trabalho desenvolvido ao nível da “Marca Portugal”, considerando que o setor do turismo tem sido quem mais tem melhorado a reputação da marca no exterior. Contudo, admitiu que “precisamos de mais marcas portuguesas para aumentar essa reputação e valor”.

Rui Ribeiro, responsável pelo QSP Summit, colocou, por sua vez, a tónica na “relevância e inovação” que é preciso dar aos eventos. “Não podemos replicar o que foi feito anteriormente. Isso não acrescenta valor e o público, atualmente, quer ser surpreendido”. Isso passa, igualmente, por dar “sempre novos conteúdos, experiências únicas e enriquecedoras”

Neste campo, Rui Ribeiro considera que o digital não traz valor, até porque, em Portugal, “não se paga por uma conferência online, tal como acontece lá fora” e tal como Luís Montez, também no caso da QSP Summit o objetivo é trazer mais público internacional para o evento.

Paula Almeida deixou, no entanto, o reparo de que “podemos ter o objetivo de trazer grandes conferências e eventos para Portugal, mas depois somos confrontados com a falta de espaços, infraestruturas de dimensão relevante para atrair os clientes”, considerando que “o destino tem alguma influência, mas também condiciona nesta vertente dos espaços”.

Quanto ao tema da sustentabilidade e da relevância da mesma, Luíz Montez foi bem claro: “hoje o nosso público já escolhe um evento em função da pegada que deixa. As gerações mais novas não querem ir a eventos que não tenham essas preocupações. Não há volta a dar”.

Lídia Monteiro considera, contudo, que esta preocupação não cabe somente a quem organiza, mas “a toda a cadeia de valor, desde a organização, às empresas patrocinadoras, comunidade local e público”.

Neste campo, Luís Montez admite mesmo que uma eventual despreocupação com a questão ambiental poderá ter “um custo reputacional”, considerando que “sermos e mostrarmos que somos sustentáveis vende bilhetes” e que as próprias marcas patrocinadoras “não querem associar-se a eventos que não possuam essa preocupação”.

Relativamente ao futuro, Paula Almeida considera-se otimista, embora reconheça que “existe um desafio constante com os custos” e que o próprio cliente “já percebeu que, eventualmente, terá de abdicar de algo por causa do aumento dos preços”.

Também Luís Montez, Rui Ribeiro e Lídia Monteiro apontaram os “sinais positivos” que existem, reconhecendo, no entanto, as cautelas que é preciso ter.

A responsável do Turismo de Portugal concluiu ainda que um dos grandes desafios para o futuro é fazer com que “quem nos visita prolongue a sua estadia para além do evento para um tempo de lazer”.

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Politécnico de Setúbal promove encontro internacional para debater futuro do turismo

O encontro internacional “The Future of Tourism” pretende suscitar o debate sobre diferentes cenários para o futuro do turismo, assente nos pilares da inovação, sustentabilidade e colaboração.

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O projeto de investigação SHIFT, liderado pelo Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) e com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), promove no próximo dia 15 de fevereiro, em Lisboa (Hotel Holiday Inn, a partir das 09h30), o encontro internacional “The Future of Tourism”, que pretende suscitar o debate sobre diferentes cenários para o futuro do turismo, assente nos pilares da inovação, sustentabilidade e colaboração.

Organizado em várias mesas redondas temáticas, o encontro reúne especialistas em áreas como Sustentabilidade e Desenvolvimento; Panorama Económico e Geopolítico; Ciência, Inovação e Transformação Tecnológica; e Turismo & Hospitalidade, reservando, no final dos trabalhos, um momento de networking.

O projeto SHIFT – Sustainability-oriented, Highly interactive, and Innovation-based Framework for Tourism Marketing, que decorre desde janeiro de 2022, surge com o propósito de “trazer uma nova abordagem interdisciplinar para os desafios que as pequenas e médias empresas do setor enfrentam, desenvolvendo e validando uma nova estrutura teórica para explicar de que forma o turismo se pode reinventar de forma colaborativa num mundo pós-pandémico”.

Deste referencial teórico pretende-se que resulte um “framework de marketing turístico voltado para a sustentabilidade, interativo e inovador, de base digital, e alavancador da transformação de que o turismo necessita com urgência”. O projeto contempla igualmente a validação empírica dos modelos teóricos a serem desenvolvidos e um protótipo de uma plataforma de marketing digital colaborativo, que sirva de suporte aos agentes de turismo neste processo de transição.

O projeto SHIFT tem como investigadora responsável Teresa Costa, professora coordenadora do IPS (Escola Superior de Ciências Empresariais), reunindo uma equipa de investigadores da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE), Instituto Politécnico de Lisboa (Escola Superior de Comunicação Social) e Universidade do Algarve (Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo). São parceiros o CiTUR – Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo e o Turismo de Portugal, IP.

É possível assistir gratuitamente ao evento via online, mediante inscrição em https://shiftresearch.pt.

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Até haver novo aeroporto de Lisboa “é preciso encontrar soluções intermédias”

O diretor-geral da ATL, Vitor Costa, alerta para que até a operacionalização de um novo aeroporto para Lisboa, o que vai demorar muitos anos, tendo em conta o estádio do projeto, “é preciso encontrar soluções intermédias”.

O diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL) alerta para que até a operacionalização de um novo aeroporto para Lisboa, o que vai demorar muitos anos, tendo em conta o estádio do projeto, “é preciso encontrar soluções intermédias”.

Na opinião de Vítor Costa, “primeiro é preciso que Portela melhore, segundo, eventualmente, vai ser necessário, a certa altura, soluções intermédias para conseguirmos responder à procura”.

O responsável lembra que “quando esta discussão da necessidade de construção de um novo aeroporto para Lisboa começou, a que em certa altura se falou na possibilidade de ficar localizado na Ota ou Alcochete, o setor do turismo defendia a utilização de uma Base Aérea, nomeadamente, o do Montijo, para fins civis, uma vez que já lá existia uma pista aérea e podia ser utilizado em complemento a Portela, independentemente da decisão sobre um novo aeroporto”.

“A questão que temos é até chegar lá. Para tal temos de encontrar soluções mais pragmáticas, ou então não fazemos nada na Portela e continuamos durante mais 10/12/14 anos na situação em que estamos”, disse, para acrescentar que “é preciso fazer os investimentos previstos para a Portela, e mesmo assim, não sei se não será necessário recorrer a soluções para que, entretanto, as coisas se possam resolver. Isto tem de ser razoavelmente ponderado”.

Recorde-se que foi feito um acordo bipartidário (PS e PSD) e a partir daí foi criada uma solução “que poderá ser mais virtuosa, que poderá dar mais consenso, admito”. Essa solução passou pela criação de uma Comissão Técnica independente para fazer um relatório sobre a localização da nova infraestrutura, e de uma Comissão de Acompanhamento. Vítor Costa faz parte dessa Comissão de Acompanhamento, de acordo com a deliberação do Conselho de Ministros, na qualidade de presidente da Entidade Regional.

É preciso fazer os investimentos previstos para a Portela, e mesmo assim, não sei se não será necessário recorrer a soluções para que, entretanto, as coisas se possam resolver”

Agora, essas estruturas “vão desenvolver o seu trabalho e a promessa que existe é que durante este ano seja anunciada uma decisão sobre a localização do novo aeroporto, que o Governo decida, que o Presidente da República subscreva e que pelo menos o PSD suporte, na expectativa de que não se volte a discutir tudo de novo. O processo agora vai prosseguir e temos de esperar que tenha um desfecho”, destacou Vítor Costa.

No entanto, o responsável chama atenção para o seguinte: “A deliberação do Governo é para que esta comissão decida sobre a localização do novo aeroporto, mas “seja qual for a decisão final, é preciso ainda construir a nova infraestrutura, o vai durar anos”. Então, “entre este momento e até o novo estar operacional, e estamos a falar em pelo menos 10 anos, significa um lapso de tempo muito grande”, alertou.

*O jornal Publituris errou na última edição. Neste artigo, houve um lapso e em vez de, no título, estar “haver”, publicámos “haber”. Aos nossos leitores pedimos desculpa. 
Sobre o autorCarolina Morgado

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A marca Lisboa está a puxar toda a região

Numa região com dinâmicas turísticas diferentes, a missão da ERT-RL tem sido agregadora, colocando sempre a marca Lisboa, “que é uma vantagem e não uma desvantagem”, segundo o seu presidente, Vítor Costa, a puxar todas as áreas que a compõem. Para tal têm sido criados vários instrumentos de apoio às empresas dessas áreas menos desenvolvidas com o objetivo de criar produto e captar turistas. “O que toda a região precisa é de ter clientes e utilizem o máximo todo o território”, defende.

Em entrevista ao Publituris, o presidente da Entidade Regional do Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) e diretor geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL), Vítor Costa, dá conta da performance da região o ano passado, apesar de os números ainda não estarem fechados, apresenta as estimativas para 2023, embora existam fatores que o próprio turismo não controla, mas, sobretudo, destaca a estratégia adotada que visa criar uma região com um desenvolvimento turístico mais equilibrado.

Como está a região neste momento, dois anos depois da pandemia, e como é que correu o 2022?
Tivemos dois anos de pandemia em que houve uma interrupção do turismo, e depois, o ano de 2022 relativamente ao qual já havia alguma expectativa que houvesse um início de uma recuperação. Ainda tivemos três meses afetados pela pandemia, mas depois, verificou-se uma dinâmica que terá excedido as expectativas.

No caso específico da Região de Lisboa, não temos ainda os resultados finais, mas está adquirido que, em termos dos indicadores económicos, a subida foi maior, enquanto em termos quantitativos (dormidas, hóspedes e chegadas), ainda não chegámos aos valores de 2019. Também tivemos o efeito da inflação em 2022, mas mesmo descontando este indicador, a nossa estimativa é que tenhamos crescido 5 a 7% ao nível da riqueza gerada pelo turismo e na rentabilidade da hotelaria, o que consideramos bastante positivo.

E este ano? Quais são as previsões?
A dinâmica mantém-se. Não há indicadores, até este momento, que houvesse menos interesse ou menor procura. Vamos ter também um ano marcado por uma iniciativa única que são as Jornadas Mundiais da Juventude que vai influenciar o verão. Mas a nossa dinâmica neste início de ano continua idêntica, e esperamos que corra bem.

É verdade que há aquilo que todos os setores do turismo têm referido, que são muitos fatores de incerteza, e esses podem vir a ser relevantes ao longo do ano, e que podem afetar principalmente os mercados europeus que representam 80% dos turistas que visitam a região de Lisboa. Já tínhamos verificado no ano anterior, por exemplo, que o mercado alemão cresceu menos, mas, no entanto, há casos contrários, com o mercado norte-americano com grande crescimento.

No caso específico da Região de Lisboa, não temos ainda os resultados finais, mas está adquirido que, em termos dos indicadores económicos, a subida foi maior, enquanto em termos quantitativos (dormidas, hóspedes e chegadas), ainda não chegámos aos valores de 2019”

Estratégia consensualizada
Estamos a falar de uma região com dinâmicas turísticas diferentes. Como é que se conjugam a cidade de Lisboa e os outros polos menos desenvolvidos?
Porque temos uma estratégia, temos um plano estratégico e, portanto, não estamos a “navegar à vista”.

Temos uma estratégia que é consensualizada entre os vários intervenientes, parceiros interessados públicos e privado, municípios e empresas. Essa estratégia é clara no sentido de que a marca Lisboa é um ativo de todos e tem capacidade de atração, mas o território é diferenciado. Identificámos vários polos e cada um tem uma estratégia de desenvolvimento diferente, consoante o estado em que se encontram.

Nesse plano encontrámos o caminho para, ao mesmo tempo, continuar a reforçar a marca Lisboa e a sua capacidade de atração, e procurar o desenvolvimento de alguns polos que já estavam bastante desenvolvidos como são Cascais e Sintra, e outros que, entretanto, assumiram importância nestes últimos anos, como Mafra e Ericeira, pelas suas especificidades, bem como Sesimbra e Almada (Costa da Caparica).

Além disso, incorporamos algumas áreas que, apesar de oferecerem bastantes recursos, têm de fazer um caminho mais devagar, até porque a oferta é mais insuficiente, sobretudo as zonas ribeirinhas do Tejo, Vila Franca de Xira ou Loures. Sem oferta turística, sem hotelaria, não conseguem captar turismo.

O que temos verificado é que, antes da pandemia, a região de Lisboa cresceu no seu conjunto, foi a região que mais cresceu e ganhámos quota de mercado em Portugal. Entretanto, durante a pandemia perdemos quota de mercado porque as pessoas privilegiaram os destinos internos. Sabendo que um terço da população portuguesa vive na região de Lisboa, isso é compreensível, pois procuraram outras zonas do país. Mesmo em termos internacionais também perdemos, uma vez que, como não havia transporte aéreo, as pessoas não podiam chegar. Se perdemos, acabámos por recuperar em 2022 face às várias regiões nacionais.

Programas de comercialização e venda têm procura
Têm sido anunciados uma série de apoios da Região para essas zonas menos desenvolvidas. Como é que se está a processar?
Esta estratégia é assumida em toda a atividade que fazemos enquanto Entidade Regional, bem como ATL na parte da promoção internacional.

Criámos algumas soluções específicas como é o caso dos PCV para o mercado interno, que são programas de comercialização e venda. São planos regulamentados em que as empresas apresentam os seus projetos e são apoiadas. Reservamos esses programas para zonas na região de menos concentração turística (Lisboa, Cascais e Sintra não se podem candidatar) e para produtos de menor dimensão, como sejam o enoturismo, natureza ou mergulho, e têm tido sucesso. Começámos este programa a tentar convencer as empresas, e no primeiro ano tivemos muita adesão. Em 2022 tivemos 25 programas apoiados, alguns coletivos e outros individuais, o que significa que foram mais empresas do que programas. Portanto, continua a ter procura.

Privilegiamos quem tem coisas para vender e quer vender e, hoje, tem uma influência muito grande. Talvez seja o programa da Entidade Regional mais relevante na procura de um desenvolvimento regional mais equilibrado.

Claro que todo o peso vem da cidade de Lisboa, pois é a procura que determina. A cidade de Lisboa tem um peso de 70% dessa procura regional. No entanto, a nossa visão, é crescer em toda a região e, dentro desse crescimento, fazer avançar as áreas mais atrasadas em termos de dimensão turística. Tudo depende sempre da oferta. Quem não tem hotel não pode ter dormidas, e ainda temos situações dessas, ou ela é ainda insipiente.

Neste aspeto temos chamado a atenção dos investidores para a vantagem de investirem noutras áreas da região, que não seja tudo na Baixa de Lisboa, pois estamos tudo muito pertos, temos ótimas comunicações e pode haver excelentes produtos. São boas oportunidades e quem fizer agora irá à frente e pode ganhar boa posição. Nesta visão de Região podemos ainda crescer muito.

Se tivéssemos uma visão mais limitada, olhando apenas para as zonas de concentração turística e Lisboa, íamos cair numa dificuldade, porque na cidade já há muita gente, muita oferta, muita procura.

Qual é a verba alocada para este plano?
Este plano tem validade até 2026. A alocação das verbas é de acordo com o que anualmente é disponibilizado para a Entidade Regional e a ATL, que é outra parceira. Mas, aqui não se trata apenas de uma questão de dinheiros. O objetivo é remarmos todos no mesmo sentido e isso penso que existe, e os resultados vão sendo conseguidos.

Consideramos sempre que a marca Lisboa é uma vantagem e não uma desvantagem, porque o que toda a região precisa é de ter clientes e utilizem o máximo todo o território.

Plano de atividades propõe várias intervenções
Para este ano, qual é o plano de atividades?
Da Entidade Regional aprovámos agora o plano de atividades que tem uma capacidade de intervenção limitada em termos orçamentais. Há verbas que o Estado destina às ERT, que são pequenas e inalteradas ao longo dos anos, e que são distribuídas com critérios discutíveis.

Estamos a falar em quatro milhões de euros para tudo. Parte desse dinheiro é utilizado para o funcionamento da Entidade, e outra parte para a contratualização externa que também tem de assegurar. Além disso há a promoção no mercado interno em que temos um conjunto de ações em Espanha, na BTL, feiras regionais e, uma atividade muito relevante que é a restruturação do produto turístico, envolvendo as empresas e os municípios.

A grande mais-valia nesta região é que existe uma ação concertada com a ATL que tem outros investimentos, nomeadamente, na parte da promoção e outras fontes de financiamento.

No conjunto, não temos queixas a apresentar sobre os montantes que dispomos para poder executar, em 2023, aquilo que é o nosso plano de atividades.

Portanto, vamos continuar nesta ideia da recuperação, esperando atingir, este ano, valores semelhantes aos de 2019, em termos quantitativos, e superiores em termos económicos, sempre em parceria com a ATL.

De acordo com o que está previsto na lei e nos estatutos regionais, existe uma delegação de competência na ATL e, através disso, muito do que são as ações e intervenções da Entidade Regional da Região de Lisboa são executadas em parceria com a ATL. A BTL é um caso, onde teremos um grande stand com a ATL, as entidades e os municípios.

Portanto, vamos dar um grande enfoque na promoção externa, de acordo com o plano estratégico, mas também nos programas com as empresas, e agora estou a falar dos vários planos de comercialização e vendas internacionais, e nós mais do que duplicámos esse financiamento para assegurarmos esses programas com as empresas.

A cidade de Lisboa tem um peso de 70% dessa procura regional. No entanto, a nossa visão, é crescer em toda a região e, dentro desse crescimento, fazer avançar as áreas mais atrasadas em termos de dimensão turística. Tudo depende sempre da oferta”

E os 6,1 milhões de euros que anunciaram em 2022?
Essa verba era apenas para 2022. Para este ano, na próxima reunião da ATL (que estaria prevista para 12 janeiro) vão ser aprovados todos os regulamentos de apoio à comercialização e vendas, o programa de captação de congressos, e o programa de internacionalização de festivais e eventos culturais, com um orçamento que será superior.

Há a contar ainda a participação nos encargos com a Web Summit, que temos até 2028, e uma pequena participação nas Jornadas Mundiais da Juventude, onde se esperam à volta de 1,5 milhões de pessoas.

A ERT-RL acaba de eleger um novo Conselho de Marketing. Quais são os objetivos deste órgão?
A lei estabelece a obrigatoriedade de todas as ERT terem um Conselho de Marketing, um órgão consultivo composto na maioria por privados, e que no nosso caso, exclusivamente por associações empresariais. Portanto, há eleições que não coincidem com as da Comissão Executiva, porque têm mandatos mais curtos.

É um órgão que se pronuncia sobre os planos de atividades, e numa prática que se reúna em cada trimestre para fazer o ponto da situação da atividade, quer da Entidade, quer da ATL, para conhecimento, discussão e parecer.

 

Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa mantém os seus princípios de apoio

O Fundo de Desenvolvimento Turístico, constituído pelo produto da taxa turística de Lisboa, e que tem de ser aplicada, de acordo com a lei, em benefício da cidade, mantém os seus princípios de apoio e nada em contrário esta em cima da mesa, disse o presidente da ERT-RL e diretor-geral da ATL, Vítor Costa.
Para além dos projetos que eram conhecidos, o fundo ainda vai financiar outros, mas a sua utilização está sempre condicionada a candidaturas que sejam apresentadas pelos membros do Comité de Investimento que são a Câmara Municipal de Lisboa, a ATL, a AHP e a AHRESP, que dá pareceres sobre os projetos que devem ser financiados pelo fundo, explicou.
Segundo Vítor Costa, se o parecer for negativo o projeto não pode ter seguimento, e se for positivo passa para os órgãos municipais e a autarquia terá de aprovar, ou a Assembleia Municipal de for o caso disso.
Até ao momento, desde que foi criado, este fundo já participou em apoios ao Festival de Eurovisão e à Web Summit, às intervenções feitas na Estação Fluvial Sul e Sueste, Doca da Marinha, Museu do Tesouro Real, Centro de Interpretação do Pilar 7 e Centro de Interpretação do Bacalhau.
O responsável referiu que “neste momento não há nenhuma intervenção deste nível. As candidaturas aprovadas neste momento comportam apenas participações financeiras nas Jornadas Mundiais da Juventude e na Web Summit, bem como uma aprovada para quatro anos, que tem a ver com a promoção e apoios às empresas, através dos PCV, captação de festivais e eventos culturais, com vista à dinamização da procura, num montante total de 16 milhões de euros”.
Além disso, há que contar com contratos com juntas de freguesia onde há mais incidência do turismo, para a melhoria da limpeza e higiene urbana.
Vítor Costa assegura que, atualmente, não existe nenhum projeto proposto pela Associação Turismo de Lisboa, já que “a nossa estratégia é consolidar a gestão dos equipamentos que gerimos e que contaram com participação financeira do fundo, que já são bastantes, mas felizmente, quase todos com resultados positivos”.
O diretor geral da ATL nega a veracidade de alguma informação que terá circulado em Lisboa sobre que uma parte das verbas do Fundo de Desenvolvimento Turístico pudesse ser utilizado no apoio à habitação. “Não tem fundamento, sem teria consenso”, disse, avançando que “a diferença da taxa turística de Lisboa, a primeira a ser criada no país, relativamente a outras que têm aparecido, é que a de Lisboa foi negociada com o setor privado, e foram acordadas entre o município, ATL e AHP (que é quem recolhe a taxa), determinadas caraterísticas sobre como se utilizam as verbas, e traduzido por normas pela Assembleia Municipal de Lisboa”.
O responsável reforçou que “a vantagem é que tudo isso foi negociado e consensualizado com a AHP. No Comité de Investimentos está o presidente da Câmara, a ATL, dois representantes da AHP e uma da AHRESP. Nesse órgão discutem-se as opções. Essa é a diferença do que acontece em outros municípios onde a aplicação da taxa turística foi mais controversa, porque em nenhuma se fez como em Lisboa, e hoje toda a gente reconhece as vantagens, porque vê esses equipamentos que enriquecem a oferta, trazem mais gente, dão mais dinâmica à cidade e recuperam património, por outro lado os hoteleiros têm o benefício de poder contar com instrumentos de promoção que são financiados pela taxa turística e permitem a dinamização da procura”.

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GEA lança Mediateca para agências

O Grupo GEA acaba de lançar na sua intranet a Mediateca para os agentes de viagens da rede, permitindo a todos os agentes aceder de forma contínua às formações e conteúdos dos webinars organizados pelo grupo.

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Conforme avançado por Pedro Gordon, diretor-geral do grupo GEA, na última convenção do grupo, realizada a 18 de novembro de 2022, em Coimbra, o Grupo GEA acaba de lançar na sua intranet a Mediateca para os agentes de viagens da rede.

A de agora, todas as agências associadas do Grupo terão acesso a uma Mediateca exclusiva GEA, permitindo a todos os agentes aceder de forma contínua às formações organizadas pelo grupo, assim como aos conteúdos dos webinars organizados pelo grupo em 2023, e outras formações realizadas anteriormente.

Desde 2020 o grupo GEA tem realizado contínua e regularmente webinars, com o propósito de esclarecer, motivar, formar, debater ideias e manter uma comunicação permanente entre o grupo e as agências que nele estão integradas, bem como entre as próprias agências e os parceiros do grupo, tendo realizado mais de 150 webinars.

Incluído na Mediateca podem ser encontrados webinars de várias tipologias: GEA Academy Online Management (como formação em redes sociais e marketing digital realizado em parceria com a empresa Zen Comunicação, Cultura de Serviço com a Speaker Carla Carvalho Dias), assim como webinars das várias ferramentas disponibilizadas pela GEA às agências do Grupo (GEA Academy Tools), para além de webinars de Produto com os vários parceiros (GEA Academy Online Produto).

Com este projeto, pretende-se que as agências GEA “tenham acesso continuo à informação e possam disponibilizar aos seus colaboradores conteúdos de formação de extrema utilidade acessíveis através de um único lugar e a qualquer momento”, refere o grupo, em comunicado.

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ITB Berlim tem nova diretora

Deborah Rothe sucede a David Ruetz na liderança da ITB Berlim, feira que se realiza na capital germânica de 7 a 9 de março de 2023.

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01Deborah Rothe é a nova diretora da ITB Berlin, depois de, em dezembro de 2022, ter assumido o cargo de vice-presidente sénior da “Travel + Logistics” na Messe Berlin, na qual tinha a responsabilidade da ILA Berlin Airshow, bem como a marca umbrela ITB e o desenvolvimento estratégico.

Com efeitos imediatos, Deborah Rothe assume a liderança como diretora e project manager da ITB Berlim, evento que se realiza de 7 a 9 de março de 2023.

Deborah Rothe substitui David Ruetz que assumir ao cargo de diretor da feira em 2022, tendo o seu papel sido considerado essencial na construção da marca global ITB, tendo liderado a criação da ITB Ásia, em Singapura, e a ITB China, em Xangai. Além disso, Ruetz identificou o potencial do mercado da Índia e apoiou o desenvolvimento da ITB Índia que, após duas edições virtuais, realizar-se-á de forma presencial pela primeira vez em Bombaim.

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Portugal com uma start-up vencedora no “Awake Tourism Challenge” da OMT

A start-up portuguesa Noytrall foi uma das 15 vencedoras da iniciativa da OMT, entre as 2.000 concorrentes de 120 países, que visa premiar start-ups que estão a mudar o setor do turismo em todas as regiões globais.

Victor Jorge

A Noytrall, start-up que nasceu com a missão de transformar a forma como os hotéis gerem serviços públicos e revolucionar a experiência de turismo sustentável dos hóspedes, é uma das vencedoras do “Awake Tourism Challenge”, iniciativa da Organização Mundial do Turismo (OMT) que premeia as start-ups que estão a mudar o setor do turismo em todas as regiões globais.

A start-up portuguesa foi uma das 15 vencedoras, entre as 2.000 concorrentes de 120 países e 30 finalistas.

O desafio foi a segunda edição da “Global Startup Competition” da OMT, com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os concorrentes foram analisados em função da contribuição para o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva, resiliente e setor do turismo sustentável, com foco em seis temas principais: Envolvimento da comunidade local; Economia Verde e Azul; Criação de Capital Ecológico e Sustentável; Turismo “Tech for Good”; Educação em Turismo; e Empoderamento Feminino.

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, salienta, em comunicado, que “as startups de turismo têm o poder e agilidade para transformar o setor em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, referindo ainda que os vencedores do “Awake Tourism Challenge” da OMT “têm o potencial para ajudar a construir um setor mais inclusivo e resiliente e esperamos apoiá-los enquanto crescem em tamanho e influência”.

As start-ups vencedoras terão um período de incubação de três meses no SPARK Crans-Montana, o Centro de Inovação de Les Roches do grupo Sommet Education, onde participarão em mentorias, atividades de networking e terão acesso a um laboratório de realidade virtual, estúdio digital e um espaço de coworking dedicado. Além disso, vão também receber bolsas de estudos para a “Tourism Online Academy” da OMT, bem como serem incluídas no Catálogo OMT dos principais inovadores, destaque numa campanha de comunicação global para mostrar cada vencedor e convidados para mentorias com parceiros do projeto.

Além da start-up portuguesa Noytrall, as restantes vencedoras foram: Coastruction (Países Baixos), SmArt Tourism and Hospitality Consulting (Panamá), Quantum Temple (EUA), Socialbnb (Alemanha), Instituto de Accesibilidad (Espanha), Kamatjona (Namíbia), Baahdy & Birdy (Noruega), WeavAir (Singapura), r3charge (Alemanha), Impact Innovations Institute (Arménia), NomadHer (Coreia do Sul), Murmuration (França), Evelity by Okeenea Digital (França) e Accessible Qatar (Catar).

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Air France aumenta voos para Pequim, Xangai e Hong Kong

Após suspensão das restrições de viagem de/para a China, a Air France continua a reabrir a sua rede de voos para a Ásia.

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Após o anúncio das autoridades chinesas do levantamento das restrições de viagem de/para a China, a Air France está a aumentar, gradualmente, a sua oferta de voos entre Paris-Charles de Gaulle (CDG) e Pequim, Xangai e Hong Kong, destinos que podem ser alcançados a partir de Lisboa ou do Porto via hub em Paris-CDG.

A partir de 1 de julho, a companhia aérea francesa oferecerá um voo diário de Paris-CDG para Pequim (Aeroporto de Pequim-Capital), atualmente servido uma vez por semana; Xangai (Aeroporto de Shanghai Pudong), atualmente servido duas vezes por semana e que será servido três vezes por semana a partir de 3 de fevereiro de 2023, e Hong Kong, destino novamente atendido desde 9 de janeiro de 2023 com três voos semanais.

Os voos para Xangai vão ser operados num Boeing 777-300 ER, equipado com as novas cabines de longo curso da Air France e capacidade para 369 lugares (48 na Business, 48 na Premium Economy e 273 na Economy). Já os serviços para Pequim e Hong Kong serão operados no Boeing 787-9, aparelho com capacidade para 279 lugares (30 na classe Business, 21 na Premium Economy e 228 na Economy).

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México recebe mais de 20 milhões de turistas em 2022

A chegada de turistas internacionais por via aérea registou, em 2022, um aumento superior a 46% face ao ano anterior. EUA, Canadá e Colômbia representam mais de 75% dos turistas internacionais.

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O Ministério do Turismo do México informou que, em 2022, chegaram 20,6 milhões de turistas internacionais por via aérea, correspondendo a um aumento de 46,3% em relação ao ano anterior.

A maioria dos turistas internacionais veio dos Estados Unidos da América, Canadá e Colômbia, número que, segundo as entidades oficiais, totalizou 15,6 milhões no total, um aumento de 39,5% em relação a 2021.

Foram registados cerca de 4.981.000 turistas de outras nacionalidades, representando um aumento de 72,7% em relação a 2021, o que equivale a uma quota de mercado de 24,2%.

Os principais destinos turísticos são Cancun, no Caribe mexicano, e Los Cabos, no estado de Baja California Sur.

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Hotéis de Macau fecham 2022 com segunda pior taxa de ocupação de sempre

A taxa de ocupação hoteleira em Macau foi de 38,4% no ano passado, o segundo valor mais baixo em mais de duas décadas, e menos 11,7 pontos percentuais do que em 2021.

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Segundo dados oficiais que remontam a 1997, o pior ano para os hotéis do território foi 2020, no início da pandemia de covid-19, com uma taxa de ocupação de 28,6%, devido à proibição que durante vários meses a China impôs às viagens para Macau.

A cidade registou em 2022 5,11 milhões de hóspedes, ou seja, menos 22,8% em termos anuais, nos cerca de 37 mil quartos disponíveis nos 123 hotéis, indicou, em comunicado, a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

Em dezembro, a taxa de ocupação hoteleira na região administrativa especial chinesa fixou-se em 42,8%, menos 12 pontos percentuais do que no mesmo mês de 2021, enquanto o número de hóspedes caiu 29,8% para 457 mil.

O número de visitantes baixou drasticamente no território desde o início da pandemia de COVID-19.

Macau, que à semelhança do interior da China seguia a política ‘zero covid’, apostando em testagens em massa, confinamentos de zonas de risco e quarentenas, anunciou em dezembro o cancelamento da maioria das medidas de prevenção e contenção, após quase três anos de rigorosas restrições.

Com o alívio das medidas de prevenção contra a COVID-19, a cidade registou 451 mil visitantes durante a semana do Ano Novo Lunar, quase o triplo de 2022, avançou no domingo a Direção dos Serviços de Turismo.

As autoridades salientaram ainda, em comunicado, que a média da taxa de ocupação hoteleira foi de 85,7%, com um pico no terceiro dia do Ano Novo Lunar (24 de janeiro), de 92,1%.

No mesmo comunicado, a DSEC revelou que em dezembro o número de visitantes que participaram em excursões organizadas foi de 6.100, mais do dobro face ao mês homólogo de 2021, mas muito longe do valor de 543.000 registado em dezembro de 2019.

A 21 de janeiro, o chefe do Governo de Macau, Ho Iat Seng, afirmou ainda não saber “se é possível concretizar, dentro de uma ou duas semanas, a retoma das excursões” da China continental para Macau, algo anunciado em setembro.

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