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Transportes

Presidente da ANA acredita em autorização de Medina para avançar com obras na Portela

O presidente do Conselho de Administração da ANA Aeroportos está confiante na autorização do Ministério das Finanças, e agora com o novo ministro, Fernando Medina, para poder avançar com as obras no Aeroporto Humberto Delgado, depois do que apelidou de “força de bloqueio” do ex-ministro João Leão

Carolina Morgado
Transportes

Presidente da ANA acredita em autorização de Medina para avançar com obras na Portela

O presidente do Conselho de Administração da ANA Aeroportos está confiante na autorização do Ministério das Finanças, e agora com o novo ministro, Fernando Medina, para poder avançar com as obras no Aeroporto Humberto Delgado, depois do que apelidou de “força de bloqueio” do ex-ministro João Leão

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José Luís Arnaut, que falava na VI Cimeira do Turismo Português que teve lugar em Lisboa, promovida pela CTP para celebrar o Dia Mundial do Turismo, disse que o ex-ministro das Finanças rejeitou seis pedidos da ANA para avançar com obras de melhoria no aeroporto de Lisboa, apesar de ter notado sempre “empenho” do ministro das Infraestruturas.

Por outro lado, e porque qualquer obra de infraestruturas precisa da aprovação da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), que está sob a tutela do Ministério das Finanças, o presidente da ANA está mais otimista para a concessionária, com Fernando Medina à frente da pasta das Finanças. “Temos um novo ministro das Finanças e acreditamos que estão reunidas as condições para que a UTAP se sente connosco à mesa” para discutir formas de melhorar a eficiência do aeroporto Humberto Delgado, que está neste momento congestionado em termos de tráfego.

No painel dedicado ao novo paradigma da mobilidade, José Luís Arnaut afirma que “são precisas obras urgentíssimas” naquele aeroporto, para que seja possível receber mais passageiros, e diz não ter “dúvidas nenhumas” de que estas obras “vão ser feitas”.

Explicou que este projeto de investimento está nas mãos do Governo desde 2020, e hoje “acredito que estão criadas condições para nos deixarem avançar, deixar o concessionário e os operadores fazerem o seu trabalho”.

Em relação ao dossier “Novo aeroporto de Lisboa”, o responsável observou que só deverá haver uma decisão final sobre a localização da nova infraestrutura aeroportuária “no segundo semestre de 2024”. Isto porque, conforme explicou, o processo não termina com a avaliação ambiental estratégica.

No entanto, mostrou-se satisfeito com o calendário definido pelo Governo para a concretização do novo aeroporto, mas pediu comissão que vai ser criada para acompanhamento da avaliação ambiental estratégica das propostas de localização, que estão em cima da mesa “equitativa, neutra e independente”.

Isto porque, acrescentou: É muito importante para o país haver uma solução sem dúvidas, serena, tranquila e com qualidade”.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Portugal entre os destinos com melhor performance em 2023, dizem dados da UN Tourism

O Barómetro Mundial do Turismo das Nações Unidas monitoriza regularmente as tendências do turismo a curto prazo para fornecer às partes interessadas do turismo mundial uma análise atualizada do turismo internacional. Neste barómetro que analisa as melhores performances dos destinos, Portugal aparece em destaque.

Victor Jorge

Publicado quatro vezes por ano, incluindo uma análise dos dados mais recentes sobre destinos turísticos (inbound) e mercados de origem (outbound), Barómetro Mundial do Turismo das Nações Unidas (UN Tourism) coloca as Ilhas Turcas e Caicos com a melhor performance no ano 2023 face a 2019, com um crescimento de 127%.

Neste barómetro, Portugal aparece destacado com um crescimento de 11%, sendo que na região da Europa, somente Albânia (+53%), Andorra (+31%), Lichtenstein (+16%) e Sérvia (+15%) aparecem à frente de Portugal.

O barómetro estima que 1286 milhões de turistas internacionais (dormidas) foram registados em todo o mundo em 2023, um aumento de 34% em relação a 2022, correspondendo a mais 325 milhões.

Segundo as contas, o turismo internacional recuperou 88% dos níveis pré-pandémicos em 2023, apoiado por uma forte procura reprimida.

O Médio Oriente liderou a recuperação por regiões em termos relativos, sendo a única região a superar os níveis pré-pandémicos com chegadas 22% acima de 2019.

A Europa atingiu 94% dos níveis pré-pandémicos em 2023, enquanto a África recuperou 96% e as Américas 90%.

A Ásia e o Pacífico atingiram 65% dos níveis pré-pandémicos, com uma recuperação gradual desde o início de 2023.

Quatro sub-regiões: Norte de África, América Central (ambas +5%), Europa do Sul Mediterrânica e Caraíbas (ambas +1%) excederam os níveis pré-pandémicos em 2023.

Já as receitas totais das exportações do turismo (incluindo o transporte de passageiros) estão estimadas em 1,6 biliões de dólares em 2023 (cerca de 1,48 biliões de euros), quase 95% dos 1,7 biliões de dólares (1,57 biliões de euros) registados em 2019.

As estimativas preliminares do Produto Interno Bruto Direto do Turismo (PIBDT) apontam para 3,3 biliões de USD em 2023 (pouco mais de 3 biliões de euros), ou seja, 3% do PIB mundial, o mesmo nível de 2019, impulsionado pelas viagens nacionais e internacionais.

“Após uma forte recuperação em 2023, espera-se que o turismo internacional recupere totalmente os níveis pré-pandémicos em 2024, com estimativas iniciais que apontam para um crescimento de 2 % acima dos níveis de 2019 nas chegadas de turistas internacionais”, refere a UN Tourism.

As perspetivas positivas para o setor estão refletidas no último inquérito do Índice de Confiança do Turismo da ONU, com 67 % dos profissionais do turismo a indicarem perspetivas melhores ou muito melhores para 2024 em comparação com 2023.

“Espera-se que o desencadeamento da restante procura reprimida, o aumento da conectividade aérea e uma recuperação mais forte dos mercados e destinos asiáticos sustentem uma recuperação total até ao final de 2024”, admite o relatório da UN Tourism.

Os desafios económicos e geopolíticos continuam a representar desafios significativos para a recuperação sustentada do turismo internacional e dos níveis de confiança.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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Aviação

ANA tem 30 dias para começar a negociar qualidade do serviço nos aeroportos

A Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) determinou à ANA – Aeroportos de Portugal que inicie, no prazo de 30 dias, um processo negocial de modo a ajustar os níveis de qualidade de serviço nos aeroportos.

Victor Jorge

Depois de uma consulta anual por parte da ANA e, tendo em conta “o teor dos comentários produzidos pelos utilizadores [transportadoras aéreas e empresas de ‘handling’]”, e as respostas ou posição da concessionária, a ANAC concluiu que é necessário rever “o acordo assinado em 2014/2015 entre a ANA e os utilizadores”.

Segundo a entidade reguladora, “a ANA tem apresentado situações de incumprimento sistemático, em alguns dos indicadores sujeitos a RQSA [Regime de Qualidade de Serviço Aeroportuário], em particular no que diz respeito aos indicadores de entrega da primeira bagagem, à chegada nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, e na entrega da última bagagem no aeroporto de Lisboa”, lê-se no comunicado da ANAC.

Além disso, “no âmbito das auditorias realizadas ao sistema de gestão de bagagem nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, a ANAC tem vindo a identificar oportunidades de melhoria nas infraestruturas”.

Segundo a ANAC, “a avaliação da qualidade do serviço por parte dos passageiros, tem-se vindo consecutivamente a deteriorar (numa base homóloga)” e os “números de reclamações de passageiros têm vindo a ser mais expressivos”.

O regulador disse ainda que “os aumentos de taxas verificados não têm sido acompanhados de revisões em alta dos níveis de qualidade de serviço, demonstrando um desajuste entre os níveis das taxas aplicadas e a qualidade do serviço prestado”.

Por tudo isto, a “ANAC determinou à ANA que, no prazo de 30 dias, inicie um processo negocial com os utilizadores dos aeroportos nacionais de modo a ajustar os níveis de qualidade de serviço nos mesmos, à atual realidade”.

A ANA “remeteu à ANAC, em 27 de dezembro de 2023, a decisão final do processo de consulta sobre os níveis mínimos de serviço associados aos indicadores do Regime de Qualidade de Serviço Aeroportuário (RQSA), para vigorar a partir de 1 de abril de 2024”, explicou o regulador.

Este processo, anual, passa por uma consulta por parte da concessionária “aos utilizadores dos aeroportos abrangidos pelo RQSA no sentido de acordarem os níveis mínimos de serviço para cada um dos indicadores definidos” no contrato de concessão.

“A métrica final do RQSA foi aprovada pelas transportadoras aéreas representativas de 65% do tráfego de passageiros servidos nos aeroportos abrangidos pelo RQSA, em 2015, na sequência de negociações com a ANA”, lembrou.

De acordo com o regulador, a decisão da concessionária “respeitante ao RQSA, a vigorar a partir de 01 de abril de 2024, preconiza a manutenção da métrica, bem como dos níveis mínimos de serviço de 2023”, sendo que a ANA fundamenta a sua decisão final referindo que os atuais níveis de serviço e respetiva métrica “são adequados para assegurar uma correta representatividade e monitorização dos processos e garantem um bom nível de serviço às companhias aéreas e passageiros”, referiu a ANAC.

“O Decreto-Lei n.º 254/2012 estabelece claramente que os níveis de serviço aeroportuários devem estar relacionados com o nível das taxas praticado”, garantiu a ANAC, indicando que o “acordo alcançado entre a ANA e os utilizadores em 2014 e 2015 não tem caráter vitalício, devendo o mesmo ser alterado, de modo a refletir as alterações ocorridas, ao longo do tempo, nos aeroportos explorados pela ANA, especialmente no que tange às alterações inerentes à estrutura tarifária aplicável e vigente, e aos aumentos de tráfego e de passageiros”.

Por fim, o “regime legal vigente prevê que a ANA deve promover negociações com os utilizadores, devendo atender ao sistema e à estrutura tarifária aplicável, bem como ao nível de serviço a que os utilizadores têm direito como contrapartida das taxas”, disse o regulador, fundamentando a sua decisão.

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Distribuição

A posição da DECO sobre a proposta de revisão da Diretiva das Viagens

A Diretiva das viagens, em vigor desde 2018, revelou falhas na resposta em episódios críticos como a pandemia Covid 19 e a insolvência de grandes operadores. Agora, a Comissão apresentou uma proposta de alteração e a DECO salienta o que deve ser modificado para garantir a proteção dos consumidores.

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A Diretiva (UE) 2015/2302 relativa às viagens organizadas e aos serviços de viagem conexos (Diretiva 2015/2302), propunha-se, atendendo à evolução do mercado, e ao regime consagrado pela Diretiva 90/314/CEE, adaptar o âmbito de proteção em matéria de viagens organizadas aos consumidores, atendendo à evolução registada, aumentando a transparência e reforçando a segurança jurídica de viajantes e operadores, tendo presente que os serviços de viagem cada vez mais são propostos e contratados nos canais digitais e não se limitam a combinações sob a forma de viagens pré-organizadas tradicionais, sendo muitas vezes combinados de forma personalizada.

A Diretiva 2015/2302 revela-se um importante instrumento de proteção dos consumidores, desde logo, face às regras relativas à proteção em caso de insolvência de um operador turístico. Com efeito, e embora lhe possam ser atribuídas um conjunto significativo de lacunas, estabelece um importante conjunto de direitos para os viajantes e define os termos em que os operadores devem ser responsabilizados e em que termos podem ou não alterar as condições contratadas, no quadro da dinâmica subjacente a este mercado.

No entanto, a Diretiva assentou num conjunto de definições extremamente complexo e em algumas regras que se revelaram pouco claras, situações que têm trazido dificuldades na sua aplicação prática.

Por outro lado, a opção de focar a proteção financeira dos viajantes conferida pela Diretiva apenas na insolvência, a opção de deixar de fora do seu âmbito a contratação de serviços avulsos, e a ausência de regras prescrevendo um regime de responsabilidade pelo cumprimento do contrato no que respeita aos serviços conexos limitam o quadro de proteção aos viajantes resultantes da Diretiva e, deveriam, no entendimento da DECO, ser alguns dos pontos de partida para a sua alteração. Lamentavelmente o caminho traçado pela Comissão foi distinto, mantendo de fora a contratação de serviço avulsos e regras contratuais para os serviços conexos, e embora a Proposta de alteração da Diretiva aborde a necessidade de clarificação de conceitos chave como o de viagens organizadas e de serviços conexos, e de determinadas regras relacionadas com a possibilidade de rescisão do contrato pelo viajante em caso de circunstâncias extraordinárias, e ainda, acerca do âmbito da proteção contra a insolvência, a verdade é que, fica, assim, aquém do que a DECO consideraria necessário.

Acresce que, a Proposta de alteração da Diretiva nada acrescenta ou revê em termos de disposições que visem garantir o seu cumprimento e dissuadir infrações, designadamente em termos de sanções, cuja harmonização baseada numa percentagem do volume de negócios anual do profissional ao nível da UE se considera recomendável.

Conheça a posição detalhada da DECO sobre as diferentes alterações apresentadas e o que, no entendimento da Associação, deve, ainda, ser alterado.

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Aviação

Etihad Airways adiciona frequência à rota Abu Dhabi-Lisboa

A nova frequência começa a ser operada a 3 de abril e mantém-se até 23 de maio, aumentando o número de voos da Etihad Airways entre Lisboa e Abu Dhabi para cinco ligações aéreas por semana.

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A Etihad Airways vai adicionar uma frequência à rota entre Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Lisboa, que passa a contar com um total de cinco voos por semana, informou a companhia aérea, em comunicado.

A nova frequência começa a ser operada a 3 de abril e mantém-se até 23 de maio, partindo de Lisboa às 09h05 para chegar a Abu Dhabi às 19h45, enquanto em sentido contrário a partida da capital dos Emirados Árabes Unidos decorre pelas 02h35, chegando a Lisboa às 07h40.

Com a introdução desta nova frequência, que vai ser operada às quartas-feiras, a Etihad Airways passa a contar com voos entre Lisboa e Abu Dhabi às terças, quartas, quintas, sábados e domingos.

 

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Créditos: Les Roches

Emprego e Formação

Estudo Fórum Turismo: 69% dos estudantes de turismo pretende emigrar

A percentagem resulta de um inquérito aplicado pela Associação Fórum Turismo a 189 estudantes, que justificaram a sua expetativa de trabalhar no estrangeiro com a maior oferta de emprego e melhores condições de trabalho, salários e qualidade de vida.

Carla Nunes

Um estudo realizado pela Associação Fórum Turismo, que contou com uma amostra de 189 alunos de cursos de turismo em Portugal, conclui que 69% dos estudantes pretende emigrar.

A questão lançada pela associação era se estes tencionavam, “nos próximos cinco anos, ir trabalhar para o estrangeiro”. Apenas 31% respondeu que não pretendia trabalhar fora do país, sendo que, dos 69% que responderam positivamente, 17% indicou que esperam vir a trabalhar “fora da Europa”, em regiões como a Ásia, Emirados Árabes Unidos ou Estados Unidos.

A Suíça segue-se como o destino de preferência dos estudantes que querem trabalhar no estrangeiro, tendo sido indicada por 16% dos inquiridos que responderam afirmativamente à questão, a par do Reino Unido (indicado por 13% dos inquiridos).

Quando questionados sobre os motivos para quererem trabalhar no estrangeiro, os estudantes indicaram razões como o enriquecimento pessoal, o gosto por explorar mais destinos, a maior oferta de emprego, a expectativa de melhorar línguas estrangeiras, as melhores condições de trabalho, os melhores salários e qualidade de vida, o desejo por novas experiências, a proximidade com familiares emigrados e as questões culturais.

Apesar da melhoria de línguas estrangeiras ser indicada como um dos motivos para trabalhar no estrangeiro, note-se que, do total de estudantes inquiridos, 48% indicou falar três idiomas. Na linha de percentagens seguem-se os estudantes que apontaram falar dois idiomas (29%) e quatro idiomas (13%).

Apenas 6% dos inquiridos apontou só falar um idioma, com 4% a indicar mais de cinco idiomas.

63% dos estudantes antecipam primeiro salário entre os 800 e os 1.200 euros

No mesmo estudo, 33% dos inquiridos afirmam que ambicionam receber entre 800 a 1.000 euros no primeiro emprego, enquanto 30% aponta para os 1.000 a 1.200 euros de salário para a primeira experiência laboral.

Apenas 6% dos estudantes espera receber até 600 euros no seu primeiro trabalho na área, com 5% a indicar uma expetativa de 1.400 a 1.600 euros para o mesmo tipo de emprego.

A Associação Fórum Turismo apurou ainda que 61% dos estudantes inquiridos pretende prosseguir os estudos, com 32% a indicar a área de Gestão, seja turística ou hoteleira, como o curso preferencial.

Seguem-se a área de Turismo (19%), Food & Beverage (15%) e Marketing e Comunicação (14%). Nos cursos que reúnem a menor percentagem de preferência para prosseguir estudos encontram-se aqueles que não estão relacionados com o turismo (7%) e a área de Recursos Humanos (5%).

Apesar de 79% dos inquiridos assegurar que se sente preparado para entrar no mercado de trabalho, 87% afirma que os conteúdos do seu curso não são relevantes para as tendências atuais da indústria. Para Ivan Ferreira, secretário-geral da Associação Fórum Turismo, apesar de “o ensino turístico português ter bastante qualidade”, existe a necessidade de se apostar em abordagens mais práticas.

“Deve-se apostar mais em abordagens práticas e contínuas e permitir a possibilidade de personalização dos currículos académicos face aos interesses pessoais, mas as dificuldades na transição da fase académica para o mercado de trabalho são evidentes, com dois em cada três estudantes a admitirem emigrar durante os próximos cinco anos”, refere Ivan Ferreira em nota de imprensa.

O profissional explica ainda que “entre os vários fatores apontados, as condições de trabalho incompatíveis com os níveis de qualificação possuídos são a principal causa de ansiedade nos futuros profissionais do setor, algo que está inclusive a colocar em causa a sustentabilidade do Turismo em Portugal, com a queda da cultura da ‘arte de bem receber’, que sempre foi considerada uma distinção de valor acrescentado face a destinos concorrentes de Portugal”.

Por essa razão, aponta como “necessárias e urgentes ações que valorizem e retenham os recursos humanos qualificados, para continuar a incrementar a qualidade do serviço prestado aos turistas que nos visitam”.

O inquérito da Associação Fórum Turismo, do qual resultam os presentes dados, foi aplicado durante os meses de novembro e dezembro de 2023. Da amostra de estudantes inquiridos, 71% frequenta atualmente uma licenciatura e 16% Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP).

Na nota metodológica é referido que o estudo continua em aberto para “seguir a perspectiva dos estudantes ao longo do tempo” e averiguar “como esta altera face a determinados fatores externos”.

Os resultados atuais do inquérito podem ser consultados na íntegra a partir do website da Associação Fórum Turismo.

Sobre o autorCarla Nunes

Carla Nunes

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Meeting Industry

BTL 2024 vai ser também palco de conferências e talks

A 34ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) vai receber conferências, talks e outras iniciativas espalhadas por sete áreas distintas. Inteligência artificial, sustentabilidade, experiências e soluções tecnológicas estarão em destaque.

Publituris

A Bolsa de Turismo de Lisboa reforçou, na sua edição de 2024, a aposta em conteúdos para profissionais e consumidores, com a organização e acolhimento de várias iniciativas, entre conferências e talks espalhados por sete áreas distintas da feira, que decorre de 28 de fevereiro a 3 de março.

Estes conteúdos, de acordo com informação da organização, procuram afirmar a BTL como um espaço de discussão, troca de ideias e promoção de conhecimento, tanto para os profissionais do turismo como para o público final.

Exemplo disso são as diversas iniciativas que terão lugar no Auditório AVK. No dia 28 de fevereiro, primeiro dia da BTL, o destaque vai para a CNN Portugal Summit “Portugal Tour”, organizada pela CNN Portugal, que irá debater os principais desafios do turismo nacional. A sessão contará com um painel de convidados composto, designadamente, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Cristina Siza Vieira, vice-presidente Executiva da AHP, João Oliveira e Costa, CEO do BPI, e Mário Ferreira, CEO da Douro Azul.

O Auditório AVK vai acolher, também, uma talk sobre turismo regenerativo, organizada pela Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality, uma sessão sobre o novo modelo de negócio do turismo 4.0, dinamizada pela Universidade Católica de Lisboa, e uma conferência sobre enoturismo promovida pelo jornal Publituris. O espaço receberá ainda a terceira edição da conferência “Smart and Green Tourism”.

Por sua vez, no Palco BPI os profissionais do turismo poderão descobrir mais sobre a forma como a inteligência artificial está a ser trabalhada no sector em sessões promovida pelo NEST e pela Microsoft. Boas práticas de governance, a humanização, o valor das experiências, a inovação tecnológica e a sustentabilidade serão também alvo de reflexão em conferências organizadas, ao longo dos três dias profissionais da feira, pela AMROP, Universidade Europeia, BTL, NEST, BPI e RIPTUR.

O BTL Lab by Pousadas da Juventude voltará a acolher sessões dedicadas à inovação e a soluções tecnológicas para o turismo. Revenue management, tecnologia de dados, boas práticas de planeamento financeiro, gamified self-guided tours e fotografia serão alguns dos temas que estarão em destaque nesta área da BTL.

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Qatar Airways liga Doha a Lisboa com 4 voos semanais a partir de junho

A Qatar Airways vai retomar a ligação Doha-Lisboa a partir de 6 de junho de 2024, com quatro voos semanais.

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A Qatar Airways anunciou o regresso dos voos entre Doha e Lisboa no âmbito da expansão da sua rede em 2024. Os quatro voos semanais terão início na quinta-feira, 6 de junho de 2024, servidos por um avião Boeing B787-8.

Recorde-se que a transportadora nacional do Estado do Qatar lançou pela primeira vez voos para Lisboa em junho de 2019, antes de a pandemia ter levado à sua interrupção menos de um ano depois.

A propósito do regresso da Qatar Airways a Lisboa, Thierry Antinori, diretor Comercial da companhia, refere que “à medida que continuamos a expandir a operação no mercado europeu, celebramos a retoma dos nossos voos para a bela cidade de Lisboa. A rota reforça a porta de entrada para a Ásia, África Oriental e Austral e para o subcontinente indiano, solidificando ainda mais a nossa posição como um ponto de acesso fundamental para os viajantes globais. Os passageiros da Qatar Airways podem agora explorar o coração histórico de Portugal este verão e passar as suas férias a desfrutar de uma das cidades mais ensolaradas da Europa.”

Além dos voos, os passageiros podem, a partir de junho, aproveitar a opção de transformar uma viagem de férias em duas com os pacotes de escala para o Qatar, oferecidos pela Discover Qatar, a partir de 14 dólares por pessoa e por noite. Os pacotes oferecem cinco opções para os passageiros que embarcam na Qatar Airways. Assim, estarão disponíveis os pacotes Standard (seleção de hotéis de 4 estrelas); Premium (seleção de hotéis de 5 estrelas); Premium com acesso à praia (seleção de hotéis de 5 estrelas com acesso à praia de Doha Sands, West Bay); Luxury (seleção de hotéis de luxo de 5 estrelas com pequeno-almoço incluído); e All-Inclusive Beach (seleção de hotéis de 5 estrelas que incluem pequeno-almoço e acesso à praia, com tudo incluído, em Doha Sands Beach, West Bay)

Todos os pacotes de escala incluem comodidades de check-in 24 horas por dia para que os hóspedes possam aproveitar ao máximo o seu tempo no Qatar e podem ser adaptados a opções adicionais, incluindo assistência no aeroporto, transferes e uma gama de excursões e experiências para melhorar a sua estadia, tais como City e Desert Tours.

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Comissão Europeia ordena a restituição de 33,84 M€ de auxílios estatais incompatíveis dados à Blue Air

A Comissão Europeia concluiu que o plano de reestruturação da Blue Air não era suscetível de restabelecer a viabilidade a longo prazo da companhia aérea, sendo, por conseguinte, incompatível com as regras da UE em matéria de auxílios estatais. A Roménia deve agora restituir o auxílio estatal ilegal dado à da Blue Air no valor de aproximadamente 33,84 milhões de euros.

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Em abril de 2023, a Comissão Europeia (CE) deu início a uma investigação aprofundada para avaliar se um plano de reestruturação da Blue Air e as medidas de auxílio aplicadas para apoiar este plano estavam em conformidade com as regras da União Europeia (UE) em matéria de auxílios estatais, em especial com as orientações relativas aos auxílios de emergência e à reestruturação concedidos a empresas não financeiras em dificuldade (as “Orientações R&R”).

A Blue Air tem registado dificuldades financeiras desde 2019. Em agosto de 2020, a Comissão aprovou duas medidas a favor da companhia aérea: i) uma garantia pública de cerca de 28 milhões de euros para cobrir os danos diretamente causados pelo surto de coronavírus; e ii) uma garantia pública de cerca de 33,84 milhões de euros sobre um empréstimo de emergência destinado a cobrir parcialmente as necessidades de liquidez da Blue Air durante os seis meses seguintes.

A Roménia concordou que, se a garantia pública sobre o empréstimo de emergência não fosse rescindida após seis meses a contar do pagamento do primeiro auxílio, que teve lugar em outubro de 2020, apresentaria à Comissão um plano de liquidação ou um plano de reestruturação global para a Blue Air.

Em abril de 2021, a Roménia apresentou um plano de reestruturação que foi posteriormente atualizado várias vezes. Em novembro de 2022, a Roménia reembolsou o empréstimo e adquiriu uma participação de 75% na Blue Air, depois de a companhia aérea ter suspendido as operações em setembro de 2022.

Na sequência da sua investigação aprofundada, iniciada em abril de 2023, a Comissão concluiu que o plano de reestruturação da Blue Air não era exequível, coerente e suficientemente abrangente para restabelecer a viabilidade a longo prazo da companhia aérea num prazo razoável e sem distorcer indevidamente a concorrência no mercado único. Esta situação foi corroborada pela incapacidade da Blue Air para manter as suas operações e pelo seu pedido de abertura de um processo de insolvência em março de 2023. O plano de reestruturação não foi atualizado na sequência da cessação das operações ou da abertura da investigação aprofundada.

“As medidas de apoio a um plano de reestruturação inadequado e irrealista que não seja apoiado por um financiamento de mercado suficiente por parte dos investidores para além do período de recuperação são ilegais ao abrigo das regras da UE em matéria de auxílios estatais”, refere a Comissão Europeia em nota.

A Roménia deve agora recuperar junto da Blue Air o auxílio estatal ilegal no montante de 33,84 milhões de euros acrescido de juros.

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Aeroportos europeus registam aumento de tráfego de passageiros em janeiro de 2023

O número de passageiros que viajaram pelos aeroportos europeus aumentou no primeiro mês deste ano.

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Vários aeroportos já ultrapassaram os níveis de 2019, enquanto outros esperam números mais elevados este ano.

Segundo informação avançada pelo SchengenVisaInfo.com, os aeroportos da rede Aena em Espanha (46 aeroportos), receberam mais de 18,6 milhões de passageiros no mês passado, o que representa um aumento de mais de 10% em relação a janeiro de 2023.

O maior número de viajantes foi registado no Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, atingindo quase 4,8 milhões de passageiros no mês passado.

Entretanto, o Aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat registou 3,5 milhões de passageiros, seguido de Málaga-Costa del Sol (1,3 milhões), Gran Canaria (quase 1,3 milhões), Tenerife Sur (1,2 milhões) Alicante-Elche Miguel Hernández (958 088) e Aeroporto de Palma de Maiorca (889 815).

Entretanto, o aeroporto de Frankfurt (Alemanha) recebeu 4,1 milhões de passageiros no mês passado, registando um aumento de 11% em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar deste crescimento homólogo, o tráfego de passageiros foi 12,6% inferior ao registado em janeiro de 2019.

Para além do aeroporto de Frankfurt, outros aeroportos do portfólio internacional da Fraport registaram um aumento no tráfego de passageiros durante este período.

O aeroporto de Berlim recebeu cerca de 1,48 milhões de viajantes, quase 13% mais do que em janeiro do ano anterior, com o dia 7 de janeiro a ser o mais movimentado do mês, com o número de passageiros a atingir os 63.613.

1,7 milhões de viajantes passaram pelo aeroporto de Copenhaga (Dinamarca) durante o mês de janeiro de 2024, o que representa um aumento de 7% em relação ao ano anterior.

Os destinos preferidos dos passageiros do aeroporto da capital dinamarquesa durante esse mês foram Londres, Oslo e Estocolmo.

No entanto, o maior aumento do tráfego de passageiros foi registado nas rotas para destinos na Ásia e no Médio Oriente, com 47% e 36%, respetivamente.

O aeroporto de Keflavík, o maior aeroporto da Islândia, recebeu mais de 451.000 passageiros no mês passado. O dia 2 de janeiro foi o mais movimentado do mês, com 22611 viajantes a passarem pelo aeroporto.

Londres, Copenhaga, Nova Iorque, Manchester e Paris foram os destinos mais populares durante esse período.

Os cidadãos britânicos e norte-americanos foram os que mais partiram, com 21% e 19%, respetivamente. Os cidadãos alemães ficaram em terceiro lugar, seguidos pelos cidadãos holandeses e chineses.

Para além dos aeroportos mencionados, o aeroporto de Riga (Letónia) registou um aumento do tráfego de passageiros no primeiro mês de 2024, recebendo 420000 passageiros, mais 5000 do que no mesmo período do ano passado.

A companhia aérea nacional, AirBaltic, foi a que movimentou mais passageiros (222000), seguida da companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair (132000).

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João Cruz reforça equipa comercial da TUI Portugal

O operador turístico TUI Portugal anuncia um novo crescimento da equipa comercial com aposta para a zona norte do país.

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A TUI Portugal, parte do Grupo TUI, acaba de reforçar o departamento comercial liderado por Nuno Fouto, atual Commercial Manager da operação, agora para assegurar a presença da marca na zona norte do país.

Após a entrada de Rita Carvalho para a área comercial no passado mês de dezembro, a contratação de João Cruz, que terá a sua base operacional no Porto, é mais um passo da TUI Portugal na sua estratégia de desenvolvimento de negócio e consolidação da relação comercial com as Agências de Viagens, essencial para o crescimento do operador.

Com um vasto conhecimento no setor do turismo, João Cruz exercia, até à data, funções de Agente de Viagens, assumindo agora um papel comercial, com o objetivo de reforçar a presença da marca e oferta da TUI Portugal junto das Agências de Viagens na zona norte do país.

Para Nuno Fouto, “este crescimento da equipa é fruto da estratégia para melhorar o serviço prestado às Agências, considerando as necessidades atuais do mercado”.

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