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Presidente da ANA acredita em autorização de Medina para avançar com obras na Portela

O presidente do Conselho de Administração da ANA Aeroportos está confiante na autorização do Ministério das Finanças, e agora com o novo ministro, Fernando Medina, para poder avançar com as obras no Aeroporto Humberto Delgado, depois do que apelidou de “força de bloqueio” do ex-ministro João Leão

Carolina Morgado
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Presidente da ANA acredita em autorização de Medina para avançar com obras na Portela

O presidente do Conselho de Administração da ANA Aeroportos está confiante na autorização do Ministério das Finanças, e agora com o novo ministro, Fernando Medina, para poder avançar com as obras no Aeroporto Humberto Delgado, depois do que apelidou de “força de bloqueio” do ex-ministro João Leão

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José Luís Arnaut, que falava na VI Cimeira do Turismo Português que teve lugar em Lisboa, promovida pela CTP para celebrar o Dia Mundial do Turismo, disse que o ex-ministro das Finanças rejeitou seis pedidos da ANA para avançar com obras de melhoria no aeroporto de Lisboa, apesar de ter notado sempre “empenho” do ministro das Infraestruturas.

Por outro lado, e porque qualquer obra de infraestruturas precisa da aprovação da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), que está sob a tutela do Ministério das Finanças, o presidente da ANA está mais otimista para a concessionária, com Fernando Medina à frente da pasta das Finanças. “Temos um novo ministro das Finanças e acreditamos que estão reunidas as condições para que a UTAP se sente connosco à mesa” para discutir formas de melhorar a eficiência do aeroporto Humberto Delgado, que está neste momento congestionado em termos de tráfego.

No painel dedicado ao novo paradigma da mobilidade, José Luís Arnaut afirma que “são precisas obras urgentíssimas” naquele aeroporto, para que seja possível receber mais passageiros, e diz não ter “dúvidas nenhumas” de que estas obras “vão ser feitas”.

Explicou que este projeto de investimento está nas mãos do Governo desde 2020, e hoje “acredito que estão criadas condições para nos deixarem avançar, deixar o concessionário e os operadores fazerem o seu trabalho”.

Em relação ao dossier “Novo aeroporto de Lisboa”, o responsável observou que só deverá haver uma decisão final sobre a localização da nova infraestrutura aeroportuária “no segundo semestre de 2024”. Isto porque, conforme explicou, o processo não termina com a avaliação ambiental estratégica.

No entanto, mostrou-se satisfeito com o calendário definido pelo Governo para a concretização do novo aeroporto, mas pediu comissão que vai ser criada para acompanhamento da avaliação ambiental estratégica das propostas de localização, que estão em cima da mesa “equitativa, neutra e independente”.

Isto porque, acrescentou: É muito importante para o país haver uma solução sem dúvidas, serena, tranquila e com qualidade”.

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TAP não consegue evitar greve e recomenda alteração de voos

A TAP indica que não foi possível desmarcar a greve dos tripulantes de cabina, que está agendada para 8 e 9 de dezembro, e está a recomendar aos seus passageiros que alterem os voos, sem qualquer penalização.

A TAP está a recomendar aos seus passageiros com voos marcados para 8 e 9 de dezembro que procedam à sua alteração sem qualquer penalização, devido à greve agendada pelos tripulantes de cabina da companhia aérea de bandeira nacional que, segundo a companhia aérea, não foi possível desmarcar.

“Como é do conhecimento público, a TAP enfrenta um anúncio de greve do Pessoal de Cabina para os dias 8 e 9 de dezembro. Apesar de todos os esforços da Companhia para evitar esta greve, não foi possível chegar a um acordo com o sindicato que representa estes profissionais, ainda que se tenha conseguido alcançar entendimentos sobre várias matérias”, lê-se num comunicado divulgado esta segunda-feira, pela companhia aérea de bandeira nacional.

Na informação divulgada, a TAP diz que não sabe qual será o “nível de disrupção que a operação” vai sofrer nos dias de greve, pelo que “recomenda aos seus clientes que tentem remarcar os seus voos”.

“Deverão fazê-lo através do call center ou das suas agências de viagens. A alteração das datas dos voos previstos para este período poderá ser feita sem qualquer penalização e sem alteração de tarifa, para datas entre 28 de novembro e 19 de dezembro, e sem penalização, embora com alteração de tarifa, para qualquer outro período”, recomenda a transportadora nacional.

A TAP mostra-se ainda disponível para continuar as negociações com o sindicato que representa a tripulação de cabina e reitera que “fez todos os possíveis para que isso acontecesse em tempo útil, tendo agora de concentrar os seus esforços na organização da operação e na salvaguarda dos seus clientes”.

A companhia aérea pede desculpa aos passageiros pelos “efeitos nefastos desta greve anunciada”  e pela “perturbação que a mesma lhes poderá causar”, assegurando ainda que “está a fazer todos os esforços para os minimizar”.

Recorde-se que os tripulantes da TAP anunciaram uma greve nos dias 08 e 09 de dezembro, convocada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), apontando como motivos o “descontentamento, revolta e mal-estar” entre os trabalhadores.

A TAP e os sindicatos estiveram até esta segunda-feira, 21 de novembro, em negociações para a revisão do Acordo de Empresa (AE), no âmbito do plano de reestruturação, mas não foi possível chegar a acordo, uma vez que a companhia aérea propunha cortes nos salários e flexibilização de horários, enquanto os tripulantes queriam que o atual acordo de empresa fosse o ponto de partida e base para qualquer negociação futura.

 

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Moçambique quer que “portugueses continuem a ser o primeiro navio” do investimento turístico no país

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, incentivou este fim-de-semana os empresários lusos a explorarem as oportunidades de negócio no país, nomeadamente no setor do turismo, que é prioritário para Moçambique.

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, incentivou este fim-de-semana os empresários lusos a explorarem as oportunidades de negócio no país, nomeadamente no setor do turismo, de forma a que “os portugueses continuem a ser o primeiro navio” do investimento no setor do turismo no país.

O chefe de Estado de Moçambique, que esteve presente na inauguração do Montebelo Alcobaça Historic Hotel, do Grupo Visabeira, que tem investimentos no turismo moçambicano, convidou os empresários portugueses a visitar “os destinos turísticos de Moçambique” e “explorem as oportunidades de investir”.

Filipe Nyusi garantiu que as autoridades moçambicanas estão empenhadas em tornar Moçambique num “destino seguro”, nomeadamente para o investimento estrangeiro, e incentivou também a Visabeira a continuar o investimento que tem realizado em Moçambique, uma vez que o turismo é um setor prioritário para o país.

O Presidente da República do Moçambique marcou presença na sessão solene de inauguração do Montebelo Alcobaça Historic Hotel, que decorreu este sábado, 19 de novembro.

A nova unidade, que conta com 91 unidades de alojamento instaladas no Claustro do Rachadouro, no Mosteiro de Alcobaça, resulta de um projeto de recuperação com a assinatura de Eduardo Souto Moura, que motivou um investimento de 24,5 milhões de euros.

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Campanha em Times Square foi só o arranque da promoção de Portugal nos EUA

Além da campanha ‘Close to Us’, lançada na passada sexta-feira, 18 de novembro, em Times Square, Nova Iorque, o Turismo de Portugal conta com um “plano alargado” para promover Portugal nos EUA.

Além da campanha ‘Close to Us’, lançada na passada sexta-feira, 18 de novembro, em Times Square, Nova Iorque, o Turismo de Portugal conta com um “plano alargado” para promover Portugal nos EUA, no âmbito do qual estão previstas diversas iniciativas.

“A campanha “Close to US” faz parte de um plano alargado e inclui, além da ativação de marca em Times Square, a presença do Destino Portugal em plataformas de negócio, nomeadamente feiras e workshops; a implementação de uma estratégia de relações públicas tendo como alvo os principais opinion makers do país; e ainda uma forte campanha de marketing digital”, indica o Turismo de Portugal, num comunicado enviado à imprensa.

Segundo o Turismo de Portugal, o plano de promoção de Portugal tem um investimento previsto de 4,5 milhões de euros, a ser realizado este e no próximo ano, com o objetivo de “dar visibilidade a Portugal como destino inspirador, cujas pessoas sabem e gostam de receber, evidenciando a posição geográfica privilegiada e a conectividade entre a América do Norte e Portugal”.

No que diz respeito à campanha de marketing digital, o Turismo de Portugal explica ainda que esta será uma iniciativa “estritamente digital”, que inclui uma rede de três mil outdoors digitais presentes nos aeroportos de Nova Iorque e New Jersey, que têm ligações aéreas diretas para Portugal.

O Turismo de Portugal estima que esta campanha seja capaz de gerar “aproximadamente 55 milhões de impressões” e venha a ter um “impacte em cerca de 12 milhões de transeuntes e utilizadores dos aeroportos”.

“No âmbito do plano de atuação delineado pelo Turismo de Portugal há também o objetivo de captar, diversificar e reforçar as rotas áreas dos EUA para Portugal, tendo em conta as cidades de origem, as companhias e as cidades de destino. Aliás, o crescimento do mercado em matéria de conectividade tem sido evidente, tendo o verão de 2022 atingido praticamente o nível de 2019”, acrescenta o Turismo de Portugal.

Na informação divulgada, o organismo de promoção turística explica que os EUA “têm-se afirmado nos anos recentes como um dos mercados turísticos mais relevantes para Portugal, registando até setembro de 2022, e em comparação com 2019, crescimentos de 21,6 e 22,4% respetivamente nos indicadores do número de hóspedes e dormidas”.

“Estes números colocam presentemente o mercado dos EUA como o 4º principal mercado emissor para Portugal e o 5º em termos de dormidas. Em relação às receitas turísticas o mercado registava no acumulado do ano (jan a set) deste ano um aumento de 48% face ao mesmo período de 2019”, acrescenta o comunicado.

Para Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, esta ação tática “muito pertinente” justifica-se porque os EUA são um mercado “cada vez mais importante para Portugal” e que tem apresentado indicadores turísticos “extraordinários”.

“Se, em 2021, os EUA já eram o 6.º mercado turístico da procura externa para o destino Portugal, em 2022 irão assumir uma posição ainda mais importante, contribuindo para a diversificação de mercados emissores. Este plano estratégico de comunicação, especialmente desenhado para este mercado, apresenta Portugal não só como o grande país que é, mas sobretudo como destino turístico fascinante e único no mundo”, acrescenta Luís Araújo.

Recorde-se que o Turismo de Portugal lançou sexta-feira, 18 de novembro, a campanha ‘Close to Us’ em Times Square, em Nova Iorque, nos EUA, convidando os norte-americanos a conhecerem Portugal através de vídeos de projetaram o país ao longo de uma hora nos ecrãs desta conhecida praça novaiorquina.

“O Turismo de Portugal “entregou” cada um dos ecrãs de Times Square a portugueses para que estes pudessem mostrar ao mundo o melhor que o país tem – as pessoas e o seu património natural e histórico, bem como passar a mensagem de que o turismo do futuro se faz de maneira responsável e sustentável, contribuindo para um planeta melhor”, explica o Turismo de Portugal.

Com esta campanha, o Turismo de Portugal pretendeu mostrar a “diversidade da oferta turística de Portugal e das suas regiões, em particular o que tem mais impacto no público americano (sem esquecer, contudo, todas as outras nacionalidades que passam por esta praça emblemática e palco do mundo)”.

Além das imagens do país, a campanha contou também com o lançamento da mais recente figura de cera do museu Madame Tussauds New York, Cristiano Ronaldo, que vai ficar patente no museu num espaço dedicado ao atleta português denominado: The CR7 Experience.

O Turismo de Portugal relembra ainda que, em 2018, na mesma praça, Times Square, já tinha sido realizada uma ação de ativação de marca com foco nas ondas portuguesas, mostrando Portugal como destino de Surf e destacando a onda gigante da Nazaré, a maior onda surfada do mundo, numa ação que impactou globalmente cerca de 300 milhões de pessoas.

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Receitas turísticas sobem 17,3% face a 2019 e ditam melhor setembro de sempre

Em setembro, as receitas turísticas subiram 17,3% face a igual mês de 2019, ao somarem 2.378,69 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre para o nono mês do ano, segundo o Banco de Portugal (BdP).

Inês de Matos

Em setembro, as receitas provenientes da atividade turística subiram 17,3% face a igual mês de 2019, ao somarem 2.378,69 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre para o nono mês do ano, segundo os dados divulgados esta sexta-feira, 18 de novembro, pelo Banco de Portugal (BdP).

O BdP indica que, em setembro, as receitas turísticas – que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal – ficaram 17,3% acima dos 2.026,98 milhões de euros apurados em setembro de 2019, que tinha sido o valor mais elevado para o mês de setembro.

Em comparação com setembro do ano passado, a subida das receitas turísticas é ainda mais expressiva e chega aos 72,2%, traduzindo um evolução de 997,5 milhões de euros face ao total de 1.381,19 milhões de euros que tinha sido apurado em setembro de 2021.

Já as importações do turismo – que correspondem aos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro – cresceram 21,4% face a setembro de 2019, somando 616,60 milhões de euros. Esta subida é ainda mais expressiva face ao mesmo mês do ano passado, quando as importações turísticas ficaram em 475,61 milhões de euros, o que traduz um aumento de 29,6%.

Já o saldo das Viagens e Turismo chegou aos 1.762,09 milhões de euros, 16,0% acima de setembro de 2019, quando o valor tinha sido de 1.518,90 milhões de euros, o que corresponde, mais uma vez, ao valor mais elevado de sempre para o mês de setembro.

Face a 2021, a subida do saldo foi de 94,6%, uma vez que em setembro do ano passado, devido à COVID-19, o saldo das Viagens e Turismo somou apenas 905,59 milhões de euros.

O BdP diz que foi a rubrica Viagens e Turismo que “contribuiu, sobretudo”, para a evolução da balança de serviços, sendo que também o “excedente desta rubrica aumentou 857 milhões de euros, para 1762 milhões de euros”.

Acumulado também é histórico

Tal como no mês de setembro, também as receitas turísticas acumuladas desde o início do ano atinge um resultado histórico e somam já 16.597,79 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre e que fica cerca de 13% acima do registado em 2019, quando o acumulado atingia os 14.689,75 milhões de euros.

No que diz respeito às importações do turismo, a subida no acumulado entre janeiro e setembro face a igual período de 2019 é de 7,7%, uma vez que este valor subiu dos 3.983,98 milhões de euros para 4.291,97 milhões de euros.

No saldo também há notícias positivas, uma vez que este indicador somou 12.305,83 milhões de euros, o que traduz um acréscimo de 14,9% face aos 10.706,42 milhões de euros apurados entre janeiro e setembro de 2019.

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TAP mantém liderança nos passageiros transportados entre o Brasil e a Europa

Desde o início do ano, a TAP já transportou 1.140.800 passageiros nas rotas entre a Europa e o Brasil, “duas vezes mais que a segunda colocada no ranking”.

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A TAP manteve-se como a companhia aérea líder no transporte de passageiros entre o Brasil e a Europa e, desde o início do ano, já transportou 1.140.800 passageiros, “duas vezes mais que a segunda colocada no ranking”.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea de bandeira nacional destaca o período de julho a setembro, em que a foram transportados mais de 500 mil passageiros, o que corresponde a “um aumento de 223% em relação ao ano anterior”.

A TAP destaca ainda a performance do mês de setembro, ao longo do qual realizou 1.318 voos de e para o Brasil, o que representa “92% em relação ao mesmo mês de 2019, ou seja, período pré-pandemia”.

“Com menos oferta de lugares que em 2019, em setembro, a TAP transportou 97% dos passageiros do período homólogo de 2019”, sublinha a companhia aérea na informação divulgada, revelando que, no Brasil, a TAP já está com cerca de 85% da capacidade em relação ao período anterior à pandemia e pretende chegar aos 90% até ao final do ano.

A companhia aérea de bandeira nacional reafirma o seu compromisso com o Brasil e diz que este continua a ser “um dos mercados prioritários para a TAP”, motivo pelo qual vai continuar a investir, até ao final do ano, no atendimento a passageiros brasileiros, uma vez que, defende a transportadora, este é um “diferencial” que  mantém a TAP como a principal companhia aérea internacional nas ligações entre Brasil e Europa.

Recorde-se que a TAP conta atualmente com voos diretos entre Lisboa e São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Maceió, Porto Alegre, Recife e Salvador, aos quais se juntam ainda os voos entre o Porto e São Paulo e o Rio de Janeiro, num total de 13 rotas diretas entre Portugal e Brasil.

 

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Aumento dos custos e falta de pessoal são os maiores problemas para a indústria dos cruzeiros

Além das questões relacionadas com a sustentabilidade e os impactos ambientais, o aumento dos custos e a falta de trabalhadores estão a a afetar a indústria dos cruzeiros.

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A 12.ª edição do International Cruise Summit (ICS), realizada nos dias 15 e 16 de novembro, em Madrid, colocou o foco nos problemas globais relativos ao aumento dos custos e na falta de trabalhadores que estão a afetar a indústria dos cruzeiros.

Com a indústria dos cruzeiros a registar uma recuperação da atividade em 2022, embora os níveis de ocupação ainda tenham ficado abaixo do período pré-pandémico, nos últimos três anos foram incorporados novos navios de grande capacidade com as últimas tecnologias no que diz respeito ao meio-ambiente, substituindo navios mais antigos, pequenos e ineficientes, de forma a dar espaço para as novas unidades.

Apesar dos níveis de ocupação não terem recuperado totalmente e de haver mais lugares disponíveis, as companhias de navegação estão empenhadas em não baixar os preços, o que, segundo as conclusões a que se chegou no ICS, “desvalorizaria um produto que oferece uma relação qualidade/preço excecional, e que também enfrenta uma subida de custos de combustível nunca antes vistos”.

Assim, combater os mitos que prejudicam a reputação dos navios de cruzeiro é um objetivo de curto e médio prazo, destacando não apenas a sua segurança sanitária, mas também o compromisso com a redução do impacto ambiental e o valor para os destinos, onde cada passageiro de cruzeiro produz uma despesa de 750 dólares (cerca de 720 euros) numa semana de cruzeiro.

Outras das conclusões retiradas da cimeira diz respeito à falta de voos ou frequências em determinadas rotas que se mantém, optando-se por mais portos de embarque, bem como pelo transporte de passageiros em comboio ou mesmo autocarro.

O fenómeno da escassez ocorre, de resto, em várias áreas da cadeia de fornecimento, desde a escassez de autocarros, motoristas e guias turísticos para excursões, à dificuldade em encontrar pessoal que queira trabalhar a bordo e nas operações portuárias. No entanto, a indústria espera que a normalidade seja restabelecida à medida que a atividade económica continua a evoluir.

A sustentabilidade, “um autêntico mantra” para as empresas de cruzeiros, levou-as mesmas a construírem navios com as últimas tecnologias em redução de emissões, purificação de água, programas de redução de plásticos descartáveis, papel e separação para reciclagem, tendo ampliando a sua influência, inclusivamente, aos próprios escritórios das empresas, mas também nos destinos, onde se procura uma abordagem holística que inclua não só as boas práticas ambientais ao nível do porto, mas também ao longo da cadeia de valor do destino, ou seja, nos operadores turísticos, transportes, locais a visitar ou empresas de atividade.

Além disso, as companhias estão também a investir na pesquisa de novas fontes de energia, como hidrogénio, amónia ou metanol, com protótipos projetados para entrar em operação nos próximos anos.

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António Costa e Silva anuncia novo programa de 50 milhões para o Turismo

O programa servirá para ajudar as empresas de turismo a modernizar os seus imóveis.

Carla Nunes

Na sessão de abertura do 33.º Congresso da AHP, António Costa e Silva, Ministro da Economia e do Mar, anunciou um novo programa de apoio “Call 50|Turismo e Indústria” no âmbito das medidas de apoio financeiro à indústria e do Plano de Ação “Reativar o Turismo | Construir o Futuro.

O programa terá disponíveis 50 milhões de euros para ajudar o investimento das empresas e servirá para ajudar as empresas de turismo a modernizar os seus imóveis.

“É uma espécie de programa que já foi também desenvolvido no passado de sale e leaseback, para ajudar as empresas de turismo em relação a todos os seus edifícios e imóveis, para [que se possam] modernizar, recuperar e desenvolver”, explica o Ministro da Economia e do Mar, adiantando que “o programa será gerido pelo turismo de fundos, do Turismo de Portugal, para a aquisição destes imóveis como opção de recompra para as empresas”.

Na sua intervenção, António Costa e Silva aproveitou ainda para enfatizar que os empresários têm disponíveis ” 380 milhões de euros em programas que foram lançados anteriormente: cerca de 150 milhões de euros do Apoiar Turismo e mais 230 milhões do programa Requalifica”.

“São programas que estão disponíveis e trabalharemos sempre em parceria, como deve ser, para tentar construir soluções”, termina.

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Congresso AHP: “O tempo da política tem de se aproximar das necessidades da economia”

A afirmação é de Bernardo Trindade, presidente da AHP, na abertura do 33.º congresso desta associação, que este ano versa sobre o tema “Winds of Change”.

Carla Nunes

Decorreu na manhã desta quinta-feira, 17 de novembro, a sessão de abertura do 33.º Congresso da AHP, que contou com a participação de Bernardo Trindade, presidente da AHP; Luís Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém; Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima; Francisco Calheiros, presidente da CTP; Pedro Machado, presidente da ERT Centro e António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar.

Na sua intervenção, Bernardo Trindade apontou para a necessidade de o tempo da política ter “de se aproximar das necessidades da economia”, remetendo-se à questão da celebração do acordo com a CPLP para trazer cidadãos do espaço da lusofonia para trabalhar em Portugal. Neste contexto, defende que deve existir “um processo desburocratizado e simples”, numa altura em que o setor do turismo viu perder na pandemia 45.000 ativos.

“Da recuperação mais rápida do que prevíamos em 2022, resultou também uma qualidade de serviço pior. Tenhamos todos essa consciência. Sabemos que para repor esta força de trabalho perdida não nos bastamos a nós próprios. Foi por isso que apoiamos a celebração do acordo com a CPLP”, afirma.

Sobre esta questão, o Ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva, afirmou compreender “bem os problemas dos empresários”, dado o seu percurso no setor privado, reconhecendo que “de facto”, o tempo da administração não é o mesmo das empresas, sendo necessário “aumentar esta sincronização” – apesar de não apontar os meios necessários para o fazer.

O presidente da AHP fez notar ainda que, apesar de 2022 ser neste momento “um ano excecional na recuperação da confiança dos nossos clientes”, com Portugal a “liderar o crescimento económico na União Europeia”, não nos podemos “iludir”, já que “os anos da pandemia fizeram-nos recuar 20 anos em termos de dormidas e 10 anos em termos de proveitos”.

Aponta que “a autonomia financeira das empresas hoteleiras degradou-se durante a pandemia”, e se as linhas de créditos de apoio “foram importantes”, estas “caminham para a sua maturidade”. Definindo a tesouraria futura como “uma incógnita”, Bernardo Trindade reporta para a necessidade de se verem “alargadas as maturidades das linhas de crédito e premiados projetos em função de metas realizadas”.

“Basta copiar o ótimo exemplo do turismo de Portugal no microcrédito. Temos hoje um sistema financeiro robusto, temos baixíssimos níveis de incumprimento na banca, temos a garantia mútua, ajudemos as empresas”, declara o presidente da AHP.

Relativamente a este ponto, também Francisco Calheiros defendeu que “o grande problema do nosso país nos últimos 25 anos tem sido a falta de crescimento económico”. Apesar de afirmar que “foi dado um primeiro passo com a assinatura do acordo de rendimentos no mês passado”, é da opinião de que “temos de ser realistas: é preciso conseguir muito mais”.

“Temos todos de estar contra [a semana de quatro dias de trabalho] nesta altura”

Se Bernardo Trindade afirma que neste congresso não será debatido “o novo aeroporto”, importando sim ouvir “como se posicionam as companhias aéreas, o regulador, o concessionário, a sua congénere europeia”, Francisco Calheiros assegura que enquanto participante no evento “não pode deixar de falar do aeroporto”.

“A resiliência dos empresários do turismo em geral e da hotelaria em particular fez com que, contra todas as expetativas, ultrapassámos em 2022 o melhor ano turístico de sempre. Tentamos fazer tudo bem e, de repente, não podemos melhorar porque não há sítio para que os nossos visitantes turísticos nos possam visitar. Isto não é aceitável, é uma vergonha nacional. E que de uma vez por todas se decidam”, declara.

O modelo da semana laboral de quatro dias também esteve em cima da mesa nesta sessão de abertura, com Francisco Calheiros a assegurar que “temos todos de estar contra este projeto nesta altura”.

“A semana passada o conselho permanente da concertação social foi inteiramente dedicada à semana dos quatro dias. Bem sei que é facultativo, uma experiência piloto, mas já sabemos como é que estas experiências acabam. Numa altura em que estamos em pleno emprego, em que assinámos o acordo para o crescimento de rendimentos, a primeira coisa que fazemos é passar para menos 20% de trabalho, não faz sentido”, afinca.

Os próximos projetos

Já no final da sua intervenção, António Costa e Silva dá conta de um novo  programa a ser comunicado esta quinta-feira, o “Call 50 Turismo e Indústria”, que terá disponíveis 50 milhões de euros para ajudar o investimento das empresas.

“É uma espécie de programa que já foi também desenvolvido no passado de sale e lease back, para ajudar as empresas de turismo em relação a todos os seus edifícios e imóveis, para [que se possam] modernizar, recuperar e desenvolver”, explica o Ministro da Economia e do Mar, adiantando que “o programa será gerido pelo turismo de fundos, do Turismo de Portugal, para a aquisição destes imóveis como opção de recompra para as empresas”.

Enfatiza ainda que os empresários têm disponíveis ” 380 milhões de euros em programas que foram lançados anteriormente: cerca de 150 milhões de euros do Apoiar Turismo e mais 230 milhões do programa Requalifica”.

“São programas que estão disponíveis e trabalharemos sempre em parceria, como deve ser, para tentar construir soluções”, termina.

 

Numa nota final, Bernardo Trindade deu conta dos próximos projetos da AHP, nomeadamente a organização do “primeiro Marketplace AHP” no segundo trimestre do próximo ano, onde a associação irá procurar juntar os seus associados e parceiros, “dando expressão ao reforço desta parceria”.

Refere ainda a ambição da associação de “reforçar” o programa OSPES, programa de sustentabilidade ambiental e responsabilidade social da AHP, além de dar conta do lançamento da nova plataforma digital AHP Tourism Monitors, “já praticamente concluída, agora muito mais simples, atual e rápida, com novos indicadores”.

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Movimento de passageiros nos aeroportos nacionais teve em setembro a menor diferença face aos níveis pré-pandemia

Em setembro, os aeroportos nacionais contabilizaram 5,9 milhões de passageiros, número que ficou apenas 1,0% abaixo de setembro de 2019, naquela que foi a “menor diferença face aos níveis pré-pandemia”, segundo o INE.

Inês de Matos

Em setembro, os aeroportos nacionais contabilizaram o movimento de 5,9 milhões de passageiros, número que traduz um crescimento de 63,1% face a mês homólogo de 2021 e que ficou apenas 1,0% abaixo de setembro de 2019, o que leva o Instituto Nacional de Estatística (INE) a afirmar que esta foi a “menor diferença face aos níveis pré-pandemia”.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 16 de novembro, pelo INE, em setembro de 2022, registou-se o desembarque médio diário de 97,2 mil passageiros nos aeroportos nacionais (99,4 mil no mês anterior), número que também se aproximou “do valor observado em setembro de 2019 (98,3 mil)”.

No nono mês de 2022, os aeroportos nacionais contabilizaram também a aterragem de 21,4 mil aeronaves em voos comerciais, o que traduz  uma subida de 33,3% face ao mesmo período de 2021, ainda que, em comparação com igual mês de 2019 se registe uma descida de 1,4% no número de aeronaves aterradas.

Dos passageiros que chegaram aos aeroportos nacionais em setembro, 80,7% corresponderam a tráfego internacional, quando em igual mês do ano passado representavam 76,9% do total, tendo a maioria dos passageiros sido provenientes do continente europeu (67,3% do total).

Já no que diz respeito aos passageiros embarcados, 81,1% corresponderam a tráfego internacional (77,4% em setembro de 2021), e o principal destino voltou a ser o continente europeu (69,0% do total).

O dados de setembro levam o INE a indicar que, “em 2022, tem-se verificado uma tendência de aproximação aos níveis registados no período pré-pandémico,
com o mês de setembro a revelar a maior aproximação a 2019, até ao momento”.

Acumulado até setembro ainda abaixo de 2019

A recuperação é também visível nos dados relativos ao período acumulado entre janeiro e setembro de 2022, ao longo do qual o número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais aumentou 171,5% em comparação com o mesmo período de 2021, ainda que permaneça 8,2% abaixo de período homólogo de 2019.

Por aeroportos, foi a infraestrutura de Lisboa que movimentou a maior parte do tráfego de passageiros, contabilizando 48,7% do total, o que corresponde a 20,8 milhões de passageiros e traduz um aumento de 194,1% face ao mesmo período de 2021, ainda que, face ao acumulado até setembro de 2019, se registe ainda uma descida de 12,5%.

Entre os três aeroportos nacionais com maior volume de tráfego, foi em Faro que se registou o maior crescimento em relação ao ano passado, com um aumento de 214,1%, enquanto o Porto registou a maior aproximação aos níveis de 2019, ficando a apenas 5,5% do resultado do acumulado até setembro do período pré-pandemia.

No que diz respeito a mercados, o Reino Unido voltou a ser o principal país de origem e de destino dos voos, apresentando um crescimento de 326,8% no número de passageiros desembarcados e 338,4% no número de passageiros embarcados, face a 2021, o que, lembra o INE, também se deve ao facto do corredor aéreo com este país ter estado encerrado durante grande parte do período em análise de 2021.

Já a França ocupou a segunda posição e registou aumentos de 144,6% nos passageiros desembarcados e 145,4% nos passageiros embarcados, face ao mesmo período de 2021, enquanto Espanha ocupou a terceira posição como principal país de origem e de destino dos passageiros que passaram pelos aeroportos nacionais neste período.

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GBTA prevê recuperação das viagens de negócios em 2023

À medida que as restrições relacionadas com a pandemia se vão aligeirando, a Global Business Travel Association (GBTA) mostra expectativas de recuperação para as viagens de negócios em 2023.

Victor Jorge

Embora as viagens de negócios ainda registem uma recuperação mais lenta, ficando aquém dos níveis pré-pandêmicos, uma análise da Global Business Travel Association (GBTA) mostra expectativas de recuperação em 2023, com 78% dos gerentes de viagens a estimar que as empresas farão mais viagens de negócios no próximo ano. Já do lado dos agentes de reservas de viagens de negócios, 85% prevê a existência de mais reservas em geral.

A análise da GBTA refere ainda que as viagens de negócios domésticas estão em 63% dos níveis vistos antes do COVID-19, e as viagens internacionais estão em 50% dos totais anteriores.

“Continuamos a ver um progresso à medida que as viagens de negócios voltam a ser uma indústria global de 1,4 bilião de dólares como era antes da pandemia”, refere Suzanne Neufang, CEO da GBTA, em nota de imprensa.

A pesquisa conclui que a pandemia está a diminuir como um fator que impacta as viagens, com a maioria dos fornecedores de viagens a destacar as condições económicas como fator que pode limitar as viagens de negócios no próximo ano, embora 75% dos compradores de viagens admitam que não há planos atualmente para limitar as viagens devido à economia.

A maioria dos inquiridos confirmou modelos de trabalho híbridos ou totalmente remotos para as suas empresas, com 72% dos entrevistados a afirmar que o trabalho remoto não mudaria o número de viagens de negócios feitas pelos funcionários e 14% acreditando que os acordos de trabalho remoto aumentariam o número de viagens de negócios.

Ao mesmo tempo, quem gere as de viagens relata “um aumento nas solicitações de viagens combinadas que incluem atividades de trabalho e lazer ou algum período de férias”. Acordos de trabalho híbrido e remoto podem encorajar viagens, já que muitos inquiridos confirmaram que as suas empresas permitem que os funcionários vivam fora da sua base por longos períodos, mesmo incluindo locais internacionais enquanto continuam a trabalhar remotamente.

27% indicaram ainda que estão disponíveis reembolsos para despesas de trabalho remoto na respetiva empresa, enquanto 42% dizem que esses reembolsos não são oferecidos.

Quando se trata de viagens internacionais, 74% dos entrevistados confirmaram que viagens internacionais não essenciais são permitidas pelas empresas.

“Também é importante entender o contexto da recuperação global das viagens de negócios. A Ásia ainda está a abrir fronteiras, as viagens internacionais de negócios em geral começaram a aumentar apenas no início deste ano em todo o mundo, e os EUA só permitiram viagens irrestritas desde junho”, acrescentou Neufang.

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