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Norwegian com maior volume de passageiros em junho

A Norwegian transportou mais de 1,7 milhões de passageiros em junho de 2022, comparado com o mesmo mês de 2021, com a capacidade a atingir mais de 84%.

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A Norwegian transportou, no mês de junho, 1.937.318 passageiros, representando um aumento de 19% face ao mês anterior de maio e o número mais alto desde o início da pandemia.

Tal facto levou Geir Karlsen, CEO da Norwegian, a salientar que “operámos quase 100% dos 450 voos diários programados para este mês”, admitindo que tem sido um “desafio devido à greve dos técnicos aeronáuticos na Noruega e as limitações em determinados aeroportos europeus”.

A Norwegian firmou, de resto, novos acordos coletivos de dois anos com os sindicatos que representam os tripulantes de cabine da companhia e com a Norwegian Pilot Union.

De referir que a greve dos técnicos aeronáuticos e consequente bloqueio terminou quando o ministro do Trabalho norueguês anunciou uma mediação obrigatória entre os entre todos os intervenientes.

Os 1.937.318 passageiros transportados pela Norwegian em junho deste ano comparam com os 225.509 passageiros de período homólogo de 2021, com a ocupação média a ficar-se pelos 84,9% no sexto mês de 2022.

No que diz respeito à pontualidade, a companhia norueguesa salienta que os voos têm saído “dentro dos 15 minutos da hora programada”, tendo sido de 70% em junho deste ano, enquanto 93% de todos os voos chegaram aos destinos dentro da hora prevista ou com menos de uma hora de atraso.

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Há 1,3 milhões de euros para startups e soluções inovadoras no turismo

Com as candidaturas abertas até 10 de março de 2023, o programa visa apoiar 250 startups na criação e desenvolvimento de novos negócios no setor do turismo, com base em ideias inovadoras e disruptivas.

O Governo lançou, através do Turismo de Portugal, uma nova edição do Programa FIT 2.0 – Fostering Innovation in Tourism, uma iniciativa com um investimento público na ordem dos 1,3 milhões de euros que visa apoiar 250 startups na criação e desenvolvimento de novos negócios no setor do turismo, com base em ideias inovadoras e disruptivas.

Num reforço da aposta no empreendedorismo e na inovação, como instrumentos fundamentais para concretizar a Estratégia Turismo 2027 e como aceleradores do processo de transição digital e climática do setor, esta edição do FIT prevê o lançamento de um concurso nacional de ideação e programa de pré-aceleração, capazes de mobilizar o ecossistema do turismo e as entidades do sistema científico e tecnológico para a geração de novas soluções em todo o país, com especial enfoque em territórios de baixa densidade.

Paralelamente, são lançados os regulamentos para programas de aceleração e de inovação aberta, com o objetivo de promover o desenvolvimento de soluções alinhadas com as necessidades do setor e o seu teste em contexto empresarial.

Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, considera que “crescer na inovação é um imperativo do turismo do futuro”. “Temos de fazer mais e melhor para qualificar os nossos produtos e destinos. Esta nova edição do programa FIT, lançada hoje, com apoios a fundo perdido, é um importante estímulo para a inovação no turismo”.

A transição digital e climática do setor são os principais desafios a endereçar pelos programas, encontrando-se as candidaturas abertas até 10 de março de 2023.

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Alexandre Alves é o novo COO e CCO da Airways Aviation

A partir de 23 de janeiro, Alexandre Alves assume a dupla função de Chief Operations Officer (COO) e Chief Commercial Officer (CCO) no Airways Aviation Group.

Alexandre Alves junta-se ao Airways Aviation Group assumindo, a partir de 23 de janeiro, a dupla função de Chief Operations Officer (COO) e Chief Commercial Officer (CCO) e ficará com responsabilidades de apoiar as equipas de gestão globais e regionais em diversos níveis.

Em comunicado, o Airways Aviation Group refere encontrar-se “no meio de uma reorganização significativa, preparando-se para um crescimento substancial e para aumentar a sua rede de organizações de formação aeronáutica”.

Assim, reconhece que existe “uma necessidade premente de reforço dos meios, em particular humanos, para fortalecer as equipas das áreas de gestão, operações, marketing, vendas e desenvolvimento de negócio”.

Alexandre Alves desempenhou, até dezembro de 2022, as funções de Chief Commercial Officer (CCO) na Sevenair Academy além de ser membro do Executive Board do Sevenair Group.

Com mais de 35 anos de experiência, o Airways Aviation ESMA é o maior grupo de academias aeronáuticas privadas a nível mundial, presente em seis países de quatro continentes.

Com mais de 9.000 pilotos comerciais e mais de 12.000 tripulantes de cabine formados, a Airways Aviation possui mais de 60 aeronaves e uma área de treino de 350.000 km2.

Além disso, tem parcerias com a CAE Defense & Security, CAE Civil, Dynamic Advanced Training, Montpellier Business School, Halic University, University of Balamand, University of Southern Queensland, Southern Cross University, Griffith University, TAFE Queensland, TAFE NSW, e Aviationfly – Connecting Flight Schools with Aspiring Pilots.

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Cruzeiros Portugueses: 13 cruzeiros com partida e chegada a Lisboa no Verão 2023 com bebidas incluídas!

MSC Cruzeiros

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  • Quer opte por realizar cruzeiros portugueses, pelo Médio Oriente, pelas Caraíbas e Antilhas, pelo Mediterrâneo, pelo Norte da Europa. pelo Mar Vermelho ou caso opte por uma Grand Voyage poderá efetuar a sua reserva com a MSC Cruzeiros e ter a possibilidade de ter bebidas incluídas
  • A MSC Cruzeiros terá 13 cruzeiros de 10 noites com partida e chegada a Lisboa no Verão pelo segundo ano consecutivo e percorrerá as cidades de Génova, Olbia (Itália), Marselha (França), Málaga, Cádis, Alicante e Mahón (Espanha)
  • O MSC Divina terá 2 partidas de 11 noites, com a partida e chegada ao Funchal que farão escala em Málaga, Barcelona, Santa Cruz de Tenerife (Espanha), Marselha (França), Génova (Itália) e Casablanca (Marrocos)

O grande destaque deste Verão no mercado português serão os 13 cruzeiros de 10 noites com partida e chegada a Lisboa no Verão, pelo segundo ano consecutivo– Junho, Julho, Agosto, Setembro e Outubro. O MSC Orchestra percorrerá as cidades de Génova, Olbia (Itália), Marselha (França), Málaga, Cádis, Alicante e Mahón (Espanha).

Depois de realizar o embarque em Lisboa, o navio navegará para Génova. Na cidade italiana poderá encontrar uma cidade eclética, animada e vanguardista. Não pode perder a oportunidade de descobrir a sua cidade velha: um labirinto denso e fascinante de vilas medievais que abriga grandes palazzi construídos nos séculos XVI e XVII pelas famílias de comerciantes abastados de Génova, atualmente transformados em museus e galerias de arte.

Em Génova, poderá encontrar como principais destaques a Cattedrale di San Lorenzo, o Pallazzo Ducale, e os palácios renascentistas de Via Garibaldi, onde encontram o melhor das coleções de arte genovevas, para além do mobiliário e decoração do passado áureo da cidade.

De seguida, o navio irá para Olbia, a maior cidade que visitará num cruzeiro MSC no Mediterrâneo na zona Nordeste da Sardenha. O seu crescimento exponencial recente deve-se ao enorme afluxo de turistas e passageiros que visitam uma das faixas costeiras mais encantadoras do Mediterrâneo, a Costa Esmeralda.

Para além de um museu de primeira categoria, Olbia conta com inúmeros bares e restaurantes habilmente repletos de turistas. Tendo atraído durante muito tempo as celebridades mais comentadas de Itália, o desenvolvimento de cinco estrelas da Costa Esmeralda da década de 1960 ajudou a transformar a economia de toda a ilha.

O MSC Orchestra escalará ainda em Marselha, a área metropolitana mais famosa e com maior densidade populacional do país, a seguir a Paris e Lyon. À saída do seu navio de cruzeiro MSC, os cafés ao redor do Vieux Port, onde peixes reluzentes são vendidos diretamente nos barcos no quai des Belges, são ótimos lugares para contemplar a vida de rua da cidade. A zona norte (Le Panier) é particularmente agradável durante a tarde, dado que as esplanadas estão mais expostas ao sol e a vista é mais bonita.

Com um património cultural vastíssimo, no promontório, logo a seguir ao Fort Saint-Nicholas, o Palais du Pharo oferece a melhor vista do Vieux Port, ou, se apreciar um panorama mais abrangente, visite a Notre-Dame-de-la-Garde, o marco do Segundo Império da cidade, no topo da colina de La Garde. A norte do Vieux Porte está a zona antiga de Marselha, Le Panier, onde até à última guerra, as ruas minúsculas, as escadarias íngremes e as casas de todas as épocas formavam uma “vieille ville” típica da Côte.

O MSC Orchestra passará ainda pela cidade espanhola de Málaga. Esta está amplamente adaptada à circulação exclusiva de peões e tem como núcleo a sua rua mais sofisticada, a Calle Marqués de Larios, repleta de lojas em voga.

Spain, from Malaga – Puerto Banus

Na Plaza de la Constitución, a praça principal de Málaga, encontrará uma fonte monumental ladeada por palmeiras esguias e esplanadas de inúmeros cafés e restaurantes. O centro de Málaga tem uma série de igrejas e museus interessantes, para além de ser o local onde nasceu Picasso, entre eles o Museu Picasso Málaga que inclui uma coleção importante das obras do filho mais ilustre da cidade.

Debruçadas no topo da colina sobre a cidade estão as incríveis cidadelas de Alcazaba e Gibralfaro, vestígios extraordinários dos sete séculos de domínio mourisco.

O navio irá para Cádis, uma das mais antigas povoações de Espanha e um dos principais portos do país. Numa excursão de um cruzeiro MSC no Mediterrâneo poderá visitar a cidade velha, construída numa península que ainda conserva muito do seu aspeto original, com praças abertas e grandiosas, vielas de marinheiros e edifícios altos, com torreões.

A cidade de Cádis é um dos principais destinos de férias de Espanha pela sua catedral, totalmente decorada em pedra, sem qualquer vislumbre de ouro e com proporções absolutamente perfeitas. Esta catedral Nueva do século XVIII , que se vai desmoronando pouco a pouco, é uma atração quase irresistível para todos os passageiros.

Poderá também visitar o Museu de Cádis, o mais importante da província, que está localizado em frente à Plaza de Mina e inclui o museu arqueológico no piso térreo com inúmeros artefactos e achados importantes da longa história da cidade.

O MSC Orchestra irá para Alicante que oferece calçadões à beira-mar e esplanadas amplas e arejadas com diversos bares aconchegantes e cafés com terraços.

Para além disso, uma série de museus bem organizados oferece tudo, desde arqueologia antiga até arte contemporânea. O amplo Castillo de Santa Bárbara, uma imponente fortaleza medieval localizada na montanha rochosa acima da praia da cidade, é a principal atração histórica de Alicante.

De seguida, o navio passa ainda por Mahón, antes de fazer o desembarque em Lisboa. Situado nas alturas, acima do maior porto natural do Mediterrâneo, poderá em 10 minutos a pé percorrer todo o centro da capital de Menorca. A sua arquitetura consiste numa espécie de híbrido invulgar de mansões georgianas, reflexo da forte relação com os britânicos, e de blocos altos de apartamentos espanhóis que se impõem sobre as ruas estreitas.

Spain, from Mahon – Son Bou

O itinerário de 10 noites com partidas de Lisboa terá o preço de 589€ + 220€ Taxas portuárias não incluídas + 120€ Taxa serviço de Hotelaria (TSH).  Com a promoção das bebidas incluídas, os preços iniciam-se nos 789€ + 220€ taxas portuárias não incluídas + 120€ TSH.

O MSC Orchestra fará um itinerário mais curto, de 5 noites, com partida de Lisboa a 3 de Novembro de 2023, que passará pelas cidades de Alicante, Mahón, Olbia e, por último, fará o desembarque em Génova. Poderá adquirir esse cruzeiro com preços a partir de 289€ + 70€ + 60€ TSH. Para quem optar por fazer o embarque em Génova, também poderá fazê-lo. Com partida a 21 de Junho de 2023, o MSC Orchestra navegará por Marselha, Málaga, Cádis, regressando à capital lisboeta, num cruzeiro que terá a mesma duração que o anterior e exatamente os mesmos preços.

Para os passageiros da Madeira, será possível embarcar no MSC Divina para duas partidas de 11 noites, uma a 31 de Outubro e outra a 11 de Novembro de 2023, com partida e chegada ao Funchal que farão escala em Málaga e de seguida irão para Marselha e Génova antes de passarem também por Barcelona. A cidade espanhola irradia beleza e cultura e há lugares onde é obrigatória a visita. A igreja de Antoni Gaudi da Sagrada Família e a mundialmente famosa Avenida das Ramblas constam de qualquer lista de visitas incontornáveis de um cruzeiro no Mediterrâneo. Depois de passar pelas Ramblas, pode seguir diretamente para o núcleo medieval da cidade, o Barri Gótic.

No centro, existem ainda outros bairros turísticos na cidade velha, como o La Ribera onde encontrará o Museu Picasso, mas também muitos bares de tapas escondidos nas vielas que se mantêm tal como eram há um dois séculos, almoços em conta nas tabernas locais, restaurantes gastronómicos que não constam dos guias e ainda lojas de artesanato. Por último, não pode deixar de passar pelo Passeig de Grácia, onde poderá entrar na famosa Casa Batló.

De seguida, o navio irá para Casablanca. A principal atração de Casablanca e uma paragem incontornável de qualquer cruzeiro no Mediterrâneo é a Mesquita Hassan II. Para além de possuir também o único museu judeu do mundo muçulmano, o verdeiro ex-líbris da cidade continua a ser a sua arquitetura mourisca e art déco construída durante o período colonial.

A cidade gira em torno de uma enorme atração pública, a Plaçe Mohammed V, e a maioria dos alojamentos, cafés, restaurantes e atrações estão situados nas avenidas que ali se cruzam ou que a circundam. Alguns quarteirões para norte, ainda rodeada parcialmente por muralhas, está a Velha Medina que era tudo o que havia de Casablanca até aproximadamente 1907.

O MSC Divina irá ainda para Santa Cruz de Tenerife. Ao desembarcar do seu navio de cruzeiro, poderá explorar o Parque Garcia Sanabria com o museu de esculturas ao ar livre, Esculturas al Aire Libre, no qual uma natureza tropical se associa à arte contemporânea de Miró, Guinovart, Dominguez, Moore e muitos outros. O Parque Marítimo é uma atração imperdível, com as suas 5000 palmeiras de 300 espécies diferentes, três piscinas cavadas nas rochas de lava, uma praia, bares e restaurantes.

Pode continuar a sua excursão até à Caleta de Negros, onde encontrará um dos castelos mais bem preservados da ilha, o de San Juan, conhecido como Castillo Negro (Castelo Negro) por ter sido construído em rocha de lava.

Tenerife tem a montanha mais alta da Espanha: o Teide, um vulcão ativo de 3.718 metros de altura.

De seguida, o navio fará o desembarque no Funchal. O preço começa nos 499€ + 220€ taxas portuárias + 132€ TSH, já com a promoção das Bebidas incluídas, o preço inicia-se nos 719€ + 220€ + 132€ TSH.

Com partida de Génova, o MSC Divina fará também itinerários de 6 noites, a partir do dia 25 de Outubro de 2023, que navegarão por Barcelona, Santa Cruz de Tenerife e Casablanca antes de regressarem ao Funchal. Poderá adquirir o seu cruzeiro por preços a partir de 319€, a que acresce 170€ de taxas portuárias e 72€ TSH.

 

Haverá ainda a possibilidade de fazer o embarque no Funchal e desembarcar em Génova, passando por Málaga e Marselha a bordo do MSC Divina durante 5 noites a partir do dia 22 de Novembro de 2023. Os preços começam nos 229€ + 70€ de taxas portuárias + 60€ TSH, já com a promoção das bebidas incluídas, os preços começam nos 329€ + 70€ taxas portuárias. + 60€ TSH

Este ano, tem todos os motivos e mais alguns, para fazer um cruzeiro!           

Embarque nesta aventura com a MSC Cruzeiros.

Spain, from Mahon – Son Bou

 

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Número de passageiros nos primeiros 11 meses de 2022 nos aeroportos nacionais cresce 130%, mas ainda está abaixo de 2019

No 11.º mês de 2022 os aeroportos nacionais movimentaram mais de quatro milhões de passageiros. Já de janeiro a novembro o número de passageiros movimentados foi de mais de 52 milhões, um crescimento de quase 130% face a igual período de 2021, mas ainda 6,2% abaixo de 2019.

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Em novembro de 2022, os aeroportos nacionais movimentaram 4,1 milhões de passageiros, correspondendo a variações homólogas de +31,3%, sendo este o segundo mês consecutivo em que o movimento de passageiros superou o nível de 2019 (+3% em novembro; +4% no mês anterior), revelam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No 11.º mês de 2022, registou-se o desembarque médio diário de 65,6 mil passageiros nos aeroportos nacionais (90,7 mil no mês anterior), superando o valor observado em novembro de 2019 (64,2 mil).

Considerando os passageiros desembarcados em novembro de 2022, 80,3% corresponderam a tráfego internacional (79,9% no mesmo mês de 2021), na maioria provenientes do continente europeu (66,6% do total).

Relativamente aos passageiros embarcados, 81,8% corresponderam a tráfego internacional (81,5% em novembro de 2021), tendo como principal destino aeroportos no continente europeu (68,8% do total).

Lisboa com quase metade dos passageiros movimentados
Já entre janeiro e novembro de 2022, o número de passageiros movimentados aumentou 129,8% em comparação com o mesmo período de 2021, mas ficou ainda 6,2% abaixo do registado em igual período de 2019.

Os números do INE mostram que nos primeiros 11 meses de 2019 movimentaram-se mais de 56 milhões de passageiros nos aeroportos nacionais, tendo baixado para 17,3 milhões no mesmo período de 2020 para voltar a subir para 22,9 milhões em igual período do ano passado. Em 2022, entre janeiro e novembro, o números de passageiros movimentados em todos os aeroportos portugueses totalizou 52,6 milhões.

O aeroporto de Lisboa movimentou 49,3% do total de passageiros (cerca de 26 milhões), +143,6% comparando com igual período de 2021 (-10,1% face ao mesmo período de 2019). Considerando os três aeroportos com maior tráfego anual de passageiros, Faro registou o maior crescimento face a 2021 (+154,6%) e Porto registou a maior aproximação aos níveis de 2019 (-4,1%).

Considerando o volume de passageiros desembarcados e embarcados em voos internacionais entre janeiro e novembro de 2022, o Reino Unido foi o principal país de origem e de destino dos voos, com crescimentos de 228,8% no número de passageiros desembarcados e 228,1% no número de passageiros embarcados, face a 2021. França ocupou a segunda posição como principal país de origem e de destino, e Espanha a 3.ª posição. Itália superou a Suíça e surgiu na 5.ª posição entre os principais países de origem, mantendo-se a Suíça na 5.ª posição nos principais países de destino.

Finalmente, em novembro de 2022, aterraram nos aeroportos nacionais 15,7 mil aeronaves em voos comerciais. Comparando com novembro de 2019, registaram-se crescimentos de 0,3% no número de aeronaves aterradas.

 

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Proveitos totais do turismo aumentam 25,5% face a novembro de 2019

Os números referentes ao alojamento turístico – hóspedes e dormidas -, bem como proveitos, no mês de novembro, voltam a colocar o turismo em Portugal no caminho certo para ultrapassar o ano de 2019.

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Em novembro de 2022, o setor do alojamento turístico registou 1,7 milhões de hóspedes (+19,7%) e 4,2 milhões de dormidas (+19,4%), correspondendo subidas de 19,7% e 19,4%, respetivamente, face a igual período de 2021, avançam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Isto faz com que os proveitos totais atinjam os 288,6 milhões de euros (+36,8% face a igual mês de 2021) e 214,2 milhões de euros de proveitos de aposento (+40,3% quando comparado com novembro do ano passado).

Já comparando estes valores com o mesmo mês de 2019, o INE indica aumentos de 25,5% nos proveitos totais e 29,2% nos relativos a aposento (+27% e +27,8% em outubro, respetivamente).

No conjunto dos primeiros onze meses de 2022, os proveitos totais cresceram 118,2% e os relativos a aposento aumentaram 120,4% face ao mesmo número de meses de 2021. Comparando com igual período de 2019, verificaram-se aumentos de 16,2% e 17,4%, respetivamente.

Em novembro, Lisboa concentrou 43,7% dos proveitos totais e 47% dos relativos a aposento, seguindo-se o Norte (15,9% e 16,0%, respetivamente), que ultrapassou o Algarve (13,6% e 11,8%, pela mesma ordem).

Nos primeiros onze meses de 2022, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento. Comparando com o mesmo período de 2019, os proveitos totais na hotelaria aumentaram 14,8% e os de aposento cresceram 16,1% (pela mesma ordem, pesos de 87,3% e 85,6% no total do alojamento turístico). Nos estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,7% e 10,3%), registaram-se subidas de 14,4% e 15,3% e no turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 3,9% e 4,1%, respetivamente) os aumentos atingiram 64,2% e 61,9%, pela mesma ordem.

Não residentes com quota de quase 70%
Em novembro, o mercado interno contribuiu com 1,3 milhões de dormidas e voltou a registar uma evolução positiva (+6,3%), após um decréscimo em outubro (-3,2%).

Os mercados externos predominaram (peso de 68,9%) e totalizaram 2,9 milhões de dormidas (+26,4%).

Comparando com 2019, registaram-se aumentos de 0,8% nas dormidas de residentes e 5,9% nas de não residentes, o que neste último caso corresponde ao maior crescimento mensal face a 2019, revela o INE.

No conjunto dos primeiros onze meses de 2022, as dormidas aumentaram 89,4% (+22,4% nos residentes e +157,7% nos não residentes). Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas diminuíram 1,2% (-5,3% nos não residentes e +8,4% nos residentes).

Novembro positivo para todas as regiões
Em novembro, todas as regiões apresentaram evoluções positivas do número de dormidas face ao mesmo mês de 2021. Lisboa concentrou 32,9% das dormidas, seguindo-se o Algarve e o Norte (17,5% em ambas).

Face a novembro de 2019, registaram-se decréscimos no Algarve (-5,4%), Centro (-2,3%) e Alentejo (-1,6%). Os maiores aumentos ocorreram na Madeira (+24,9%), Açores (+8,3%) e Lisboa (+5%).

Nas dormidas de residentes, destacou-se a Madeira com um crescimento de 57,1% face a 2019. Os maiores decréscimos registaram-se no Alentejo (-5,8%) e no Centro (-5,6%).

À exceção do Algarve (-6,9%), todas as restantes regiões registaram aumentos nas dormidas de não residentes, destacando-se a Madeira (+21,0%) e Açores (+14,7%), face a 2019.

O município de Lisboa concentrou 25,5% do total de dormidas em novembro de 2022 (13,9% do total de dormidas de residentes e 30,7% do total de dormidas de não residentes), atingindo 1,1 milhões de dormidas (1,3 milhões em outubro, 19,8% do total). Comparando com novembro de 2019, as dormidas aumentaram 3,2% (-2% nos residentes e +4,4% nos não residentes).

O Funchal representou 10,6% do total de dormidas (449,2 mil), correspondendo a um acréscimo de 23,8% (+66,3% nos residentes e +19,0% nos não residentes) em comparação com novembro de 2019.

No Porto, registaram-se 338,3 mil dormidas (8% do total) em novembro, mais 5,2% face ao mesmo mês de 2019 (-0,1% nos residentes e +6,6% nos não residentes).

Em Albufeira, registaram-se 227,7 mil dormidas (peso de 5,4% do total), sendo o município com a maior redução (-21,3%) face a novembro de 2019 (-16,6% nos residentes e -22,2% nos não residentes).

No conjunto dos primeiros onze meses de 2022, face a igual período de 2019, registaram-se decréscimos das dormidas em Lisboa (-5,2%; -0,5% nos residentes e -6,1% nos não residentes) e em Albufeira (-15,9%; -9,2% nos residentes e -17,8% nos não residentes). Nos municípios do Funchal e do Porto, as dormidas aumentaram 11,8% (+76,8% nos residentes e +4% nos não residentes) e 4,2% (+7,5% nos residentes e +3,5% nos não residentes), respetivamente.

Ocupação em alta
A taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico (35,3%) aumentou 3,3 p.p. em novembro (+6,5 p.p. em outubro), face a igual período de 2021, ficando ligeiramente acima do valor observado no mesmo mês de 2019 (35,2%).

Em novembro, as taxas líquidas de ocupação-cama mais elevadas registaram-se na Madeira (57,1%) e Lisboa (49,1%), onde se verificaram também os maiores acréscimos neste indicador (+4,8 p.p. e +6,4 p.p., respetivamente). Em relação a 2019, apenas se verificaram crescimentos na Madeira (+8,4 p.p.) e Açores (+2,1 p.p.).

A taxa líquida de ocupação-quarto nos estabelecimentos de alojamento turístico (45,4%) aumentou 4,6 p.p. em novembro (+9,2 p.p. em outubro), ficando ligeiramente abaixo do valor registado em novembro de 2019 (45,6%).

Rendimento médio por quarto ocupado cresce mais de 24% face a novembro de 2019
No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 39,8 euros em novembro, tendo aumentado 31,4% face a novembro de 2021 (+41,7% em outubro) e 23,8% em comparação com o mesmo mês de 2019 (+21,2% em outubro).

Os valores de RevPAR mais elevados foram registados na AM Lisboa (78,8 euros, +51,9%) e na Madeira (49,3 euros, +21,2%).

Este indicador aumentou 72,6% desde o início do ano, com crescimentos de 74,6% na hotelaria, 83,6% no alojamento local e 18,4% no turismo no espaço rural e de habitação.

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 87,6 euros em novembro, +18,1% em relação ao mesmo mês de 2021 (+20,1% em outubro). Face a novembro de 2019, o ADR aumentou 24,2% (+19,6% em outubro).

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Soltour Travel Partners e WebBeds criam o ‘BedBank da Soltour powered by WebBeds’

O ‘BedBank da Soltour powered by WebBeds’ e pretende disponibilizar uma cobertura alargada de hotéis a todas as suas agências.

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A Soltour Travel Partners inicia uma nova parceria com a WebBeds, já a partir deste mês de janeiro, para criar o ‘BedBank da Soltour powered by WebBeds’, um fornecedor de alojamentos com o objetivo de proporcionar uma maior cobertura de hotéis a todas as agências.

Com este acordo, e graças “à forte capacidade da empresa para fornecer todos estes serviços a nível mundial”, a Soltour considera, em comunicado, que “aumentará exponencialmente a sua capacidade comercial para oferecer uma vasta gama de hotéis a partir de 2023”.

Durante os últimos meses do ano passado, a Soltour Travel Partners dedicou grande parte dos seus esforços à assinatura de novos acordos e alianças com diferentes parceiros do setor, a fim de oferecer os melhores produtos e serviços às agências de viagens. Com estas alianças, a empresa alargou o seu catálogo de produtos e melhorou a qualidade dos mesmos.

De referir que a WebBeds é um dos principais fornecedores mundiais de serviços de alojamento e distribuição de produtos terrestres para a indústria de viagens, diferenciando-se pela escala global e oferecendo aos seus clientes o melhor site de reservas. A empresa surgiu em 2013 com serviços no Médio Oriente e, desde então, construiu uma rede de distribuição global significativa. Em 2018, deu o salto, unificando as suas marcas B2B sob o nome de WebBeds.

A empresa fornece serviços B2B de qualidade através de mais de 430.000 hotéis distribuídos por todo o mundo, em mais de 16.000 destinos. Desta forma, a WebBeds tem contratos diretos com mais de 31.000 hotéis independentes e mais de 62.000 hotéis que fazem parte de cadeias globais. Trabalha atualmente com mais de 44.000 clientes e mais de 1.500 profissionais de viagens em mais de 50 países do mundo inteiro. Desde maio de 2022, as reservas da WebBeds superaram os 100% dos níveis pré-pandémicos.

“A razão que nos levou a estabelecer esta aliança com a WebBeds e dar origem ao BedBank baseia-se no valor acrescentado que esta empresa oferece aos seus clientes no serviço de camas e que nos permitirá também oferecer a partir de agora. Na Soltour seremos responsáveis pela sua representação comercial a nível global e a WebBeds tornar-se-á o nosso fornecedor preferencial para este BedBank, disponibilizando uma oferta global e muito competitiva no mercado de bed banks”, refere Tomeu Bennasar, CEO da Soltour Travel Partners.

Anders Kjong, presidente da WebBeds Europa, considera, por sua vez, que o trabalho conjunto com a Soltour, “poderá agora ser reconhecido e atingir um público-alvo muito maior do que aquele a que chegava antes de assinarmos este acordo.”

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Ryanair com nova rota que liga Faro a Roma

Faro e Roma passarão a ficar ligadas com um voo bissemanal da Ryanair a partir de abril de 2023.

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A Ryanair anunciou uma nova rota que ligará Faro a Roma, fazendo parte do programa de verão 2023. A companhia aérea lowcost irlandesa informa que a operação será realizada duas vezes por semana, a partir do mês de abril deste ano.

Elena Cabrera, country manager para Portugal e Espanha, refere, em comunicado, que “com a aproximação rápida da Páscoa e verão de 2023, proporcionamos mais uma opção e valor aos nossos clientes portugueses com a adição desta nova rota a Roma para o verão de 2023”.

Com o anúncio desta nova operação, a Ryanair lança uma campanha de pré-venda com um valor de 29,99 euros.

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Tecnologia

CALL FIT da Portugal Ventures com candidaturas abertas até 12 de fevereiro e com 100 mil euros para distribuir por projeto

Para a nova CALL FIT – Fostering Innovation in Tourism são elegíveis projetos Não Tecnológicos e Tecnológicos do setor do Turismo e serão disponibilizados até 100 mil euros por projeto.

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A Portugal Ventures, sociedade de capital de risco do grupo Banco Português de Fomento, em parceria com o Turismo de Portugal e o NEST – Centro de Inovação do Turismo, lançou a Call FIT – Fostering Innovation in Tourism, reformulada, e pretende investir em projetos de turismo não tecnológico e tecnológico e que se encontrem na fase pre-seed, indicando que as candidaturas se encontram abertas até 12 de fevereiro de 2023.

Atenta à falha de mercado identificada no setor do Turismo, a Portugal Ventures reformulou a Call FIT, que anteriormente destinava-se exclusivamente aos projetos finalistas dos programas de aceleração, inovação aberta e ideação do Turismo de Portugal – Fostering Innovation in Tourism, e com esta reformulação fica acessível a todos os projetos que apresentem as condições de elegibilidade exigidas. O processo de candidatura, deverá ser efetuado, exclusivamente, através das entidades que integram a Rede de Ignition Partners Network da Portugal Ventures.

A Portugal Ventures com a Call FIT irá investir até 100 mil euros por projeto, sendo elegíveis Projetos Não tecnológicos, que apresentem conceitos diferenciadores para a oferta turística do país, que contribuam para o enriquecimento da experiência do turista e o reforço da competitividade de Portugal como destino turístico; e Projetos Tecnológicos, que apresentem soluções que permitam melhorar a eficiência das empresas do setor do Turismo e da sua oferta de produtos e serviços.

Pedro Mello Breyner, vogal Executivo Portugal Ventures, considera que “num ano em que registamos valores recorde no Turismo, a reestruturação da Call FIT é fundamental para responder a uma necessidade do setor, que se reflete no investimento na fase inicial dos projetos para alavancar os seus produtos e entrada no mercado. Desta forma, iremos dotar os projetos dos meios para que em conjunto possamos continuar a impulsionar o setor mais dinâmico da economia portuguesa, e projetar igualmente Portugal como um dos melhores destinos turísticos do mundo.”

De referir que a Call FIT, que no formato anterior contou com quatro edições, investiu nas seguintes empresas: Bag4days, Classihy, Sailside e Wide Ocean Retreat.

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FITUR contribuirá com 400 milhões de euros para a economia de Madrid

Com início já no próximo dia 18 de janeiro, a FITUR 2023 espera cerca de 120.000 visitantes profissionais, enquanto as visita de público geral deverá ficar entre as 80 a 90 pessoal. A organização antecipa, também, um crescimento de 32% da participação direta face à última edição de 2022, com a participação internacional a evoluir 50%.

Victor Jorge

A poucos dias do início da FITUR 2023, evento que se realiza de 18 a 22 de janeiro, a organização dá conta que os números confirmam um “crescimento significativo” da feira, com a ocupação a assemelhar-se ao do ano recorde de 2020. No total, contabilizam-se 8.500 participantes, 131 países, 755 expositores principais e perto de 67 mil metros quadrados de área de exposição, admitindo a organização da FITUR um contributo de mais de 400 milhões de euros para a economia de Madrid em setores como o alojamento, transportes, comércio, lazer, restaurantes e serviço de catering.

No que diz respeito à participação direta, a organização antecipa um crescimento de 32% face à última edição de 2022, com a participação internacional a evoluir 50%. Assim, estima-se que o número de visitantes profissionais alcance os 120.000 e que a visita de público geral se fixe entre 80 a 90 mil no fim-de-semana.

Em termos de participação internacional, e por zona geográfica, também se regista um crescimento significativo face à última edição da feira. Neste ano, a Ásia-Pacífico destaca-se, com um aumento de 163% nas empresas participantes; Oriente Médio, +60%; África, +88%; Europa, +42%; e as Américas +30%. Esses aumentos também se refletem no espaço expositivo internacional, onde África, que aumenta o seu tamanho na feira em 146%, a Ásia em +78%, o Oriente Médio em +437% e a Europa em +32%, estão entre os destaques.

A participação empresarial também teve um aumento significativo, com 25% a mais de empresas de turismo e 27% a mais de empresas de tecnologia, que aumentaram a sua área de exposição em até 50%.

Guatemala apresenta novidades
Enquanto país parceiro e convidado, Guatemala irá apresentar as novidades do destino sob o mote “Guatemala. Amazing and Unstoppable”. Assimm, o stand do país da América Central será um reflexo da cultura e tradição guatemalteca, graças à exposição de tecidos típicos, cores vibrantes, constituindo, igualmente, uma homenagem ao património e à biodiversidade que caracterizam os destinos guatemaltecos.

A nova marca que Guatemala apresentará na FITUR 2023 abrange pela primeira vez as indústrias de turismo, economia, investimento e cultura, com o Instituto Guatemalteco de Turismo (INGUAT) a focar as suas atenções, igualmente, no desenho e desenvolvimento do stand, tendo em mente a sustentabilidade.

De referir que o turismo é uma indústria chave para a Guatemala, representando 3,8% do PIB (ano de 2021), gerando perto de 200.000 empregos.

Depois de alguns anos em que o número de visitantes estrangeiros se reduziu devido à pandemia, os números estão a crescer de forma muito positiva, graças aos esforços do INGUAT para promover o turismo na Guatemala. Durante o primeiro semestre de 2022, a Guatemala recebeu 770.876 visitantes estrangeiros, mais 513.002 do que em 2021, representando uma evolução de 199%. Graças à forte estratégia de promoção que está a ser conduzida, a previsão para 2023 é que o destino alcance cerca de 2,2 milhões de turistas.

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“A maior transformação digital no setor do turismo em Portugal começou com o próprio turista”

Com os processos de digitalização a decorrer, senão já implementados, nunca como antes a tecnologia assumiu um papel tão essencial no setor do turismo. Para António Neves, Industry Manager, Travel da Google Portugal, embora o setor tenha feito um grande progresso, “ainda há muito trabalho a fazer no que toca a melhorar a presença online não só de algumas empresas como dos próprios destinos”.

Victor Jorge

A tecnologia sempre fez parte do universo do turismo. A pandemia, no entanto, veio acelerar a necessidade de uma maior digitalização ou transformação digital em toda a cadeia. Em Portugal, de acordo com António Neves, Industry Manager, Travel da Google Portugal, houve uma “maior necessidade de aceleração dado não só o peso que o turismo tem na nossa economia, mas também o facto de anteriormente termos estado um pouco atrás da Europa em alguns aspetos digitais”. Para este manager da Google, a grande dificuldade apresentada pela maior parte das empresas no setor no nosso país foi, provavelmente, “a escassez de habilitações digitais”, acreditando, no entanto, que esta aceleração [da digitalização] “irá continuar”.

Ao fim de quase três anos de pandemia, quais foram as maiores transformações tecnológicas ou digitais ocorridas no setor do turismo em Portugal?
A maior transformação digital no setor do turismo em Portugal começou com o próprio turista. Os turistas, nacionais ou internacionais, nunca foram tão digitais como hoje. Grande parte dos viajantes utiliza touchpoints digitais para fazer as suas decisões de viagens. Ao mesmo tempo, vimos os diferentes stakeholders do turismo a lançar a sua jornada de Transformação Digital, não só como consequência do novo comportamento dos turistas, mas também para se tornarem mais eficientes na forma como desenvolvem os seus negócios.

Neste aspeto, o setor do turismo, em Portugal, teve um comportamento diferente de outros mercados europeus e mundiais?
O processo de transformação digital do setor turismo é uma tendência global. Não existe país ou região em que este setor não se esteja a digitalizar nas suas diferentes áreas. Penso que em Portugal houve uma maior necessidade de aceleração dado não só o peso que o turismo tem na nossa economia, mas também o facto de anteriormente termos estado um pouco atrás da Europa em alguns aspetos digitais – nomeadamente em e-commerce e na criação de plataformas online. Nos últimos anos, a indústria do turismo em Portugal tem feito grandes avanços nesta área. Em 2021, de acordo com a Siteminder, os websites hoteleiros foram o 2.º principal canal de reservas em Portugal (atrás do Booking.com) e fomos dos poucos países europeus com uma agência de viagens local – Abreu Online – no Top 10. Isto mostra de facto o grande trabalho que todo o setor está a fazer para se transformar.

Não existe país ou região em que este setor [turismo] não se esteja a digitalizar nas suas diferentes áreas

Quais foram as prioridades tecnológicas mais relevantes implementadas? E quais foram as maiores dificuldades, exigências, necessidades apresentadas pelas empresas?
Acho que podemos olhar para as prioridades em três áreas. A primeira é chegar a potenciais clientes. Aqui, vimos uma grande evolução naquilo que foi a criação de websites e outros conteúdos online por parte dos destinos turísticos, hotéis, fornecedores de atividades turísticas, etc. de forma a chegar aos diferentes turistas espalhados pelo Mundo. A própria promoção das diferentes áreas do turismo passou a ser mais digital, dado que a maior parte dos turistas recorre a plataformas online para se inspirar onde e como viajar.

Em segundo lugar, temos a recolha, medição e ativação de dados: perceber quem são os nossos clientes, quem entrou no nosso website, como devemos e podemos voltar a entrar em contacto com eles… Tudo isto passou a ser fulcral, especialmente com a importância que Privacidade e Segurança passaram a ter nos últimos anos.

Finalmente, temos a experiência do utilizador. Muitos stakeholders do setor implementaram tecnologias de forma a melhorar a experiência do utilizador: processos de marcação fluidos, pagamentos contactless, chatbots e muito mais.

A grande dificuldade apresentada pela maior parte das empresas no setor foi provavelmente a escassez de habilitações digitais. A transformação digital de uma empresa requer que se comece a pensar num novo conjunto de capacidades que antes não existiam: consultores analíticos, data scientists, marketeers digitais e muito mais. Para muitas empresas no setor, existem algumas dificuldades em recrutar este tipo de talento devido à sua dimensão. É aqui que entra a importância de encontrar parceiros externos – parceiros tecnológicos, agências digitais, etc. – para fazer outsourcing deste tipo de capacidades.

Dentro do universo do turismo, qual o setor/segmento que maior atualização ou transformação protagonizou?
Penso que esta adaptação foi transversal a todo o setor. Penso que a diferença está mais na fase de transformação digital em que cada segmento se encontra. As companhias aéreas bem como as grandes cadeias hoteleiras já vêm há alguns anos a fazer esta transformação dada a importância que as marcações nos seus websites têm tido, mesmo antes da pandemia. Estas empresas nos últimos anos focaram-se mais em arranjar formas de atrair mais pessoas para os seus websites (ex. através de marketing digital) e melhorando a sua experiência online.

Por outro lado, algumas pequenas e médias empresas, como hotéis independentes ou agências de viagem locais, começaram mais recentemente a sua jornada digital, alguns deles criando o seu website pela primeira vez.

Acredita que esta aceleração em direção a uma maior digitalização se vai manter no futuro ou, depois de passado o impacto da pandemia, vai esfriar?
Penso que esta aceleração irá continuar. Por um lado, a utilização de ferramentas digitais para planear e marcar viagens continua em forte crescimento. A própria Google tem feito uma aposta muito grande em criar novos e melhores produtos para ajudar os utilizadores no seu planeamento: Google Flights, Things to Do, Google Hotels Search e muito mais.

Por outro lado, a digitalização das empresas traz muitos benefícios em termos de negócio. De acordo com um estudo da BCG, as empresas com maior maturidade digital aumentaram suas vendas em média 18 pontos percentuais a mais do que seus pares menos maduros e aumentaram a eficiência de custo em média 29 pontos percentuais.

Uma das grandes dificuldades na transformação digital no setor do turismo é a capacidade de trazer as capacidades digitais para dentro de algumas empresas dado a sua dimensão e recursos

O que falta ainda fazer em termos de digitalização ou transformação tecnológica no setor do turismo em Portugal?
O setor tem feito um grande progresso, mas existem sempre áreas a melhorar. Antes de mais, penso que ainda há muito trabalho a fazer no que toca a melhorar a presença online não só de algumas empresas como dos próprios destinos. Por exemplo, nos últimos três meses, houve menos de metade das pesquisas no Google por acomodação nos Açores para turistas internacionais do que na Madeira. O turismo é um mercado global e por isso não estamos apenas a concorrer com outras marcas ou destinos locais, estamos a concorrer com os melhores players globais. É por isso crítico que as empresas e marcas do setor do turismo apostem cada vez mais na internacionalização e olhem para o marketing digital como uma ferramenta de aquisição de clientes e de promoção da sua marca

Em segundo lugar, penso que ainda é preciso trabalhar na análise de dados que é crítica para obter insights sobre as preferências e comportamentos dos viajantes, o que pode ajudar as empresas de turismo a adaptar suas ofertas e atender melhor às necessidades de seus clientes.

Finalmente, dada a importância que a sustentabilidade tem hoje em dia, é importante começar a utilizar-se a tecnologia de forma não só a promover a sustentabilidade, mas a garantir que a maior sustentabilidade também acrescenta algum tipo de valor à experiência do viajante.

Esta adaptação tecnológica foi maior a nível interno das empresas ou houve que tivesse optado por uma externalização dos processos?
Tal como referi anteriormente, uma das grandes dificuldades na transformação digital no setor do turismo é a capacidade de trazer as capacidades digitais para dentro de algumas empresas dado a sua dimensão e recursos. Nestes casos, os parceiros tecnológicos, as agências digitais e outros parceiros externos têm e vão continuar a ter um papel fulcral em trazer estas capacidades para dentro das empresas de uma forma escalável e sustentável.

O setor do turismo é uma das indústrias em que o capital humano é mais importante

É comum ouvir que toda esta transformação digital leva a que se necessite cada vez menos de pessoas. Concorda?
Penso que o setor do turismo é uma das indústrias em que o capital humano é mais importante. Afinal, quando vamos viajar em lazer, uma das coisas que mais apreciamos é a hospitalidade, seja ao entrar num avião, ao fazer o check-in num hotel ou ao ser servido num restaurante. À medida que avançam na sua transformação digital, as empresas do setor do turismo terão a oportunidade de decidir onde melhor alocar o seu capital de forma a melhorar a experiência dos clientes e atrair mais turistas, seja no front office a oferecer esta hospitalidade que todos procuramos, ou no back office, por exemplo a trabalhar na promoção através de marketing digital.

Quais foram as principais soluções implementadas pela Google no setor do turismo?
O setor do turismo é um dos setores mais relevantes para a Google dado a importância que os touchpoints digitais têm no planeamento de viagens para os turistas. Nos últimos anos, a Google tem-se focado em criar ferramentas tanto para os utilizadores que estão a planear a sua viagem, como para as diferentes empresas do setor do turismo.

Ao nível do utilizador, a Google possui toda uma plataforma dedicada a viagens – o Google Travel. O Google Travel incorpora diferentes ferramentas que ajudam no planeamento de uma viagem: o Google Flights, pesquisa de hotéis, coisas a fazer e muito mais.

Para além disso, a Google tem desenvolvido um conjunto de ferramentas para ajudar as diferentes empresas do setor do turismo. O Destination Insights por exemplo, permite analisar como estão a evoluir as pesquisas por viagens para Portugal (voos e hotéis) de diferentes países de origem, e perceber assim que mercados apresentam um maior potencial para promover os nossos produtos e serviços.

Se tivesse de indicar três pontos essenciais para o futuro desta transformação tecnológica, digitalização ou transição digital, quais seriam?
Foco no utilizador – qualquer processo de transformação digital tem de ser feito com o intuito de acrescentar valor ao utilizador final. Muitos viajantes experienciam alguns problemas nas suas viagens. É crítico que as empresas se coloquem nos sapatos dos seus clientes/utilizadores e experienciem como é fazer uma reserva no seu website, como é resolver um problema no call center, etc. Todos estes processos, ao serem digitalizados, devem ter como foco principal a melhoria da experiência do cliente.
Personalização – a habilidade de oferecer experiências e recomendações personalizadas aos viajantes será um diferencial fundamental no futuro do turismo. A utilização de dados e cada vez mais de inteligência artificial vai ser crítica para entregar conteúdo e recomendações personalizadas com base nas preferências e comportamentos passados dos viajantes.
Trazer novas capacidades – a transformação digital de uma empresa não é possível sem novos talentos e capacidades: desenvolvedores de aplicativos web, analistas de dados, especialistas em marketing digital, etc. As empresas devem apostar em contratar este tipo de talento ou colaborar com parceiros externos como parceiros tecnológicos e agências digitais para obter estas capacidades.

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