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Turismo e lazer motivam mais de oito mil queixas à Deco

Atrasos de voos, cancelamentos de viagens, testes covid para entrar e sair do país, vouchers para utilizar mais tarde e reembolsos não conseguidos motivaram, desde o início do ano, mais de oito mil queixas dos consumidores às empresas que operam nas áreas de turismo e lazer, revela a Deco.

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Atrasos de voos, cancelamentos de viagens, testes covid para entrar e sair do país, vouchers para utilizar mais tarde e reembolsos não conseguidos motivaram, desde o início do ano, mais de oito mil queixas dos consumidores às empresas que operam nas áreas de turismo e lazer, revela a Deco.

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A Deco Proteste recebeu, nos primeiros seis meses deste ano, um total de 8.773 reclamações dos consumidores em relação às empresas que operam no setor do turismo e lazer, número que subiu 128%, ou seja, mais do que duplicou face às 3.844 reclamações deste setor registadas no ano passado.

O número de reclamações subiu, segundo a entidade de defesa do consumidor, particularmente em abril, coincidindo com as férias da Páscoa, que refere ser um fenómeno que se explica facilmente com o regresso dos portugueses às muitas viagens adiadas durante os últimos dois anos de sucessivos confinamentos.

Com efeito, “os anos 2020 e 2021, mergulhados na pandemia de Covid-19, obrigaram a suspender muitas viagens já planeadas e converteram alguns dos valores pagos em vales (vouchers) para utilização posterior. A utilização dos vales nem sempre foi pacífica entre consumidores e operadores turísticos, gerando uma onda de reclamações sobre os prazos de validade dos vales e as condições impostas para a sua validação”, noticia a Deco Proteste na sua página oficial. Desde o início de 2020, a entidade recebeu 1.785 queixas relacionadas com vouchers de viagens, acrescenta.

Cumprir as obrigações de testagem impostas pelo Governo para entrar e sair do país também não foi fácil para muitos consumidores. Os atrasos de alguns voos deixaram expirar o prazo de validade de muitos testes feitos propositadamente para a ocasião, sem que fosse possível voltar a repetir o teste à covid em tempo útil para seguir viagem, pode-se ler.

A estas reclamações, destaca ainda a Deco, juntaram-se muitas outras relacionadas com atrasos e cancelamentos de viagem, pedidos de reembolso e de indemnização, além de queixas sobre estadias em locais que não correspondiam às expectativas anunciadas no momento da reserva.

A entidade sublinha ainda que, neste setor, e registados no Portal Reclamar, que mantém um canal de comunicação direto com as empresas reclamadas, garantindo um tratamento mais rápido e eficaz de cada uma das queixas ali registadas, ou seja, no máximo de cinco dias, as queixas à TAP ocupam a quinta posição de todas as empresas mais reclamadas, em todos os setores de atividade. Fazem ainda parte da lista de dez empresas mais reclamadas a E-dreams.

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Promoção, parcerias e criação de sinergias apontados como ingredientes para afirmação do Enoturismo em Portugal

Promoção lá fora e cá dentro e desenvolvimento de parcerias que visam a obtenção de maiores sinergias, são alguns dos ingredientes apontamos por Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal; Pedro Valle Abrantes, Managing Partner da TryPor; Alexandra Leroy Maçanita, Events & Wine Tourism Manager da Fita Preta; Luís Santos, General Manager do Palácio Ludovice Wine Experience Hotel; e Ana Maria Lourenço, Public Relations do World of Wine (WoW), para a afirmação do Enoturismo em Portugal.

“Enoturismo – Um mundo de experiências” foi o título da conferência que o jornal Publituris co-organizou em parceria com a Bolsa Turismo de Lisboa – BTL 2024, que decorreu na tarde desta quinta-feira, em Lisboa, no âmbito da Feira.

Todos os intervenientes desta conferência reconheceram a importância deste segmento, que já é histórico no nosso país, tem grandes tradições, mas só há pouco tempo começou a ser olhado com maior atenção pelo valor acrescentado que traz ao destino Portugal, passando a ser considerado como um produto turístico que ajuda a incorporar o equilíbrio territorial e que permite um turismo ao longo do ano, esbatendo assim a sazonalidade, para além de atrair um público mais exigente, com maior poder de compra, e de países como os Estados Unidos, Canadá ou Brasil, para além dos europeus.

Numa altura em que se fala cada vez de um turismo de experiências, os participantes no debate realçaram que o Enoturismo será de facto o segmento que mais jus faz a este facto, uma vez que proporciona um cem número de emoções e experiências a quem visita as vinhas, as adegas e prova os vinhos portugueses, diferentes de região para região.

Neste sentido, e conforme foi dito, as parcerias entre os vários intervenientes deste setor com vista à obtenção de maiores sinergias, a relação entre o Enoturismo e o destino, também são fundamentais, até porque “o vinho é história, é cultura, é paisagem, é natureza, é gastronomia” e vale a pena comunicar essas conjugações”.

Autenticidade é o que ganha sempre, foi igualmente apontado. A inovação na promoção e a necessidade de busca de um público mais jovem, foram outros temas considerados relevantes, tendo todos os participantes defendido que, no Enoturismo, Portugal “tem uma oferta de grande qualidade que rivaliza com qualquer outro país”.

Ainda na tarde desta quinta-feira, o jornal Publituris lançou, na BTL, a primeira edição do Book de Enoturismo, que contou com o apoio do Turismo de Portugal e com a colaboração de Pedro Valle Abrantes – CEO & Founder da Trypor e André Villa de Brito – Sommelier e Tour Guide.

Os pormenores desta conferência sobre o Enoturismo poderão ser lidos na próxima edição do Publituris.

Sobre o autorCarolina Morgado

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TOURBIT financiou nove PME portuguesas do turismo com 72 mil euros para projetos digitais

O Programa de Aceleração Digital europeu TOURBIT, apoiado pelo NEST – Centro de Inovação do Turismo, acompanhou, ao longo de 10 meses nove PME portuguesas, que receberam 72 mil euros para aplicarem em projetos digitais.

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O NEST faz parte das oito organizações que lançaram o Programa de Aceleração Digital TOURBIT que, durante 10 meses, tem o propósito de apoiar financeiramente mais de 60 PME especializadas na transformação digital do setor do turismo.

Os participantes portugueses do programa receberam, cada um, um apoio financeiro de oito mil euros para desenvolverem os seus projetos de digitalização, contando com o apoio da rede de mentores, consultores e fornecedores de tecnologia que integram o TOURBIT. Os beneficiários nacionais deste ano foram: Car2U, Turaventur, Lda., Landescape – garden studios, Azores Boat Adventures, Casa da Avó Genoveva, Casa Velha – Turismo Rural, Casa dos Vales, Futurismo Azores Adventures, Travel 4 Experiences by TDO.

Entretanto, a conferência final da TOURBIT está marcada para esta sexta-feira, dia 1 de março, em Barcelona, no âmbito do Mobile World Congress. O evento tem como objetivo impulsionar a transformação digital das PME do setor do turismo, proporcionando aos participantes conhecimento sobre ferramentas digitais, melhores práticas e oportunidades de networking.

O programa da conferência integra mesas-redondas sobre investimento em digitalização, uma masterclass sobre Inteligência Artificial e uma sessão sobre as contribuições da TOURBIT para a adoção digital das PME do turismo.

O consórcio TOURBIT é formado por oito parceiros do setor do turismo europeu: a Agência Catalã de Turismo, líder do projeto, a Câmara de Comércio de Barcelona, Paris & Co, ARCTUR, o cluster hospitality.brussels hospedado pela hub.brussels, o Cluster de Turismo da Islândia, a Universidade de Ciências Aplicadas de Lapónia da Finlândia e o NEST – Centro de Inovação em Turismo, de Portugal.

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Nova Edição: O Turismo nas eleições, os vencedores dos “Portugal Trade Awards”, as tendências dos mercados emissores, entrevistas Cabo Verde, BTL e easyJet, NDC e Turismo Cultural

A edição do jornal Publituris que marca o 56.º aniversário da publicação está recheada de temas diversos. O Turismo nas eleições; as tendências dos principais mercados emissores de turismo; os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”; destinos Solférias; a nova marca Porto e Norte; entrevistas Cabo Verde, BTL, easyJet; World2Fly; NDC; Turismo Cultural e Industrial em 132 páginas na mais antiga publicação do trade do turismo em Portugal.

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A próxima edição do jornal PUBLITURIS é especial. Especial porque é uma edição que estará na Bolsa de Turismo de Lisboa – BTL 2024. Especial porque traz uma perspectiva sobre o que vale o Turismo para os diversos partidos, com representação parlamentar, nas eleições de 10 de março. Especial porque divulga os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”.

A começar, em plena campanha eleitoral, trazemos a importância do setor do Turismo nos diversos programas eleitorais dos partidos, com representação parlamentar. Procurámos o que os oito programas trazem em termos de referência ao “Turismo”, “TAP” e “Aeroporto”.

Aproveitando a presença na FITUR 2024, que se realizou de 24 a 28 de janeiro, em Madrid, o jornal Publituris analisa as principais tendências dos mercados emissores mais relevantes. Na conferência da UN Tourism (antiga Organização Mundial do Turismo – OMT), China, Índia, Médio Oriente, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, EUA e Canadá deram a conhecer como é que os respetivos habitantes irão viajar em 2024.

Nesta edição, divulgamos os vencedores da 12.ª edição dos “Portugal Trade Awards”. Assim, os vencedores são: Solférias – “Melhor Operador Turístico”; Cosmos – “Melhor Agência Corporativa”; Consolidadro.com – “Melhor Consolidador”; Abreu – “Melhor DMC”; Abreu online – “Melhor Distribuidor B2B”; ATR – “Melhor GSA Aviação”; Amadeus – “Melhor Sistema Global de Distribuição”; CM Private Luxury Tours – “Melhor Empresa de Transfers”; Unlock Boutique Hotels – “Melhor Empresa Gestão Hoteleira”; GuestCentric – “Melhor Empresa de Software de Gestão Hoteleira (PMS)”; Merytu – “Melhor Startup”; Neoturis – “Melhor Consultoria e Assessoria em Turismo”; Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril – “Melhor Formação em Turimso”; Ageas – “Melhor Seguradora de Viagens”; Gr8 Events – “Melhor Empresa de Organização de Eventos”; MEO Arena – “Melhor Venue para Eventos e Congressos”; e, por último, a “Personalidade do Ano 2023”, prémio entregue a Luís Rodrigues, CEO da TAP Air Portugal.

Na “Distribuição”, damos a conhecer a oferta da Solférias para o verão de 2024. O operador turístico, através do evento “Oficina de Ideias, promoveu ações de formação sobre os destinos que constam da sua programação charter para o verão, designadamente, as ilhas do Sal e da Boavista, em Cabo Verde, Porto Santo, Hurgada (Egito), Monastir e Djerba (Tunísia), Saidia (Marrocos), Senegal e Zanzibar (Tanzânia).

Nos “Destinos”, entrevistámos o ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde, Carlos Santos, que admitiu que o destino ainda tem espaço para crescer em Portugal, mercado emissor que faz parte do top 5. Por isso, foi escolhido coo destino internacional convidado da edição 2024 da BTL.

Ainda nos “Destinos”, falámos com Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), a propósito da nova marca e conceito da e para a região. De resto, Luís Pedro Martins salientou que a região “está no bom caminho para ter mais turismo e, muito importante, melhor turismo”.

No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril de 1974, o jornal Publituris traz “Capas que fazem História”. Nesta edição mostramos a capa de 1 de março de 1974, edição essa que marcou o 6.º aniversário da publicação.

Com a realização da BTL 2024, de 28 de fevereiro a 3 de março, ficámos a saber que a grande ambição do maior evento do setor do turismo, em Portugal, passa “pelo mundo se mostrar em Portugal na BTL”. Pedro Braga, diretor-geral adjunto da FCE Lisboa – Feiras Congressos e Eventos, deixou a referência de que a BTL “tem a ambição de fazer regressar o Turismo de Portugal, apresentar um Conselho Estratégico e abrir a BTL ao mundo”.

Nos “Transportes”, José Lopes, country manager da easyJet Portugal, disse, em entrevista, que “Portugal continua a ter oportunidades interessantes para crescimento no futuro”. Isto, depois de a easyJet ter registado, em 2023, um ano histórico, e estimar voltar a crescer mais 6%, em 2024.

Ainda nos “Transportes”, depois de, em 2023, ter feito uma forte aposta nas Caraíbas, a World2Fly, companhia aérea do Grupo World2Meet (W2M) volta a disponibilizar, este verão, uma extensa oferta de voos para Cuba, República Dominicana e México. Além das Caraíbas, o grupo tem já no mercado uma vasta programação, com destaque para destinos com a Albânia ou Zanzibar.

Na “Tecnologia”, o tema é NDC. Para tal, entrevistámos um especialista na área da aviação comercial, Mário Almeida, desvendamos, em primeira pessoa, a estratégia da TAP sobre a matéria, e damos a conhecer a APG Platform NDC.

Para finalizar, o “Dossier” desta edição é dedicado ao Turismo Cultural e Industrial. Num país onde, queiramos ou não, a cultura é vista (infelizmente) como um parente pobre, o turismo literário tem conseguido combater este cenário. Contudo, a tarefa não é fácil e o Turismo de Portugal tem-se esforçado por colocar o Turismo Literário – e não só – no mapa de diversificação da oferta turística, para dentro e para fora.

Já no Turismo Industrial, na vila mineira no Baixo Alentejo, é possível recuar 5000 anos para encontrar os primeiros indícios de mineração na área de Aljustrel. Constituindo ainda uma das minas em atividade mais antigas do mundo, nasceu, recentemente, o Parque Mineiro de Aljustrel, revelando Marcos Aguiar, coordenador deste projeto, tratar-se de um produto “muito genuíno e com alicerces históricos muitos robustos”.

Tudo isto além do Check-in, e das opiniões de Francisco Jaime Quesado (Economista e gestor); Ana Jacinto (AHRESP); Carlos Torres (Jurista), Pedro Castro (SkyExpert); Joaquim Robalo de Almeida (ARAC); e Jan-Erik Ringertz (Highgate Portugal).

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Sol & Praia? Portugal tem muito mais para oferecer, referem especialistas na “Visit Portugal Conference 2024”

A 2.ª edição da conferência “Visit Portugal Conference”, organizada pelo Turismo de Portugal, serviu para explorar as mais recentes tendências do turismo global, descobrir as novidades sobre alguns mercados internacionais, segmentos no turismo, mas também sobre a perceção que os mercados emissores possuem sobre Portugal. Uma coisa ficou certa: Portugal tem muito, mas mesmo muito para oferecer ao turista internacional.

Victor Jorge

Pelo segundo ano, o Turismo de Portugal organizou a “Visit Portugal Conference”, desta vez para com o propósito de entregar valor e informação útil às empresas do setor, beneficiando do conhecimento in loco das equipas de turismo nos mercados externos, foram vários os especialistas que deixaram a sua opinião sobre o que está a acontecer, mas fundamental, quais as tendências no turismo global.

Dirk Herber, Global Head of Thought-Leadership da Dentsu, as 12 tendências que irão moldar o turismo do future. Assim, para o responsável da Dentsu, sustentabilidade, inclusão, ativismo universal, a economia dos mais idosos, o “bleisure”, as mulheres, o equilíbrio entre o ‘overtourism’ e o ‘undertourism’, o turismo virtual, a relação com as marcas, novas tribos, os guardiões digitais e o conteúdo imersivo, irão estar no centro do que será o turismo no futuro.

Para Dirk Herbert há que ter em atenção que, em 2030, o mundo terá 8,5 mil milhões de habitantes, sendo que as regiões com maior crescimento populacional estarão na África Subsariana, Sudeste asiático e Médio Oriente. Além disso, há que notar que, em 2030, existirão mais de mil milhões de pessoas com mais de 65 anos de idade, o equivalente a 12% da população mundial e que a classe média será constituída por cerca de 5,3 mil milhões de pessoas. Para finalizar, a última chamada de atenção quanto à questão populacional, é que, em 2030, será mais de cinco mil milhões as pessoas a viver em cidades.

Por isso, questões como as alterações climáticas, a maior transferência de riqueza na história da humanidade, bem como a evolução e poder da Inteligência Artificial farão parte do “novo normal”.

Todas estas questões terão de ser tidas em conta pelo universo do turismo a nível global, referindo Dirk Herbert que, “quem as assumir mais rapidamente e se adaptar a esta transformação, mais capacidade de resposta e melhor posicionado estará para responder às exigências dos turistas”.

Já Lapo Elkann, diretor Criativa da Italia Independent, profissional que passou por algumas das mais icónicas marcas italianas, salientou que “o que falta a Portugal é massa critica e um trabalho em conjunto”. Dando o exemplo de produtos que cumprem os mais altos standards de qualidade mundial – vinho, gastronomia, cortiça, têxtil, entre outros – Elkann frisou que, “agora é preciso trabalhar em conjunto para o bem de todos, ou seja, de Portugal e criar marcas fortes que consigam transmitir a qualidade que o vosso país tem para oferecer ao mundo”.

De resto, o vinho e a gastronomia estiveram em foco nesta conferência do Turismo de Portugal onde se destacou, de facto, a importância que estes segmentos poderão e deverão ter na afirmação a nível global.

Mas também o Turismo Literário e a ligação de Portugal com o mar e a natureza foram referenciados como produtos e segmentos onde Portugal deve apostar para se afirmar num mundo turístico cada vez mais concorrencial e competitivo.

Sheree Mitchell, presidente da Immersa Global, frisou que “Portugal terá de ter cuidado quando refere uma oferta de luxo. Quando se posiciona num mercado como os EUA, por exemplo, a noção de luxo é completamente diferente e poderá levar o consumidor ao engano”. Por isso, segundo Sheree Mitchell, “é melhor apostar e promover a qualidade e o serviço do que está a colocar tudo no mesmo saco do luxo”. Até porque, segundo a mesma, “muitas vezes palavra luxo “até poderá afastar muitas pessoas, já que julgam, à partida, que se trata de algo inatingível. Mas todos gostam de qualidade e de um serviço de excelência”.

Da Alemanha, por exemplo, veio a sugestão da autenticidade e de “quererem mais do que podem suportar”, uma vez que, na opinião de Oliver Zahn, Chairman do DRV Outbound Tourism Committee, “isso poderá subverter tudo o que até agora foi conquistado por Portugal”.

Porque, no final, ficou a certeza: Portugal tem muito mais para oferecer do que Sol & Praia.

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Victor Jorge

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AHETA reivindica um ministro do Turismo no próximo Governo e a uma “revolução fiscal”

A AHETA anunciou uma carta aberta ao futuro Primeiro-Ministro de Portugal, que sairá das eleições legislativas do dia 10 de março, em que reivindica um conjunto de questões estratégicas que deverão ser consideradas no plano de ação do próximo Governo.

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Numa carta aberta dirigida ao futuro Primeiro-Ministro de Portugal, a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turístico do Algarve (AHETA) aponta um conjunto de questões estratégicas que deverão ser consideradas no plano de ação do próximo Governo, saído das eleições de 10 de março, designadamente, a existência de um ministro do Turismo, a necessidade de uma revolução fiscal”, menos burocracia, mais e melhores infraestruturas públicas e acessibilidades, bem como a fidelização de uma verdadeira política de eventos para a região algarvia.

O próximo governo de Portugal e consequentemente o seu líder, “deverão implementar uma gestão dinâmica, sem medo de assumir o turismo enquanto uma das principais atividades económicas do país que, após o período da crise pandémica, tem sido a principal atividade económica a alavancar o PIB nacional”, diz a AHETA na carta aberta enviada aos meios de comunicação social.  Assim, “não se compreende como é que este setor não tem um ministro, responsável pela pasta, tendo assim o turismo assento no Conselho de Ministros, enquanto outras áreas da governação com um impacto residual têm o seu ministro”.

Refere ainda que “e igualmente urgente que se altere o sistema de financiamento do Turismo do Algarve, entidade responsável pela promoção nacional e internacional, da região”. Algarve.

O próximo governo, como largamente prometido na campanha eleitoral, por todos os candidatos “elegíveis” deverá, segundo a AHETA, “promover uma verdadeira revolução fiscal, permitindo um maior equilíbrio nas contas das empresas e, igualmente na tributação dos rendimentos das famílias. Poderíamos citar múltiplos exemplos, mas, basta citar que, caso queiramos proceder a um aumento de 150€/mensais, no salário de um colaborador, o mesmo receberá apenas 60€ ficando o estado com o restante”.

A AHETA considera, igualmente, que “deverá ser reformulado o sistema de taxas e taxinhas pois, não é aceitável que existam no país mais de 4.300 taxas diferentes. Uma simplificação no sistema fiscal será imperativa. Basta olhar como outros países têm feito para atrair a fixação de trabalhadores e empresas”.

Temas como a implementação de um subsídio de alojamento para os trabalhadores deslocados, tratado fiscalmente como o subsídio de almoço, o 15ª mês, tratado de forma igual, são modelos que “queremos implementar, no sentido de ajudar a melhorar as condições de remuneração dos nossos colaboradores e que, até hoje nunca tivemos uma resposta de sucessivos governos”, sublinha ainda o comunicado.

A Associação aponta que a burocracia é um dos grandes “cancros”, para as empresas e para os cidadãos. No tocante às empresas, destaca que “é crucial que todos os caminhos da burocracia que emperram as decisões dos diferentes organismos e que conduzem, por exemplo, a que o tempo médio de aprovação de uma unidade hoteleira seja de sete anos, sejam anulados e simplificados”.

Ao mesmo tempo, no tocante ao Algarve, “deverá o próximo governo ter a coragem de parar todo o processo de revisão dos PDM’s, nalguns casos em processo de revisão há mais de dez anos, e promover um estudo global que tenha em consideração as necessidades futuras na região quer em termos de fixação de empresas e de famílias. A continuar o processo em curso todos os PDM’s ficarão ainda mais restritivos, não permitindo que se fixem na região novas famílias, tão necessárias para o desenvolvimento da região perante a gritante falta de recursos humanos, nem que se promovam novas áreas de desenvolvimento empresarial, industrial ou turístico”.

Sendo o Algarve uma região de turismo por excelência e onde a principal atividade económica é o turismo “tem de apresentar uma imagem apelativa a quem nos visita”, mas “o estado de parte da nossa via estruturante, a EN125, entre Olhão e Vila Real, digna de uma via de um país de terceiro mundo, uma via rápida (A22) com terríveis portagens, especialmente para as empresas e para os turistas, com uma qualidade que deixa muito a desejar, uma ferrovia insuficiente e que ainda hoje não está totalmente eletrificada ao longo do Algarve, utilizando carruagens com dezenas de anos e com uma “decoração” grafitada não são mais valias, enquanto concorremos com todo o mundo turístico pela angariação de turistas”.

No campo das acessibilidades, a AHETA lembrou “o fraco contributo que a companhia aérea de bandeira dá ao Algarve. Sendo que cada vez que tem sido necessário contributos financeiros para a sobrevivência da mesma empresa, os algarvios têm sido chamados a pagar, é da mais elementar justiça que a TAP possa servir o Algarve e não como se passa hoje”.

Quanto à política de eventos, a Associação apela à fidelização de “uma verdadeira política de eventos para a região, de uma forma sustentável, organizados essencialmente fora da época alta do turismo e que tenham a garantia de realização por um determinado período”.

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Booking.com e TAP com melhor reputação em 2024

Numa escala de 100 pontos, entre mais de 2.000 marcas auditadas (associadas a mais de 70 setores de atividade) pela OnStrategy, nos setores das “Viagens e Lazer”, Booking.com e TAP lideram.

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Todos os anos a consultora OnStrategy apresenta os resultados do estudo de “Reputação de Marca” em Portugal.

Referente ao ano consolidado de 2023, em conformidade com a certificação das normas ISO20671 (avaliação de estratégia e força) e ISO10668 (avaliação financeira), consolidando a informação referente à dimensão emocional de reputação (Relevância, Consideração, Confiança, Admiração, Intenção de Compra, Preferência, Recomendação e Defesa), em “Travel&Leisure”, a liderança pertence à Booking.com, com uma pontuação de 73,1. Em segundo lugar, com a mesma pontuação (71,8) surge o Pestana e as Pousadas de Portugal.

Fazem ainda parte deste ranking: Sheraton, Vila Galé, viagns Abreu, VIP, Ritz Carlton, Top Atlântico e Marriott.

Já nas “Companhias Aéreas”, o primeiro lugar ficou reservado para a TAP, com 72,9 pontos, seguindo-se a Emirates (72,8) e British Airways (71,7).

Neste ranking aparecem ainda: Lufthansa, Air France, Sata, KLM, Iberia, Ryanair e easyJet.

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Luís Montenegro: “Aeroporto, vamos avançar mesmo”, “TAP vamos privatizar a 100%” e no Alojamento Local “ataque desferido será revertido”

No almoço-debate organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP) com o líder da Aliança Democrática e presidente do PSD, Luís Montenegro deixou algumas certezas sobre a TAP e Alojamento Local e manteve algumas incertezas, nomeadamente, sobre o aeroporto.

Victor Jorge

Depois do almoço-debate, organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP) com o secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, foi a vez do líder da Aliança Democrática e presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, esclarecer alguns temas que preocupam o setor do turismo.

Na questão da TAP Air Portugal, Luís Montenegro começou logo por dizer que iria “poupar pormenores” sobre uma eventual decisão, afirmando que, em 2015, aquando da saída do Governo liderado por Pedro Passos Coelho, o PSD deixou uma solução: “Portela + Montijo”.

“Foi o Governo de António Costa, que não executou aquilo que o anterior Governo tinha deixado. E porque não executou? Porque dentro da coligação, que tinha com o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda, não teve o apoio que era necessário para ultrapassar um problema legal, que era o parecer vinculativo das Câmaras Municipais, nomeadamente, aquelas que eram do Partido Comunista”.

Recordando que o anterior líder do PSD, Rui Rio comprometeu-se a “ajudar”, na condição de fazer uma avaliação ambiental estratégica. Ora, Luís Montenegro recordou o estudo comparativo de três soluções que foi colocado em cima da mesa, salientando que “foi até lançado um concurso público internacional. Demorou dois anos até ser decidido. E quando foi decidido, foi decidido mesmo. Houve uma adjudicação” E o líder da AD lançou a questão “se o se o Estado português não vai mesmo ter de pagar uma indemnização ao consórcio vencedor desse concurso público internacional, que acabou por não ser executado”.

O líder da AD lembrou, igualmente, que depois de António Costa assumir funções à frente do Governo, “foi-me perguntado se eu estava disponível para consensualizar a decisão. Disse que sim e nas circunstâncias políticas mais difíceis. Das primeiras coisas que fiz enquanto presidente do PSD foi colocar-me ao lado do Governo e do Partido Socialista para resolver um problema estrutural e estratégico do e para o país estratégico do país. Esse crédito, podem dar as voltas que quiserem, mas não me podem tirar”, afirmou.

Ainda sobre o tema aeroporto, Luís Montenegro não fez esquecer que, “se nós não tivéssemos chegado a acordo sobre a metodologia para fazer a avaliação ambiental estratégica, que é aquilo que a Comissão Técnica Independente está a fazer, não havia condições para decidir”, fazendo ainda lembrar “a decisão imatura e irresponsável de Pedro Nuno Santos contra a vontade do primeiro-ministro, sem ouvir o Governo que depois mereceu uma desautorização em público”.

“Essa decisão era uma decisão que ia lançar uma avaliação. Não era uma decisão definitiva. Era uma decisão para lançar um processo de avaliação”.

Dirigindo-se diretamente aos agentes do setor do turismo que marcaram presença na sala, o líder da AD disse perceber que “estão exaustos nesta matéria. Eu sei que querem uma decisão, seja lá ela qual for, mas eu tenho de ser honesto. Nós só vamos poder decidir agora porque lá atrás fizemos a definição desta metodologia”, admitiu.

Sobre uma decisão, o líder da AD reconheceu que “é uma decisão difícil. E o meu compromisso é, no início do Governo, pegarmos no resultado final [da CTI] que ainda não nos foi entregue e decidir. Nós vamos decidir. Vamos tentar consensualizar. O Partido Socialista será, na altura, o maior partido da oposição. Se conseguirmos o consenso, tanto melhor. Se não conseguirmos, nós avançaremos, avançaremos mesmo”.

Na questão do aeroporto, não do novo, mas do atual Aeroporto Humberto Delgado (AHD), Luís Montenegro assinalou que “decidimos colocar uma condição ao Partido Socialista e ao Governo: que fossem feitas as obras que estão associadas ao contrato de concessão no AHD”. E o líder da AD fez questão de destacar que “nós não rompemos o acordo. Podíamos tê lo feito e tínhamos razões para isso, por uma questão de responsabilidade nacional. Nós fomos deixando o tempo passar. Mas a verdade é uma. A verdade é que o Governo e em particular aquele que tutelou esta área, que é hoje candidato a primeiro-ministro pelo Partido Socialista, foram complacentes com a ANA e com as responsabilidades contratuais da ANA”.

Acusando o Governo do PS de “complacência”, Luís Montenegro acusou o Governo de António Costa de “não tiveram a coragem nem capacidade de enfrentar uma concessionária que tem a obrigação de fazer as obras. Não tiveram a coragem de exigir a um operador, que tira partido de uma das operações mais rentáveis da Europa em termos de gestão aeroportuária, que acabassem com aquilo que é um dos piores desempenhos do ponto de vista qualitativo num aeroporto na Europa”.

Por isso, Luís Montenegro considera que “a ANA está em falta e o Governo está em falta com o país., porque não obrigou a ANA a cumprir aquilo a que estava obrigada fazer”.

Ainda neste capítulo, o candidato a primeiro-ministro pela AD lembrou que a situação está “um bocadinho mais direcionada, porque houve uma resolução no dia 28 de Dezembro, assinada pelo atual ministro das Infraestruturas, António Costa e, no final do ano de 2023, já depois de se ter demitido, já depois de eleições marcadas, foi corrigido o tiro da incapacidade e da incompetência dos seus ministros das Infraestruturas”.

Assim, admite que, “vamos ser exigentes com a concessionária para que as obras no AHD sejam feitas para, pelo menos, amenizar aquilo que é hoje um mau cartão de visita que temos e que passam pelas condições de acolhimento dos turistas na atual infraestrutura”.

A favor da privatização da TAP
Quanto à questão da TAP, Luís Montenegro foi mais direto e assumiu ser “favorável a uma privatização de 100% do capital da TAP”. Contudo, afirmou que será preciso “salvaguarda o interesse estratégico português”, sendo que a venda “terá de integrar cláusulas que obriguem à manutenção do ‘hub’ em Lisboa, dentro daquilo que são os critérios estratégicos para o nosso país”.

“Aquilo que aconteceu na TAP foi mais um exemplo da incompetência e da incapacidade”, considerando ainda que o que aconteceu nos últimos anos com a TAP foi “uma tragédia, um crime económico e político. Nós tínhamos uma privatização decidida, estava em curso. Ela foi adulterada, modificada, arranjou-se aquela situação absolutamente invulgar e única no mundo, que é uma companhia aérea ser detida 50% do Estado e 50% por entidades privadas. E depois nas dificuldades, porque se retiraram os riscos no privado e se reintegrarem na esfera pública, fez-se uma nacionalização completa, injetando mais de 3200 milhões de euros. Para quê? Para agora se voltar a 2016 e decidir, mais coisa menos coisa, exatamente o mesmo”.

Para o futuro fica, assim, a ideia de que “aquilo que faço agora é salvaguardar o interesse público, privatizando a companhia, recuperando pelo menos a parte possível do capital que foi lá injetado, esperando que doravante possamos ter o interesse estratégico do país assegurado e uma companhia que seja capaz de ter uma gestão eficiente, que não recoloque Portugal nesta contingência de gastar o dinheiro dos contribuintes que tanta falta faz para salvar a sua subsistência”.

Alojamento Local: reverter situação
Como uma sala composta por alguns hoteleiros do país, Luís Montenegro deixou a certeza de que “o ataque foi desferido a um segmento especial, que é o Alojamento Local (AL), será revertido”, considerando que o AL é “indutor de maior capacidade de resposta turística na oferta do país”, bem como “a forma correta de combater a economia informal”.

Para Luís Montenegro, terão de ser “as Câmaras Municipais de forma descentralizada, próxima, conhecedoras da realidade local, a ter uma palavra a dizer relativamente à estratégia a seguir localmente, respeitando, ainda assim, aquilo que são os direitos adquiridos por pessoas que muitas delas, talvez a maior parte, apostaram as suas poupanças”.

Noutro ponto invocado pelo presidente da CTP, Francisco Calheiros, Luís Montenegro respondeu que “acho que vamos assegurar a estabilidade”, reconhecendo que “a AD, neste momento, é, objetivamente, a força política candidata a estas eleições que tem as melhores condições para oferecer a estabilidade”.

E se a vitória parece “certa” para o líder da AD acha mesmo que “um cenário de uma maioria mais robusta tem de ser equacionado. Não é fácil de obter, mas não está longe”.

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Turismo

Startups convidadas a candidatarem-se ao Tourism Advance

Fábrica de Startups e Turismo de Portugal convidam startups a candidatarem-se ao Tourism Advance, programa nacional de inovação aberta.

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A Fábrica de Startups, com o apoio do Turismo de Portugal, lança novo programa de inovação aberta, Tourism Advance, que desafia empresas do turismo e startups a unirem forças para impulsionar a inovação e a competitividade no sector.

Os startups devem ter, pelo menos, um produto, serviço ou solução que contribua para a resolução de um dos macro desafios apresentados pelas empresas parceiras.

O programa Tourism Advance oferece uma plataforma única para empresas do setor do turismo e startups colaborarem, partilharem ideias e desenvolverem soluções inovadoras que impulsionem a competitividade e a sustentabilidade do sector.

O objetivo é que as startups respondam aos desafios lançados pelas empresas e trabalhem no desenvolvimento de projetos-piloto. Ao reunir o conhecimento e a experiência das empresas estabelecidas com a agilidade, a criatividade e inovação das startups, o Tourism Advance promete ser um catalisador da modernização, desenvolvimento e crescimento do setor do turismo em Portugal.

As candidaturas estão abertas até ao dia 23 de fevereiro de 2024 e podem ser feitas através do website oficial do programa em tourismadvance.pt.

O Tourism Advance arranca já com algumas empresas associadas como a Carris Tur, Dig-in (antiga Zomato), Galo Resort Hotels, Grande Hotel do Luso e Parques de Sintra, entre outros. De entre os desafios propostos pelas empresas podemos encontrar a automatização de processos, melhoria da relação com o cliente, sustentabilidade, contratação, gestão e retenção de recursos humanos, e melhoria da experiência do cliente.

“Esta é uma oportunidade valiosa para que as startups expandam o seu portfólio de clientes e testem novos produtos e serviços em estreita ligação com o mercado real, que tem desafios muito concretos e precisa de soluções inovadoras e novos talentos para os colmatar”, refere António Lucena de Faria, CEO da Fábrica de Startups.

Para Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, “a inovação no turismo deve ser uma atitude, não só dos empreendedores que se desafiam a encontrar soluções disruptivas, mas também de um setor mais próximo, disponível e aberto para conhecer e testar essas soluções. Ao apoiar o Tourism Advance – um dos programas de inovação aberta no âmbito do Programa FIT 2.0 – Fostering Innovation in Tourism – o Turismo de Portugal estimula e consolida a ligação com o ecossistema de inovação, criando as condições para que o futuro do setor assente em empresas cada vez mais sustentáveis, competitivas e inovadoras.”

De referir que, para além do Tourism Advance, o Turismo de Portugal tem vindo a apoiar a Fábrica de Startups no desenvolvimento de outros programas de aceleração e open innovation (da Fábrica de Startups), como o Discoveries, o Tourism Explorers, o Tourism Co-Lab e o Tourism AdVenture, onde já passaram +580 startups e +2200 empreendedores.

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Destinos

Viagens e consumo superam níveis de 2019 no Ano Novo Lunar na China

A China registou 474 milhões de viagens e gastos turísticos de 632,7 mil milhões de yuans (81,6 mil milhões de euros) durante as férias do Ano Novo Lunar, acima dos níveis de 2019.

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O Ministério da Cultura e Turismo chinês revelou que as viagens realizadas durante a chamada ‘semana dourada’ de oito dias, terminada no sábado, subiram 34,3% em termos homólogos e 19% em relação a 2019.

Esta foi a primeira vez desde o fim da política ‘zero covid, em dezembro de 2022, e depois quase três anos de rigorosas restrições, que as viagens na China durante o Ano Novo Lunar excederam os níveis pré-pandemia.

Já os gastos com o turismo aumentaram 47,3% em termos homólogos e 7,7% em comparação com o último ano antes do início da pandemia de covid-19, disse o Ministério.

Entre os destinos mais populares estiveram a província de Yunnan e a ilha de Hainão, no sul, ou a cidade de Harbin, no nordeste do país, onde as reservas aumentaram 40% graças ao popular festival de esculturas de gelo.

“O mercado do turismo está vibrante e o consumo durante as férias aumentou. Impulsionado por políticas favoráveis, como a isenção mútua de vistos ou a retoma das rotas aéreas, o turismo (…) também acelerou a recuperação”, indicou.

O Ministério acrescentou que os chineses realizaram cerca de 3,6 milhões de viagens ao estrangeiro durante as férias, enquanto a China continental recebeu cerca de 3,23 milhões de visitantes.

No entanto, de acordo com o portal financeiro Yicai, os voos internacionais recuperaram apenas 69% do nível pré-pandemia durante as férias.

Por outro lado, a agência de viagens Trip.com destacou que os principais destinos estrangeiros, que incluem Singapura, Tailândia e Malásia, registaram um crescimento superior a 30% nas reservas feitas por chineses.

O período do Ano Novo Lunar, o maior movimento de massas do mundo, é a principal festa tradicional das famílias chinesas e acontece em janeiro ou fevereiro, consoante o calendário lunar. Este ano, o primeiro dia do ano celebrou-se a 10 de fevereiro.

Depois de um Ano Novo Lunar de 2022 marcado por uma enorme vaga de covid-19, havia uma “considerável procura reprimida” em termos de consumo, disse Ting Lu, um analista do banco Nomura.

Além disso, os feriados duraram oito dias este ano, contra sete em 2019, o que favorece a comparação. Isto “contribuiu para mais viagens”, sublinhou o banco de investimento Goldman Sachs.

Mais de um milhão de chineses visitou Macau na semana do Ano Novo Lunar, entre 10 de fevereiro e sábado, de acordo com dados publicados pela Direção dos Serviços de Turismo (DST) do território.

A recuperação do consumo e do turismo acontece numa altura em que a segunda maior economia do mundo tem sido penalizada por uma crise imobiliária sem precedentes e o elevado desemprego entre os jovens.

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Nova Edição: Uma última homenagem a André Jordan, a reta final na votação para os Portugal Trade Awards, Tiger Team e autocarros de turismo

A edição de 16 de fevereiro do jornal PUBLITURIS faz capa com André Jordan, falecido no dia 9 de fevereiro. O PUBLITURIS presta, assim, uma homenagem a quem foi apelidado durante anos como “Pai do Turismo” em Portugal. “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”, Tiger Team e um dossier sobre Autocarros de Turismo preenchem o resto da edição.

Publituris

A segunda e última edição de fevereiro de 2024 do jornal PUBLITURIS faz uma homenagem a André Jordan. Empresário, empreendedor, “Pai do Turismo” em Portugal, “Senhor Quinta do Lago”, Senhor Belas Clube de Campo”, André Jordan marcou, indiscutivelmente, o setor do turismo no nosso país.

Nesta edição republicamos uma das primeiras entrevistas dadas por André Jordan em Portugal e ao jornal PUBLITURIS. Foi na edição de 15 de outubro de 1974 que Nuno Rocha, fundador e na altura diretor do jornal, entrevistou André Jordan. O foco da entrevista está, sobretudo, no Algarve, mas o que André Jordan referiu há quase 50 anos sobre a região, não só é válido para o Algarve como para todo o país.

Lá estão temas como o Aeroporto de Lisboa, um “Turbotrain”, a necessidade de se apostar em infraestruturas, o emprego, a inflação, incentivos fiscais, desenvolvimento social, tráfego aéreo, poluição, a cultura, o golfe [claro], atração de investimento estrangeiro, etc..

Recordo, a data da entrevista que republicamos é de 1974!

Além desta homenagem que o jornal PUBLITURIS presta a André Jordan, recordamos os nomeados para os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”, cujas votações terminam neste dia 16 de fevereiro de 2024.

Ainda poderá votar até ao final do dia em https://premios.publituris.pt/trade/2024/

No “Meeting Industry”, fomos conversar com João Moita, Managing Partner da Tiger Team, DMC que está no mercado desde janeiro de 2023. João Moita reclama infraestruturas de raiz em Lisboa para servir o segmento onde a empresa se posiciona, o MICE, designadamente, um centro de congressos, hotéis de grandes dimensões e um parque de diversões, sem falar da falta de decisão sobre um novo aeroporto. De resto, admite que Portugal tem boa reputação no panorama internacional para este segmento.

O “Dossier” desta edição é dedicado aos Autocarros de Turismo. Depois de um ano positivo em 2023, as empresas de autocarros de turismo e passageiros mostram-se confiantes de que também 2024 venha a ser um ano de sucesso e, apesar dos desafios que continuam a existir, há novidades para apresentar ao mercado.

Numa edição que junta o “Check-in” com o Pulse Report da guestcentric, as opiniões pertencem a Francisco Jaime Quesado (economista e gestor) e Amaro F. Correia (docente na Atlântico Business School.

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Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 430

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