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Turismo

“A tendência é muito clara no sentido da sustentabilidade”

Com a sustentabilidade a estar na ordem do dia, a ECEAT iniciou um processo de certificação dos agentes e operadores turísticos com o projeto SUSTOUR. O Publituris falou com o diretor da ECEAT para perceber em que estado está Portugal, onde a APVT é parceria do projeto. A resposta não podia ser mais animadora, indicando Naut Kusters que Portugal está em 2.º lugar no que diz respeito a candidaturas submetidas.

Victor Jorge
Turismo

“A tendência é muito clara no sentido da sustentabilidade”

Com a sustentabilidade a estar na ordem do dia, a ECEAT iniciou um processo de certificação dos agentes e operadores turísticos com o projeto SUSTOUR. O Publituris falou com o diretor da ECEAT para perceber em que estado está Portugal, onde a APVT é parceria do projeto. A resposta não podia ser mais animadora, indicando Naut Kusters que Portugal está em 2.º lugar no que diz respeito a candidaturas submetidas.

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“Pretendemos que os nossos associados disponham das ferramentas necessárias para serem empresas mais sustentáveis”
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O objetivo do projeto SUSTOUR é claro: fomentar as capacidade e competências de mais de 175 agentes de viagens e operadores turísticos para integrar princípios de sustentabilidade nas suas empresas e cadeias de fornecimento. Para já, Portugal está bem colocado e, de acordo com os dados mais recentes, são já mais de 200 as candidaturas submetidas pelos associados da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

A sustentabilidade entrou, definitivamente, no léxico do setor do turismo e, consequentemente, nos agentes e operadores de viagens. Que relevância possui esta questão para o setor?
A sustentabilidade também é vista como uma questão de qualidade. Hoje em dia, os clientes esperam que o produto esteja em conformidade com os padrões básicos de qualidade. Para se diferenciar no mercado uma empresa deve compartilhar os seus valores e garantir que o produto não tenha impactos negativos em toda a cadeia e no destino. Especialmente a geração mais jovem deseja conectar-se com uma marca com esses valores.

O projeto SUSTOUR tem um objetivo que passa por fomentar as competências dos agentes e operadores de viagens na área da sustentabilidade. Como é que isso se processa e que valor acrescentado traz para os players do mercado?
A sustentabilidade e os “compromissos verdes” são processados de forma muito fácil. Os consumidores e parceiros de negócios globais esperam, no entanto, que essas declarações sejam justificadas com base numa avaliação independente por uma organização respeitada. A Travelife foi criada para tornar este processo o mais fácil possível, especialmente, para as Pequenas e Médias Empresas (PME).

Sem sustentabilidade não há negócio
É possível, nos dias que correm e com as exigências trazidas pela pandemia, pensar o negócio sem esta componente da sustentabilidade?
A tendência é muito clara no sentido da sustentabilidade e para a obtenção de um selo de aprovação ou certificação. Para os agentes e operadores de viagens, por exemplo, a Travelife estava a duplicar as adesões a cada ano no período pré-pandemia. Mesmo durante a pandemia, conseguimos muitos novos membros e não perdemos nenhum. Cada empresa deve decidir o momento certo para começar, mas com certeza que tornar-se-á uma licença para operar nesta década.

E como é que essas normas devem ser implementadas no dia-a-dia das empresas?

Trata-se de um esquema voluntário e só esperamos que sejam implementadas as ações que façam sentido para os respetivos negócios e sejam localmente relevantes e estejam disponíveis. Existem condições para cada agente ou operador, como economia de água, energia e recursos, e temos requisitos para estimular os fornecedores para um comportamento mais sustentável.

Mas como é que isso se traduz para o consumidor/cliente?
A responsabilidade para com os clientes está, por um lado, relacionada com a sua própria segurança e os direitos que são regulados por lei na Europa. Por outro lado, um agente ou operador turístico deve informar e motivar os clientes a comprar o produto mais sustentável e agir de forma responsável dentro do destino. Podem-se, por exemplo, destacar os hotéis eco certificados, estimular o comboio em vez dos voos de avião e distribuir códigos de conduta específicos para o destino.

Como é que se processa a certificação? Que custos existem para o agente ou operador?
A Travelife possui dois níveis. O “Travelife Partner” tem por base uma autoavaliação que será revista online. No entanto, devem ser fornecidas provas detalhadas. Já no que diz respeito aos custos anuais, estes são limitados a 200 euros no caso de empresas com menos de 25 funcionários.

A certificação inclui vários critérios e exige uma avaliação no local a cada dois anos. Os custos começam nos 400 euros por ano para microempresas até quatro funcionários e 750 euros para empresas até 25 funcionários.

Como é que as empresas se candidatam e se desenrola o processo?
Sendo, neste caso, associados da APAVT, as empresas podem registar-se online de forma gratuita e terão acesso a um formador pessoal que os apoia durante todo o processo. As empresas podem avançar passo a passo para o nível mais alto ao seu próprio ritmo.

Que oportunidades de mercado são abertas aos aderentes a esta certificação?
A Travelife é amplamente conhecida nos mercados-alvo, especificamente no setor B2B. Cada vez mais destinos outbound esperam que os inbounds trabalhem na sustentabilidade. Como Travelife, também promovemos as empresas premiadas na nossa plataforma pública e interna e cada vez mais operadoras estão a adquirir destinos inbounds mais sustentáveis.

E quais são ou podem ser os principais obstáculos à certificação?
Como em qualquer certificação, precisa de um processo documentado. A formulação de políticas não é o trabalho diário das empresas. Portanto, fornecemos muitos modelos para que o processo seja o mais fácil possível. Uma vez que as políticas estão em vigor, é relativamente fácil mantê-las e ajustá-las ao longo dos anos.

Sendo um programa europeu, que resultados já possuem?
A APAVT é um parceiro formal do projeto, aliás um dos sete parceiros. Além disso, também abrimos o projeto a todas as associações europeias e mais de 20 assinaram um memorando de entendimento com a Travelife e o projeto SUSTOUR.

Neste momento, encontra-se num processo de promoção de sustentabilidade junto dos seus associados e esperamos que, pelo menos, 200 empresas participem no programa de apoio que será implementado em 2022.

Portugal bem colocado
Existem diferenças entre os diversos países neste capítulo da sustentabilidade, nomeadamente, junto dos agentes e operadores de viagens europeus?
Alguns países estão mais à frente que outros. Posso dizer que a APAVT está em 2.º lugar no ranking das candidaturas submetidas, apenas ultrapassada pela Holanda (ANVR), mas também Alemanha e Reino Unido estão bastante avançados.

Há uma maior noção de responsabilidade por parte das empresas em relação aos destinos em que atuam. Pode significar que existe um histórico nas grandes empresas multinacionais que operam à escala global. Existem outros países que atuam mais na perspectiva das exigências do respetivo mercado.

E em que estado encontra-se Portugal nesta questão?
Em Portugal estamos a começar, mas como referi, a APAVT está em 2.º lugar no ranking das candidaturas submetidas e, por isso, estamos satisfeitos com o forte compromisso da associação. Há já algum tempo que discutimos uma parceria e o projeto SUSTOUR vai permitir que Portugal seja um dos pioneiros.

Que tipo de compromissos terão de ser cumpridos por parte dos agentes e operadores após a obtenção da certificação Sustour? Quem é que gere e supervisiona o projeto?

Uma vez certificadas, as empresas terão de consolidar o seu compromisso ao longo do tempo, especialmente, junto dos seus fornecedores. Este é um processo sem fim. Não definimos exatamente o que precisa ou tem de ser feito, pois cada empresa é diferente. Mas é necessário um plano de ação de melhoria anual e a cada dois anos os resultados são avaliados pela Travelife. Isto através do online para o nível “Partner” (Parceiro) e localmente para o nível “Certified” (Certificado).

E de que modo é que a certificação é relevante para o consumidor/cliente?
Os clientes e/ou consumidores estão, cada vez mais, à procura de opções sustentáveis e o certificado da Travelife irá guiá-los neste sentido.

Para as empresas já certificadas, que serviços disponibilizam? Existe um programa de formação contínuo ou outros serviços adicionais a que podem aceder?
Para as empresas já certificadas oferecemos programas de aceleração. Ou seja, podem trabalhar e apoiar fornecedores, trabalhar na gestão do plástico ou começar a reduzir ativamente as emissões de carbono.

Posteriormente, oferecemos uma “calculadora” exclusiva desenvolvida, especificamente, para agentes e operadores turísticos e pacotes multidiários.

Que tipo de apoio tem dado a APAVT em todos este processo de certificação dos agentes e operadores associados?
A APAVT está formada no âmbito do projeto SUSTOUR para apoiar os seus associados ao longo de todo o processo. Como Travelife, gostaríamos de descentralizar ao máximo as nossas operações e, nesse sentido, também trabalhamos com formadores e auditores locais e o nosso padrão e muitas das nossas formações já se encontram traduzidas para português.

Finalmente, que mensagem gostaria de passar aos agentes e operadores turísticos relativamente a este projeto de certificação?
Que o projeto SUSTOUR oferece uma oportunidade única, com inúmeros apoios para que que as empresas se tornem líderes neste campo.

Benefícios do projeto SUSTOUR

– Participação num programa de capacitação através de um curso deformação específico feito de sessões online e
presenciais;
– Participação num programa de implementação de gestão da sustentabilidade que conduz à certificação Travelife;
– Participação num programa de aceleração que visa desenvolver uma estratégia específica de inovação para
implementar soluções de sustentabilidade;
– Reuniões com inovadores, fornecedores e especialistas líderes;
– Melhorar as colaborações entre cadeias de abastecimento e intersectoriais;
– Entrada em redes internacionais e seja incluído em atividades promocionais.

Travelife em números

– Presente em mais de 100 países
– 1.000 associados
– 500 Travelife Partners
– 200 Travelife Certified
– Mais de 10.000 fornecedores alcançados

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Hotelaria

Margarida Almeida ganha prémio “Portugal Inspirador”

O prémio visa distinguir e divulgar empresas e personalidades que contam para o país, aportando maior valor a quem se destaca em Portugal pela capacidade de criar emprego, dinamizar o mercado, inovar, contribuindo assim para o crescimento da economia nacional.

Margarida Almeida, CEO e fundadora da Amazing Evolution, empresa gestora de unidades hoteleiras, foi eleita “Personalidade do Ano” no setor Turismo e Serviços pela iniciativa Portugal Inspirador – Lado a lado com as empresas, lançada pelo banco Santander.

Estes prémios visam distinguir e divulgar as empresas e personalidades que contam para o país, aportando maior valor a quem se destaca em Portugal pela capacidade de criar emprego, dinamizar o mercado, inovar, contribuindo assim para o crescimento da economia nacional.

Para Margarida Almeida, “é um enorme orgulho receber este prémio que se traduz num reconhecimento do empenho e dedicação de toda a equipa – que tenho o privilégio de liderar – ao longo destes 10 anos de atividade no setor do turismo e serviços”.

A CEO refere ainda que a Amazing Evolution “é uma empresa com uma equipa multidisciplinar, apaixonada pela hospitalidade, pela arte de superar as expectativas dos clientes sempre assente em valores como a honestidade, o rigor, a resiliência, e o respeito pelos outros. Estes são os valores da Amazing, que têm contribuído para a empresa crescer a um ritmo orgânico e equilibrado, conquistando clientes um pouco por todo o país”.

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Repensar o turismo é investir em pessoas

A reunião dos ministros do turismo, durante o World Travel Market London 2022, foi marcada pelo otimismo. Contudo, houve palavras que ficaram marcadas para se ter sucesso no futuro: pessoas, educação, ambiente, sustentabilidade, parcerias, intraligação entre governos, foram algumas.

Victor Jorge

Na 16.ª sessão da Conferência dos Ministros do Turismo, realizada no decorrer do segundo dia do World Travel Market (WTM) London 2022, em que participou a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, ficou claro que o turismo está de volta, mas, como alertou o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, “o setor terá de adaptar-se a uma nova realidade”.
O responsável pelo organismo que tutela o turismo nas Nações Unidas, adiantou que “estamos perante uma janela de oportunidade, mas que não é permanente” e que há muito trabalho por fazer e que a lista de afazeres e, de facto, muito grande”.
Com uma forte componente do seu discurso focado no emprego e na educação, Pololikashvili começou por referir no seu discurso de abertura que “mais de 50% dos jovens querem ser empreendedores no turismo” e que, por isso, “há que tornar o setor novamente atrativo e captar essa ‘nova gente’”.
Para o secretário-geral da OMT, o cerne do desenvolvimento do turismo está mesmo em “repensar o turismo, investindo em pessoas”, considerando ainda que o negócio tem de ser mais “arrojado”.
Frisando que os benefícios do investimento no turismo não se aplicam somente ao setor, com muitos e outros setores de atividade a aproveitá-los, Pololikashvili afirmou que os ministros do Turismo têm, agora, “um trabalho muito importante a realizar com os restantes ministérios dos respetivos países” e sugerindo aos responsáveis pelas pastas do turismo que “deixem um legado”.
“É preciso ação e não só palavras”, disse, deixando a pergunta se será legítimo e correto “esperarmos voltar aos números pré-pandémicos” e que “impacto terá no nosso ambiente”, numa altura em que se realiza a COP27 no Egito.
Já Julia Simpson, presidente e CEO do World Travel and Tourism Council (WTTC) começou por afirmar que, “o que o turismo mais precisa agora é de liderança”, afirmando que “as parcerias público-privadas (PPP) serão fundamentais para o sucesso que o turismo a nível global possa vir a ter”.
“Estamos num estado empreendedor e isso só será conseguido e possível com estas parcerias”, reforçou, apelando ainda a “decisões racionais”.
Recordando que o setor mundial do turismo perdeu cerca de 62 milhões de empregos e mais de 5 biliões de dólares com a pandemia, lembrou, igualmente, a importância do turismo para a economia global: “1 em cada 10 empregos está no turismo e um em cada 10 dólares do PIB provém do turismo”.
Por isso, admitiu que “temos a obrigação de mostrar o nosso valor e a contribuição que temos na economia de forma global”. Para tal, destacou a importância de dar oportunidades às pessoas que queiram entrar no turismo através de empregos dignos.
Por fim, salientou a importância de melhorar a literacia digital no setor do mundo, já que, “não nos podemos esquecer que o mundo mudou e o turismo e turistas e viajantes mudaram”.

Função social do turismo
Na sua intervenção, Rita Marques destacou a importância da questão social do turismo e no desenvolvimento do setor, bem como a inclusão, considerando-a “fundamental para o sucesso de qualquer estratégia. Temos de ser mais verdes, mais sustentáveis, mas temos de ser, também, mais sociais”, referiu a SETCS.
O aspeto social, naturalmente, não se consegue sem pessoas, recordando Rita Marques que “a Europa está a ficar velha e Portugal está a ficar mais velho”, fazendo referência à necessidade de ir buscar pessoas a outras geografias para colmatar as faltas que existem no país. Aí, Rita Marques salientou as oportunidades que Portugal está a desenvolver com os países lusófonos, destacando as mais de 250 milhões de pessoas no mundo que falam a língua portuguesa.
Destacado pela SETCS foi, também, a nova política de vistos, frisando a “necessidade de formação para que essas pessoas se sintam inclusas”, destacando no final os novos vistos para nómadas digitais lançados recentemente em Portugal.
Na ronda final de um minuto dado a cada responsável do turismo, Rita Marques destacou que, é preciso “valorizar as pessoas, além de formar e pagar mais e melhor, bem como equilibrar a vida profissional com a pessoal”.

Rapidez e educação para “novos tempos”
Nas restantes intervenções, houve tempo para conhecer o número que a Arábia Saudita irá investir no turismo nos próximos 10 anos: 800 mil milhões de dólares. Planeado está um novo aeroporto em Riade para capacidade para 180 milhões de passageiros, referindo o ministro do Turismo da Arábia Saudita, Ahmed Al Khateeb, que todo este investimento tem o ambiente no topo da agenda.
Do lado egípcio, Ahmed Issa, focou a necessidade do turismo ter “raízes”, admitindo que questão “não está na procura”. Num país que precisa de 350 mil quartos, o ministro do turismo do Egito salientou que “o foco está em experienciar o país, mas todo o país e não só os grandes locais”.
Do Barain, a mensagem deixada foi de “unificação dos governos” para melhor repensar o turismo, enquanto o ministro do turismo das Maurícias frisou que “estamos a esquecer-nos muito rapidamente dos impactos da COVID, já que a pandemia foi global e agora estamos a pensar demasiado no local”. Repensar o turismo para Louis Steven Obeegaddo passa por “interligar o Governo. Não faz sentido repensar o turismo sem finanças, sem infra-estruturas, sem transportes, sem saúde, sem economia e sem ambiente”, recorrendo, novamente, à necessidade das PPP para esta estratégia.
O mesmo frisou ainda que, “o turismo foi visto muitas vezes como concorrência entre os destinos. O que a pandemia nos veio ensinar é que temos de trabalhar em conjunto”.
Miguel Torruco, secretário de Estado do Turismo do México, veio recordar a importância do turismo doméstico. “Já nos esquecemos que, quando precisamos de apoio, de ajuda e de turistas, foi do turismo doméstico que veio essa ajuda e apoio. Agora, que os números estão, novamente, em alta, estamos a esquecer-nos dele e apostar as fichar nos mercados internacionais”. Para o responsável mexicano, a palavra-chave para o futuro é “rapidez. Quem não conseguir atuar com rapidez, adaptar as suas políticas e estratégias à constante mudança, terá dificuldades em ter sucesso e acompanhar o ‘novo’ perfil do turista”.
No final, o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, concluiu que, “estamos com dificuldade em repensar o turismo porque este mudou muito rapidamente e não conseguimos acompanhar essa rapidez”.
Para enfrentar esta realidade, Zurab Pololikashvili salientou que “a educação é o mais importante”, deixando a seguinte mensagem: “o turismo é, atualmente, o melhor investimento que existe”.

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WTM abre com um olhar sobre o futuro

O arranque do World Travel Market (WTM) London deu-se com um olhar para o futuro, futuro esse que terá de passar por uma maior fidelização do cliente só conseguida através do digital.

Victor Jorge

Abriu, oficialmente, um dos maiores certames do mundo do turismo: World Travel Market (WTM) London. O evento que se realiza de 7 a 9 de novembro, na capital britânica, começou com um olhar sobre o futuro e como o setor deverá olhar e, fundamentalmente, adaptar-se às novas exigências e tendências.

Para Rohit Talwar, CEO da Fast Future, deu na sua intervenção, “The Future of Travel Starts Now”, uma perspetiva sobre como o setor das viagens e turismo deverá encarar os próximos tempos que continuarão a ser pautadas pela incerteza. “Não sabemos o que aí vem e ninguém poderá dizê-lo”, começou por referir, admitindo que “as estratégias que podemos estar a desenhar e a definir agora são para um futuro incerto, futuro esse que não podemos controlar”.

Para este responsável, “as rotinas do passado pertencem ao passado”, salientando, contudo, que essas rotinas constituem uma oportunidade”, destacando o facto de o início do WTM coincidir com o arranque da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022, mais comumente referida como Conferência das Partes da UNFCCC, ou COP27, e ocorre de 6 a 18 de novembro de 2022 em Sharm El Sheikh, Egito.

Para Talwar, a questão da sustentabilidade e das mudanças climáticas são, na realidade, um dos aspetos que está e irá marcar o mundo e, consequentemente, o turismo mundial.

Mas não serão somente as mudanças climáticas que fazem parte desta nova realidade. Admitindo que estamos perante um setor “demasiado exposto”, Rohit Talwar referiu que o melhor é mesmo “traçar sempre os piores cenários e ir adaptando a estratégia com ou aos tempos”.

Olhar para os exemplos de outros setores
Por isso, para Talwar, a automação e a tecnologia serão “fulcrais para o desenvolvimento do turismo”, dando como exemplo o que o setor do retalho fez para manter a fidelidade do seu cliente, apostando em “esquemas de promoção, descontos e programas de fidelidade que fazem os clientes realizar pré-reservas tão importantes para os negócios”.

E tal como a digitalização ou a transformação digital terá de ser encarada como uma inevitabilidade, também a aceitação de novas formas de pagamentos passará, ou melhor, deverá fazer parte deste “novo quotidiano do turismo”. “O setor das viagens e turismo não pode tratar as ‘crypto’ de maneira diferente do euro, dólar ou libra”, referiu, destacando que mais de 350 milhões de pessoas utilizam esta forma de pagamento e mais de 25% da população americana pretende pagar em ‘crypto’”, revelando que só a Expedia já tem mais de 700 mil pagamentos nesta forma digital.

Outro exemplo dado por Talwar foi o de um hotel na Suíça que foi pioneiro nesta forma de aceitação de pagamentos, “o que fez com que esse hotel se tivesse colocado na vanguarda e utilizasse isso mesmo para se promover e destacar da restante concorrência. E com muito sucesso”.

Voltando à comparação com o setor do retalho, o CEO da Fast Future referiu que o turismo deve e tem de adaptar esta nova forma de estar junto do cliente e dar-lhe “mais possibilidade de interagir com as ofertas que poderão surgir. O digital traz possibilidades infinitas, disse Talwar. “Ainda para mais quando entre 60 a 70% da população mundial nunca irá visitar um destino”. Por isso, colocou a questão: “como ir buscar esse cliente/viajante?”. A resposta surge, naturalmente, sob a forma do digital. “Há que definir estratégias, mas é preciso sempre adaptá-las a uma oferta que está em constante mutação e desenvolver novos padrões de consumo e de venda”.

E será através dessa componente digital que Talwar acredita que se criará uma “maior ligação com o cliente” e, logo, uma “maior fidelização e transmissão de confiança”.

Metaverso como nova experiência
É aqui que também entre o Metaverso, forma que deverá ser encarada como “uma extensão do alcance da experiência”. E se poderão existir milhões que nunca irão utilizar o Metaverso, Talwar salienta o facto de, atualmente, “não se pode estar a definir estratégias para o hoje, mas para o futuro”. E segundo ele, o futuro pertence às novas gerações.

“A escala que se pode alcançar com o Metaverso é incalculável”. E deu como exemplo um concerto da Ariana Grande que, em duas datas, teve mais de 70 milhões de pessoas a ligarem-se ao evento, situação que nunca ocorreria num concerto presencial, bem como as receitas obtidas em merchadinsing. “Ora, porque não fazer isso nas viagens e turismo?”.

“Há uma geração que está online e continuará a estar online e é preciso comunicar com esse cliente”; frisando que esta é uma nova forma de promover os destinos.

No campo dos colaboradores, Talwar deixou uma pergunto à audição da sessão: “Quantos de vocês, líderes do setor das viagens e turismo ouvem os vossos colaboradores que vos apresentam ideias novas?”. Por isso, admite, “é preciso ouvir o que está a acontecer à nossa volta e dar força às pessoas com pensamentos disruptivos. É preciso ouvir, adaptar e evoluir. É preciso considerar cenários radicais. Podemos não gostar desses cenários, mas atualmente são uma tendência. Quem conseguir adaptá-los o mais rapidamente estará na linha da frente”, admitiu.

Rohit Talwar terminou a sua intervenção com uma questão: “Se tivesse de iniciar o seu negócio nos dias de hoje, o que faria? Como definiria a estratégia para o negócio e como iria estar junto do cliente?”.

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Este não é o momento para se discutir a semana de quatro dias, admitem CCP e CTP

As duas Confederações (CTP e CCP) admitem ser “prematuro” discutir este tema, até porque existem outras prioridades a ter em conta no atual e futuro cenário económico.

Publituris

A Confederação do Comércio e Serviços (CCP) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) consideraram que este não é o momento para se discutir a semana de quatro dias de trabalho, defendendo que há outras prioridades.

As posições dos presidentes das duas confederações patronais foram proferidas à entrada da reunião da Concertação Social, onde o Governo apresentou aos parceiros o projeto-piloto da semana de quatro dias de trabalho.

O presidente da CTP, Francisco Calheiros, disse ser “prematuro” discutir o tema, semanas depois da assinatura do acordo de rendimentos e competitividade e numa altura em que o parlamento acabou de aprovar na generalidade a proposta de Orçamento do Estado para 2023, faltando ainda a discussão na especialidade.

“Acabámos de assinar um acordo de competitividade e de salários no sentido de se poder aumentar os salários e, neste momento, quando vamos analisar um estudo que passa de cinco para quatro dias a semana de trabalho, é uma diminuição de 20% da produtividade. Não estou a ver como conjugar estas duas situações”, considerou Francisco Calheiros.

Já para o presidente da CCP, João Vieira Lopes, “não era um tema prioritário para apresentar na Concertação Social, depois do acordo [sobre rendimentos e competitividade] em que há muitos aspetos a concretizar”.

Sobre o projeto da semana de quatro dias, Vieira Lopes disse não ver “qualquer inconveniente em que se façam experiências”, mas salientou que “não se justificava” uma reunião da Concertação Social “só para isso” havendo questões “tão prioritárias como o problema da energia” ou a concretização do acordo de rendimentos assinado há poucas semanas.

O presidente da CCP considerou que pode haver empresas “com perfil” para a implementação da semana de quatro dias, como é o caso das empresas “na área das tecnologias, da cultura, da criatividade, da publicidade”, mas antevê dificuldades em empresas com atendimento ao público.

“Tudo o que tenha a ver com horários de abertura ao público, isso implicaria contratar mais gente o que, além de ser um aumento de custos, não há pessoas [para contratar]”, afirmou.

O Governo apresentou na Concertação Social o projeto-piloto da semana de quatro dias de trabalho, cuja experiência deverá arrancar em junho de 2023 em empresas do setor privado, podendo mais tarde ser estendido à administração pública.

Segundo o documento do Governo, a experiência-piloto em 2023 será aberta a todas as empresas do setor privado e terá a duração de seis meses, sendo voluntária e reversível e sem contrapartidas financeiras, providenciando o Estado o suporte técnico e administrativo para apoiar a transição.

Segundo o executivo, a experiência “não pode envolver corte salarial e tem de implicar uma redução de horas semanais”.

Uma vez que o Estado não oferece nenhuma contrapartida financeira, não será estipulado um número de horas semanais exatas, que “podem ser 32 horas, 34 horas, 36 horas, definidas por acordo entre a gestão e os trabalhadores”, mas a experiência tem de “envolver a grande maioria dos trabalhadores” da companhia, “exceto para grandes empresas, onde pode ser testado em apenas alguns estabelecimentos ou departamentos”.

A experiência-piloto da semana de quatro dias será coordenada por Pedro Gomes, autor do livro “Sexta-feira é o Novo Sábado”.

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Sustentabilidade e certificação dos destinos turísticos em discussão no Porto

Durante um dia, a sustentabilidade e a certificação dos destinos turísticos estarão em debate, num evento organizado pela Th1nk e o ISAG.

Publituris

A Th1nk, consultora de estratégia e de negócio no Turismo, que atua em áreas como a certificação, o marketing e a produção de eventos, em parceria com o ISAG – European Business School (Porto), organiza na quinta-feira, 3 de novembro, uma conferência dedicada à “Sustentabilidade e a Certificação dos Destinos Turísticos”, no Auditório Consuelo Viera da Costa do ISAG-EBS, no Campos Salazares, no Porto.

Elvira Vieira, diretora-geral da instituição de Ensino Superior, que terá a cargo a sessão de abertura do evento, juntamente com a Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, explica que ao longo do dia, três painéis de oradores “com responsabilidades de grande relevo e visões claras sobre o Turismo” irão contribuir para o debate.

“Os destinos turísticos – a importância da certificação” será o primeiro tema em debate, com um painel que conta, entre outros, com representantes do Turismo Porto e Norte e do Turismo do Centro. A Coordenadora da Licenciatura em Turismo do ISAG-EBS, Susana Mesquita, conduzirá a conversa que irá destacar os parâmetros de atribuição da certificação e também a sua importância crescente para o Turismo em diversas regiões, nomeadamente, as do interior.

O segundo painel, dedicado ao “Turismo Sustentável enquanto motor/fator de desenvolvimento local/regional”, terá o Centro Estratégico de Inovação Territorial e CIM do Tâmega e Sousa, entre as entidades representadas e contará com moderação de Manuel Sousa, docente do ISAG-EBS. A importância do Turismo Sustentável como força de um mercado progressivamente mais exigente e atento será colocada em epígrafe, bem como as estratégias locais e regionais que o situem lado a lado com um crescimento social e económico, fundamental para os municípios.

A terminar o evento, dá-se lugar à “Promoção de destinos turísticos – evolução e boas práticas”, focando o debate nas estratégias de marketing que muitas cidades do mundo têm adotado para se autovalorizarem e distinguirem no mapa. O Turismo de Portugal será uma das presenças de destaque, numa conversa moderada pelo docente do ISAG-EBS Joel Cleto.

Para Pedro Mendes, Managing Partner da Th1nk, “o desafio de criar este evento nasceu da ambição de promover estratégias de valorização territorial, proporcionando, por um lado, uma visão altamente especializada do setor e, por outro lado, dando voz aos próprios destinos turísticos, para que se inspirem uns aos outros pelas suas histórias, práticas e experiências”.

Este responsável da Th1nk diz ainda que “o processo de certificação de um destino é criterioso e exigente, mas queremos, neste evento, desmistificá-lo, através da partilha da experiência de territórios portugueses que têm vindo a trabalhar neste sentido”.

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Nova edição: Os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2022

A nova edição do Publituris destaca os Portugal Travel Awards, entregues no dia 18 de outubro, na Quinta da Pimenteira. Mas há mais: as principais conclusões da VI Cimeira da CTP, “Euvoo”, a última edição da SUTUS, entrevista WTM London e um dossier sobre os cruzeiros.

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A próxima edição do Publituris tem como destaque os vencedores dos Portugal Travel Awards 2022. Três anos após a última edição, os prémios levaram a eleição 104 nomeados em 15 categorias, havendo ainda lugar para a atribuição do Prémio “Belmiro Santos”.

Eis a lista dos vencedores:

Melhor Companhia de Aviação – Emirates
Melhor Rent-a-Car – Europcar
Melhor Operador Turístico – Solférias
Melhor Rede de Agências de Viagens – Viagens Abreu
Melhor Cadeia Hoteleira – Pestana Hotel Group
Melhor Hotel 5* – Six Senses Douro Valley
Melhor Hotel 4* – Hotel Vila Galé Collection Alter Real
Melhor Hotel 3* – Rio do Prado
Melhor Hotel Resort – Pine Cliffs Hotel, The Luxury Collection Algarve
Melhor Boutique Hotel – Valverde Hotel
Melhor Hotel de Cidade – M’AR de AR Muralhas
Melhor Hotel MICE – NAU Salgados Palace
Melhor Hotel de Praia – Sublime Comporta
Melhor Campo de Golfe – Dom Pedro Victoria Golf Course
Melhor Região de Turismo Nacional – Centro
Prémio Belmiro Santos – José Theotónio

Além deste destaque, esta edição faz ainda um balanço do que foi a VI Cimeira do Turismo, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP). Políticos, dirigentes e empresários passaram pelo palco do evento para abordar o “Turismo e o Novo Mundo”. Foram unânimes de que o que aí vem não é bom sinal para a economia, e, consequentemente, para uma atividade tão importante como o Turismo.E como é uma incógnita, não há receitas prescritas.

Durante a cimeira houve, também, destaque para a história de 50 anos do grupo hoteleiro criado por Dionísio Pestana. Meio século depois da fundação, o grupo espera fechar este ano com 107 hotéis, mais de seis mil trabalhadores e com receitas recorde de 500 milhões de euros.

Na distribuição, fomos conhecer a proposta da “Euvoo”. Nascida em 2017, esta agência de vinagens, com sede em Coimbra, assegura que toda a gente pode viajar, em Portugal e pelo mundo, e vivenciar as experiências na sua plenitude, sem exceção, no âmbito de um turismo inclusivo.

A mais recente edição da SUTUS – Space & Underwater Tourism Universal Summit, que decorreu de 28 a 30 de setembro, voltou a abordar as novidades do turismo espacial e subaquático. Este ano, além da criação da agência espacial espanhola, falou-se de turismo lunar, hotéis espaciais e dos passeios subaquáticos que já se podem realizar nas Canárias e que, em breve, devem chegar a outras localizações em Espanha.

O “dossier” desta edição leva-nos ao universo dos cruzeiros que, após dois anos de pandemia, mostram-se otimistas em relação a 2023. Com a reabertura de grande parte dos destinos do mundo e o fim da maioria das restrições relacionadas com a pandemia, as expectativas estão em alta, assim como as reservas.

A menos de um mês do arranque do World Travel Market London 2022, tivemos à conversa com a nova diretora de uma das maiores feiras do mundo do turismo, Juliette Losardo, que admite que “as novas gerações escolhem as viagens de lazer com base na experiência e não simplesmente pelo destino”.

Além do Pulse Report, uma parceria entre o Publituris e a GuestCentric, as opiniões pertencem a Carlos Torres (jurista e professor da ESHTE), Jaime Quesado (economista e gestor), Ana Jacinto (AHRESP), João Neto Azevedo (mestre em Turismo) e Jorge Mangorrinha (pós-doutorado em Turismo), António Paquete (economista) e Gonçalo de Salis Amaral (Neves de Almeida).

Boas leituras!

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Mensagem do Presidente da República nos Publituris Portugal Travel Awards 2022 (vídeo)

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deixou uma mensagem a todos os convidados dos Publituris Portugal Travel Awards 2022.

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E os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2022 são …

Os Publituris Portugal Travel Awards 2022 estão entregues. 15 vencedores, mais o Prémio Belmiro Santos, num evento que contou com mais de 370 pessoas.

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Foram entregues os Publituris Portugal Travel Awards 2022, numa cerimónia que decorreu esta terça-feira, dia 18 de outubro, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa, e que contou com a presença de mais de 370 pessoas.

Presentes nos Publituris Portugal Travel Awards 2022 estiveram a Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques; presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo; presidente da CTP, Francisco Calheiros; presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira; presidentes do Turismo do Centro e Alentejo, Pedro Machado e Vítor Silva, respetivamente; presidente da ERT de Lisboa, Vítor Costa; secretária-geral da AHRESP, Ana Jacinto, vice-presidente da AHP, Cristina Siza Vieira; presidente da APECATE, António Marques Vidal; presidente da ADHP, Fernando Garrido, entre outras personalidades ligadas ao setor do Turismo nacional.

Os vencedores foram:

COMPANHIA DE AVIAÇÃO – EMIRATES
RENT-A-CAR – EUROPCAR
OPERADOR TURÍSTICO – SOLFÉRIAS
REDE AGÊNCIAS DE VIAGENS – VIAGENS ABREU
CADEIA HOTELEIRA – PESTANA HOTEL GROUP
HOTEL 5* – SIX SENSES DOURO VALLEY
HOTEL 4* – HOTEL VILA GALÉ COLLECTION ALTER REAL
HOTEL 3* – RIO DO PRADO
HOTEL RESORT – PINE CLIFFS HOTEL, THE LUXURY COLLECTION ALGARVE
BOUTIQUE HOTEL – VALVERDE HOTEL
HOTEL DE CIDADE – M’AR DE AR MURALHAS
HOTEL MICE – NAU SALGADOS PALACE
HOTEL DE PRAIA – SUBLIME COMPORTA
CAMPO DE GOLFE – DOM PEDRO VICTORIA GOLF COURSE
REGIÃO DE TURISMO NACIONAL – CENTRO
PRÉMIO BELMIRO SANTOS – JOSÉ THEOTÓNIO, CEO do Pestana Hotel Group

De referir que na edição de 2022 dos Publituris Portugal Travel Awards estiveram 104 nomeados a concurso em 15 categorias. Os nomeados foram escolhidos pela equipa do Publituris e os vencedores eleitos por uma média ponderada entre os votos do júri (45%), dos assinantes do Publituris (45%) e subscritores da newsletter diária (10%).

Parabéns aos vencedores!

Os Publituris Portugal Travel Awards contaram com o apoio do Turismo de Lisboa, patrocínio do Novo Banco, Mapfre Assistência, Nescafé, Amadeus e Imppacto e como parceiros a GR8 Events, Movielight, Multislide, Providers e HCollective.

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António Costa e Silva: “Precisamos de usar o exemplo do turismo para desenvolver outros setores da economia”

A afirmação foi feita esta sexta-feira, 14 de outubro, pelo ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva, que demonstrou o seu apoio a este setor na sessão de abertura do Congresso da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.

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Esta sexta-feira, 14 de outubro, arrancou o Congresso da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal no Convento de São Francisco, em Coimbra, sob o tema “Sustentabilidade: Utopia ou Sobrevivência”.

A sessão de abertura contou com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro de Portugal (TCP), Francisco Veiga, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra e António Costa e Silva, ministro da Economia e do Mar. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, marcou presença através de um vídeo, onde deixou um agradecimento à AHRESP pelo seu trabalho “em tempos tão difíceis”

Nesta primeira sessão, António Costa e Silva demonstrou o seu apoio ao setor, defendendo que, ao invés de criticar o turismo, é necessário “usar o [seu] exemplo para fomentar e desenvolver todos os outros setores da economia”.

A afirmação foi feita depois do ministro enumerar que este setor “cresceu cerca de 60% em quatro anos, até 2019”, ano em que registou “27 milhões de visitas de hóspedes, com receitas de 18.4 mil milhões de euros”.

Apesar de em 2020 e 2021 o setor turístico ter sido “profundamente afetado pela pandemia”, tendo recuado “em dois anos 24 anos ao nível das dormidas, e 11 anos ao nível das receitas”, o ministro acredita que os valores acima descritos são “a demonstração clara de que conseguimos fazer as coisas”, além do setor ter dado “uma resposta extremamente positiva” em 2022 – lembrando que este ano está esperado que a economia portuguesa cresça “cerca de 6,5%”.

Na sua intervenção, o ministro referiu ainda “um desafio gritante” do futuro, o dos recursos humanos, defendendo que “sem reforçarmos a nossa força produtiva, o país não vai ser capaz de crescer de forma consistente”.

Garantir a sustentabilidade ambiental e dos negócios

Sobre o tema do congresso, Pedro Machado referiu nesta sessão de abertura que espera que o congresso possa esclarecer vários pontos, nomeadamente como é que o setor pode contribuir para a “mitigação das alterações climáticas sem travar o crescimento”.

“A questão central e estratégica deste congresso, do meu ponto de vista, é como a sustentabilidade vai mudar o mundo e como é vai impactar os negócios”, afirmou o presidente do TCP.

Um dos outros pontos referidos nesta sessão de abertura esteve relacionado com a aplicação de taxas turísticas nalguns municípios, com Pedro Machado a referir a presença da AHRESP junto do Turismo Centro nesta discussão: “a preocupação foi sempre perceber se o Estado suporta, comporta o impacto que uma implementação de uma taxa, se é ou não compaginada com aquilo que é a sua atratividade”, referiu.

Sobre este ponto, o vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Francisco Veiga, em representação do autarca da cidade, aproveitou a sua intervenção para referir que relativamente à implementação da taxa turística a partir de janeiro de 2023 “não há nenhuma intenção deliberada de prejudicar o sector, muito pelo contrário”.

“Toda a receita gerada pela aplicação da taxa turística no setor de hotelaria e alojamento local será integralmente aplicada para promover o desenvolvimento da atividade económica e turística numa vertente social e sustentável, criando mais e melhores condições. Será cobrada sobre as dormidas remuneradas até um máximo de três noites por pessoas e por estadia, estando, no entanto, previstas várias situações de exceção, isenção”, assegurou.

O congresso da AHRESP, que reúne mais de 60 oradores em duas sessões plenárias e 12 sessões paralelas, decorre até este sábado, 15 de outubro.

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Universidade Europeia debate os desafios e oportunidades do setor do Turismo

“New Tourism – Challenges and Opportunities” é o título da conferência promovida pela Universidade Europeia para debater os assuntos mais relevantes na atualidade da agenda do setor do turismo.

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A Universidade Europeia promove a conferência “New Tourism – Challenges and Opportunities”, nos dias 17 e 18 de outubro, no Campus da Quinta do Bom Nome em Carnide, numa iniciativa da Área de Turismo & Hospitalidade da Faculdade de Ciências Sociais e Tecnologia (FCST).

O 1.º dia da Conferência arranca com a Mesa-Redonda ‘As tendências do turismo e o papel dos novos Intervenientes do setor’, moderada pelo professor Paulo Marques. Presentes estarão Elmar Derkitsch, do Lisbon Marriot Hotel, que falará do ‘Hotel do Futuro – Inovação & Tendências na hotelaria’, Gonçalo Castel-Branco, do Presidential, que falará de ‘Comboios de ontem, projeto de Amanhã’, e Francisco Moser, da Norfin, que abordará ‘Que futuro para o Retail e operação turística?’

Durante a tarde, Luís Araújo, do Turismo de Portugal, falará de “Redes Colaborativas”, seguindo-se uma Mesa-redonda sobre “A importância das redes para a criação de relações entre a academia e o mercado”, moderada pela professora Sofia Almeida. Esta mesa-redonda vai contar com a presença de Sara Sardinha, que fará uma apresentação da ToursForYou (Operador Turístico de segmento de Luxo) especialistas em desenhar experiências à medida, Ana Jacinto, da AHRESP, que apresentará o Projeto Taste Portugal (Rede internacional de restaurantes portugueses no mundo), e Rita Machado, VP Sales Manager, que falará da Rede Great Hotels of the World: The Bleisure Experience.

A professora Anabela Monteiro fará a abertura da sessão, no dia 18 de outubro, e Greg Richards (Tilburg University) apresenta a palestra “Tourism development trajectories: From service industry to travel curation”. Segue-se a mesa-redonda dedicada ao tema ‘Investigação no novo Turismo – principais drivers’, que terá como oradores Cláudia Seabra (CEGOT, Faculdade de Letras, Dep.Geografia e Turismo, Universidade de Coimbra), Ana Cláudia Campos (CinTurs, Research Centre for Tourism, Sustainability and Well-being da Universidade do Algarve), Ana Gonçalves (Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril; CEG-IGOT, Universidade de Lisboa; CiTUR – Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo). A moderação estará a cargo da professora Sofia Lopes.

Durante a tarde, o Presidente da Região de Turismo do Centro, Pedro Machado, fará a apresentação do tema ‘A recuperação do destino Serra da Estrela – desafios da liderança’. Segue-se a mesa-redonda dedicada ao tema ‘Desafios da Liderança e Gestão de Crise’, que terá como oradores Cristina Siza-Vieira (Associação de Hotéis de Portugal), Ricardo Bramão (Associação Portuguesa dos Festivais de Música), António Marques Vidal (Associação portuguesa de Empresas, de Congressos, Animação Turística e Eventos de Portugal), sendo moderada pela Professora Gabriela Silva Marques. A professora Ana Passos, Vice-reitora da Universidade Europeia fará o encerramento dos trabalhos.

“Por sermos uma universidade de referência na área do turismo e gestão hoteleira queremos escutar os profissionais e os investigadores para debater os assuntos mais relevantes na atualidade da agenda do setor, adaptando as principais conclusões do evento às boas práticas de ensino, investigação e transferência de conhecimento para o mercado”, afirma a reitora da Universidade Europeia, Hélia Gonçalves Pereira.

O evento é gratuito e aberto à comunidade académica, sujeito a inscrição.

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