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RENA considera “inaceitável” apelidar companhias aéreas de irresponsáveis

Presidente da RENA, Paulo Geisler, critica as palavras do primeiro-ministro aquando do anúncio do agravamento das multas para as companhias que transportem passageiros sem teste negativo e considera a medida “desproporcionada”.

Inês de Matos
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RENA considera “inaceitável” apelidar companhias aéreas de irresponsáveis

Presidente da RENA, Paulo Geisler, critica as palavras do primeiro-ministro aquando do anúncio do agravamento das multas para as companhias que transportem passageiros sem teste negativo e considera a medida “desproporcionada”.

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O presidente da RENA – Associação das Companhias Aéreas em Portugal, Paulo Geisler, considera “inaceitável” que o primeiro-ministro, António Costa, tenha apelidado as companhias aéreas de irresponsáveis, quando anunciou um agravamento das multas até 20 mil euros para as companhias aéreas que transportem passageiros sem teste negativo à COVID-19.

Numa publicação no Linkedin, Paulo Geisler começa por dizer que a “generalização, desresponsabilização governativa e intimidação nunca foram boas práticas”, para depois considerar que as palavras de António Costa não são aceitáveis, tendo em conta o papel fundamental das companhias aéreas.

“É, no mínimo, inaceitável apelidar as companhias aéreas  de irresponsáveis, tratando-se de um dos setores mais afetados pela atual conjuntura mas que, mesmo assim, mais tem ajudado no combate à pandemia, quer através do transporte de vacinas, testes, material de proteção e mercadorias, quer através do transporte de passageiros para a retoma da Economia”, considera o responsável, numa publicação datada desta sexta-feira, 26 de novembro.

Além das palavras de António Costa, Paulo Geisler é também crítico da própria medida anunciada pelo líder do executivo, que diz que “não faz qualquer sentido no contexto atual”, é desproporcional e vai “prejudicar ainda mais” a aviação, que já foi “um dos setores mais afetados pela pandemia”.

“O aumento da moldura contra-ordenacional é totalmente desproporcionado e excessivo, sobretudo tendo em conta que se trata de uma obrigação ou dever acessório da companhia, que age em substituição do Estado”, defende o responsável, considerando que as “políticas de saúde pública são uma incumbência do Estado que deve ser financiada por recursos próprios do Estado, não por esbulho ou confisco de operadores económicos”.

Recorde-se que esta quinta-feira, 25 de novembro, no final do Conselho de Ministros, António Costa anunciou o regresso do estado de calamidade e várias medidas para impedir a subida dos casos de COVID-19, incluindo o agravamento das multas para as companhias aéreas que transportem passageiros sem teste negativo.

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Tempo de espera no aeroporto de Lisboa baixou uma hora entre maio e setembro

O tempo de espera passou, segundo o SEF, de uma hora e 50 minutos para 50 minutos.

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O tempo máximo de espera no aeroporto de Lisboa baixou uma hora entre maio e setembro, passando de uma hora e 50 minutos para 50 minutos nos quatros meses de aplicação do plano de contingência, anunciou hoje o SEF.

O balanço do plano de contingência que esteve em vigor nos postos de fronteira aérea dos aeroportos nacionais entre junho e setembro para fazer face ao aumento de passageiros no período do verão foi hoje feito no Ministério da Administração Interna (MAI), em Lisboa.

O diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Fernando Silva, esclareceu que os tempos de espera são registados pela ANA – Aeroportos de Portugal.

Fernando Silva disse também que o tempo de espera que serviu de modelo e é registado pela ANA “é o tempo máximo de espera que um passageiro em cada dia espera no controlo de fronteira”.

“Em maio deste ano, o tempo máximo que um passageiro esperava no aeroporto de Lisboa era de uma hora e 50 minutos e foi possível reduzir entre junho e setembro para 50 minutos”, precisou, sublinhando que o resultado está “em linha com os melhores resultados que se registam na Europa”.

Entre junho e setembro, o SEF controlou 7,2 milhões de passageiros nas chegadas e partidas, sendo a maioria do Reino Unido, Portugal, Brasil e Irlanda.

O plano de contingência do SEF para os aeroportos portugueses durante os meses de verão incluiu um conjunto de medidas que começaram a ser aplicadas em junho e entraram gradualmente em vigor até ao início de julho.

Entre as medidas constou um reforço de 200 inspetores e de 168 agentes da PSP e várias soluções tecnológicas e operacionais.

O diretor do SEF avançou também que, em quatro meses, 610 pessoas foram impedidas de entrada no país, 158 foram detidas nos postos de fronteira, sendo a maioria por utilização de documentação falsa ou sem visto de entrada, e feitos 211 pedidos de asilo, números que aumentaram face aos anos anteriores.

Também presente na cerimónia, o presidente do Conselho de Administração da ANA, José Luís Arnaut, fez um balanço positivo do plano, sublinhado que as dificuldades surgiram porque existiu um fluxo de turismo superior ao espetável, mas que foram ultrapassadas.

“O esforço do SEF e da PSP permitiram que, com o preenchimento desde cedo e até tarde das cabines e do sistema das boxes existentes, a infraestrutura corresponde aos fluxos”, disse, apelando para que se comece a pensar no verão de 2023.

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Aumento das taxas proposto pela ANA “prejudicará a recuperação do turismo em Portugal”, diz Ryanair

Tal como a TAP já o tinha feito, também a Ryanair vem agora criticar o aumento das taxas proposto pela ANA, considerando que irá “prejudicar irreparavelmente a competitividade de Portugal” e dá como exemplo o caso espanhol.

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A Ryanair condenou esta sexta-feira, 7 de outubro, a proposta da ANA de aumentar as taxas aeroportuárias em até 15%, a partir de 2023, admitindo que tal medida “prejudicará a recuperação do turismo em Portugal”.

“Não há justificação para um aumento de 15% nas já elevadas taxas aeroportuárias da ANA, especialmente quando o tráfego aéreo e turístico português ainda está a recuperar após a pandemia e deve ser apoiado com taxas aeroportuárias mais baixas”, considera a companhia aérea low-cost irlandesa, em comunicado.

Recorde-se que no dia 4 de outubro, a ANA, que pertence à francesa VINCI, confirmou que a apresentação de uma “proposta de atualização das taxas aeroportuárias reguladas com data de entrada em vigar a 1 de fevereiro de 2023, seguindo o novo modelo previsto no contrato de concessão para o período 2023 até ao final da concessão”.

De acordo com a Ryanair, este aumento proposto “irá prejudicar irreparavelmente a competitividade de Portugal, uma vez que os países vizinhos continuam a oferecer incentivos para estimular a recuperação do tráfego e do turismo” fazendo referência a Espanha onde a AENA “estende o seu esquema de recuperação do tráfego de Verão para o Inverno”.

Elena Cabrera, a Country Manager da Ryanair para Portugal, frisa que “não há justificação para o aumento excessivo das taxas aeroportuárias pela ANA, especialmente quando Portugal ainda está a recuperar da pandemia”.

A responsável pela operação d Ryanair no nosso país conclui ainda que “a ANA está a prejudicar irreparavelmente a competitividade de Portugal com este aumento excessivo e injustificado até 15% das taxas, o que não fará mais do que aumentar as tarifas aéreas e o tão necessário turismo em Portugal”.

Já anteriormente, a TAP tinha-se mostrado “bastante preocupada” com a intenção da empresa que gere os aeroportos nacionais de aumentar as taxas aeroportuárias, considerando que se trata de uma medida “desproporcionada” e que vai acabar por ter “impacto nos preços das viagens para os residentes em Portugal” e na competitividade do país enquanto destino turístico.

Na altura, a companhia aérea nacional considerara também que o impacto do aumento das taxas, somado à forte subida no preço dos combustíveis, vai levar a “um aumento dos custos das companhias aéreas”, que terá “impacto nos preços das viagens para os residentes em Portugal” e que pode também afetar “a competitividade de Portugal como destino turístico”.

 

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Turkish Airlines transportou 7,3 milhões de passageiros em setembro

Companhia aérea turca transportou um total de 7,3 milhões de passageiros e registou um load factor de 85,4% nos voos operados em setembro.

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A Turkish Airlines transportou, em setembro, um total de 7,3 milhões de passageiros e registou um load factor de 85,4% nos voos operados, depois de ter aumentado a capacidade disponibilizada em 15,9% face a igual mês de 2019.

Num comunicado divulgado esta sexta-feira, 7 de outubro, a Turkish Airlines revela que, em setembro, alcançou um load factor de 90,2% nos voos domésticos e de 84,9% nos voos internacionais.

No acumulado até setembro, os resultados também são positivos, uma vez que a Turkish Airlines transportou já 53.9 milhões de passageiros, registando um load factor global de 79.7%.

A companhia aérea turca revela que, entre janeiro e setembro, o load factor dos seus voos domésticos foi de 86,6%, enquanto a ocupação dos voos internacionais chegou aos 79%.

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, a Turkish Airlines disponibilizou uma capacidade de 150,9 mil milhões de ASK (lugares por quilómetro), indicador que apresentou uma forte subida face aos 140,6 mil milhões de ASK que tinham sido disponibilizados em igual período de 2019.

Em setembro, a Turkish Airlines operou ainda um frota composta por 390 aeronaves

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Norwegian transportou 1,9 milhões de passageiros em setembro

Em setembro de 2022, a Norwegian transportou quase o dobro dos passageiros do mesmo período de 2021. Segundo a companhia, as viagens de negócios deram um impulso.

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A Norwegian transportou, no mês de setembro de 2022, perto de 1,9 milhões de passageiros, correspondendo a uma subida de 92% face aos 977 mil de a igual período de 2021. Este aumento deve-se, também, e segundo a empresa, “ao regresso das viagens de negócios”, referindo a Norwegian que a ocupação média foi superior a 85% no período em análise.

Geir Karlsen, CEO da Norwegian, refere na nota que comunica os resultados que, “setembro foi outro mês movimentado para viagens dentro, de e para os nórdicos”. Já quando à próxima temporada de Outono/Inverno, Karlsen salienta que “notamos uma procura particularmente alta por destinos internacionais, tanto cidades como praias”, adiantando ainda que os passageiros nórdicos “continuam a ter um forte desejo de viajar para o exterior”.

Além disso, o CEO da Norwegian destaca ainda o facto de o mercado corporativo “estar a retornar após a temporada de verão. O número de viajantes corporativos está agora a níveis pré-pandemia para nossas rotas comerciais domésticas mais frequentadas na Noruega”.

De referir ainda que, em setembro, a Norwegian operou uma média de 67 aviões, tendo completado 98,9% dos voos programados. No que diz respeito à pontualidade, a companhia aérea norueguesa indica um nível de 80,1%, embora saliente que 95% de todos os voos chegaram dentro do espaço de uma hora do previsto para a sua chegada.

Para 2023, a companhia diz estar “bem preparada para enfrentar o período mais calmo da temporada de inverno através de um planeamento rigoroso de rotas, termos flexíveis de locação de frota por meio de acordos de pagamento por hora, bem como acordos com os sindicatos”.

Para fazer face ao calendário de verão de 2023 e a uma “oferta aprimorada” para destinos populares de cidades e praias em toda a Europa, a Norwegian contratou mais 700 novos colaboradores para todas as bases”.

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easyJet antecipa vendas para o verão de 2023

A easyJet já abriu as vendas para viagens que decorram entre 9 de maio e 30 de setembro de 2023, cujos preços começam nos 29,99 euros.

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A easyJet decidiu antecipar as vendas de viagens para o verão do próximo ano e iniciou esta quinta-feira, 6 de outubro, a comercialização de toda a sua programação de voos para o período entre 9 de maio e 30 de setembro.

“Estamos muito satisfeitos por colocar à venda a nossa programação para o verão de 2023, para que os clientes tenham ainda mais possibilidades de reservar as suas viagens atempadamente. A easyJet oferece uma vasta rede de destinos de praia e de cidade por toda a Europa, agora a partir de 29,99 euros”, congratula-se José Lopes, diretor da easyJet Portugal. 

Em Portugal, a easyJet cobre mais de 80 destinos, num total de 8,2 milhões de lugares disponíveis, que incluem rotas como Porto-Ibiza, Porto-Palma de Maiorca, Lisboa-Nice ou Lisboa-Genebra.

“A easyJet está a fazer uma forte aposta no mercado português, com novas rotas e mais frequências, e oferece oportunidades imperdíveis para os destinos preferidos dos portugueses”, acrescenta José Lopes, citado num comunicado enviado à imprensa.

Recorde-se que a easyJet serve cinco aeroportos em Portugal, oferecendo voos diários para mais de 80 destinos na Europa.

As reservas devem ser realizadas online, através do site da easyJet.

 

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PLAY liga Porto a Reiquejavique no verão de 2023

Depois de Lisboa, também o Porto passar a ter ligação à capital islandesa a partir do verão de 2023.

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A PLAY, a companhia aérea low-cost islandesa, vai aumentar a sua oferta em Portugal no próximo verão de 2023 com dois voos por semana entre o Porto e Reiquejavique. A nova rota, operada com um Airbus Neo com 192 lugares, vai operar às terças-feiras e sábados e a PLAY vai ser a única companhia aérea a oferecer voos na rota.

Assim, a PLAY acrescenta a rota a partir do Porto depois do dos voos de e para Lisboa, passando a operar dois destinos em Portugal, salientando que, a partir de agora, “também os viajantes do norte de Portugal e das regiões adjacentes na Galiza e no noroeste de Espanha poderão voar diretamente para a Islândia no próximo verão”.

Em 2021, estimava-se que cerca de 1.300 portugueses viviam na Islândia, fazendo de Portugal o país com o sétimo maior número de estrangeiros na Islândia, atrás da Espanha e à frente do Reino Unido.

Os voos a partir do Porto para o verão de 2023 poderão ser reservados no site flyplay.com a partir desta quinta-feira, 6 de outubro, com tarifas a partir de 99 euros.

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Ryanair abre quatro novas rotas em Faro no inverno

A Ryanair vai disponibilizar um total de 30 rotas em Faro este inverno, incluindo quatro novas ligações que vão ligar a capital algarvia a Frankfurt, Luxemburgo, Madrid e Nuremberga.

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A Ryanair vai disponibilizar a maior programação de inverno de sempre em Faro, passando a oferecer 30 rotas entre a capital algarvia e destinos de  sol e city break, entre as quais se encontram quatro novas rotas, que vão ligar Faro a Frankfurt, Luxemburgo, Madrid e Nuremberga.

“A Ryanair tem o prazer de proporcionar a Faro e à região do Algarve mais escolha de rotas e conectividade, ao mesmo tempo que transporta mais turistas, contribuindo assim para o crescimento e economia da região durante a época de inverno”, destaca a companhia aérea.

As novas rotas estão já disponíveis para reserva através do site da Ryanair e apresentam preços desde 24,99 euros, valores promocionais válidos para viagens entre 22 de outubro e 23 de março de 2023, cujas reservas estão disponíveis até 8 de outubro.

“Temos o prazer de anunciar a nossa maior programação de inverno de sempre para o Algarve, que inclui quatro novas rotas para Frankfurt, Luxemburgo, Madrid e Nuremberga. Este Inverno, a Ryanair oferece aos seus clientes/visitantes do Algarve tarifas mais baixas e fiabilidade com os seus planos de viagem de inverno, uma vez que opera 3.000 voos diários”, indica Elena Cabrera, a Country Manager da Ryanair para Portugal e Espanha.

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IATA: Transporte aéreo encerra temporada alta com pico de procura em agosto

Em agosto, o tráfego aéreo global aumentou 67,7% face ao mesmo mês do ano passado e ficou a 73,7% dos níveis pré-crise, muito por culpa da reabertura de vários países na Ásia, segundo a IATA.

Inês de Matos

Em agosto, o tráfego aéreo global aumentou 67,7% face ao mesmo mês do ano passado e ficou a 73,7% dos níveis pré-crise, avança a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que atribui a subida ao aumento da procura internacional, principalmente na Ásia.

“A temporada de viagens de verão no Hemisfério Norte terminou em alta. Considerando as incertezas económicas predominantes, a procura por viagens está a progredir bem. E a remoção ou flexibilização das restrições de viagem em alguns dos principais destinos asiáticos, incluindo o Japão, certamente acelerará a recuperação na Ásia”, congratula-se Willie Walsh, diretor-geral da IATA.

Em agosto, tráfego internacional aumentou 115,6% em relação a agosto de 2021, com a procura a chegar a 67,4% dos níveis de agosto de 2019, com a IATA a indicar que “as maiores taxas de crescimento” foram registadas na Ásia.

Recuperação significativa no mês de agosto registou também o tráfego doméstico, com a IATA a apontar uma subida de 26,5% face ao oitavo mês de 2021, ficando a 85,4% do nível de agosto de 2019.

Por regiões, foi na Ásia Pacífico que o tráfego internacional de passageiros mais cresceu, num aumento que chegou aos 449.2%, enquanto a capacidade aumentou 167.0% e o load factor cresceu 40,1 pontos percentuais, fixando-se nos 78%.

“Embora a região tenha experimentado o crescimento mais forte ano a ano, as restrições de viagens que ainda existem na China continuam a dificultar a recuperação geral da região”, aponta a IATA, em relação à recuperação registada na região Ásia Pacífico.

No Médio Oriente, a recuperação também foi animadora, com a IATA a indicar um crescimento de 144.9% no tráfego internacional de agosto, enquanto a capacidade subiu 72.2% e o load factor aumentou 23,7 pontos percentuais, para 79,8%.

Na América do Norte, a subida do tráfego internacional chegou aos 110.4% e a capacidade de agosto subiu 69.7%, enquanto o load factor aumentou 16.9 pontos percentuais, para 87.2%, “o mais alto entre todas as regiões”, indica a IATA.

Na América Latina, houve ainda uma subida de 102.5% no tráfego aéreo internacional e de 80.8% na capacidade, enquanto o load factor cresceu 8.9 pontos percentuais, fixando-se nos 83.5%.

Na Europa, houve ainda um aumento de tráfego internacional de 78.8% e a capacidade subiu 48.0%, tendo-se registado ainda um crescimento de 14.7 pontos percentuais no load factor, que passou para 85,5%, o “segundo load factor mais alto, depois da América do Norte”.

Já em África os resultados de agosto foram mais modestos e o tráfego internacional cresceu 69.5%, enquanto a capacidade aumentou 45.3% e o load factor subiu 10,8 pontos percentuais, para 75,9%, “o mais baixo entre todas as regiões”, ainda que a IATA assinale que “o tráfego internacional entre África e as regiões vizinhas está próximo dos níveis pré-pandemia”.

 

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TAP está contra o aumento de taxas aeroportuárias e diz que medida é “desproporcionada”

A TAP considera que o aumento das taxas aeroportuárias vai ter “impacto nos preços das viagens para os residentes em Portugal” e na competitividade do país enquanto destino turístico.

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A TAP veio terça-feira, 4 de outubro, manifestar-se “bastante preocupada” com a intenção da empresa que gere os aeroportos nacionais de aumentar as taxas aeroportuárias, considerando que se trata de uma medida “desproporcionada” e que vai acabar por ter “impacto nos preços das viagens para os residentes em Portugal” e na competitividade do país enquanto destino turístico.

A preocupação da TAP prende-se com a intenção da ANA – Aeroportos de Portugal de aumentar, a partir de 1 de janeiro de 2023, as taxas aeroportuárias em 35 cêntimos por passageiro nos Açores, 79 cêntimos na Madeira, 80 cêntimos em Faro, 81 cêntimos no Porto e 1,53 euros em Lisboa.

“A TAP Air Portugal está bastante preocupada com a anunciada intenção de aumentar as taxas aeroportuárias revelada pelo concessionário dos principais aeroportos portugueses”, indica a TAP em comunicado, considerando que se trata de uma medida “desproporcionada” porque não têm existido investimentos significativos nos aeroportos e porque há uma série de “ineficiências e constrangimentos recorrentes” que afetam “o nível de serviço prestado” no aeroporto de Lisboa.

A TAP considera também que o impacto do aumento das taxas, somado à forte subida no preço dos combustíveis, vai levar a “um aumento dos custos das companhias aéreas”, que terá “impacto nos preços das viagens para os residentes em Portugal” e que pode também afetar “a competitividade de Portugal como destino turístico”.

“Estes aumentos contribuiriam também para agravar a situação económica da TAP Air Portugal, principal cliente dos aeroportos nacionais, dos passageiros aéreos em geral e dos passageiros portugueses em particular, especialmente os que vivem nas regiões autónomas”, admite ainda a companhia aérea.

A TAP queixa-se que os valores cobrados aos passageiros dos voos domésticos entre aeroportos portugueses ou com escala no hub de Lisboa “são já significativamente mais elevadas do que as cobradas nos aeroportos e hubs das principais companhias aéreas europeias que concorrem com a TAP”, assim como acontece também nos valores cobrados aos passageiros que viajam da Europa para o Brasil, Estados Unidos ou África.

A companhia aérea de bandeira nacional garante ainda que “será parte ativa no processo de consulta lançado pela ANA Aeroportos” e que “informará a ANAC e outras autoridades competentes da sua oposição determinada a estes aumentos das taxas aeroportuárias em Portugal”, bem como da necessidade de “encontrar uma abordagem diferente em relação às taxas aeroportuárias que possa funcionar como fator competitivo para a economia portuguesa”.

 

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KLM voa para 163 destinos este inverno e aumenta em 30% os voos em Portugal

De 28 de outubro de 2022 a 25 de março de 2023, a KLM voará para 92 destinos europeus e mais 71 intercontinentais. Em Portugal, companhia destaca o reforço em 30% no número de voos face ao período de inverno de 2019.

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A KLM oferecerá, no seu programa de inverno – de 28 de outubro de 2022 a 25 de março de 2023 – um total de 163 destinos: 92 europeus e 71 intercontinentais, anunciou a companhia aérea.

Entre os novos destinos de inverno na rede estão Nantes (França), Rovaniemi (Finlândia), Aarhus (Dinamarca) ou Katowice (Polónia), com a companhia a informar que irá continuar a operar os voos para Austin (Texas) nos EUA, que foram introduzidos no verão.

No que diz respeito à operação em Portugal, a KLM indica um crescimento mais de 30% este inverno face a período homólogo de 2019, fruto do aumento de frequências entre o Porto e Amesterdão-Schiphol, passando a operar dois voos diários em ambos os sentidos contra o voo por dia que tinha, em 2019.

Já de/para Lisboa e o hub da companhia nos Países Baixos, somar-se-á também mais um voo aos dois que a KLM tinha diariamente, em 2019. Assim, a capital portuguesa passar a ter três voos diários em ambos os sentidos, sendo a oferta complementada pela da sua parceira Air France, que prossegue os seus voos entre Lisboa ou o Porto e o hub da companhia em Paris-Charles de Gaulle (CDG).

O grupo também vai continuar a oferecer voos diretos em codeshare com o seu parceiro da joint venture transatlântica, a Delta Air Lines, a partir de Lisboa para Nova Iorque-JFK.

Europa
Além dos destinos já referidos em espaço europeu – Nantes (França), Rovaniemi (Finlândia), Aarhus (Dinamarca) ou Katowice (Polónia) – KLM vai aumentar o número de voos que opera para Teeside, Humberside, Cardiff, Southampton (Reino Unido) e Graz (Áustria). Também Nápoles (Itália) e Split (Croácia) passarão a ser servidas diariamente. serão oferecidas diariamente.

América do Norte
Este inverno, a KLM vai servir um total de 19 destinos na América do Norte (Canadá, EUA, México), o que equivale a mais 11% em lugares face a 2019. Assim, Los Angeles terá mais três voos semanais, passando para uma dezena o total de voos para a cidade americana. O serviço para Austin, lançado no verão, é continuado no inverno, bem como Cancun, introduzido em 2021.

Este inverno, a nova Premium Comfort Class da KLM vai estar disponível para reserva em vários destinos nos EUA e Canadá. Nesta classe, que combina elementos da Economy Class e da World Business Class, os clientes vão poder experimentar o novo conceito de serviço da KLM numa parte separada da cabine, com assentos confortáveis e muito espaço para as pernas.

Caraíbas
O número de lugares para as Caraíbas (especialmente as Antilhas Holandesas) aumenta mais de 20% este inverno face a 2019, com a KLM a servir Curaçao pelo menos 10 vezes/semana, com dois voos diários no Natal. O voo diário para Aruba – combinado com Bonaire – será operado com o maior avião da frota da KLM, o Boeing 777-300ER (408 lugares).

Tal como no inverno de 2021, a KLM também vai operar voos para Bridgetown (Barbados) e Port of Spain (Trinidad e Tobago) esta época de inverno.

América do Sul e África
A KLM irá aumentar em 6% o número de lugares disponíveis nos voos para a América do Sul este inverno face a 2021, operando voos diários para a Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru. Já a Costa Rica será servida quatro vezes por semana.

Já no continente africano, a KLM vai introduzir três voos adicionais por semana para a Cidade do Cabo (África do Sul), passando a ter, além do voo diurno diário, três voos noturnos por semana.

Neste inverno, a KLM dá, também, a possibilidade de voar para Zanzibar, combinado com Dar es Salaam (ambos na Tanzânia).

Além disso, vai ser progressivamente possível reservar a nova Premium Comfort Class da KLM nos voos para Nairobi e Dar es Salaam, salientando a KLM, em comunicado, que está a “reconfigurar mais aviões de longo curso para oferecer esta nova classe na próxima época”, iniciando com os seus Boeing 787 Dreamliners.

Ásia
Finalmente, para a Ásia, o número de lugares disponíveis vai aumentar 50% face a 2021, já que muitos destinos do Sudeste Asiático reabriram as portas aos visitantes estrangeiros.

Assim, os voos de/para Tóquio Narita vão ser de novo operados sem escalas neste inverno, embora estes mesmos voos continuem a ser desviados desde que o espaço aéreo russo foi fechado.

Os serviços para Kuala Lumpur (Malásia) – com destino a Jacarta (Indonésia) – também vão ser operados diretamente este inverno, em vez de serem servidos via Singapura.

A KLM também informa que o serviço para Bangalore (Índia), retomado o verão passado, vai continuar este inverno.

Para a China, os voos permanecerão limitados, indicando a KLM que vai voar para Xangai/Hangzhou três vezes por semana neste inverno com escala em Seul Incheon.

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