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Movimento de passageiros nos portos europeus cai para metade em 2020

Apontando as fortes restrições devido à pandemia da COVID-19, os dados do Eurostat indicam uma quebra de 188 milhões de passageiros nos portos da UE.

Victor Jorge
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Movimento de passageiros nos portos europeus cai para metade em 2020

Apontando as fortes restrições devido à pandemia da COVID-19, os dados do Eurostat indicam uma quebra de 188 milhões de passageiros nos portos da UE.

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De acordo com os dados revelados pelo Eurostat, o número total de passageiros embarcados e desembarcados nos portos da União Europeia (UE) ascendeu a 231 milhões, correspondendo a menos 188 milhões que no ano anterior de 2019, frisando a análise da entidade estatística europeia que esta quebra se deveu, fundamentalmente, “às fortes restrições colocadas no terreno devido à pandemia de COVID-19”.

Depois de quedas regulares entre 2008 e 2014, exceção feita ao ano de 2013, em que se registou uma subida de 0,3% face a 2012, o número total de passageiros embarcados e desembarcados nos portos da UE recuperou nos últimos cinco anos para atingir o pico de 419 milhões em 2019.

No que diz respeito aos portos, o Top 20 é responsável por 36% do total de passageiros (des)embarcados durante 2020 nos portos da UE. O ranking é liderado pelo porto italiano de Messina, com 7,7 milhões de passageiros, seguido por outro porto italiano (Reggio Di Calabria) com 7,5 milhões de passageiros. No terceiro e quarto lugares aparecem dois portos gregos (Paloukia Salaminas e Perama), ambos com 5,7 milhões de passageiros.

Certo é que todos os portos registaram quebras em 2020 face a 2019, com a maior descida a ser registada pelo porto de Calais, em França, com -61% face a 2019, caindo sete posições no ranking.

Portos como Similarly, Helsinquia (Finlând), Piraeus (Grécia), Tallinn (Estónia), Helsingborg (Suécia) e Helsingør (Elsinore; Dinamarca) registaram quebras superiores a 50% de 2019 para 2020.

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31% dos portugueses admitem recorrer a suportes online para agendar e pagar as férias

Aumento o uso dos sites e plataformas de comércio online por parte dos portugueses para comprar viagens, planear férias e reservar alojamentos, revela uma análise da Marktest.

O universo de portugueses que assume a intenção de comprar viagens ou reservar alojamentos para férias e fins-de-semanas em sites de e-commerce atingiu pela primeira vez os 31% no início deste ano, segundo dadas avançados pela Marktest.

O “Barómetro e-Commerce” assinala que “os sites e plataformas de comércio online são cada vez mais usados pelos portugueses para comprar viagens, planear férias e reservar alojamentos”.

A análise aos dados deste estudo da Marktest permite perceber também que a tendência de crescimento na preparação online das férias é ainda mais evidente entre os portugueses já habituados a comprar através de suportes digitais: entre a primeira vaga de 2021 do Barómetro e a primeira vaga de 2022, o universo de compradores que admite comprar férias online aumentou 7,7 pontos percentuais, para 50,8%.

No que respeita às plataformas relacionadas com férias a que os portugueses tinham recorrido nos 30 dias anteriores ao inquérito, a aplicação Booking liderava de forma destacada e registava um crescimento de 177 mil para 586 mil compradores entre a primeira vaga de 2021 e a primeira vaga de 2022 do Barómetro e-Commerce.

A alguma distância destes valores, com menos de 25 mil compradores em Portugal na primeira vaga de 2022, surgiam as plataformas digitais Airbnb, Odisseias, FlyTap e eDreams.

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Sevenair Academy adquire ativos da L3Harris em Portugal

Com esta aquisição, a Sevenair Academy passa a deter duas bases de formação (Cascais e Ponte de Sor) onde oferece mais de 30.000m2 de instalações e mais de 50 aeronaves e uma capacidade de treinar, em velocidade de cruzeiro, 400 novos alunos piloto por ano.

A Sevenair Academy adquiriu, em concurso fechado, os ativos de formação de pilotos da multinacional L3Harris, em Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, depois de esta ter anunciado, em maio, a intenção de sair de Portugal, encerrando, assim, a sua atividade.

A Sevenair refere, em comunicado, que “sendo Portugal a nossa base de operações, não poderíamos deixar de tentar fazer um movimento de consolidação e aumentar a nossa capacidade de formação, cujo crescimento tem sido afetado por fatores externos como restrições de tráfego aéreo, escassez de hangares, dificuldade e demora no fornecimento de aeronaves novas”.

Competindo com outros sete concorrentes, alguns deles internacionais de referência no setor da formação, fundos de investimento, entre outros, e após várias fases de seleção, a Sevenair apresentou a proposta vencedores, tornando-se, assim, na maior escola de formação de pilotos da Europa, com duas bases de formação (Cascais e Ponte de Sor) onde oferece mais de 30.000m2 de instalações, mais de 50 aeronaves na sua maioria com uma idade inferior a quatro anos, seis simuladores, um campus para alojar centenas de alunos e a experiência consolidada de 42 anos de atividade tendo formado milhares de profissionais.

Com esta operação, a Sevenair passa a ter a capacidade de treinar, em velocidade de cruzeiro, 400 novos alunos piloto por ano, na sua maioria alunos internacionais, assumindo que, depois desta aquisição, “pretendemos não só consolidar a nossa liderança do mercado nacional, mas claramente pretendemos crescer no mercado internacional, trazendo para Portugal centenas de alunos estrangeiros, algo que deve também orgulhar o país”, refere a companhia em comunicado.

“O nosso projeto, num investimento de vários milhões de euros, irá não só manter dezenas de postos de trabalho numa região onde cada um conta muito, como é o Alentejo, como irá fazer esse número aumentar substancialmente”, além de “projetar a região e o país internacionalmente com benefícios que têm um impacto extremamente positivo a nível direto e indireto”.

Com a aquisição, a Sevenair Academy está já a tomar posse dos vários ativos, tendo transferido na última semana 11 aeronaves, que se encontravam no Reino Unido, para Ponte de Sor e pretende iniciar o processo de certificação das instalações o quanto antes para que possa iniciar formação o mais rápido possível.

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TAP tem nova vogal do Conselho de Administração

Sofia Lufinha substitui Alexandra Reis, que tinha sido nomeada pelos anteriores acionistas da companhia aérea nacional e abandonou a TAP em fevereiro.

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A TAP tem, desde esta sexta-feira, 23 de setembro, uma nova vogal do Conselho de Administração, cargo que passou a ser ocupado por Sofia Lufinha, depois da saída, em fevereiro, de Alexandra Reis, avança a Lusa, que cita uma nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“A acionista única da TAP, a República Portuguesa, representada pela Direção Geral de Tesouro e Finanças, deliberou eleger a senhora engenheira Sofia Norton dos Reis Lufinha de Mello Franco como membro do Conselho de Administração da TAP, para o período remanescente do mandato em curso (quadriénio 2021/2024), com efeitos a contar de hoje”, lê-se na comunicação ao mercado.

Com a entrada de Sofia Lufinha, o Conselho de Administração (CA) da TAP passa a ser composto por Manuel Beja (presidente), Christine Oumières-Widener (vogal e presidente da Comissão Executiva), Gonçalo Pires (vogal), Ramiro Sequeira (vogal), Sílvia Gonzalez (vogal), Sofia Franco (vogal), Patrício Castro (vogal), Ana Lehmann (vogal) e João Duarte (vogal).

A Lusa recorda que, em fevereiro, Alexandra Reis renunciou ao cargo, com a administração da companhia aérea de bandeira nacional a explicar que a responsável tinha “sido nomeada pelos anteriores acionistas”, pelo que, com a alteração da estrutura societária da TAP, a anterior vogal decidiu “encerrar este capítulo da sua vida profissional” e abraçar “novos desafios”.

Sofia Lufinha transita para a TAP do Pingo Doce, onde era diretora de marketing e de desenvolvimento de negócio, e assume agora o cargo de chief strategy officer da companhia aérea  de bandeira nacional.

A nova vogal do Conselho de Administração da TAP iniciou a sua carreira profissional em 2001, na consultora McKinsey & Company, em Portugal, onde exerceu funções até março de 2013, quando transitou para o Pingo Doce.

Sofia Lufinha é licenciada em Gestão e Engenharia Industrial pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa e tem um MBA na ENSEAD.

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Regresso dos turistas estrangeiros proporciona melhor performance dos negócios

A faturação dos negócios por cartões estrangeiros aumentou 82,5% entre 1 de julho e 15 de setembro, quando comparado com o mesmo período de 2021.

Victor Jorge

O regresso dos turistas estrangeiros a Portugal foi responsável por proporcionar uma melhor performance dos negócios portugueses, tendo a faturação dos negócios por cartões estrangeiros aumentado 82,5% no período entre 1 de julho e 15 de setembro, quando comparado com o mesmo intervalo de 2021, revelam os dados mais recentes do REDUNIQ Insights, relatório da REDUNIQ.

Segundo o relatório que analisa a evolução dos pagamentos por cartão efetuados no país, a faturação dos negócios em Portugal aumentou 32,2% este Verão face ao mesmo período do ano passado. Depois de um primeiro semestre em que o turismo impulsionou uma subida de 45% da faturação com cartões nacionais e estrangeiros, em comparação com o período homólogo, a recente época de férias mantém a mesma tendência de recuperação, com a faturação por via de cartões nacionais a aumentar 19,6%.

Franceses lideram nos gastos
De entre o grupo de estrangeiros, destaque para os franceses que, apesar de terem diminuído 7 pontos percentuais (p.p.) de peso no total da faturação estrangeira, continuam a representar a maior fatia do consumo estrangeiro em Portugal (18% do total). Atrás surgem o Reino Unido (com 14% do total da faturação estrangeira), a Irlanda (com 11%), os Estados Unidos da América (com 10%), e Espanha (com 9%).

A REDUNIQ refere que os números apresentados “acompanham as estimativas recentemente divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística e pelo Banco de Portugal, que revelam, só no mês de julho, um aumento de 205,2% no número de hóspedes não residentes em Portugal face ao a julho de 2021”, um cenário que contribuiu para que julho de 2022 se tornasse o melhor mês de sempre, em número de hóspedes e de dormidas em Portugal.

Já quando analisado o valor médio de compra, os dados da REDUNIQ demonstram que são os irlandeses aqueles que gastam mais nas férias em Portugal, numa média de 112€ por transação. Os Estados Unidos são o segundo país com o valor de compra médio mais elevado, cerca de 71€. Reino Unido, França e Espanha apresentam um perfil de compra semelhante nestes meses, com um valor de compra média de 48€, 46€ e 40€, respetivamente.

Hotelaria é a única no negativo
Já quando analisada a performance dos diferentes setores de atividade, e considerando a faturação total dos negócios (via cartões nacionais + internacionais), o REDUNIQ Insights demonstra um aumento generalizado da faturação nos negócios tipicamente associados ao turismo. Enquanto o rent-a-car cresceu 85% face ao período homólogo, a hotelaria e a restauração aumentaram a sua faturação em 71% e 50%, respetivamente. Tal como registado nos resultados globais dos negócios em Portugal, também o elevado aumento da faturação das atividades turísticas está associado ao regresso dos turistas estrangeiros a Portugal, tendo estes contribuído para aumentar em 117% a faturação da hotelaria, em 110% a faturação do rent-a-car, e 98% a faturação da restauração.

Em contrapartida, o consumo nacional em hotelaria registou um decréscimo de 6% face ao período homólogo, um resultado que, segundo Tiago Oom, diretor Comercial da UNICRE e porta-voz oficial do REDUNIQ Insights, “se poderá justificar com uma contenção dos gastos das famílias portuguesas face ao crescimento da inflação”.

Lisboa e Açores faturam mais
Numa análise geográfica, os distritos mais turísticos, nomeadamente Lisboa, Açores, Faro, Madeira e Porto, apresentam todos valores de faturação superiores ao mesmo período do ano passado, com crescimentos de 43%, 36%, 36%, 32% e 28%, respetivamente. Especificamente quanto ao consumo estrangeiro, o destaque vai para Lisboa e Açores, que apresentam uma variação mais significativa, registando um aumento de faturação de 125% e 103%, respetivamente.

Tiago Oom salienta que “os resultados obtidos pelos negócios durante os meses de Verão são o reflexo de um conjunto de fatores impulsionadores do aumento da faturação. Desde logo, o facto de este ter sido o primeiro Verão sem a aplicação de restrições à circulação de cidadãos entre países derivado do controlo da pandemia de Covid-19, o que originou uma maior confiança dos consumidores (nacionais e estrangeiros) a regressar aos principais pontos turísticos do país”.

De resto, o diretor Comercial da UNICRE refere que, em paralelo, Portugal “está neste momento a colher os frutos de uma forte aposta, a nível de investimento e de promoção, no turismo, sobretudo para atrair o turismo externo”.

Por fim, Tiago Oom frisa que o próprio cenário inflacionista tem “promovido o aumento generalizado de produtos e serviços ligados ao setor turístico, o que acaba por também contribuir para o crescimento da faturação destes negócios”.

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AirHelp: Portugal é o 7º país europeu com mais voos cancelados de maio a agosto

Segundo dados fornecidos pela AirHelp, em Portugal, entre maio e agosto deste ano, foram cancelados 1.366 voos, tornando-se no sétimo país da Europa com mais situações desta natureza, no mesmo período.

A organização mundial especializada na defesa dos direitos dos passageiros aéreos indica ainda que a Alemanha e Reino Unido encabeçam a lista dos dez aeroportos europeus que mais cancelamento de voos sofreram este verão.

Nos aeroportos alemães foram cancelados um total de 6.107 voos. Em segundo lugar, encontra-se o Reino Unido com 4.486 voos cancelados. Itália (2.885)), França (2.671), Países Baixos (2.076)) e Espanha (1.718 voos cancelados) encontram-se nos lugares acima de Portugal. Dinamarca, Suécia e Áustria encontram-se nos lugares abaixo do nosso país, com 1.063, 1.014 e 721 voos cancelados, respetivamente.

A AirHelp lembra, no entanto, que de forma de informar e sensibilizar os passageiros aéreos para os seus direitos quando os seus voos são atrasados, cancelados ou estão em overbooking, lançou o ‘Guia de Direitos dos Passageiros Aéreos’. Assim, os passageiros cujos voos sejam cancelados ou sofram um atraso de três ou mais horas, assim como os passageiros a quem seja recusado o embarque sem motivo justificável, têm um conjunto de direitos que constam do guia.

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AL em Portugal regista valores superiores à pré-pandemia, segundo a GuestReady

A GuestReady, empresa que gere propriedades de aluguer de curta e média duração em vários países, indica que registou este verão, no Alojamento Local (AL) em Portugal, 15 vezes mais reservas do que em igual período de 2019.

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O portefólio da empresa também cresceu e hoje há quatro vezes mais propriedades do que no último ano pré-pandemia.

Este verão, na cidade do Porto, a GuestReady recebeu principalmente hóspedes de Espanha (19%), de França (17%) e ainda portugueses (10%). Já em Lisboa as propriedades abriram portas principalmente a norte-americanos (15%), mas também a franceses (13%) e espanhóis (10%).

Ainda durante o verão, a ocupação foi em média 15% superior ao mesmo período de 2019. Em Portugal a ocupação média foi de 90%, tendo superado a média global da GuestReady.

A nível global, a empresa que está presente em mais de 30 cidades em dois continentes, viu quadruplicar o volume de reservas e o número de unidades registadas cresceu para o dobro, por comparação ao ano de 2019.

Só em agosto, a GuestReady atingiu a marca global das 18 mil reservas efetuadas, das quais mais de um terço tiveram lugar em Portugal, o que representa um crescimento de 12% na taxa de ocupação global face ao mesmo período de 2019.

 

 

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AHP diz que é “urgente” e “imprescindível” acordo entre Governo e PSD sobre novo aeroporto

Bernardo Trindade, presidente da AHP, antevê que, “se tudo correr dentro dos tempos normais, só teremos um novo aeroporto em 2033”.

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Em vésperas do encontro agendado entre o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, sobre o novo aeroporto, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) espera que a reunião corresponda a um “ponto de partida para ser rapidamente aprovada uma solução realista e definitiva que sirva Lisboa e o país”.

Em comunicado, a AHP diz acreditar que “ambos os líderes políticos irão encontrar o consenso para responder a uma situação extremamente preocupante para o crescimento económico do país”, recordando que não só o primeiro-ministro informou que só seria tomada uma decisão sobre a localização do novo aeroporto em 2023, como a mesma teria de sair do consenso entre os dois principais líderes, destacando que, “se tudo correr dentro dos tempos normais, só teremos um novo aeroporto em 2033.

Bernardo Trindade, presidente da AHP, sublinha: “como já nos cansámos de ver, sem consenso entre as principais forças políticas, qualquer que seja a decisão tomada só por um é posta em causa logo no momento seguinte. Ora, é fundamental que haja uma decisão definitiva e a sua execução. Lamentavelmente o tempo político e o tempo da economia não estão alinhados”.

A AHP recorda ainda o estudo da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) realizado pela EY, onde se conclui que o atraso na construção do novo aeroporto representa uma perda potencial de 6,8 mil milhões de euros até 2027 e menos 28 mil empregos.

Por isso, Bernardo Trindade reforça que, em 2022, “vivemos situações caóticas no aeroporto de Lisboa, que comprovaram o seu esgotamento a vários níveis” Considerando que esta situação foi agravada por “várias circunstâncias excecionais”, o responsável da AHP reforça que, “não havendo capacidade aeroportuária em Lisboa estamos a perder quota de mercado e oportunidades de crescer sustentadamente, trazendo até nós viajantes que gastam e geram valor no país”.

De resto, Bernardo Trindade frisa que esta será uma realidade que “vai acontecer já nos próximos anos, se não forem encontradas soluções alternativas” e que “só se vai agravar, se não for dado início quanto antes à construção do há 50 anos reclamado novo aeroporto”.

O presidente da AHP salienta ainda que, neste momento, a única alternativa é “avançar já com as obras conferindo mais estacionamentos, mais qualidade para prestadores e clientes do aeroporto”. E conclui que “é urgente, imprescindível, que haja acordo” e que o Governo “permita arrancar já com estes melhoramentos na Portela”.

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Voos de agosto já ficaram a 94,7% de 2019, segundo a NAV Portugal

Segundo a NAV Portugal, os dados de agosto mostram que o tráfego aéreo está em “recuperação clara e sustentável”.

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A NAV Portugal revelou esta quinta-feira, 22 de setembro, que, em agosto, o total de voos controlados em território nacional já ficou a 94,7% de igual mês de 2019, antes da chegada da pandemia da COVID-19, o que indica que o tráfego aéreo está em “recuperação clara e sustentável”.

Segundo uma nota informativa da NAV Portugal, “o tráfego IFR (Instruments Flight Rules) na Região de Informação de Voo (RIV) de Lisboa totalizou 57.703 movimentos”, o que traduz uma diminuição de “5,3% face aos 60.941 voos registados no mês de agosto de 2019, ano de referência para a aviação”.

“Em termos médios, neste mês foram controlados 1.861 voos IFR diários, registando-se
uma perda de 104 voos diários face a agosto de 2019”, acrescenta a empresa de gestão de tráfego aéreo nacional.

Já na RIV de Santa Maria, “o tráfego IFR em agosto de 2022 ascendeu a 17.476 movimentos, traduzindo-se num aumento de 6,5% face aos 16.410 voos controlados no mesmo mês mas em 2019”.

“Em termos médios foram controlados este mês 564 voos IFR por dia, tendo-se registado
um ganho de 34 voos diários face a agosto de 2019”, refere também a empresa que gere o tráfego aéreo em Portugal.

No acumulado até agosto, foram já controlados 395.940 voos na RIV Lisboa, o que traduz uma quebra de 39.949 voos IFR face ao tráfego acumulado de 2019, enquanto na RIV Santa Maria foram controlados 107.702 voos, o que indica também uma perda de 3.871 voos IFR em comparação com o mesmo período de 2019.

Apesar de, no acumulado entre janeiro e agosto, continuarem a existir quebras face a igual período de 2019, a NAV Portugal diz que “em ambas as RIV’s, o tráfego acumulado até agosto de 2022, é superior ao total verificado em 2021”.

 

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Nome, morada e ‘e-mail’ de passageiros entre os dados expostos após ataque à TAP

Embora não existam indícios de que dados de pagamento tenham sido exfiltrados dos sistemas, os dados pessoais dos clientes da TAP divulgados pelo grupo cibercriminoso Ragnar Locker vão do nome, morada, ‘e-mail’, data de nascimento até data de registo e número de passageiro. Para já a TAP diz que o acesso ao serviço Miles&Go ou à área reservada dos clientes não foi comprometido.

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Os dados pessoais dos clientes da TAP divulgados pelo grupo de cibercriminosos Ragnar Locker, que atacou a companhia aérea em agostos, vão do nome, morada, ‘e-mail’, data de nascimento até data de registo e número de passageiro.

“Lamentavelmente, queremos informar que as categorias de dados pessoais de clientes TAP divulgadas consistem nas seguintes: nome, nacionalidade, sexo, data de nascimento, morada, e-mail, contacto telefónico, data de registo de cliente e número de passageiro frequente”, adiantou a TAP em comunicado.

A companhia aérea indicou que a informação divulgada relativamente a cada cliente pode variar, reiterando que “não há indícios de que dados de pagamento tenham sido exfiltrados dos sistemas”.

“Embora os ciberataques constituam uma ameaça constante para muitas empresas, a TAP tomou imediatamente medidas para a contenção e resolução do incidente, de forma a proteger todos os dados detidos ou geridos”, salientou.

No documento intitulado “Aviso Importante aos Clientes”, a TAP recomendou ainda a “verificação das condições de segurança que os (…) clientes utilizam para aceder à sua área reservada, nomeadamente através da utilização de uma senha forte e da sua alteração frequente”, embora o acesso ao serviço Miles&Go ou à área reservada dos clientes não tenha sido comprometido.

A TAP pediu ainda para que os clientes “se mantenham cautelosos” face “a comunicações não solicitadas que requeiram informações pessoais” e que “evitem clicar em ligações ou descarregar anexos enviados a partir de endereços de ‘e-mail’ suspeitos”.

Além disso, a companhia aérea informa que “não enviará mensagens diretamente a clientes individuais sobre este assunto, por qualquer meio”.

A 20 de setembro, terça-feira, a companhia aérea tinha garantido que conseguiu conter o ataque informático de que foi alvo em agosto numa fase inicial e diz não ter indicação de que os piratas tenham acedido a informações sensíveis, como dados de pagamento.

“Em agosto de 2022, os sistemas internos de cibersegurança da TAP Air Portugal (TAP) detetaram o acesso não autorizado a alguns sistemas informáticos. A TAP está preparada para este cenário e mobilizou de imediato uma equipa de especialistas internos e externos de TI e de peritos forenses para investigar em detalhe o sucedido e prevenir danos adicionais”, explicou a companhia aérea.

Recorde-se que o grupo de cibercriminosos Ragnar Locker publicou na segunda-feira, 19 de setembro, 581 gigabytes (GB) de dados que diz serem relativos a 1,5 milhões de clientes da TAP, garantido, numa mensagem publicada na Dark Web, que “continuam a ter acesso aos sistemas informáticos da TAP”.

Num email enviado aos clientes na semana passada, a TAP alertou os clientes afetados pelo ataque informático, cujos dados foram publicados, de que esta divulgação “pode aumentar o risco do seu uso ilegítimo”, pedindo atenção a comunicações suspeitas.

No email, a transportadora recordou que o ciberataque foi “prontamente comunicado às diversas autoridades competentes”, reiterando que “foram desencadeadas as medidas e procedimentos apropriados de cibersegurança para este tipo de eventos com o apoio de uma empresa internacional especializada e líder da indústria” e que “as medidas adotadas permitiram garantir a integridade dos dados e a operacionalidade, em segurança, de todos os sistemas” da companhia.

“Lamentamos muito que dados pessoais seus tenham sido incluídos nesta divulgação e por qualquer inconveniente que isso lhe possa causar”, disse a TAP, reafirmando ainda o seu “compromisso” com a proteção dos dados pessoais e adiantando que estão “a ser desenvolvidas medidas de reforço da segurança” dos dados.

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Ribeira do Porto é um dos tesouros cinematográficos da Europa

A Ribeira do Porto é o único lugar português na lista divulgada pela Academia Europeia de Cinema, juntando-se a locais em França, Polónia, Espanha, Reino Unido ou Letónia.

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A Ribeira do Porto foi esta terça-feira, 20 de setembro, eleita como um dos tesouros da cultura cinematográfica europeia pela Academia Europeia de Cinema, que reconhece que esta zona histórica portuense tem um valor histórico “que deve ser mantido e protegido”, avança a Lusa, que cita a organização desta distinção.

A criação da lista de “Tesouros da Cultura Cinematográfica Europeia” é uma iniciativa da Academia Europeia de Cinema com o objetivo de elencar locais e espaços que são simbólicos para o cinema europeu, “lugares de valor histórico que devem ser mantidos e protegidos não só agora como para as gerações futuras”, lê-se na nota de imprensa.

A Ribeira do Porto é um dos 22 tesouros cinematográficos da Europa, com a Academia Europeia de Cinema a lembrar que esta zona histórica foi já cenário de três filmes do realizador português Manoel de Oliveira, concretamente “Douro, Faina Fluvial” (1931), “Aniki Bobó” (1942) e “O Porto da Minha Infância” (2001).

A Ribeira do Porto é o único lugar português na lista divulgada pela Academia Europeia de Cinema, juntando-se a locais em França, Polónia, Espanha, Reino Unido ou Letónia.

Para a academia é preciso preservar, por exemplo, o Studio Babelsberg (Alemanha), onde Fritz Lang fez “Metropolis” (1927) e Wes Anderson filmou “Grand Budapest Hotel” (2014), a Fontana di Trevi, em Roma, cenário de “A doce vida” (1961), de Federico Fellini, ou uma praia em França, onde Agnès Varda fez “As praias de Agnès” (2008).

“Em vez de nos limitarmos a organizar os prémios europeus de cinema, a Academia Europeia de Cinema vai abranger a história e as pessoas que fizeram o que é hoje o cinema europeu”, afirmou o diretor da academia, Matthijs Wouter Knol, em comunicado.

O objetivo da academia é anualmente acrescentar novos locais a esta lista de “tesouros cinematográficos” e trabalhar este património junto de novos públicos.

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