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Grupo Minor acredita no “grande salto” que Portugal deverá registar na procura turística

Para o CEO do grupo que detém, em Portugal, os hotéis Tivoli, o nosso país “é um grande destino”, admitindo que Portugal está a “abrir caminho” na recuperação turística e deverá registar um “grande salto” na procura.

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Grupo Minor acredita no “grande salto” que Portugal deverá registar na procura turística

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Emmanuel Dillip Rajakarier, presidente executivo do grupo tailandês Minor, admitiu, durante a realização da conferência The Resort and Residential Hospitality Forum, em Vilamoura, que Portugal está a “abrir caminho” na recuperação turística e deverá registar um “grande salto” na procura, apontando o levantamento das restrições e a ampla cobertura vacinal contra a COVID-19 como principais razões.

“Há países que estão muito à frente de outros [na recuperação do turismo], sobretudo por causa da vacinação. E nos países onde a vacinação foi acelerada, como Espanha e Portugal, vemos os negócios a regressar fortemente”, disse Emmanuel Dillip Rajakarier à agência Lusa.

Para o responsável do grupo que em 2016 comprou 14 hotéis da marca Tivoli em Portugal, “o alívio das restrições tem tornado mais fáceis as viagens turísticas para a Europa, face a outras regiões do mundo”.

“Tem sido mais fácil para os turistas virem para a Europa e nesses países [onde há alívio de restrições] haverá um grande salto na procura nos próximos meses. Nos países que ainda têm restrições será mais lento”, enfatizou.

Sul da Europa no bom caminho
Segundo Dillip Rajakarier, a maior parte dos hotéis do grupo Minor no sul da Europa “está a ir muito bem”, no norte europeu a recuperação está a ser “um pouco mais lenta”, e na América do Sul está a acontecer “ainda mais devagar devido à [pouca] vacinação e ao número de casos”.

“Estamos muito otimistas em relação a Portugal, é um grande destino. Os outros países até podem ter os mesmos atrativos, mas acho que Portugal é muito avançado, tendo em conta a sua reduzida dimensão”, sublinhou.

Segundo o presidente executivo do grupo Minor, a intervenção dos organismos públicos no apoio à retoma do setor turístico em Portugal e o facto de os portugueses terem “abraçado” o processo de vacinação fazem com que o país esteja “a abrir caminho” em termos de recuperação.

“O que é único e positivo em Portugal é que os portugueses abraçaram realmente o conceito de vacinação, ao contrário de outros países em que, mesmo com altas taxas de vacinação, não vemos as pessoas com esta ligação” ao processo vacinal, frisou.

Para Dillip Rajakarier, o foco agora deve ser o ano de 2022, para que se tentem alcançar níveis de crescimento superiores a 2019, tendo em conta que “os hotéis têm de pensar em como lidar com os novos hábitos dos consumidores”.

Nos últimos dois anos, notou, não só o panorama económico se alterou – com a subida da inflação, dos custos das operações ou da energia, por exemplo -, como surgiram novos segmentos de mercado e novos mercados.

Nascimento de um novo segmento
Segundo Rajakarier, a pandemia de COVID-19 fez nascer um novo segmento de mercado – o Visiting Friends, Family and Relatives (VFFR) -, que na tradução em português significa visitar amigos, família e parentes.

“É algo novo que surgiu com a pandemia porque durante dois anos não estivemos autorizados a ver os nossos pais, a nossa família, às vezes até mesmo os nossos filhos, por causa do distanciamento social”, explicou.

Atualmente, é notório que “as pessoas querem ligar-se aos amigos e família e há muitas viagens em torno disso, mas também viagens geracionais: os avós quererem viajar com os filhos, e até com os netos, o que está a criar um novo segmento”, apontou.

*Lusa

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Alojamento turístico recupera em maio mas mantém descida nas dormidas de não residentes

Segundo o INE, em maio, o mercado interno contribuiu com 1,8 milhões de dormidas e os mercados externos totalizaram 4,7 milhões, valores que traduzem um crescimento de 11,6% e uma descida de 4,7% face ao mesmo mês de 2019, respetivamente.

Em maio, o alojamento turístico nacional contabilizou 2,5 milhões de hóspedes e 6,5 milhões de dormidas, valores que traduzem diminuições de 3,2% e 0,7% face a igual mês de 2019, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE), que indica que, no caso das dormidas, este indicador foi influenciado pelo decréscimo de 4,7% registado nos mercados externos.

“Em maio, o mercado interno contribuiu com 1,8 milhões de dormidas e os mercados externos totalizaram 4,7 milhões. Face a maio de 2019, o mercado interno cresceu 11,6% e os mercados externos diminuíram 4,7%”, lê-se no comunicado divulgado esta quinta-feira, 30 de junho, pelo INE.

Face a maio do ano passado, o cenário é, no entanto, mais animador, uma vez que os 2,5 milhões de hóspedes e 6,5 milhões de dormidas contabilizados representam subidas de 162,1% e 221,8%, respetivamente.

O INE diz que “os mercados externos predominaram”, já que representaram 72,2% das dormidas contabilizadas nos estabelecimentos de alojamento turístico nacionais, num aumento de 489,5% face ao ano passado, enquanto o aumento no mercado interno foi de 47,7%.

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as dormidas totalizam já mais de 21,4 milhões, o que representa uma descida de 9,0% face a igual período de 2019, com o INE a indicar que esta descida foi “consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-14,4%), dado que as de residentes cresceram 4,9%”.

Em comparação com o acumulado dos primeiros cinco meses de 2021, o cenário volta a ser diferente, uma vez que existe um aumento de 355,2%, incluindo uma subida de 128,5% nos residentes e de 775,8% nos não residentes.

“No conjunto dos primeiros cinco meses do ano, registou-se um aumento de 355,2% das dormidas totais, +128,5% nos residentes e +775,8% nos não residentes. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas diminuíram 9,0%, como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-14,4%), dado que as de residentes aumentaram 4,9%”, resume o INE, no comunicado divulgado.

Por tipo de alojamento, o INE indica que as dormidas na hotelaria representaram 82,9% do total e que, face a igual mês de 2019, este tipo de alojamento registou um descida de -0,9%, ainda que, face a maio de 2021, haja um aumento de 237,5%.

No alojamento local, onde as dormidas representaram 13,8% do total, o cenário foi idêntico, já que as dormidas nestes tipo de estabelecimentos aumentaram 200,4% face a maio de 2021, mas desceram 4,8% face a maio de 2019.

Já nas unidades de turismo no espaço rural e de habitação, cujas dormidas representaram 3,3% do total, houve um aumento de 70,4% face a maio do ano passado, assim como de 30,1% face a maio de 2019.

Por mercados, o INE indica que a “totalidade dos dezassete principais mercados emissores
registou aumentos expressivos em maio”, representando 88,2% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico neste mês.

No entanto, três dos principais mercados emissores de turistas para Portugal, nomeadamente britânico, alemão e francês, continuaram a evidenciar descidas face a 2019, com o mercado britânico, que representou 21,7% do total das dormidas de não residentes, a cair 0,8%, enquanto o alemão, que representou 11,8% do total, desceu 7,3%, e o francês, que teve uma quota de 10,7%, recuou 10,0%.

“Comparando com maio de 2019, os maiores crescimentos foram registados nos mercados dinamarquês (+38,2%), romeno (+36,7%), checo (+32,8%) e norte americano (+21,9%). As maiores diminuições foram registadas nos mercados brasileiro (-25,8%), sueco (-18,0%) e austríaco (-11,7%)”, acrescenta o INE.

Aumento de dormidas em todas as regiões

Por regiões, o INE diz que, face ao ano passado, “registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões”, com destaque para o Algarve, que “concentrou 28,6% das dormidas,
seguindo-se a AM Lisboa (26,3%), o Norte (16,4%) e a RA Madeira (12,1%)”.

Face a 2019, a situação é, contudo, diferente, uma vez que apenas houve subidas na RA Madeira (+18,8%), Norte (+6,5%) e Alentejo (+1,2%), enquanto o Centro (-7,4%) contabilizou “o maior decréscimo observado”.

No que diz respeito às dormidas de residentes, também se registaram “aumentos em todas as regiões”, neste caso com destaque para a RA Madeira (+66,2%), Norte (+14,2) e Alentejo (+10,0%), enquanto as dormidas de não residentes aumentaram na RA Madeira (+12,6%) e no Norte (+2,4%), “tendo as maiores diminuições sido observadas no Centro (-23,1%) e Alentejo (-11,1%)”, segundo o INE.

Em maio, a estada média a nos estabelecimentos de alojamento turístico totalizou 2,56 noites, num aumento de 22,7% face a igual mês do ano passado, com destaque para a estada média dos residentes, que foi de 1,89 noites e aumentou 6,8%. Já a estada média dos não residentes foi de 2,98 noites, o que traduz uma subida de 2,3%.

O INE diz ainda que “na RA Madeira e no Algarve as estadas médias atingiram os valores mais elevados: 4,52 e 3,77 noites, respetivamente”.

 

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iVisa elege Lisboa como a cidade mais feliz do mundo

Qualidade de vida, quantidade de horas de sol, o número de horas trabalhadas, custo de vida e simpatia dos residentes foram os critérios avaliados neste ranking da iVisa, que analisou 40 destinos em todo o mundo.

A capital portuguesa foi eleita como a cidade mais feliz do mundo pela empresa americana iVisa, que elaborou um ranking com 40 destinos de diferentes países de todo o mundo, no qual Lisboa alcançou o primeiro lugar “pelo excecional resultado obtido em todos os cinco critérios do ranking”.

Qualidade de vida, quantidade de horas de sol, o número de horas trabalhadas, custo de vida e simpatia dos residentes foram os critérios avaliados neste ranking, segundo um comunicado do Turismo de Lisboa que cita os resultados deste ranking, que destaca também que Lisboa é igualmente “uma das cidades mais bonitas do mundo”, tendo conquistado, a este nível, o top 4 no ranking 2022, da U City Guide.

“Lisboa é uma cidade de excelência, uma cidade vibrante, convidativa e calorosa. Sermos reconhecidos como a cidade mais feliz do mundo é um estímulo e um desafio para continuar o trabalho de melhorar a qualidade de vida dos residentes e de tornar Lisboa um destino cada vez mais atrativo e qualificado”, congratula-se Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação Turismo de Lisboa (ATL).

O Fado, o Mosteiro dos Jerónimos, bem como a Torre de Belém ou até mesmo os pastéis de nata são, segundo a iVisa, algumas das referências a não perder aquando uma visita à cidade de Lisboa.

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Primeiro-ministro revoga despacho sobre aeroporto e o que era já não é

Afinal, a decisão sobre as novas infraestruturas aeroportuárias para Lisboa, anunciadas por Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, voltou à estaca zero. O primeiro-ministro, António Costa, decidiu revogar o despacho publicado.

O primeiro-ministro, António Costa, determinou esta quinta-feira, 30 de junho, a revogação do despacho publicado na quarta-feira, 29 de junho, sobre a solução aeroportuária para a região de Lisboa e reafirmou que quer uma negociação e consenso com a oposição sobre esta matéria.

“O primeiro-ministro determinou ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação a revogação do despacho ontem [quarta-feira] publicado sobre o novo aeroporto da região de Lisboa”, lê-se num comunicado divulgado pelo gabinete de António Costa.

No comunicado, o primeiro-ministro “reafirma que a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição e, em circunstância alguma, sem a devida informação previa ao Presidente da República”.

“Compete ao primeiro-ministro garantir a unidade, credibilidade e colegialidade da ação governativa. O primeiro-ministro procederá, assim que seja possível, à audição do líder do PSD que iniciará funções este fim de semana para definir o procedimento adequado a uma decisão nacional, política, técnica, ambiental e economicamente sustentada”, acrescenta-se no comunicado.

Recorde-se que na quarta-feira foi publicado em Diário da República um despacho assinado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, sobre a “definição de procedimentos relativos ao desenvolvimento da avaliação ambiental estratégica do Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”.

No despacho lê-se que “o Governo pretende avançar com a construção do aeroporto complementar do Montijo e planear imediatamente a construção de um novo aeroporto ‘stand alone’ no Campo de Tiro de Alcochete

“Os riscos de uma infraestrutura aeroportuária com duas pistas de grande extensão na península do Montijo não obter autorização ambiental para avançar são hoje avaliados como muito elevados. Por este motivo, o Governo deixou, pois, de equacionar a opção Montijo ‘stand alone’ como viável e, nesse sentido, merecedora de estudo aprofundado”, lê-se na exposição de motivos.

O secretário de Estado das Infraestruturas considera que, “excluída esta última opção, a única solução aeroportuária que responde à exigência de dotar o país e a região de Lisboa de uma infraestrutura aeroportuária moderna com capacidade de crescimento a longo prazo é a construção de um aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete”.

Na quarta-feira, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, desdobrou-se em entrevistas, defendendo a solução apresentada para Montijo e Alcochete, não referindo, contudo, os moldes em que essas obras iriam decorrer e quem assumiria os custos das mesmas.

Certo é que Pedo Nuno Santos avançou que a nova solução aeroportuária para Lisboa passava pela construção de um novo aeroporto no Montijo até 2026 e por encerrar o aeroporto Humberto Delgado, quando estivesse concluído o de Alcochete, em 2035.

O primeiro-ministro, António Costa, tinha afirmado no parlamento, na semana passada, que aguardava a decisão do presidente eleito do PSD, Luís Montenegro, sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa para que houvesse “consenso nacional suficiente” tendo em vista uma decisão “final e irreversível” sobre esta matéria.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou desconhecer os “contornos concretos” da nova solução aeroportuária do Governo para a região de Lisboa, observando que “foi ajustada agora”, e recusou comentá-la sem ter mais informação.

Do lado da oposição e dos respetivos partidos com representação parlamentar foram várias as críticas à decisão anunciada, com Luís Montenegro, presidente eleito do PSD, a salientar não ter sido “informado de nada” sobre os planos do Governo para o novo aeroporto.

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Lançada nova app para explorar pontos turísticos em Portugal

Uma nova aplicação turística para Android e iOS promete mudar a forma como os turistas visitam o património cultural português. O lançamento foi feito em Monção esta semana.

A app Travizco da Impactzero Software oferece uma variedade de formas de explorar o país, desde pesquisas na aplicação à leitura de códigos QR e visitas em modo exploratório e automático.

O grande diferencial desta ferramenta, segundo a empresa que a desenvolveu, é a sua funcionalidade de audioguia, que permite um uso “mãos livres” em que o visitante é informado por áudio da história de um ponto de interesse ao se aproximar do mesmo.

O primeiro concelho a aderir à Travizco foi Monção. Assim, o presidente da autarquia, António Barbosa, considera a app “uma vantagem turística para o nosso território”.

No entanto, já há outros concelhos de Portugal em lista de espera para aderir à Travizco e uma rede de sugestões de visita já disponíveis para todo o país.

 

 

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Portugueses procuram destinos nacionais para férias em julho, segundo a Jetcost

A Jetcost apurou que as pesquisas por alojamentos de férias para julho 2022 triplicaram em Portugal em relação ao ano passado, com a maioria a recair nos destinos nacionais de Sol e Praia.

As pesquisas por alojamentos de férias para julho 2022 triplicaram em Portugal em relação ao ano passado, avança o motor de pesquisa de hotéis e alojamento Jetcost, que adianta também que a maioria das pesquisas dos turistas lusos, para o período entre 1 e 31 de julho, diz respeito a destinos nacionais.

“Quase três em cada quatro usuários (73%) pesquisaram por destinos nacionais, contra 27% que escolheram destinos internacionais. Quanto às preferências, parece que, após o confinamento, os portugueses têm desejo de sol e praia, destacando esses destinos nas suas procuras (74%) em comparação com aqueles que preferem destinos do interior (26%)”, avança a Jetcost, num comunicado divulgado esta quarta-feira, 29 de junho.

De acordo com o motor de pesquisa de alojamento, para julho, as pesquisas dos portugueses concentram-se em sete cidades na Região Centro e Norte e seis no Algarve, além de Lisboa.

Figueira da Foz, Albufeira e Portimão foram as cidades que reuniram maior número de pesquisas por partes dos portugueses na Jetcost, seguindo-se a Nazaré, Porto Santo e Sesimbra. No Top10 das pesquisas, entram ainda cidades como Quarteira, Lisboa, Porto e Funchal.

“Apesar das procuras de alojamento por parte dos portugueses para o mês de julho de 2022 terem triplicado face a julho do ano passado, muito devido ao facto de, como pudemos verificar por um recente inquérito da Jetcost, sete em cada dez já não temem o coronavírus nas próximas férias, parece que a crise económica está a afetar na hora de escolher um destino e preferem procurar cidades nacionais, de preferência com praia, com 74% dos turistas portugueses à procura de sol, areia e mar em relação aos destinos interiores”, destaca a Jetcost, no comunicado divulgado.

O motor de pesquisa diz ainda que as regiões mais procuradas são o Centro e o Norte de Portugal, que contam com sete cidades entre as 30 mais procuradas a nível nacional para férias em julho, seguindo-se as regiões do Algarve e Lisboa, com seis cidades, além da própria capital do país.

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CTP diz que solução para o novo aeroporto “é boa”, mas só acredita “quando vir as máquinas no terreno”

Depois das notícias que dão conta não de um, mas dois aeroportos para a região de Lisboa, a CTP frisa que a decisão “só peca por tardia”.

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Depois de conhecida a informação relativamente à construção das novas infraestruturas aeroportuário para Lisboa, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) vê “como muito positiva a solução do Governo sobre o novo aeroporto na região de Lisboa”.

Em comunicado, Francisco Calheiros, presidente da CTP, salienta que “a nossa persistência finalmente vingou”. No mesmo documento frisa que “esta é uma decisão que responde às exigências feitas pela CTP ao longo dos últimos anos e que só peca por tardia. É uma excelente notícia para o país e para os portugueses”.

A CTP pede agora que o processo seja “célere” e que se passe “das palavras aos atos”, pedindo que Portugal “não esteja mais meio século a falar sobre uma solução de um novo aeroporto”.

De acordo com Francisco Calheiros, “a solução anunciada é boa, mas agora esperamos para ver, porque só acredito quando vir as máquinas no terreno. Já andamos nisto há 50 anos e continuamos com o mesmo aeroporto, que como já se viu, e basta olhar para o que se passou em recentes fins de semana, está sem capacidade para fazer face à crescente procura de turistas”.

Recorde-se que a CTP irá revelar, brevemente, os resultados de um estudo que aponta para que o país esteja a perder milhares de milhões de euros pela não construção de um novo aeroporto em Lisboa. “São perdas de milhões de euros por cada dia em que o aeroporto não avança, atingindo toda a economia portuguesa”, conclui a CTP.

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ANA saúda solução “pragmática” para Portela e Montijo e refere Alcochete como “nova etapa”

Para a ANA – Aeroportos de Portugal fala numa “solução pragmática de investimento” para os aeroportos Humberto Delgado e Montijo e diz que irá definir com o “concedente” as condições de “desencadeamento e realização” da nova etapa sem referir Alcochete.

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Em comunicado, e depois das várias informações que vieram a público relativamente à decisão tomada pelo Governo para o “novo parque aeroportuário” para Lisboa, a ANA – Aeroportos de Portugal “saúda a decisão do Governo português que permitirá dar, a curto prazo, uma resposta viável e otimizada às necessidades de desenvolvimento aeroportuário da região de Lisboa, através de uma solução pragmática de investimento nos aeroportos Humberto Delgado e do Montijo”.

Segundo o grupo responsável pela gestão dos 10 aeroportos em Portugal, esta solução “permitirá obter a capacidade aeroportuária que o país necessita, da forma mais rápida e economicamente viável, com benefícios para a economia, o turismo, e a continuidade territorial portuguesa”.

Contudo, no comunicado enviado às redações, a ANA não refere uma única vez a localização Alcochete, referindo somente que toma “em consideração a vontade do concedente [Governo] enquadrar uma nova fase de desenvolvimento a longo prazo, e assumindo a saturação do sistema Lisboa-Montijo”.

Por isso, a ANA diz que irá, “no âmbito do seu contrato de concessão”, definir com o concedente as condições de “desencadeamento e realização dessa nova etapa”.

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Lufthansa reativa operação com A380 a partir do verão de 2023

Detendo ainda oito Airbus A380, depois de ter vendido seis aeronaves, a companhia aérea alemã pretende reativar voos com este “gigante” a partir do verão de 2023, encontrando-se a analisar os destinos para onde voará.

Victor Jorge

O grupo Lufthansa decidiu reativar a operação com os Airbus A380, respondendo assim à procura por parte dos clientes e ao atraso na entrega das aeronaves entretanto encomendadas.

A companhia espera regressar aos voos de longo curso com o A380 a partir do verão de 2023, encontrando-se, atualmente, a estudar quantas aeronaves irá reativar e quais os destinos para onde voará.

A Lufthansa ainda possui 14 Airbus A380, parqueados em Espanha e França, tendo vendido já seis unidades, restando ainda oito no portefólio.

Os membros do Conselho de Administração da Deutsche Lufthansa AG anunciaram, em carta conjunta aos clientes, que, no verão de 2023, espera ter “um sistema de transporte aéreo muito mais confiável em todo o mundo”, sendo essa uma das razões para “receber de volta” os passageiros a bordo dos Airbus A380 que, segundo a companhia “gozam de grande popularidade”.

Além disso, a companhia está a fortalecer e a modernizar a frota com “cerca de 50 novas aeronaves de longo curso Airbus A350, Boeing 787 e Boeing 777-9 e mais de 60 novos Airbus A320/321 nos próximos três anos”.

De referir que o Airbus é o maior avião de passageiros com 73 metros de comprimento, 24 metros de altura, com capacidade de transportar 509 passageiros.

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Norwegian Cruise Line lança nove itinerários de inverno nas Canárias com embarque em Lisboa

No total, a companhia de cruzeiros vai disponibilizar embarques em Lisboa para os nove cruzeiros pelas Canárias que vão ser realizados pelo navio Norwegian Sun, entre novembro de 2022 e março de 2023.

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A Norwegian Cruise Line (NCL) anunciou que, no próximo inverno, vai disponibilizar embarques em Lisboa para os nove cruzeiros pelas Canárias que vão ser realizados pelo navio Norwegian Sun, entre novembro de 2022 e março de 2023.

Num comunicado enviado à imprensa, a NCL explica que o Norwegian Sun vai disponibilizar vários itinerários com partida da capital portuguesa, que variam entre os 10 e os 14 dias, e que, pela primeira vez desde 2017, passam pelo arquipélago espanhol das Canárias.

Além de Lisboa, os itinerário do Norwegian Sun vão contar também com embarques em Málaga e Santa Cruz de Tenerife, e incluem portos de escala que são novos para a companhia de cruzeiros, como a Ilha da Horta (Portugal), Puerto del Rosario, San Sebastián de la Gomera (ambos nas Ilhas Canárias), Ceuta (Espanha) e Agadir (Marrocos).

“As Ilhas Canárias sempre foram um ponto de interesse dos viajantes de todo o mundo e agora são muito mais quando se procura o muito desejado sol de inverno”, afirma Kevin Bubolz, Managing Director Europe da Norwegian Cruise Line, considerando que estes itinerários “dão uma combinação única das Ilhas Canárias com paragens em Portugal, no território continental de Espanha, bem como em Marrocos”.

Os cruzeiros do Norwegian Sun vão também oferecer aos passageiros a oportunidade de conhecer os destinos de noite, uma vez que preveem escalas com uma “média de 12 horas em cada porto, com uma estadia prolongada até à noite em Lisboa, Santa Cruz de Tenerife, Las Palmas (Espanha) e Casablanca (Marrocos)”, estando mesmo previstas escalas noturnas no Funchal e em Santa Cruz de Tenerife.

Além do Norwegian Sun, a NCL vai ter em operação, este verão, nove cruzeiros na Europa, incluindo o Norwegian Prima, o membro mais recente da frota da NCL e o primeiro da inovadora Prima Class, que está prestes a inaugurar os cruzeiros na Islândia, em agosto de 2022. A par da Islândia, a NCL oferece também itinerários pelas Ilhas Gregas, Fiordes na Noruega, Mediterrâneo e Canárias.

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Governo neerlandês quer cortar 20% das operações no aeroporto de Schiphol

Os planos do Governo neerlandês em cortar 20% dos voos no aeroporto de Amsterdão (Schiphol) não caíram bem na indústria da aviação.

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O Governo neerlandês está a planear cortar em cerca de 20% as operações no aeroporto Schiphol (Amsterdão) com o intuito de reduzir a poluição sonora.

Pelo que é relatado na imprensa do país, este corte limitará a 440 mil os voos no aeroporto da cidade neerlandesa em novembro de 2023, pelo que, se a medida for aprovada, as autoridades neerlandesas não prolongarão mais os esforços com medidas relacionadas com questões sonoras.

A indústria da aviação já veio comentar esta possível aprovação por parte do Governo de Mark Rutte, admitindo tratar-se de um “golpe tremendo” para a aviação, emprego e economia, com os responsáveis da Air France-KLM a frisar que esta decisão poderá “cortar a capacidade de Schiphol funcionar com um ‘hub’”.

A KLM comentou, inclusivamente, que esta decisão fará com que terá de se “livrar” de aviões mais pequenos e concentrar-se em unidade de maior porte. “A rede intrincadamente conectada da KLM – que atualmente serve 170 destinos – não será mais sustentável”, referiu a companhia aérea.

Já Olivier Jankovec, diretor-geral da ACI EUROPE, salienta que “a decisão do Governo reduzirá a capacidade do aeroporto e tornará os Países baixos mais pequenos”.

Do lado da International Air Transport Association (IATA), Willie Walsh, diretor-geral da associação, “o plano do Governo neerlandês limitará drasticamente a conectividade aérea que apoiou grande parte da economia do país”.

De referir ainda o Executivo neerlandês já declarou que não tomará qualquer decisão relativamente á abertura do aeroporto de Lelystad, antes do verão de 2024. Esta segunda infraestrutura aeroportuária na cidade de Amsterdão seria construída para dar à KLM uma oportunidade para se expandir, frisando o Governo que “precisa de resolver questões de rotas e uma licença referente a questões ambientais” antes de abrir o novo aeroporto.

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