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Movimento de passageiros dispara nos aeroportos nacionais em agosto mas continua 40% abaixo dos níveis pré-pandemia

Aeroportos nacionais contabilizaram 3,9 milhões de passageiros em agosto, crescimento de 76,3% face a igual mês do ano passado, mas que, face aos níveis pré-pandemia, continua a traduzir uma quebra de 39,9%.

Inês de Matos
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Movimento de passageiros dispara nos aeroportos nacionais em agosto mas continua 40% abaixo dos níveis pré-pandemia

Aeroportos nacionais contabilizaram 3,9 milhões de passageiros em agosto, crescimento de 76,3% face a igual mês do ano passado, mas que, face aos níveis pré-pandemia, continua a traduzir uma quebra de 39,9%.

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No passado mês de agosto, o movimento de passageiros nos aeroportos nacionais cresceu 76,3%, chegando aos 3,9 milhões de passageiros, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE), que realça, no entanto, que este indicador continua 39,9% abaixo dos níveis pré-pandemia.

Segundo o INE, agosto trouxe também um crescimento do número de aeronaves que aterraram nos aeroportos nacionais, num total de 17,4 mil aparelhos, o que indica uma subida de 39,9% face a agosto do ano passado.

“Neste mês atingiram-se os níveis mais elevados de aeronaves aterradas e passageiros movimentados desde o início da crise pandémica COVID-19”, indica o INE, no comunicado divulgado esta terça-feira, 19 de outubro.

Ainda assim, face a igual mês de 2019, os números continuam a traduzir descidas, que chegaram aos 25,0% no número de aeronaves aterradas e aos 39,9% nos passageiros movimentados, embora menos expressivas do que tinham sido em julho, quando a quebra no número de aeronaves aterradas e no movimento de passageiros chegava aos 33,2% e 55,8%, respetivamente, face a julho de 2019.

Entre os passageiros que chegaram aos aeroportos nacionais em agosto, 74,4% corresponderam a tráfego internacional, quando em período homólogo essa percentagem era de 76,4%, tendo a maioria sido proveniente de aeroportos europeus (65,0%), enquanto entre os passageiros que embarcaram em território nacional, 75,6% corresponderam a tráfego internacional (77,2% no período homólogo), com os aeroportos europeus a serem também o destino da maioria destes passageiros (67,6%).

Já no acumulado do ano até agosto, os dados do INE indicam que houve uma diminuição de 9,2% no número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais face ao período homólogo do ano anterior, o que traduz uma recuperação significativa depois da quebra de 67,1% que tinha sido apurada no acumulado até agosto do ano passado.

No entanto, o INE indica que, “comparando com o mesmo período de 2019, a redução foi de 70,1%”, até porque, no acumulado até agosto de 2019, o movimento de passageiros nos aeroportos nacionais tinha crescido 7,1%.

Até agosto, o aeroporto de Lisboa movimentou 44,9% do total de passageiros, o que corresponde a 5,5  milhões de passageiros, o que traduz um decréscimo de 22,3% face a igual período do ano passado. Já o aeroporto de Faro apresentou uma trajetória diferente e cresceu 3,8% no acumulado do ano, contabilizando 1,5 milhões de passageiros, com o INE a referir, contudo, que o valor está “ainda distante do registado no mesmo período em 2019 (6,3 milhões de passageiros, representando um decréscimo de 76,3%)”.

Nos voos internacionais, França a foi o principal país de origem e de destino dos voos, registando, no entanto, decréscimos de -5,3% no número de passageiros desembarcados e de -8,2% no número de passageiros embarcados face ao mesmo período de 2020, seguindo-se o Reino Unido e a Alemanha, ainda que com “um volume significativamente mais reduzido de passageiros desembarcados e embarcados”.

 

 

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INE: Aeroportos nacionais tiveram a maior aproximação aos números pré-pandemia em outubro

Em outubro, os aeroportos nacionais receberam cerca de quatro milhões de passageiros e 15,8 mil aeronaves em voos comerciais, números que continuam a indicar descidas mas já mais perto dos valores de 2019.

No passado mês de outubro, os aeroportos nacionais receberam cerca de quatro milhões de passageiros e 15,8 mil aeronaves em voos comerciais, números que indicam descidas de 27,2% e 21,4% face a igual mês de 2019, respetivamente, naquele que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que outubro foi o mês com maior aproximação aos números pré-pandemia.

De acordo com os dados revelados pelo INE esta terça-feira, 21 de dezembro, apesar de continuarem a traduzir uma quebra face a igual período de 2019, antes da chegada da pandemia, os aeroportos nacionais têm vindo a recuperar tráfego e, face a outubro de 2020, existem já crescimentos de 180,6% no número de passageiros e de 63,2% no total de aviões aterrados nos aeroportos nacionais.

Do total de passageiros que chegaram aos aeroportos nacionais em outubro, 80,2%
corresponderam a tráfego internacional, indica o INE, que recorda que, em igual período do ano passado, os passageiros internacionais eram 74,9% do total, e chegaram a território nacional provenientes essencialmente de aeroportos europeus (72,0%).

Já no que respeita aos passageiros embarcados em Portugal, houve também 80,2% de tráfego internacional, quando em igual período do ano passado o tráfego internacional não ia além dos 76,2%, sendo que 72,1% também tiveram como destino aeroportos europeus.

Já no acumulado até outubro, período em que os aeroportos nacionais receberam cerca de 19,8 milhões de passageiros, o INE diz que se verificou uma “inversão da tendência”, uma vez que tanto o número de passageiros como de aeronaves aterradas em território nacional cresceram, numa tendência que se acentuou a partir de maio.

“A partir da segunda quinzena de maio, verificou-se um crescimento mais acentuado, tendo-se mantido uma tendência de crescimento nos meses seguintes. Apesar de no mês de setembro de 2021 se ter verificado uma ligeira redução face ao mês anterior, em outubro assistiu-se a um crescimento, tendo-se registado o desembarque médio diário de 64 mil passageiros no conjunto dos aeroportos nacionais (59 mil em setembro). Este valor representou o triplo do registado no mês homólogo de 2020 e aproximou-se do nível observado em outubro de 2019 (86 mil)”, indica o INE.

De janeiro a outubro, , o número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais aumentou 18,6% face ao período homólogo do ano anterior, quando se tinha verificado uma quebra de 68,0%, ainda que, face ao mesmo período de 2019, este número continue a traduzir uma redução de 62,1%.

Por aeroportos, foi em Lisboa que se registou o maior movimento de passageiros, concentrando, entre janeiro e outubro, 45,2% do total de passageiros (8,9 milhões) e registou um aumento de 6,8%, seguindo-se Faro, onde houve um aumento de 35,5% no movimento de passageiros neste período, atingindo os 2,8 milhões de passageiro, número que, segundo o INE, está ainda “muito distante do registado no mesmo período em 2019 (8,4 milhões de passageiros, -66,4%)”.

Já o principal país de origem e destinos dos passageiros que passaram pelos aeroportos nacionais até outubro foi França, “registando crescimentos de 13,2% no número de passageiros desembarcados e 10,9% no número de passageiros embarcados, relativamente ao mesmo período de 2020”, segundo o INE.

Além de França, também o Reino Unido, Alemanha e Espanha estão entre os principais países de origem e destinos dos passageiros que, entre janeiro e outubro, passaram pelo aeroportos nacionais.

Por outro lado, o maior crescimento ao nível dos passageiros embarcados e desembarcados foi para a Suíça, que registou crescimentos de 25,6% e 20,9%, respetivamente, ocupando a quinta posição deste ranking.

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Qatar Airways processa Airbus por degradação da superficie e pintura dos A350

No início de novembro, a companhia aérea do Qatar já tinha anunciado a paragem de 19 aparelhos A350, devido a problemas de degradação na fuselagem, nomeadamente debaixo da tinta.

A Qatar Airways processou judicialmente a Airbus devido a uma série de problemas na fuselagem de vários dos aparelhos A350XWB da frota da companhia aérea de bandeira do Qatar, numa ação que deu entrada nos tribunais ingleses, confirmou esta terça-feira, 21 de dezembro, o fabricante aeronáutico europeu.

De acordo com a Airbus, a ação judicial é referente à disputa entre as duas empresas relativamente a problemas na fuselagem dos aparelhos, que segundo a Qatar Airways apresenta uma degradação da superfície e da pintura, o que levou mesmo à paragem de 19 destes aparelhos da Qatar Airways.

“A Airbus recebeu uma ação judicial formal nos tribunais ingleses movida pela Qatar Airways, relacionada com a disputa sobre a degradação da superfície e pintura de algumas aeronaves A350XWB da Qatar Airways”, confirma a Airbus num comunicado enviado à imprensa, onde o fabricante aeronáutico europeu diz também que está a analisar o conteúdo desta ação judicial, garantindo que pretende “defender vigorosamente sua posição”.

Recorde-se que, já no início de outubro, a Qatar Airways tinha anunciado problemas com 19 aparelhos A350, que apresentavam uma degradação da fuselagem, nomeadamente debaixo da tinta, o que tinha mesmo levado à paragem destes aviões e ao regresso do A380, o maior avião comercial do mundo, para permitir que a companhia aérea desse resposta ao crescimento da procura no pico do inverno.

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Azul já inaugurou rota inédita que liga São Paulo a Fernando de Noronha

Operação da Azul entre o aeroporto de São Paulo-Congonhas e a ilha de Fernando de Noronha conta com voos diários, naquela que é a primeira vez que existem voos diretos entre os dois destinos.

A Azul inaugurou esta segunda-feira, 20 de dezembro, uma nova rota que liga o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, à ilha de Fernando de Noronha, numa operação regular e direta, cujos voos decorrem diariamente.

“A operação é um marco não só para a companhia, mas para todo o setor de aviação pois, pela primeira vez, o arquipélago contará com voos diretos para a capital paulista, operados de forma diária e regular”, destaca a companhia aérea brasileira em comunicado.

Segundo a Azul, a nova rota entre Congonhas e Fernando de Noronha é operada num avião Embraer E2, o maior avião comercial fabricado no Brasil e que, segundo a companhia aérea, é um dos “únicos modelos capazes de realizar essa operação com voos diretos”.

“A ilha de Fernando de Noronha é um dos lugares mais paradisíacos e desejados por viajantes do Brasil e do mundo. Estamos muito animados com o lançamento desse voo, já que tornará a ligação entre a maior metrópole do país e Fernando de Noronha muito mais rápida, confortável e conveniente, atendendo também Clientes com conexões de outras cidades”, refere Vitor Silva, gerente de Planeamento de Malha da Azul.

Os voos partem de São Paulo-Congonhas diariamente pelas 08h35 e chegam a Fernando de Noronha às 13h35, enquanto em sentido contrário a partida está marcada para as 14h35, chegando ao aeroporto da capital paulista às 17h35.

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Lufthansa muda gestão no grupo

Todos os novos gestores que ocuparão os cargos de topo dentro do grupo Lufthansa saíram de dentro da própria companhia.

Victor Jorge

O Lufthansa Group vai alterar a sua estrutura de gestão a partir de 1 de abril de 2022. A partir dessa data, a Lufthansa Airlines passará a ser liderada por Jens Ritter, até aqui membro da Comissão Executiva da Lufthansa e COO da Eurowings, sucedendo a Klaus Froese que desempenhou o cargo durante seis anos.

Mas não é só na Lufthansa Airlines que existem alterações. Também a Austrian Airlines mudará de líder, passando a ser assumida por Annette Mann, atualmente, Head of Corporate Responsibility no Lufthansa Group. O cargo de CEO pertencia, até agora, a Alexis von Hoensbroech que deixará a companhia.

Dietmar Focke, atualmente responsável pelos serviços de motores na Lufthansa Technik, passa para a Comissão Executiva da Lufthansa Cargo e assumirá, a partir de 1 de março de 2022, a responsabilidade de operações e recursos humanos, enquanto Jörg Beißel, até aqui Head of Corporate Controlling no Lufthansa Group, ficará como CFO da Lufthansa Airlines.

Frank Bauer, por sua vez, deixa de ser membro da Comissão Executiva da Eurowings e responsável pelas finanças e RH para assumir o Corporate Controlling do Lufthansa Group. As áreas de RH e Finanças na Eurowings ficarão, por sua vez, entregues a Kai Duve, até aqui responsável pela divisão de tripulação da Lufthansa Airlines em Frankfurt. Para o lugar de Kai Duve segue Benedikt Schneider que deixa o dep. executivo do diretor de Recursos Humanos e Jurídico da Deutsche Lufthansa AG.

Finalmente, Wilken Bormann, atualmente responsável pelo Lufthansa Group Finance, assumirá a responsabilidade das Finanças e Recursos Humanos na Comissão Executiva do LSG Group.

“Preencher estes cargos de gestão de topo é outro passo importante na nossa transformação. Continuamos o nosso percurso com velocidade inalterada e fortalecemos a nossa posição entre os principais grupos de companhias aéreas globais. Estou satisfeito por termos sido capazes de preencher todos os cargos dentro do grupo Lufthansa, confirmando, assim, o sucesso do desenvolvimento pessoal e de liderança”, concluiu Carsten Spohr, chairman da Comissão Executiva e CEO da Deutsche Lufthansa AG.

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Flixbus reforça operação doméstica e internacional no Natal e Fim de Ano

Empresa de autocarros de passageiros conta realizar até 24 ligações diárias entre Lisboa e Porto nesta época festiva.

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A Flixbus vai reforçar a suas operações doméstica e internacional no período do Natal e Fim de Ano em 30% e 50%, respetivamente, disponibilizando 24 ligações diárias entre Lisboa e Porto, informou a empresa de autocarros de passageiros em comunicado.

De acordo com a Flixbus, a nível internacional, “serão reforçadas as ligações aos países com uma grande comunidade de portugueses”, a exemplo de Espanha, França, Luxemburgo ou Suíça.

“As ligações de Paris e Madrid ao Porto e a Lisboa terão reforço diurno e noturno do número de autocarros e cidades como Salamanca, San Sebastián e Bilbao verão também as ligações reforçadas, assim como outros destinos em França, como Nice ou Toulouse, Sion ou Zurique, na Suíça, Dortmund ou Frankfurt, na Alemanha, e, claro, o Luxemburgo”, indica a empresa.

Segundo Pablo Pastega, diretor geral da FlixBus para Portugal e Espanha, este reforço da operação visa “dar resposta a todos aqueles que precisam de se deslocar nesta quadra festiva, a todos os que estão fora e que se juntam à família neste Natal, e que elegem o autocarro como meio de transporte”.

A Flixbus indica ainda que “as ligações de e para a região Centro são também reforçadas nesta época festiva, sobretudo durante a semana”, com destaque para Coimbra, Aveiro, Leiria ou Fátima, que são alguns dos destinos que vão contar com um reforço da operação no Natal e Fim do Ano, tal como Lisboa, Porto e Algarve, sendo que, entre Lisboa e Porto, está mesmo prevista a operação de até 24 autocarros por dia.

“Apesar dos eventos de fim de ano estarem a ser cancelados, verificamos uma procura elevada para estes destinos neste período, pelo que iremos reforçar a operação de forma a dar resposta à procura”, afirma Pablo Pastega.

Atualmente, a Flixbus conta com 40 destinos na sua rede doméstica em Portugal e conta, no próximo ano, aumentar em 25% o número de destinos em território nacional, chegando a 50 cidades portuguesas.

“A FlixBus vai continuar com o investimento e desenvolvimento da rede doméstica no país, e Castelo Branco, Vila Real, Bragança, Covilhã, Guarda, Sines, Aljezur e Tavira são alguns dos novos destinos para 2022”, acrescenta a empresa.

 

 

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CEO da Ryanair defende que só vacinados devem ser autorizados a voar

Para o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, só quem estiver vacinado deveria ser autorizado a voar e critica o “pânico” que se está a instalar pela Europa devido à variante Ómicron.

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Michael O’Leary, CEO da Ryanair, defendeu recentemente em entrevista ao “The Telegraph” que somente as pessoas vacinadas deveriam ser autorizadas a voar, criticando fortemente aqueles que ainda não se decidiram por serem vacinados, chamando, inclusivamente, de “idiotas” os negacionistas anti-vacinas.

Não se colocando como um defensor de um programa obrigatório de vacinação, O’Leary e da opinião que os diversos governos devem “dificultar a vida” a quem recuse vacinar-se sem razão válida.

“Se não está vacinado, não deverá voar, não deverá andar no metro de Londres e não deveria ser autorizado a ir ao supermercado local ou farmácia”, disse em entrevista ao diário britânico.

Estas declarações do executivo da Ryanair vieram na sequência de novas medidas por parte do Governo irlandês para a quadra festiva que se aproxima e devido às preocupações com a nova variante da Ómicron, criticando o Governo de Boris Johnson por “semear o pânico”.

Segundo os cálculos da Ryanair, o impacto já é sentido, com a companhia a admitir voar menos 10% em dezembro e janeiro devido a estas “desconfianças” por parte dos viajantes.

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Bruxelas não deverá decidir sobre reestruturação da TAP ainda este ano

Na agenda da Comissão Europeia não consta até ao final deste ano, nada sobre a reestruturação da TAP. Os comissários só voltam a reunir-se a 12 de janeiro.

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A Comissão Europeia não se quer comprometer com uma data para a decisão sobre o plano de reestruturação da TAP de 3,2 mil milhões de euros. Os contactos entre as autoridades europeias e nacionais continuam a decorrer.

No entanto, ainda na semana passada, o ministro das Finanças, João Leão,  revelou, em entrevista á Reuters, que a Comissão Europeia aprovará o plano de reestruturação até ao Natal.

Mas, na agenda de trabalhos da Comissão já só resta uma reunião do colégio de comissários agendada para 22 de dezembro. Nos temas alinhados preliminarmente para o encontro não há qualquer referência à TAP. Os comissários só voltam a reunir-se a 12 de janeiro.

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Empresas de transporte de passageiros denunciam impacto “brutal” das novas restrições e pedem mais apoios

Associação Rodoviária de Transportadores Pesados de Passageiros (ARP) diz que novas restrições provocaram “recuo inesperado e brutal” no transporte de passageiros, com “cancelamento de serviços na ordem dos 95%”.

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A Associação Rodoviária de Transportadores Pesados de Passageiros (ARP) veio esta sexta-feira, 17 de dezembro, denunciar que as novas restrições adotadas na sequência da variante Ómicron provocaram um “recuo inesperado e brutal” no transporte de passageiros, nomeadamente nas empresas associadas ao turismo, e pede, por isso, apoios urgentes ao Governo que compensem o impacto dos cancelamentos.

“O infeliz agravamento da pandemia a nível mundial e as restrições à entrada em Portugal, assim como noutros países estrategicamente importantes para o turismo, originaram o cancelamento de serviços na ordem dos 95%, numa altura em que as empresas de transporte de passageiros da área do turismo ainda se encontram bastante fragilizadas”, denuncia a associação, num e-mail enviado ao ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, a que a Lusa teve acesso.

Rui Pinto, presidente da ARP e que assina o referido e-mail, salienta que, “apesar de todos os esforços”, as empresas do setor “continuam com muitas dificuldades, agora agravadas”, e estão “impossibilitadas de cumprir com os compromissos anteriormente assumidos junto da banca e demais entidades”, o que torna urgente a adoção de novos apoios ao setor.

“Assim, face à entrada em vigor do estado de calamidade e das medidas implementadas, torna-se urgente a criação de um pacote de medidas que apoiem as empresas, uma vez que a retoma, já de si lenta, sofreu agora um recuo inesperado e brutal”, sustenta a associação.

Entre os “apoios possíveis” e que considera “exequíveis”, a ARP destaca a manutenção do Apoio à Retoma Progressiva da Atividade “até as empresas atingirem os níveis de faturação de 2019”, a criação do Programa Adaptar Transportes Públicos de Passageiros e a reedição do Programa Apoiar.pt.

Ao nível da restruturação financeira, defende “a possibilidade de as empresas poderem reestruturar as moratórias/créditos com a banca sem que seja lançado um ‘alerta’ junto do Banco de Portugal, o que traria implicações na concessão de créditos futuros”.

A ARP pede ainda apoio ao financiamento da formação de trabalhadores do setor, onde existe “uma panóplia de formações obrigatórias”, sublinhando que “as dificuldades atuais tornam essa obrigação e vontade [em formar os recursos humanos] cada vez mais difíceis de cumprir”.

Outra das medidas reclamadas pela ARP é um desconto em portagens ao transporte pesado de passageiros, num contexto em que as portagens nas autoestradas portuguesas vão ter um aumento de 1,83% a partir de 2022.

No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a associação defende ainda a criação de linhas para a digitalização nos transportes públicos (dando como exemplos programas informáticos de gestão, controlo da frota, ‘app’, manutenção da frota ou ‘site’ de venda ‘online’), e apoios à internacionalização e à compra de autocarros elétricos e a hidrogénio.

Além do ministro da Economia e Transição Digital, a ARP enviou também um e-mail ao secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, em que destaca a “extrema importância e urgência” da inserção da CAE [Classificação das Atividades Económicas] relativo à atividade de transportes pesados de passageiros na Linha de Apoio ao Turismo 2021.

“Consciente do papel fulcral que os transportes pesados de passageiros têm no turismo, a secretaria de Estado do Turismo reconheceu esta atividade como fazendo parte integrante” do setor, passando assim o CAE 49392 (transporte terrestre de passageiros (turístico)) a constar de todas as linhas de apoio lançadas pelo Turismo de Portugal”, lembra a ARP.

A associação lamenta, no entanto, que após a análise às CAE elegíveis para a candidatura à Linha de Apoio ao Turismo 2021, se tenha verificado, “inexplicavelmente, a ausência da CAE 49392, contrariando aquilo que tem sido o entendimento da secretaria de Estado do Turismo”.

“Com base em estudos recentes da Comissão Europeia, perspetiva-se que os serviços relacionados com o turismo internacional continuarão a enfrentar prejuízos duradouros, pelo que a possibilidade das empresas se poderem candidatar a apoios desta natureza mostra-se de capital importância”, sublinha.

Segundo salienta a ARP, “numa altura em que o mundo enfrenta uma nova vaga e, por conseguinte, as empresas viram 95% dos seus serviços cancelados, estes apoios vão permitir que as mesmas, por um lado, se reorganizem e cumpram os seus compromissos financeiros, e, por outro, não recorram à tão indesejada insolvência”.

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Cabo Verde Airlines retoma este mês ligações entre Praia e Lisboa

O dia concreto ainda não se sabe, mas o primeiro-ministro cabo-verdiano assegurou que a Cabo Verde Airlines vai retomar ainda este mês as ligações entre a cidade da Praia e Lisboa.

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O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, assegurou que a Cabo Verde Airlines (CVA) vai retomar, ainda este mês as operações entre a cidade da Praia e Lisboa, mas não precisou o dia.

Em declarações aos jornalistas, na cidade da Praia, o chefe do governo disse que a retoma dos voos da companhia aérea de bandeira renacionalizada em julho, será “com sustentabilidade e continuidade”.

“As condições estão criadas e vão começar a operar em voos ponto a ponto Praia – Lisboa e depois, à medida que se vai solidificando a situação da empresa, vão para outras rotas, nomeadamente para Boston”, afirmou.

Na mesma semana, em declarações à rádio nacional, também a presidente do Conselho de Administração da Cabo Verde Arilines, Sara Pires, disse que a companhia já está autorizada a retomar os voos, mas sem determinar a data concreta, referindo apenas que já foi certificada pela Agência de Aviação Civil (AAC) do país.

A executiva anunciou que a transportadora aérea vai começar a operar com um aparelho Boeing-757-200 em regime de “wet leasing”, em que o proprietário do avião garante a tripulação, assim como o seguro, mas garantiu que até março deverá ter tripulação cabo-verdiana.

Anteriormente, o Governo tinha apontado a retoma dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), que não operam voos comerciais desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19, durante o primeiro trimestre de 2022.

 

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Perú é o “Melhor destino de cruzeiros fluviais”

O Perú foi o vencedor de duas importantes categorias na primeira edição dos World Cruise Awards.: o de “Melhor destino de cruzeiros fluviais do mundo” e de “Melhor destino de cruzeiros fluviais da América Latina”.

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Os World Cruise Awards distinguiram o Perú como o “Melhor destino de cruzeiros fluviais do mundo”, e também como o “Melhor destino de cruzeiros fluviais da América Latina”.

Estes prémios, que se destinam a reconhecer, recompensar e celebrar a excelência na indústria global de cruzeiros, resultam da votação de profissionais do setor, bem como da media e dos consumidores.

Segundo a Promperú – Comissão de Promoção de Exportações e Turismo do Perú, a estes galardões dos World Cruise Awards seguem outros que o país tem arrecadado nos últimos meses, tais como nos WTA South America, onde o Perú foi considerado o melhor destino gastronómico da América do Sul, o melhor destino cultural da América do Sul, Machupicchu foi distinguido como o principal atrativo turístico da América do Sul e Promperú o escritório de turismo líder na América do Sul.

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