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A World for Travel: “O futuro do turismo não pode deixar ninguém para trás”

Se o atual secretário-geral da OMT deixou o mote para o que será o futuro do turismo, foram muitas as intervenções que destacaram os caminhos que têm de ser percorridos para a recuperação sustentável do setor.

Victor Jorge
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A World for Travel: “O futuro do turismo não pode deixar ninguém para trás”

Se o atual secretário-geral da OMT deixou o mote para o que será o futuro do turismo, foram muitas as intervenções que destacaram os caminhos que têm de ser percorridos para a recuperação sustentável do setor.

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Foto: Vasco Célio/Stills

Numa participação digital, o atual secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Zurab Pololikashvili, deixou bem claro que a inclusão é palavra-chave para o turismo do futuro: “O futuro do turismo não pode deixar ninguém para trás”, admitiu Pololikashvili.

Também a atual secretária-geral do World Travel and Tourism Council (WTTC), Julia Simpson, na sua primeira intervenção oficial enquanto responsável pela entidade, referiu que “o setor do turismo precisa de uma colaboração mundial maior e melhor” e que “não é por fecharmos fronteiras que o setor avança”, fazendo ainda referência aos mais de 10% do PIB mundial que o setor representa e que é necessária uma “colaboração internacional mais forte para impulsionar uma recuperação económica do setor”.

De resto, o conceito de colaboração foi enfatizado pela maioria, senão totalidade, dos intervenientes da conferência “A World for Travel”. Se Taleb Rifai, ex-secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT) já o tinha feito no painel de abertura, reforçou-o na sua intervenção que discutiu a “Glocalisation”, admitindo que “o local vai ser o futuro do turismo”.

Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, destacou esta importância do “local”, com os apoios que a entidade nacional dá a projetos locais, destacando que “o tema da sustentabilidade não pode ser imputado às entidades governamentais ou aos agentes privados, tem de partir de todos nós”.

De resto, para o responsável do Turismo de Portugal, são três os agentes da mudança: “turistas, trabalhadores e agentes locais”, admitindo que “o problema não está em ter ideias, mas sim fundos para concretizá-las”, considerando que “o turismo já não é o setor da paz, é o setor do planeta” e que, por isso, “não há setor mais essencial para planeta que o turismo”.

Para tal, Luís Araújo considerou que um dos pontos mais importantes a ter em conta é a inclusão e que, para isso, “é preciso chamar, novamente, as pessoas para trabalharem no turismo”.

Antes, o ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, já tinha chamado à atenção para o impacto do turismo na componente social, laboral e económica, referindo que a digitalização e as tecnologias terão um papel “crucial no “novo turismo”. “Não só devemos voltar para a ‘normalidade’. Devemos aspirar a uma ‘melhor normalidade’”.

Essa “normalidade” admitiu Siza Vieira, será “diferente” do período pré-pandémico, no qual, segundo o responsável pela pasta da economia, “nos queixávamos de ‘overtourism’”. Agora que o turismo caiu, percebemos que as pessoas gostam de viajar”, mas que é preciso encontrar um “equilíbrio e gerir melhor a diversificação e fluxos turísticos”.

Aos jornalistas, Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, avançou, à margem da conferência “A World for Travel, que o ano de 2021, perspetiva-se em linha com o traçado por altura da apresentação do plano de reativação do turismo, em maio deste ano, ou seja, que este ano se atinja “50% das receitas de 2019”.

 

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Hotelaria

Quinta do Paral entra no setor hoteleiro com a abertura do The Wine Hotel

Prevê-se que o Boutique Wine hotel abra portas no segundo trimestre deste ano, disponibilizando 22 quartos e um conjunto de experiências à volta do vinho. A unidade já integra a chancela da Leading Hotels of the World.

Em 2023 a marca Quinta do Paral aposta no setor do turismo e hospitalidade com a abertura de um novo empreendimento hoteleiro, o Quinta do Paral – The Wine Hotel.

Em comunicado de imprensa, a empresa aponta a abertura da unidade para a “primavera deste ano”, contando já com a chancela da Leading Hotels of the World, que reúne um portfólio de mais de 400 hotéis independentes em mais de 80 países.

O Boutique Wine hotel de cinco estrelas será composto por 22 quartos, num projeto de arquitetura e design de interiores assinado pelo gabinete Saraiva & Associados.

Com abertura prevista para o segundo trimestre de 2023, a unidade vai ter disponíveis um restaurante com consultoria do chef José Júlio Vintém, proprietário do restaurante Tombalobos, em Portalegre; um rooftop bar; ginásio e múltiplas áreas verdes e cursos de água. Para complementar a oferta estão previstas várias atividades e experiências locais, como provas de vinho e  degustação nas vinhas da propriedade.

Leia também: Empresário alemão investe 8 milhões de euros em boutique hotel na Vidigueira

Antecipando esta nova abertura, já está em curso um processo de seleção de colaboradores para a unidade, que conta com vagas abertas “para praticamente todas as áreas de produção, desde alojamentos (receção, portaria, serviço de quartos), restauração (cozinha, copa, serviço de restaurante e bar), manutenção, jardinagem, economato, marketing e vendas”, como indicado em comunicado.

Na mesma nota é referido que o processo de contratação pretende dar continuidade à “estratégia e posicionamento do Paral enquanto empresa familiar que privilegia a preservação da cultura vitivinícola e o respeito pelas tradições alentejanas”, pelo que “a aposta nos recursos humanos locais serão um fator chave no sucesso deste projeto”.

“Faremos um forte investimento na formação dos nossos colaboradores, mas a autenticidade, o saber e o estar alentejano não o podemos ensinar, são uma atitude e uma filosofia de vida”, refere a empresa em comunicado.

Os interessados em integrar o projeto devem enviar o CV para o endereço [email protected].

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Independente Comporta

Hotelaria

Independente Collective lança-se na hotelaria e aposta em rebranding da marca

O grupo passará a ser designado apenas como “Independente” e antevê a abertura de duas unidades hoteleiras em Lisboa e na Comporta ainda este ano, num investimento conjunto que ronda os 4 milhões de euros.

O Independente Collective, grupo fundado pelos irmãos Duarte, Bernardo e Martim d’Eça Leal e Afonso Queiroz, lança-se na hotelaria com a abertura de duas novas unidades em Lisboa e na Comporta, cuja abertura está prevista para este ano, entre abril e junho.

A garantia foi dada à Publituris Hotelaria por Duarte d’Eça, à margem da festa de apresentação de rebranding do grupo que decorreu esta quinta-feira, 2 de fevereiro.

O grupo passará a ser designado apenas como “Independente”, num rebranding que se faz acompanhar de uma nova imagem visual – o símbolo C, de Collective, é abandonado para dar lugar ao I no logótipo da empresa, com o objetivo de criar “uma marca única que seja um chapéu para todas as unidades e uma chancela de qualidade para o público português”, tal como explicou Duarte d’Eça.

Desta forma, as unidades do grupo vão passar a adotar o nome “Independente”, seguido pela localização e bairro onde se encontram – à exceção do House of Sandeman, o branded hostel do grupo no Porto que surgiu de uma parceria com a Sogrape.

É neste contexto que vão nascer os hotéis Independente Lisboa Bica e Independente Comporta, a estreia do grupo na hotelaria após a construção de um portefólio de hostels que inclui o Independente Lisboa Príncipe Real e o House of Sandeman, bem como os restaurantes Decadente e Insólito, ambos em Lisboa.

O hotel Independente Lisboa Bica, situado na Rua de São Paulo, será composto por uma penthouse e 41 quartos, entre twin, superior e family room, com destaque para a categoria “friends room”, uma interpretação do grupo “do que seria uma camarata dentro da hotelaria – com a venda de camas avulso em quartos para seis pessoas que podem ser [partilhados] por famílias ou grupos de amigos”, como explica Duarte d’Eça, naquilo que será uma forma de “levar um bocadinho do nosso ADN para dentro da hotelaria”.

Mas não só nos quartos estará presente este “ADN” de que Duarte d’Eça fala. O grupo decidiu classificar o Independente Lisboa Bica com uma estrela, naquilo que explica ser um “cross-over da hostelaria para a hotelaria, quase uma pequena provocação”.

“Quando se entrar no edifício vai-se ver rapidamente, sem qualquer desprimor para os hotéis de uma estrela, que a qualidade, o design construtivo e oferta, inovação e serviço não têm nada a ver com uma estrela. É um hotel muito mais próximo com um quatro estrelas superior”, explica o fundador.

Independente Lisboa Bica

Já o Independente Comporta, um hotel rural de quatro estrelas localizado num terreno com 12 hectares, será composto por 40 quartos e 34 villas, sendo que a exploração será feita com base num projeto de parceria com a Authentic Bicas.

Por forma a colocar o preço médio “mais em linha com o destino”, no caso do Independente Comporta este estará “mais perto dos 250 euros em época baixa”, podendo chegar “aos 450 a 500 euros por quarto, dependendo da tipologia, em época alta”, adianta Duarte d’Eça.

Já no caso do Independente Lisboa Bica, o fundador aponta que o preço médio ficará situado entre os 150 euros para a época baixa e os 200 euros na época alta.

Independente Comporta

Os dois hotéis representam um investimento total de cerca de 4,2 milhões de euros, sendo que com esta expansão é antecipada uma faturação total no grupo de 13,5 milhões de euros para este ano – um valor bastante distante dos 5 a 5,5 milhões de euros faturados o ano passado.

“Estamos a dobrar o número de camas, temos atualmente dois restaurantes em operação e estamos a fazer obras no [restaurante] The Geroge. Estamos a triplicar a exposição de F&B, em termos de camas estamos mais que a dobrar, portanto, estamos a falar de uma dimensão um bocadinho diferente em relação ao que tivemos o ano passado e é normal que a faturação acompanhe”, justifica Duarte d’Eça.

Opções de expansão mantém-se em aberto

Para poder dar seguimento à operação nestes dois hotéis, o grupo tem a decorrer desde dezembro do ano passado um processo de recrutamento em que incentiva os interessados a submeterem o seu “Curriculum Vacation”. Em causa está a contratação de 120 colaboradores para 15 posições diferentes, em todas as áreas. Até ao momento, Duarte d’Eça garante que o grupo já recebeu “mais de 300 respostas”.

“A ideia é as pessoas submeterem o seu currículo de viagens, para nos ajudar também a compor um quadro do que a pessoa é e do que gosta de fazer antes de olharmos para o próprio currículo vitae”, afirma.

Neste momento, Duarte d’Eça afirma estarem “no processo de recrutamento de um dos diretores”, para o Independente Lisboa Bica, sabendo-se já que será Paulo Matos a assumir a direção do Independente Comporta, tal como o próprio publicou na sua página de LinkedIn há cerca de um ano.

Imagem de rebranding Independente

Quanto aos planos de expansão, Duarte d’Eça garante que “o grupo vai crescer”. No entanto, não adianta “onde, quando e como”, levantando apenas uma ponta do véu de quais serão os próximos passos.

Por enquanto, o fundador afirma apenas que o grupo tem olhado “ativamente para o Algarve, ilhas, Alentejo, Interior e Serra da Estrela”, por acreditarem não só no potencial destas regiões como na atração do destino Portugal, que “já não é um destino da moda, é um destino, por si, com muita força”.

“Há potencial em destinos que, talvez há uns anos, seriam muito difíceis de promover pela sua sazonalidade e dificuldade de construção, de preço, e que hoje em dia são bastante interessantes e por isso, sim, estamos muito ativamente à procura de fazer crescer a marca para outros destinos”, garante.

Recorde-se que, em 2019, o grupo apontava para 2021 a abertura de unidades em Évora e Tavira. No entanto, e por agora, o grupo não se compromete em definitivo com estas regiões.

“Continuamos a pensar em Tavira, [mas] entretanto o imobiliário mudou muito. O preço de construção e o preço de compra dispararam, portanto, as razões que podiam tornar esse destino estratégico para nós, apesar de não ter deixado de o ser, [fazem como que tenhamos] de fazer uma análise um pouco diferente”, explica Duarte d’Eça.

No entanto, o cenário não deixa de ser visto com otimismo, já que, “felizmente, as ADR’s dispararam e as cidades estão muito caras, [o que faz com que certas regiões] atraiam talento e recursos humanos diferenciados e qualificados que nos permitem ter confiança em abrir noutros destinos”.

Já a expansão internacional do grupo parece que só chegará após as novas unidades “atingirem a velocidade cruzeiro”, com a “consolidação da faturação e de recursos humanos”. A previsão é a de “um horizonte temporal a dez anos – a menos que surja algo completamente inesperado”, termina o fundador.

Sobre o autorCarla Nunes

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Autocaravanismo continua a “acelerar” em Portugal

Depois de ter sido um dos segmentos turísticos com maior aumento de procura durante a pandemia, o autocaravanismo continua em alta e revela expetativas positivas para o futuro, ainda que Maria Liquito, country manager da Yescapa para Portugal, preveja que, em 2023, o maior aumento seja nas viagens mais curtas, assim como nas escapadelas de fim-de-semana.

A pandemia da COVID-19 veio definitivamente colocar o autocaravanismo nos planos de férias dos portugueses e dos estrangeiros que visitam Portugal e, este último verão, provou que, mesmo com a pandemia a perder força, este tipo de turismo continua em alta. Como diz ao Publituris Maria Liquito, country manager da Yescapa para Portugal, empresa que funciona como o Airbnb das autocaravanas e que disponibiliza um portal que intermedeia a oferta e procura, o último verão veio provar isso mesmo, uma vez que voltou a superar as expetativas da Yescapa. “Verificamos uma maior procura do que oferta, o que fez com que tivéssemos uma taxa de ocupação a rondar os 87% no verão. Durante este período tivemos mais de 3950 viagens realizadas em Portugal, o que demonstra o incremento da prática e a aceleração do negócio em Portugal”, revela a responsável.

Maria Liquito diz mesmo que a Yescapa observou “um crescimento ainda mais acentuado após a pandemia”, o que leva a responsável a considerar que a tendência de procura se mantém, uma vez que este também é um tipo de férias com um menor impacto ambiental. “A COVID-19, para além de ter aumentado o interesse por experimentar este tipo de viagem, fez igualmente com que as pessoas refletissem no impacto que as viagens podem representar no meio ambiente. Tal fez com que surgissem mais viajantes em busca de roteiros locais, impulsionando a economia local, e diminuindo a pegada ecológica nas suas viagens. Nesta medida, o autocaravanismo saiu beneficiado”, explica, indicando que a maior parte das autocaravanas disponibilizadas através da Yescapa está equipada com painéis solares.

Com um público cada vez mais jovem, por norma entre os 30-45 anos de idade, o autocaravanismo tem também atraído muitos estrangeiros, com a country manager da Yescapa a revelar que, além dos alemães, franceses e espanhóis, que já estavam no “topo da procura por Portugal como destino para viajar em autocaravana”, também no mercado italiano se tem registado um “aumento” da procura por autocaravanismo em Portugal. E nem no inverno as expectativas da Yescapa esmorecem, uma vez que, explica a responsável, “Portugal é um país com um clima ameno, com sol até durante o inverno e onde as temperaturas se mantêm positivas em praticamente todo o país”.

Por isso, Maria Liquito acredita que a procura se vai manter em alta também na época baixa, até porque muitos estrangeiros, “principalmente os alemães e franceses, escolhem Portugal para viajar durante o inverno dado que o clima é bastante atrativo”. Por outro lado, acrescenta, “o autocaravanismo permite viajar em todas as estações do ano, dado que os veículos possuem ar condicionado e aquecimento, possibilitando descobrir diferentes destinos propícios a cada uma das estações”.

Confiança em alta para 2023

As expectativas positivas da Yescapa abrangem também este ano, apesar do aumento do custo de vida e da incerteza provocada pela inflação e também pela guerra na Ucrânia, com Maria Liquito a afirmar que “cada vez mais as pessoas procuram escapadelas para fugir à rotina diária, para recarregar energias, conhecer um novo destino, viajar mais por Portugal e conhecer o próprio país”, motivo pelo qual a empresa acredita que “a procura pelo autocaravanismo continuará a aumentar”.

De acordo com a responsável, entre as principais vantagens do autocaravanismo, está também a possibilidade de “realizar férias de uma forma mais económica e adaptada a cada orçamento”, uma vez que oferece “total liberdade ao juntar o meio de transporte com dormida e refeições no veículo”. Ainda assim, Maria Liquito acredita que se possam notar algumas tendências, como um “aumento de viagens mais curtas, de três a quatro dias, escapadelas de fim-de-semana e fins-de-semana prolongados”, tendências que, acrescenta a responsável, já tinham “vindo a aumentar significativamente nos últimos anos”.

Mas a country manager da Yescapa também acredita que o autocaravanismo deverá enfrentar alguns desafios no próximo ano, desde logo ao nível da oferta de veículos, uma vez que, com a pandemia, aumentou a procura por autocaravanas mas a sua produção sofreu atrasos significativos, o que leva a que, em alguns modelos, exista “mais de um ano de espera (alguns podem mesmo ir até mesmo aos dois anos de espera)”. Desafio deverá também ser o aumento do combustível e do custo de vida que, segundo a responsável, poderão afetar “a tomada a de decisão das pessoas na hora de viajar”.

Já quanto aos preços do aluguer das viaturas, a responsável da Yescapa explica que “as taxas de serviço e seguro poderão vir a sofrer alterações em função dos custos do serviço e da evolução do contexto atual”, ainda que, na Yescapa, o maior custo seja relativo ao aluguer da autocaravana, o que é definido pelo proprietário que está a alugar a autocaravana. Segundo Maria Liquito, esse valor é definido pelo próprio proprietário, que “tem total liberdade” para definir o valor a cobrar, ainda que a equipa da Yescapa tenha a missão de aconselhar e acompanhar a decisão. No entanto, a responsável não tem dúvidas em afirmar que, “face ao incremento da procura por esta forma de viajar, aumentaram, consequentemente, os valores aplicados pelos proprietários”.

Além destes desafios, Maria Liquito aponta ainda o artigo 50-A do Código da Estrada, que entrou em vigor em 2021, limitando a atividade do autocaravanismo em território nacional e levando a pedidos diversos para a sua alteração, algo que ainda não aconteceu. “O artigo 50-A do Código da Estrada permanece inalterado, infelizmente”, lamenta a responsável.

Tem uma autocaravana e quer rentabilizá-la? Inscreva-se na Yescapa

A Yescapa funciona como uma plataforma que aproxima quem tem autocaravanas para alugar e quem procura este tipo de veículos para férias. No entanto, indica Maria Liquito, no que diz respeito a veículos de lazer, a procura é sempre superior à oferta, principalmente durante o período do verão, uma vez que “Portugal é um país com um clima atrativo”. Por isso, a Yescapa está a encorajar todos os proprietários de autocaravanas a alugarem o seu veículo enquanto não o utilizam, até porque esta é uma forma de “rentabilizar o custo de manutenção” da autocaravana e que permite, ao mesmo tempo, que “mais viajantes descubram o autocaravanismo ou possam experimentar um veículo antes de adquirirem a própria autocaravana”, até porque, na Yescapa, cerca de 15% das reservas são feitas como teste, antes do cliente adquirir o seu próprio veículo. E o processo para alugar autocaravanas através da Yescapa é rápido e intuitivo, bastando que os proprietários se inscrevam na plataforma, em yescapa.pt, e criem o seu próprio anúncio. Em contrapartida, a equipa da Yescapa fornece acompanhamento aos proprietários “em todos os momentos, desde a criação do anúncio até à gestão dos alugueres”, conclui Maria Liquito.

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Novo navio de cruzeiro da Regent Seven Seas Cruises já flutua

O Seven Seas Grandeur vai ser entregue à companhia de cruzeiros em novembro e já completou a cerimónia de flutuação.

O Seven Seas Grandeur, novo navio de cruzeiro da companhia Regent Seven Seas Cruises, já foi submetido à cerimónia de flutuação, devendo ser entregue à companhia de cruzeiros no próximo mês de novembro.

O navio, que vai ter capacidade para 746 passageiros, está a ser construído nos estaleiros navais de Fincantieri, em Ancona, Itália, e vai contar com uma das maiores proporções de tripulantes por passageiro, além de interiores “particularmente sofisticados, com toda a atenção à experiência dos hóspedes”.

Com 55 mil toneladas de arqueação bruta, o Seven Seas Grandeur é um navio gémeo do Seven Seas Explorer e do Seven Seas Splendor, que também foram construídos pelos estaleiros de Fincantieri.

Segundo Andrea DeMarco, presidente da Regent Seven Seas Cruises, o novo navio está a revelar-se muito popular entre os clientes da companhia de cruzeiros, motivo pelo qual a Regent Seven Seas Cruises foi obrigada a criar uma “navegação adicional para sua temporada inaugural”.

“A incrível recepção do Seven Seas Grandeur é uma prova não apenas da forte procura por cruzeiros de luxo, mas também da posição da Regent como líder neste segmento com todos os luxos incluídos, hospitalidade inigualável e espaço incomparável no mar”, afirma o responsável, citado num comunicado publicado no website da companhia de cruzeiros.

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“Territórios do Interior devem ser uma prioridade na promoção turística”, defende Nuno Fazenda

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, participou esta quinta-feira, 2 de fevereiro, numa sessão pública sobre a Agenda para o Turismo no Interior, em Viseu.

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, defendeu esta quinta-feira, 2 de fevereiro, que “os territórios do Interior devem ser uma prioridade na promoção turística”, motivo pelo qual o Governo conta apresentar, em abril, a Agenda para o Turismo no Interior.

De acordo com o governante, que falava numa sessão pública sobre a Agenda para o Turismo no Interior, que decorreu no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, “o Interior tem produtos turísticos únicos que devem ser valorizados”.

E Nuno Fazenda apontou medidas que visam descriminar positivamente o interior, a exemplo do programa Consolidar + Turismo, que prevê mais apoios para empresas do Interior; do Portugal Events, que vai diferenciar positivamente os eventos que decorram em destinos afastados do litoral; e da valoração adicional das produções internacionais que escolham filmar em territórios de baixa densidade, ao abrigo da Portugal Film Commission.

A sessão em Viseu integrou o Roteiro da Agenda para o Turismo no Interior, que o governante está a realizar pelo interior do país entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro, com o objetivo de ouvir e debater com os atores locais os desafios, as potencialidades e as prioridades do turismo no interior.

Além de Nuno Fazendo, também Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal; Leonor Barata, vereadora do Turismo e Cultura da Câmara Municipal de Viseu; e José dos Santos Costa, presidente do Instituto Politécnico de Viseu, discursaram nesta sessão pública.

Na sua intervenção, o presidente do Turismo Centro de Portugal manifestou preocupação em combater a sazonalidade, a litoralização e a reduzida estadia média, assim como o despovoamento, problemas que afetam a atividade turística no interior, considerando que, para combater estas dificuldades, devem ser destacados os grandes trunfos do Interior do país.

“O Interior de Portugal é o luxo do século XXI, uma vez que oferece tempo, silêncio e segurança. Se passarmos esta mensagem aos mercados internacionais, nomeadamente os mercados emergentes, seremos capazes de atrair mais turistas a estes territórios”, considerou.

A sessão contou depois com dois painéis dedicados aos temas “O Turismo no Interior e no Centro – Redes e Conhecimento” e “O Turismo no Interior e no Centro – As Empresas”, aos quais se seguiu um período de debate.

No âmbito do Roteiro da Agenda para o Turismo no Interior, Nuno Fazenda visitou, também a Casa das Fidalgas, em Santar, Nelas, e o Grande Hotel Lisboa, nas Termas de São Pedro do Sul.

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Emirates é a companhia aérea com melhor reputação em Portugal

Pelo segundo ano consecutivo, a Emirates classificou-se em primeiro lugar enquanto companhia aérea com melhor reputação em Portugal no RepScore 2023, relatório da OnStrategy, que destaca as melhores marcas do país.

Pelo segundo ano consecutivo, a Emirates classificou-se em primeiro lugar enquanto companhia aérea com melhor reputação em Portugal no RepScore 2023, relatório anual conduzido pela OnStrategy, que analisa mais de 2.000 empresas em Portugal e destaca as melhores marcas do país.

“Estamos muito felizes por sermos reconhecidos mais uma vez pelos nossos produtos e serviços líderes da indústria. Obrigado aos nossos passageiros por terem sempre optado por voar melhor connosco. Os passageiros permanecem no centro de tudo o que fazemos e esperamos continuar a oferecer experiências de viagem inigualáveis e a ligar Portugal ao mundo através do Dubai”, congratula-se David Quito, country manager da Emirates em Portugal.

Os prémios foram entregues na passada segunda-feira, 30 de janeiro, numa cerimónia que teve lugar no Hotel Ritz Four Seasons, em Lisboa, e que contou com a presença de David Quito, que recebeu o prémio entregue à Emirates.

Este ano, o relatório RepScore foi elaborado com base num inquérito aplicado a 50,000 cidadãos portugueses, focando no posicionamento da marca, na reputação, e na forma como os clientes veem as empresas nacionais e internacionais.

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Governo incorpora Portugal Film Commission no ICA

Com esta alteração, o ICA passa a estar sob tutela dos membros do Governo responsáveis pelo Turismo e pela Cultura, em “matérias relacionadas com incentivos à produção cinematográfica e audiovisual e à captação de filmagens internacionais para Portugal”.

O Governo aprovou esta quinta-feira, 2 de fevereiro, em Conselho de Ministros, um decreto-lei que altera a estrutura orgânica do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), que passa a incorporar em permanência a Portugal Film Commission.

De acordo com um comunicado do Gabinete do ministro do Mar e da Economia, com esta alteração, o ICA “alarga o escopo da sua missão”, passando a estar sob tutela conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do Turismo e da Cultura, em “matérias relacionadas com incentivos à produção cinematográfica e audiovisual e à captação de filmagens internacionais para Portugal”.

“Esta alteração orgânica constitui o reconhecimento do trabalho da Portugal Film Commission e da política de incentivos concedidos pelo Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema (FATC), com resultados muito positivos nos setores do cinema e do audiovisual”, explica o comunicado divulgado.

Entre 2018 e 2022, foi registado um investimento total de cerca de 238 milhões de euros (dos quais 129 milhões de investimento estrangeiro), com incentivos de 64 milhões de euros atribuídos a 168 projetos, tendo o ano de 2022 sido aquele que registou maior volume de investimento, que ascendeu a 99 milhões de euros (dos quais 74 milhões foram investimento estrangeiro), e tendo sido atribuídos 27 milhões de euros de incentivos.

O Governo pretende ainda introduzir, já este ano, alterações às regras de acesso ao Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema, assumindo o compromisso de manter o regime de incentivos deste fundo até final de 2026.

“Nestes termos, as candidaturas ao FATC terão este ano duas fases. A primeira será aberta a 3 de abril de 2023, com uma dotação orçamental de apoio a projetos que será anunciada até ao final de fevereiro. Nesta primeira fase de candidaturas, mantêm-se as regras de acesso aos incentivos atualmente em vigor, com valoração adicional dos projetos realizados em territórios de baixa densidade”, acrescenta a informação divulgada.

No último trimestre do ano e após reflexão das diferentes áreas governativas envolvidas e considerando o relatório “Avaliação do Funcionamento e Efeitos do Incentivo à Produção Cinematográfica e Audiovisual – Cash Rebate”, do PlanAPP, o Governo conta abrir uma 2.ª fase de candidaturas, cujas regras e dotação orçamental estão ainda por definir.

“Esta decisão do Governo baseia-se no reconhecimento do sucesso alcançado na atração de produções internacionais para filmar em Portugal, com consequências muito positivas para o desenvolvimento do setor e para a consolidação das produtoras portuguesas”, realça Pedro Adão e Silva, ministro da Cultura, considerando que esta alteração permite assumir “um compromisso político total relativamente ao futuro, consolidando o que começou por ser um grupo de projeto”.

Já Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo defende que “a atração de produções cinematográficas internacionais tem um efeito multiplicador para a economia e para o turismo português”, pelo que esta alteração legislativa permite reforçar a “estratégia de atratividade e fomento” de Portugal enquanto destino de excelência das produções cinematográficas, nomeadamente na zonas do interior do país.

“Queremos continuar a afirmar Portugal no mundo e a 7.ª arte é uma ancora para essa afirmação e projeção internacional”, conclui o governante.

 

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Transavia lança nova campanha sob o mote “Os destinos que lhe dizem mais por menos”

A Transavia lançou uma nova campanha de media em Portugal, sob o mote “Os destinos que lhe dizem mais por menos”, que oferece tarifas desde 31 euros para voos de ida e que vai estar em vigor até 2 de abril.

A Transavia lançou uma nova campanha de media em Portugal, sob o mote “Os destinos que lhe dizem mais por menos”, que oferece tarifas desde 31 euros para voos de ida e que vai estar em vigor até 2 de abril.

A nova campanha da Transavia, companhia aérea low cost do Grupo Air France/KLM, arrancou esta semana e inclui cartazes, cartazes digitais em centros comerciais, banners digitais e anúncios na imprensa local, redes sociais e plataformas de vídeo online, tendo sido desenvolvida pela agência Marcel do Grupo Publicis.

O vídeo da nova campanha da Transavia já está disponível para visualização online aqui.

 

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Torre dos Clérigos recebeu 1,2 milhões de visitantes em 2022

A Torre dos Clérigos, no Porto, recebeu 1,2 milhões de visitantes no ano passado, num aumento de quase 250% face a 2021, apesar de ainda estar abaixo de 2019, uma vez que as medidas de segurança da COVID-19 foram mantidas.

A Torre dos Clérigos, no Porto, recebeu 1,2 milhões de visitantes ao longo do ano passado, número que representa um aumento de quase 250% face a 2021 mas que continua ainda 30% abaixo do registado em  2019, antes da pandemia da COVID-19, informou a Irmandade dos Clérigos, gestora do monumento que comporta a igreja, o museu e a torre sineira.

Segundo a Irmandade dos Clérigos, o facto do número de visitantes do espaço continuar 30% abaixo do registado em 2019 deve-se ao facto de se ter decidido manter “as medidas de segurança e proteção dos visitantes vigentes ao longo da pandemia de COVID-19”.

Na lista de mercados emissores, o destaque vai para Espanha e França, que lideram em número de visitantes, ainda que a Irmandade dos Clérigos destaque também o desempenho dos EUA, que é já o terceiro país com maior número de visitantes na Torre dos Clérigos.

No ano passado, a Torre dos Clérigos registou uma quota de 70% de visitantes internacionais, número que, segundo a Irmandade dos Clérigos, vem comprovar o “lugar inestimável” do monumento na atração turística ao Porto e Norte de Portugal.

“Apesar de termos mantido as medidas de segurança e proteção implementadas desde 2020, com redução do fluxo de visitantes em simultâneo no interior da Igreja, Museu e Torre, chegámos ao final do ano ultrapassando a barreira de um milhão de turistas”, assinala o presidente da Irmandade dos Clérigos, Padre Manuel Fernando, considerando que, caso as medidas da COVID-19 não tivessem sido mantidas, o monumento teria “ultrapassado os 1,5 milhões de visitantes de 2019”.

Em 2022, o Complexo dos Clérigos recebeu também vários eventos de vulto, com destaque para o lançamento de vários livros mas também de exposições.

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Costa Serena inicia cruzeiros na Ásia em junho

O Costa Serena vai oferecer trinta cruzeiros na Ásia em 2023, incluindo seis cruzeiros dedicados ao mercado sul-coreano, que têm lugar em junho, e vinte e quatro cruzeiros para o mercado de Taiwan, entre julho e setembro.

A Costa Cruzeiros anunciou que, entre junho e setembro, o navio Costa Serena vai voltar a realizar cruzeiros na Ásia, realizando um programa de cruzeiros charter, em colaboração com parceiros asiáticos locais.

De acordo com a companhia de cruzeiros, os acordos comerciais para esta operação já foram assinados numa cerimónia que decorreu no Dubai, a bordo do Costa Toscana, navio que está colocado no Golfo Pérsico durante o inverno de 2022/23, e que contou com a presença de Mario Zanetti, Presidente da Costa Cruzeiros, Roberto Alberti, SVP & Chief Commercial Officer da Costa Cruzeiros, e representantes dos dez parceiros locais.

“O reinício do Costa Serena, em funcionamento antes do previsto, é mais uma confirmação da crescente valorização da Costa Cruzeiros em todos os mercados globais em que operamos”, afirma Mario Zanetti, considerando que os cruzeiros a bordo do Costa Serena representam “um sinal importante para a recuperação da indústria na Ásia”.

No total, o Costa Serena vai oferecer trinta viagens de cruzeiros na Ásia em 2023, incluindo seis cruzeiros dedicados ao mercado sul-coreano, que têm lugar em junho, e vinte e quatro cruzeiros para o mercado de Taiwan, entre julho e setembro.

Os itinerários têm quatro a sete dias de duração e visitam vários destinos no leste asiático, a exemplo do Japão, estando planeadas saídas dos portos de Busan, Sokcho e Pohang, na Coreia do Sul, e Keelung, em Taiwan.

Recorde-se que o Costa Serena é um navio de bandeira italiana construído pela Fincantieri e que entrou em funcionamento em 2007, conta com uma arqueação bruta de 114.000 toneladas e pode acomodar até 3.780 passageiros.

 

 

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