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The Lince Hotels & Resorts vai ter o seu primeiro cinco estrelas em Vila do Conde

Com abertura prevista para o terceiro trimestre de 2022 e fruto de um investimento de 12,5 milhões de euros, o The Lince Convento de Santa Clara & SPA vai estar direcionado para os segmentos de luxo corporate e lazer.

Raquel Relvas Neto
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The Lince Hotels & Resorts vai ter o seu primeiro cinco estrelas em Vila do Conde

Com abertura prevista para o terceiro trimestre de 2022 e fruto de um investimento de 12,5 milhões de euros, o The Lince Convento de Santa Clara & SPA vai estar direcionado para os segmentos de luxo corporate e lazer.

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A cadeia hoteleira The Lince Hotels & Resorts, que conta com dois hotéis nos Açores, na ilha de São Miguel, – o The Lince Azores e o The Lince Nordeste – , vai abrir no próximo ano aquele que será o seu primeiro cinco estrelas.

O The Lince  Convento de Santa Clara & SPA vai resultar da reconversão do Convento de Santa Clara, numa concessão por 50 anos que o grupo ganhou no âmbito do concurso Revive. Ao Publituris, Bernardo Mesquita, director geral de operações dos The Lince Hotels & Resorts, explica que se trata de uma unidade  com 85 quartos e suites inseridos numa zona em vias de classificação, com os quartos a apresentarem vistas sobre o rio Ave e o mar. O cinco estrelas vai também disponibilizar “amplos espaços exteriores, SPA com todas as valências, piscina exterior e restauração de qualidade em espaços repletos de história e elegância”.

“A recuperação do património e a ambição de fazer deste produto uma referência da hotelaria no Norte, foram os principais motivos para este investimento”, justifica Bernardo Mesquita, perspetivando que este será “um  produto de excelência em ambiente sofisticado e elegante, um serviço diferenciador”.

Com abertura prevista para o terceiro trimestre de 2022 e fruto de um investimento de 12,5 milhões de euros, o The Lince Convento de Santa Clara & SPA vai estar direcionado para os segmentos de luxo corporate e lazer, que procuram Vila do Conde, mas também as cidades próximas como o Porto, Viana do Castelo, Braga e Guimarães. O diretor-geral de operações prevê que a unidade hoteleira se torne “a referência para os eventos sociais na Região e, o ponto de encontro das pessoas que procurem sofisticação, elegância, conforto e requinte”.

Atentos ao  crescimento da  operação nos Açores, o grupo hoteleiro analisa possibilidades no continente, em cidades como o Porto e Lisboa, “assim como outras oportunidades que nos têm sido colocadas para avaliação”, indica.

Os investimentos do grupo passam também pela requalificação das suas unidades nos Açores.  “No final do corrente ano, iremos iniciar uma remodelação no The Lince Nordeste e a requalificação do espaço exterior do The Lince Azores, com a introdução de equipamentos de lazer de enorme relevância para os hóspedes”, adianta Bernardo Mesquita, considerando que este investimento “nos irá posicionar ainda melhor no sustentável destino Açores”.

Operação

Questionado acerca do estado atual da operação, o responsável releva que ambas as unidades têm registado procura tanto pelos açorianos, como pelos portugueses do continente, o queleva o mesmo a apontar um crescimento acima de 2020. “O The Lince Nordeste já está a ter procura pelo mercado externo, pelos continentais e, tendo fidelizado o mercado local, estes têm regressado para confirmar a nossa excelência gastronómica, tranquilidade do SPA e da região”, constata. Quanto ao The Lince Azores, depois de um “excelente” mês de junho, Bernardo Mesquita prevê que em julho e agosto se verifique um crescimento volume e na receita média quarto. “Estamos a posicionar o nosso produto e serviços numa categoria superior e, os hóspedes têm percepcionado este upgrade nos nossos hotéis”, assinala.

The Lince Nordeste

À semelhança de todo o setor hoteleiro, os The Lince Hotels & Resorts também têm registado desafios  na gestão durante este período pandémico, onde se destacam as reservas feitas com poucos dias de antecedência, a redução ainda da presença da operação turística de mercados emissores e a “escassa” operação de grupos. Porém, isto não afetou os recursos humanos das unidades do grupo, pois Bernardo Mesquita garante que mantevieram “as nossas equipas na íntegra,  tendo reforçado a formação o que nos coloca em posição de elevarmos a excelência do serviço”. “A equipa tem sabido muito bem responder a toda as alterações de normas e regras que foram criadas desde o ano passado. O cliente, tem sentido muita confiança e segurança nos nossos hotéis. Aliás, os hotéis são um excelente exemplo na boa preservação da higiene e segurança aos seus consumidores”, sustenta.

Quanto a previsões de melhorias efetivas, o diretor-geral de operações considera que “2021 é um ano ainda cheio de incógnitas para o que poderá ser o negócio do último trimestre”. No entanto, em 2022 as perspetivas são mais animadoras: “2022 será certamente um ano de forte crescimento para os Açores e para nós em particular. Estaremos com excelentes produtos e serviço para captarmos mais clientes”.

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Portugal não vai ter festejos de passagem do ano

Um pouco por todo o país, os festejos de rua de passagem do ano, com concertos e fogo-de-artifício, foram cancelados para evitar uma grande aglomeração de pessoas, e evitar a propagação da pandemia da covid-19 em Portugal.

Várias cidades portuguesas, um pouco de norte a sul do país, acabam de anunciar que não vai haver festejos de passagem de ano devido à evolução da pandemia da covid-19 no país e consequentemente pelas medidas de restrição pelas medidas de restrição em vigor.

Os festejos da passagem de ano em Lisboa foram cancelados devido à evolução da pandemia de Covid-19, anunciou esta sexta-feira o presidente da câmara, Carlos Moedas, remetendo para a semana uma decisão sobre os espetáculos de fogo de artifício. Para justificar a decisão, o autarca de Lisboa afirmou que as festas iriam criar “um grande aglomerado de pessoas”.

Também o autarca do Porto, Rui Moreira, revelou que as festas de fim de ano na cidade não se vão realizar, devido à situação pandémica. Este será o segundo ano consecutivo que os festejos são cancelados. “Era nossa intenção fazer fogo-de-artificio na praia desta vez, mas as circunstâncias são o que são, temos de nos ajustar e, portanto, falámos com os GNR com quem já tínhamos agendado o concerto – ainda não tínhamos anunciado – e passaram para o Pavilhão Rosa Mota no dia 30 de dezembro”, explicou o autarca, sublinhado que esta decisão pretende “evitar a concentração nas ruas”.

Ainda no Norte, o fogo-de-artificio e concertos já foram cancelados nos concelhos de Espinho, Matosinhos, Gondomar, Vila Nova de Gaia, Braga e Guimarães. A autarquia de Espinho adiou ainda a tradicional corrida de São Silvestre, que estava, originalmente, marcada para 8 de janeiro e passou para 15 do mesmo mês.

Igualmente, os 16 municípios do Algarve decidiram em conjunto cancelar a realização de festas de passagem de ano por não estarem reunidas as condições para cumprir as medidas de contenção da covid-19, anunciou a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

Em comunicado, a AMAL adianta que a decisão “foi consensualizada em sede de reunião do conselho intermunicipal”, na sexta-feira, atendendo ao “contexto de pandemia que atualmente se vive e à recente evolução” epidemiológica.

“Mesmo que estas iniciativas fossem de realização ao ar livre, teriam que obedecer a um conjunto de orientações da DGS, que os autarcas afirmam não haver condições para serem cumpridas, uma vez que implicam uma grande concentração de pessoas”, lê-se na nota.

Alguns autarcas decidiram manter a tradição do fogo-de-artifício, “sendo que outros decidiram não avançar uma vez que podem promover aglomeração de pessoas”, razão pela qual foram também canceladas várias iniciativas da programação de Natal, prossegue.

“Conscientes de que esta decisão poderá trazer constrangimentos aos empresários e comerciantes da região, os autarcas defendem que, nesta altura, o foco deverá estar centrado na proteção da saúde e bem-estar da população do Algarve”, conclui o organismo que agrega os 16 municípios do distrito de Faro.

 

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Rio de Janeiro cancela as festas de fim de ano

Um dos maiores cartazes turísticos internacionais – as festas de fim de ano na cidade brasileira do Rio de Janeiro, não vão acontecer este ano. Foram canceladas por cauda da covid-19.

As autoridades do Rio de Janeiro cancelaram as festas de um dos maiores cartazes turísticos internacionais da cidade:  a passagem de ano, por causa da covid-19.

O anúncio foi feito pelo presidente da câmara da cidade brasileira, Eduardo Paes, que afirmou que “respeitamos a ciência. Como são opiniões divergentes entre comités científicos, vamos sempre ficar com a mais restritiva. O Comité da prefeitura diz que pode. O do Estado diz que não. Então não pode. Vamos cancelar dessa forma a celebração oficial do réveillon do Rio”, escreveu Eduardo Paes nas redes sociais.

O autarca acrescentou que não seria possível organizar uma festa de passagem de ano com a dimensão que tem no Rio de Janeiro sem a garantia de todas as autoridades sanitárias. “Infelizmente não temos como organizar uma festa dessa dimensão, em que temos muitos gastos e logística envolvidos, sem o mínimo de tempo para preparação”, acrescentou.

Esta decisão é o culminar de uma semana de debate entre as autoridades do Rio de Janeiro sobre as festas de passagem de ano, depois de a variante mais recente do vírus da covid-19 (Ómicron) ter chegado ao Brasil.

Na quinta-feira passada, a autarquia do Rio de Janeiro decidiu impor a necessidade de passaporte de vacinação contra a covid-19 para a entrada em espaços como restaurantes, bares e hotéis.

O Rio de Janeiro soma-se assim a outras 21 capitais regionais do Brasil, como São Paulo, a cidade mais populosa do país, que já decidiram cancelar as festas previstas para o fim do ano.

 

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João Fernandes reeleito para novo mandato na Associação de Turismo do Algarve

João Fernandes foi reeleito esta quinta-feira, 2 de dezembro, para um novo mandato à frente da Associação de Turismo do Algarve (ATA).

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O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, foi reeleito para um segundo mandato à frente da Associação de Turismo do Algarve (ATA), entidade responsável pela promoção internacional do Algarve, cujas eleições decorreram esta quinta-feira, 2 de dezembro.

Num comunicado enviado à imprensa, a ATA explica que o ato eleitoral contou com uma lista única, que era liderada por João Fernandes e que contava com “representatividade dos vários agentes da indústria de turismo da região” e reuniu uma votação “expressiva”, com 90 votos a favor, um voto nulo e outro voto em branco.

“A acompanhar João Fernandes na presidência dos restantes órgãos da nova Direção, que ficará em funções até 2024, estão a ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, à frente da Assembleia Geral, e o Hotel Júpiter, à frente do Conselho Fiscal”, indica a ATA, no comunicado divulgado.

Depois do ato eleitoral, João Fernandes mostrava-se “muito satisfeito com esta reeleição”, principalmente por poder dar continuidade ao projeto que foi iniciado em 2018 e que, segundo o responsável, “se tem mostrado vencedor”, mesmo durante a fase de pandemia.

“Os próximos anos continuarão a ser, certamente, tempos muito desafiantes e exigentes para o turismo do Algarve, mas tenho confiança que esta equipa irá saber manter o mesmo espírito combativo para continuar a ultrapassar obstáculos com sucesso, dedicação e muita criatividade”, afirma João Fernandes.

Aposta na diversidade da oferta da região e consolidação do reconhecimento internacional do Algarve como um destino turístico autêntico e de qualidade superior são, de acordo com a ATA, os pilares que vão suportar a promoção futura do Algarve e cujo sucesso, segundo a associação, deverá continuar a passar pelo “envolvimento dos vários agentes do setor de turismo da região em torno deste objetivo comum”.

Além de João Fernandes, reeleito presidente da Direção da ATA, a associação passa a contar com os seguintes órgãos sociais:

Assembleia Geral

Presidente – ACRAL (Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve),
representada por Álvaro José Martins Viegas.

Secretário – Castro Marim Golfe and Country Club (Algarvelux – Const. e
Empreendimentos, S.A.), representada por David Martins.

Vogal – Casa Modesta (Casa Modesta, Lda.), representada por Vânia Isabel Brito
Fernandes.

Suplente – Animaris (Animação Turística, Lda.) representada por José Rita Brito Vargas

Suplente – Restaurante 2 Passos (Alfazema Restaurantes, Lda), representado por
Joaquim Alberto Rodrigues Coelho.

Direção

Presidente – Região de Turismo do Algarve, representada por João Pedro Ferreira
Caldas Fernandes.

Vice-Presidente – Hotel Quinta do Lago (Grampiam, SA.), representado por Filipe José
Rosário do Adro.

Vice-Presidente – APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo),
representada por Duarte Manuel Gois Correia.

Vice-Presidente – Benamor (Atividades Turísticas, SA.), João Paulo Carvalho Oliveira e
Sousa.
Vice-Presidente – Vila Monte Farm House (Discovery Hotel Management),
representada por Pedro Minetto Ferreira Neto.

Vice-Presidente – Hotel Eva (AP Hotels & Resorts), representada por Emanuel José
Moreira de Freitas.

Suplente – VISACAR (Aluguer de Veículos Motorizados Automóveis, SA.), representada
por Honório Manuel Bernardo Teixeira.

Suplente – Associação Vilamoura Visitors, Residents & Conventions Bureau,
representada por Isolete Jerónimo Café Correia.

Conselho Fiscal

Presidente – Hotel Júpiter (Júpiter Indústria Hoteleira, S.A.) representada por Luís
Miguel Henriques da Conceição Negrão Sequeira.

Vice-Presidente – Salema EcoCamp Surf & Nature (Around the Eden Nature Park,
Lda.), representada por Joaquim Jacinto Lourenço.

Vogal –Dreamwave (DreamWave Algarve, Atividades Marítimo-Turísticas, Lda.),
representada por Raul Manuel Domingos Correia.

Suplente – Loulé Jardim Hotel (Filipe Contreiras Unipessoal), representado por Filipe
Manuel Lampreia Contreiras.

Suplente – Vale do Garrão, Lda. (Hotel Ria Park), representada por Maria Teresa Pontes
Caldeano.

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Há duas aldeias portuguesas entre as melhores do mundo para turismo rural

Cumeada e Castelo Rodrigo foram as duas aldeias portuguesas distinguidas nos prémios Best Tourism Village, que foram, este ano, entregues pela Organização Mundial do Turismo (OMT) pela primeira vez.

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As aldeias portuguesas de Cumeada e Castelo Rodrigo foram duas das vencedoras do Prémio Best Tourism Village da Organização Mundial do Turismo (OMT), galardões que foram entregues esta quinta-feira, durante a 24.ª Assembleia Geral da organização, que está a decorrer em Madrid, Espanha.

Num comunicado enviado à imprensa, o Turismo de Portugal explica que este foi o primeiro ano em que a OMT entregou estes prémios, com o objetivo de “distinguir os melhores destinos rurais a nível mundial e, desta forma, contribuir para a valorização do território rural e comunidades locais através do turismo”.

Nesta primeira edição, Portugal candidatou três aldeias, o máximo de candidaturas permitidas por país, tendo os prémios recebido um total de 170 candidatos de 75 países.

Com o prémio, as aldeias vencedoras recebem também o selo Best Tourism Village, que é válido por três anos, após os quais as aldeias serão novamente avaliadas, de acordo com os requisitos de sustentabilidade, para lhe ser renovado o selo.

Paralelamente, a OMT vai também selecionar, através do Upgrade Programme, um conjunto de aldeias que não preencheram a totalidade dos critérios de Best Tourism Village, mas que vão receber apoio da OMT e outros parceiros para “desenvolver aspetos identificados como a melhorar durante o processo de avaliação da candidatura”.

“Os candidatos são também integrados na Rede Internacional da OMT que irá permitir a partilha de experiências e boas práticas entre aldeias. Esta rede vai integrar representantes das aldeias Best Tourism Village e das aldeias do Upgrade Programme, bem como especialistas e parceiros públicos e privados, envolvidos no desenvolvimento do turismo rural”, acrescenta o Turismo de Portugal.

Para Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, que marcou presença na 24.ª Assembleia Geral da OMT, estes prémios são também “uma validação da estratégia turística nacional que, desde 2017, tem vindo a desenvolver um conjunto de ações com vista a construir o turismo do futuro, sustentável e inovador”.

“E são estas boas práticas que queremos ver implementadas em larga escala, para que, cada vez mais, Portugal seja um destino que pode ser visitado ao longo de todo o ano, em todas as regiões”, explica a governante.

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Flexibilização é palavra de ordem no 46º Congresso da APAVT

A flexibilização em toda a cadeia de valor do turismo, como fator fundamental para a recuperação do setor, foi a palavra-chave no painel sobre ‘Tendências do consumidor, capacidade da oferta e velocidade da retoma’, esta quinta-feira no Congresso da APAVT.

A flexibilização em toda a cadeia de valor do turismo, como fator fundamental para a recuperação do setor, foi a palavra-chave no painel sobre ‘Tendências do consumidor, capacidade da oferta e velocidade da retoma’ que teve lugar esta quinta-feira, no âmbito do 46º Congresso da APAVT, a decorrer em Aveiro.

Silvia Mosquera, CCRO da TAP, Frédéric Frére, CEO da Travelstore American Express GBT, Francisco Pita, CCO da ANA Aeroportos/Vinci, Joaquim Monteiro, diretor-geral da Luísa Todi DMC, a que se juntou ainda ao debate, Maria José Costa, da Eventivos DMC, foram categóricos em afirmar que a flexibilização, a continuação dos apoios ao setor, a diminuição da carga fiscal, a necessidade de reter talentos, bem como a clarificação de normas e a sua comunicação clara e atempada, são algumas das questões cruciais para a retoma do turismo.

Se por um lado, os intervenientes deste painel falaram de alguma recuperação com valores a aproximarem-se aos de 2019, da retoma do turismo em Portugal, da performance do mercado, da reafirmação pela TAP de que as agências de viagens são o seu parceiro privilegiado na distribuição, e dos aeroportos nacionais a conhecerem uma boa recuperação, por outro lado pairava o clima de incerteza que o setor está a viver face à nova vaga da pandemia.

Silvia Mosquera, admitiu que a nova variante Ómicron está a provocar um abrandamento das vendas de bilhetes, face à recuperação que se assistia desde setembro. “Estávamos muito otimistas porque a recuperação estava a ser muito boa. Com efeito, em novembro, e agora também em dezembro, estamos a operar 80% da capacidade dos voos que operámos em 2019. São bons números”, disse.

A responsável referiu que a recuperação se fez notar, sobretudo, “no mercado doméstico, étnico, e nas viagens de visita à família e amigos”, enquanto o corporate está a ter ainda algum atraso.

Prudência 

Prudente e conservador está igualmente Frédéric Frére em relação à retoma das viagens de negócios, realçando que não se pode fazer conjeturas a longo prazo, e acredita que há ameaças, mas também oportunidades. Reconhece que com novas atitudes de consumo surgem outras necessidades e motivos para viajar, e que o online apesar de ser importante, há necessidade dos contactos presenciais.

Já os DMC’s estimam um recomeço só a partir da Páscoa. Alertam que neste momento nada acontece, e que pretendem a retoma com eventos. Pedem mais apoios para poderem encarar a situação difícil que atravessam, com anulações e cancelamentos.

afirmou Francisco Pita no 46.º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), em Aveiro.

Por sua vez, Francisco Pita disse que, dada a recuperação a que se assistiu no aeroporto de Lisboa, em novembro, “em muitos dias” já se assistiu ao mesmo número de movimentos na Portela que se verificava em 2019. “Temos, de facto, necessidade de um aumento rápido da capacidade aeroportuária na região de Lisboa se queremos continuar a crescer”, reafirmou.

De acordo com o responsável, os comportamentos são assimétricos entre aeroportos e alerta que a nova variante pode obrigar a rever previsões.

Sobre o autorCarolina Morgado

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SATA antecipa que 2022 pode ser ano recorde

O presidente executivo da SATA, Luís Rodrigues, revelou no Congresso da APAVT, que termina sexta-feira em Aveiro, que a companhia aérea açoriana já recuperou praticamente os níveis de 2019 e espera bater recorde em 2022.

SATA, que aguarda para breve a aprovação, pela Comissão Europeia, do seu plano de reestruturação, deixou boas notícias no 46º Congresso da APAVT, que termina esta sexta-feira em Aveiro. Isto porque, a companhia aérea açoriana já recuperou praticamente aos níveis de 2019 e espera bater recordes em 2022.

O CEO da SATA, Luís Rodrigues, revelou que “tivemos um verão fantástico, apenas 7% abaixo de 2019 e neste momento estamos praticamente ao nível desse ano. O que, comparado com outras companhias aéreas, é muito bom, não temos razões para nos queixar.

O executivo lembrou que este crescimento verificado, principalmente neste trimestre, após um 2020 e primeiro trimestre deste ano, períodos para esquecer, deve-se, por um lado ao progressivo levantamento de medidas restritivas impostas pela pandemia, em que as pessoas ganharam confiança e voltaram a viajar, e por outro, pela pontualidade na ordem dos 90%.

A pontualidade é um fator chave, destacou Luís Rodrigues, porque, “elimina tudo o que são compensações ao cliente por atrasos; e por outro lado, porque as pessoas apreciam esse fator e criam maior confiança e fidelidade”.

Também deu conta que a SATA aproveitou a redução da atividade imposta pela pandemia para dar a volta à operação e à relação comercial com os clientes.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Congresso APAVT: “O turismo só cresceu nestes anos, porque o Estado não se meteu”

O cenário da não aprovação do Orçamento de Estado esteve em debate no 46.º Congresso da APAVT, no qual as as palavras mais ouvidas foram “despesa”, “receita” (ou falta dela) e “dívida”.

Victor Jorge

No painel que debateu as consequências de Portugal estar sem Orçamento de Estado [aprovado], o painel liderado pelo jornalista Camilo Lourenço, com a participação de João Duque, professor do ISEG, e Sandra Maximiano, professora associada também do ISEG, durante o 46.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), as palavras mais ouvidas foram “despesa”, receita” e “dívida”.

Na opinião de João Duque, “prefiro que venha um bom Orçamento de Estado (OE) mais tarde do que ter um rápido e mau”, reconhecendo que “OE não tem uma estratégia para o país, tem uma estratégia para manter o poder”.

O professor catedrático do ISEG afirmou ainda que “o turismo só cresceu nestes anos, porque o Estado não se meteu”, criticando ainda o “desaparecimento” de dados para análise do setor, nomeadamente, da ANAC e da TAP e que, por isso, é impossível te ruma previsão sobre o que está e pode vir a acontecer, de modo a conseguir-se tomar decisões, e tudo para “não haver possibilidade de existirem desmentidos”.

Uma das decisões que João Duque, porém, tomaria, já que “o OE deve ser orientado para a produtividade e eficiência”, era a de “cortar metade do número de ministros”.

Ainda quanto ao tema principal do painel – Orçamento de Estado (ou a falta dele) – João Duque afirmou que “aumentamos a despesa mais do que a receita e isso é um problema grande e grave a longo prazo”, sugerindo a existência de um acompanhamento permanente por parte de uma agência internacional independente que acompanhasse o desenvolvimento das políticas económicas do país indicadas no documento.

Devia de existir uma agência internacional independente a estudar e analisar os gastos/receitas

Chamou ainda à atenção para o facto do “crescimento de população não ativa e idosa que não corresponde ao crescimento da população ativa”, população não ativa e idosa essa que “custa mais do que a população nos primeiros cinco anos”.

Mostrando-se “preocupada” com o OE, Sandra Maximiano, destacou, por sua vez, o “tempo para se decidir e executar que é longo em Portugal”, admitindo “não acreditar em algo melhor” no que concerne o OE, “mas há que ter esperança”, reconhecendo, contudo, que o futuro quadro político será “diferente, não sei se melhor”.

Certo é que para esta economista, existe um “desincentivo ao mérito e à produtividade” e que “em vez de se estar a discutir a alocação de dinheiro, devia estar a discutir-se estratégia”, uma vez que “a despesa que temos será para gerações futuras pagarem”.

Quanto uma possível baixa de impostos, a resposta dos três participantes do painel foi unanime – “não” -, reconhecendo todos que “o impacto de qualquer medida não pode ser feito apenas em função do ano seguinte, mas sim a cinco ou dez anos”, com Camilo Lourenço a dar o exemplo da Irlanda que traçou uma estratégia económica e fiscal, precisamente a uma década. E vejam onde está a Irlanda agora”, terminou.

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AHP revê Contrato Coletivo de Trabalho e anuncia acordo “justo e equilibrado” com sindicatos

Associação da Hotelaria de Portugal considera que o novo acordo, negociado com os sindicatos que representam os trabalhadores do setor, está “mais adaptado aos novos tempos e necessidades”.

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A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo (SITESE/FETESE) assinaram um novo Contrato Coletivo de Trabalho que, segundo a associação, resulta de “um longo período de negociações” e que representa “uma revisão total do que se encontrava em vigor desde julho de 2008”.

De acordo com Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP e responsável pela negociação, trata-se de um “acordo justo e equilibrado, mais adaptado aos novos tempos e necessidades, quer das empresas quer dos colaboradores”, que representa uma grande vitória para o setor.

Esta é uma grande vitória para todos. O anterior Contrato Coletivo de Trabalho estava claramente obsoleto e quer a AHP quer o Sindicato que representa os trabalhadores do setor o sentiam.  Ao cabo de longas, exigentes, árduas, mas profícuas negociações para a sua revisão profunda, creio que conseguimos encontrar neste novo CCT o equilíbrio entre a indispensável maior flexibilidade que a gestão impunha na organização dos termos e tempos de trabalho e a valorização das profissões turísticas”, considera a responsável.

O novo Contrato Coletivo de Trabalho entra em vigor a 1 de janeiro de 2022 e, segundo Raul Martins, presidente da AHP, que também se mostra satisfeito com o acordo, “representa um aumento de custos importante para a exploração hoteleira, mas permite a flexibilidade necessária à atividade e condições de trabalho dignas”.

 

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AHRESP pede nova prorrogação da linha de microcrédito do Turismo de Portugal

Associação considera que o impacto das novas medidas adotadas para conter a pandemia justifica a prorrogação do período de carência desta linha de apoio por mais um ano.

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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) veio esta terça-feira, 30 de novembro, pedir uma nova prorrogação do período de carência da linha de microcrédito do Turismo de Portugal, uma vez que, defende a associação, as novas medidas adotadas para conter a pandemia voltaram a “perturbar os negócios” das empresas de restauração e hotelaria, o que justifica “o reforço dos apoios à tesouraria”.

“As recentes medidas anunciadas pelo Governo, bem como o clima generalizado de perda de confiança nos consumidores e turistas, estão mais uma vez a perturbar os negócios das nossas empresas, pelo que é da maior urgência o reforço dos apoios à tesouraria, como a prorrogação do período de carência da linha do Turismo de Portugal por mais um ano”, defende a associação, num comunicado enviado à imprensa.

Para a AHRESP, esta linha de apoio, que foi criada logo no início da pandemia e que “tem vindo a ser sucessivamente reforçada”, revelou-se “um dos principais instrumentos de apoio à tesouraria” das empresas de restauração e hotelaria.

A associação admite que o Turismo de Portugal já prorrogou o período de carência desta linha para 30 de junho de 2022, no caso dos contratos cujos períodos de carência terminavam até 31 de março de 2022, mas considera que o impacto das novas medidas justifica uma nova prorrogação e que os pagamentos dos contratos atualmente em vigor apenas se iniciem a partir de 1 de julho de 2023.

Recorde-se que a partir de 1 de dezembro, com o regresso da situação de calamidade, voltou a ser obrigatória a apresentação de certificado de vacinação ou teste negativo à COVID-19 para acesso aos estabelecimentos de restauração e alojamento turístico.

 

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Madeira lança nova campanha e convida a viver Natal e Fim de Ano “À Madeirense”

Nova campanha vai estar em vigor até 20 de dezembro, em 17 mercados internacionais e exclusivamente através de plataformas online, promovendo as festas de Natal e Fim de Ano da Madeira.

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A Associação de Promoção da Madeira (APM) lançou uma nova campanha promocional exclusiva para plataformas online, na qual convida os turistas nacionais e internacionais a visitarem o arquipélago e a viverem um Natal e Fim de Ano “À Madeirense”, mote que dá nome à nova campanha, que está em vigor até 20 de dezembro.

“Nova campanha para o mercado nacional e internacional acontece até 20 de dezembro, exclusivamente em plataformas online, sob o mote “À Madeirense”. Este é um convite para todos se juntarem às épicas festas de Natal e Fim de Ano que a Madeira proporciona aos seus visitantes”, explica a associação, num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com a APM, a campanha visa promover as festas de Natal e Fim de Ano na região vai estar presente em 17 mercados internacionais, incluindo os tradicionais do Reino Unido, Espanha e França, mas também “novas apostas, como a Polónia ou República Checa e os Estados Unidos”.

A campanha conta com várias versões que enfatizam as tradições natalícias da região da Madeira, nomedamente “À Madeirense é um Natal de tirar o fôlego”, “À Madeirense o Natal é de festa em festa” e “À Madeirense o Natal é com calor e muita alegria”

As festas de Natal e Fim de Ano na Madeira voltam, este ano, a incluir diversas celebrações, como o Mercadinho de Natal, presépio com elementos da região, mesas com Bordado da Madeira e o tradicional espetáculo de fogo-de-artifício na noite de 31 de dezembro, além de decoração, música e gastronomia tradicional, exposições e quadros vivos, decorrendo entre 1 de dezembro e 9 de janeiro.

 

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