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PM diz que decisão relativamente à TAP “não significa nada, nenhum atraso”

Depois de conhecida a decisão por parte do Tribunal de Justiça da União Europeia, o Governo português diz que este “é um processo em que nós não somos parte, é a Comissão Europeia”.

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Depois de conhecida a decisão por parte do Tribunal de Justiça da União Europeia, o Governo português diz que este “é um processo em que nós não somos parte, é a Comissão Europeia”.

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O primeiro-ministro, António Costa, argumentou hoje, depois de conhecida a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), que anulou a ajuda estatal à TAP, que cabe à Comissão Europeia prestar “informações complementares”, defendendo, contudo, que esta “decisão preliminar não implica atrasos”.

Durante a visita a uma empreitada ferroviária no concelho de Alandroal (Évora), António Costa considerou que esta decisão do TJUE é “meramente preliminar”, referindo ainda que, “tanto quanto sabemos, aquilo que o tribunal” decidiu foi solicitar, “para já, à Comissão Europeia informações complementares”.

Recorde-se que em causa está a ajuda estatal de 1.200 milhões de euros à TAP e que foi contestado, desde a primeira hora, pela Ryanair que, inclusivamente interpôs uma ação contra as ajudas que os vários Estados-membros estavam a dar às companhias aéreas dos respetivos países e que, segundo a mesma, vai contra a livre concorrência.

Do lado do Executivo nacional, António Costa admite que este “é um processo em que nós não somos parte, é a Comissão Europeia”, disponibilizando “apoio” caso este seja solicitado pela Comissão Europeia, comparando de resto, a decisão do tribunal, no enquadramento do direito nacional, a “uma providência cautelar”, precisamente para obter “informações complementares”.

“Não significa nada, nenhum atraso. Vamos continuar a executar tudo como temos estado a executar e, seguramente, a Comissão Europeia dará as informações para justificar a decisão que tomou relativamente à TAP”, concluiu o primeiro-ministro, citado pela Lusa.

 

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SETCS espera fechar 2022 com receitas turísticas superiores a 2019

Rita Marques revelou também, durante uma visita ao Algarve, que vai ser realizada uma missão empresarial para atrair trabalhadores estrangeiros para o turismo português, que deverá ter lugar no último trimestre do ano.

Inês de Matos

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, mostra-se confiante quantos aos resultados turísticos e acredita que o país tem “todas as condições para fechar o ano de 2022 com valores de receita turística que ultrapassarão” os de 2019, quando as receitas turísticas somaram 18,7 mil milhões de euros, naquele que foi um ano recorde para a atividade turística nacional.

“Depois de dois anos muitos difíceis para o setor do turismo, temos muito boas expetativas relativamente ao mês de agosto e, portanto, achamos que temos todas as condições para fechar o ano de 2022 com valores de receita turística que ultrapassarão aquelas que obtivemos em 2019”, admitiu a governante em declarações aos jornalistas, durante uma visita ao Algarve, que decorreu esta terça-feira, 2 de agosto.

Rita Marques lembrou que o Banco de Portugal (BdP) reviu, recentemente, em alta as perspetivas para este ano relativamente às receitas turísticas, estimando que, no final de 2022, este indicador fique 4,2% acima do valor apurado em 2019.

Durante a visita, Rita Marques falou também do problema da escassez de recursos humanos que afeta atualmente o setor e, além de admitir que Portugal precisa de 45 a 50 mil trabalhadores para o turismo, revelou que está a ser preparada uma missão empresarial para garantir que o país recebe trabalhadores provenientes dos países de língua portuguesa, que gozam do recentemente aprovado um regime de entrada e permanência no país.

“O objetivo é levar uma comitiva de empresários portugueses que estejam à procura de reforçar os mapas de pessoal, identificando trabalhadores dessas geografias que estejam interessados em vir para Portugal e que os serviços consulares possam depois administrativamente despachar favoravelmente os vistos e possamos trazer connosco os trabalhadores que pretendem ingressar neste setor de atividade”, explicou Rita Marques, revelando que esta missão deverá acontecer no último trimestre do ano.

Para Rita Marques, a nova lei veio introduzir “alterações muitíssimo relevantes e substanciais na emissão de vistos, designadamente no âmbito dos países que ratificaram o acordo da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]”.

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Governo cria grupo de trabalho para agilizar emissão de vistos

O Turismo de Portugal é um dos organismos que vão estar representados neste novo grupo de trabalho.

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O Governo criou um grupo de trabalho para coordenar e acompanhar a emissão de vistos, com o objetivo de agilizar o procedimento, avança a Lusa, que cita um despacho da Presidência do Conselho de Ministros, publicado esta terça-feira, 2 de agosto, em Diário da República.

No texto do documento, a Presidência do Conselho de Ministros explica que este grupo de trabalho surge pela “necessidade de organização de fluxos regulares, seguros e ordenados de migrações, o combate à migração ilegal e ao tráfico de seres humanos a ela associado, assim como a regulação e agilização de condições para a entrada e permanência de cidadãos em Portugal”.

Este grupo de trabalho tem como objetivo a simplificação dos processos relativos aos pedidos de visto para tornar mais rápida a sua concessão e “acompanhar todo o processo de circuito de vistos”.

Além da simplificação e acompanhamento do processo de emissão de vistos, o grupo de trabalho vai também propor medidas para reforçar os recursos humanos nos postos consulares com mais pedidos de vistos e avaliar “a necessidade de colocação de elementos do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) e IEFP, I. P. (Instituto do Emprego e da Formação Profissional), nos postos mais sujeitos a pressão”.

A missão deste grupo de trabalho, que inclui representantes da Direção-Geral dos Assuntos Consulares, do SEF, do Alto Comissariado para as Migrações, do Turismo de Portugal, do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, do Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção, e do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral, passa por “estabelecer um canal de comunicação permanente entre as entidades, das distintas áreas governativas, envolvidas nos processos de visto”.

Além de representantes dos institutos e organismos referidos, o grupo vai ainda contar com a participação de “um elemento de cada gabinete das referidas áreas governativas”, segundo o texto do documento, que entra em vigor esta quarta-feira, 3 de agosto.

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Julho foi o melhor mês de sempre para o turismo na República Dominicana

A República Dominicana recebeu, em julho, 735.064 turistas estrangeiros, naquele que foi o melhor mês de sempre para o turismo no país e que superou mesmo os números de dezembro de 2021.

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A República Dominicana recebeu, em julho, 735.064 turistas estrangeiros, naquele que foi o melhor mês de sempre para o turismo no país e que superou mesmo os números de dezembro de 2021, que tinha batido todos os recordes.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, que cita o ministro do Turismo da República Dominicana, David Collado, o número de turistas não residentes no país, em julho, ficou 10% acima de mês homólogo de 2018 e 24% acima de igual mês de 2019, tendo ainda crescido 30% face a julho do ano passado.

Por mercados, os EUA, Canadá, Colômbia, Porto Rico, Espanha, Cuba e Reino Unido foram os principais países de origem dos turistas estrangeiros que visitaram a República Dominicana em julho, cujo impacto económico no país foi de 931 milhões de dólares (909 milhões de euros).

Além dos turistas que chegaram ao país por via áreas, a República Dominicana recebeu ainda 98.389 turistas em navios de cruzeiro e, no acumulado de janeiro a julho, o país contabiliza já 4.182.000 turistas estrangeiros, estando no bom caminho para atingir o marco de sete milhões de turistas previstos pelas autoridades dominicanas para este ano.

 

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Iberia regressa aos níveis de capacidade pré-pandemia

A companhia aérea espanhola estima atingir os mesmos níveis de capacidade na operação de inverno face a 2019. Portugal, mais concretamente, Lisboa terá 40 voos semanais, enquanto o Funchal manterá a três frequências semanais.

Victor Jorge

A Iberia anunciou que está a finalizar o programa de inverno, que vai de 30 de outubro de 2022 a 25 de maço de 2023, revelando que continua a “consolidar a recuperação toda a rede de voos e destinos” e que no próximo inverno registará os mesmos níveis de capacidade do período pré-pandemia, apontando o relançamento das rotas para a América Latina e Estados Unidos da América (EUA), bem como um maior desenvolvimento dos voos de curta e média distância.

A aposta da Iberia na América Latina consiste na recuperação dos voos diretos para o Rio de Janeiro e Caracas, os últimos dois destinos que ainda se encontravam em aberto depois da pandemia, disponibilizando a companhia três voos semanais para cada destino.

Além disso, a companhia aérea espanhola destaca a relevância dos desenvolvimentos em destinos como Havana, de três para cinco voos semanais, além de Guatemala e El Salvador para onde passará a voar sete vezes por semana em vez das cinco frequências de voo, mantendo-se os seis voos semanais para Quito e os três para Guayaquil.

O México continuará a ser o destino com mais disponibilidade de voos, para além de Bogotá e Buenos Aires, onde a Iberia consolidará o período de inverno com dois voos diários. Já em Santiago do Chile, Lima e São Paulo, a companhia manterá o voo diário, destinos aos quais se juntam San José e Costa Rica que passam a ter, em vez dos seis voos por semana, sete voos semanais. Montevideo e Panamá passarão a contar com seis voos por semana e Porto Rico com quatro ao longo de toda a temporada de inverno.

Aposta norte-americana
Já mais a Norte, nos EUA, a principal novidade da Iberia é a inclusão de Dallas na operação de inverno, cidade para a qual foram lançados voos para este verão, até 29 de outubro. De acordo com a informação prestada pela Iberia, “Dallas é o principal ‘hub’ para a American Airlines -sócia da Iberia, British Airways, Finnair e Aer Lingus no acordo de exploração para as rotas entre a Europa e a Atlântico Norte -, contribuindo para gerar tráfego suficiente para manter esta rota também no inverno, com três frequências semanais até fevereiro e quatro para o mês de março”.

Além disso, a Iberia revela estar a crescer em diversos destinos nos EUA, em comparação com o inverno transato, embora as restrições das viagens a partir da Europa só tenham sido levantadas no mês de novembro de 2021. Assim, em Miami, a Iberia passará de 10 para 14 voos por semana, ou seja, duas voos diários, enquanto para Nova Iorque aumenta mais três frequências, passando de 10 para 13, sendo que em março atingirá as 14 frequências semanais.

Aumento de capacidade nos voos na Europa
Também na rede de voos de curta e média distância, a Iberia anuncia uma maior aposta, com a capacidade a aumentar face ao inverno de 2019, assumindo esse compromisso tanto no corporate como lazer.

Na Europa a Iberia foca-se em Itália, acrescentando sete frequências extra para Milão, passando de 28 para 35 voos semanais, e mais quatro para Roma, totalizando 37 voos por semana. Assim, em ambos os destinos, a companhia aérea oferecerá, no próximo inverno, uma média de cinco voos diários em cada direção.

Para Portugal, a Iberia revela que oferecerá até 40 voos semanais para Lisboa (até seis voos diários), mantendo a aposta no Funchal em todo o inverno, com três frequência por semana.

Outros destinos europeus a serem considerados nesta aposta de aumento de capacidade são Genebra, Bruxelas e Bordéus, para onde a Iberia passará a voar até cinco, três (em ambos os casos), respetivamente.

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Turismo do Algarve propõe redução de água em fontes, piscinas e espaços verdes

As propostas da Região de Turismo do Algarve (RTA) foram concertadas com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com as associações do setor e vem juntar-se a um leque diversificado de ações que já vinha a ser aplicado no turismo e na hotelaria.

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A Região de Turismo do Algarve (RTA) propôs aos empreendimentos turísticos reduzir ou eliminar fontes ornamentais, diminuir a rega dos espaços verdes ou renovar a água das piscinas como medidas de contingência para responder à situação de seca, avança a Lusa, que cita João Fernandes, presidente da entidade regional de turismo.

“Nós enviámos medidas que versam várias áreas de atuação do setor do turismo, em especial a hotelaria, porque os golfes já estão num trabalho mais fino, campo a campo, com a Agência Portuguesa do Ambiente, e fruto de um trabalho que começámos em 2020 com o Plano de Eficiência Hídrica”, indicou à Lusa João Fernandes.

De acordo com o responsável, as propostas foram concertadas com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com as associações do setor e vem juntar-se a um leque diversificado de ações que já vinha a ser aplicado  no turismo e na hotelaria para reduzir os consumos de água.

João Fernandes considera que era necessário tomar medidas, uma vez que a região se encontra “numa situação de contingência, em que há um grande stresse hídrico, provocado por uma situação preocupante e prolongada de seca”, mas sem estar em causa o consumo humano.

“Isto é muito importante dizer, porque nem turistas nem residentes vão ter, até outubro do próximo ano, cortes de abastecimento de água para consumo humano”, sublinhou o responsável.

O presidente da RTA explicou que foi definido “um conjunto de medidas de contingência a adotar pelos empreendimentos turísticos”, de forma a que existam “ganhos de eficiência hídrica, por um lado, e reduções de consumo, por outro”.

Além disso, foi também recomendado “o uso de fontes alternativas de água”, que permitam um “maior equilíbrio entre a captação de água superficial e subterrânea”, consoante a disponibilidade de cada zona.

As propostas da RTA preveem ainda que os empreendimentos turísticos realizem auditorias regulares ao consumo de água e promovam o “envolvimento” de clientes e ‘staff’ na deteção de perdas, de forma a que seja possível a “adoção de práticas mais responsáveis na utilização da água”.

Por outro lado, está também previsto o reforço da informação aos clientes sobre “procedimentos para mudança de lençóis e toalhas, estabelecendo um período mínimo de utilização de toalhas de dois dias”, assim como a formação de trabalhadores de seções específicas, nomeadamente lavandarias, sensibilizando estes colaboradores para os comportamentos que fomentem a poupança de água.

Apesar das propostas, João Fernandes lembra que o setor já vinha a adotar medidas que permitissem reduzir o consumo de água, a exemplo da utilização de redutores de caudais, instalação de autoclismos de dupla descarga, temporizadores de torneiras.

Ainda assim, admite o presidente da RTA, era preciso sensibilizar o setor para “utilizar água de qualidade inferior para regas e lavagens” ou para “melhorar a limpeza de filtros de piscinas e o tratamento da água para evitar a necessidade de renovação da água”.

Mas João Fernandes considera que é também preciso “reduzir ou adaptar as técnicas de limpeza de zonas pública, evitando lavagens com mangueira ou máquina de pressão, reduzir ou mesmo anular o funcionamento de fontes ornamentais, acelerar medidas na área da rega que levem a maior eficiência, como instalar contadores por várias secções, para se detetar perdas e analisar melhor consumos, e privilegiar a utilização de espécies endógenas em espaços verdes, com menor necessidade hídrica”.

“O que estamos aqui a falar, neste momento, é da necessidade de acelerarmos a implementação dos processos de eficiência hídrica e de inclusivamente fazermos – como é o caso das fontes ornamentais, da rega dos espaços verdes ou da renovação da água das piscinas – medidas mais de curto prazo, específicas, por causa do stresse hídrico pontual neste verão”, acrescentou.

No caso do golfe, que já vinha a reduzir os consumos de água, até por uma questão de sustentabilidade, João Fernandes realça que já existia um esforço para aumentar a rega com águas residuais tratadas, com o objetivo de multiplicar o valor total utilizado de um hectómetro cúbico, para oito, até ao final de 2023.

O presidente da RTA destacou ainda a “redução da área do jogo para haver menos área regada, a mudança de relva para relvas de estação quente, com menos consumo de água” ou “melhorias de eficiência da própria rega e drenagem, criando pontos comuns de confluência da água” como outras das medidas a adotar no golfe, que já é “dos produtos turísticos mais sustentáveis ambientalmente”.

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Air France abre nova rota diária entre Paris e Newark em dezembro

Nova rota para Newark, nos EUA, marca o regresso da Air France a uma rota que deixou de operar em 2012 e junta-se aos seis voos por dia que a companhia aérea já opera para Nova Iorque-JFK.

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A Air France vai abrir, a 12 de dezembro, uma nova rota direta entre Paris-Charles de Gaulle e o aeroporto de Nova Iorque – Newark Liberty, que vai contar com voos diários, ao longo de todo o ano, informou a companhia aérea em comunicado.

“Este voo diário marca o regresso da Air France a Newark, destino histórico da companhia servido com voos diretos até 2012”, sublinha a Air France na informação divulgada, revelando que os voos para Newark vão ser operados num avião Boeing 777-200, com capacidade para 280 passageiros, incluindo 40 em Business, 24 em Premium Economy e 216 na Economy.

De acordo com a Air France, a nova rota vem juntar-se aos seis voos diários que a companhia aérea já opera para Nova Iorque-John F. Kennedy, a que se juntam ainda dois voos diários operados pela Delta Air Lines, parceira da Air France na aliança Sky Team.

“Ao servir os dois principais aeroportos da cidade de Nova Iorque, a Air France oferece mais opções aos seus clientes, que vão poder escolher o aeroporto mais próximo de seu destino”, acrescenta a Air France, revelando que Newark será o 18.º destino da companhia aérea francesa na América do Norte este inverno.

Os novos voos vão partir de Paris-Charles de Gaulle pelas 12h30 e chegam a Newark às 15h00, enquanto em sentido inverso a partida decorre pelas 17h05, chegando à capital francesa pelas 06h05 do dia seguinte.

Para os passageiros portugueses da Air France, os novos voos de Newark vão estar disponíveis através dos voos da companhia aérea de Lisboa ou do Porto via hub em Paris-CDG.

Os detalhes do programa de voos e as tarifas já podem ser consultados em airfrance.pt, ainda que a companhia aérea alerte que o “programa de voos é suscetível de mudanças e mantém-se sujeito à obtenção das necessárias autorizações governamentais”.

 

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Empresas do turismo apontam ESG, geopolítica e COVID como fatores de maior pressão em 2022

Mais do que a geopolítica e a pandemia, as questões relacionadas com a ESG estão entre as maiores preocupações das empresas do setor do turismo, indica a GlobalData.

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geopolíticaAs questões relacionadas com o Ambiente, Social e Governança Empresarial (Environmental, Social and Corporate Governance – ESG, em inglês), geopolítica e COVID-19 são os três temas destacados pelas empresas do turismo na Europa e que mais pressão exercem sobre a indústria turística europeia em 2022, segundo avança uma análise da GlobalData.

Para Hannah Free, analista de viagens e turismo da GlobalData, “a lei da UE exige que muitas empresas de grande porte divulguem informações sobre a maneira como operam e gerem os desafios sociais e ambientais. Muitos viajantes agora também exigem maior transparência das empresas e estão cada vez mais cautelosos com as tentativas de ‘greenwashing’”, salientando que “este escrutínio por parte de legisladores e consumidores forçou as empresas de viagens de todos os tamanhos a colocar as questões ESG no centro das suas operações.”

A análise da GlobalData mostra que as questões relacionadas com a geopolítica atingiram o pico em março de 2022, um aumento de 338% face ao mês anterior de fevereiro a admitindo o relatório que tal aconteceu à medida que “inúmeras empresas reagiram ao conflito na Ucrânia”.

Contudo, a análise frisa que o conflito teve um impacto “limitado” nas empresas de viagens e procura turística dentro da Europa, fazendo referência ao inquérito realizado pela European Travel Commission (ETC) que indicara que perto de 44% dos europeus inquiridos referira que “o conflito não tinha afetado os planos para as férias”, e somente 4% tinha cancelado completamente quaisquer férias.

Hannah Free refere ainda que o inquérito realizado pela GlobalData mostra que 66% dos europeus estão “extremamente” ou “algo” preocupados com “o impacto da inflação nos seus rendimentos”, admitindo mesmo que “as perspectivas do turismo podem ser ameaçadas pelas repercussões, pois a consequência final é a erosão dos rendimentos disponíveis”.

Segundo Free, “resta saber como as famílias em toda a Europa (especialmente as de baixo rendimento) farão uma compensação em termos de gastos com viagens”. Assim, enumera várias possibilidades: “os turistas podem optar por não viajar, podem viajar no país em vez de irem para fora, viajar para um destino que consideram mais acessível ou negociar, por exemplo, ficar num hotel económico em vez de preço médio”.

Naturalmente que a pandemia de COVID-19 manteve-se como tema principal ao longo deste ano de 2022, embora de janeiro a junho deste ano, as menções à pandemia tenham decrescido em 54%, sugerindo que “deixa de estar nas preocupações dos europeus”.

Os dados resultantes do estudo da GlobaData mostram que 53% dos inquiridos “não estão preocupados” ou “estão menos preocupados” com o alastramento da COVID-19 à medida que “se flexibilizam as restrições nas viagens e aumentam as taxas de vacinação”.

Por isso, Free conclui que, “embora a COVID-19 provavelmente continue a ser um item nos registos da empresa no futuro próximo, há motivos para ser cautelosamente otimista”, prevendo que “as partidas internacionais de países europeus aumentarão 125% de 2021 a 2022”. Assim, “as empresas do setor do turismo que sejam capazes de orientar com sucesso esses temas com recursos a investimento, gestão e estratégia permanecerão ou emergirão como líderes do setor”.

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Sindicatos lançam pré-aviso de greve para 10 aeroportos portugueses entre 19 e 21 de agosto

O pré-aviso de greve prevê que a paralisação entre em vigor às 00h00 de 19 de agosto, prolongando-se até ao fim do dia 21.

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O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) e o Sindicato dos Quadros da Aviação Comercial (SQAC) lançaram um pré-aviso de greve que abrange 10 aeroportos nacionais entre 19 e 21 de agosto, paralisação que vai servir para protestar contra “a inflexibilidade das propostas apresentadas pela ANA/VINCI ao longo do último ano”.

“Perante a inflexibilidade das propostas apresentadas pela ANA/VINCI ao longo do último ano e a tentativa de reduzir direitos consagrados no Acordo de Empresa, atacando os direitos que os trabalhadores alcançaram ao longo de décadas, o SINTAC e o SQAC consideram urgente acabar com esta política cega e acabar com toda esta instabilidade”, referem os sindicatos num comunicado enviado à imprensa.

Segundo os sindicatos, em causa está a “reivindicação do levantamento da suspensão das contribuições para o fundo de pensões por parte da Vinci”, bem como a contratação de “mais recursos humanos para operações aeroportuárias, supervisores de operações de socorro e técnicos de manutenção nos vários aeroportos nacionais”.

O pré-aviso de greve foi lançado após auscultação dos trabalhadores e, segundo o comunicado divulgado pelos sindicatos, vai abranger “todos os trabalhadores de todos os aeroportos da ANA, concessionados pelo grupo Vinci Aeroportos”, entrando em vigor às 00h00 de 19 de agosto e prolongando-se até ao fim do dia 21.

Os sindicatos reclamam a reposição das contribuições para o fundo de pensões dos trabalhadores, que a Vinci Aeroportos “deixe de tentar destruir os direitos obtidos ao longo de décadas pelos trabalhadores da ANA”, aumente “dignamente o salário dos seus trabalhadores, tendo em conta os seus resultados e a inflação” e “tome medidas urgentes no sentido de contratar os recursos humanos em falta”.

O SINTAC e o SQAC apontam que este pré-aviso surge “após várias tentativas, ao longo dos últimos anos, de evitar que uma greve fosse adiante”.

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Receita do Grupo SATA cresce 15,2% face a 2019 no 1.º semestre

O Grupo SATA registou, entre janeiro e junho, receitas no valor de 107,9 milhões de euros, valor que torna este no “melhor 1.º semestre em termos de Receita desde que há registos consolidados”.

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No primeiro semestre do ano, o Grupo SATA obteve receitas de 107,9 milhões de euros, valor que cresceu 51,4 % face a igual período do ano passado e 15,2% em comparação com o primeiro semestre de 2019, antes da pandemia da COVID-19, o que, segundo o grupo de aviação açoriano, “antecipa uma boa execução do Plano de Restruturação em 2022”.

De acordo com um comunicado do Grupo SATA, o valor de 107,9 milhões de euros constitui “o melhor 1.º semestre em termos de Receita desde que há registos consolidados” e deve-se à “recuperação do tráfego pós-pandemia”.

Além da receita, o Grupo SATA assistiu também ao aumento do número de passageiros transportados pela Azores Airlines, a companhia aérea que realiza voos para fora do arquipélago dos Açores, e pela SATA Air Açores, que liga as ilhas açorianas, que “duplicou em relação ao 1.º semestre de 2021 e ficou apenas 2,3% abaixo do primeiro semestre de 2019”.

Entre janeiro e junho de 2022, a Azores Airlines obteve receitas de 70,2 milhões de euros, crescendo 115% em comparação com o mesmo período de 2021 e 8,6% em comparação com o mesmo período de 2019.

Já a SATA Air Açores apresentou receitas de 41,5 milhões de euros entre janeiro e junho, o que traduz um aumento de 2,2% face a igual período do ano passado e de 26% face ao primeiro semestre de 2019.

“Em ambas as companhias aéreas o semestre de janeiro a junho de 2022 passou a
ser o melhor 1.º semestre em termos de Receita dos últimos 10 anos”, indica o grupo de aviação açoriano.

Na informação divulgada, o Grupo SATA revela que, no primeiro semestre, foi também possível descer os Custos Operacionais Unitários, com exceção do combustível, que apresentaram um decréscimo de 31,4% e 10%, face ao primeiro semestre de 2021 e 2019, respetivamente. Já na SATA Air Açores, os Custos Operacionais Unitários caíram 18,4% e 5% face aos seis primeiros meses de 2021 e 2019, respetivamente.

“Estes ganhos tendem a aumentar à medida que a operação normaliza, as iniciativas de restruturação se consolidam e os custos extraordinários de combate à pandemia desaparecem. Estas poupanças transversais ajudam a acomodar, embora apenas parcialmente, o brutal impacto da subida dos custos com combustível”, explica o Grupo SATA.

No caso do combustível, a tendência é a oposta e, no primeiro semestre de 2022, este custo subiu 304% em relação a igual período de 2021, o que corresponde a 24,3 milhões de euros, muito por culpa da guerra na Ucrânia. Em comparação com 2019, os custos do combustível aumentaram já 75%, representando cerca de 13,9 milhões de euros.

Em resultado do aumento do preço do combustível, o EBITDA da Azores Airlines foi de 14,9 milhões de euros, em linha com 2019, com o grupo de aviação açoriano a destacar que, este indicador, é “tradicionalmente negativo no 1.º semestre”.

Já na SATA Air Açores o EBITDA do primeiro semestre foi de 4,9 milhões de euros, , “substancialmente superior a 2019”, quando este indicador tinha ficado nos 0,2 milhões de euros.

Na informação divulgada, o Grupo SATA revela ainda que, ao nível operacional, os níveis de pontualidade dos voos das suas companhias aérea “estiveram sob pressão no 2.º trimestre”, devido aos constrangimentos aeroportuários na Europa e EUA, ainda que o grupo sublinha que, “as companhias aéreas SATA têm na generalidade conseguido executar a operação planeada”, registando-se um “mínimo de cancelamentos”.

Apesar dos resultados positivos, a incerteza que a aviação vive leva o Grupo SATA a indicar perspetivas “moderadas” para o resto do ano, um a vez que, considera o grupo, “o tráfego no verão continua a crescer a um ritmo forte e sustentado”, mas os “preços do combustível continuam elevados, indiciando tendência para descer ligeiramente, mas de forma muito volátil”.

“Também o crescimento da inflação e aumento das taxas de juro ameaçam a procura no último quadrimestre. Ainda assim, neste contexto, o Grupo SATA antecipa terminar
o ano com uma performance melhor do que a prevista no seu Plano de Restruturação”, conclui o grupo de aviação açoriano.

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Reino Unido sugere férias em Portugal para evitar fila de espera em França

O secretário de Estado do Brexit, Jacob Rees-Mogg, lembrou que Portugal permite que os turistas britânicos utilizem as e-Gates, os que facilita a entrada de turistas do Reino Unido no país.

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O secretário de Estado do Brexit, Jacob Rees-Mogg, sugeriu na passada quinta-feira, 28 de julho, aos britânicos que façam férias em Portugal em vez de França, de forma a evitarem as extensas filas de trânsito e de controlo de passaportes em Dover.

“Vale a pena notar que os portugueses permitiram que os britânicos utilizassem e-Gates para entrar em Portugal. Portanto, pode ser que as pessoas achem mais fácil ir de férias a Portugal”, disse o governante britânico, em declarações à estação Sky News.

Segundo Jacob Rees-Mogg, as filas que se verificam desde a semana passada para entrar em França não são resultado do Brexit, mas sim das autoridades francesas, que “não colocaram pessoas suficientes para operar as cabines adicionais” dos serviços de imigração que foram colocadas pelo porto de Dover.

Por isso, Jacob Rees-Mogg sugeriu aos britânicos que venham de férias para Portugal em vez de França, uma vez que, além de permitir a utilização das e-Gates, Portugal é o “aliado mais antigo” do Reino Unido.

“Por isso, devemos ser sempre muito simpáticos para com os portugueses”, acrescentou Jacob Rees-Mogg.

Apesar das e-Gates estarem disponíveis para a entrada dos turistas britânicos, como acontece também com os passageiros provenientes dos EUA, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Japão e Singapura, esta modalidade é válida apenas para os maiores de 18 anos.

Recorde-se que os problemas para atravessar o canal da Mancha, que liga França e o Reino Unido, começaram na semana passada e, apesar do Governo britânico atribuir as responsabilidades às autoridades francesas, França veio recusar qualquer tipo de culpa, indicando que os problemas se devem ao aumento dos controlos de passaportes necessários devido ao Brexit.

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