“Está pronta e haverá campanha quando for possível viajar”, diz Turismo de Portugal

Por a 30 de Abril de 2021 as 17:04

Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, deixou claro, durante a sua participação no webinar da Confederação do Turismo de Portugal, que “haverá campanha do destino Portugal, “quando for possível viajar com confiança. A campanha está pronta, mas não vale a pena estar a lançar uma campanha internacional do destino quando existe ainda restrições nas viagens”.

Outra certeza deixada por Luís Araújo foi a de que “existe muita procura e muita vontade de viajar”, e, por isso, a “confiança e criação de negócio é muito importante para as empresas, mas também importante para os consumidores e residentes, permitindo construir um futuro melhor para turismo a curto prazo”.

Já a médio e longo prazo, admitindo que “as campanhas não são a salvação de nenhum destino”, Luís Araújo deixou a certeza de que o que tem estado a ser feito até agora neste ano de pandemia, “tem muito a ver com a retoma. Nós sempre dissemos que o importante era manter os motores a trabalhar para quando dessem o tiro de partida, pudéssemos sair na linha da frente”. E Luís Araújo destacou que “isso tem sido feito por todos”.

Depois de marcar presença no fórum do WTTC e verificar que “existe muito otimismo e sinais muito positivos”, o presidente do Turismo de Portugal deixou claro que, “as campanhas vão acontecer e estamos empenhados nelas, mas é preciso não só estar com o consumidor final, mas estar junto todos os stakeholders e tranquilizá-los, garantindo-lhes que estamos a trabalhar“.

Quanto aos testes que vão continuar a ser necessários realizar, Luís Araújo admite que os mesmos são “uma questão de competitividade”. Assim, o TP está a trabalhar em várias frentes, de modo a “saber e ter informação clara do que é preciso em termos de testes para acesso a um país, haver simplicidade na forma como são feitos os testes, criar alternativas aos testes PCR e, finalmente, adaptar-nos ao que irá existir no futuro, nomeadamente, ao ‘Digital Green Pass’”.

Luís Araújo deixou claro que “o turismo tem provas dadas da importância que tem para a economia nacional” e relembrou que, nos últimos cinco anos – de 2015 a 2019 – as receitas do turismo cresceram 64%, representa 10% do emprego. Além disso, “somos o primeiro país, o melhor país em termos de infraestruturas turísticas. Isto é algo essencial do ponto de vista da retoma e da competitividade global da economia nacional”.

Por isso, segundo o presidente do Turismo de Portugal, “se há atividade que tem um efeito de arrasto e uma capacidade de promover o país, de mostrar aquilo que é um país diverso e inclusivo, é o setor do turismo”.

Para concluir, ficou, quase que uma dica por parte de Luís Araújo: pensando nos instrumentos que estão disponíveis e no financiamento que vem, não só do PRR, mas também do novo Quadro Comunitário, o presidente do Turismo de Portugal “apostaria num setor que tivesse esta capacidade de aceleração, com uma estratégia clara – e o turismo tem uma estratégia clara [Turismo 2027) -, que tivesse uma capacidade de coordenação ou mostras de coordenação entre públicos e privados, e mais uma vez o turismo tem essa coordenação. Existe procura pelo país e uma boa imagem a nível global daquilo que é Portugal e existe uma clara vontade de vir a Portugal”, salientou Luís Araújo.

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