Assine já
Aviação

TAP recebe 462 milhões e UTAO fala em “incertezas” e “riscos”

Depois de conhecida a autorização da Comissão Europeia em injetar 462 milhões de euros na TAP, a UTAO considera que o processo de reestruturação da TAP “constitui um risco orçamental e financeiro descendente não negligenciável”.

Publituris
Aviação

TAP recebe 462 milhões e UTAO fala em “incertezas” e “riscos”

Depois de conhecida a autorização da Comissão Europeia em injetar 462 milhões de euros na TAP, a UTAO considera que o processo de reestruturação da TAP “constitui um risco orçamental e financeiro descendente não negligenciável”.

Publituris
Sobre o autor
Publituris
Artigos relacionados
“Nacionalização da TAP não garante postos de trabalho nem rotas”
Homepage
TAP deve retomar em breve voos diários para Cabo Verde
Homepage
TAP: Sindicato do Pessoal de Voo quer suspensão imediata do plano de reestruturação
Homepage
Indústria da aviação poderá perder 80 mil milhões de euros em 2021
Aviação
Avião

Dois dias depois de ser anunciado a autorização para a TAP receber um auxílio estatal intercalar no valor de 462 milhões de euros, para compensar prejuízos devido à pandemia de COVID-19, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) considera que a incerteza que rodeia a pandemia e a retoma económica faz do processo de reestruturação da TAP “um risco orçamental e financeiro descendente e considerável” para as Administrações Públicas.

Na passada sexta-feira, 23 de abril, a Comissão Europeia autorizou o auxílio intercalar, considerando que o apoio está “em conformidade com as regras da UE em matéria de auxílios estatais”, referindo a Comissão, em nota de imprensa, que “a medida visa compensar a companhia aérea pelos danos sofridos devido ao surto de coronavírus entre 19 de março e 30 de junho de 2020”.

O executivo comunitário contextualiza que, segundo a notificação de Portugal, este apoio estatal servirá para fazer face aos prejuízos resultantes das “medidas de contenção e das restrições às viagens que Portugal e outros países de destino tiveram de introduzir para limitar a propagação do coronavírus”.

Margrethe Vestager, vice-presidente executiva e responsável pela política da concorrência, afirmou ainda que, “em paralelo, prosseguimos com a nossa avaliação do plano de reestruturação da empresa apresentado por Portugal. Continuamos a manter contactos estreitos e construtivos com as autoridades portuguesas neste contexto”.

O apoio assumirá a forma de um empréstimo de 462 milhões de euros que pode ser convertido em capital e pago à TAP numa ou várias parcelas.

A fim de garantir que não haverá sobrecompensação, a medida prevê que Portugal, até setembro de 2021, “reveja e comunique à Comissão o montante dos prejuízos efetivamente sofridos, na sequência de uma verificação independente baseada nas contas auditadas da empresa”, diz a nota da Comissão. E conclui: “qualquer apoio público recebido pela TAP que exceda os prejuízos efetivamente sofridos terá de ser restituído a Portugal”.

No dia 25 de abril, a UTAO veio falar em “incertezas” e “riscos”, admitindo, no entanto, que “tendo apenas por base as linhas gerais fornecidas pelo Governo e a informação reduzida constante do PE/2021–25, é possível, desde já, afirmar que durante os próximos anos se perspetiva injeções financeiras públicas na TAP de montante avultado”, diz a entidade citada pela Lusa.

Assim, adianta a UTAO, “estes apoios, independentemente de serem efetuados através da emissão de garantias, reforço do capital social ou empréstimos, resultarão em impactos anuais negativos no saldo orçamental”.

A unidade especializada que funciona sob orientação da comissão parlamentar permanente com competência em matéria orçamental e financeira conclui ainda que “é plausível afirmar que o processo de reestruturação da TAP, nos próximos anos, constitui um risco orçamental e financeiro descendente não negligenciável”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Artigos relacionados
Transportes

Condições de venda da TAP “devem começar a preocupar os portugueses”

A presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP), Nazaré Costa Cabral, está preocupada com as condições em que será feita a venda da TAP e com os impactos que a transação possa vir a ter para os contribuintes nacionais.

Publituris

A presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP), Nazaré Costa Cabral, considera que os portugueses devem preocupar-se com as condições em que será feita a venda da TAP e com os impactos que a transação possa vir a ter para os contribuintes nacionais.

“Penso que são questões que devem começar a preocupar os portugueses, porque a empresa tem um passivo muito grande, é uma empresa que tem dívida financeira e, aliás, alguma dela vai se vencer no próximo ano, portanto é importante ver em que condições essa venda se vai materializar e os impactos que isso possa vir a ter para os contribuintes e para os portugueses”, disse Nazaré Costa Cabral.

De acordo com a responsável, que foi ouvida esta quinta-feira, 10 de novembro, na Comissão de Orçamento e Finanças, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), mostrou-se preocupada com a intenção de venda da companhia aérea, até porque ainda não são conhecidos quaisquer detalhes sobre o negócio.

“Não sabemos detalhes do que é que se pretende fazer quer na conclusão do processo de reestruturação da TAP, nem em termos de privatização da empresa, mas é evidente que a situação da TAP nos preocupa”, afirmou a presidente do CFP.

Para Nazaré Costa Cabral, a questão está em saber “como é que a empresa vai ser vendida, por que preço, em que condições e a quem”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aviação

Austrian Airlines abre nova rota para o Porto no verão de 2023

O Porto é um dos sete novos destinos que a companhia aérea austríaca do Grupo Lufthansa apresentou para o próximo verão e vai contar com até três voos por semana, desde Viena, na Áustria.

Inês de Matos

A Austrian Airlines, companhia aérea austríaca do Grupo Lufthansa, vai abrir sete novas rotas no próximo verão, incluindo uma nova para o Porto, passando a ligar Viena e a cidade invicta três vezes por semana.

De acordo com um comunicado publicado no site da Austrian Airlines esta quarta-feira, 9 de novembro, os voos para o Porto começam com a mudança para o horário de verão e são uma das principais novidades na rede da companhia aérea para a época estival de 2023.

Além do Porto, a companhia aérea austríaca anunciou também a abertura de novas rotas para Marselha, em França; Billund, na Dinamarca; e Tivat, no Montenegro; assim como o regresso da operação para Palermo, em Itália, e Vilnius, na Lituânia, num calendário de verão que fica ainda completo com Tromsø, na Noruega, que vai ter um voo por semana, entre junho e agosto.

“Os destinos Porto, Marselha, Billund e Tivat são completamente novos”, indica a Austrian Airlines no comunicado publicado online, revelando que os quatro novos destinos vão contar com até três voos por semana, desde Viena, capital da Áustria.

Além do Porto, Marselha e Tivat, a Austrian Airlines vai voar, no próximo verão, para 43 destinos no Mediterrâneo, disponibilizando cerca de 300 voos por semana, num aumento de operação que, segundo a companhia aérea, é possível graças ao recente aumento de frota da transportadora austríaca, que recebeu recentemente quatro novos aviões A320neo.

“O crescimento de quatro novos A320neo é visível no calendário de verão. Mais aviões significam mais destinos”, afirma o CCO da Austrian Airlines, Michael Trestl, explicando que a companhia aérea aproveitou a crise para se posicionar competitivamente no mercado e expandir a sua rede ponto-a-ponto.

Além dos novos destinos na Europa, a Austrian Airlines anunciou ainda o regresso dos voos para Los Angeles, nos EUA, a partir do próximo verão, com voos diretos desde Viena.

Todos as rotas e voos para o verão de 2023 estão já disponíveis para reserva através do site da Austrian Airlines.

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Transportes

Azul e JetBlue lançam voos para as Bahamas

A Azul e a JetBlue uniram-se para disponibilizar voos para as Bahamas, nas Caraíbas, numa parceria que permite que os clientes da Azul tenham acesso aos voos da JetBlue entre Fort Lauderdale, nos EUA, e Nassau, capital das Bahamas.

Publituris

A Azul e a JetBlue uniram-se para disponibilizar voos para as Bahamas, nas Caraíbas, numa parceria que permite que os clientes da Azul tenham acesso aos voos da JetBlue entre Fort Lauderdale, nos EUA, e Nassau, capital das Bahamas.

“A Azul oferece mais um destino operado pela companhia norte-americana dentro da sua rede aérea, facilitando que o cliente possa sair do Brasil e se conectar para Nassau, capital das Bahamas, no aeroporto de Fort Lauderdale, em voos da JetBlue”, indica a Azul, num comunicado divulgado esta quarta-feira, 9 de novembro.

Recorde-se que, além das Bahamas, a parceria entre a Azul e a JetBlue, ambas fundadas por David Neeleman, ex-acionista da TAP, abrange também destinos como Cancun, no México; San Juan, em Porto Rico; Port-au-Prince, no Haiti; Punta Cana, na República Dominicana; e Aruba.

“O Cliente Azul que pretende viajar para as Bahamas, desfrutando não somente das belezas naturais das ilhas, mas também de toda a experiência Azul que ele já conhece em nossos voos domésticos e internacionais, e com uma rápida conexão em Fort Lauderdale, tem a opção de realizar a compra até ao seu destino final nos nossos canais”, ressalta André Mercadante, diretor de Planeamento, Revenue Management e Alianças da Azul.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Aeromexico abre nova rota para Roma

Companhia aérea mexicana, que é representada em Portugal pela ATR, vai disponibilizar três voos por semana entre a Cidade do México e Roma, que passam a cinco a partir de 1 de junho.

Publituris

A Aeromexico anunciou a abertura de uma nova rota para Roma, passando a disponibilizar três voos por semana entre a Cidade do México e a capital italiana, que passam a cinco voos semanais a partir de 1 de junho.

De acordo com um comunicado da ATR, que representa a companhia aérea mexicana em Portugal, com a abertura dos voos para Roma, a Aeromexico aumenta em mais de 20% a operação para a Europa face ao último verão, num total de 54 frequências semanais.

“Esta é a maior operação da história da empresa entre os dois territórios utilizando o Boeing 787 Dreamliner, a aeronave mais segura, moderna, eficiente e ecológica disponível”, refere o comunicado divulgado pela ATR.

A companhia aérea conta ainda aumentar a sua oferta até março de 2023, ultrapassando as 100 rotas domésticas e internacionais, estando previsto que, a partir de 27 de março de 2023, a operação de Madrid a Monterrey e Guadalajara passe de três para cinco voos por semana.

“Atualmente, a Aeromexico conecta Espanha e México com 20 voos semanais para a Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. Até junho de 2023, haverá 28 voos semanais da capital espanhola para estas três cidades mexicanas”, lê-se ainda na informação divulgada.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Airbus recorre à realidade virtual na formação de pilotos

O Airbus Virtual Procedure Trainer (VPT) é um novo software que recorre à realidade virtual e que já está a ser usado pelo Grupo Lufthansa.

Publituris

A Airbus lançou uma nova formação para pilotos que dispensa a utilização de um simulador de voo ou de um instrutor de procedimentos no local, graça ao Airbus Virtual Procedure Trainer (VPT), um novo software que recorre à realidade virtual, que já está a ser usado pelo Grupo Lufthansa.

Num comunicado enviado à imprensa, a Airbus explica que o novo software, lançado durante o European Airline Training Symposium, que se encontra a decorrer em Berlim, na Alemanha, permite que os pilotos em formação realizem “procedimentos dentro de um cockpit totalmente interativo”.

Enquanto companhia aérea de lançamento deste novo programa de formação, a Lufthansa vai utilizar o Airbus Virtual Procedure Trainer para formar pilotos no avião A320 para as suas companhias aéreas, através de dispositivos VR, PC e iPad.

“As melhorias de formação resultantes vão permitir outros tipos de utilização, bem como a aceitação regulatória. Isso será baseado nos dados recolhidos em conjunto, visando uma solução flexível e centrada no formando para apoiar as competências-chave”, refere Gilad Scherpf, chefe de formação de aviação do Grupo Lufthansa.

Já Fabrice Hamel, vice-presidente de operações e formação de voo da Airbus, destaca que a nova ferramenta permite uma aprendizagem com “muito mais flexibilidade”, uma vez que os pilotos em treino podem optar por treinar sozinhos com uma inteligência artificial ou online”.

O novo sistema de treino pode ser adquirido separadamente ou em conjunto com outras soluções da Airbus e está disponível através de dispositivos de realidade virtual conectados a computadores ou outros dispositivos como computadores portáteis e iPads.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Voos entre a Venezuela e a Colômbia regressam após três anos

Os voos foram retomados esta segunda-feira, 7 de novembro, numa operação assegurada pela venezuelana Turpial Airlines e pela colombiana Satena, que conta com duas ligações aéreas por semana.

Publituris

A Turpial Airlines, companhia aérea venezuelana, retomou esta segunda-feira, 7 de novembro, os voos entre a Venezuela e a Colômbia, que estavam interrompidos desde março de 2020, na sequência da pandemia da COVID-19.

De acordo com a Lusa, o voo T9 8820 descolou de Caracas, capital da Venezuela, às 17:30 (21:30 em Lisboa) com destino ao Aeroporto Internacional El Dorado, na capital colombiana.

A Lusa diz que os bilhetes para a primeira viagem depois da interrupção motivada pela pandemia só foram colocados à venda na sexta-feira, 4 de novembro, com preços desde 500 dólares para viagens de ida e volta.

A operação da Turpial Airlines entre Caracas e Bogotá decorre duas vezes por semana, com voos às segundas-feiras e sábados, enquanto os voos em sentido contrário são assegurados pela Satena, que disponibiliza preços desde 299 dólares.

A Lusa recorda que o regresso das ligações aéreas entre os dois países já tinha sido adiado por duas vezes desde 26 de setembro, e ocorre seis dias depois do Presidente colombiano, Gustavo Petro, se ter encontrado com o seu homólogo venezuelano, Nicolas Maduro, em Caracas, onde concordaram, entre outras coisas, em “retomar” o transporte entre os dois países.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Emirates e Air Canada iniciam codeshare

Os voos em codeshare já estão disponíveis para venda em 35 mercados, para viagens a partir de 1 de Dezembro, sendo ainda possível que venham a ser adicionados outros 11 mercados até à aprovação regulamentar final.

Publituris

A Emirates e a Air Canada já deram início ao codeshare que estabeleceram e que vai permitir que os passageiros de ambas as companhias aéreas tenham acesso a diversas opções de voo sem interrupções para 46 mercados, que abrangem três continentes, incluindo destinos na América, Médio Oriente, África, Sudeste Asiático, e no subcontinente indiano.

Num comunicado enviado à imprensa, a Emirates explica que os voos em codeshare já estão disponíveis para venda em 35 mercados, para viagens a partir de 1 de Dezembro, sendo ainda possível que venham a ser adicionados outros 11 mercados até à aprovação regulamentar final.

“É com grande prazer que estabelecemos uma parceria com a Air Canada, para expandir o nosso alcance para mais destinos na América do Norte. A parceria com a companhia aérea canadiana permite-nos oferecer aos clientes uma conectividade contínua quando voam para destinos domésticos no Canadá via Toronto”, sublinha Tim Clark, presidente da Emirates Airline.

De acordo com o responsável, com esta parceria, os clientes da Air Canada passam a poder viajar para destinos na Ásia, África e Médio Oriente, através do hub da Emirates no Dubai.

Já Michael Rousseau, presidente e diretor Executivo da Air Canada, destaca que a parceria vai permitir à Air Canada “alargar significativamente a escolha de opções de voo”, passando a disponibilizar mais ligações entre o Canadá e destinos no Médio Oriente, África, Sudeste Asiático e o subcontinente indiano.

“Também nos permitirá atrair mais tráfego de ligação através do nosso centro, Toronto, e expandir a nossa presença nestas regiões dinâmicas, onde se espera um aumento da procura de viagens globais”, acrescenta o responsável da Air Canada.

Além de Toronto, os passageiros da Emirates podem reservar voos de codeshare de e para destinos canadianos, incluindo Calgary, Edmonton, Halifax, Montreal, Ottawa e Vancouver.

Já a Air Canada passa a colocar o seu código nas rotas operadas pela Emirates a partir do seu centro no Dubai, nomeadamente para o subcontinente indiano e para destinos como Colombo, Dhaka, Islamabad, Karachi, e Lahore, assim como para o Sudeste Asiático, incluindo Banguecoque, Hanói, Phuket, Kuala Lumpur e Singapura; para as cidades do Médio Oriente Jeddah e Muscat; bem como para destinos em África, nomeadamente Addis Abeba e Dar Es Salaam.

Em breve, as duas companhias vão ainda disponibilizar “uma oferta de passageiro frequente recíproca, permitindo aos membros da Aeroplan e Skywards ganhar e resgatar pontos em voos operados pela Emirates e Air Canada, respetivamente”, lê-se no comunicado divulgado.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Business man holding airliner aircraft plane on world globe background / worldwide travel concept

Transportes

Ásia-Pacífico impulsiona crescimento do transporte aéreo em setembro

De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o tráfego aéreo internacional subiu, em setembro, 122,2% face ao mesmo mês do ano passado, atingindo 69.9% dos níveis de mês homólogo de 2019. 

Inês de Matos

Em setembro, o tráfego aéreo global cresceu 57.0% face a igual mês de 2021 e chegou a 73.8% dos níveis de setembro de 2019, evidenciando uma forte procura internacional, principalmente por parte do mercado da Ásia-Pacífico, avança a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, 7 de novembro, pela IATA, em setembro, o tráfego aéreo internacional subiu 122,2% face ao mesmo mês do ano passado, atingindo 69.9% dos níveis de mês homólogo de 2019.

“Mesmo com as incertezas económicas e geopolíticas, a procura por transporte aéreo continua a recuperar. A exceção ainda é a China, com a sua estratégia COVID zero, que mantém as fronteiras fechadas e está a criar uma montanha-russa de procura no seu mercado doméstico”, aponta Willie Walsh, diretor geral da IATA.

Segundo Willie Walsh, a posição da China “contrasta fortemente com o resto da Ásia-Pacífico”, onde o tráfego internacional cresceu 464,8% em setembro, em comparação com setembro de 2021.

A Ásia-Pacífico foi a região que apresentou o maior crescimento no tráfego internacional entre todas as regiões, tendo registado ainda um aumento de capacidade de 165,3%, enquanto o load factor aumentou 41,5 pontos percentuais, para 78,3%.

Depois da Ásia-Pacífico, a região que mais cresceu no tráfego internacional em setembro foi o Médio Oriente, onde este indicador aumentou 149,7% face a setembro de 2021. Já a capacidade nesta região subiu 63,5% e o load factor aumentou 27,6 pontos percentuais, para 80,0%.

Na América do Norte, o tráfego internacional aumentou 128,9% em setembro, enquanto a capacidade subiu 63,0% e o load factor registou um acréscimo de 24,6 pontos percentuais, para 85,4%, o mais elevado entre todas as regiões pelo quarto mês consecutivo.

Na América Latina, o tráfego internacional aumentou 99,4% em setembro, enquanto a capacidade subiu 73,7% e o load factor cresceu 10,8 pontos percentuais, para 83,5%.

Em África, setembro trouxe uma subida de 90,5% no tráfego internacional, enquanto a capacidade teve um aumento de 47,2% e o load factor subiu 16,7 pontos percentuais, para 73,6%, o mais baixo entre todas as regiões do mundo.

Já na Europa, onde o crescimento vinha a ser mais forte, setembro trouxe um aumento de 78,3% no tráfego internacional, enquanto a capacidade subiu 43,8% e o load factor aumentou 16,3 pontos percentuais, fixando-se nos 84,1%, o segundo mais alto em todo o mundo.

Willie Walsh sublinha ainda que “a forte procura está a ajudar a indústria a lidar com os preços muito altos do combustível”, que, juntamente com a simplificação dos procedimentos aeroportuários, nomeadamente através da biometria, constituem um dos principais desafios da aviação.

“Modernizar a experiência não apenas ajudará a aliviar os pontos de estrangulamento, mas também criará uma experiência melhor para todos”, acrescenta o diretor geral da IATA.

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Aviação

TAP reajusta operação de inverno e prevê cancelar até sete voos por dia

Os cancelamentos de voos deverão acontecer entre 15 de novembro e 31 de dezembro, nas “ligações com menor ocupação e para as quais existam várias alternativas disponíveis na rede TAP ou em companhias parceiras”.

Publituris

A TAP anunciou que, entre 15 de novembro e 31 de dezembro, vai proceder a ajustes na sua operação de inverno, o que poderá levar ao cancelamento, em média, de até sete voos por dia.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea explica que os reajustes se devem a “vários constrangimentos”, a exemplo da mudança para o sistema de navegação Top Sky em Lisboa, da migração do sistema de controlo aéreo em Marselha, do absentismo previsto para o período de Natal e fim do ano e, ainda, por não ter sido possível fazer regressar um avião da Guiné-Conacri.

De acordo com a companhia aérea de bandeira nacional, os cancelamentos de voos deverão acontecer nas “ligações com menor ocupação e para as quais existam várias alternativas disponíveis na rede TAP ou em companhias parceiras”.

A TAP garante que os passageiros afetados pelos cancelamentos “serão informados diretamente e de forma atempada pela TAP, com indicação da solução de viagem alternativa”.

A companhia aérea explica ainda que, “para evitar o cancelamento de voos adicionais, e manter a operação no máximo da sua capacidade”, vai  estender o contrato ACMI com a Air Bulgaria.

A TAP pede desculpa pelos constrangimentos aos passageiros afetados e diz que “está a desenvolver esforços para garantir que todos possam fazer as viagens que planearam sem contratempos”.

“A TAP está a preparar este reajustamento de forma proativa, pensando nos seus clientes e de forma a minimizar os cancelamentos de última hora”, refere ainda a companhia aérea, destacando que as suas equipas “têm feito um trabalho exigente, cuidadoso e detalhado para analisar as restrições que este reajustamento provoca e proteger tanto os passageiros como a operação da TAP da melhor forma possível”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Azul lança tarifa promocional de 644 euros na rota de Lisboa-Viracopos

A tarifa promocional de 644 euros é válida para voos de ida e volta na rota Lisboa-Viracopos-Lisboa e aplica-se a reservas realizadas até esta segunda-feira, 7 de novembro.

Publituris

A Azul está a oferecer uma tarifa promocional de 644 euros para voos de ida e volta na rota Lisboa-Viracopos-Lisboa, que é válida para reservas realizadas até esta segunda-feira, 7 de novembro.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea brasileira indica que esta tarifa promocional se aplica a viagens que decorram entre 1 de fevereiro e 31 de maio de 2023.

A tarifa de 644 euros já inclui taxas, assim como o transporte de um volume de bagagem até 23 kg.

A companhia aérea diz estar disponível para mais informações, através dos seus contactos em Portugal, concretamente pelo e-mail [email protected] e pelo número de telefone +351 211 350 520.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.