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Governo responde à ANAC com processo de Avaliação Ambiental Estratégica

Um aeroporto principal e outro complementar, um novo aeroporto do Montijo a ganhar, progressivamente, estatuto de principal, e, finalmente, uma nova localização. Eis os cenários depois de conhecido o indeferimento da ANAC.

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Governo responde à ANAC com processo de Avaliação Ambiental Estratégica

Um aeroporto principal e outro complementar, um novo aeroporto do Montijo a ganhar, progressivamente, estatuto de principal, e, finalmente, uma nova localização. Eis os cenários depois de conhecido o indeferimento da ANAC.

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Aeroporto de Lisboa

Depois de conhecida a decisão da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) em indeferir o pedido de apreciação prévia de viabilidade da construção do Aeroporto Complementar no Montijo, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação não desiste da localização para o novo Aeroporto Internacional de Lisboa, avançando com a realização de um processo de Avaliação Ambiental Estratégica (AAE).

O Ministério de Pedro Nuno Santos pretende, desta forma, que essa AAE promova uma avaliação que compare soluções de entre as diferentes infraestruturas aeroportuárias desta região.

A primeira passa pela atual solução dual, em que o Aeroporto Humberto Delgado terá o estatuto de aeroporto principal e o Aeroporto do Montijo o de complementar.

A segunda opção recairá numa solução dual alternativa, em que o Aeroporto do Montijo adquirirá, progressivamente, o estatuto de aeroporto principal e o Aeroporto Humberto Delgado o de complementar.

Finalmente, a construção de um novo aeroporto internacional de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete será, eventualmente, aquela que coloca o processo novamente a zero.

Certo é que o Governo “compromete-se a respeitar a solução que vier a ser identificada na Avaliação Ambiental Estratégica”, refere o comunicado emitido. Neste sentido, e tendo em conta o atual quadro legal em vigor, para garantir que a mesma tem condições para ser implementada, o Governo irá, desde já, promover a revisão do Decreto-Lei n.º 186/2007, de 10 de maio, alterado pelo Decreto-Lei n.º 55/2010, de 31 de maio, “no sentido de eliminar aquilo que configura, na prática, um poder de veto das autarquias locais sobre o desenvolvimento destas infraestruturas de interesse nacional e estratégico”, lê-se.

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Emprego e Formação

Turismo de Portugal financia com 6 milhões de euros programa “Formação + Próxima”

O Turismo de Portugal canaliza seis milhões de euros para o programa que tem por objetivo formar cerca de 75.000 pessoas no setor.

O Turismo de Portugal vai financiar com seis milhões de euros, ao longo de seis anos, o programa “Formação + Próxima”, para formação descentralizada no setor a cerca de 75 mil pessoas.

Na sessão que marcou o lançamento deste programa, no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, explicou que o instituto tem “12 escolas espalhadas por todo o território”, mas que tem “sentido ao longo destes anos que há muita necessidade de formação, não só inicial, mas também contínua, e principalmente formação para executivos em todo o território”.

“Além disso o que nos tem sido pedido é para darmos formação em turismo a outras entidades, nomeadamente municípios e CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional], ou seja, entidades que não são 100% turismo, mas que precisam de ter formação”, salientou.

Este programa, que deverá começar no início de 2022, “funcionará em parceria estreita com os municípios para que tenha uma componente digital mas também do território”, explicou Luís Araújo, indicando que passa por multiplicar as escolas do Turismo de Portugal, “não com instalações próprias”, mas aproveitando outros espaços existentes, para “dar esta formação muito mais direcionada as necessidades daquela região específica”.

“A ideia é fazer parcerias com os municípios e, numa primeira fase, estamos a falar à volta de 36 municípios”, explicou, destacando que a “formação vai ser dada até a funcionários dos municípios para captar investimento, desenvolvimento do território e produto” entre outras áreas.

Luís Araújo acredita que este programa pode ajudar na resolução do problema de mão-de-obra no setor, mas avisou que é só uma componente entre várias. “Há uma parte demográfica, não temos pessoas”, salientou, chamando ainda a atenção para a “atratividade” do turismo, que deve ser promovida com “salários, benefícios, planos de carreira”.

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Airmet lança comparador de voos

A nova plataforma tecnológica da Airmet integrará não só os voos dos GDS Travelport e Amadeus, como também as companhias low cost e as ligações diretas aos NDC das companhias aéreas.

A Airmet Portugal irá lançar, no primeiro trimestre de 2022, um sistema de comparador de voos, plataforma de emissões online que integrará não só os voos dos GDS Travelport e Amadeus, como também as companhias low cost e as ligações diretas aos NDC das companhias aéreas.

Em comunicado, a empresa refere que “esta nova tecnologia vai permitir às agências de viagens reservarem e emitirem através deste sistema”, enquanto no caso das agências IATA, “existe a vantagem de poderem aceder às melhores tarifas e também emitirem com o seu próprio IATA associado”.

A ferramenta permitirá ainda “vários métodos de pagamento”, contribuindo para “facilitar a gestão do dia a dia da agência, que poderá passar a ser feita numa única plataforma, no que aos voos diz respeito”.

Luís Henriques, diretor geral da Airmet, refere que “o principal objetivo é o de agregar constante valor para as agências de viagens para que estas possam oferecer o melhor serviço ao seu cliente, numa altura em que o mercado está cada vez mais exigente e competitivo e a rentabilidade é fundamental”.

O responsável pelo grupo de gestão acredita ainda que “a inovação tecnológica é o futuro para garantir a competitividade das nossas agências”.

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“Não queremos ser como outros destinos. Somos Yucatan”

A poucos dias do início da maior feira turística da América Latina, o Publituris falou com, Michelle Fridman, ministra do Turismo de Yucatan, Estado mexicano conhecido pelas praias do Golfo do México e ruínas Maias. Apelidando Yucatan de “clássico renovado”, além da cultura, tradição e história, a sustentabilidade é o eixo central desta “nova opção turística”.

Victor Jorge

Foi a primeira vez que Yucatan recebeu a mais importante feira do turismo da América Latina. A realização do Tianguis Turístico estava marcada para 2020, mas como em tantos outros eventos, a pandemia fez o favor de adiá-lo. Mas Yucatan tem muito mais para oferecer. Desde logo, foi aqui que caiu o “pedragulho” que dizimou a era dos dinossauros, que nasceu a cultura Maia e onde não falta cultura, tradições e história. Os investidores são bem-vindos a Yucatan, desde que o respeito pela sustentabilidade – em toda a ordem – esteja garantida.

O que é que Yucatan tem para oferecer de novo ou renovado agora que caminhamos para uma retoma gradual?
Yucatan é a fronteira entre o Golfo do México e as Caraíbas e é, precisamente, isso que torna este Estado tão único. Estamos no coração da Península de Yucatan e isso, por vezes, pode ser confuso para os que julgam que Yucatan é Cancún. Mas não é.

Yucatan está virada para Norte e é, precisamente, aí que as águas das Caraíbas se misturam com as águas do Golfo do México.

Começo por uma aula de história e de geografia. Há 66 milhões de anos quando a “grande rocha” caiu na Terra e extinguiu os dinossauros, isso aconteceu em Yucatan. Por isso, imagine a história que não passou por este local.

A cultura Maia, uma cultura viva que está entre os residentes e população de Yucatan, está cá há milhares de anos.

Fruto desta longa história, temos recebido muitas outras culturas, europeias, inclusive, já que durante muitos anos Yucatan esteve mais ligado à Europa do que ao resto do México.

E perguntar-me-á porquê? Pois temos um porto, que é o porto de Sisal que dá o nome ao sisal com o qual fabricamos cordas, tapetes e outros materiais que levaram, durante muitos anos, os navios a atracarem em Yucatan para levarem o sisal para a Europa.

Quando vinham para cá, esses navios traziam muita da cultura europeia e daí dizer que, durante muito tempo, a influência europeia foi maior e mais sentida do que a mexicana. Além disso, temos imensas influências europeias na nossa arquitetura, gastronomia, o que me leva a dizer que Yucatan é uma mistura, um blend de diversas culturas e de muitas histórias.

O que têm, então, para oferecer é essa história?
Sim, mas não só. Temos uma natureza ímpar e temos tido muito cuidado em preservá-la e desenvolver um destino sustentável, agora que essa preocupação está muito na moda, mas que aqui tem sido uma prática já com muitos e muitos anos.

Este é um local onde é possível encontrar milhares, senão milhões de flamingos nas nossas praias, existe, devido ao impacto do meteorito há milhões de anos, um sistema de cavernas – “Cenotas” – que fazem as maravilhas de quem pretende descobrir coisas novas e ter experiências únicas. E em Yucatan temos cerca de 3.600 destas “Cenotas” que são piscinas subterrâneas. É uma das maravilhas que pode ser explorada para nadar, mergulhar ou simplesmente contemplar.

E aqui é possível, também, encontrar vestígios dos Maias e tudo o que liga a essa cultura.

Esses são os locais preferidos entre os europeus, já que é conhecido o gosto e interesse dos europeus por história. Além disso, uma das novas maravilhas do mundo – Chichén Itzá -está em Yucatan. Mas além de Chichén Itzá, que o local mais conhecido, temos mais 18 locais como este que são tão ou mais fabulosos que esta maravilha do mundo.

Mas existem milhares de outros locais arqueológicos abertos ao público que faz de Yucatan um destino único a conhecer e a descobrir. Por isso, imagine a história que existe para descobrir em Yucanta.

Novas experiências para um destino com história
Yucatan não é, então, um novo destino para o mundo. Existem novas experiências e segredos para serem descobertos e explorados?
Não sendo um destino novo, é um destino surpreendente e que poucos conhecem. Yucatan é um clássico renovado.

Yucatan, tal como muitos destinos europeus está muito ligado às tradições, à cultura, passado, história. Por isso, quem nos visita, encontrará essa história, cultura e tradições.

Ao mesmo tempo, podemos afirmar que se trata de um novo destino, porque não existe muita gente a conhecer Yucatan. Muitos turistas ficam confusos ou confundem Yucatan e Cancún. Além disso, temos desenvolvido novos produtos e ofertas turísticas.

Quais?
Experiências que existem há vários anos, mas que não eram exploradas e divulgadas. Tivemos que renová-las e criámos novos produtos e ofertas em torno dessas histórias e tradições. Em 2019, o Ministério do Turismo de Yucatan desenvolvemos mais de uma centena de novas experiências. Isso permitiu-nos criar uma campanha que designámos de “365 dias em Yucatan”. Com essa campanha, lançámos todos os dias uma nova experiência. Isso mostra que poderá viver um ano inteiro em Yucatan e ser surpreendido todos os dias com uma nova experiência.

Essa campanha foi lançada em 2019. No início de 2020, fomos confrontados com um vírus que levou o mundo a fechar. Como é que a pandemia impactou a região de Yucatan e todas essas novas experiências?
Bem, a pandemia impactou todos os destinos do mundo. Mas deixe-me contar-lhe algo de bom em toda essa história: Yucatan foi “Covid-friendly” mesmo antes da COVID aparecer.

Yucatan não é um destino de turismo massivo. Não irá encontrar locais com grandes resorts, com milhares de turistas. Yucatan é um destino com áreas e espaços abertos, um destino muito individual, com uma grande preocupação no que toca à sustentabilidade.

Por isso, encontrará muitos locais onde poderá usufruir verdadeiramente do turismo e não ser “invadido” por turistas e sentir-se inseguro.

Mas reconhece que o México não tem fama de ser o destino mais seguro do mundo?
Mas posso dizer-lhe que Yucatan é um dos destinos mais seguros não só do México, mas do mundo. Os nossos níveis de segurança são comparáveis aos da Suécia. E não somos nós que o dizemos, mas entidades internacionais.

Além dessa segurança, somos, igualmente, conhecidos pelo nosso nível de bio-segurança, já que implementamos, assim que a pandemia foi conhecida, um programa de certificação com standards internacionais e implementamo-lo em toda a cadeia de fornecimento.

Isso quando?
Em maio de 2020. Esses protocolos foram implementados no nosso aeroporto, serviços de transporte, hotéis, restaurantes, museus, locais arqueológicos, comunidades.

E como é que isso foi visto do lado do turista?
Muito bem. Fomos reconhecidos por muitas instituições, entidades, cruzeiros, como um destino muito seguro. Como exemplo, Yucatan foi dos primeiros destinos para o qual os cruzeiros planearam as suas rotas.

E qual foi a quebra registada no turismo em Yucatan?
A quebra registada foi 50 a 55%. Yucatan foi dos locais onde o Governo implementou regras sanitárias mais restritas. Durante quatro meses, todos os hotéis, restaurantes, todo o universo ligado ao turismo fechou. A taxa de ocupação dos nossos hotéis foi de zero e foi impossível competir com qualquer outro destino no mundo.

Por isso, tivemos de reconstruir praticamente do nada, estamos crescer. Naturalmente ainda não estamos ao nível de 2019, já que foi um ano recorde para Yucatan, mas estamos a recuperar.

Ligação ao resto do mundo
Mas o que estão a fazer e que planos estão previstos para atingir esses níveis de 2019 o mais rapidamente possível?
Assim que a pandemia nos atingiu, desenvolvemos um plano de recuperação com quatro fases. A primeira cuidar da saúde; a segunda, dar as ferramentas à indústria do turismo para que pudesse sobreviver estes tempos difíceis, com diversos programas de apoios e incentivos; em terceiro lugar, a retoma do turismo enquanto a COVID-19 ainda permanece entre nós, ou seja, conseguir reabrir algumas atividades, sem colocar em risco a saúde dos locais e dos turistas. Finalmente e em quarto lugar, a recuperação do mercado. Neste último ponto, temos estado a trabalhar em grande colaboração com as companhias aéreas para recuperar a nossa conetividade, sabendo que o nosso budget não é o mesmo dos grandes destinos turísticos.

Chichén Itzá é uma das grandes atrações de Yucatan, mas não a única

Por isso, tivemos de otimizar esse orçamento, de modo a atingir os mercados principais e de maior importância para nós.

Começamos em setembro e 2020 com o turismo local, o chamado “staycation” e foi aí que surgiu a tal campanha das 365 experiências em Yucatan. Quisemos dizer, também, aos locais que não era preciso viajar para longe para ter e viver experiências únicas e diferentes.

Mas como destino internacional, Yucatan não sobrevive somente do turismo local. Por isso, quais as companhias aéreas que têm a voar para Yucatan?
Naturalmente que os mercados internacionais são importantíssimos para nós. O nosso aeroporto principal, localizado na nossa capital, Mérida, é uma unidade muito bem conectada a nível nacional e internacional com a América do Norte. Temos voos com Miami, Houston, Dallas, Toronto, San Diego e Oakland.

Claro que não somos Cancún onde está localizado o aeroporto com melhores ligações no México. Mas está localizado somente a 30 minutos da nossa fronteira [estadual].

Portanto, temos imensos turistas que voam até Cancún e que depois vêm visitar-nos.

Mas sentem que existem os turistas que visitam Cancún com o propósito de sol e mar e outros que voam até Cancún para depois apanhar outro voo ou ir de carro para visitar Yucatan e fazer outro tipo de turismo?
Sim claramente. São mercados completamente distintos. Não temos muito interesse naquele tipo de turistas norte-americano que só nos visitam nas épocas de férias da Páscoa ou outros feriados e que vão para Cancún para as festas na praia.

Não é esse o tipo turista que queremos captar e também não temos muito para oferecer a esse tipo de turista. Não somos um destino do “tudo incluído”, somos o oposto. O turista que nos interessa é aquele que tem interesse na história, cultura, tradições, experiências e gastronomia.

Isso não quer dizer que o turista que visita Cancún não nos interessa, mas terá de vir com outro espírito para Yucatan, já que a nossa oferta é completamente diferente.

O nosso objetivo é mostrar aos mercados emissores que somos uma nova opção.

Mas qual a origem de quem vos visita e como caracterizaria esse turista?
O nosso mercado principal são os EUA e depois Canadá. Da Europa, os principais mercados emissores são Espanha, Alemanha, Itália, UK e França.

E Portugal, tem números?
Não é um número representativo, ainda, mas esperamos inverter esta situação.

E qual é a vossa estratégia para o mercado português?
Temos uma estratégia de promoção que está assente em quatro eixos: o primeiro, B2B, o trade marketing e daí estarmos presente em diversas feiras. A par disso, fomos anfitriões da 45.ª edição da Tianguis Turístico 2021, a principal feira de turismo do México e, provavelmente, na América Latina. Esse evento – realizado de 16 a 19 de novembro – terá um impacto fortíssimo na nossa estratégia.

O Tianguis Turístico 2021 marcará a retoma do turismo no México.

Voltando aos quatro eixos, em segundo lugar temos as campanhas B2C, muito importantes, mas cujo investimento foi reduzido, já que o Governo Federal decidiu cortar o orçamento de promoção para o turismo. Por isso, com o orçamento reduzido, a nossa estratégia tem passado por apostar em campanhas digitais, em mercados que estão a encher aviões que voam para Yucatan.

Neste momento, como disse, o nosso foco está em aumentar a nossa conectividade, porque sem ela, não temos meios para recuperar. Depois temos as relações públicas, através dos nossos conteúdos.

Sem sustentabilidade não há Yucatan
Focou diversas vezes a importância da história, cultura, tradição, gastronomia, conectividade, mas por várias vezes apontou a sustentabilidade como eixo fundamental. Que estratégia possui Yucatan neste capítulo?
De todos esses termos que apontei, o mais importante é sustentabilidade. Sem ela, não teremos todas as outras. Desde o início desta administração que temos vindo a trabalhar no desenvolvimento de um destino sustentável.

Mas chamo a atenção para o facto de, quando falamos em sustentabilidade, não quer dizer que falemos somente do ambiente. Sustentabilidade vai muito além do ambiente. Temos estado a trabalhar numa sustentabilidade inclusiva, descentralizando os nossos produtos, oferta, investimentos, infraestruturas e conectividade.

Não se trata somente de levar turistas para os locais mais conhecidos como Chichén Itzá, mas levar turistas a todos os pontos do nosso Estado. A sustentabilidade aplica-se a tudo.

Existem milhares de “Cenotes” em Yucatan, com águas cristalinas

E como é que inclui em toda essa estratégia e políticas de sustentabilidade a comunidade local?
Isso é um dos pontos essenciais em qualquer política de sustentabilidade. Não ligar a comunidade local a essa estratégia não é mais viável.

Compreendemos que a nossa riqueza está na nossa história, tradições, cultura, e isso só é possível com proximidade e ligação com a comunidade local.

Por isso, quando recebo grandes investidores que querem construir um grande resort para 1.000 ou 1.200 pessoas, a resposta que dou é que o investimento é bem-vindo a Yucatan, mas esse investimento não e para um destino como Yucatan.

Queremos pequenos hotéis boutique ou resorts, que cuidem do nosso ambiente, das nossas pessoas, que sejam construídos com materiais locais e não com produtos exclusivamente importados, que empregue locais, onde a gastronomia que é servida seja produzida com ingredientes locais.

Isso é algo que encontra em Yucatan e que não prescindimos. É esse o tipo de turismo que queremos continuar a ter, acrescentando valor, mas sem perder a nossa autenticidade.

Já trabalhei em diversos locais e destinos turísticos e posso garantir-lhe que não há nenhum destino no continente que mostre mais orgulho relativamente à herança como Yucatan.

Mas focou investimentos. Para Yucatan ser um destino sustentável, não só ambiental, mas financeira e economicamente, precisa desse investimento. Como atrai esse investimento, colocando-lhe, desde logo, essas barreiras?
Não são barreiras. São eixos básicos para que não se desvirtue o que é Yucatan. Nós temos a nossa história, cultura, tradição, arqueologia, gastronomia, as nossas gentes e com que tudo isto que queremos ser um destino turístico. Não queremos ser um destino turístico que ofereça o mesmo que tantos outros oferecem. Temos de nos diferenciar. E não é por ter resorts com 1.000 ou 1.200 quartos que o iremos fazer. Por outras palavras, nós sabemos que tipo de investimento queremos para Yucatan.

Posso dizer-lhe que de 2019 até hoje recebemos perto de mil milhões de dólares de investimento para o turismo em Yucatan e há grandes grupos hoteleiros a chegar e a construir em Yucatan. Nós temos os Hilton, os Intercontinental e os Marriott. A questão é que esses grupos compreendem que não devem construir e fazer o que fazem noutros destinos.

Por isso, estão a construir de acordo com o que está estabelecido para Yucatan, conservando o ambiente, os locais – pessoas e produtos – e manter o investimento sustentável.

Não vale a pena conseguir investimentos ou investidores que não promovam o emprego junto da população de Yucatan ou que não incentive o consumo e produção de produtos locais.

Esse não é o novo turismo. Esse turismo de massas, sem respeito pelo ambiente, pessoas e produtos locais, sem qualquer preocupação com o ambiente, esse turismo já não existe, ou melhor, existe, mas pertence ao passado. Ninguém quer fazer turismo, viajar para esses locais.

Como como definiria esse “novo turismo” ou “novo turista”?
Yucatan é para o novo turista. Esse novo turista procura novas e experiências autênticas, experiências individualizadas e distintas, preocupa-se em fazer tudo isto de forma sustentável.

E Yucatan oferece tudo isso. Não consigo, sinceramente, encontrar um destino mais autêntico, mais distintivo e diferenciado que Yucatan. Não queremos ser como outros destinos. Somos Yucatan.

E conseguiremos ter turistas, conseguiremos ter mais turistas, conseguiremos captar mais investimento e investidores, tal como o fizemos em 2019, sem prescindir de ser autênticos e preservar as nossas tradições e os nossos recursos culturais, ambientes e pessoas.

Mas quando fala em história, cultura, tradição, olhamos para o passado. Olhando para o futuro, o que é que Yucatan tem para oferecer de novo?
Eu gosto de ver ou chamar Yucatan como um “clássico contemporâneo”. Isso é algo que é possível ver na Europa. A Europa é história, cultura, tem milhares de anos. Isso não quer dizer que não é nova, que não tem nada de novo para oferecer. Pode ir a Roma, Paris e encontrará centenas, senão milhares de anos de história. Mas também encontrará novos restaurantes, novos hotéis, novas experiências, novos museus, novos teatros. Isso aconteceu em Yucatan. Temos a história, mas, por exemplo, o programa das aldeias Maias é completamente novo.

O programa não acontece em locais novos, uma vez que as aldeias Maias estão lá há milhares de anos, mas o programa, as experiências que proporcionamos são novas.

Por isso, sim, mantemos a nossa tradição, história, cultura, mas conseguimos renová-la e apresentar novas experiências.

Realiza-se agora o Tianguis Turístico 2021. Que importância tem este evento para Yucatan enquanto destino turístico?
É muito importante. É a primeiro vez que este evento é organizado em Yucatan. O evento foi-nos atribuído em 2019 para ser realizado em 2020 e esforçamo-nos tanto para ter o melhor evento possível no ano passado e só 10 dias antes da inauguração, com os dados a mostrarem que iríamos quebrar todos os recordes, o evento foi cancelado e adiado por causa da pandemia.

Precisámos de reinventar o Tianguis depois da COVID-19. Não poderíamos realizar um evento como se fazia numa realidade pré-COVID. O mundo mudou e o evento terá de acompanhar essa mudança.

Este será o primeiro Tianguis depois da COVID e encaramos o evento como o “renascer do turismo” no México, como oportunidade para reiniciar a indústria do turismo no país.

Trata-se de uma reconstrução ou transformação do turismo?
Penso que seja ambas. Acho que o termo correto até será “renascimento”, porque é, efetivamente, disso que se trata. Não quer dizer que se olhe para certas coisas do passado e não se transponham para o futuro, mas penso que o turismo, como um todo, renascerá para melhor.

2019 foi o melhor ano para Yucatan. Quantos turistas receberam?
3,2 milhões de turistas.

Quando espera voltar a esses números?
Estamos a trabalhar para atingi-los no final de 2022 ou início de 2023.

E o que é que aprendeu desta pandemia?
Penso que durante esta pandemia se aprendeu muito. Fundamentalmente, dar o valor correto ao setor do turismo, até porque a maioria das pessoas de fora deste setor não compreende quão importante é o turismo.

Depois, compreendemos, finalmente, a importância de sermos sustentáveis e tomámos consciência da urgência em renovar constantemente a nossa indústria, o turismo.

A era digital, por exemplo, não nos atingiu por causa da pandemia, já nos persegue há anos, mas não olhávamos para ela como algo que tinha de ser feito, aproveitado, utilizado e explorado.

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CEO do Trivago admite que regresso do turismo para níveis pré-pandemia só em 2024

Antevendo que em meados de 2022 a situação se normalize entre países com bons níveis de vacinação, o CEO do Trivago, admite que a recuperação total só acontecerá lá mais para 2024.

Victor Jorge

Numa entrevista à consultora McKinsey & Company, Axel Hefer, CEO do Trivago, motor de busca e comparador de preço de hotéis, admite que as receitas no setor do turismo só em 2024 deverão atingir níveis pré-pandemia.

A consultora refere que, embora os efeitos de longo prazo possam parecer esmagadores, “os líderes do setor estão a descobrir que muitas lições da crise da COVID-19 podem ajudar as empresas do turismo e viagens a voltar mais fortes do que eram antes da pandemia”.

“Vimos uma grande mudança para viagens domésticas e para países vizinhos”, diz Hefer, reconhecendo que se trata de “uma mudança e um afastamento das viagens continentais e intercontinentais”. “Essa mudança foi impulsionada predominantemente pelas restrições em vigor e pela incerteza das viagens. Os viajantes querem saber que, chegados a um local, poderão voltar para casa e não ficar presos devido às restrições de viagem que mudam rapidamente”, salienta ainda o CEO do Trivago.

Afirmando-se “menos otimista” relativamente às viagens intercontinentais de longa distância, mesmo a longo prazo, Hefer assinala que “quanto mais longe de casa se viaja, mais incerteza existe”. Excluindo quaisquer novas variantes, a esperança de Hefer é que “em meados de 2022, as medidas se normalizem entre os países à medida que os níveis de vacinação aumentam na maioria dos principais mercados e os viajantes se acostumam com algum nível de restrições e as considerem aceitáveis”. Mas recuperar a confiança que existia antes da pandemia “pode levar anos a reconstruir”, admite o responsável do Trivago.

Quanto às implicações para as agências de viagens no meio de tanta incerteza e à mudança no comportamento do consumidor, Axel Hefer diz que a pandemia “abriu nossos olhos para algumas coisas. Mostrou-nos, efetivamente, que o mercado de viagens pode sofrer mudanças abruptas, passando de um grande crescimento a nenhuma atividade em questão de dias”.

A primeira implicação para as operações das agências de viagens apontada por Hefer é ao nível dos “custos variáveis” que diz serem “muito caros”. “Quanto mais fixa for a estrutura de custos da empresa e quanto mais ativos existirem, mais difícil será lidar com esse tipo de volatilidade”, refere o executivo. “Se estivermos a olhar para um futuro com diversas vagas frequentes de pandemias semelhantes à crise da COVID-19, a maioria das empresas precisará ajustar a sua estrutura de custos”, salienta.

O outro grande desafio assinalado por Hefer, foi “o reembolso. Muitos agentes que haviam recebido pagamentos antecipados viram-se obrigados a reembolsar valores muito rapidamente”, destacando que “esse tipo de impacto no fluxo de caixa de uma empresa é um desafio enorme”.

Por último, os “ativos”. “Mover todos para uma configuração de trabalho completamente nova, enquanto eram atingidos por uma vaga de reembolsos que precisavam ser processados operacionalmente e, em seguida, financiados, foi a tempestade perfeita”, conclui.

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COVID-19: ECDC adverte para época festiva de final de ano

Depois da Organização Mundial da Saúde ter chamada à atenção para a possibilidade da COVID-19 poder provocar mais 700.000 mortes na Europa até à primavera, agora é o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) alertar para os riscos da época festiva próxima.

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O Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) alertou, recentemente, para a possibilidade de, em dezembro e janeiro, a União Europeia (UE) encontrar-se numa situação de “risco muito elevado” da pandemia COVID-19 devido à baixa taxa de vacinação.

“Sem alterações nas taxas de contacto em relação aos níveis atuais, estimamos que os países com o nível mais elevado de cobertura vacinal de mais de 80% estão em ‘risco acrescido’, enquanto os com os níveis de cobertura vacinal inferiores a 80% estão em ‘alto risco’”, adverte o mais recente cenário traçado pela diretora do ECDC, Andrea Ammon.

A entidade salienta, no site, que os cenários de modelização do ECDC “indicam que o peso potencial da doença na UE/EEE [Espaço Económico Europeu] a partir da variante Delta será muito elevado em dezembro e janeiro, a menos que sejam agora aplicadas medidas de saúde pública em combinação com esforços contínuos para aumentar a administração de vacinas na população total”.

O ECDC apela a um reforço na vacinação contra a COVID-19 em todo o espaço comunitário, salientando que na UE/EEE as taxas são de 65,4% da população total vacinada e de 76,5% da população adulta, destacando ainda a necessidade de uma dose de reforço a todos os adultos, com prioridade aos maiores de 40 anos.

O ECDC reitera ainda os apelos para um reforço das medidas não médicas, como o uso de máscara e a limitação dos contactos sociais.

“A situação epidemiológica atual é, em grande parte, impulsionada pela elevada transmissibilidade da variante Delta [do coronavírus SARS-CoV-2], que contraria a redução da transmissão conseguida pela vacinação na UE/EEE”, indica o relatório de avaliação de risco.

Recorde-se que na terça-feira, 23 de novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a COVID-19 poderá provocar mais cerca de 700.000 mortes na Europa até à primavera se a tendência atual de contágios continuar.

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Ryanair abre base na Madeira com dois aviões e 10 novas rotas no próximo verão

Companhia aérea low cost abre, no próximo verão, a sua quarta base em Portugal, num investimento de 200 milhões de euros, que vai criar 60 postos de trabalho diretos e 40 indiretos no arquipélago.

Inês de Matos

A Ryanair vai abrir uma base na Madeira, a quarta da companhia em Portugal, depois de Lisboa, Porto e Faro, num investimento de 200 milhões de euros, que prevê a colocação de dois aviões no arquipélago e a abertura de 40 novas frequências semanais e 10 rotas, cinco das quais diretas, informaram a Ryanair e a ANA Aeroportos de Portugal| VINCI Airports.

“Esta nova conectividade irá contribuir para a diversificação de mercados emissores e aumentará a resiliência das variações de mercado, fatores críticos para o turismo na Madeira”, destaca a ANA Aeroportos de Portugal| VINCI Airports, em comunicado divulgado esta terça-feira, 23 de novembro.

Com a nova base, a Madeira vai passar a contar com dois aviões da Ryanair em permanência, que vão ligar o arquipélago a Bruxelas Charleroi, Dublin, Lisboa, Londres Stansted, Manchester, Marselha, Milão Bergamo, Nuremberga, Paris Beauvais e Porto.

O anúncio da abertura da nova base foi feito em conferência de imprensa, que decorreu no aeroporto da Madeira e que contou com a presença de Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital; Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira; Thierry Ligonnière, CEO da ANA Aeroportos de Portugal| VINCI Airports; e Eddie Wilson, CEO da Ryanair.

“O anúncio da base da Ryanair na Madeira para o verão de 2022 é uma excelente notícia para a Região Autónoma da Madeira. Esta base é o resultado de um trabalho de parceria com a Ryanair, com a Associação de Promoção Turística da Madeira e com o Turismo de Portugal. Para além de reforçar a parceria global existente entre a VINCI Airports e a Ryanair, esta base permitirá, pela abertura de 5 novos destinos rotas em 2022, um significativo aumento da conectividade aérea da Madeira, potenciando a diversificação de mercados turísticos”, refere Thierry Ligonnière, CEO da ANA|VINCI Airports.

Já Eduardo Jesus, secretário regional de Turismo e Cultura da Madeira, bem como presidente da Associação de Promoção da Madeira, considera que o reforço de acessibilidade é sempre uma “boa notícia” para a Madeira, que passa, assim, a contar com “mais oferta de lugares para novas ligações internacionais e para reforço de outras existentes”, num “incremento que responde às necessidades da população residente e aos propósitos do próprio destino turístico”.

A nova base vai também criar 60 postos de trabalho diretos e 40 indiretos no arquipélago e, segundo a Ryanair, representa o “compromisso da companhia aérea com Portugal e demonstra o seu impacto no desenvolvimento do turismo português”.

“Temos o prazer de anunciar a abertura da nossa nova base na Madeira, que irá proporcionar a conexão com 10 novos destinos, através de 2 aeronaves e 40 voos semanais, ligando a Madeira a cidades como Londres, Paris, Dublin, Milão e Manchester, durante todo o ano. Este investimento de 200$m não só impulsionará a economia de Portugal, ao contribuir para o crescimento do turismo regional, como também criará mais de 60 postos de trabalho diretos na região e mais de 400 postos de trabalhos indiretos no local na Madeira”, destaca  Eddie Wilson, CEO da Ryanair. 

Na informação divulgada, a ANA – Aeroportos de Portugal – VINCI Airports lembra que a Ryanair é a segunda maior companhia aérea a operar na rede de aeroportos ANA e a primeira nos aeroportos do Porto e de Faro.

A empresa que gere os aeroportos nacionais considera que a base da Ryanair vai impulsionar ainda mais o tráfego nos aeroportos da Madeira, que têm “apresentado nos últimos meses uma recuperação acima dos valores da rede aeroportos ANA”, de tal forma que, no verão, o número de passageiros no aeroporto da Madeira já alcançou 67% do tráfego no período homólogo de 2019.

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‘Stakeholders’ do turismo e viagens pedem alinhamento e coordenação urgente em resposta à situação pandémica na Europa

Diversas entidades pedem uma abordagem comum e totalmente alinhada sobre a elegibilidade e o momento das doses de reforço, associada à validade contínua e ao uso do Certificado Digital COVID da UE. Em causa podem estar milhões de empregos.

Victor Jorge

Em consequência dos mais recentes desenvolvimentos epidemiológicos em toda a Europa, e antes da aproximação da época festiva, um amplo grupo de ‘stakeholders’ do setor do turismo e viagens pede aos Estados-Membros que coordenem e alinhem melhor as suas respostas de políticas de saúde e viagens para evitar a reposição de restrições à liberdade de movimento em toda a Europa.

O Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) declarou que, na atual situação epidemiológica, as restrições de viagens são ineficazes na redução da transmissão do vírus, hospitalizações ou mortes. Nestas circunstâncias, considerando que 76,6% da população adulta da UE está agora vacinada e com uma transmissão comunitária já elevada na maioria dos Estados-Membros da UE, “as medidas destinadas a limitar a passagem das fronteiras não trariam qualquer benefício para a saúde pública, mas teriam um impacto negativo nas economias locais”, refere o comunicado assinado por entidades como a ECTAA, A4E, ACI Europe, ETC, ETRC ou WTTC, entre outros.

Estas entidades salientam mesmo que “as restrições obrigatórias de viagens e protocolos de saúde pública devem ser baseados em fortes evidências de benefício, bem como princípios de proporcionalidade”.

Ao destacar que a pandemia global deixou o turismo em toda a Europa a “enfrentar uma crise como nenhuma outra” e à medida que vários países começam a restabelecer as restrições de movimento aos cidadãos, esta comunidade do setor das viagens e turismo avisa que “mais danos podem ser infligidos a um setor que já se encontra em dificuldades e com impactos de longo alcance nas economias da região”.

De acordo com a última pesquisa do World Travel & Tourism Council (WTTC), estão em perigo “até 900.000 empregos em todo o setor do turismo e viagens na UE este ano, caso as restrições às viagens forem reimpostas neste Inverno”. Além disso, WTTC diz que “os governos em toda a UE poderão ver eliminados até 35 mil milhões de euros das respetivas economias” antes do final de 2021, caso as restrições severas às viagens voltem a vigorar.

Caso as restrições permaneçam em vigor durante grande parte do próximo ano, o WTTC admite que isso poderá resultar numa perda de até 143,7 mil milhões para a economia da UE”.

“O turismo europeu não pode funcionar com abordagens nacionais inconsistentes e em constante mudança”, lê-se no comunicado conjunto, advertido as entidades que, “vista de fora da UE, a Europa mais uma vez parece cada vez mais complicada”, salientando que “a coordenação é a única solução para proteger o setor dos efeitos desta prolongada incerteza na Europa”.

Ao admitir que a implementação da vacinação em toda a UE está “entre as melhores do mundo”, as empresas de viagens e turismo “também desenvolveram e implementaram fortes protocolos de saúde e segurança que garantem que as viagens possam ocorrer em circunstâncias seguras”.

Os “stakeholders” signatários deste comunicado advertem para o facto de, em 2021, “mais de dois milhões de empregos foram perdidos em toda a UE neste setor”, destacando os números mais recentes do WTTC que apontam para que, “se as restrições em grande escala forem aplicadas em 2022, mais três milhões de empregos estarão em jogo no próximo ano”.

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Luís Araújo à frente do Turismo de Portugal por mais cinco anos

Luís Araújo, assim como todo o Conselho Diretivo, inicia mais um ciclo de cinco anos à frente do Turismo de Portugal. Em despacho do Diário da República, Rita Marques (SET) destaca a “excecionalidade, empenho e proatividade com que exerceu as suas funções” durante este mandato.

Victor Jorge

Luís Araújo viu renovada a comissão de serviço, por um período de mais cinco anos, à frente do Turismo de Portugal (TdP), em despacho assinado pela secretária de Estado do Turismo (SET), em 15 de setembro de 2021, publicado esta sexta-feira, em Diário da República, que reconduz todo o Conselho Diretivo do Instituto do Turismo de Portugal, I. P. .

Luís Araújo tinha sido designado presidente do conselho diretivo do Instituto do Turismo de Portugal, I. P. , em comissão de serviço, a 22 de novembro de 2016, lendo-se no Despacho n.º 11407/2021, de 19 de novembro, que “o dirigente cumpriu o estipulado quanto ao termo da comissão de serviço e apresentou o relatório dos resultados obtidos durante o exercício do cargo, os planos e relatórios de atividades e uma síntese da aplicação do sistema de avaliação do Turismo de Portugal, I. P.”, afirmando-se ainda que “foram atingidos os resultados esperados no exercício do mandato, conforme expresso no relatório apresentado”.

No despacho publicado, a SET assinala que teve oportunidade de acompanhar de perto o desempenho do presidente do conselho diretivo, fazendo referência à “excecionalidade, empenho e proatividade com que exerceu as suas funções e responsabilidades durante o seu mandato, distinguindo-se o trabalho apresentado ao nível da estruturação e apresentação à tutela de um plano estratégico nacional de turismo (ET27) e de planos de promoção turística de base nacional e regional, a que acresce a forma como garantiu a consonância entre a aplicação dos Fundos Europeus do Portugal 2020 e as estratégias definidas para o setor do turismo, os avanços significativos registados no âmbito da monitorização e avaliação da atividade turística e os seus fatores de competitividade, assim como as atividades desenvolvidas ao nível da valorização e dignificação dos ativos humanos no turismo, reforçando a qualidade e o prestígio das escolas e das profissões do setor e melhorando as condições inerentes ao exercício profissional e à formação permanente dos seus trabalhadores”.

Complementarmente, salienta Rita Marques, “garantiu com excecional competência um acompanhamento da atividade das organizações internacionais e assegurou a representação nacional e internacional do instituto, ações reconhecidas no papel que o Turismo de Portugal desempenha hoje em organismos como a OMT, ETC, IATA, ETOA e WTTC, ABTA, e ainda na sua eleição como presidente da ETC (European Travel Commission em setembro de 2020)”.

“Os resultados apresentados demonstram de forma inequívoca o trabalho desenvolvido durante os anos de 2016 a 2021 e o seu contributo, complementarmente com os restantes membros do conselho diretivo, para garantir a sustentabilidade do setor do turismo e o cumprimento da missão e das atribuições do Instituto”, lê-se no despacho.

Quanto à pandemia e as ações desenvolvidas, a secretária de Estado do Turismo aponta que “foram fundamentais para a implementação da mudança estratégica pretendida e para a concretização das prioridades definidas pelo Governo, destacando-se a forma como foram abordados os desafios adicionais surgidos durante a vigência da comissão de serviço, agora em análise, muito em especial os decorrentes da pandemia provocada pela doença COVID-19 e com impacto sem precedentes para todo o setor do turismo”.

De entre as várias ações desenvolvidas, a SET realça a apresentação à tutela de um plano de retoma para o setor do turismo que “veio a merecer a aprovação do Governo através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2021, de 16 de junho, estando corporizado no Plano Reativar o Turismo | Construir o Futuro, no qual se estabelece um conjunto de ações e medidas específicas cuja execução se desenvolverá ao longo dos próximos sete anos em alinhamento com a Estratégia para o Turismo 2027”.

“A avaliação interna, a avaliação pelos clientes e a avaliação final do Turismo de Portugal (que foi sempre de desempenho Bom, a menção máxima possível de atingir), assim como distinções e reconhecimentos alcançados pelo Turismo de Portugal e pelo destino Portugal como destino turístico, para além dos números registados no turismo no período em análise, são um reconhecimento claro do desempenho atingido”, conclui Rita Marques no despacho assinado.

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Áustria volta a confinar

Com uma taxa de vacinação abaixo da média europeia, o Governo austríaco decidiu-se pelo confinamento total e obrigatoriedade da vacina.

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A Áustria vai impor, a partir de segunda-feira, 22 de novembro, o confinamento de toda a sua população e tornar a vacinação obrigatória a partir de 1 de fevereiro, anunciou o chanceler austríaco, Alexander Schallenberg.

A Áustria é, assim, o primeiro país da União Europeia a regressar ao confinamento da população face ao ressurgimento dos casos de COVID-19. Esta medida será imposta poucos dias depois de o país ter decidido confinar as pessoas que não foram vacinadas, tornando a vacinação obrigatória, depois de discussões com todos os governadores regionais.

“Apesar de vários meses de persuasão, não conseguimos convencer pessoas suficientes para serem vacinadas”, afirmou Schallenberg, tendo culpado os que se recusam a ser vacinados por um “ataque ao sistema de saúde”.

Recorde-se que a taxa de vacinação na Áustria ronda os 66% da população, ficando um ponto percentual abaixo da média europeia.

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Recuperação total das viagens de negócios apontada para 2024

Depois de uma performance que ficou aquém do esperado em 2021, a Global Business Travel Association prevê que as viagens de negócios só recuperem totalmente em 2024.

Victor Jorge

Um inquérito realizado pela Global Business Travel Association (GBTA) prevê que a recuperação total das viagens de negócios só acontecerá em 2024, depois de, em 2021, essa recuperação ter sido a um ritmo mais lento do que o esperado e acontecer de forma gradual em 2022.

Os resultados do 13.º Outlook da GBTA, cobrindo 73 países e 44 setores de atividade, concluiu que depois de uma quebra de quase 54% nos gastos, caindo para 661 mil milhões de dólares (cerca de 585 mil milhões de euros), em 2021 os dados indicam uma recuperação de 14% para 754 mil milhões de dólares (acima dos 665 mil milhões de euros), com esta recuperação a dar-se mais lentamente que o previsto no Outlook publicado em fevereiro deste ano.

A América do Norte, mais concretamente, os EUA, lideraram a recuperação, com as receitas a subirem 27%, em 2021, indicando o relatório da GBTA crescimentos na ordem de 15 a 20% em mercados como a América Latina, Médio Oriente e África, e Ásia-Pacífico.

Já a Europa ficou atrás do resto do mundo, registando uma subida de apenas 10%, com a situação na Europa Ocidental a ser pior com quebras de 3,8% em relação aos níveis de 2020. De acordo com o GBTA, isso deve-se ao “baixo desempenho logo no início do ano”, prevendo-se, no entanto, que a procura por viagens de negócios na região supere a maioria das outras partes do mundo.

Apesar desse início lento, os inquiridos preveem um aumento anual de 38% nos gastos em 2022, à medida que a recuperação das viagens e a procura reprimida aumentem, trazendo os gastos com viagens de negócios globais para mais de um bilião de dólares (cerca de 885 mil milhões de euros).

Previsto está que essa tendência continue em 2023, com os gastos a aumentarem 23% à medida que regressam mais viagens internacionais e em grupo.

Até o final de 2024, os números apontados pelo Outlook da GBTA indicam uma recuperação completa para um pouco acima dos níveis pré-pandêmicos, na ordem dos 1,5 biliões de dólares, ou seja, ligeiramente acima dos 1,3 biliões de euros, prevendo-se que, em 2025, o mercado entre numa velocidade de cruzeiro de crescimento de 4%.

A GBTA reconhece, contudo, que “os desafios permanecem no caminho para a recuperação”, com os profissionais inquiridos a apontar fatores como “ameaças e disrupções persistentes relacionadas a COVID”, bem como “problemas da cadeia de abastecimento, escassez de mão de obra, aumento da inflação, aumento de custos e atraso na recuperação nos mercados asiáticos” como principais riscos para recuperação deste mercado.

 

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