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2018 foi o melhor ano de sempre da rede Bestravel

A rede Bestravel alcançou em 2018 o seu melhor ano de sempre, tendo crescido 29% em vendas e 22% em margem face a 2017.

Carina Monteiro
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2018 foi o melhor ano de sempre da rede Bestravel

A rede Bestravel alcançou em 2018 o seu melhor ano de sempre, tendo crescido 29% em vendas e 22% em margem face a 2017.

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A rede Bestravel alcançou em 2018 o seu melhor ano de sempre, tendo crescido 29% em vendas e 22% em margem face a 2017. Estes crescimentos são ainda mais evidenciados pelo administrador da Gecontur, proprietária da marca Bestravel, Carlos Baptista, uma vez que foram alcançados com 49 agências, comparando com as 74 em 2011. “Tínhamos o maior número de agências nessa altura, desde então a produção média por loja cresceu 64%, o que é uma evolução bastante significativa”, referiu o responsável, num encontro com a imprensa, à margem da XV convenção da rede que se realiza até este domingo na Madeira.

Portugal continental e ilhas representaram a maior fatia de vendas da rede. Em 2018, a Bestravel faturou entre 9 a 10 milhões nos destinos portugueses. Os Açores, onde a rede realizou a sua convenção anual em 2018, registou o maior crescimento. “Duplicámos a nossa produção nos Açores face a 2017 e acreditamos que possa ter a ver com o facto de termos realizado lá a nossa convenção”. Também a Madeira registou um crescimento expressivo de 35% de clientes para o destino. Carlos Baptista olha para esta tendência de crescimento dos destinos portugueses como uma mudança de paradigma, mas alerta: “O papel das agências de viagens no fomento do Turismo Interno e na economia do país nem sempre é valorizado, falando-se apenas do incoming”.

A seguir aos destinos portugueses, os mais vendidos foram Espanha, com destaque para a costa e ilhas espanholas, as Caraíbas, Cabo Verde (com destaque para o Sal) e o Brasil.

Em termos percentuais, a Tunísia, por força da “colocação de produto no mercado”, também evidenciou um crescimento.

Abertura de lojas
Em 2018, a Bestravel abriu quatro novas agências (Lousada, Massamá, Santarém e Vila Nova de Gaia), preparando-se para abrir, no dia 9 de fevereiro, uma agência em Évora. Das novas agências, duas (Santarém e VN de Gaia) são de franchisados que abriram a sua segunda franquia. Segundo o administrador, esta é uma tendência, já que no ano passado algumas das aberturas foram igualmente de franchisados que abriram a sua segunda agência. “É um sinal de confiança pelo trabalho que temos desenvolvido e no próprio mercado”, afirma.

Com o total de 53 agências atualmente, Carlos Baptista esclarece que a Bestravel não tem intenção de abrir mais do que quatro agências por ano. “Esse seria o número ideal”, defende. “Não queremos ter mais de 65 agências enquanto rede Bestravel”, acrescenta. A razão está no facto de quererem “potenciar e cuidar muito bem da marca, sem a pressão de ter que abrir agências só por causa do aumento do volume”.

A Gecontur, que detém também o agrupamento de agências GPA, quer crescer por esta via e na próxima edição da Bolsa de Turismo de Lisboa vão estar presentes com os seus franchisados da Bestravel e as agências GPA (que atualmente são quatro). A convenção deste ano já foi aberta ao agrupamento.

“Recebemos centenas de pedidos de interesse para fazer parte da rede Bestravel, temos dezenas de reuniões e daí saíram quatro aberturas. Não queremos perder estes critérios apertados. No entanto, podem juntar-se pela via do agrupamento”, afirma o responsável da Bestravel.

Perspetivas para 2019
O ano de 2019 está a começar bem e globalmente a produção da rede está, neste momento, acima do ano passado, mas Carlos Baptista alerta que “não é um barómetro para o resto do ano”, podendo significar apenas vendas antecipadas.

Segundo o administrador da rede, “pairam algumas dúvidas se todas as operações colocadas no mercado vão ser feitas como estão programadas ou se, à semelhança do ano passado, vão ser alteradas”, e isso tem a ver, sobretudo, “com o estrangulamento do aeroporto de Lisboa”.

Até à data, Carlos Baptista considera que “a oferta dos operadores está equilibrada”, apesar de estarem a surgir novos players em produtos já maduros e novos produtos.

Com o tema “Empower the people”, a XV convenção da Bestravel realizou-se no Hotel Savoy Saccharum Resort & Spa, contando com 215 participantes, a presença de 50 agências (48 franchisadas Bestravel e 2 GPA) e, ainda, 41 parceiros.

A abertura do evento teve a presença de Paula Cabaço, Secretária Regional do Turismo e Cultura da Madeira, e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT.

Uma novidade na convenção deste ano foi a realização de dois painéis de debate sobre o sector. O primeiro sobre “Outras Realidades da Distribuição”, com a intervenção de António Loureiro, country general manager, Portugal,  Espanha, Angola, Moçambique e Cabo Verde da Travelport, João Santos, CEO, da Bubble Surprise e Roberto Santa Clara, Executive Director da Associação de Promoção da Madeira. O segundo painel teve como tema “O Futuro da Aviação” e contou com a participação de Cláudio Santos, diretor da Amadeus IT Group Portugal, João Trigo, senior, account manager da Lufthansa Group e Rui Colmonero, advogado da APAVT.

O evento encerrou com o habitual jantar de gala e cerimónia de prémios, que contou com o apoio da Travelport e a participação da Associação de Promoção da Madeira.

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Istambul, regresso à capital dos sultões

Dividida entre a Europa e a Ásia, Istambul é uma cidade histórica e um destino turístico imperdível, que já está a recuperar a azáfama e o rebuliço que os turistas lhe conferem. Venha com o Publituris descobrir a maior cidade da Turquia, que mantém todo o seu encanto, mesmo em tempos de pandemia.

Dividida entre a Europa e a Ásia, Istambul é uma cidade histórica e um destino turístico imperdível, que já está a recuperar a azáfama e o rebuliço que os turistas lhe conferem. Venha com o Publituris descobrir a maior cidade da Turquia, que mantém todo o seu encanto, mesmo em tempos de pandemia.

Mesquita Azul

São muitos os monumentos que funcionam como cartão-postal de Istambul, mas nenhum permite sentir o pulsar da cidade como o Grand Bazar. Localizado junto a muitos dos monumentos históricos, o Grand Bazar de Istambul é uma das principais artérias comerciais da cidade, um local onde tudo se vende e tudo se compra e onde locais e turistas se misturam numa turba que, nos tempos áureos, parece não terminar. São milhares e milhares de pessoas que, diariamente, circulam pelas mais de 60 ruas do Grand Bazar de Istambul e ali fazem compras nas 3.600 lojas que vendem desde artesanato, aos famosos turkish delight, sem esquecer as especiarias, chás e outros produtos que dão ao espaço uma multiplicidade de cores e aromas únicos no mundo.
Istambul foi a última cidade que visitei antes do início da pandemia, em fevereiro de 2020, ainda as notícias da chegada da COVID-19 à Europa eram escassas e intermitentes. Por isso, estava curiosa para saber qual seria o cenário que encontraria desta vez no Grand Bazar de Istambul, que já tinha visitado por três vezes, sempre com um mar de gente à minha volta, ao ponto de, por vezes, quase levitar em vez de andar. Estaria vazio ou a funcionar com restrições, as lojas estariam todas abertas? Estas eram algumas das dúvidas que andavam à volta na minha cabeça e me faziam duvidar que, desta vez, fosse encontrar uma cidade tão vibrante como tipicamente Istambul se apresenta. Mas não poderia estar mais enganada.
Se é verdade que a multidão não chegava ao ponto de nos fazer levitar, também é verdade que, dentro do Grand Bazar, assim como nas ruas imediatamente ao lado, para onde as lojas e bancas de produtos típicos se prolongam, o cenário não estava assim tão diferente da última vez. É que, tal como em Portugal, a Turquia conta já com uma elevada taxa de vacinação e adotou uma série de medidas para conter a COVID-19, que permitiram ao país respirar de alívio e voltar a abrir as portas aos turistas, que já percorrem novamente as ruas da cidade aos milhares, dando a Istambul uma animação que é tão característica da cidade.
E foi justamente com o objetivo de mostrar como está, atualmente, a situação na Turquia e para provar que Istambul é “um destino seguro”, que a Turkish Airlines e o operador turístico Viagens Tempo se juntaram para promover uma viagem de familiarização à maior cidade da Turquia, entre 15 e 19 de novembro, na qual o Publituris marcou presença, assim como um grupo de sete agentes de viagens.

Istambul em tempos de pandemia

Esta foi a quarta vez que visitei Istambul, uma cidade histórica que, ao longo dos séculos, conheceu diversas denominações – foi Bizâncio na época do império bizantino e, mais tarde, Constantinopla quando se converteu na capital do império romano no Oriente, passando a Istambul já depois da conquista pelos otomanos, em 1453 – e que guarda monumentos de quase todas as culturas e civilizações que por ali passaram.

Palácio Topkapi

Hoje, Istambul é uma metrópole que conta com mais de 15 milhões de habitantes e onde as práticas e cultura muçulmanas – a religião de 98% dos seus habitantes – se misturam com o que de mais moderno o século XXI trouxe e onde não faltam hotéis das mais conhecidas cadeias internacionais e lojas de marcas que tipicamente se encontram em qualquer capital europeia. Depois, há ainda uma rica gastronomia que, apesar da diferença para a portuguesa, muito por culpa dos aromas das especiarias, promete fazer adeptos, até porque muitos dos ingredientes a que estamos habituados na dieta mediterrânica também lá estão, como as azeitonas e o azeite, os legumes, a fruta, os frutos secos, o queijo ou o iogurte.
E foi justamente pela comida que começámos esta aventura pela capital dos sultões, nome por que eram conhecidos os antigos governantes muçulmanos e que deixaram na cidade palácios, mesquitas e outros monumentos que nos transportam para o conto das ‘Mil e Uma Noites’.
Chegámos a Istambul ao final da tarde e, depois de nos encontrarmos com Ayse Sezer, a guia que nos acompanhou durante a viagem, seguimos para o primeiro contacto com a gastronomia turca. O jantar, na zona de Kumkapi, contou com os típicos mezzes – as entradas turcas que também podem servir de refeição – assim como com outros dos mais tradicionais petiscos nacionais. Só depois da barriga estar mais composta fomos conhecer o Yigitalp Hotel, unidade de quatro estrelas na zona histórica de Istambul, que foi o nosso quartel-general.
Logo às primeiras horas que passámos na cidade, percebemos que, por lá, também a COVID-19 é encarada com cautela. Além das máscaras faciais que são obrigatórias em locais fechados, assim como em transportes públicos, todos os estabelecimentos, como hotéis, lojas, cafés ou restaurantes, têm em local bem visível as 14 regras que devem ser cumpridas para prevenir contágios e onde não faltam apelos à lavagem e desinfeção de mãos, ao distanciamento físico e à vigilância de sintomas associados à doença.
E, tal como Portugal lançou o selo Clean & Safe, também a Turquia criou um selo que garante o cumprimento das regras para estabelecimentos ligados ao turismo, denominado Safe Tourism, que está afixado à porta dos estabelecimentos aderentes.
Mas não se pense que esta viagem ficou marcada pela COVID-19. Apesar da doença ainda ser uma ameaça, mesmo que também na Turquia a taxa de vacinação seja elevada e atinja mais de 60% da população, e de frequentemente sermos lembrados das regras em vigor, o certo é que Istambul se mantém como uma cidade capaz de oferecer experiências inesquecíveis e onde todos os monumentos estão em pleno funcionamento e abertos aos visitantes.

Do Bósforo à Torre Galata

A cidade, em todo o seu esplendor, só se revelaria no dia seguinte, quando nos aventurámos num passeio de barco pelo Bósforo. Apesar do frio e do vento que, em novembro, já se fazem sentir em Istambul, os passeios de barco no Bósforo são um ‘must-do’, pois permitem apreciar toda a parte europeia da cidade, desde a zona histórica até à parte mais moderna e onde se encontra o estádio do Besiktas, sem esquecer a parte asiática, passando pela ponte do Bósforo, que liga a Europa à Ásia, assim como pela fortaleza de Rumelihisarı, construída pelo sultão Maomé II, no século XV, como apoio para a conquista de Constantinopla, em 1453.
O passeio no Bósforo durou praticamente toda a manhã e terminou já perto da hora do almoço. Mas, antes de nos voltarmos a deliciar com a gastronomia turca, houve ainda tempo para visitar a mesquita Rüstem Paxá, um edifício com quase meio século, que se encontra mesmo em frente à ponte de Galata e que é conhecida pelos seus azulejos de İznik, considerados os mais belos do género, ultrapassando mesmo os da Mesquita Azul.
O almoço chegaria logo depois da visita à mesquita e, desta vez, o restaurante selecionado foi o Ali Ocakbasi, no bairro de Beyoglu e bem perto da Praça Taksim, que visitámos após o almoço e onde existe agora uma nova mesquita batizada com o mesmo nome da praça e que foi inaugurada pelo Presidente Erdogan já este ano. A visita à Mesquita Taksim é interessante, pois é um edifício moderno e com uma decoração sóbria, bem diferente de grande parte das mais de 3.500 mesquitas que existem na cidade, muitas das quais históricas.
A tarde do primeiro dia completo em Istambul seria passada neste bairro de Beyoglu, que é mais associado às artes e à população mais jovem, funcionando mesmo como uma espécie de Bairro Alto lá da zona. É também neste bairro que se localiza a conhecida Avenida Istiklal, uma das mais conhecidas de Istambul, onde se concentram muitas das lojas de marcas internacionais e que é atravessada por um elétrico semelhante aos de Lisboa. Tal como o Grand Bazar, também esta avenida serve para medir o pulso à cidade e, nos dias em que por lá passámos, o movimento era constante, quase como nos tempos anteriores à pandemia.
Durante o passeio por Beyoglu, onde viríamos também a jantar nessa noite, visitámos ainda a Catedral do Espírito Santo, uma das poucas igrejas católicas que se encontram na cidade, assim como a Torre Galata, uma torre medieval com quase 67 metros de altura que se impõe na paisagem de Istambul e que, nos dias de hoje, funciona como um miradouro privilegiado. Sinal de que o turismo já está a recuperar em Istambul, era igualmente a fila que já se formava para subir à Torre Galata e que praticamente dava a volta ao edifício, mas que, ainda assim, era mais curta do que nas outras vezes em que visitei o monumento.

Palácio Topkapi e Santa Sofia

O segundo dia em Istambul começou com outro clássico, a visita ao Palácio Topkapi, antiga residência dos sultões e onde passámos praticamente toda a manhã, uma vez que este palácio se estende por uma generosa área de 700 mil metros quadrados. Além da dimensão do monumento, a visita ao Palácio Topkapi deve ser realizada às primeiras horas da manhã, uma vez que também as filas para entrar no edifício costumam ser longas e demoradas.
Ao longo da visita, é possível ver as diversas salas que eram usadas pelos sultões, fosse para receber enviados de outros países ou para acomodar o seu harém, sem esquecer o trono que era usado pelos governantes otomanos, assim como algumas exposições especiais, como a de relógios ou das armas dos sultões, passando ainda pelas relíquias sagradas do Islão.
Localizado em Sultanahmet, zona histórica de Istambul, o palácio fica ao lado de Santa Sofia e da Mesquita Azul, sendo necessários apenas alguns minutos de caminhada para visitar os três monumentos. E, após o palácio, foi para a Mesquita Azul que seguimos, numa visita que acabou por ser mais curta que o esperado, já que grande parte do edifício se encontra em reabilitação, incluindo o seu interior, e os deslumbrantes azulejos desta mesquita estavam tapados por andaimes, impedindo a sua contemplação.
O almoço seria a etapa seguinte e, desta vez, o restaurante Omar, em frente à Mesquita Azul, foi o escolhido. Mezzes e os típicos kebabs fizeram, mais uma vez, as delícias dos comensais.
Já a parte da tarde foi dedicada a visitar o antigo hipódromo – datado da época dos bizantinos mas do qual, infelizmente, já pouco resta -, assim como Santa Sofia, a apenas alguns passos de distância e que é um dos edifícios mais emblemáticos de Istambul. Construída como catedral na época dos bizantinos, Santa Sofia funcionou como mesquita durante o período dos otomanos e passou a museu pela mão de Kemal Ataturk, o pai da Turquia moderna, em 1931.

Santa Sofia

Santa Sofia é um edifício imponente, que nenhum turista deixa de visitar. A história, a grandiosidade, a sua cúpula com diâmetro superior a 30 metros e que se eleva a mais de 55 metros do chão, bem como os ricos mosaicos e vitrais, tornam Santa Sofia num local especial. Não posso, no entanto, deixar de realçar que, desde julho do ano passado, Santa Sofia voltou a funcionar como mesquita, por decisão do Presidente Erdogan, o que veio alterar muito daquilo que era a visita enquanto teve o estatuto de museu. Com a mudança, a visita ao primeiro andar do edifício passou a estar vedada, enquanto os mosaicos e vitrais com imagens católicas foram tapados com painéis amovíveis, o que retira muito do interesse histórico à visita.
O regresso de Santa Sofia a mesquita não foi, no entanto, um processo pacifico, uma vez que, segundo Ayse Sezer, “todos os guias turísticos estão contra” e fizeram até uma manifestação em protesto contra a mudança, mas sem grande efeito. Certo é que, nem tudo é mau nesta alteração, pois a entrada tornou-se gratuita e passou a ser possível visitar o edifício até à meia-noite. E visitar este imponente edifício à noite também tem um encanto especial.

Mercado das especiarias e Grand Bazar

Mas quem visita Istambul não pode deixar de passar pelos mercados da cidade, com destaque para o Bazar das Especiarias, também conhecido como Bazar Egípcio, e para o Grand Bazar de Istambul, locais de comércio mas que, pelo seu caráter histórico e arquitetura singulares, são também atrações turísticas, por onde passa a maioria dos turistas que visita a cidade.
Visitámos o primeiro logo no início desta viagem a Istambul e, mais uma vez, não consegui evitar voltar a ficar fascinada com os aromas e as cores que por ali se encontram. O açafrão, as pimentas de quase todas as variedades, a canela, o cravinho, a paprica ou o anis estrelado são algumas das especiarias que se encontram por todo o mercado, que também está localizado na zona histórica, em frente à Ponte Galata, que liga as duas partes europeias da cidade.
Mas o mercado que ninguém quer perder é mesmo o Grand Bazar, um dos maiores e mais antigos mercados do mundo. Construído depois da conquista de Constantinopla pelos otomanos, em 1455, o Grand Bazar de Istambul é um espaço coberto, com 45 mil metros quadrados e 22 portas de entrada, onde trabalham mais de 20 mil pessoas e por onde passam diariamente muitas mais. É uma autêntica cidade dentro da enorme cidade que é Istambul. Aqui, tudo se vende, mas há produtos emblemáticos, como as famosas ‘pashminas’ ou echarpes confecionadas com caxemira, os turkish delights – doces turcos que parecem gomas com frutos secos – ou o típico artesanato local. E, se for às compras, lembre-se que, por aqui, o regateio ainda é tradição, o que leva a que nada se compre sem que sejam necessários alguns minutos para regatear o preço com o vendedor. É assim que se fazem os melhores negócios.
O Grand Bazar de Istambul foi o último ponto desta viagem de familiarização a Istambul, de onde voltei com a certeza que, apesar da pandemia, a maior cidade da Turquia mantém todo o seu encanto e continua pronta a receber os turistas, ainda que, agora, seja necessário levar na bagagem também as máscaras faciais e, claro, o certificado de vacinação.

“Viagem superou todas as expetativas. Não podia ter corrido melhor”

Promovida pela Turkish Airlines e pelo operador turístico Viagens Tempo, esta viagem de familiarização decorreu entre 15 e 19 de novembro, com a participação de sete agentes de viagens da Graçatur, Bestravel Paços de Ferreira, FR Travel, Bonsai Viagens, Bestravel Benfica, Q Viagens Viseu e Inatel Viagens, além de Ana Aguiar, comercial das Viagens Tempo.
No final da viagem, Ricardo Davim, responsável das Viagens Tempo que, tal como Nuno Figueiredo, da Turkish Airlines, acompanhou o grupo, fazia um balanço positivo, considerando que a ação “superou todas as expetativas. Não podia ter corrido melhor”.
Além de dar a conhecer aos agentes de viagens os monumentos e atrações turísticas de Istambul, esta viagem de familiarização pretendeu também mostrar “que o destino está seguro” e que, apesar da COVID-19, o turismo já está de regresso à maior cidade da Turquia.
Para Istambul, as Viagens Tempo contam com vários programas, assim como viagens à medida, e, em 2021, disponibilizaram também um pacote de réveillon com lugares garantidos na Turkish Airlines, à partida de Lisboa e Porto.

Como ir e onde ficar?
Esta viagem teve partida e chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, a partir de onde a Turkish Airlines realiza cinco voos por semana para Istambul, às segundas, terças, quintas, sextas e sábados. Além do Porto, a companhia aérea turca também voa para Istambul à partida de Lisboa, em ambos os casos com destino ao novo aeroporto de Istambul Arnavutköy, que foi inaugurado em 2018 e que é atualmente um dos maiores do mundo.
Para alojamento, Istambul oferece uma vasta gama de unidades de todas as classificações, incluindo de conhecidas cadeias internacionais de hotelaria. No nosso caso, o Yigitalp Hotel, de quatro estrelas superior e localizado na zona histórica, foi a unidade que nos acolheu.
Além de um confortável hotel de quatro estrelas superior, o Yigitalp Hotel oferece uma localização perfeita para quem quiser ficar alojado a uma custa distância das principais atrações da cidade, como a Mesquita Azul, Santa Sofia ou o Grand Bazar de Istambul.

O que levar?
Nesta altura do ano, é imperativo levar na bagagem agasalhos quentes, uma vez que o inverno costuma ser bastante frio em Istambul e são mesmo comuns os dias em que neva. Além disso, o calçado confortável é outro requisito, uma vez que é necessário andar bastante a pé, pois o trânsito caótico de Istambul não permite que as deslocações sejam sempre realizadas em veículos motorizados. Andar a pé ou de transportes públicos costumam ser as melhores opções. Depois, é ainda aconselhado que as senhoras levem um lenço ou echarpe, uma vez que, para entrar nas mesquitas, é necessário cobrir o cabelo.
Devido à COVID-19, é também necessário ter o certificado de vacinação ou apresentar um teste negativo à chegada, bem como fazer o registo na plataforma https://register.health.gov.tr.
Já o visto de entrada na Turquia deixou de ser necessário para os cidadãos portugueses desde março de 2020, bastando apenas ter o Cartão do Cidadão para entrar no país.

*A jornalista viajou a convite da Turkish Airlines e Viagens Tempo.

 

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Turismo do Porto e Norte intensifica ações de promoção

O Turismo do Porto e Norte de Portugal vai marcar presença, durante este mês, num conjunto de ações promocionais, a começar na Fitur, em Madrid.

Com a retoma do setor turístico no horizonte, o Turismo do Porto e Norte vai estar presente não só na Fitur, em Madrid, de 19 a 22 deste mês, mas também em várias outras ações promocionais já agendadas.

Ainda este mês, o Turismo do Porto e Norte participará no Visit Portugal Marketplace, dias

Nos dias 25 e 26 de janeiro, o Turismo do Porto e Norte participará no Visit Portugal Marketplace, ação dirigida aos mercados dos Estados Unidos da América e do Canadá. Este workshop contará com a presença de agentes turísticos destes mercados, que farão reuniões, pré-agendadas, com os agentes em Portugal.

De 30 de janeiro a 4 de fevereiro, está ainda agendada a participação num roadshow com eventos de networking em cinco cidades alemãs (Munique, Estugarda, Hanover, Colónia e Wiesbaden), onde será possível reunir com perto de 50 agentes turísticos.

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Alojamento

Residentes ajudam dormidas a recuperar em novembro, com destaque para a Madeira

As dormidas dos residentes representaram, entre janeiro e novembro de 2021, 50,7% do total, num resultado que, segundo o INE, fica “significativamente acima da quota verificada em 2019”, que foi de 29,8% do total.

Inês de Matos

Em novembro, o setor do alojamento turístico contabilizou 1,5 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, valores que representam aumentos de 265,5% e 287,7% face a igual mês de 2020, mas que continuam a traduzir perdas de 17,0% e 12,4%, respetivamente, em comparação com o período pré-pandemia, num resultado que, no entanto, mostra alguma recuperação, com destaque para a Madeira, assim como para o mercado nacional, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os dados confirmados esta sexta-feira pelo INE mostram que, em novembro, o mercado interno contribuiu com 1,3 milhões de dormidas, enquanto os mercados externos
totalizaram 2,3 milhões, o que, apesar de traduzir decréscimos em ambos, mostra um melhor desempenho do mercado interno, uma vez que as dormidas dos residentes caíram 3,4% e as dos mercados externos desceram 16,6%.

Ainda assim, os mercados externos predominaram e, segundo o INE, apresentaram um peso de 64,5%, totalizando totalizaram 2,3 milhões de dormidas, num aumento de 486,0%face a igual mês de 2020, enquanto as dormidas dos residentes foram 1,3 milhões, num crescimento de 140,1% face ao ano passado.

Já no acumulado de janeiro a novembro de 2021, as unidades de alojamento turístico registaram 14,9 milhões de hóspedes e 39,9 milhões de dormidas, valores que correspondem a crescimentos de 33,0% e 36,9%, respetivamente, face a igual período de 2020.

Entre os residentes, o crescimento foi de 36,0%, enquanto o descimento das dormidas dos não residentes foi de 45,3%, ainda que, em comparação com o período pré-pandemia, se registe uma diminuição de 47,7% nas dormidas, mais uma vez com uma melhor desempenho dos residentes, onde este indicador caiu 10,8% nos residentes, enquanto nos não residentes desceu 63,3%.

O INE realça ainda que, entre janeiro e novembro de 2021, as dormidas de residentes representaram 50,7% do total, “significativamente acima da quota verificada em 2019 (29,8% do total)”.

Já nos que diz respeito a proveitos, o valor chegou aos 211,6 milhões de euros no
total e 153,4 milhões de euros relativamente a aposento em novembro, o que indica descidas de 8,0% nos totais e 7,5% por aposento.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 30,4 euros em novembro, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu os 75,2 euros, valores que comparam com o RevPAR de 32,1 euros e ADR de 70,5 euros registados em igual mês de 2019.

No acumulado de janeiro a novembro de 2021, verificaram-se ainda aumentos de 56,4% nos proveitos totais e de 58,0% nos relativos a aposento, ainda que em comparação com o mesmo período de 2019 se tenham registado variações de -46,8% em ambos.

“Em novembro, 33,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (25,3% em outubro)”, acrescenta o INE.

Por regiões, o destaque vai para a Madeira, que apresentou um crescimento (+0,8%) no
número de dormidas, principalmente devido à contribuição do mercado nacional, onde as dormidas subiram 23,7%, enquanto nos não residentes houve uma descida de 2,0%.

Além da Madeira, o INE diz que, “em novembro, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões”, revelando, no entanto, que a “AM Lisboa concentrou 31,4% das
dormidas em novembro, seguindo-se o Algarve (18,5%), o Norte (17,6%) e a RA Madeira (14,4%)”.

Já no acumulado dos primeiros 11 meses de 2021, o INE indica que “todas as regiões apresentaram acréscimos no número de dormidas, com realce para as evoluções apresentadas pela RA Açores (+117,1%) e RA Madeira (+73,3%)”, tendo os acréscimos sido “generalizados às dormidas de residentes, com destaque para a RA Madeira (+110,4%) e RA Açores (+99,3%), e também às de não residentes (com o maior aumento na RA Açores: +157,8%)”.

Lisboa, por sua vez, concentrou cerca de um quarto das dormidas de novembro, contabilizando 862,4 mil dormidas, que representaram 24,2% do total, valores que aumentam para 4,6 milhões de dormidas (13,2% do total) no acumulado até novembro, o que se traduz  “num crescimento de 37,3%”, ainda que, face ao período pré-pandemia, se mantenham as descidas.

“Neste período, as dormidas de residentes aumentaram 43,0% e as de não residentes (74,5% do total) cresceram 35,5%. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas em Lisboa registaram uma diminuição de 64,9% (-42,4% nos residentes e -69,0% nos não residentes)”, aponta o INE.

Já a taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico  situou-se nos 31,9%, num aumento de 21,3 p.p. face a outubro, mas abaixo dos 35,2% registados em 2019, enquanto a taxa líquida de ocupação-quarto foi de 40,4%, num aumento 25,7 p.p.
face ao mês anterior, mas também abaixo de novembro de 2019, quando este indicador tinha sido de 45,6%.

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Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

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Transportes

Costa confirma que há companhias aéreas interessadas em adquirir 50% do capital da TAP

O futuro da TAP foi um dos temas em destaque no debate que opôs António Costa e Rui Rio esta quinta-feira, 13 de janeiro, no âmbito das eleições legislativas de 30 de janeiro.

Inês de Matos

O primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa, confirmou esta quinta-feira, 13 de janeiro, que “há, felizmente, já outras companhias interessadas em adquirir” 50% do capital da TAP, que o Estado pretende alienar depois da reestruturação.

“A companhia estará em condições de, assim que possível, podermos alienar 50% do capital e há, felizmente, já outras companhias interessadas em adquirir”, afirmou António Costa, num debate com Rui Rio, presidente do Partido Social Democrata (PSD), no âmbito das eleições legislativas do próximo dia 30 de janeiro.

Confirmando que o Estado não vai injetar mais dinheiro na TAP, uma vez que “essa foi a garantia dada pela Comissão Europeia, que escrutinou o processo e reconheceu a viabilidade do plano de reestruturação”, António Costa confirmou que existem interessados em ficar com metade da companhia aérea nacional e aproveitou para garantir que não há razões para duvidar do sucesso do plano já aprovado por Bruxelas.

Já Rui Rio, que se mostrou muito crítico da forma como o atual governo conduziu o processo de nacionalização e reestruturação da transportadora, garantiu que, se for eleito primeiro-ministro, a TAP é para privatizar “o mais depressa possível” e acusou a companhia aérea de prestar um serviço “absolutamente indecente”.

“Não é amanhã, porque se não vende mal, não vou vender mal, mas isto não é sustentável, não é sério nem é competente”, criticou, dizendo que foram investidos na empresa 3,3 mil milhões de euros ,quando a receita anual do IRC no país é de 5,5 mil milhões.

Rio acusou a empresa de prestar um serviço “absolutamente indecente” até no aeroporto de Lisboa e de “não ligar nada ao resto do país”, dando como exemplo um voo Madrid – São Francisco, nos EUA, com escala em Lisboa, que custa “a um espanhol 190 euros”, enquanto os portugueses que apanhem o mesmo avião em Lisboa pagam 697 euros.

“É companhia de bandeira, mas é companhia de bandeira espanhola ou de outro país qualquer, isto é revoltante, isto é inadmissível”, criticou o presidente do PSD, defendendo que “a TAP não deveria ter sido nacionalizada”.

Já António Costa frisou que, se o Estado não tivesse readquirido 50% do capital da transportadora aérea nacional, a TAP teria “ido para o buraco”, uma vez que as várias empresas do acionista privado David Neeleman estavam a ir à falência.

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CEPT debate estratégia para promoção turística externa em 2022

A estratégia e os objetivos de promoção turística externa do destino Portugal para 2022 foram traçados na reunião do CEPT. Os destaques vão para uma aposta no crescimento em valor, na digitalização e na sustentabilidade como fatores primordiais para promover a competitividade do setor.

O Conselho Estratégico para a Promoção Turística Externa (CEPT), reunido esta semana, sob presidência do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, decidiu que para 2022, o país deve apostar no crescimento em valor, na digitalização e na sustentabilidade como fatores primordiais para promover a competitividade do setor.

Refere nota do Ministério da Economia que, em termos operacionais, o esforço promocional de 2022 passa pelo regresso de iniciativas presenciais de impacto junto do consumidor em alguns dos mercados emissores mais significativos como o Reino Unido, França e Brasil, mantendo-se igualmente uma forte aposta no mercado norte-americano.

O CEPT apontou ainda para as parcerias intra e inter-regiões, e entre os parceiros públicos e privados, “como a forma mais profícua para levar aqueles objetivos estratégicos a bom porto”.

A estrutura consultiva do Governo em matéria de promoção turística externa e de concertação estratégica, constituída por representantes do Turismo de Portugal, dos Governos Regionais da Madeira e dos Açores, do setor privado, através da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), das ARPT’s e das Entidades Regionais de Turismo, realça que os segmentos turísticos que vão corporizar esta estratégia são os de maior valor acrescentado, nomeadamente o Enoturismo, a Gastronomia, a Arte, a Arquitetura e o Turismo Literário. Neste último caso, destaque para o facto de Portugal ser este ano o país convidado da Bienal do Livro de São Paulo.

“Todos estes segmentos turísticos, para além dos consolidados na estratégia promocional do país, têm já planos de ação estabelecidos e têm vindo a ser desenvolvidos para que se assumam como motores de desenvolvimento da atividade turística nacional, em todo o território, durante todo o ano, fazendo com que o turismo possa estender os seus benefícios a outros setores da economia e da sociedade portuguesa”, indica ainda o comunicado, que salienta que a promoção de cada um destes segmentos “está a reforçar a aposta no digital, com a presença contínua nas redes sociais, plataforma cada vez mais importante para atrair e captar a atenção para Portugal, enquanto destino turístico.

Na ocasião, Siza Vieira considerou que, ao longo dos últimos anos o turismo conquistou um lugar de extrema importância no contexto da economia portuguesa, quer no que diz respeito às exportações como também ao emprego. A pandemia veio interromper um ciclo muito virtuoso de crescimento do setor, mas “com o apoio do Estado e a resiliência das empresas e dos empresários, o setor tem condições para recuperar e voltar gradualmente ao ritmo do crescimento que queremos seja mais sustentável e gerador de riqueza para Portugal, contribuindo para o desenvolvimento de toda a nossa sociedade e para a preservação do nosso património ambiental e cultural”.

Por sua vez, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, lembrou que “o turismo está perante o grande desafio de se saber reinventar, incorporando no seu modelo de desenvolvimento futuro a dupla transformação verde e digital.

Por isso, a governante está confiante de que o setor em Portugal sairá seguramente mais competitivo desse processo, “para o qual considero importante o facto de termos consolidada uma estratégia muito consensual e de longo prazo, complementada pelo Plano Reativar o Turismo | Construir o Futuro, assim como um modelo de governação com provas dadas que abrange todos os stakeholders do setor, desde os institucionais a nível regional e a nível nacional, a todo o setor privado, que considero crítico para o sucesso alcançado pelo turismo em Portugal”.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Transportes

TAP encerra operações de manutenção e engenharia no Brasil 

A decisão estava tomada, depois da Comissão Europeia ter aprovado o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, tendo imposto, contudo, condições, incluindo a separação dos ativos não-essenciais, nomeadamente, o negócio de manutenção no Brasil.

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O Grupo TAP decidiu encerrar as operações de Manutenção e Engenharia Brasil (TAP ME), como parte do plano de reestruturação aprovado por Bruxelas em dezembro.

Em comunicado, a companhia aérea nacional refere que, “a medida não interfere na operação de transporte aéreo de passageiros da companhia no país, seu principal mercado exterior”.

O Brasil representa entre 25% e 30% da receita da TAP, que continua a aumentar a oferta naquele mercado, com presença em 11 capitais e expectativa de expansão dos voos semanais.

À Lusa, Christine Ourmières-Widener, presidente executiva da companhia aérea, anunciou que, “depois de uma análise aprofundada e muitos estudos, a TAP decidiu fechar a Manutenção & Engenharia no Brasil e encerrar de forma gradual a operação no Brasil e hoje vamos discutir com os trabalhadores, claro, que são a principal prioridade, mas também discutir com os nossos clientes”.

Em comunicado, a TAP revela que “os serviços de manutenção referentes a aeronaves já contratados e/ou em andamento serão realizados normalmente, de acordo com os contratos entre a TAP ME e seus clientes”.

Além disso, a TAP ME “não aceitará novos pedidos para prestação de serviços de manutenção”, concluindo ainda que, “somente depois da conclusão dos serviços de manutenção em andamento ou daqueles já contratados é que a TAP ME encerrará suas atividades”.

Em entrevista à Lusa, Christine Ourmières-Widener disse que encerrar o negócio de engenharia e manutenção no Brasil “não é uma decisão fácil”, porque envolve 500 trabalhadores, mas foi tomada após tentativas falhadas de venda.

“Não é uma decisão fácil, porque estamos a falar de pessoas, mas estamos a tentar fazer tudo para garantir que esta decisão e a sua implementação é feita respeitando os nossos trabalhadores, a experiência que eles têm em engenharia e toda a lealdade que têm para com a companhia”, afirmou.

Segundo a responsável, a Manutenção & Engenharia Brasil (ex-VEM – Varig Engenharia e Manutenção) tem atualmente 500 trabalhadores, após várias reestruturações que incluíram despedimentos, dos quais pouco menos de 400 estão no ativo.

Alvo de várias reestruturações com despedimentos, a última das quais em 2018, a M&E Brasil recebeu da TAP, globalmente, entre 2010 e 2017, injeções financeiras num total de 538 milhões de euros, a valores nominais, sendo que em 2018 foram feitas transferências de 30 milhões de euros.

Recorde-se que a Comissão Europeia informou em 21 de dezembro que aprovou o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, mas impôs condições, incluindo a separação dos ativos não-essenciais, nomeadamente o negócio de manutenção no Brasil, e os de ‘catering’ (Cateringpor) e de ‘handling’ (Groundforce).

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Ryanair diz ter “solução” para o problema dos “voos fantasma” da Lufthansa

A corrida aos ‘slots’ nos diversos aeroportos mundiais é um dos problemas que as companhias aéreas enfrentam. Contudo, a Ryanair diz ter solução, por exemplo, para os 18.000 “voos fantasma” que a Lufthansa diz ter de fazer para preservar esses mesmos ‘slots’.

Victor Jorge

Depois de a Lufthansa ter afirmado que efetuava 18.000 voos “desnecessários” para preservar os ‘slots’ nos aeroportos em todo o mundo, mostrando-se o CEO do Grupo Lufthansa especialmente crítico em relação às regulamentações da União Europeia, já que esta situação “prejudica o clima e é exatamente o oposto do que a Comissão Europeia deseja alcançar”, a Ryanair vem agora propor a resolução desse problema da companhia aérea alemã.

Apelando à Comissão Europeia que ignore as falsas alegações da Lufthansa sobre a operação de “voos fantasma”, apenas para que possa “bloquear” os seus ‘slots’ e proteger-se da concorrência das companhias aéreas low-cost, a companhia liderada por Michael O’Leary é perentório na solução: “a Lufthansa deveria vender lugares a tarifas baixas e recompensar os consumidores da UE, muitos dos quais responsáveis por financiar 12 mil milhões de euros de auxílios estatais que a Lufthansa e as suas filiais na Bélgica, Áustria e Suíça já receberam dos contribuintes durante os últimos dois anos de pandemia”.

Lufthansa

No entender da Ryanair, a Lufthansa “queixa-se” dos “voos fantasma”, “não devido a preocupações com o meio ambiente, mas sim para que possa proteger os seus ‘slots’ (que não estão a utilizar), ao mesmo tempo que elimina a concorrência e a escolha do consumidor”.

Michael O’Leary, CEO do grupo Ryanair, afirma, em comunicado, que “se a Lufthansa precisa realmente de operar estes voos (apenas para evitar a libertação de ‘slots’ para as companhias aéreas concorrentes), então deveria ser-lhes exigido que vendam estes lugares ao público a tarifas baixas”.

O’Leary, que tem sido bastante crítico das ajudas que os diversos governos têm dados às companhias aéreas, deslocando-se a Lisboa com muita frequência, concluiu que a Lufthansa “adora chorar lágrimas de crocodilo sobre o ambiente quando faz tudo ao seu alcance para proteger os seus ‘’slots”. E acusa o grupo alemão de “bloquear a concorrência e limitar a escolha em grandes aeroportos centrais como Frankfurt, Bruxelas Zaventem, Viena, entre outros”.

“Se a Lufthansa não quer operar ‘voos fantasma’ para proteger os seus ‘slots’, então basta vender estes lugares a tarifas baixas e ajudar a acelerar a recuperação das viagens aéreas de curta e longa distância de e para a Europa”, diz O’Leary.

Entretanto, a Ryanair apela novamente à Comissão Europeia para forçar a Lufthansa e outras companhias aéreas subsidiadas pelo Estado a libertarem ‘slots’ que não desejam utilizar, para que “os ‘Ghostbusters’ de tarifas baixas como a Ryanair, entre outros, possam oferecer escolha, concorrência, e tarifas mais baixas em aeroportos centrais”.

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Secretário-geral do PS reafirma importância do turismo, mas diz que não pode ser visto fora do contexto de toda a economia

Na qualidade de candidato do PS às próximas eleições legislativas, António Costa, respondeu uma a uma as várias questões colocadas pelo presidente da CTP, Francisco Calheiros, reafirmando sempre a importância do turismo, setor que afirma, não pode ser analisado, apesar da sua especificidade, fora do contexto de toda a economia portuguesa.

António Costa, secretário-geral do PS e candidato às eleições legislativas marcadas para 30 de janeiro, reuniu esta terça-feira com o presidente da CTP, Francisco Calheiros, na sede nacional do Partido Socialista, em Lisboa (formado presencial), e com representantes da atividade turística (via online).

A Confederação do Turismo de Portugal pretendia conhecer as propostas e prioridades do PS relativamente ao Turismo, colocando a António Costa uma série de questões que preocupam este setor, caso venha a ser Governo, e que passam, nomeadamente pelos custos de contexto, continuidade dos apoios, promoção, fiscalidade, questões laborais, e novo aeroporto de Lisboa.

Francisco Calheiros apelou inclusive que o próximo Governo seja “da economia e das empresas”, ao invés dos anteriores que, primeiro foram das finanças, com a troika, e depois da saúde, com a pandemia da Covid-19.

António Costa respondeu às várias solicitações apresentadas pelo presidente da CTP, reafirmou a importância do turismo ao longo da sua intervenção, mas lembrou que, apesar da sua especificidade, o setor não pode estar dissociado da economia no seu todo.

O secretário-geral do PS referiu que “o turismo é um todo de todos os outros setores, é multiplicador da riqueza, tem um papel fundamental de coesão territorial, o que tem possibilitado o combate à sazonalidade”, por isso, vai contar com o turismo, “por si só, mas também por aquilo que puxa pelos outros setores”.

Para Costa, não há muito mais a mexer neste setor que dispõe de um plano estratégico “Reativar o Turismo – Construir o Futuro”, que dispõe de mais de seis mil milhões de euros, a acrescentar ao PRR que vai canalizar grande parte dos investimentos nas empresas.

Caso o seu partido vença as eleições legislativas, o candidato prometeu iniciará um processo de revisão do licenciamento para atividades económicas logo após a aprovação do Orçamento do Estado para 2022 no parlamento, respondendo à CTP que se queixou dos “elevados custos de contexto” suportados pelas empresas do seu setor.

“Temos de avançar com uma redução significativa dos custos de contexto e, no que diz respeito ao turismo, em relação aos processos de licenciamento”, respondeu António Costa.

O líder socialista adiantou depois que o antigo secretário de Estado João Tiago Silveira “está a concluir um trabalho de fundo de revisão de todo o processo de licenciamento para atividades económicas, designadamente para o turismo”.

“A minha previsão é que logo a seguir às eleições, formado o executivo e aprovado o Orçamento do Estado para 2022, um dos primeiros pacotes legislativos do novo Governo será mesmo o da simplificação do licenciamento. Queremos reduzir os custos de contexto”, prometeu.

Mas para que as empresas, nomeadamente, as do turismo possam recuperar, António Costa considera essencial a estabilidade de Governo na execução de políticas, mas também de orientação política.

“A estabilidade é uma condição para que o país prossiga uma trajetória sustentável de crescimento.  Não podemos passar a tempo de crise política em crise política, não podemos viver com governos provisórios de dois anos, temos de ter um horizonte estável”, destacou.

“Quando vemos o principal partido alternativo ao PS começar a encarar a possibilidade de renegociar com a União Europeia o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e não aceitar a assinatura do Portugal 2030, temos então motivos para recear o atraso que implicaria o financiamento do esforço de recuperação”, disse.

Segundo Francisco Calheiros, e como tem sido hábito nas vésperas das eleições legislativas, a CTP vai reunir também com o líder do PSD, Rui Rio, para conhecer as propostas deste partido no que diz respeito ao turismo, sem, no entanto, adiantar a data.

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António Costa diz sim à manutenção do programa Apoiar.pt

Na reunião realizada hoje entre o setor do turismo e o Partido Socialista, promovida pela CTP, o candidato a primeiro-ministro, António Costa deixou a indicação de, em caso de vitória, “retomar o programa Apoiar.pt”.

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No decorrer da reunião realizada esta terça-feira, 11 de janeiro, entre o Partido Socialista (PS) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), o líder do PS e candidata a primeiro-ministro, António Costa, afirmou-se favor da continuação do programa Apoiar.pt.

Esta resposta foi dada ao presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, quando questionado sobre a necessidade da reabertura deste programa.

Segundo a APAVT, “as circunstâncias em que se baseou o programa Apoiar.pt até abril mantêm-se, tendo-se mesmo agravado, de abril a dezembro”. Por isso, a APAVT “manterá todos os esforços, quer na sua esfera de atuação, quer integrada na CTP, no sentido de que as verbas devidas de abril de 2021 a dezembro de 2021 sejam efetivamente pagas às empresas”, lê-se na nota de imprensa enviada às redações.

“O senhor secretário-geral do Partido Socialista falou nesta reunião num esforço conjunto que foi realizado para preservar a oferta turística em Portugal”, refere o presidente da APAVT.

Concretamente no que se refere ao Apoiar.pt, a APAVT aponta que “este esforço foi interrompido pelo Governo cessante”; embora reconheça que foi com “satisfação” que a associação registou a “abertura do Partido Socialista para retomar o esforço em caso de vitoria eleitoral”, conclui Pedro Costa Ferreira.

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Six Senses Douro Valley reabilita ‘Villas da Vinha’ num investimento de quase 3 milhões de euros

O investimento está avaliado em 2,9 milhões de euros e contempla a transformação em nove quartos/suites e em duas ‘villas’ independentes com mais dois quartos, totalizando assim um acréscimo de 11 quartos ao inventário do hotel.

Victor Jorge

O Six Senses Douro Valley, situado no coração do Vale do Douro, perto de Lamego, vai transformar as existentes sete ‘Villas da Vinha’ em mais nove quartos, mantendo somente duas ‘villas’ independentes, cada uma com piscina privativa.

Posicionada no segmento de luxo, o investimento nesta transformação ascende a 2,9 milhões com as construções pré-existentes da unidade turística a serem transformadas em nove quartos/suites e em duas ‘villas’ independentes com mais dois quartos, totalizando assim um acréscimo de 11 quartos ao inventário do hotel.

A área de intervenção será de cerca de 1.000 m2, numa obra marcada por “padrões de elevado requinte e sofisticação, com a particularidade de as ‘villas’ possibilitarem a utilização independente ou comunicante dos quartos”, refere o comunicado.

A ‘villa’ de maior dimensão tem nove quartos, que podem ser utilizados de forma individualizada ou para hospedagem agregada de grupos, além de piscina, jacuzzi exterior e sauna. A outra ‘villa’ a ser intervencionada totaliza três quartos, distribuídos em acomodações que poderão também ser independentes, nomeadamente um quarto com sala, pátio exterior e piscina privada; e um outro com sala e entrada independente, quarto de apoio, pátio exterior e piscina privativa.

Detido pelo Fundo Discovery e operado pela marca Six Senses, o Six Senses Douro Valley dispõe de 60 quartos, spa com 2.300 m2 e valências de refeição e bar de topo, bem como um centro de negócios. A oferta de acomodação inclui ainda diversas ‘villas’, sendo todo o empreendimento envolvido numa zona privada de mata, recentemente classificada como parte do portfólio dos Jardins Históricos de Portugal.

A obra a ser realizada no Six Senses Douro Valley foi confiada à Tétris, uma subsidiária de propriedade da JLL.

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