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Iberia suspende voos para a Guiné Equatorial

Falta de rentabilidade é o motivo apontado pela Iberia para o fim da rota.

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Falta de rentabilidade é o motivo apontado pela Iberia para o fim da rota.

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A Iberia decidiu suspender os voos entre Madrid e a Guiné Equatorial, uma rota que a companhia operava desde 1941 e que, segundo a imprensa espanhola, é agora abandonada devido à falta de rentabilidade.

De acordo com a informação veiculada em Espanha, a rota vai ser abandonada devido às elevadas taxas aeroportuárias praticadas na capital da Guiné Equatorial e à concorrência da Ceiba, a companhia aérea guineense, que também voa para Madrid.

Segundo a EFE, a Iberia informou as autoridades guineenses da suspensão dos voos a 18 de Dezembro, numa rota que chegou a contar com um voo diário no passado e que deveria passar a três voos semanais, a partir de 22 de Janeiro.

A Espanha foi a última potência colonial da Guiné Equatorial, que é o único país africano de língua oficial castelhana.

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Iberia aumenta oferta para Lisboa e mantém aposta no Funchal no próximo inverno

A Iberia revela que, na Europa, “vai expandir os seus serviços em várias cidades como Milão, Roma, Lisboa, Bruxelas, Bordéus e Genebra, e vai continuar a aposta no Funchal e na Madeira”. Apesar disso, é no México que reside a grande aposta da companhia.

A Iberia já divulgou o seu plano de voos para o inverno, que prevê igualar a capacidade oferecida pré-pandemia, ainda que na Europa esteja previsto um reforço para várias cidades, a exemplo de Lisboa e do Funchal, na Madeira, onde a companhia aérea garante que vai manter a sua aposta. Apesar disso, é no México que reside o grande destaque da transportadora para a próxima temporada.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, 10 de agosto, a Iberia revela que, na Europa, “vai expandir os seus serviços em várias cidades como Milão, Roma, Lisboa, Bruxelas, Bordéus e Genebra, e vai continuar a aposta no Funchal e na Madeira, destinos perfeitos durante todo o ano”.

A companhia aérea espanhola, que integra o IAG Group, grupo de aviação que inclui também a British Airways, revela que vai aumentar as “rotas em Espanha e na Europa, o que permitirá também aos passageiros a ligação a mais de uma centena de cidades europeias”.

Em Espanha, a companhia aérea tem previsto “um programa de voos focado no tráfego de negócios e nas Ilhas Baleares e Canárias”, através da Iberia, Iberia Express e Iberia Regional/Air Nostrum, estando também previsto o regresso dos voos Madrid-Barcelona Air Shuttle, com 87 frequências semanais e até 15 voos diários em cada sentido.

No entanto, a grande novidade da Iberia para o próximo inverno é a aposta no México, para onde a companhia aérea vai passar a disponibilizar cerca de 300 mil lugares e mais quatro frequências semanais, num total de 21 voos por semana.

A Cidade do México, capital mexicana, será mesmo a metrópole na rede da Iberia com maior número de ligações aéreas, já que vai contar com três voos diários desde Madrid, uma vez que, explica a transportadora, o México é um “mercado estratégico” para a companhia aérea, pelo que o aumento de oferta para a capital mexicana pretende reforçar a sua “liderança na América Latina”.

A Iberia lembra ainda o acordo de codeshare que estabeleceu recentemente com a Viva Aerobus no México e que oferece voos para 19 outras cidades no México, permitindo um aumento de operação que, segundo a transportadora espanhola, “favorecerá o fluxo de viajantes e melhorará a conectividade entre os dois lados do Atlântico”.

Guadalajara, Cancún, Monterrey, Veracruz, Mérida, Tampico, Puerto Vallarta, Los Cabos, Tuxtla Gutiérrez , Tijuana, Hermosillo, Oaxaca, Huatulco, Torreón, Puerto Escondido, Ciudad Juárez, La Paz, Chetumal e Mazatlán são algumas das cidades mexicanas que passaram a estar disponíveis para os passageiros da Iberia através deste acordo de codeshare.

Para a Cidade do México, os voos são operados em aviões Airbus A-350/900, que são 35% mais eficientes no consumo de combustível e têm capacidade para 348 passageiros, partindo de Madrid pelas 13h05 para chegar à capital mexicana às 18h30. O segundo voo diário parte da capital espanhola às 16h40 e chega à Cidade do México às 22h15, enquanto o terceiro e último voos diário parte de Madrid pelas 23h55 e chega à capital do México às 05h15.

Em sentido contrário, os voos partem da capital mexicana pelas 00h05 e chegam a Madrid às 17h45, enquanto o segundo voo tem partida às 13h00 e chega a Madrid às 06h20, e o terceiro voo diário parte da Cidade do México às 20h15 e chega à capital espanhola pelas 13h55, sempre em horários locais.

A nível internacional, a Iberia diz que também está a planear disponibilizar a mesma capacidade que oferecia antes da pandemia da COVID-19, até porque já retomou as duas últimas rotas que ainda estavam paradas na América Latina, concretamente para o Rio de Janeiro, no Brasil, e Caracas, na Venezuela.

 

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Mercado alemão recupera níveis pre-pandémicos até 2024, aponta GlobalData

A GlobalData estima que, daqui a dois anos, cerca de 117,9 milhões de alemães já tenham voltado a procurar o transporte aéreo para viajar, ultrapassando os 116,1 milhões contabilizados em 2019.

O mercado alemão já está de regresso às viagens internacionais e, até 2024, deverá recuperar para níveis pré-pandémicos, avança a GlobalData, que estima que, daqui a dois anos, cerca de 117,9 milhões de alemães já tenham voltado a procurar o transporte aéreo para viajar.

O número de 117,9 milhões de turistas alemães que devem voltar a viajar para fora do país até 2024 ultrapassa mesmo o total de 2019, quando eram 116,1 milhões os alemães que tinham viajado para fora do país.

Os dados divulgados esta semana pela GlobalDalta constam do relatório ‘Alemanha Source Tourism Insight, 2022 Update’, que analisa a recuperação do turismo na Alemanha, depois dos anos de quebra de 2020 e 2021, quando as restrições devido à COVID-19 e a falta de confiança dos consumidores levou a procura turística dos alemães para mínimos históricos.

“A pandemia da COVID-19 teve um enorme impacto nas viagens internacionais da Alemanha. Os números do turismo de outbound encolheram para uma fração do que eram em 2019, registrando um declínio anual de 64,5%, de 116,1 milhões de viajantes em 2019 para 41,2 milhões em 2020, antes de um declínio adicional em 2021 para 40,4 milhões”, resume Megan Cross, analista de viagens e turismo da GlobalData.

No entanto, com a melhoria da situação pandémica e o consequente alívio das restrições relacionadas com a COVID-19, a confiança dos consumidores alemães parece estar de regresso, o que permite perspetivas “muito mais brilhantes” para os próximos anos, numa recuperação que, segundo Megan Cross, deverá funcionar com um “impulso” para turismo mundial, já que o mercado alemão é “um importante mercado de origem no cenário global.”

Apesar de estar a assistir a uma recuperação do mercado alemão, a GlobalData alerta para algumas tendências que se começam a identificar neste mercado, nomeadamente no que diz respeito aos preços, que têm vindo a subir, o que está a levar os turistas alemães, que por norma sempre procuraram soluções de férias económicas, a escolher voos mais baratos. Neste sentido, diz a GlobalData, 55% dos entrevistados neste relatório procura companhias aéreas low cost, a exemplo da Ryanair, easyJet, Eurowings, Air Berlin, TUIfly e Condor.

“Muitos viajantes europeus interessados ​​em manter os seus planos de férias podem simplesmente reduzir o valor que gastam em produtos e serviços antes e durante a viagem. Por exemplo, os viajantes que geralmente ficam em hotéis de média gama, agora devem escolher formas económicas de alojamento para manter os custos baixos. Isso certamente ajudará as empresas que já têm como alvo os viajantes com orçamento limitado”, acrescenta Megan Cross.

Tendência é também o recurso a agências de viagens online para reservar as férias, com mais de um quarto dos entrevistados (29%) a revelar que normalmente é esta a escolha para reservar as viagens, enquanto 16% diz preferir a reserva direta e 15% opta por reservar com um agente de viagens presencial na loja.

Já os motivos para a viagem prendem-se, na maior parte dos casos, com visitas a amigos e familiares, com 29% dos inquiridos a apontar esse como o principal motivo da viagem, enquanto no outro extremo da escala o motivo menos apontado foi as férias gastronómicas, o que a GlobalData diz que poderá ainda estar relacionado com o receio da pandemia, já que apenas 17% dos alemães disse não estar preocupado com a COVID-19.

Quanto a destinos, a Áustria, pela proximidade, disponibilidade de ligações e ligação histórica entre os dois países, parece ser o destino preferido, ainda nos últimos anos a Áustria tenha visto o número de turistas alemães cair drasticamente, passando de 14,4 milhões de turistas alemães em 2019 para 8,6 milhões em 2020 e 5,8 milhões em 2021.

Contudo, até 2024, as perspetivas da GlobalData são positivas, uma vez que se espera que o país volte a ver um aumento do número de  turistas alemães, chegando aos 14,5 milhões de alemães nos dois próximos anos.

“A falta de turistas alemães durante a pandemia impactou muitos países, especialmente na Europa. Destinos que podem responder às necessidades específicas dos alemães vão ver os seus prazos de recuperação encurtados nos próximos anos”, conclui analista de viagens e turismo da GlobalData..

 

 

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Estação de comboios de Viana do Castelo vai ser transformada em hotel mas mantém serviços

Fonte da IP adiantou à Lusa que “o projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

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O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo disse esta terça-feira, 9 de agosto, que a estação de comboios da cidade, construída no século XIX, vai ser transformada em hotel por um investidor local e que o projeto está em fase de licenciamento, de acordo com informação adiantada pela agência Lusa.

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião camarária de terça-feira, durante a qual foi questionado sobre o projeto, pela bancada do PSD e da CDU, Luís Nobre adiantou que “a Infraestruturas de Portugal (IP), proprietária do imóvel, entendeu dar uso a um espaço que está devoluto há mais de uma década”.

O autarca socialista garantiu que as funções e serviços atualmente a funcionar na estação de caminhos-de-ferro “não vão desaparecer, mas serão transferidos para outro local”.

“A bilheteira, o bar e outros serviços, vão manter-se. Não podia ser de outra forma. Ninguém ia fazer um investimento de 90 milhões de euros na modernização da Linha do Minho para depois prejudicar esse investimento”, sustentou.

Segundo Luís Nobre, o empresário, que já tem uma unidade hoteleira na cidade, “propôs à IP a refuncionalização do edifício em unidade hoteleira, tendo concretizado essa intenção, sendo que, “posteriormente, o município foi informado do projeto”.

“O município concorda. Faz sentido refuncionalizar aquele imóvel histórico, desde que se garanta e, foi dada essa segurança, que as atuais funções da estação não são prejudicadas. No fundo, trata-se de uma valorização de um edifício que passará a ter uma função dinamizadora, não só da atividade hoteleira, mas também das sinergias que vai criar e na revitalização de toda a envolvente”, especificou.

Contrato de subconcessão da IP celebrado com a Turilima

A agência Lusa contactou a IP relativamente ao contrato de cedência do imóvel e das características do investimento em causa, sendo que esta sublinhou que “o serviço de transporte ferroviário não vai sofrer alterações e a área destinada aos passageiros vai ser beneficiada”.

“Os serviços ferroviários serão mantidos, embora relocalizados em diversas zonas do piso 0 do edifício de passageiros e antigas instalações sanitárias, nomeadamente as bilheteiras e salas de apoio, a sala de estar e sala de refeições para o pessoal da CP, a sala de telecomunicações, a sala de comando, a sala do inspetor e, o espaço para a vigilância humana”, especificou a fonte da IP.

A mesma fonte adiantou que a IP “celebrou um contrato de subconcessão com a Turilima – Empreendimentos Turísticos do Vale do Lima SA, que prevê a construção de um hotel ocupando parcialmente três edifícios da estação de Viana do Castelo”.

“O projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

A Lusa tentou, sem sucesso, falar com a administração da Turilima, a empresa que detém os hotéis Axis de Viana do Castelo, de Ofir, em Esposende, no distrito de Braga, entre outros empreendimentos.

Antigo edifício dos CTT na mira para unidades de habitação

Após a reunião camarária, o autarca adiantou que “o município tem estado a acompanhar o processo de licenciamento [da estação de comboios de Viana do Castelo], juntamente com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN)”.

“O projeto inicial está a ser alterado porque inicialmente previa algumas alterações ao nível da cobertura. A DRCN e a Câmara entenderam que não podiam ser efetuadas. O objetivo é manter a fachada e as características históricas do imóvel”, referiu.

Luís Nobre adiantou que “as unidades hoteleiras criadas em contexto histórico são temáticas e apelam à memória, às experiências da cidade onde se instalam”.

“Neste caso há um elemento muito forte que é toda a mística da atividade ferroviária no concelho e, naquele local em concreto, que se vai perpetuar”.

Questionado sobre o montante do investimento, Luís Nobre disse desconhecer o mesmo, adiantando apenas que a nova unidade hoteleira “terá sempre que ter mais de 40 quartos, caso contrário não será sustentável”.

“A cidade precisa daquele espaço revitalizado, com dinâmicas que atraiam novos visitantes”, frisou.

O autarca adiantou existir uma “manifestação de interesse de um empresário de Viana do Castelo para a aquisição do edifício dos CTT, na principal avenida da cidade.

O investidor, que já contribuiu em regeneração urbana na mesma avenida, pretende transformar o imóvel dos CTT para unidades de habitação.

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Sindicatos desconvocam greve depois de acordo com a ANA

Os sindicatos que representam os trabalhadores da ANA – Aeroportos de Portugal desconvocaram a greve que estava agendada para 19 a 21 de agosto, depois de ter sido alcançado um acordo com a empresa que gere os aeroportos nacionais.

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Os sindicatos que representam os trabalhadores da ANA – Aeroportos de Portugal desconvocaram a greve que estava agendada para 19 a 21 de agosto, depois de ter sido alcançado um acordo com a empresa que gere os aeroportos nacionais.

“Após várias horas de negociações, numa reunião que teve ontem [terça-feira] início nas instalações da DGERT e culminou hoje, 10 de agosto, o SINTAC [Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil] e SQAC [Sindicato dos Quadros da Aviação Comercial] chegaram a acordo com a ANA/VINCI”, lê-se num comunicado do SINTAC, que é citado pela Lusa.

De acordo com o sindicato, o acordo permitiu desconvocar a greve, depois de ter sido “possível encontrar uma posição de consenso entre as partes”, que concordaram quanto à necessidade de haver um reforço dos recursos humanos nas áreas operacionais das infraestruturas  aeroportuárias.

“Do acordo resultou uma clara abertura para fazer face à escassez de RH nas áreas operacionais, um aumento salarial intercalar e a negociação de um AE (acordo de empresa), os dois últimos a concretizar através de mediação da DGERT”, explica o sindicato, que revela que, nesse sentido, vão decorrer, a 14 de setembro, reuniões para fazer um levantamento dos trabalhadores necessários e iniciar o processo de recrutamento.

Apesar do entendimento, os sindicatos dizem que este foi o “acordo possível”, até porque, acrescenta o comunicado enviado à Lusa, vêm aí “tempos difíceis”, pelo que a “empresa – ANA/VINCI – terá de que fazer repercutir nos salários dos trabalhadores a inflação galopante e os seus próprios resultados, que se adivinham muito bons”.

Entretanto, o SINTAC lançou um novo pré-aviso de greve, desta vez abrangendo os trabalhadores da Portway (detida pela ANA) dos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal, para 26, 27 e 28 de agosto.

“Em causa está a política de RH [recursos humanos] assumida ao longo dos últimos anos pela Portway, empresa detida pelo Grupo VINCI, de confronto e desvalorização dos trabalhadores por via de consecutivos incumprimentos do Acordo de Empresa, confrontação disciplinar, ausência de atualizações salariais, deturpação das avaliações de desempenho que evitam as progressões salariais e má-fé nas negociações”, indicou o sindicato, em comunicado.

 

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Azores Airlines lança campanha de descontos para assinalar Dia do Emigrante

Campanha da Azores Airlines é válida para voos à partida de Boston e Toronto, para os Açores, e oferece uma redução de 30% sob a tarifa aplicável.

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A Azores Airlines lançou uma campanha de descontos para voos à partida de Boston e Toronto, para os Açores, que oferece uma redução de 30% sob a tarifa aplicável e que, segundo a companhia aérea do Grupo SATA, se destina a assinalar o Dia do Emigrante, que se celebra esta quarta-feira, 10 de agosto.

“A campanha especial inicia-se, precisamente, no Dia do Emigrante, a pensar nos que ainda não tiveram disponibilidade para viajar durante a época mais alta de verão, mas permanecem com saudades de casa ou com o desejo de visitar ou de regressar ao arquipélago dos Açores”, justifica a companhia aérea, na informação enviada à imprensa.

Apesar de arrancar esta quarta-feira, a campanha de descontos da Azores Airlines vai estar em vigor até 24 de agosto, através do site azoresairlines.pt, destinando-se a viagens que decorram entre 1 de outubro e 14 de dezembro.

Todas as condições da campanha podem ser consultadas online, através do website da  companhia aérea.

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Sindicato dos Pilotos denuncia “milhões de erros” na TAP

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) diz que os erros na gestão da TAP “desperdiçam as receitas geradas este verão, fruto de uma elevada atividade operacional” e “comprometem a recuperação e o futuro da empresa”.

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O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), que representa os pilotos da TAP, veio esta quarta-feira, 10 de agosto, chamar a atenção para os erros na gestão da companhia aérea de bandeira nacional que, segundo o sindicato, “desperdiçam as receitas geradas este verão, fruto de uma elevada atividade operacional” e “comprometem a recuperação e o futuro da empresa”.

De acordo com o SPAC, este ano, a TAP praticamente “triplicou a contratação externa com contratos de ACMI a várias companhias aéreas”, à semelhança do que já tinha acontecido em 2018, quando a TAP se deparava com o problema da falta de aviões.

“As contas deste ano vão refletir a profundidade desta ação com bastante mais que os 200 milhões de euros pagos em 2018”, denuncia o SPAC, que fala também num aumento do valor a pagar em indemnizações aos passageiros.

O sindicato lembra que, em 2018, “a TAP pagou cerca de 55 milhões de euros em indemnizações a passageiros” e alerta que, este ano, devido ao caos nos aeroportos nacionais, a TAP já cancelou quase 500 voos, pelo que “o valor de 55 milhões de 2018 irá seguramente ser superado em 2022”.

Além disso, acrescenta o SPAC, continuam parados os dois aviões A330 que tinham sido convertidos em ‘cargueiros’, o que, segundo o sindicato, só serve para “acumular prejuízo a um ritmo alucinante de um milhão de euros por mês”.

“Um prejuízo acumulado a ultrapassar os 21 milhões de euros. Assumido o falhanço da conversão, serão agora reconvertidos para aviões de passageiros, com o inerente custo adicional de material, mão de obra especializada e homologações, com custos que representam mais alguns milhões de euros perdidos, neste processo inútil de converte/desconverte”, explica o SPAC.

Aos custos já referidos, o sindicato junta ainda os “gastos com os trabalhos de Manutenção, pagos agora a empresas que contrataram os Técnicos despedidos pela TAP em 2020”, assim como “os gastos desnecessários com a mudança da sede da Empresa do Aeroporto de Lisboa para o Parque das Nações”.

“Tudo isto são valores que a gestão não divulga, a tutela não vigia e os contribuintes portugueses pagam.  Valores que podem somar centenas de milhões de euros, apenas em 2022, enquanto a TAP afunda”, conclui o SPAC.

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Play transportou em julho mais passageiros que no conjunto dos seis meses anteriores

A Play transportou, em julho, um total de 109.956 passageiros, número que representa um aumento de 25% face aos 87.932 passageiros e que corresponde a um número superior aos passageiros transportados no conjunto dos seis meses anteriores.

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A Play transportou, em julho, um total de 109.956 passageiros, número que representa um aumento de 25% face aos 87.932 passageiros transportados no mês anterior e que, segundo comunicado da companhia aérea islandesa, foi mesmo superior ao total de passageiros  transportados no conjunto dos seis meses anteriores.

Em julho, a Play registou também uma ocupação positiva, que chegou aos 87,9%, valor que fica acima dos 79,2% de ocupação registada em junho e dos 69,6% apurados em maio, num aumento que, revela a companhia aérea, de deve à utilização de um avião transatlântico nos voos entre a Europa e os EUA.

“Na primavera e verão, a Play lançou com sucesso muitos novos destinos e viu um desenvolvimento muito positivo dos destinos existentes no lado europeu da rede”, congratula-se a companhia aérea, na informação enviada à imprensa.

Em julho, a Play voltou a voar para a totalidade da sua rede, disponibilizando voos para 25 destinos nos dois lados do Atlântico e com a operação de seis aviões.

Positivo foi também o desempenho operacional da companhia aérea, que, no sétimo mês do ano, apresentou uma pontualidade de 76%, o que, considera a Play, é “muito satisfatório”, tendo em conta o número de novos destinos servidos pela companhia aérea e a situação difícil em muitos aeroportos, que “ainda se debatem com a escassez de pessoal, causando atrasos a muitas companhias aéreas”.

No comunicado divulgado, a Play revela ainda que, em junho, recebeu o seu sexto avião A320neo, que começou a voar já este mês, fazendo com que a companhia aérea islandesa esteja atualmente a operar três aeronaves Airbus A321neo e três Airbus A320neo.

No próximo inverno, a companhia aérea conta ainda receber quatro novos aviões A320/321neo, de forma a que, na primavera de 2023, possa operar com uma frota de 10 aparelhos Airbus.

 

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CTP receia que burocracia atrapalhe vinda de trabalhadores estrangeiros para o Turismo

Apesar de aplaudir a alteração da lei, a CTP manifesta “algumas reservas sobre a capacidade que as autoridades públicas terão, ao abrigo desta legislação, para agirem de forma desburocratizada e célere” na atração de trabalhadores estrangeiros.

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A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) acredita que a legislação que veio alterar o regime jurídico de entrada e permanência de estrangeiros em território nacional pode contribuir para atrair a necessária mão-de-obra para o setor do turismo, mas mostra-se preocupada com a excessiva burocracia, que pode impedir as autoridades de atuarem de forma célere e atrasar o recrutamento.

Num comunicado enviado à imprensa esta quarta-feira, 10 de agosto, a CTP manifesta “algumas reservas sobre a capacidade que as autoridades públicas terão, ao abrigo desta legislação, para agirem de forma desburocratizada e célere com vista a que mais estrangeiros reforcem o mercado de trabalho e assumam a plena integração na nossa sociedade”.

Apesar disso, a CTP considera que a nova lei, que já foi promulgada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vem criar “as condições procedimentais e legais para que o Estado português possa agir de forma célere e eficaz com vista a serem implementados acordos de mobilidade migratória para o mercado de trabalho em especial, e com maior relevância para o Turismo, com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”.

“Para a CTP é importante que este processo venha a ser efetivo já que pode vir a permitir atrair mais mão de obra para o Turismo, num momento em que há escassez de pessoas para trabalhar na atividade turística, mesmo numa situação favorável como aquela em que nos encontramos onde as condições salariais e de trabalho são atrativas e em linha com uma contratação coletiva que tem dado boas respostas aos problemas existentes”, acrescenta a informação divulgada.

No comunicado enviado à imprensa, Francisco Calheiros, presidente da CTP, lembra que a contratação de estrangeiros, nomeadamente provenientes da CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa, era uma das propostas que já vinham a ser apresentadas para colmatar a falta de mão-de-obra no turismo.

“A contratação de estrangeiros, nomeadamente provenientes dos países da CPLP, é uma das propostas que a Confederação do Turismo tem apontado como fazendo parte da solução para a falta de mão de obra no Turismo. Os empresários do Turismo estão desde já disponíveis para acolher os estrangeiros que desejem vir trabalhar no Turismo em Portugal, oferecendo-lhes todas as condições de trabalho, de formação profissional específica, assim como apoio na sua inserção profissional e pessoal”, afirma o responsável.

A CTP recorda ainda que, apesar do turismo estar a ser fortemente afetado pela falta de trabalhadores, não é o único setor a enfrentar esta escassez, uma vez que este é “um problema transversal à generalidade das atividades económicas”.

Na opinião da CTP, o Turismo é, contudo, um setor que, atualmente, oferece “condições de trabalho atraentes” e paga “salários acima da contratação coletiva”, em resultado de um processo negocial que não é unilateral, ou seja, é negociado “entre sindicatos e entidades empregadoras”.

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Alojamento

Trabalhadores da hotelaria algarvia protestam contra “baixos salários e péssimas condições”

Ação de protesto, que é promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve, decorre esta quinta-feira, 11 de agosto, na Marina de Vilamoura .

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O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve vai promover, esta quinta-feira, 11 de agosto, uma “ação de denúncia pública e de protesto” contra os “baixos salários pagos no setor e péssimas condições” oferecidas aos trabalhadores.

De acordo com um comunicado do sindicato, esta ação vai servir também para denunciar as condições que esperam “os trabalhadores imigrantes” que estão a ser recrutados noutros países, nomeadamente Brasil, Cabo Verde, Marrocos, Índia, Bangladesh, entre outros.

No comunicado divulgado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve diz que, “ao contrário do que afirmam os patrões, a maioria dos salários pagos no sector ronda o Salário Mínimo Nacional”, enquanto as condições oferecidas são “bastante penosas e os horários longos e desregulados não permitem a conciliação da atividade profissional com a vida pessoal e familiar”.

“A falta de respeito, a pressão, a perseguição, a ameaça, a chantagem, a tortura psicológica, são uma constante nos locais de trabalho e fazem-se sentir cada vez mais, devido ao clima de impunidade de que goza o patronato em geral”, denuncia o sindicato.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve diz ainda que, ao longo dos anos, foram “apresentadas propostas às associações patronais, nomeadamente à AHETA e à AIHSA, com tabelas salariais que respondem às necessidades dos trabalhadores” e com propostas que “pretendem melhorar os direitos e as condições de trabalho”, mas que têm sido sucessivamente recusadas.

“A recusa dos patrões em garantir essas condições fundamentais para atrair e fixar os trabalhadores mantém-se, ao mesmo tempo que insultam os trabalhadores acusando-os de serem uns malandros, por um lado, e por outro lado, fazem todo o tipo de pressões para que os trabalhadores efetivos se despeçam ou aceitem acordos ilegais para saírem por extinção do posto de trabalho”, lê-se na informação divulgada.

O sindicato considera, no entanto, que “é possível romper com atual estratégia do patronato do sector do Turismo para aumentar a exploração e os lucros”, motivo pelo qual apela aos “trabalhadores do sector para se sindicalizarem, para darem mais força à luta e às reivindicações por uma vida digna, para garantir um futuro melhor às atuais e futuras gerações de trabalhadores”.

Além da ação de protesto, o sindicato vai também promover uma conferência de imprensa, a decorrer igualmente esta quinta-feira, 11 de agosto, pelas 19h00.

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Azul lança primeira ponte aérea do mundo com acesso biométrico

A tecnologia de biometria já está a ser instalada nos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e deverá começar a ser usada ainda este mês de agosto.

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A Azul vai passar a disponibilizar, ao longo deste mês, a primeira ponte aérea do mundo com acesso biométrico no embarque, uma novidade que surge depois dos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, terem implementado “de forma definitiva o embarque facial biométrico 100% digital para passageiros e tripulantes”.

“Combinando análise de dados e validação por biometria, a tecnologia dispensa a apresentação de cartões de embarque e documentos de identificação dos viajantes de voos domésticos partindo desses terminais. Serão beneficiados especialmente os usuários da ponte aérea São Paulo/Rio de Janeiro. Com o procedimento instalado nos aeroportos que formam a rota de maior movimento do país, o Brasil tem agora a primeira ponte área biométrica de ponta a ponta do mundo”, sublinha a companhia aérea, num comunicado enviado à imprensa.  

De acordo com a Azul, a tecnologia de biometria está já a ser instalada nos dois aeroportos brasileiros e, quando estiver totalmente disponível, vai permitir que os passageiros dos voos entre São Paulo-Congonha e Rio de Janeiro-Santos Dumont, façam o check-in e embarque sem necessidade de apresentação de qualquer documento, uma vez que a identificação é realizada por reconhecimento facial.

Além dos passageiros, esta tecnologia vai estar também disponível para tripulantes, permitindo “o acesso às áreas restritas dos dois terminais aéreos”, acrescenta a Azul, na informação divulgada.

A tecnologia de biometria vai ser instalada de forma gradual e, segundo a companhia aérea, tem o objetivo de “tornar mais eficiente, ágil e seguro o processamento de passageiros e tripulantes, tendo por premissa a segurança no tratamento e a proteção dos dados pessoais dos usuários contra uso indevido ou não autorizado”.  

A companhia aérea explica ainda que o sistema de biometria já foi testado com sucesso durante o projeto piloto do programa federal Embarque+Seguro, que chegou a sete aeroportos brasileiros e processou mais de 6,2 mil passageiros.

“A participação da Azul neste projeto reforça o investimento constante da companhia em inovação, segurança e comodidade no setor aéreo brasileiro, que incrementam a experiência dos clientes da empresa durante toda a jornada de viagem. Não medimos esforços para apresentar novas soluções que possibilitem uma experiência de voo segura e eficiente aos nossos clientes”, refere Jason Ward, ice-presidente de Pessoas e Clientes da Azul.

Segundo a companhia aérea, para terem acesso ao check-in biométrico, os passageiros devem dispor de um documento biométrico válido, assim como de uma passagem aérea e acesso ao canal de registo e validação biométrica da companhia aérea. Depois, é necessário aceitar os termos da Lei Geral de Proteção de Dados de forma digital para obter a validação do registo e poder usar a tecnologia instalada nos aeroportos.

No aeroporto, a biometria facial é usada em duas etapas, primeiro no acesso à sala de embarque e, depois, no embarque para o avião, devendo os passageiros usar as máquinas de reconhecimento facial que vão estar disponíveis.

Para passar a ser usada nos dois aeroportos brasileiros, esta tecnologia tem vindo a ser instalada de forma gradual em todas as áreas de check-in e portões de embarque dos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, existindo já 12 portas de embarque com esta tecnologia e 10 máquinas de reconhecimento facial no aeroporto de Congonhas, bem como oito portas e cinco máquinas na infraestrutura aeroportuária do Rio de Janeiro.

“Após realizados os devidos testes, cada equipamento torna-se imediatamente operacional, disponibilizando a solução tecnológica para uso de todas as companhias aéreas que operam nos dois terminais e que tenham formalizado a sua adesão à iniciativa”, acrescenta a Azul.

 

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