Assine já
Aviação

“Temos que reconstruir a confiança na SATA”

Chegou à SATA em Maio, com o objectivo de recuperar a confiança do mercado na companhia, depois dos problemas que marcaram o Verão. Em entrevista ao Publituris, Gavin Eccles, director comercial da transportadora aérea açoriana, falou sobre a nova estratégia da companhia, a importância da América do Norte e sobre o futuro da SATA, que… Continue reading “Temos que reconstruir a confiança na SATA”

Inês de Matos
Aviação

“Temos que reconstruir a confiança na SATA”

Chegou à SATA em Maio, com o objectivo de recuperar a confiança do mercado na companhia, depois dos problemas que marcaram o Verão. Em entrevista ao Publituris, Gavin Eccles, director comercial da transportadora aérea açoriana, falou sobre a nova estratégia da companhia, a importância da América do Norte e sobre o futuro da SATA, que… Continue reading “Temos que reconstruir a confiança na SATA”

Inês de Matos
Sobre o autor
Inês de Matos
Artigos relacionados

Chegou à SATA em Maio, com o objectivo de recuperar a confiança do mercado na companhia, depois dos problemas que marcaram o Verão. Em entrevista ao Publituris, Gavin Eccles, director comercial da transportadora aérea açoriana, falou sobre a nova estratégia da companhia, a importância da América do Norte e sobre o futuro da SATA, que pode passar pela abertura do capital ao investimento privado.


É o director comercial da SATA desde Maio. Como é que está a correr esta experiência e qual é o seu principal objectivo?
Queria voltar à aviação, que foi algo que fiz durante grande parte da minha carreira. Quando cheguei a Portugal, dediquei-me à consultoria e, nos últimos quatro ou cinco anos, fui conselheiro do Turismo de Portugal para a aviação, mas queria mesmo voltar a uma companhia aérea e agarrei esta oportunidade. Já conhecia muito bem a SATA do tempo em que estive no Turismo de Portugal, em que tivemos projectos conjuntos e de trabalhos de consultoria que fiz para a SATA sobre a Madeira e sobre o desenvolvimento de uma estratégia para a companhia no Algarve, que nunca se chegou a concretizar. Portanto, queria voltar a uma companhia aérea e como a minha área é comercial, fiquei com a missão de coordenar a rede de destinos, os mapas de voo e as questões relacionadas com o preço, bem como as vendas e o marketing. Desde que me juntei à SATA, já fiz algumas mudanças e espero ajudar a voltar a pôr a companhia aérea no caminho certo.

E como espera conseguir esse objectivo, como é que vai pôr a SATA no caminho certo?
Penso que a companhia perdeu um pouco a relação que tinha com o mercado e, por isso, o meu papel passa também por tentar recuperar esta relação de proximidade com o trade português e com operadores turísticos internacionais. Claro que temos um website e obviamente que as vendas online são importantes, mas em algumas rotas os operadores turísticos fazem a diferença. É por isto que tenho escritório em Ponta Delgada, onde está a administração da empresa, mas também em Lisboa, porque todo o trade está aqui e é preciso estarmos perto do mercado. Temos tentado estabelecer também uma maior proximidade face aos operadores internacionais. Já estive duas semanas na Alemanha a estabelecer contactos, estive também duas semanas nos EUA e em Barcelona para reunir com operadores turísticos, assim como no Canadá. Precisamos de manter um contacto mais próximo com o trade para saber como podemos ajudar os nossos parceiros a tornar a SATA melhor e, para isso, temos que conhecer as necessidades dos operadores e agentes de viagens. Precisamos do trade, não podemos acreditar que a estratégia online é suficiente.

E que tipo de medidas vai tomar para alterar a actual relação com o trade?
Já houve algumas alterações. Em Ponta Delgada, temos um novo director de vendas, cargo que resultou de uma mudança introduzida por mim, porque a nossa equipa comercial não estava suficientemente focada no trade. O novo responsável de vendas é uma pessoa bem conhecida do trade nos Açores e também aqui no continente, cuja principal função é ser a voz das agências de viagens e operadores turísticos na SATA. Criámos também um novo departamento para os operadores turísticos em Ponta Delgada, que está a trabalhar com os nossos maiores parceiros, vamos ter famtrips e estamos a preparar campanhas de Inverno com alguns operadores turísticos para aumentar as vendas para os Açores no Inverno. Voamos duas vezes por dia, no Inverno, entre Lisboa e Ponta Delgada, uma vez entre o Porto e Ponta Delgada, e temos seis voos por semana para as ilhas do grupo Central, o que representa muitos lugares para vender e, por isso, precisamos do apoio dos operadores. Não é fácil, mas a minha equipa de vendas já está a trabalhar com os maiores operadores turísticos do continente para criar um projecto conjunto.

Este tipo de campanhas são uma oportunidade para a SATA se afirmar, uma vez que o Turismo nos Açores está a crescer muito?
É verdade, o Turismo nos Açores está a crescer muito, houve muitos turistas no Verão. Mas a SATA não é como uma companhia aérea normal, que tem uma oferta muito forte no Verão, mas que depois baixa muito durante o Inverno. A nossa oferta não varia muito, por exemplo, voamos três vezes por dia para Lisboa no Verão e, no Inverno, passamos para duas vezes por dia, o mesmo no Porto, onde temos 10 voos por semana no Verão e sete no Inverno. Podemos dizer que mantemos uma boa oferta no horário de Inverno, num destino que, em teoria, tem mais procura entre Março e Outubro. Estamos também a desenvolver um projecto para preencher os lugares vazios e que passa pelo segmento de MI. Sabemos que ninguém escolhe o lugar de um evento devido à companhia aérea, mas a forma como estamos preparados para dar apoio às DMC e PCO, pode atrair estes eventos para os Açores. Temos uma boa oferta de voos em Boston, Toronto, Frankfurt e no continente português e, por isso, são mercados onde esperamos conseguir atrair eventos de MI para os Açores. É algo que não temos feito e é uma nova área em que nos queremos focar.

Recuperar confiança
A SATA teve, este ano, um Verão complicado, com vários problemas a afectarem a operação. Esses problemas reflectiram-se nas vendas?

É verdade, tivemos um Verão com alguns problemas, particularmente nos meses de Junho e Julho, que foram duros. Tivemos uma série de eventos imprevistos, que obviamente afectaram a companhia, problemas com aviões, com o fornecimento de catering e tivemos duas greves em Maio e em Junho. Foram problemas graves, que nos levaram a ter uma maior atenção ao mercado. Como os Açores são um destino turístico, muitas das vendas tinham já acontecido antes dos problemas começarem. No caso do tráfego étnico, principalmente à partida da América do Norte, a maioria das reservas são feitas em Fevereiro e Março, pelo que esses problemas não afectaram as vendas, o que temos que fazer é garantir que os passageiros não ficam desiludidos com a companhia. Portanto, em termos das vendas, os problemas operacionais não tiveram grande impacto, mas temos que reconstruir a confiança na SATA e sabemos que temos muito trabalho a fazer. Todas as companhias aéreas têm problemas, mas, no caso da SATA, aconteceu tudo ao mesmo tempo e há coisas que não dependem de nós, como as greves. Temos que trabalhar para reconstruir a confiança na companhia e colocar a SATA de volta no mercado.

A recuperação da confiança na companhia aérea é o seu principal objectivo na SATA?
Não diria que a recuperação da confiança seja o meu principal objectivo, mas tivemos problemas e temos que reconhecer isso. Falhámos com alguns clientes, mas temos 75 anos de história e dois meses não fazem uma companhia. Temos que perceber o que se passou e seguir em frente, já o estamos a fazer. Claro que o facto de estes problemas terem acontecido no pico do Verão não foi bom, mas agora é tempo de perceber o que se passou e resolver cada problema. Isto é também parte da nossa visão de recuperar a sustentabilidade. Fizemos algumas alterações aos horários e queremos focar-nos nas ligações entre Ponta Delgada e a América do Norte, trazendo também pessoas para o Continente. Este é o nosso principal objectivo.

Recentemente, o Governo Regional dos Açores admitiu a hipótese de abrir o capital da SATA a investimento privado. O que pensa desta hipótese e que vantagens poderia trazer à companhia?
Como em qualquer negócio, é sempre bom quando surge alguém com novas ideias. Creio que, nesta fase, há muita especulação, mas para qualquer companhia aérea, nos dias de hoje, a sustentabilidade é muito importante. Por isso, se conseguirmos encontrar parceiros que possam ajudar ao crescimento desta visão da companhia de apostar na América do Norte como forma de trazer passageiros para os Açores e do continente para o arquipélago, é sempre positivo, porque nós somos uma companhia regional, que tem os Açores no nome. É um pouco como a Emirates como o Dubai, a companhia representa o Dubai e o Dubai representa a Emirates, há uma troca de sinergias. Por isso, se a companhia precisa de novo capital para poder ajudar o arquipélago, isso é positivo para toda a gente, creio que estamos todos a prosseguir o mesmo objectivo. Temos que definir agora para onde queremos ir e temos uma nova oportunidade de nos afirmarmos pela qualidade com o avião que está a chegar.

Lisboa mantém liderança
No ano passado, a SATA transportou 1,5 milhões de passageiros. Qual é a expectativa para este ano?
Não sei quantos passageiros vamos transportar, mas este ano tivemos um significativo crescimento da capacidade, a questão não passa tanto pelo número de passageiros que transportamos, é o rendimento que conseguimos com o transporte desses passageiros que interessa. A SATA tem duas companhias, a Azores Airlines, para os voos para fora dos Açores, e a SATA Air Azores, para os voos regionais. Em 2017, a Azores Airlines aumentou o número de lugares na sua rede internacional e doméstica em 31%. Foi um aumento de 327.744 lugares. Já a SATA Air Azores aumentou o número de lugares em 9%, o que corresponde a mais 81.784 lugares, incluindo voos de ida e de volta. Houve um crescimento significativo na nossa rede.

A liberalização do mercado aéreo nos Açores atraiu muitos turistas e também as low cost. Como está a SATA a reagir à concorrência por partes destas companhias?
É uma concorrência com base no preço e nós somos uma companhia aérea tradicional ou ‘full service’, que oferece o transporte de 23 kg de bagagem. Apesar de termos várias categorias de tarifas, permitimos que os passageiros escolham o lugar sem custos e oferecemos uma refeição a bordo. Por isso, somos a única companhia a voar para os Açores que oferece estes três benefícios e não queremos combater a concorrência pelo preço, queremos antes dar aos clientes um bom produto. Queremos posicionar-nos como uma companhia ‘full service’, não queremos ser conhecidos só pelo preço. Penso que continua a haver mercado para este tipo de oferta, porque há sempre passageiros que querem viajar com estes benefícios. Mas isto não quer dizer que o nosso preço seja muito superior, até porque com a maior oferta que existe, o preço vai descer. Actualmente, há oito voos para os Açores por dia e, este Verão, com os voos diários da easyJet, houve nove ou 10 voos por dia. Isto tem vindo a criar nas pessoas a percepção de que os preços estão a descer, mas não queremos entrar numa guerra de preços, preferimos ser reconhecidos pelos benefícios que oferecemos.

Qual é, actualmente, a rota mais rentável da SATA e aquela em que a companhia transporta mais passageiros?
A nossa principal rota é Lisboa, seguida por Boston. Temos dois voos por dia para Lisboa e nove voos por semana desde Boston e acredito que assim vai continuar porque temos que nos focar nas ligações ao Continente português, que é onde existe a mais fácil associação ao nosso nome, Azores Airlines, como uma companhia que voa para os Açores, os portugueses já sabem disso. Temos que nos afirmar no mercado português como uma alternativa e temos que fazer um grande trabalho com o mercado para sermos a companhia preferida do trade em voos para todo o arquipélago dos Açores. Ponta Delgada tem, obviamente, o maior número de lugares mas, no Inverno, temos seis voos por semana para a região do triângulo central e nenhuma outra companhia aérea tem esta oferta, são qualquer coisa como mil lugares por semana. Por isso, Lisboa é a nossa principal rota para os Açores e temos que proteger esta posição. Em Boston, o que temos a fazer agora, uma vez que esta rota tem muito tráfego étnico, é atrair o restante tráfego, não apenas o étnico, e os Açores são um produto fácil de vender, a apenas quatro horas e meia de distância. Para isso, precisamos de atrair o trade e é isso que tenho tentado fazer, estamos a tentar mostrar que os Açores são um grande destino para os norte-americanos.

Importância da América do Norte
Falando da América do Norte, a SATA tem uma importante presença nesta região, com destaque para as rotas de Boston, nos EUA, e Toronto, no Canadá. Como têm corrido estas rotas?
Em Toronto não temos tido problemas, tivemos uma temporada muito boa. Já o voo de Boston não tem estado tão bem, devido a problemas com o avião e, quando temos um problema em Boston, isso não afecta apenas um voo, não é só esse voo que não sai a horas. Temos nove voos por semana de Boston para Ponta Delgada, mas aquilo que estamos a fazer nos EUA é tentar vender uma visão da Macaronésia, por isso, lançámos conexões para Cabo Verde – o que está a correr muito bem –, voamos diariamente para o Funchal e duas vezes por semana para Las Palmas, somos a única companhia com voos que cobrem todos os arquipélagos da Macaronésia, mas quando temos um problema com o avião de Boston, isso reflecte-se nas outras ligações, por isso, a nova estratégia é pôr o novo A331neo no voo de Boston a partir de meados de Dezembro, o que vai fazer uma grande diferença, porque é um avião completamente novo. Acreditamos que vai ajudar a recuperar a confiança na SATA, porque é um grande avião para voos entre quatro a sete horas, o que para a rota de Boston-Ponta Delgada, que tem quatro horas e meia, é uma oportunidade fantástica.

No ano passado, a SATA lançou também uma rota para Providence, nos EUA. Como correu e o que está previsto para o futuro?
Estamos agora a analisar, porque Providence é uma rota sazonal. Na América do Norte, temos voos durante todo o ano para Boston e Toronto e, depois, voamos para Montreal, Providence e Oakland sazonalmente, de Junho a Setembro. Em relação a Providence, estamos a analisar o comportamento da rota e estamos em conversações com o aeroporto de Providence sobre a hipótese de continuarmos a operação. Mas Providence é um desafio porque fica a apenas uma hora de distância de Boston e não queremos que uma canibalize a outra. Estamos a ver se vale a pena manter ambas as rotas, porque, em teoria, Providence poderia atrair um cliente diferente. Boston é um aeroporto de rede, onde temos codeshare com a Jetblue e com a United, o que quer dizer que apanhamos passageiros de todo o país, em Providence não. Aquilo que fizemos foi um teste, correu bem e agora estamos a ver como podemos usar Boston e Providence no próximo Verão. Temos também rotas para Montreal e Oakland, que correram bem e acredito que vão continuar na nossa rede no Verão de 2018. A rota de Oakland é para a Terceira e há uma longa tradição de tráfego entre a Califórnia e a Terceira, o que me leva a acreditar que ainda podemos melhorar bastante nesta região. Em sentido contrário é mais difícil. Ninguém sabe que há um voo directo para São Francisco, mas existe, o nosso voo para Oakland. O aeroporto de Oakland fica na baía de São Francisco e este é o único voo directo de Lisboa para as empresas tecnológicas da região. É um voo via Terceira, mas tem o mesmo código, por isso, para o cliente é um voo directo, mas ninguém sabe que ele existe, é uma questão de marketing. É também por isso que o voo não chega aos operadores, temos que trabalhar esta questão, porque já provámos que há tráfego, a rota correu muito bem. Outro dos objectivos na América do Norte é chamar a atenção para o nosso programa de Stopover, que tem cinco anos, mas, mais uma vez, ninguém sabe que ele existe. Aquilo que vamos fazer é relançar este programa, mantendo as mesmas condições e permitindo fazer uma paragem nos Açores de um a sete dias, sem custos. Acreditamos que este programa pode ter sucesso na América do Norte. Lisboa tornou-se um destino muito conhecido nos EUA e queremos convidar os americanos que vêm a Lisboa a passar pelos Açores, chamando a atenção para aquilo que estão a perder se voarem directamente. Estamos já a preparar uma campanha de marketing para passar esta mensagem e espero que, em breve, possamos ter novidades sobre este programa.

E como estão a correr as operações para Barcelona e Cabo Verde, lançadas também este ano?
Vamos manter Cabo Verde, tivemos um grande Verão nesta rota, há uma grande comunidade de cabo-verdianos em Massachusetts e este serviço aéreo foi muito utilizado pelos emigrantes. O voo decorre duas vezes por semana, às sextas e segundas-feiras. Fomos muito bem recebidos em Cabo Verde e, por isso, é uma rota que continua no Inverno, passando a um voo por semana, mas na altura do Natal e Ano Novo voltaremos a ter dois voos por semana. Gostaríamos de ter dois voos por semana durante todo o ano, mas para isso temos que nos focar também na vertente turística e é por isso que vamos negociar com as autoridades de Cabo Verde, para que nos apoiem em workshops em Boston e Toronto, de forma a que o trade norte-americano olhe para Cabo Verde como um destino de Inverno. No caso de Barcelona, infelizmente, não correu tão bem e decidimos suspender a rota no Inverno. Deveria funcionar todo o ano, mas vai ser suspensa a partir de Novembro, porque não é sustentável. Quando pensámos nesta rota, pensámos que ela poderia ganhar com o mercado de cruzeiros de Barcelona, que é muito forte no Verão. Estamos a voar para Barcelona duas vezes por semana, mas a verdade é que em alguns voos tivemos apenas 20 ou 30 pessoas e precisamos de mais ocupação, mas isso significa que teríamos que investir muito mais em Barcelona e, neste momento, não temos os recursos suficientes para trabalhar o mercado norte-americano e Barcelona ao mesmo tempo. Temos que definir prioridades e, para nós, a prioridade actual é afirmar o nome dos Açores na América do Norte.

A época de Inverno está a chegar. Que novidades é vão ter?
Não vamos ter grandes novidades na temporada de Inverno porque o que estamos a fazer é a consolidar a operação e, para isso, vai ser importante a chegada do avião A321neo. Não estamos à procura de novas rotas, queremos consolidar e recuperar a sustentabilidade da companhia. Por isso, é uma óptima altura para recebermos o novo avião e para recuperar o nosso programa de Stopover, o que vai revitalizar a rota de Boston e recuperar a confiança na companhia, tanto em termos do tráfego étnico como do trade.

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Artigos relacionados
Aviação

Novo aeroporto de Lisboa: Comissão técnica vai estudar cinco soluções

A comissão técnica que vai fazer a avaliação ambiental estratégica para o novo aeroporto de Lisboa terá em mãos cinco soluções, mas podem ainda propor mais caso entenda, revelou aos jornalistas o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira.

Em causa, segundo o governante citado pela Lusa, está a solução em que o aeroporto Humberto Delgado fica como aeroporto principal e Montijo como complementar, uma segunda em que o Montijo adquire progressivamente o estatuto de principal e Humberto Delgado de complementar, uma terceira em que Alcochete substitui integralmente o aeroporto Humberto Delgado, uma quarta em que será este aeroporto o principal e Santarém o complementar e uma quinta em que Santarém substitui integralmente a Portela.

Já na quarta-feira à noite, em entrevista à RTP3, Pedro Nuno Santos, havia avançado que a comissão técnica do novo aeroporto de Lisboa, com responsabilidade de apresentar um estudo de avaliação ambiental estratégica com conclusões até final de 2023, vai poder estudar mais localizações, além de Montijo, Alcochete e Santarém, lembrando que em 50 anos já foram analisados 17 locais.

A comissão técnica vai poder “incluir, se o entender, outras localizações na avaliação ambiental estratégica”, além das “que se conhecem”, disse, lembrando que “todo o trabalho que foi feito antes ao longo dos últimos anos será também utilizado”, estimando-se terem sido gastos cerca de 70 milhões de euros em estudos para a localização do novo aeroporto.

Ainda segundo o ministro, a comissão técnica vai ser liderada por um coordenador geral escolhido pelo primeiro-ministro, António Costa, mas sob a indicação do presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, do presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e do presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento sustentável. “Estas três personalidades vão sugerir um coordenador geral que depois vai constituir seis equipas que vão trabalhar em seis dossiers diferentes”, acrescentou.

Refira-se que o Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, uma resolução que determina a avaliação ambiental estratégica para escolher a localização do novo aeroporto de Lisboa, através de uma comissão técnica independente que terá um coordenador geral, sob proposta de três personalidades.

Além disso, foi aprovada uma proposta de lei que clarifica a intervenção dos municípios nos “procedimentos de construção, ampliação ou modificação de um aeródromo, de forma a clarificar que no procedimento de apreciação prévia de viabilidade relativa à construção de aeroportos os pareceres das câmaras municipais não são vinculativos”, adiantou André Moz Caldas, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, também citado pela Lusa.

Portela precisa de obras “já” diz Nuno Pedro Santos

O ministro das Infraestruturas e Habitação, declarou também aos jornalistas, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, que o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, precisa de obras “já”, não permitindo aumentar a sua capacidade, mas pelo menos a sua fluidez operacional e conforto do passageiro, tendo em conta que o novo aeroporto “vai demorar”.

Como esta iniciativa implica investimento alteração das bases da concessão com a ANA – Aeroportos de Portugal, detida pelo grupo Vinci, Pedro Nuno Santos indicou que é nesse quadro que é possível “chegar a um valor” para este investimento, chegando a um “entendimento” com a concessionária.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos

LATAM Boeing 787-9 Dreamliner photographed on May 13, 2016 from Wolfe Air Aviation Learjet 25B.

Transportes

LATAM Airlines é a melhor companhia aérea da América do Sul nos prémios Skytrax

Além do prémio para melhor companhia aérea da América do Sul, a LATAM Airlines arrecadou também a distinção de Melhor Pessoal de Companhia Aérea da América do Sul, ambos com base na votação dos passageiros.

Publituris

A LATAM Airlines foi eleita melhor companhia aérea da América do Sul nos Skytrax World Airline Awards, prémios que são considerados os Óscares da aviação e que foram entregues na passada sexta-feira, 23 de setembro, numa cerimónia que decorreu em Londres.

Além do prémio para melhor companhia aérea da América do Sul, a LATAM Airlines arrecadou também de Melhor Pessoal de Companhia Aérea da América do Sul, ambos com base na votação dos passageiros.

“Recebemos estes prémios com orgulho, mas também com grande responsabilidade. Temos um profundo compromisso de prestar um serviço de excelência, alinhado com as expectativas dos nossos clientes, mas também estamos empenhados em fazer do nosso planeta um lugar melhor para os passageiros de hoje e os de amanhã”, afirmou Paulo Miranda, Chief Experience and Customer Officer da LATAM Airlines Group.

Os Skytrax World Airline Awards são entregues anualmente desde 1999 e reconhecem o desempenho das melhores companhia aéreas do longo do ano, com base na votação dos passageiros aéreos de todo o mundo.

Na edição deste ano, a votação decorreu entre setembro de 2021 a agosto de 2022 e foi contabilizada a participação de passageiros de mais de 100 nacionalidades, num total de 14,32 milhões de votos.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Air France abre cinco novos destinos no inverno e aumenta capacidade em Portugal

A Air France vai voar para 171 destinos no inverno, incluindo 86 no longo curso e 85 no curto e no médio curso, numa capacidade que já se aproxima do inverno de 2019 e que cresce também 18% em Portugal.

Publituris

A Air France vai voar, durante o próximo inverno, para 171 destinos, incluindo 86 no longo curso e 85 no curto e no médio curso, numa oferta cuja capacidade já se aproxima do inverno de 2019 e que prevê também um aumento de 18% na capacidade oferecida pela companhia aérea francesa em Portugal.

“A oferta da Air France cresce 18% este Inverno em Portugal face a período homólogo de 2021”, indica a Air France, revelando que esta oferta é “idêntica à oferecida e operada em 2019” e tem por base um maior número de frequências de/para o Porto a partir de Paris-CDG, que passam a sete em vez das seis disponibilizadas no inverno de 2021.

Além do aumento de frequências no Porto, a Air France vai também aumentar a capacidade na rota de Lisboa para Paris, que passa a ser operada por “aviões de maior capacidade”, mantendo-se as quatro frequências que a companhia aérea já oferecia no inverno passado.

As rotas de Lisboa e Porto podem, no entanto, ser utilizadas para chegar a Paris e viajar para um dos cinco novos destinos que a Air France vai abrir este inverno e vão passar a ligar Paris-CDG a Nova Iorque-Newark (EUA), Tromsø (Noruega), Kittilä (Finlândia), Innsbruck e Salzburg (Áustria).

No caso de Nova Iorque-Newark, os voos arrancam a 12 de dezembro de 2022 e contam com uma ligação diária e direta, marcando o regresso da Air France ao segundo maior aeroporto de Nova Iorque.

“Este voo será adicionado ao produto do tipo “Shuttle” oferecido entre Paris-CDG e Nova Iorque-JFK, com 6 voos diários operados pela Air France e 2 pela sua parceira na aliança Skyteam, a Delta Air Lines”, indica a Air France em comunicado.

Este inverno, a Air France decidiu também manter a rota de verão que liga Paris-CDG – Dallas e que vai contar com três voos por semana, operados em aviões 777-200 ER.

Também no longo curso, destaque ainda para o regresso dos voos da Air France entre Paris-CDG e a Cidade do Cabo, na África do Sul, operação que estava suspensa desde o início da COVID-19 e que vai regressar a 30 de outubro, com três voos por semana, em avião Boeing 787-9.

Além da Cidade do Cabo, a Air France vai também voar para Joanesburgo este inverno, disponibilizando um total de sete voos por semana entre a capital francesa e a cidade sul-africana.

De assinalar é ainda o regresso dos voos da Air France para o Japão, numa retoma que é permitida pela reabertura gradual de fronteiras no país depois da COVID-19 e que, segundo a Air France, conta com cinco voos por semana para Tóquio-Haneda, em aviões Boeing 787-9.

“A Air France passa, assim, a ligar Paris aos dois aeroportos de Tóquio neste inverno, com o aeroporto de Tóquio-Narita a ser servido até 5 vezes por semana a partir de Paris-Charles de Gaulle”, refere ainda a transportadora gaulesa.

As novidades da Air France para este inverno incluem ainda quatro novas rotas de curta distância e médio curso, que vão passar a ligar Paris às cidades de Tromsø (Noruega), Kittilä (Finlândia), Innsbruck e Salzburg (Áustria), além de outras novidades nomeadamente no Norte de África.

A partir de 30 de outubro, a Air France passa a voar entre Paris-Orly e Casablanca, em Marrocos, com um voo diário operado em Airbus A320, data em que as ligações entre Nice e Londres Heathrow passam a ser anuais, contando com um voo por dia, uma vez que atualmente apenas decorriam no verão.

Já o serviço sazonal Paris-CDG – Rovaniemi (Finlândia), que tinha sido inaugurado em 2021, vai ser retomado este ano a partir de 27 de novembro, com até um voo diário operado em Airbus A320 durante os feriados de fim de ano.

O dia 10 de dezembro marca a inauguração das quatro novas rotas da Air France de curta distância e médio curso, já que a partir deste dia a companhia aérea francesa passa a voar para Kittilä (Finlândia) e Tromsø (Noruega), com um voo por semana, realizado em aviões A320 e Airbus A319, respetivamente.

Já Innsbruck e Salzburg (Áustria) vão contar com dois e um voo por semana, respetivamente, que vão ser operados em aviões Embraer 190, também com início a partir de 10 de dezembro de 2022.

Além destas novidades, a Air France vai ainda estender ao longo de todo o ano os voos Paris-Orly – Tunes (Tunísia), Marselha – Argel (Argélia), Toulouse – Argel (Argélia) e Toulouse – Oran (Argélia), que até aqui eram apenas realizados na temporada de verão.

Todos os destalhes sobre os novos destinos, programas de voo e tarifas podem já ser consultados em airfrance.pt.

A companhia aérea francesa alerta, no entanto, que “este programa de voos é suscetível de mudanças e mantém-se sujeito à obtenção das necessárias autorizações governamentais”.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Qatar Airways vence prémios Skytrax e é a melhor companhia aérea do mundo

Além de companhia aérea do mundo, a Qatar Airways venceu também nas categorias de Melhor Classe Executiva do Mundo, Melhor Lounge de Classe Executiva do Mundo e Melhor Companhia Aérea do Oriente Médio.

Publituris

A Qatar Airways voltou a vencer os Skytrax World Airline Awards e foi considerada como a “Airlines of the Year”, voltando a ser eleita como a melhor companhia aérea do mundo pelo sétimo ano.

Os Skytrax World Airline Awards foram entregues na passada sexta-feira, 23 de setembro, numa cerimónia que decorreu em Londres e que voltou a premiar as companhias aéreas que mais se destacaram ao longo do ano.

Além do prémio de melhor companhia aérea do mundo, a Qatar Airways recebeu também os prémios de Melhor Classe Executiva do Mundo, Melhor Lounge de Classe Executiva do Mundo e Melhor Companhia Aérea do Oriente Médio.

Recorde-se que a Qatar Airways já tinha recebido o prémio de melhor companhia aérea do mundo em 2011, 2012, 2015, 2017, 2019 e 2021, voltando agora a somar mais uma distinção em 2022.

Tal como a companhia aérea do Qatar, também o aeroporto e hub principal da Qatar Airways, o Aeroporto Internacional de Hamad, foi eleito como o Melhor Aeroporto do Mundo 2022, levando para casa o prémio pelo segundo ano consecutivo.

“Ser nomeada a Melhor Companhia Aérea do Mundo sempre foi um objetivo quando a Qatar Airways foi criada, mas ganhar este prémio pela sétima vez e receber três prémios adicionais é uma prova de todo o trabalho duro dos nossos funcionários incríveis”, considera Akbar Al Baker, CEO da Qatar Airways.

Conhecidos como os Óscares da aviação, os prémios Skytrax são atribuídos anualmente com base na votação online dos passageiros aéreos. Na edição deste ano, cuja votação decorreu entre setembro de 2021 e agosto de 2022, participaram passageiros de mais de 100 nacionalidades, num total de 14,32 milhões de votos.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Turkish Airlines vence prémios Skytrax e é a melhor companhia aérea da Europa

Além de ter sido eleita como melhor companhia aérea da Europa, a Turkish Airlines recebeu também os prémios de “Melhor Catering de Classe Executiva do Mundo” e “Melhor Companhia Aérea do Sul da Europa”. 

Publituris

A Turkish Airlines foi eleita como a melhor companhia aérea da Europa em 2022 nos Skytrax World Airline Awards, prémios que anualmente distinguem as melhores transportadoras aéreas do mundo.

Entregues esta sexta-feira, 23 de setembro, numa cerimónia que decorreu em Londres, os prémios Skytrax distinguiram a Turkish Airlines como melhor companhia aérea da Europa pelo desempenho da transportadora turca ao longo de 2022.

Além do prémio de melhor companhia aérea da Europa, a Turkish Airlines venceu também na categoria de “Melhor Catering de Classe Executiva do Mundo”, sendo também considerada a “Melhor Companhia Aérea do Sul da Europa”.

“Gostaríamos de agradecer aos nossos valiosos passageiros, que nos consideraram merecedores desses maravilhosos prémios, e à equipa Skytrax, que colocou essa avaliação em prática”, afirmou Ahmet Bolat, chairman da transportadora turca, durante a cerimónia, reafirmando o objetivo de tornar “a marca Turkish Airlines na melhor do mundo”.

Os Skytrax World Airline Awards são entregues anualmente e têm por base a avaliação dos passageiros das companhias aéreas, numa votação online que, nesta edição, teve lugar entre setembro de 2021 e agosto de 2022. Participaram na votação passageiros de mais de 100 nacionalidades, num total de 14,32 milhões de votos.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

TAP tem nova vogal do Conselho de Administração

Sofia Lufinha substitui Alexandra Reis, que tinha sido nomeada pelos anteriores acionistas da companhia aérea nacional e abandonou a TAP em fevereiro.

Publituris

A TAP tem, desde esta sexta-feira, 23 de setembro, uma nova vogal do Conselho de Administração, cargo que passou a ser ocupado por Sofia Lufinha, depois da saída, em fevereiro, de Alexandra Reis, avança a Lusa, que cita uma nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“A acionista única da TAP, a República Portuguesa, representada pela Direção Geral de Tesouro e Finanças, deliberou eleger a senhora engenheira Sofia Norton dos Reis Lufinha de Mello Franco como membro do Conselho de Administração da TAP, para o período remanescente do mandato em curso (quadriénio 2021/2024), com efeitos a contar de hoje”, lê-se na comunicação ao mercado.

Com a entrada de Sofia Lufinha, o Conselho de Administração (CA) da TAP passa a ser composto por Manuel Beja (presidente), Christine Oumières-Widener (vogal e presidente da Comissão Executiva), Gonçalo Pires (vogal), Ramiro Sequeira (vogal), Sílvia Gonzalez (vogal), Sofia Franco (vogal), Patrício Castro (vogal), Ana Lehmann (vogal) e João Duarte (vogal).

A Lusa recorda que, em fevereiro, Alexandra Reis renunciou ao cargo, com a administração da companhia aérea de bandeira nacional a explicar que a responsável tinha “sido nomeada pelos anteriores acionistas”, pelo que, com a alteração da estrutura societária da TAP, a anterior vogal decidiu “encerrar este capítulo da sua vida profissional” e abraçar “novos desafios”.

Sofia Lufinha transita para a TAP do Pingo Doce, onde era diretora de marketing e de desenvolvimento de negócio, e assume agora o cargo de chief strategy officer da companhia aérea  de bandeira nacional.

A nova vogal do Conselho de Administração da TAP iniciou a sua carreira profissional em 2001, na consultora McKinsey & Company, em Portugal, onde exerceu funções até março de 2013, quando transitou para o Pingo Doce.

Sofia Lufinha é licenciada em Gestão e Engenharia Industrial pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa e tem um MBA na ENSEAD.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Air Europa anuncia codeshare com a Kuwait Airways que também inclui Portugal

Novo acordo de codeshare entre a Air Europa e a Kuwait Airways entra em vigor nos próximos meses e abrange também as rotas de Lisboa e Porto operadas pela companhia aérea espanhola.

Publituris

A Air Europa e a Kuwait Airways estabeleceram um acordo de codeshare que entra em vigor nos próximos meses e que vai aumentar as opções de voos para os passageiros de ambas as companhias aéreas na Europa, Caraíbas, América do Sul e Norte de África, e que abrange também as rotas da Air Europa para Lisboa e Porto.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, com este acordo, o código da Air Europa passa a aparecer também nos voos da Kuwait Airways para Madrid, assim como nas rotas da companhia aérea de bandeira do Kuwait para Amesterdão, Roma e Milão.

Já o código da Kuwait Airways passa também a surgir nos voos transatlânticos da Air Europa de Madrid para Cancun, Miami, São Paulo, Cuba e Bogotá, assim como nas rotas que a companhia aérea espanhola realiza para Lisboa e Porto, bem como para Marraquexe, em Marrocos, e ainda nas rotas domésticas.

Além de um maior número de opções de voo, este acordo tem também a vantagem de permitir viagens com um único bilhete, entre outros benefícios para os passageiros.

Este acordo “apoia e reforça o processo de expansão e crescimento em que nos encontramos”, afirmou Imanol Pérez, diretor comercial da Air Europa, enquanto Shorouk Al-Awadhi, diretora de Planificação e Distribuição da Kuwait Airways, considera que este acordo vai ajudar a companhia a superar os efeitos da pandemia, com benefícios também para a América, Europa e Golfo Pérsico.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Voos de agosto já ficaram a 94,7% de 2019, segundo a NAV Portugal

Segundo a NAV Portugal, os dados de agosto mostram que o tráfego aéreo está em “recuperação clara e sustentável”.

Publituris

A NAV Portugal revelou esta quinta-feira, 22 de setembro, que, em agosto, o total de voos controlados em território nacional já ficou a 94,7% de igual mês de 2019, antes da chegada da pandemia da COVID-19, o que indica que o tráfego aéreo está em “recuperação clara e sustentável”.

Segundo uma nota informativa da NAV Portugal, “o tráfego IFR (Instruments Flight Rules) na Região de Informação de Voo (RIV) de Lisboa totalizou 57.703 movimentos”, o que traduz uma diminuição de “5,3% face aos 60.941 voos registados no mês de agosto de 2019, ano de referência para a aviação”.

“Em termos médios, neste mês foram controlados 1.861 voos IFR diários, registando-se
uma perda de 104 voos diários face a agosto de 2019”, acrescenta a empresa de gestão de tráfego aéreo nacional.

Já na RIV de Santa Maria, “o tráfego IFR em agosto de 2022 ascendeu a 17.476 movimentos, traduzindo-se num aumento de 6,5% face aos 16.410 voos controlados no mesmo mês mas em 2019”.

“Em termos médios foram controlados este mês 564 voos IFR por dia, tendo-se registado
um ganho de 34 voos diários face a agosto de 2019”, refere também a empresa que gere o tráfego aéreo em Portugal.

No acumulado até agosto, foram já controlados 395.940 voos na RIV Lisboa, o que traduz uma quebra de 39.949 voos IFR face ao tráfego acumulado de 2019, enquanto na RIV Santa Maria foram controlados 107.702 voos, o que indica também uma perda de 3.871 voos IFR em comparação com o mesmo período de 2019.

Apesar de, no acumulado entre janeiro e agosto, continuarem a existir quebras face a igual período de 2019, a NAV Portugal diz que “em ambas as RIV’s, o tráfego acumulado até agosto de 2022, é superior ao total verificado em 2021”.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Azul anuncia novos voos de Recife para o Uruguai e EUA na 43.ª edição da ABAV

A Azul anunciou o lançamento de novos voos para o Uruguai e EUA no primeiro dia da 43.ª edição da ABAV Expo Internacional, uma das principais feiras de turismo do Brasil, que arrancou esta quarta-feira, 21 de setembro, em Pernambuco.

Publituris

A Azul anunciou esta quarta-feira, 21 de setembro, que vai abrir novos voos para Montevideu, capital do Uruguai, e para a Florida, nos EUA, num anúncio que foi feito no dia da abertura da 43.ª edição da ABAV Expo Internacional, uma das principais feiras de turismo do Brasil, que decorre no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, até esta sexta-feira, 23 de setembro.

De acordo com a companhia aérea brasileira, os voos para Montevideu têm inicio em novembro, contando com uma ligação aérea por semana, que passa a duas a partir de dezembro. Já os voos para a Florida arrancam no Carnaval de 2023, com duas ligações por semana, que passam a cinco voos semanais a partir de julho do próximo ano.

“Estávamos ansiosos para retomar os nossos voos internacionais em Recife, que é o nosso principal hub de conectividade no Nordeste. A capital pernambucana sempre recebeu a Azul de braços abertos e o carinho que os nordestinos têm para com a nossa companhia reflete-se nas nossas operações no aeroporto de Recife”, afirma Fábio Campos, diretor de Relações Institucionais da Azul.

Segundo Fábio Campos, a partir de janeiro de 2023, a Azul vai passar a contar com 90 descolagens diárias no aeroporto de Recife, num reforço de operação que vai tornar o hub da companhia aérea na capital pernambucana “cada vez mais forte”.

O anúncio dos novos voos foi realizado no primeiro dia da ABAV Expo Internacional, que arrancou esta quarta-feira, 21 de setembro, e que conta com a participação de agentes de viagens e fornecedores da indústria do Turismo do Brasil.

Na edição deste ano, a Azul conta com um stand de 81 metros quadrados na feira, onde a companhia aérea dá a conhecer as suas ligações aéreas, assim como os serviços da sua operadora de viagens, a Azul Viagens.

Recorde-se que, além dos novos voos para Montevideu e para a Florida desde Recife não são as únicas novidades que a companhia aérea brasileira anunciou para os próximos meses, uma vez que, a 15 de dezembro, a Azul vai também lançar novas ligações de Belém e Manaus, no Norte do Brasil, para Fort Lauderdale, na Flórida, EUA.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Airbus Global Business Services abre escritório em Coimbra em 2023

A Airbus vai abrir, no primeiro semestre de 2023, um escritório satélite do Global Business Services Centre em Coimbra, para o qual prevê contratar até 100 colaboradores. O processo de recrutamento abre nas próximas semanas.

Publituris

A Airbus vai abrir, no primeiro semestre de 2023, um escritório satélite do Global Business Services Centre em Coimbra, delegação que vem alargar os serviços do fabricante aeronáutico europeu a mais uma cidade portuguesa, depois da abertura, em 2021, do hub principal em Lisboa.

“A Airbus Global Business Services expande agora as suas operações para mais uma cidade portuguesa, reforçando o investimento que a Airbus está a fazer em Portugal”, lê-se num comunicado divulgado esta quarta-feira, 21 de setembro. 

O novo escritório da Airbus em Portugal vai criar até 100 postos de trabalho, cuja campanha de recrutamento arranca dentro de poucas semanas, prevendo-se que os primeiros colaboradores contratados iniciem funções no início do próximo ano.

“Depois de abrir em 2021 o principal hub do seu Global Business Services (GBS) em Lisboa, que já emprega mais de 350 pessoas e prevê contratar até ao final do ano mais cerca de 100 colaboradores, a Airbus procura agora contratar em Coimbra colaboradores nas áreas de Contabilidade, Procurement, IT Systems, Recursos Humanos e Travel & Expenses”, indica o fabricante aeronáutico.

A Airbus explica que decidiu abrir este novo escritório “para estar mais perto dos potenciais talentos a serem contratados” e porque Coimbra se tem destacado como “a cidade mais relevante para a implementação deste novo projeto devido à sua localização estratégica, opções de transporte e infraestruturas disponíveis, bem como pela presença das instituições de ensino superior politécnico e universidades escolhidas por milhares de estudantes para desenvolverem a sua formação em várias áreas”.

A Airbus Global Business Services abriu em Portugal em maio de 2021 e é uma plataforma internacional de desenvolvimento de talento da Airbus na Europa, que conta atualmente com mais de 350 colaboradores em Lisboa a trabalhar nas áreas de Finanças, Recursos Humanos, Procurement, Gestão de Informação, Engenharia, Comunicação, Atendimento ao Cliente, Jurídica e Compliance.

A Airbus GBS diz ainda que oferece aos seus colaboradores um “pacote salarial atraente e uma gama completa de benefícios”, incluindo seguro de saúde, práticas de success sharing e equipamentos para home office, assim como “uma política de trabalho flexível”, que disponibiliza também oportunidades de mobilidade e desenvolvimento internacional.

As oportunidades de carreira disponíveis atualmente  na Airbus GBS podem ser consultadas aqui.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.