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TAP aprova Plano Estratégico e anuncia entrada de ex-CEO da Azul

Antonoaldo Neves, antigo CEO da Azul, entra para a Comissão Executiva e Conselho de Administração da TAP, ocupando o lugar de Trey Urbahn.

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O Conselho de Administração da TAP aprovou segunda-feira, 24 de Julho, o Plano Estratégico para os próximos 10 anos, documento que prevê a expansão da rede da companhia, bem como mudanças nos órgãos da empresa.

Segundo uma comunicação interna da TAP, a que a Lusa teve acesso, Antonoaldo Neves, antigo CEO da companhia aérea brasileira Azul, entra para a Comissão Executiva e, consequentemente, para o Conselho de Administração da TAP, ocupando o lugar de Trey Urbahn.

Antonoaldo Neves é, segundo a nota da TAP, “um executivo de perfil internacional ligado ao sector da aviação há mais de 15 anos, tendo concluído com sucesso, no passado mês de Abril, o projecto de colocação na Bolsa de NY [Nova Iorque] e de SP [São Paulo] da Azul Linhas Aéreas, no que foi o primeiro IPO [Oferta Pública Inicial, em português] ‘dual list’ (EUA e Brasil) desde 2009″.

Antonoaldo Neves era até agora presidente da Azul Linhas Aéreas, também controlada por David Neeleman, que é accionista privado da TAP, e anteriormente tinha sido também consultor e sócio da consultora McKinsey.

“A entrada de Antonoaldo Neves é motivo de satisfação, sendo um profissional experiente e com provas dadas no mercado, que vem reforçar” a equipa de gestão da companhia, refere Fernando Pinto, presidente executivo da TAP, na nota enviada aos trabalhadores.

Já Antonoaldo Neves mostra-se “entusiasmado e empenhado com o novo desafio profissional para contribuir para transformar a TAP numa companhia ainda mais global e de referência a nível internacional”.

Relativamente ao Plano Estratégico, o Conselho de Administração da TAP deliberou também “transmitir orientações à TAPGER – Sociedade de Gestão e Serviços, S.A. no sentido de esta Sociedade submeter às Assembleias-Gerais das Associadas do Grupo TAP, de que é accionista directo”, propostas de eleição de membros dos respectivos Órgãos Sociais.

Neste sentido, para a Cateringpor – Catering de Portugal, S.A., cujos membros dos Órgãos Sociais são indicados pelo accionista TAPGER (nos termos do Acordo Parassocial entre a TAPGER e a LSG), é proposto, para o triénio 2017-2019, para presidente do Conselho de Administração Abílio Martins e para vogal Mário José Matos.

Para a Megasis – Sociedade de Serviços e Engenharia Informática (Órgãos Sociais a indicar também pelo accionista único TAPGER, para o triénio 2017-2019), propõe-se Fernando Pinto para presidente do Conselho de Administração e Eduardo Dias Rodrigues e Abílio Martins para vogais do Conselho de Administração.

Já para, a UCS- Cuidados Integrados de Saúde, S.A – cujos membros dos Órgãos Sociais são também indicados pelo accionista único TAPGER, para completarem o actual mandato referente ao quadriénio 2015-2018 -, na decorrência das renúncias apresentadas por dois membros dos Órgãos Sociais, Anabela Resende Jorge deverá entrar como vogal do Conselho de Administração, em substituição de Orlanda do Céu Silva Sampaio Pimenta d’Aguiar, que apresentou renúncia ao cargo em 17 de Julho de 2017.

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Prejuízos da Boeing aumentam 17,44 % em 2022

Com prejuízos há quatro anos, a subida de 7% na faturação, para mais de 66 mil milhões de dólares (cerca de 60 mil milhões de euros) não foi suficiente para a Boeing sair da zona vermelha nos que diz respeito aos prejuízos.

Victor Jorge

A Boeing anunciou que no exercício de 2022 aumentou os prejuízos em 17,44% para 4.935 milhões de dólares (cerca de 4.531 milhões de euros).

O construtor aeronáutico norte-americano mantém os prejuízos há quatro anos, primeiro com os problemas nos aviões 737 MAX, depois com a crise económica causada pela pandemia de covid-19, que ainda afeta a empresa, já que hesitou em aumentar a produção à espera que a cadeia de fornecimento estivesse estabilizada.

Em comunicado, a empresa revela que teve uma faturação anual acumulada de 66.608 milhões de dólares, mais 7% em relação a 2021.

O presidente executivo da Boeing, Dave Calhoun, considerou que 2022 foi um “ano importante” na recuperação da empresa.

“A procura em toda a nossa carteira é sólida e seguimos focados em impulsionar a estabilidade nas nossas operações e na cadeia de fornecimento para cumprir os nossos compromissos em 2023 e nos anos seguintes”, acrescentou.

A companhia está a produzir 31 aparelhos do modelo 737 por mês e conta aumentar essa produção para 50 unidades mensais em 2025 e 2026.

No quarto trimestre, o mais seguido pelos analistas de Wall Street, a companhia teve perdas de 634 milhões de dólares (581 milhões de euros), o que representa uma redução de 84,69% em relação ao mesmo período de 2021.

As receitas entre outubro e dezembro alcançaram 19.980 milhões de dólares, mais 35,06% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados não foram bem recebidos na bolsa e as ações da Boeing recuavam 2,35% nas operações eletrónicas antes da abertura de Wall Street.

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Iberia assina contrato de manutenção exclusivo com a RwandAir

O contrato exclusivo plurianual destina-se à manutenção dos motores CFM56-7B e 7BE que equipam a frota Boeing 737 da companhia aérea ruandesa.

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A Iberia Maintenance e a RwandAir assinaram um contrato exclusivo plurianual para a manutenção dos motores CFM56-7B e 7BE que equipam a frota Boeing 737 da companhia aérea ruandesa.

Ambas as companhias compartilham “os mesmos valores fundamentais em áreas essenciais, como o compromisso com a segurança e a excelência operacional”, refere a Iberia, em comunicado.

A Iberia Mantenimiento foi selecionada pela RwandAir após um rigoroso processo, com uma proposta considerada a mais competitiva, que incluía o leasing de motores, logística e planeamento de trabalho personalizado graças à experiência de engenharia da companhia espanhola.

A oficina de motores da Iberia Mantenimiento, localizada em Madrid, é especializada em motores CFM56, V2500 e RB211 e atende a uma base global de clientes de companhias aéreas, Original Equipment Manufacturer (OEM, sigla em inglês) e indústria em geral.

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Aeroporto de Munique e Lufthansa expandem parceria

O Aeroporto de Munique e a Lufthansa reforçaram a parceria estratégica para tornar a infraestrutura aeroportuária num hub de transporte intermodal, sempre com a sustentabilidade, inovação, digitalização em mente.

Victor Jorge

O Aeroporto de Munique (Alemanha) e a Lufthansa reforçaram a parceria estratégica, com as duas companhias a assinar uma Carta de Intenção com o objetivo de intensificar e continuar o desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária de Munique.

Na Carta de Intenção, ambas as partes comprometem-se a partilhar a estratégia de sustentabilidade para expandir o Aeroporto de Munique como um hub de transporte intermodal, com a expansão da infraestrutura baseada nas necessidades e com a promoção da digitalização e inovação nas operações. Isto inclui projetos como o operação inteligente de passageiros e processos automatizados de handling, a fim de tornar a experiência de viagem dos passageiros mais agradável e eficiente.

Para se manterem competitivas a longo prazo, ambas as organizações estão a impulsionar o cumprimento das suas metas de sustentabilidade para que todo o campus do Aeroporto de Munique seja beneficiado. O compromisso com as respetivas metas de clima e sustentabilidade é uma componente central da Carta de Intenção.

Jost Lammers, CEO do Aeroporto de Munique, refere que “atravessámos tempos difíceis devido à pandemia juntamente com a Lufthansa e voltaremos a ter a mesma força que nos caracterizava. Com os objetivos partilhados em termos de sustentabilidade, inovação, digitalização e a melhoria persistente do Aeroporto de Munique como um hub premium, continuaremos com sucesso esta parceria estratégica”.

Do lado da Lufthansa, Stefan Kreuzpaintner, CCO da Lufthansa Airlines, salienta que a “parceria com o Aeroporto de Munique pode ser descrita como única. Juntos iremos continuar a liderar e ultrapassar os desafios na indústria da aviação”. O executivo da companhia aérea alemã refere ainda que “a sustentabilidade é um dos temas chave, incluindo ligações ferroviárias – não só para chegar rápida e convenientemente ao aeroporto -, mas também para a mitigação vital para a contribuição climática”.

Albert Füracker, ministro das Finanças da Baviera e chaiman do Conselho de Supervisão da Flughafen München GmbH, frisa que “a sustentabilidade é um tema importante para o futuro da aviação. Já em 2016, acordámos que o Aeroporto de Munique terá uma operação CO2 neutra no máximo até 2030. Estamos a trabalhar para esse ambicioso objetivo climático com medidas muito abrangentes e estamos no bom caminho para atingi-lo”.

Refira-se que a parceria entre o Aeroporto de Munique e a Lufthansa para construir e expandir o tráfego no aeroporto iniciou-se no final da década de 1990. Com a construção e operação conjuntas do Terminal 2, aberto em 2023, as duas companhias lançaram um modelo de cooperação único na Europa, colocando o Aeroporto de Munique como um dos hubs mais eficientes na aviação global.

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Recuperação dos aeroportos mais rápida na América do Norte. Europa com ventos desfavoráveis por causa do Reino Unido, prevê DBRS

A recuperação dos aeroportos mundiais não se encaminha para um trajeto linear. Enquanto a situação na América do Norte parece voltar a uma “maior normalidade” em 2023, a Europa sofrerá os impactos de uma conjuntura económica instável no Reino Unido.

Victor Jorge

À medida que as restrições relativamente às viagens diminuíram em 2022, o volume de passageiros aumentou consideravelmente em comparação com 2021. A agência de notação DBRS Morningstar publicou uma análise em que prevê que a “recuperação do volume de passageiros continue em 2023”. No entanto, refere que “a trajetória de crescimento pode variar entre as regiões, dependendo das perspectivas económicas de cada região” e de outros fatores.

A pressão inflacionária na Europa e no Reino Unido é “especialmente assustadora”, admite a DBRS Morningstar, referindo que “já está a causar interrupções nos setores da educação, transporte e armazenamento”, frisando que, “se as interrupções persistirem e aumentarem de frequência em 2023, poderão afetar negativamente as operações do aeroporto”.

Com o cenário macroeconómico na América do Norte a ser um pouco mais positivo em 2023, a DBRS Morningstar acredita que a procura por viagens aéreas deve “permanecer relativamente resiliente em 2023” e o tráfego de passageiros deve continuar no caminho da “recuperação total”.

Em geral, a agência de notação financeira refere que o grande segmento do mercado doméstico nos EUA proporcionará “mais estabilidade” e “mitigará” quaisquer fatores globais que possam afetar negativamente o tráfego de passageiros em 2023. Além disso, os aeroportos dos EUA tiveram maior apoio financeiro do governo federal, o que ajudou a manter suas finanças capacidade, resiliência e competitividade.

Já relativamente à Europa, a DBRS Morningstar afirma que “existem fatores regionais mais desafiadores” que podem prejudicar as perspectivas dos aeroportos europeus. Dada a recuperação desigual em toda a região, alguns aeroportos podem enfrentar “mais pressão financeira” do que outros, devido a certos fatores regionais em andamento que provavelmente não diminuirão materialmente em 2023.

Cenário norte-americano
Os aeroportos canadianos registaram uma forte recuperação no volume total de tráfego de passageiros em 2022 com o levantamento de restrições de viagem na maioria das regiões, admitindo a DBRS Morningstar que, em caso de recessão, a duração e a magnitude será “curta e ligeira”, seguida de crescimento moderado, regressando no final de 2023 e em 2024. Assim, é esperado que o atual cenário macroeconómico de linha de base no Canadá tenha um “impacto material” no desempenho financeiro dos aeroportos canadianos e que o volume de passageiros deve “continuar o caminho para a recuperação total”.

Já nos EUA, o volume total de passageiros nos aeroportos também aumentou significativamente em 2022, atingindo 88% do nível de 2019 (nos primeiros 10 meses de 2022), de acordo com o Bureau of Transportation Statistics.

O cenário macroeconómico básico para os EUA da agência de notação é semelhante ao do Canadá. No entanto, ao contrário dos aeroportos canadianos, os aeroportos dos EUA receberam ajuda económica significativa durante a pandemia do governo federal. A Lei CARES, firmada a 27 de março de 2020, deu 10 mil milhões de dólares em fundos para apoiar os aeroportos elegíveis nos EUA. A Lei CARES também aumentou a contribuição federal para 100% para o Programa de Melhorias Aeroportuárias, o que permitiu que projetos críticos de segurança e capacidade continuassem conforme planeado, independentemente das condições financeiras dos aeroportos.

A DBRS Morningstar crê, assim que “os significativos esforços de alívio económico colocaram os aeroportos dos EUA numa vantagem financeira maior do que os aeroportos canadianos, enquanto continuam a melhorar a sua infraestrutura para manter e/ou aumentar a competitividade nos últimos dois anos”.

Além disso, os aeroportos dos EUA devem permanecer relativamente resilientes por causa de um grande segmento de mercado doméstico (representou mais de 75% do volume total de passageiros nos EUA em 2019), o que mitiga o risco de quaisquer mudanças futuras nas restrições de viagens internacionais e reduz a exposição a fatores económicos globais.

Reino Unido estagnado
Passando para a Europa, os aeroportos do Reino Unido também exibiram uma forte recuperação no volume de passageiros em 2022. Nos primeiros 11 meses de 2022, o volume total de passageiros foi de 74% dos níveis de 2019. O crescimento do volume de passageiros mês a mês (variação percentual em relação ao mesmo mês em 2019) continuou a apresentar uma tendência positiva e, no final de outubro de 2022, estava em 85% dos níveis de 2019 antes de cair para 83% dos níveis de 2019 em novembro de 2022.

“É improvável vermos a mesma magnitude de crescimento do volume de passageiros em 2023”, frisa a agência de notação na análise publicada. Contudo, a procura reprimida (que levou a um aumento acentuado no volume de passageiros no início de 2022) parece ter diminuído no final do ano. Além disso, a trajetória de crescimento em 2023 também pode ser afetada por diversos fatores em andamento.

Primeiro, o cenário de linha de base projeta que a economia do Reino Unido encolherá em 2023 com um crescimento do PIB de -1%. A taxa de desemprego também deve aumentar para 4,5% em 2023, de 3,8% em 2022. Além disso, de acordo com o Office for National Statistics, a inflação do Reino Unido permanece elevada em 10,5% em dezembro de 2022 (ligeiramente abaixo de 10,7% em novembro de 2022). Portanto, a atual condição macroeconómica pode afetar “negativamente” a procura por viagens aéreas.

Em segundo lugar, uma “disputa prolongada sobre o pagamento do setor público” (como resultado da crise do custo de vida) pode causar graves interrupções nas operações do aeroporto que podem diminuir a procura por viagens aéreas durante os períodos de pico, pois os passageiros podem adiar as suas viagens ou procurar transporte alternativo que não é afetado pela ação de protesto.

Além disso, as atuais perspectivas macroeconómicas noutras partes da Europa podem reduzir a procura por viagens no segmento de mercado da UE, que historicamente contribui significativamente para o volume total de passageiros nos aeroportos do Reino Unido.

Por fim, o impacto total do “Brexit” no tráfego de passageiros no segmento de mercado da UE permanece “incerto”, uma vez que o volume de passageiros permaneceu gravemente reduzido durante 2020–21 devido à pandemia. No entanto, “foi relatado que a saída do Reino Unido da UE causou desafios laborais que afetaram muitas indústrias, incluindo o setor aeroportuário”, frisa a DBRS Morningstar, admitindo que, tal situação, “pode ter contribuído para a escassez de pessoal nos aeroportos do Reino Unido durante o verão de 2022, o que resultou na limitação do número de voos diários para aliviar o congestionamento e os atrasos”.

E a restante Europa?
De acordo com o EUROCONTROL, a Airports Council International (ACI) Europe estima em dois mil milhões os passageiros em 2022, 425 milhões a menos do que em 2019. O EURCONTROL observa que a “recuperação continua desigual em toda a Europa”, conforme indicado pelo número médio de voos diários. Além disso, observa que o mercado alemão foi um dos mais lentos a recuperar em 2022. A média de voos diários dos aeroportos de Frankfurt e Munique foi de 74% e 68% dos níveis de 2019, respetivamente. Em contraste, a média de voos diários dos aeroportos de Amsterdão, Paris Charles de Gaulle e Adolfo Suárez Madrid-Barajas foi superior a 80% do nível de 2019.

A recuperação desigual também pode ser observada em termos de volume de passageiros. Os dados do volume de passageiros sugerem que a recuperação em França e em Espanha (ambos em mais de 80% dos níveis de passageiros de 2019 no final de setembro de 2022) estão à frente da Alemanha (cerca de 73% do nível de 2019 no final de setembro de 2022). “Apesar da recuperação da região em 2022, há uma série de desafios pela frente”, destaca a DRBR Morningstar.

A ACI Europe reviu, recentemente, a sua previsão e agora projeta que a recuperação total do volume de passageiros não será alcançada até 2025 (revista a partir de 2024), projetando uma trajetória de crescimento mais lenta durante o horizonte de previsão (2023–27) do que o esperado anteriormente, como resultado “do risco geopolítico em curso, deterioração das perspectivas macroeconómicas, tarifas aéreas mais altas, capacidade restrita e custos regulatórios mais altos”. A ACI Europe projeta, também, que o volume de passageiros em 2023 será de 91% dos níveis de 2019.

Por isso, a DBRS Morningstar prevê “mais mudanças nas políticas de transporte em relação à transição para emissões líquidas zero até 2050”, referindo que “mudanças políticas como o Fit for 55 da UE – pacote de propostas para tornar o clima, energia, uso da terra, transporte e tributação da UE para políticas adequadas para reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030 – provavelmente apresentarão desafios adicionais para o setor de aviação que podem aumentar o custo das viagens aéreas no futuro”.

Recorde-se que, como parte do Fit for 55, o regulador da UE exige que todos os voos (sejam aeronaves da UE ou não), partindo de aeroportos europeus, usem combustível de aviação sustentável (SAF) começando com uma meta de 2% (percentagem de SAF em todos os voos) em 2025 e aumentar gradualmente para níveis mais elevados nas próximas décadas.

Assim, a DBRS Morningstar conclui que a recuperação das viagens aéreas continue nos aeroportos canadianos. No entanto, o limitado apoio financeiro do governo federal nos últimos dois anos “reduzirá a capacidade financeira dos aeroportos canadianos de assumir quaisquer programas significativos de capital financiados por dívida”.

Já nos EUA, os aeroportos devem permanecer “relativamente resilientes”, apesar do menor crescimento económico projetado em 2023. “Fatores regionais desafiadores na Europa, no entanto, podem afetar negativamente os aeroportos, alguns mais do que outros, em 2023”, termina a análise da DBRS Morningstar.

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AirHelp ajudou 1,5 milhões de pessoas a receberem compensação por problemas com voos em 10 anos de atividade

A empresa que se dedica à defesa dos direitos dos passageiros aéreos iniciou a sua atividade a 25 de janeiro de 2013 e, desde então, já ajudou 1,5 milhões de passageiros a receberem compensação por atrasos ou cancelamentos de voos.

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A AirHelp, empresa que se dedica à defesa dos direitos dos passageiros aéreos, está a celebrar uma década de atividade, período ao longo do qual, adianta a empresa em comunicado, foi possível ajudar 1,5 milhões de pessoas a receberem compensação por problemas com voos.

“Em 10 anos, mais de 1,5 milhões de passageiros aéreos reclamaram, com sucesso, uma indemnização em resultado de atrasos e cancelamentos de voos”, destaca a AirHelp, lembrando que iniciou a sua atividade a 25 de janeiro de 2013, enquanto “organização sem fins lucrativos, com o objetivo de ajudar passageiros aéreos a reclamar os seus direitos relativamente a más práticas realizadas por companhias aéreas”.

De acordo com a informação enviada à imprensa pela AirHelp, a ideia para a criação da empresa surgiu “quando o fundador, Henrik Zillmer, passou por uma má experiência com um voo atrasado e se sentiu desprotegido e desinformado sobre os seus direitos”.

“Zillmer sentiu o desconforto e dificuldade que os viajantes experienciavam por terem de lidar diretamente com as companhias aéreas, bem como a necessidade de serem tratados de forma mais próxima e eficiente. Assim, nasceu a AirHelp com o compromisso de colmatar estas necessidades”, explica a AirHelp.

Atualmente com um novo líder, cargo que passou a ser ocupado, em 2022, por Tomasz Pawliszyn, a AirHelp cresceu, contando agora com 350 colaboradores e disponibilizando um serviço em 17 idiomas e através de uma rede de parceiros em 30 países, a AirHelp mantém, no entanto, o foco na defesa dos passageiros aéreos.

“É um orgulho ver a AirHelp como organização pioneira na afirmação dos direitos dos passageiros. Na última década, 1,5 milhões de viajantes confiaram em nós, foram compensados devido a perturbações nos seus voos e foram empoderados enquanto passageiros. Na AirHelp investimos continuamente em informação e tecnologia de ponta para facilitar ao máximo as reclamações dos nossos clientes e lutamos continuamente para alterar as leis que prejudicam todos os passageiros aéreos”, afirma Tomasz Pawliszyn, CEO da AirHelp.

Exemplo desse investimento é o facto da AirHelp contar, atualmente, com “a maior equipa de advogados especializados em direitos dos passageiros aéreos”, bem como com assistentes de inteligência artificial (IA) que “ajudam a processar reclamações e indemnizações de forma rápida, eficiente e em grande escala”.

A AirHelp diz também que, ao longo dos anos, a sua experiência jurídica tem ajudado a “melhorar a lei, ganhando importantes casos de referência que serviram para estabelecer jurisprudência e dos quais todos os passageiros aéreos beneficiam atualmente, incluindo aqueles que não reclamam através da organização”.

“A AirHelp ganhou uma série de casos que ajudaram a remover condições impostas por companhias aéreas consideradas injustas, bem como a remover obstáculos desnecessários exigidos pelas mesmas aquando da reclamação de indemnizações por parte dos passageiros”, acrescenta a empresa.

A AirHelp é ainda co-fundadora da Association of Passenger Rights Advocates (APRA) e tem vindo a arrecadar vários prémios, como o Spark Innovation Award e o Launch People’s Choice Award, publicando ainda, desde 2015, o AirHelp Score, “um ranking global das companhias aéreas líderes mundiais em termos do seu cumprimento da pontualidade, feedback dos clientes e processos de reparação de queixas dos clientes”.

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Air Canada muda-se para o Terminal A do aeroporto de Newark

A companhia aérea canadiana passou a operar no Terminal A do Newark Liberty International Airport (EWR), nos EUA, a partir de 12 de janeiro.

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A Air Canada passou a operar, a partir de 12 de janeiro, no Terminal A do Newark Liberty International Airport (EWR), nos EUA, informou a companhia aérea canadiana em comunicado.

Devido à mudança, a Air Canada está a pedir aos seus passageiros com voos de conexão em Newark que verifiquem o terminal e a porta de embarque a que se devem dirigir.

No novo terminal, os passageiros da Air Canada que viajem em Classe Business ou que tenham acesso aos lounges da Star Alliance, vão poder aceder ao United Club Lounge, que vai ser inaugurado no final da primavera.

Mais informações aqui.

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Azores Airlines passa a ter seis famílias tarifárias distintas

O Grupo SATA ampliou a estrutura tarifárias da Azores Airlines, que passa a contar com seis famílias tarifárias, distribuídas por duas classes.

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O Grupo SATA decidiu ampliar a estrutura tarifárias da Azores Airlines, que passa a contar com seis famílias tarifárias distintas que se distribuem por duas classes de serviço, concretamente Classe Económica e Classe Conforto (também conhecida como Classe Executiva).

Segundo uma nota informativa do grupo de aviação açoriano, a nova estrutura tarifária da Azores Airlines pretende “oferecer mais possibilidade de escolha aos passageiros e conferir melhor visibilidade sobre o portefólio de produtos e serviços que a companhia aérea oferece”.

“As tendências de consumo dos viajantes indicam que, cada vez mais, as necessidades, expetativas e prioridades dos passageiros diferem de acordo com o propósito e o momento em que realizam a viagem”, explica o Grupo SATA na informação divulgada, sublinhando que há diferenças nas necessidades dos passageiros que viajam em trabalho, lazer, em família, em viagens curtas ou mais longas.

Com esta alteração, a Azores Airlines passa a contar com quatro tarifas dentro da Classe Económica, concretamente Economy Simple, Economy Basic, Economy Flex e Economy TOP, assim como com outras duas na Classe Executiva.

Na Classe Económica, a tarifa Economy Simple é adequada para quem viaja apenas com bagagem de mão, enquanto a Economy Basic inclui bagagem de porão ou equipamentos desportivos, sendo ainda possível optar pela Economy Flex, que permite a alteração de datas e a escolha do lugar, bem como pela Economy Top, que, além de permitir alterações, possibilita reembolso, prioridade no check-in e na bagagem, e uma bagagem extra de porão.

Já na Classe Conforto (também conhecida como Executiva), a Azores Airlines disponibiliza a tarifa Comfort Light, que dá acesso ao conforto da cabine de classe executiva com algumas restrições na flexibilidade e com um valor mais económico, enquanto a Confort Plus é adequada para quem deseja usufruir de uma experiência de viagem completa, com mais bagagem de cabine e de porão, entre outros benefícios.

“Cada família tarifária contém atributos e serviços diferentes, que estarão disponíveis até ao último lugar da família existente na respetiva cabine. As classes tarifárias são geridas de forma dinâmica e de acordo com a procura. Esta nova circunstância permite maior dinâmica na oferta e a possibilidade de surgirem boas ocasiões para os passageiros”, explica o Grupo SATA, aconselhando os seus passageiros a estarem atentos “às promoções relâmpago, pois permitirão beneficiar de boas oportunidades”.

Inalterados mantêm-se os benefícios associados às tarifas económicas de Residente e Estudante, assim como as condições para os passageiros que já tenham “passagens aéreas adquiridas no anterior modelo”, uma vez que estas viagens mantêm as “condições adquiridas”.

A nova estrutura tarifária da Azores Airlines já se encontra disponível em todos os canais de venda da companhia aérea, bem como através das agências de viagens.

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CEO da TAP explica saída de Alexandra Reis com “divergências na implementação do plano de reestruturação”

A CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, foi esta quarta-feira, 18 de janeiro, ouvida na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, na sequência da saída de Alexandra Reis da administração da companhia aérea.

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A CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, explicou esta quarta-feira, 18 de janeiro, em audição parlamentar, que a saída de Alexandra Reis da administração da companhia aérea de bandeira nacional se deveu a “divergências na implementação do plano de reestruturação”.

De acordo com a responsável, estas divergências foram mesmo o único motivo que levou à saída de Alexandra Reis da companhia aérea, com Christine Ourmières-Widener a defender que, num equipa executiva, “é crucial haver um alinhamento relativamente à implementação do plano”.

“Essa foi a única razão para a saída de Alexandra Reis da companhia aérea”, acrescentou a CEO da TAP, em resposta ao deputado André Ventura, do Chega, segundo avança a Lusa.

Christine Ourmières-Widener revelou também que todo o processo de saída de Alexandra Reis da TAP foi acompanhado pelo acionista Estado, que é atualmente o único acionista da TAP, e disse ter provas de cada passo dado.

“Nada fiz sem o conhecimento do acionista. Tenho registos escritos sobre o processo e a aprovação definitiva”, afirmou a responsável, acrescentando que a “saída de um membro do conselho de administração deve ser seguida pelos acionistas”.

De acordo com a CEO da TAP, o processo foi acompanhado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, que terá dado “a sua aprovação” à saída de Alexandra Reis nos termos que são conhecidos.

“Presumi que o acordo feito pelo secretário de Estado das Infraestruturas era do conhecimento das Finanças”, explicou a CEO da TAP, admitindo que julgou que o processo seria já do conhecimento do Ministério das Finanças, com o qual nunca falou sobre este processo.

Christine Ourmières-Widener disse ainda que seguiu “sempre o conselho do consultor externo”, que foi o escritório de advogados SRS, e explicou que a informação que foi transmitida à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) estava acordada com Alexandra Reis e o consultor externo.

Recorde-se que a CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, esteve esta quarta-feira, 18 de janeiro, a ser ouvida na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, na Assembleia da República, na sequência de um requerimento potestativo apresentado pelo Chega, devido à indemnização de 500 mil euros que a TAP pagou para a saída da sua ex-administradora.

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Qatar Airways e Air Serbia assinam acordo de codeshare

A Qatar Airways e a Air Serbia estabeleceram um acordo de codeshare que entra em vigor a 1 de fevereiro e que vai permitir que os passageiros de ambas as companhias aéreas tenham acesso a mais de 40 destinos.

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A Qatar Airways e a Air Serbia estabeleceram um acordo de codeshare que entra em vigor a 1 de fevereiro e que vai permitir que os passageiros de ambas as companhias aéreas tenham acesso a mais de 40 destinos operados pelas duas transportadoras.

O acordo abrange os cinco voos semanais que a Qatar Airways opera atualmente entre Doha, no Qatar, e Belgrado, capital da Sérvia, assim como uma série de novos destinos servidos pela Air Serbia, como a Bósnia e Herzegovina, Montenegro ou Eslovénia, entre outros, que passam a estar disponíveis através de uma única reserva.

“Esta parceria vai permitir-nos expandir a nossa presença nos mercados da Europa Central e Oriental, onde esperamos oferecer opções de viagem adicionais aos nossos clientes. Estamos extremamente orgulhosos de anunciar esta parceria com a Air Sérvia, a companhia aérea líder nesta região desde que foi fundada em 1927 e estamos ansiosos para trabalhar juntos sem esforço”, afirma Akbar Al Baker, CEO da Qatar Airways.

Com este acordo, a Air Serbia passa a colocar o seu código nos voos da Qatar Airways entre Belgrado e Doha, assim como para vários destinos além da capital do Qatar, como Adelaide, Baku, Brisbane, Tbilisi, Ho Chi Minh City, Hong Kong, Melbourne, Mascate, Nairóbi, Perth, Seychelles, Cingapura e Sydney.

Nos planos da Air Serbia está ainda o alargamento da sua operação para destinos como Bangkok, Cidade do Cabo, Joanesburgo, Phuket, Seul, Tóquio, Yerevan e Zanzibar, entre outros destinos.

“É um grande prazer anunciar o acordo de codeshare com a Qatar Airways, conhecida pela sua rede global de destinos e serviço premium. Estamos unindo forças para oferecer aos passageiros novas oportunidades de conexão e acesso a destinos exclusivos de ambas as redes. Através dessa cooperação, acreditamos que seremos capazes de trazer para a Sérvia mais tráfego e oportunidades de comércio e turismo, bem como aumentar o tráfego entre os dois centros”, acrescenta Jiří Marek, CEO da Air Serbia.

Recorde-se que a Qatar Airways e a Air Serbia já mantinham um acordo de interline que entra agora numa nova fase com este acordo de codeshare.

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Airbus entrega mais 50 aeronaves comerciais em 2022

A Airbus entregou, em 2022, 661 aeronaves comerciais. Destaque para a família A320 da qual foram entregues 516 unidades. A carteira de encomendas, a 31 de dezembro de 2022, ascendia a 7.239 aeronaves.

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A Airbus entregou, em 2022, 661 aeronaves comerciais a 84 clientes, tendo registado 1.078 novos pedidos brutos. A entrega destas 661 aeronaves correspondem a mais 50 unidades que no ano anterior de 2021, significando um aumento de 8% face ao exercício anterior quando a companhia entregou 611 aviões.

Entre as famílias de aeronaves entregues, em 2022, destaque para os A320, com 516 unidades, mais 33 unidades que em 2021. Dos A350, a Airbus entregou 60 unidades, mais cinco que em 2021, e dos A220 e A330 foram entregues 53 e 32 unidades, respetivamente (mais três e 14, em cada um dos casos). Já dos A380, a Airbus revela que não procedeu a qualquer entrega contra as cinco unidades entregues em 2021.

Relativamente à carteira de encomendas da Airbus, a 31 de dezembro de 2022, a companhia refere que esta ascendia a 7.239 aeronaves.

Face ás entregas efetuadas no ano passado, Guillaume Faury, CEO da Airbus, considera que foram “menos do que pretendíamos”, mas, adianta que “a significativa entrada de pedidos abrangendo todas as nossas famílias de aeronaves, incluindo cargueiros, reflete a força e a competitividade da nossa linha de produtos”.

A Airbus informa ainda ter recebido 1.078 novos pedidos (820 líquidos) em todos os programas e segmentos de mercado, incluindo vários compromissos de alto nível de algumas das principais operadoras do mundo. Em número de aeronaves, a Airbus registou um ratio líquido entre pedidos e entregas significativamente superior a um.

Por programas, o A220 obteve 127 novos pedidos brutos firmes. A Família A320neo conquistou 888 novos pedidos brutos. No segmento widebody, a Airbus obteve 63 novos pedidos brutos, incluindo 19 unidades A330 e 44 aeronaves A350, dos quais 24 foram para o recém-lançado A350F.

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