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Lucro da Ryanair cresce 55% até Junho

Companhia aérea de baixo custo teve lucros de 397 milhões de euros e transportou 35 milhões de passageiros no trimestre que terminou a 30 de Junho.

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O lucro da Ryanair cresceu 55% no trimestre que terminou a 30 de Junho, para 397 milhões de euros, resultado que, segundo nota informativa da companhia aérea de baixo custo, foi impulsionado por uma “Páscoa forte”, que se celebrou a 16 de Abril.

Apesar da Páscoa ter contribuído decisivamente para os resultados da Ryanair neste trimestre, a companhia refere que os resultados são “distorcidos” e não permitem comparação com período homólogo, uma vez que, no ano passado, a Páscoa se assinalou no trimestre anterior, a 27 de Março.

A Ryanair obteve receitas de 1,9 mil milhões de euros, subida de 13% face a igual período do ano passado, o que se deveu também ao crescimento de 12% no número de passageiros transportados pela companhia, num total de 35 milhões.

Os bons resultados da Ryanair, até final de Junho, reflectem-se também no load factor alcançado, que subiu 2%, para 96%, indica a companhia de baixo custo na nota enviada à imprensa.

No conjunto do ano fiscal, a Ryanair espera transportar 131 milhões de passageiros, o que corresponde a um aumento de um milhão de pessoas em comparação com o ano anterior.

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Ómicron atrasa recuperação da Delta Air Lines para daqui a dois meses

Último trimestre de 2021 da Delta Air Lines ficou marcado por uma perda de 408 milhões de dólares na sequência do surgimento da variante Ómicron, que levou a milhares de cancelamento de voos e reservas.

A Delta Air Lines revelou esta sexta-feira, 14 de janeiro, que o seu último trimestre de 2021 ficou marcado por uma perda de 408 milhões de dólares na sequência do surgimento da variante Ómicron, que levou a milhares de cancelamento e deverá atrasar a recuperação da indústria e da empresa para daqui a dois meses.

Num comunicado divulgado esta sexta-feira, em que dá conta que, em 2021, a transportadora norte-americana obteve lucros de 280 milhões de dólares (244,7 milhões de euros), a Delta Air Lines mostra-se reticente em relação ao arranque de 2022, até porque a atual vaga de COVID-19 teve um impacto negativo nos resultados da companhia aérea de dezembro, pelo que se prevê mais uma perda trimestral antes da Primavera.

Segundo Ed Bastian, CEO da Delta Air Lines, cerca de 8.000 empregados da companhia aérea contraíram COVID-19 ao longo das últimas quatro semanas, explicando que “trabalhadores doentes e tempestades de Inverno levaram a mais de 2.200 voos cancelados desde 24 de dezembro”.

A tendência de cancelamentos já está, nos últimos dias, a conhecer uma inversão, no entanto, a Delta Air Lines estima que o total de voos suprimidos tenha provocado uma perda de 75 milhões de dólares, o que a juntar ao impacto global da Ómicron deverá levar a que a recuperação seja atrasada para daqui a dois meses.

A Lusa recorda que o CEO da Delta Air Lines já tinha dito, numa entrevista, que não acreditava numa recuperação das reservas e viagens já em janeiro, nem provavelmente na primeira parte de fevereiro, meses que tradicionalmente já são dos mais fracos do ano para a aviação mas que, alerta o responsável, este ano “vai ser sempre muito mais fraca por causa da Ómicron”,

“Temos de confiar que as viagens vão voltar assim que o vírus desapareça”, acrescentou Ed Bastian.

No ano passado, a Delta Air Lines obteve lucros de 280 milhões de dólares (244,7 milhões de euros), valor que compara com os 4.767 milhões de dólares (4.170 milhões de euros) apresentado em 2019.

Já as receitas da companhia aérea norte-americana atingiram os 29.899 milhões de dólares no ano passado, contra 47.007 milhões de dólares em 2019, adianta a transportadora.

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Costa confirma que há companhias aéreas interessadas em adquirir 50% do capital da TAP

O futuro da TAP foi um dos temas em destaque no debate que opôs António Costa e Rui Rio esta quinta-feira, 13 de janeiro, no âmbito das eleições legislativas de 30 de janeiro.

O primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa, confirmou esta quinta-feira, 13 de janeiro, que “há, felizmente, já outras companhias interessadas em adquirir” 50% do capital da TAP, que o Estado pretende alienar depois da reestruturação.

“A companhia estará em condições de, assim que possível, podermos alienar 50% do capital e há, felizmente, já outras companhias interessadas em adquirir”, afirmou António Costa, num debate com Rui Rio, presidente do Partido Social Democrata (PSD), no âmbito das eleições legislativas do próximo dia 30 de janeiro.

Confirmando que o Estado não vai injetar mais dinheiro na TAP, uma vez que “essa foi a garantia dada pela Comissão Europeia, que escrutinou o processo e reconheceu a viabilidade do plano de reestruturação”, António Costa confirmou que existem interessados em ficar com metade da companhia aérea nacional e aproveitou para garantir que não há razões para duvidar do sucesso do plano já aprovado por Bruxelas.

Já Rui Rio, que se mostrou muito crítico da forma como o atual governo conduziu o processo de nacionalização e reestruturação da transportadora, garantiu que, se for eleito primeiro-ministro, a TAP é para privatizar “o mais depressa possível” e acusou a companhia aérea de prestar um serviço “absolutamente indecente”.

“Não é amanhã, porque se não vende mal, não vou vender mal, mas isto não é sustentável, não é sério nem é competente”, criticou, dizendo que foram investidos na empresa 3,3 mil milhões de euros ,quando a receita anual do IRC no país é de 5,5 mil milhões.

Rio acusou a empresa de prestar um serviço “absolutamente indecente” até no aeroporto de Lisboa e de “não ligar nada ao resto do país”, dando como exemplo um voo Madrid – São Francisco, nos EUA, com escala em Lisboa, que custa “a um espanhol 190 euros”, enquanto os portugueses que apanhem o mesmo avião em Lisboa pagam 697 euros.

“É companhia de bandeira, mas é companhia de bandeira espanhola ou de outro país qualquer, isto é revoltante, isto é inadmissível”, criticou o presidente do PSD, defendendo que “a TAP não deveria ter sido nacionalizada”.

Já António Costa frisou que, se o Estado não tivesse readquirido 50% do capital da transportadora aérea nacional, a TAP teria “ido para o buraco”, uma vez que as várias empresas do acionista privado David Neeleman estavam a ir à falência.

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Procura internacional animou viagens aéreas em novembro de 2021

Dados ainda não refletem o impacto da variante Ómicron que, segundo a IATA, levou a novas restrições e a um arranque de 2022 “mais difícil do que o esperado”.

Inês de Matos

As viagens aéreas conheceram uma recuperação em novembro de 2021 devido ao aumento da procura internacional, que cresceu face a outubro, ainda que se continuem a manter quebras significativas face ao período pré-pandemia e que se esperem novas descidas em dezembro por causa da variante Ómicron, alerta a IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo, que divulgou quarta-feira, 12 de janeiro, os dados relativos ao transporte aéreo de novembro do ano passado.

Em novembro de 2021, a procura global por viagens aéreas desceu 47% face a igual mês de 2019, valor que, segundo a IATA, representa “um aumento em comparação com a contração de 48,9% de outubro”, e que traduz diferentes comportamentos da procura doméstica e internacional.

De acordo com os dados da IATA, as viagens domésticas “deterioraram-se ligeiramente” e a procura caiu 24,9% em novembro, depois de, no mês anterior, ter apresentado uma descida de 21,3%, o que se deveu essencialmente ao mercado chinês, que apresentou uma queda de 50,9% no tráfego, na sequência de várias cidades terem introduzido “restrições de viagem mais rígidas para conter surtos de COVID (pré-Omicron)”.

Já a procura internacional por viagens aéreas ficou 60,5% abaixo de novembro de 2019, o que representa uma melhoria face ao decréscimo de 64,8% que tinha sido registado em outubro do ano passado.

“A recuperação do tráfego aéreo continuou em novembro. Infelizmente, os governos reagiram exageradamente ao surgimento da variante Ómicron no final do mês e recorreram aos métodos testados e fracassados ​​de encerramento de fronteiras, testes excessivos de viajantes e quarentenas para retardar a propagação”, afirma Willie Walsh, diretor geral da IATA, que alerta para o impacto destas restrições no final de 2021 e arranque de 2022.

“De forma pouco surpreendente, as vendas internacionais de viagens aéreas realizadas em dezembro e início de janeiro caíram acentuadamente em relação a 2019, sugerindo um primeiro trimestre mais difícil do que o esperado”, acrescenta o responsável.

Por regiões, foi na Ásia-Pacífico que o tráfego aéreo de passageiros mais desceu, numa contração que chegou aos 89.5% face a novembro de 2019, ainda assim melhor do que a descida de 92.0% de outubro. Já a capacidade caiu 80.0% e o load factor desceu 37,8 pontos percentuais, fixando-se nos 42,2%, o mais baixo de todas as regiões.

Em África, a descida no tráfego chegou aos 56.8% em novembro, também com uma melhoria face à quebra de 59.8% de outubro. A capacidade em África desceu 49.6% e o load factor diminuiu 10,1 pontos percentuais, para 60.3%.

No Médio Oriente, a descida do tráfego aéreo foi de 54.4% em novembro, igualmente melhor do que a descida de 60.9% identificada em outubro. Já a capacidade ficou 45.5% abaixo de novembro de 2019 e o load factor baixou 11,9 pontos percentuais, para 61.3%.

Na América Latina, a descida do tráfego aéreo chegou aos 47.2%, o que também representa uma recuperação face à descida de 54.6% de outubro, enquanto a capacidade caiu 46.6% e o load factor apresentou uma descida de 0,9 pontos percentuais, fixando-se nos 81,3%, o mais alto entre todas as regiões do mundo pelo 14.º mês consecutivo.

Na América do Norte, o tráfego aéreo desceu 44.8%, o que indica mais uma vez uma recuperação em comparação com a descida de 56.7% de outubro. Já a capacidade desceu 35.6% e o load factor apresentou um decréscimo de 11.6 pontos percentuais, situando-se nos 69.6%.

A Europa foi, por sua vez, a região do mundo onde o tráfego aéreo menos desceu em novembro, numa quebra que se situou nos 43.7%, valor que, segundo a IATA, também representa uma melhoria face a outubro, quando a descida tinha sido de 49.4%. Já a capacidade na Europa apresentou uma quebra de  36.3% e o load factor desceu 9.7 pontos percentuais, para 74.3%.

 

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Azul ajusta voos domésticos até 31 de janeiro devido à Ómicron

A Azul vai reduzir os voos domésticos no Brasil entre 15 e 31 de janeiro, devido ao impacto da COVID-19/Influenza.

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A Azul anunciou que, até 31 de janeiro, vai efetuar uma “redução da malha aérea doméstica”, devido ao impacto da COVID-19/Influenza, informa a companhia aérea brasileira num comunicado divulgado esta quarta-feira, 12 de janeiro.

A redução de voos domésticos acontece já a partir de sábado, dia 15 de janeiro, com a companhia aérea a informar os agentes de viagens que podem consultar as reservas dos seus clientes que vão viajar no período abrangido pela redução através do site www.voeazul.com.br.

“Caso tenha algum cliente impactado, é autorizada a remarcação sem custos em voos AD na data/voo mais próximo ao original ou então o reembolso integral”, acrescenta a companhia aérea brasileira em comunicado.

 

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TAP encerra operações de manutenção e engenharia no Brasil 

A decisão estava tomada, depois da Comissão Europeia ter aprovado o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, tendo imposto, contudo, condições, incluindo a separação dos ativos não-essenciais, nomeadamente, o negócio de manutenção no Brasil.

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O Grupo TAP decidiu encerrar as operações de Manutenção e Engenharia Brasil (TAP ME), como parte do plano de reestruturação aprovado por Bruxelas em dezembro.

Em comunicado, a companhia aérea nacional refere que, “a medida não interfere na operação de transporte aéreo de passageiros da companhia no país, seu principal mercado exterior”.

O Brasil representa entre 25% e 30% da receita da TAP, que continua a aumentar a oferta naquele mercado, com presença em 11 capitais e expectativa de expansão dos voos semanais.

À Lusa, Christine Ourmières-Widener, presidente executiva da companhia aérea, anunciou que, “depois de uma análise aprofundada e muitos estudos, a TAP decidiu fechar a Manutenção & Engenharia no Brasil e encerrar de forma gradual a operação no Brasil e hoje vamos discutir com os trabalhadores, claro, que são a principal prioridade, mas também discutir com os nossos clientes”.

Em comunicado, a TAP revela que “os serviços de manutenção referentes a aeronaves já contratados e/ou em andamento serão realizados normalmente, de acordo com os contratos entre a TAP ME e seus clientes”.

Além disso, a TAP ME “não aceitará novos pedidos para prestação de serviços de manutenção”, concluindo ainda que, “somente depois da conclusão dos serviços de manutenção em andamento ou daqueles já contratados é que a TAP ME encerrará suas atividades”.

Em entrevista à Lusa, Christine Ourmières-Widener disse que encerrar o negócio de engenharia e manutenção no Brasil “não é uma decisão fácil”, porque envolve 500 trabalhadores, mas foi tomada após tentativas falhadas de venda.

“Não é uma decisão fácil, porque estamos a falar de pessoas, mas estamos a tentar fazer tudo para garantir que esta decisão e a sua implementação é feita respeitando os nossos trabalhadores, a experiência que eles têm em engenharia e toda a lealdade que têm para com a companhia”, afirmou.

Segundo a responsável, a Manutenção & Engenharia Brasil (ex-VEM – Varig Engenharia e Manutenção) tem atualmente 500 trabalhadores, após várias reestruturações que incluíram despedimentos, dos quais pouco menos de 400 estão no ativo.

Alvo de várias reestruturações com despedimentos, a última das quais em 2018, a M&E Brasil recebeu da TAP, globalmente, entre 2010 e 2017, injeções financeiras num total de 538 milhões de euros, a valores nominais, sendo que em 2018 foram feitas transferências de 30 milhões de euros.

Recorde-se que a Comissão Europeia informou em 21 de dezembro que aprovou o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, mas impôs condições, incluindo a separação dos ativos não-essenciais, nomeadamente o negócio de manutenção no Brasil, e os de ‘catering’ (Cateringpor) e de ‘handling’ (Groundforce).

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Air France-KLM financia transição para combustíveis sustentáveis com sobretaxa

O grupo franco-holandês criou uma sobretaxa, cujo valor depende da distância da viagem e da cabine escolhida, e que poderá ir até aos 12 euros por bilhete.

Victor Jorge

Desde 10 de janeiro de 2022, os clientes das companhias aéreas do Grupo Air France-KLM contribuem para o esforço de incorporação gradual de combustível de aviação sustentável.

Para tal, o grupo franco-holandês criou uma sobretaxa, cujo valor depende da distância da viagem e da cabine escolhida. No caso da Air France e da KLM, o valor da sobretaxa vai variar de 1 a 4 euros na cabine “Economy” e de 1,5 a 12 euros na cabine “Business”, sendo diretamente visível nos detalhes da tarifa. Para a Transavia, será integrado diretamente na própria tarifa. Além disso, a partir de 13 de janeiro de 2022, os clientes que desejarem poderão contribuir voluntariamente para a compra de combustível de aviação sustentável adicional. Mais para a frente, os membros do programa de passageiro frequente “Flying Blue” também vão poder comprar combustível com as suas milhas.

Em comunicado, o grupo Air France-KLM refere estar “convencido de que o uso de combustível de aviação sustentável (SAF) é fundamental para a descarbonização da aviação”.

Assim, a partir deste ano, a Air France, KLM e Transavia vão começar a integrar combustível de aviação sustentável nos voos com partida da França e dos Países Baixos. Isto traduzir-se-á, segundo contas efetuadas pelo grupo e divulgadas em comunicado, “na substituição de 0,5% a 1% da quantidade total de combustível usada anualmente”. Para o futuro, o grupo admite que a trajetória de descarbonização será acelerada com a incorporação de SAF à medida que aumenta a produção, “com um objetivo de 5% em 2030 e até 63% em 2050”, diz o grupo.

Produzidos, atualmente, a partir de óleo de cozinha usado ou resíduos florestais e agrícolas, estes combustíveis não fósseis não competem com a indústria alimentar humana e podem ser incorporados de forma segura sem modificar os aviões em operação atualmente.

O grupo salienta que estes combustíveis “podem reduzir a pegada de carbono dos voos numa média de 80% ao longo de todo o seu ciclo de vida e, portanto, constituem – juntamente com a renovação da frota e da eco-pilotagem – uma importante alavanca para alcançar a ambição de zero emissões líquidas de CO2 até 2050”.

Recorde-se que o grupo Air France-KLM é um dos pioneiros no uso de SAF, com os primeiros voos operados com SAF já em 2011.

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Alemanha passa a ter “coordenadoras” para as pastas do Turismo e Aeroespacial

O novo Governo alemão, liderado por Olaf Scholz, já nomeou as “coordenadoras” das pastas do turismo e setor aeroespacial.

Victor Jorge

O novo ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, nomeou Claudia Müller, dos Verdes, para “coordenadora” da Economia Marítima e Turismo, enquanto Anna Christmann (também dos Verdes) assume a coordenação Aerospacial.

O novo Governo alemão, liderado por Olaf Scholz, saído das eleições de 26 de setembro do ano passado e que ditou o fim de 16 anos de liderança de Angela Merkel, deixa de ter, assim, um delegado responsável pela pasta do turismo, o equivalente a secretário de Estado, cargo exercido até agora por Thomas Bareiß, e que estava sob a alçada do Ministério da Economia e Energia.

Claudia Müller estudou administração de empresas e, segundo o seu currículo, trabalhou como freelancer no setor do turismo até 2011. Como coordenadora do Turismo do Governo Federal, Müller vai trabalhar, segundo nota do Ministério da Economia, “para um desenvolvimento positivo e sustentável do turismo na Alemanha e do turismo estrangeiro”.

Müller será “o ponto de contacto dos interesses da indústria do turismo e atuará como uma ligação entre negócios, política e sociedade”, diz mensagem do Ministério Federal da Economia.

Já Anna Christmann assume a o cargo de coordenadora do Governo Federal para a indústria aeroespacial alemã e irá acompanhar “ativamente a futura transformação da aviação rumo à neutralidade climática a nível nacional, europeu e internacional”, não tendo tido contacto, até agora com o setor da aviação.

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2021: um dos anos mais seguros na aviação

Apesar de existirem menos voos, devido à pandemia, os dados estatísticos da To70 indicam que a taxa de acidentes fatais desceu e é a melhor da última década.

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Um recente estudo da To70, consultora mundial na área da segurança no setor da aviação, vem demonstrar que o ano de 2021 foi um dos anos mais seguros na aviação mundial, muito, claro, devido ao menor número de voos a nível global.

É conhecido que o ano transato foi outro ano muito difícil para a aviação civil, resultando na falência de mais de uma dúzia de companhias aéreas, muitas regionais, mas duas nacionais: Air Namibia e Alitalia.

Além disso, muitas companhias aéreas e aeroportos estão a conceder empréstimos ou contraíram dívidas adicionais para manterem a atividade, com aeroportos e seus fornecedores a registaram, igualmente, uma queda acentuada nos voos, passageiros e receitas, com uma série de falências a registarem-se, inclusivamente, em, com o caso mais conhecido a ser o do aeroporto de Frankfurt Hahn.

Contudo, “além da economia, não foi testemunhado um efeito de arrastamento em termos de acidentes em voos comerciais de passageiros”, ao longo de 2021, admite a To70.

Em 2021, ocorreram 38 acidentes, quatro dos quais fatais, resultando em 81 mortes. Em 2020, ocorreram 40 acidentes, cinco dos quais fatais, resultando em 299 mortes. A taxa de acidentes fatais para aviões de grande porte no transporte aéreo comercial é de 0,18 acidentes fatais por milhão de voos, em comparação com 0,27 por milhão em 2020, correspondendo, assim, à menor taxa de acidentes fatais desde 2017. Essa é a taxa de um acidente fatal a cada 5,3 milhões de voos. A taxa de acidentes fatais deste ano é melhor do que a média dos últimos dez anos.

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SATA com recorde de passageiros transportados em dezembro

Dezembro de 2021 acabou por ser o melhor de sempre para as companhias aéreas do Grupo SATA, com 97 mil passageiros transportados.

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As companhias aéreas do Grupo SATA transportaram, em dezembro, um total de 97 mil passageiros, número que representa um recorde e que torna o último mês de 2021 no melhor dezembro de sempre para o grupo de aviação açoriano, segundo comunicado divulgado esta quinta-feira, 6 de janeiro.

De acordo com a informação divulgada, o total de 97 mil passageiros representa “um
acréscimo de 3471 passageiros, quando comparado com 2007, ano em que o mês de dezembro foi destacado como tendo sido, até à data, o melhor de sempre na história do grupo SATA, no que respeita ao número de passageiros transportados”.

“Já em outubro de 2021, as companhias aéreas do grupo SATA – SATA Air Açores e Azores Airlines – haviam alcançado um recorde histórico no número de passageiros transportados. Mas o feito voltou a registar-se em dezembro 2021, visto que as companhias aéreas chegaram ao final do mês com mais de 97 mil passageiros transportados”, acrescenta o grupo de aviação açoriano.

O resultado de dezembro de 2021 fica 92,4% acima de igual mês de 2020, num crescimento que, indica a SATA, “só não foi mais expressivo, uma vez que o final de ano acabou por ser afetado por algumas desistências e pedidos de alteração nas reservas de passageiros, confrontados com o comportamento da pandemia”.

A SATA sublinha ainda que o crescimento já se vinha a verificar desde julho de 2021, o que permitiu “que a retoma total da atividade viesse a ser uma realidade para ambas as companhias aéreas do grupo SATA, o que representou uma exceção a nível global, tendo em conta que as perspetivas para o ano de 2021”, que “não indicavam que viesse a ser possível, já em 2021, igualar aos níveis de procura pré-pandémicos e, menos ainda, ultrapassar a procura de 2019”.

“O resultado alcançado é claramente um motivo de satisfação no grupo SATA, tanto mais que as companhias aéreas mantiveram uma taxa regular de pontualidade, na ordem dos 90%, ao longo dos meses e em dezembro também, apenas pontualmente comprometida pelas condicionantes atmosféricas adversas sentidas nas últimas semanas deste ano, que obrigaram ao cancelamento ou atraso de algumas ligações, em particular, no Arquipélago dos Açores”, congratula-se o grupo de aviação açoriano.

 

 

 

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Emirates faz balanço positivo de 2021 e entra em 2022 com “otimismo”

Companhia aérea do Dubai destaca a recuperação de ligações, lançamento de uma nova rota, utilização de aviões e reabertura de lounges como sinais positivos de 2021.

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A Emirates faz um balanço positivo do ano de 2021, no qual conseguiu “recuperar a sua rede de ligações para 128 cidades” e iniciar uma nova rota para Miami, nos EUA, em julho, e mostra-se confiante para este ano, afirmando que, apesar da Ómicron, entra em 2022 com “otimismo”.

“Apesar do recente aumento de casos da variante Ómicron e da ligeira desaceleração que trouxe para a nossa indústria, entramos em 2022 com otimismo. Criámos uma grande dinâmica em 2021 e esperamos que o crescimento económico acelere neste novo ano. A aviação sempre foi resiliente, e continuaremos a trabalhar com os nossos parceiros no sentido de reconstruir uma indústria melhor”, afirma o sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e Chefe Executivo da Emirates.

Além da recuperação de ligações e da abertura da nova rota, a companhia aérea destaca também que, no final de 2021, “todos os 133 aviões Boeing 777 da Emirates e cerca de 60 aviões da frota de A380 estavam a operar”, enquanto mais de 120 lounges tinham reaberto.

A companhia aérea aponta ainda sete acontecimentos que, resultantes da sua atividade em 2021, “contribuíram para a recuperação da indústria, apoio a comunidades, e ainda para a melhoria das condições de viagem dos passageiros”.

A “facilidade e confiança nas viagens”, através do alargamento das apólices de reserva, do prazo das Milhas de passageiro frequente e do respetivo tier status, bem como do acesso a cobertura médica para a COVID-19 de forma gratuita a todos os passageiros; o “investimento e inovação”; as “parcerias”, como os acordos de codeshare com companhias aéreas de todo o mundo; ou o “apoio às comunidades globais”, através da disponibilização de vacinas contra a COVID-19 e outros materiais médicos, são alguns dos acontecimentos destacados.

Além disso, também a “sustentabilidade”; o investimento no “futuro da aviação”; e a realização da Expo Dubai 2020, que já recebeu oito milhões de visitas, são acontecimentos de 2021 que, segundo a Emirates, contribuíram para a recuperação e melhoria da indústria.

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