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Hoti Hotéis reforça posição em Portugal

Grupo investe mais de 25 milhões de euros em duas unidades: o Golden Residence, no Funchal, comprado ao Fundo ECS; e o Hotel Colina do Castelo, já a operar sob a insígnia Tryp, em Castelo Branco.

Patricia Afonso
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Hoti Hotéis reforça posição em Portugal

Grupo investe mais de 25 milhões de euros em duas unidades: o Golden Residence, no Funchal, comprado ao Fundo ECS; e o Hotel Colina do Castelo, já a operar sob a insígnia Tryp, em Castelo Branco.

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A Hoti Hotéis adicionou duas unidades ao seu já extenso portefólio, em negócios que perfizeram um investimento superior a 25 milhões de euros. O Golden Residence, no Funchal, na Madeira, é a segunda unidade do grupo no Arquipélago; e em Portugal Continental, mais concretamente em Castelo Branco, fica o antigo Hotel Colina do Castelo, já a operar sob a marca Tryp Colina do Castelo.

A notícia foi revelada ao Publituris por Manuel Proença, presidente do grupo hoteleiro, que revelou o investimento de mais de 25 milhões de euros nestes dois negócios e destacou o reforço de oferta na cidade madeirense. O responsável aproveitou para salutar o cumprir dos objectivos dos fundos, como é o caso do ECS: a venda de activos.

Hotéis

Na Madeira, o hotel de quatro estrelas situado na zona nobre do Funchal oferece 173 suítes, piscina exterior, spa, áreas públicas amplas, vistas panorâmicas sobre o mar e destaca-se pelo seu design moderno. A compra desta unidade visa “reforçar a oferta do grupo” na região.

Já a operar sob a marca Tryp, o agora Tryp Colina do Castelo, localizado em Castelo Branco, tem também a classificação de quatro estrelas e coloca no mercado 103 quartos, aos quais acrescem: piscina interior, jacúzi, sauna, banho turco, courts de ténis e de squash. O hotel pertencia a uma família tradicional da região e já era gerido pelo grupo, que passa, agora, a deter e a explorar a unidade.

O grupo hoteleiro reitera que, ainda este ano, está prevista a abertura de uma unidade da Hoti Hotéis em Maputo, Moçambique, num investimento de 16 milhões de Euros. Trata-se de um hotel de quatro estrelas, localizado na Baixa da cidade, com 173 quartos, salas de reuniões, restaurante, bar, ginásio e parking.

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Destinos

Atividade turística na América do Sul caminha para a normalização

Na maioria dos destinos turísticos da América do Sul os hotéis, restaurantes e aeroportos praticamente recuperaram a sua agitação habitual, três anos após a pandemia ter parado o setor do turismo.

Escreve a agência de notícias espanhola EFE que, do Cristo Redentor do Rio de Janeiro ao Obelisco de Buenos Aires, o que continua escasso, em maior ou menor grau, é o sotaque estrangeiro, facto que obrigou o setor a cimentar a sua valorização com os viajantes internos.

Na Argentina, no Chile ou no Brasil, as autoridades esperam que 2023 seja o ano em que as quotas de turistas estrangeiros finalmente ultrapassem os números anteriores à pandemia, algo que o Uruguai, por exemplo, já conseguiu.

Desse conjunto de países, segundo a EFE, que cita as entidades oficiais, o que tem mais dificuldade é o Brasil, que só recuperou 3,5 milhões de turistas estrangeiros dos 6,3 milhões que chegaram em 2019, enquanto a Argentina e o Chile já atingiram entre 70% e 75% do nível pré-covid-19.

A nota discordante é do Peru, onde a profunda crise política e os protestos das últimas semanas assustaram os viajantes e até alguns países, que recomendaram a seus cidadãos que evitassem fazer as malas para destinos como Machu Picchu.

No entanto, as perspetivas no Brasil são mais otimistas para este ano, segundo a agência de notícias, quando o Carnaval do Rio de Janeiro finalmente voltará à sua data habitual e não haverá restrições para a festa que os estrangeiros mais gostam.

“A expectativa é a mesma da festa de Réveillon: chegar a praticamente 100% de ocupação hoteleira. A poucas semanas do Carnaval, atingimos praticamente 90% de ocupação, o que mostra que o Rio de Janeiro receberá com todo o glamour o povo que vier”, disse à EFE Ronnie Aguiar Costa, presidente da agência de promoção turística do Rio, a Riotur.

Com o empurrão do sambódromo, o Brasil pode finalmente fechar o buraco económico que a pandemia causou no setor do turismo, que apesar de ser alimentado principalmente pelo imenso mercado interno, ainda mantém níveis de atividade 2,5% abaixo do que tinha em fevereiro de 2020.

 

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Destinos

Turismo nas Caraíbas em alta

O turismo nas Caraíbas está em alta, tendo recuperado em 2022 após a pandemia com números históricos nas praias mexicanas de Cancun, República Dominicana e Porto Rico, e uma recuperação quase completa na Colômbia, embora ainda com atrasos em Cuba.

Conforme o Publituris (site) já divulgou, o Ministério do Turismo do México informou que, em 2022, chegaram 20,6 milhões de turistas internacionais por via aérea, correspondendo a um aumento de 46,3% em relação ao ano anterior.

No que diz respeito à República Dominicana, o Ministério do Turismo registou 7,1 milhões de turistas por via aérea e 1,3 milhão por cruzeiros, que superaram o nível pré-pandemia e atingiram números recordes em 2022, ano em que a Organização Mundial do Turismo (OMT) a reconheceu pela sua recuperação turística “exemplar”. Os visitantes geraram um recorde de 8.671 milhões de dólares ao país o ano passado, com um crescimento de 10% face a 2019 na chegada de turistas por via aérea e de 20% nos cruzeiros.

Igualmente, o setor de turismo em Porto Rico teve recorde em 2022 tanto em empregos na indústria (mais de 91 mil) quanto em receitas de alojamento (1,6 mil milhões de dólares) e passageiros no seu aeroporto internacional (mais de 10 milhões), segundo dados oficiais.

Por sua vez, o turismo na Colômbia praticamente se recuperou após a pandemia, com mais de 3,5 milhões de viajantes internacionais entre janeiro e outubro de 2022, um crescimento de 145,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Migração Colombiana. Em comparação com os mesmos meses de 2019, ano anterior à pandemia, os números representam uma recuperação de 98,6%. A meca do turismo colombiano continua a ser Cartagena das Índias, um destino de sol e praia, mas também pelas suas atraentes construções coloniais.

Já Cuba aspira atingir 3,5 milhões de turistas neste 2023, ainda longe dos 5 milhões alcançados antes da pandemia. Especialistas em turismo não acreditam que a ilha caribenha consiga este ano atingir os objetivos propostos, estimando apenas a chegada de cerca de 2,3 milhões de visitantes internacionais.

A ilha enfrenta este desafio fundamental para a sua recuperação económica, já que o turismo é o segundo contribuinte para o produto interno bruto (PIB) e a terceira fonte de divisas, depois de ter ficado aquém do seu objetivo de 1,7 milhões em 2022.

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Tecnologia

Portugal com uma start-up vencedora no “Awake Tourism Challenge” da OMT

A start-up portuguesa Noytrall foi uma das 15 vencedoras da iniciativa da OMT, entre as 2.000 concorrentes de 120 países, que visa premiar start-ups que estão a mudar o setor do turismo em todas as regiões globais.

Victor Jorge

A Noytrall, start-up que nasceu com a missão de transformar a forma como os hotéis gerem serviços públicos e revolucionar a experiência de turismo sustentável dos hóspedes, é uma das vencedoras do “Awake Tourism Challenge”, iniciativa da Organização Mundial do Turismo (OMT) que premeia as start-ups que estão a mudar o setor do turismo em todas as regiões globais.

A start-up portuguesa foi uma das 15 vencedoras, entre as 2.000 concorrentes de 120 países e 30 finalistas.

O desafio foi a segunda edição da “Global Startup Competition” da OMT, com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os concorrentes foram analisados em função da contribuição para o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva, resiliente e setor do turismo sustentável, com foco em seis temas principais: Envolvimento da comunidade local; Economia Verde e Azul; Criação de Capital Ecológico e Sustentável; Turismo “Tech for Good”; Educação em Turismo; e Empoderamento Feminino.

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, salienta, em comunicado, que “as startups de turismo têm o poder e agilidade para transformar o setor em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, referindo ainda que os vencedores do “Awake Tourism Challenge” da OMT “têm o potencial para ajudar a construir um setor mais inclusivo e resiliente e esperamos apoiá-los enquanto crescem em tamanho e influência”.

As start-ups vencedoras terão um período de incubação de três meses no SPARK Crans-Montana, o Centro de Inovação de Les Roches do grupo Sommet Education, onde participarão em mentorias, atividades de networking e terão acesso a um laboratório de realidade virtual, estúdio digital e um espaço de coworking dedicado. Além disso, vão também receber bolsas de estudos para a “Tourism Online Academy” da OMT, bem como serem incluídas no Catálogo OMT dos principais inovadores, destaque numa campanha de comunicação global para mostrar cada vencedor e convidados para mentorias com parceiros do projeto.

Além da start-up portuguesa Noytrall, as restantes vencedoras foram: Coastruction (Países Baixos), SmArt Tourism and Hospitality Consulting (Panamá), Quantum Temple (EUA), Socialbnb (Alemanha), Instituto de Accesibilidad (Espanha), Kamatjona (Namíbia), Baahdy & Birdy (Noruega), WeavAir (Singapura), r3charge (Alemanha), Impact Innovations Institute (Arménia), NomadHer (Coreia do Sul), Murmuration (França), Evelity by Okeenea Digital (França) e Accessible Qatar (Catar).

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Transportes

Lucros da Ryanair passam a positivos no 3.º trimestre

O terceiro trimestre do presente ano fiscal voltou a colocar os lucros da Ryanair no positivo, com 221 milhões de euros, contra os 96 negativos de período homólogo do ano passado. Embora aponte para um quarto trimestre “deficitário”, devido à ausência da Páscoa em março, as estimativas apontam para o transporte de 168 milhões de passageiros no final do ano fiscal.

Victor Jorge

A Ryanair apresentou, no terceiro trimestre do ano fiscal 2022/2023 (terminado a 31 de dezembro de 2022), lucros de 211 milhões de euros, comparando com os prejuízos de 96 milhões de período homólogo do ano passado.

Em comunicado, a companhia aérea lowcost informa que em termos de receitas, estas registaram um aumento de 57%, passando de 1,47 mil milhões de euros para 2,31 mil milhões de euros, indicando, ainda, que os custos operacionais sofreram um aumento de 36%, fazendo com que passassem de 1,59 mil milhões de euros para 2,15 mil milhões de euros.

Ao nível dos passageiros, a companhia liderada por Michael O’Leary informa que registou um aumento de 24% no terceiro trimestre do ano fiscal. Assim, a companhia transportou 38,4 milhões de passageiros contra os 31,1 milhões transportados em período homólogo do exercício anterior. Assim, a ocupação passou de 84% para 93%, o que significa um aumento de 9 pontos percentuais.

No comunicado lê-se ainda que a Ryanair “garantiu fortes ganhos de quota nos principais mercados da UE”, indicando que operou a 112% da capacidade pré-Covid durante os primeiros nove meses do presente ano fiscal. Os ganhos mais notáveis foram na Itália (de 26% para 40%), Polónia (27% para 38%), Irlanda (49% para 58%) e Espanha (21% para 23%).

A Ryanair refere que “continua a negociar acordos”, tendo em vista o “crescimento na recuperação de tráfego” com aeroportos parceiros, “enquanto os concorrentes lutam para recuperar a capacidade e lidam com custos crescentes”.

Até o final do terceiro trimestre, a Ryanair recebeu 84 B737 Gamechangers e prevê crescer no ano fiscal de 2024, com base em 124 novas aeronaves para o pico do semestre de 2023, embora reconheça “um risco”, apesar das recentes melhorias na produção da Boeing, e de uma, eventual, derrapagem na entrega das aeronaves.

Tendo anunciado mais de 230 novas rotas (total de 2.450 com 3.200 voos diários) para o ano fiscal 2023/2024, a Ryanair diz “estar a ver uma procura robusta para voos no período da Páscoa e verão de 2023”.

Para o future, “embora as reservas continuem mais próximas do que na primavera de 2020 (pré-Covid)” a Ryanair diz ter “perspetivas razoáveis para o restante ano fiscal” com os números a apontarem para o transporte de 168 milhões de passageiros.

Contudo, a Ryanair espera que o quarto trimestre seja “deficitário” devido à ausência da Páscoa em março.

A Ryanair termina referindo que nos últimos três anos, várias companhias aéreas faliram e muitas transportadoras (incluindo Alitalia, TAP, SAS e LOT) “reduziram significativamente as suas frotas e capacidade de passageiros, acumulando auxílios estatais de vários ilhões de euros”, criando, desta forma “enormes oportunidades de crescimento para a Ryanair”.

Essas oportunidades, conclui, garantem que o grupo esteja “bem posicionado para aumentar o lucro e o tráfego para 225 milhões por ano fiscal de 2026”.

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Transportes

Costa Cruzeiros divulga itinerários para 2023 e aposta em Portugal

A Costa Cruzeiros acaba de apresentar uma vasta oferta de itinerários para este ano que variam de minicruzeiros a cruzeiros de 120 dias, incluindo destinos com hotel, voos e transferes, e aposta ainda em Lisboa e Porto (Leixões) para embarque e desembarque em algumas das viagens. itinerários.

Publituris

Com uma frota de 12 navios, para 2023, a companhia propõe cruzeiros no Mediterrâneo Ocidental e Oriental, que atravessam vários países (Espanha, França, Itália, Grécia, Malta, Croácia, Montenegro, Israel e Egipto), além de programas para o Norte da Europa e para o Oriente (Emirados Árabes, Oman, Qatar e Dubai).

As Caraíbas são outra das fortes apostas da Costa Cruzeiros, incluindo destinos como Barbados, Martinica, Aruba, Jamaica, República Dominicana, Antilhas, Ilhas Turcas e Ilhas Virgens.

No programa que inclui o Mediterrâneo Ocidental, nos meses de outubro e novembro, o destaque vai para o cruzeiro de 11 dias, a bordo do Costa Fascinosa, com partida de Valencia e um itinerário que passa por Itália, França, Portugal e Gibraltar, fazendo escala no porto de Lisboa, com possibilidade de embarque.

Para celebrar o Dia de São Valentim a bordo, o Costa Smeralda tem partida e chegada a Barcelona, já no próximo dia 14 de fevereiro, num cruzeiro que passa pelas ilhas Baleares (Palma de Maiorca), Palermo, Roma, Savona e Marselha, que poderá ter a duração de 7 ou 8 dias. Este programa está disponível em várias datas (20 e 27 de fevereiro; 6, 13, 20 e 17 de março e 3 de Abril).

No período da Páscoa, o Costa Diadema, com partida de Barcelona, a 21 de abril, realiza um itinerário de 15 dias, que inclui escalas na Madeira e Lisboa, passando ainda por Marselha, Savona, Valencia, Lanzarote, Tenerife e Cádiz. Posteriormente, a partir de setembro e até novembro, o Costa Firenze proporciona um itinerário idêntico, com a mesma duração.

Em maio, a companhia destaca ainda o cruzeiro de 13 dias com escala no Porto (Leixões) e em Lisboa. Com partida de Barcelona e destino a Amesterdão, inclui visitas a cidades em Espanha, França e Alemanha, enquanto em junho e setembro, proporciona itinerários pelo Centro e Norte da Europa com a duração de 10 a 13 dias, e escalas em Portugal, que incluem vários outros destinos: Baleares, França, Países Baixos, Bélgica, Noruega e Dinamarca.

Outra dos destaques para este ano, nos meses junho, julho e agosto são os programas completos pela Grâ- Breatanha que incluem Irlanda, Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte, França e Bélgica. Durante 15 dias, a bordo do Costa Favolosa, com partida de Amesterdão, o itinerário permite descobrir llugares como Edimburgo, Invergordon, Belfast ou Harwich-Londres.

A descoberta da Islândia, no verão, integra também os percursos de 15 dias, num programa de cruzeiro que passa igualmente pela Escócia, Alemanha e Holanda.

Outra das novidades para este ano é a descoberta da beleza ártica da Gronelândia, a bordo do Costa Favolosa.  Com partida de Amesterdão, em julho, este cruzeiro de 22 dias, inclui escalas em vários sítios na Gronelândia, bem como na Islândia, Escócia e Alemanha.

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Distribuição

Saber ouvir os clientes é o segredo da Allways

Está no mercado há 22 anos, atua no segmento “luxury”, organiza viagens por medida, mas o maior trunfo da Allways Unique Travel Designers, uma marca do grupo Travelstore, é saber ouvir os clientes.

Começou por existir para servir os clientes das empresas que tinham contratos com a Travelstore. No entanto, conforme nos explica Sofia Marques, Unit Leader da Allways Unique Travel Designers, “os clientes que nos iam contactando ficavam satisfeitos, gostavam da nossa forma de trabalhar e acabavam por ir passando a palavra. Assim, fomos crescendo junto não só desses clientes da Travelstore, como pelo nosso próprio serviço que prestamos aos clientes que temos até hoje, numa relação de grande proximidade”.

Esta marca do grupo Travelstore, que atua no segmento de luxo, desde cedo, de acordo com Sofia Marques, percebeu que “o nosso cliente é exigente e tinha uma expectativa de um serviço diferente do cliente da agência de viagens tradicional. É um cliente que viaja muito por motivos profissionais, é uma pessoa mais conhecedora, que já viajou o básico e, portanto, quando procura o nosso serviço na forma de lazer, já quer fazer algo diferente do standard. Portanto, espera de nós a capacidade de conseguirmos corresponder às suas expectativas e, nós teríamos de estar adaptados a este tipo de procura. Assim, fomos posicionando-nos num segmento “high-end”, um segmento que está preparado para lidar com diferentes exigências e expectativas dos clientes”.

Acima de tudo, destacou a Unit Leader da Allways “o que é importante e que achamos que o cliente mais valoriza é a nossa capacidade de o ouvir (costumo dizer que esse é o nosso principal segredo), perceber as suas expectativas, quanto quer gastar, se a viagem é uma comemoração especial, ou se é uma data da sua vida que pretende destacar. Ou seja, aprecia o facto de estarmos disponíveis para o ouvir e só depois trabalharmos o projeto para lhe apresentar. Por isso confia na nossa decisão. Aí reside a nossa diferenciação. Desenhamos as viagens à medida e em função daquilo que sabemos que são as caraterísticas do cliente, fazendo um acompanhamento muito personalizado”.

Além disso, “tentamos afastar-nos o mais possível dos produtos massificados e há destinos que, sabendo que não têm nada a ver com o perfil de um ou outro cliente, nunca os vamos sugerir”, sublinhou a responsável, para acrescentar que, acima de tudo, “a nossa proposta tem sempre muito a ver com as experiências no destino que, á partida, não se encontram nos catálogos das agências de viagens tradicionais. Tentamos sempre ir buscar experiências diferentes daquilo que a pessoa possa ter ouvido falar noutro sítio”.

Desenhamos as viagens à medida e em função daquilo que sabemos que são as caraterísticas do cliente, fazendo um acompanhamento muito personalizado”

Por outro lado, Sofia Marques realçou que “gostamos de surpreender os clientes quando vão comemorar uma data especial, trabalhando os pequenos detalhes que podem fazer a diferença e, percebemos que tem um efeito gigante”.

A Allways apresenta no seu site uma série de sub-produtos, mas as viagens que organiza são todas trabalhadas à medida. A responsável explica que, neste sentido, “o nosso site não é transacional, mas inspiracional, serve só para as pessoas se inspirarem e consultarem. Ao consultar um destino, pode aparecer uma sugestão de um restaurante, de um hotel ou de um local a visitar, e pode ser um ponto de partida para as pessoas explorarem melhor. Contactam-nos e trabalhamos a viagem a partir daí”.

Marca única, clientes únicos e viagens únicas
O segmento luxo é onde esta marca do grupo Travelstrore atua essencialmente. Sofia Marques refere, no entanto que “temos clientes que tanto compram um programa perfeitamente convencional para a Disneyland Paris, como aquele que quer fazer a Disney de Orlando com uma experiência VIP. É ele que define o que quer fazer. Mas onde nos destacamos largamente é na oferta de experiências diferenciadoras e em desenhar viagens totalmente à medida. Para nós o luxo é isso”.

Não serão, com certeza, viagens baratas. “A média por pessoa, e estamos a falar da larga maioria, as viagens que organizamos estarão acima dos 3.500 euros. Se formos para os clientes mais tradicionais, aí já estaremos a falar em viagens na casa dos 7/8 mil euros. Tanto vendemos umas Maldivas que começam dos 3000/3500 euros, como 30 mil euros por pessoa”.

Este tipo de viagens tem tendência a crescer. A Unit Leader da Allways considera que “há uma evolução natural do perfil do viajante. Com uma experiência de 20 anos na empresa, percebo que as pessoas começam por uma escapada na Europa, pacotes para Cabo Verde, ilhas espanholas, depois procuram as Caraíbas, a seguir começam a pensar nos EUA, procuram destinos com voos diretos, passam por experimentar a Ásia com uma Tailândia, depois já procuram destinos como o Vietname, para começarem a pensar em África. E lógico que as viagens vão subindo de preço. Há naturalmente uma curva ascendente”, sublinhou.

Assim, a maioria das viagens que a Allways desenha, é de longo curso. Sofia Marques conta que “os destinos onde nos destacamos são África, Ásia e América do Norte. É determinante o facto de a equipa, composta por sete pessoas, conhecer os destinos que propomos, o que torna muito mais fácil ajudar o cliente a tomar uma decisão. Temos dicas que valem ouro”.

É determinante o facto de a equipa, composta por sete pessoas, conhecer os destinos que propomos, o que torna muito mais fácil ajudar o cliente a tomar uma decisão. Temos dicas que valem ouro”

E porquê “Allways Unique Travel Designers”? A responsável conta-nos a história. “Quando a marca passou a ter identidade própria, em 2009, optámos pelo nome “Allways” (todos os caminhos). Evoluímos para uma marca com um estilo próprio, uma comunicação própria, mas pensámos que faltava algo a nível internacional e, então, fizemos a candidatura a uma rede internacional de agências, a Traveller Made, que recentemente mudou o nome para Serandipians”.

E continuou: A Traveller Made designava todos os seus membros de Travel Designers e então consideramos que somos uma marca única, temos clientes únicos e temos a capacidade de tratar de viagens únicas, nem que seja para aquele cliente específico”.

Refira-se que esta é uma rede internacional semelhante à Virtuoso nos EUA. Sofia Marques explicou que a Traveller Made é composta por agências de viagens membros, e hotéis e DMC como parceiros. “Para sermos membros, passamos por um rigoroso processo de candidatura em que temos de comprovar à rede que temos um negócio no segmento luxury”.

A nossa entrevistada sublinha que “as vantagens de pertencermos a esta rede são várias e, uma delas é que os hotéis incluídos também passam por uma avaliação muito rigorosa. Está garantido que dentro da rede só existem hotéis cujo posicionamento, serviço e forma de estar no mercado está alinhado com o próprio posicionamento da rede. Além disso, têm de dar um conjunto de vantagens exclusivas às agências sempre que utilizamos essas unidades, e que oferecemos aos nossos clientes a custo zero. Isto coloca-nos num patamar diferente no mercado”, precisou.

O mesmo acontece em relação aos DMC “o que nos permite garantir que o mais importante da viagem de um cliente, sobretudo à medida, é quando chega ao destino. Podemos fazer o melhor trabalho, mas quando o cliente chega ao local, as coisas têm de correr a 100% e, historicamente, temos tido uma experiência muito positiva pois estamos em contacto permanente com o cliente enquanto está a realizar a viagem”.

Em relação a 2023, Sofia Marques revelou que na Allways faz muito sentido continuar a apostar no segmento das luas de mel, “um produto que nos sá muito prazer tratar, e que acaba por ser um elemento fidelizador”.

A respeito de outras novidades, esclarece que “são sempre aquilo que vamos descobrindo e que podemos dar a conhecer aos nossos clientes. Os dois anos da pandemia deram-nos tempo para estudar os destinos, assistir a um conjunto de webinars, e a equipa esteve sempre ativa a ouvir as novidades, coisas que no passado, muitas vezes não conseguíamos encaixar na disponibilidade diária do trabalho. Soubemos que coisas diferentes que podemos proporcionar aos nossos clientes e temos estado a notar que isso tem feito uma diferença incrível, e acabámos por descobrir um novo objetivo de viagem dentro dos mesmos destinos”, concluiu.

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Agenda

Nuno Fazenda vai fazer Roteiro para o Turismo no Interior

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, vai percorrer o interior a partir desta terça-feira, dia 31 de janeiro, para ouvir e debater com os atores locais os desafios, as potencialidades e as prioridades do turismo nessas zonas do país.

Publituris

Segundo Nuno Fazenda, citado em comunicado do Governo, “mais interior é uma prioridade da política de turismo”, lembrando que este setor “assume um papel chave para um desenvolvimento mais harmonioso do nosso país, sem deixar nenhum território para trás”.

Assim, o governante indica que “o nosso objetivo com este roteiro é ouvir, em proximidade, os empresários, as instituições e as pessoas, para que esta agenda estratégica para o turismo seja construída com o território e as suas forças vivas”.

O comunicado do Ministério da Economia e Mar refere que o “Roteiro da agenda para o turismo no interior» tem início no dia 31 de janeiro e será o ponto de partida, com presença ativa no terreno, para a construção de uma Agenda para o Turismo no Interior, em proximidade e diálogo com empresas, instituições de ensino superior, municípios, associações e entidades públicas e privadas, e destaca que esta Agenda será composta por medidas e iniciativas para a valorização e afirmação do turismo no interior.

Este roteiro, dinamizado conjuntamente com o Turismo de Portugal e as Entidades Regionais de Turismo, inclui já esta semana, três sessões públicas nas regiões do Alentejo, Centro e Norte e a visita a projetos relevantes para o turismo e a empresas do setor, nomeadamente em Nisa, Évora, Estremoz, Elvas, Campo Maior, Viseu, São Pedro do Sul, Chaves, Valpaços e Peso da Régua. Esta iniciativa incluirá também o interior da região do Algarve e outros pontos do país a decorrer durante o mês de fevereiro.

 

 

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Turismo

OMT lança guia para acessibilidade com apoio de Portugal

Ferramenta anunciada na FITUR tem como foco empresas de acomodação, alimentação, conferências e exposições; objetivo é avaliar níveis de acessibilidade e desenvolver ou adaptar serviços. Portugal e Argentina apoiaram modelo.

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A Organização Mundial do Turismo (OMT), e parceiros estão a desenvolver esforços para implementar um amplo padrão internacional para acessibilidade em todo o setor, criando um guia para turismo acessível, com o compromisso de reconhecer as necessidades dos viajantes que vivem com deficiência.

A ferramenta foi lançada durante a FITUR 2023, tendo a OMT apresentando novas ferramentas orientadas para a implementação da norma UNE-ISO 21902 sobre Turismo Acessível, em toda a cadeia de valor.

O guia tem como foco empresas de hospitalidade, alimentação, conferências e exposições, e servirá como ponto de partida para avaliar os níveis de acessibilidade e desenvolver ou adaptar os seus serviços.

O conjunto de normas é uma continuação das diretrizes publicadas em dezembro, com foco nas administrações públicas.

Segundo a OMT, o apoio do Turismo de Portugal e do Turismo da Argentina foi fundamental para a comunicação com governos e destinos, responsáveis de políticas, estratégias e planos de marketing turísticos.

A diretora-executiva da OMT, Zoritsa Urosevic, refere que a “acessibilidade é fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”.

A agência reforça ainda que a acessibilidade é “uma grande oportunidade de inclusão social e negócios à medida que a recuperação do turismo continua”.

Este novo guia foi produzido em colaboração com as principais organizações da sociedade civil e da indústria, como a Sustainable Hospitality Alliance, o International Circle of Hospitality Directors, Cidh, e a European Network for Accessible Tourism, Enat.

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Transportes

Governo italiano e Lufthansa iniciam negociações exclusivas relativamente à ITA Airways

Governo italiano e o Grupo Lufthansa entraram em negociações exclusivas para a venda/compra da ITA Airways. O negócio deverá estar finalizado até abril.

Victor Jorge

A Lufthansa e o Ministério das Finanças italiano assinaram uma declaração de intenções sobre a entrada do grupo alemão na ITA Airways, avança o site alemão airliners.de, iniciando, assim, negociações exclusivas entre o Governo italiano e o Grupo Lufthansa, relata o ministério.

O Tesouro assinou uma carta de intenções com a Lufthansa para vender uma participação minoritária, indicando a Lufthansa que “as partes iniciarão agora negociações sobre o desenho de uma possível participação”, tendo sido acordada a confidencialidade sobre os detalhes do conteúdo.

Segundo informações da Agência de Notícias Alemã, ainda não há valores específicos de compra no memorando de entendimento assinado pela Lufthansa, ministério e representantes da ITA, avançando que o negócio deve dar-se “por meio de um aumento de capital”.

A Lufthansa visava inicialmente uma participação minoritária, mas quer garantir opções para a aquisição das ações remanescentes ao entrar na empresa, tendo sido dados 60 dias úteis para as negociações exclusivas, para que um acordo final pudesse ser alcançado em abril, seguindo-se a revisão da Lei de Concorrência pela Comissão Europeia.

“As negociações podem estar concluídas até à Páscoa”, referiu fonte familiarizada com o processo à agência de notícias Reuters. De acordo com um decreto do Governo italiano, aprovado em dezembro, a Lufthansa deve concordar em fortalecer o hub Roma-Fiumicino e expandir os negócios de longo curso da ITA.

A Lufthansa anunciou na semana passada que inicialmente queria comprar uma participação minoritária na ITA com a opção de assumir a companhia aérea inteiramente sob certas condições. Segundo informações privilegiadas, trata-se de uma participação de cerca de 40%, pela qual a Lufthansa quer pagar 200 a 300 milhões de euros.

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Fotos de banco de imagens por Vecteezy
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Residentes em Portugal viajaram mais no 3.º trimestre de 2022, mas números ainda estão aquém de 2019

Os residentes em Portugal realizaram 8,2 milhões de viagens ao longo do 3.º trimestre de 2022 (+5,8% comparado com o mesmo período de 2021). Se em território nacional se registou uma quebra (-0,6% face a período homólogo de 2021), as viagens ao estrangeiro cresceram 109%. Comparado com 2019, as viagens não recuperaram.

Victor Jorge

No 3.º trimestre de 2022, os residentes em Portugal realizaram 8,2 milhões de viagens, o que correspondeu a um acréscimo de 5,9% face ao mesmo período de 2021, mas ficou ainda a 5,8% face ao trimestre homólogo de 2019, indicam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

As viagens em território nacional corresponderam a 88,4% das deslocações (7,2 milhões), diminuindo 0,6% face ao 3.º trimestre de 2021, quebra menor que a registada face ao mesmo período de 2019, em que caíram 5,2%. Já as viagens ao estrangeiro, segundo avança o INE, cresceram 109%, encontrando-se ainda 10,6% abaixo dos níveis de 2019, totalizando 950,6 mil viagens.

Lazer domina viagens
O “lazer, recreio ou férias” foi a principal motivação para viajar no 3.º trimestre de 2022, contabilizando 5,5 milhões de viagens, +1,5% face ao 3.º trimestre de 2021, mas inferior em 4,9% face ao mesmo período de 2019, apesar da redução de representatividade (66,9% do total, -2,9 p.p.2 face ao 3.º trimestre 2021).

As deslocações nacionais referentes a esta motivação totalizaram 4,7 milhões de viagens (65,5%; -5 p.p.), enquanto as deslocações ao estrangeiro contabilizaram 737,7 mil viagens (77,6%; +18,8 p.p.).

Seguiu-se o motivo “visita a familiares ou amigos”, que cresceu 11,7% (-6,4% em relação ao 3.º trimestre de 2019), tendo atingido 2,2 milhões de viagens (26,4% do total, +1,4 p.p.). Neste capítulo foram realizadas internamente dois milhões de viagens correspondendo a 28,1%, +3,1 p.p.) enquanto ao estrangeiro realizaram mais de 129 mil viagens (13,6%, -12,4 p.p.).

Os “hotéis e similares” concentraram 31% das dormidas resultantes das viagens turísticas dos residentes no 3.º trimestre de 2022, reforçando a sua representatividade (+1,7 p.p.) e superando os níveis pré-pandemia (+3,7 p.p. face ao 3.º trimestre de 2019). O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (54,5% das dormidas, -2,2 p.p.).

Preferência vai para julho
Analisando os três meses que compõem o trimestre, o INE refere que o número de viagens aumentou em todos: +10,6% em julho, +4,7% em agosto e +1,9% em setembro. Face aos mesmos meses de 2019, apenas em julho se registou um ligeiro acréscimo (+0,7%), dado que em agosto e setembro se observaram reduções de 9,2% e 7,4%, respetivamente.

No 3.º trimestre de 2022, 45,2% das viagens foram efetuadas recorrendo à marcação prévia de serviços (+3,3 p.p.), proporção que atingiu 94% (+10,8 p.p.) no caso de deslocações ao estrangeiro e 38,8% nas viagens em território nacional (-0,5 p.p.).

A internet foi utilizada na organização de 29,9% das deslocações (+4,6 p.p.), tendo este meio sido opção em 66% (+0,7 p.p.) das viagens ao estrangeiro e em 25,1% (+2,3 p.p.) das viagens em território nacional.

Os dados do INE mostram ainda que no 3.º trimestre de 2022, cada viagem teve uma duração média de 6,05 noites (6,17 no 3.º trimestre de 2021; 5,76 no 3.º trimestre de 2019). A duração média mais baixa foi registada no mês de setembro (4,04 noites), enquanto a mais elevada ocorreu em agosto (6,68 noites).

No 3.º trimestre de 2022, 40% dos residentes realizaram pelo menos uma deslocação turística, +0,7 p.p. face ao 3.º trimestre de 2021 (-2,3 p.p. comparando com o 3.º trimestre de2019). Numa análise mensal, registaram-se aumentos na proporção de residentes que viajaram em julho e agosto (+2,2 p.p. e +0,7 p.p., respetivamente, face aos mesmos meses de 2021), tendo diminuído ligeiramente em setembro (-0,1 p.p.). Em comparação com os mesmos meses de 2019, as variações observadas foram de -0,6 p.p., -1,6 p.p. e -1,3 p.p., respetivamente.

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