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Ribau Esteves
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Ribau Esteves: “Sou completamente contra a taxa turística”

Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, será o anfitrião do congresso da APAVT, que se realiza naquela cidade de 8 a 11 de Dezembro. Recebeu o Publituris nos Paços do Concelho para uma entrevista exclusiva e falou sobre vário assuntos relacionados com o Turismo da cidade que dirige.

Ângelo Delgado
Ribau Esteves
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Ribau Esteves: “Sou completamente contra a taxa turística”

Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, será o anfitrião do congresso da APAVT, que se realiza naquela cidade de 8 a 11 de Dezembro. Recebeu o Publituris nos Paços do Concelho para uma entrevista exclusiva e falou sobre vário assuntos relacionados com o Turismo da cidade que dirige.

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Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, será o anfitrião do congresso da APAVT, que se realiza naquela cidade de 8 a 11 de Dezembro. Recebeu o Publituris nos Paços do Concelho para uma entrevista exclusiva e falou de tudo: do congresso, da cidade, da taxa turística, da colaboração com as diferentes entidades regionais de turismo, de novos hotéis, de ovos-moles e de moliceiros. Deu para tudo.

Que importância tem para a cidade de Aveiro um evento como o congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT)?

Dada a credibilidade da instituição, tem uma importância muito grande para a nossa cidade. Estamos a falar de individualidades que compram e vendem territórios, produtos turísticos e torna-se, assim, uma oportunidade muito grande para promovermos o nosso destino. Quando nos candidatamos a receber este congresso, tivemos, sempre, estes dados em mente. Que expectativas tem relativamente ao congresso? São muito altas! Esperamos ter uma grande adesão – como é normal nos congressos da APAVT – e temos já algumas entidades do município que vão associar-se ao evento numa pequena amostra que vai decorrer em simultâneo. Sabemos que estes pequenos eventos irão ocorrer e, por si só, já é algo que nos deixa satisfeitos. Haverá vários certames à margem do programa oficial, mas que têm como objectivo mostrar a nossa história, cultura e provocar um encantamento por terem estado em Aveiro durante os dias do congresso. Queremos que, quando as pessoas abandonem o evento, tenham noção que estiveram num território afável e de grande qualidade.

Qual a estratégia turística para Aveiro?

Dentro do que são as nossas competências municipais devemos cuidar dos nossos factores diferenciadores. Aqui, assentamos em dois pilares: o primeiro, a Cultura. Aveiro é uma cidade velha, com valores culturais e patrimoniais distintos, desde a Arte Nova ou o Museu de Santa Joana que foi erguido com base num convento dominicano com cerca de 500 anos de existência, ou mesmo as festas de São Gonçalinho, que se realizam em Janeiro. O outro pilar é essencialmente Ambiental, com base na ideia “Aveiro, Cidade dos Canais”. Queremos que os passeios de Moliceiro sejam, cada vez mais, a porta de entrada para a nossa Ria de Aveiro. A Ria é um episódio brutal de uma relação muito especial entre o Homem e a Natureza, que começa na ponta norte, em Ovar, e segue até sul, em Vagos e Mira. Trata-se de um território vasto e que tem uma diversidade enorme de valores para ser promovido. Temos ainda um aspecto cada vez mais relevante que é a componente sub-regional do somatório dos 11 municípios que referenciamos pela Ria de Aveiro. Aqui, o trabalho é feito em conjunto com a nossa Entidade Regional do Turismo – Turismo Centro de Portugal – que, convém referir, tem sede em Aveiro. Tem feito um trabalho de qualidade a construir esta região e produto que é o Centro de Portugal que, realce-se, é difícil de articular devido à sua diversidade, pois, por exemplo, integra 100 municípios. No entanto, temos tirado muito e bom proveito turístico resultante desta cooperação. Referir ainda o patamar nacional da nossa promoção turística: somos Portugal, somos uma peça do território e, nesse sentido, temos procurado tirar partido e contribuir para um fim conjunto. Temos tido excelentes resultados nesta área.

Não faria sentido, também, uma cooperação mais estreita com o Porto e Norte?

A resposta é: sim! No entanto, temos uma posição muito clara sobre este assunto: a região que nos financia através dos fundos dos projectos comunitários é o Centro. É aí que está a nossa base de operação, cooperação e alimentação financeira dos nossos projectos. Não abdicamos disso e estamos muito bem. Devemos cooperar com os outros, mas, atenção, os outros são todos! O Porto e Norte tem uma relação muito importante connosco, não só devido ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, ao Terminal de Cruzeiros que está em fase de nascimento ou à Galiza – um grande alimentador turístico de Aveiro – mas também no que diz respeito a questões institucionais e queremos aprofundá-la a este nível. Mas devo realçar a cooperação com a região de Castela e Leão, em Espanha: trata-se do país estrangeiro que nos fornece mais turistas e assim continuará. Quem está a sul, nomeadamente Lisboa, também é uma região com quem trabalhamos de forma afincada. Temos uma capital com um aeroporto e uma atractividade de grande importância a apenas duas horas de distância de Aveiro. Queremos, portanto, explorar um pouco de todas estas valências que nos rodeiam para alimentar o nosso Turismo. Possuímos ainda uma outra região que também gosto de destacar que é o Oceano Atlântico. Temos feito um bom trabalho no município mais marinheiro da região que é Ílhavo, onde está situado o Museu Marítimo, a história do bacalhau ou a regata dos grandes veleiros que cá têm vindo de quatro em quatro anos e faz-nos ver que temos uma relação privilegiada com o mar.

Aveiro

Qual o perfil do turista estrangeiro que visita a cidade?

Falando primeiro das nacionalidades, e como referido anteriormente, os espanhóis são o nosso mercado mais relevante. Depois, os franceses. A Holanda, a Alemanha e os países da Escandinávia têm crescido muito em Aveiro. Fora da Europa, destaque total para o Brasil, nação que tem dado um pulo imenso nos últimos anos. Realce ainda para algumas “novas nacionalidades” que têm aparecido com cada vez mais força: chineses, japoneses, norte-americanos e canadianos, sendo que aqui com um grande contributo da comunidade emigrante portuguesa que a região tem com enorme expressão quer nos Estados Unidos quer no Canadá.

Em termos de estadia média, como se encontra a região?

A nossa estadia média é baixa, mas, como todos sabemos, é uma das características da região Centro. Alguns vêm isso como um problema, mas a minha análise é distinta: observo este fenómeno como uma característica. Ainda não conseguimos estabilizar nas duas noites por visitante.

E de que forma poder-se-á alterar esta característica?

Em Lisboa, Algarve e Madeira existem muitas infra-estruturas hoteleiras de estar ou, por outras palavras, espaços onde os hóspedes podem ficar uma semana inteira ou mais. Aveiro não têm hotéis de estar e o Centro tem poucas unidades com essas características. O que temos, em maior número, são hotéis de… passar. Uma noite, duas noites e sigo para outro destino. Queremos chegar a uma estadia média de três noites, mas ainda temos que pedalar muito e isso só será possível atraindo mais gente, somando as ofertas diversas que o Centro disponibiliza, mas sabendo que não é nos próximos anos que vamos assentar numa hotelaria de estar.

Fale-nos um pouco sobre o mercado interno?

É o número um! O mercado interno representa 60% do bolo total, ficando o estrangeiro com os restantes 40%. E tenho muito gosto que continue a ser o principal mercado emissor, apesar de não ser muito bem compreendido de cada vez que digo isto. Temos 10 milhões de consumidores, há seguramente muitos portugueses que ainda não conhecem Aveiro com a profundidade que queremos, existem os que não vêm cá há imenso tempo e, portanto, temos um investimento no Turismo interno que queremos prosseguir. Ainda assim, uma nota: cada vez mais, o mercado interno significa Portugal + Espanha, ainda que estejamos a abordar o fenómeno de uma forma comercial. A quem já conhece a cidade, Aveiro tem para oferecer uma diversidade enorme de experiências que justificam um regresso. Para quem faz uma escapadinha de fim-de-semana ou aproveita uma ponte que o feriado proporcionou, Aveiro é um destino apetecível e é assim que nos queremos posicionar, onde temos investido e queremos continuar a investir nos próximos anos.

Aveiro

O ano de 2016 tem sido o de todos os recordes a nível nacional. Aveiro acompanhou a tendência?

Aveiro veio decrescendo em todos os indicadores turísticos entre 2010 e 2013, ao contrário do País, que começou a crescer a partir de 2011. Em 2014, tivemos uma ligeira ascensão – cerca de 4% -, para depois, em 2015, darmos um pulo – 16%. Este ano será fechado com novo pulo, em princípio superior ao do ano anterior: entre os 16 e 20%. Estamos numa boa fase, mas precisamos de crescer noutras áreas, nomeadamente na restauração, onde temos tido algumas situações de oferta esgotada, assim como na hotelaria. Temos dias a mais com as unidades hoteleiras esgotadas, embora tenhamos tido uma ajuda importante no alojamento local e nos hostels. Ainda que tenhamos recebido estas “ajudas” para colmatar a ausência de oferta da hotelaria tradicional, temos de criar condições para colmatar essa lacuna, já que a procura é crescente. Actualmente, temos 687 camas em empreendimentos turísticos mais 1326 camas em alojamento local. Nos próximos anos precisamos de duplicar estes números.

E estão previstos novos hotéis?

Desde a ponta final do ano passado e já em 2016 começámos a conversar com seis investidores, dois deles já com muita maturidade, com quem temos vindo a discutir este tema. Existe interesse, está detectada a necessidade por força do crescimento da notoriedade da cidade e, portanto, estamos a conversar activamente para dar mais camas a Aveiro. É minha convicção que, num futuro próximo, poderemos concretizar uma das operações que estão em conversações. Há um interesse objectivo para que isso suceda.

É conhecida a sua antipatia pela cobrança da taxa turística, um modelo que já está em velocidade de cruzeiro em Lisboa e que se estuda a sua aplicação no Porto. Por que razão é uma das vozes de protesto relativamente a esta medida?

Sou completamente contra a taxa turística porque nós queremos que os turistas venham para cá e deixem o seu dinheiro através do consumo, pois aqui já existe um imposto em cada compra que fazem: o IVA. É uma questão de princípio e filosofia fiscal, pois não tenho que taxar um turista apenas porque veio dormir à minha cidade. A taxa deve ser aplicada pela prestação de um serviço e, por isso, é desprovida de sentido objectivo. Que serviço presto ao turista que pagou a taxa? Nenhum. Quando cheguei à autarquia de Aveiro havia taxa turística, aliás, duas: a taxa de hotelaria, onde se cobrava um euro por noite e a taxa dos passeios de Moliceiro nas operações marítimo-turísticas no mesmo valor. Connosco, deixou de existir a partir de 2014 e estamos muito felizes com isso, pois chegámos a ter um conflito grave com a hotelaria e hoje cooperamos com ela e regularizamos a actividade dos operadores marítimo-turísticos, ou seja, pagam a licença devida no início do ano e começam a sua operação de forma normal.

Quais os principais produtos turísticos de Aveiro?

Em primeiro lugar, a cidade. Por ser um episódio único e por ter uma oferta diferenciada. Depois, devemos destacar a Arte Nova, que é um produto da maior importância. É importante referir que Aveiro é considerada uma das 10 cidades mais relevantes a nível europeu no que à Arte Nova diz respeito. O Moliceiro e a Ria são, obviamente, um factor central enquanto produto turístico e, por fim, a nossa gastronomia, com os ovos-moles a assumirem o lugar de maior destaque.­

Sobre o autorÂngelo Delgado

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Transportes

Lufthansa reativa operação com A380 a partir do verão de 2023

Detendo ainda oito Airbus A380, depois de ter vendido seis aeronaves, a companhia aérea alemão pretende reativar voos com este “gigante” a partir do verão de 2023, encontrando-se a analisar os destinos para onde voará.

O grupo Lufthansa decidiu reativar a operação com os Airbus A380, respondendo assim à procura por parte dos clientes e ao atraso na entrega das aeronaves entretanto encomendadas.

A companhia espera regressar aos voos de longo curso com o A380 a partir do verão de 2023, encontrando-se, atualmente, a estudar quantas aeronaves irá reativar e quais os destinos para onde voará.

A Lufthansa ainda possui 14 Airbus A380, parqueados em Espanha e França, tendo vendido já seis unidades, restando ainda oito no portefólio.

Os membros do Conselho de Administração da Deutsche Lufthansa AG anunciaram, em carta conjunta aos clientes, que, no verão de 2023, espera ter “um sistema de transporte aéreo muito mais confiável em todo o mundo”, sendo essa uma das razões para “receber de volta” os passageiros a bordo dos Airbus A380 que, segundo a companhia “gozam de grande popularidade”.

Além disso, a companhia está a fortalecer e a modernizar a frota com “cerca de 50 novas aeronaves de longo curso Airbus A350, Boeing 787 e Boeing 777-9 e mais de 60 novos Airbus A320/321 nos próximos três anos”.

De referir que o Airbus é o maior avião de passageiros com 73 metros de comprimento, 24 metros de altura, com capacidade de transportar 509 passageiros.

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Transportes

Norwegian Cruise Line lança nove itinerários de inverno nas Canárias com embarque em Lisboa

No total, a companhia de cruzeiros vai disponibilizar embarques em Lisboa para os nove cruzeiros pelas Canárias que vão ser realizados pelo navio Norwegian Sun, entre novembro de 2022 e março de 2023.

A Norwegian Cruise Line (NCL) anunciou que, no próximo inverno, vai disponibilizar embarques em Lisboa para os nove cruzeiros pelas Canárias que vão ser realizados pelo navio Norwegian Sun, entre novembro de 2022 e março de 2023.

Num comunicado enviado à imprensa, a NCL explica que o Norwegian Sun vai disponibilizar vários itinerários com partida da capital portuguesa, que variam entre os 10 e os 14 dias, e que, pela primeira vez desde 2017, passam pelo arquipélago espanhol das Canárias.

Além de Lisboa, os itinerário do Norwegian Sun vão contar também com embarques em Málaga e Santa Cruz de Tenerife, e incluem portos de escala que são novos para a companhia de cruzeiros, como a Ilha da Horta (Portugal), Puerto del Rosario, San Sebastián de la Gomera (ambos nas Ilhas Canárias), Ceuta (Espanha) e Agadir (Marrocos).

“As Ilhas Canárias sempre foram um ponto de interesse dos viajantes de todo o mundo e agora são muito mais quando se procura o muito desejado sol de inverno”, afirma Kevin Bubolz, Managing Director Europe da Norwegian Cruise Line, considerando que estes itinerários “dão uma combinação única das Ilhas Canárias com paragens em Portugal, no território continental de Espanha, bem como em Marrocos”.

Os cruzeiros do Norwegian Sun vão também oferecer aos passageiros a oportunidade de conhecer os destinos de noite, uma vez que preveem escalas com uma “média de 12 horas em cada porto, com uma estadia prolongada até à noite em Lisboa, Santa Cruz de Tenerife, Las Palmas (Espanha) e Casablanca (Marrocos)”, estando mesmo previstas escalas noturnas no Funchal e em Santa Cruz de Tenerife.

Além do Norwegian Sun, a NCL vai ter em operação, este verão, nove cruzeiros na Europa, incluindo o Norwegian Prima, o membro mais recente da frota da NCL e o primeiro da inovadora Prima Class, que está prestes a inaugurar os cruzeiros na Islândia, em agosto de 2022. A par da Islândia, a NCL oferece também itinerários pelas Ilhas Gregas, Fiordes na Noruega, Mediterrâneo e Canárias.

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Aviação

Governo neerlandês quer cortar 20% das operações no aeroporto de Schiphol

Os planos do Governo neerlandês em cortar 20% dos voos no aeroporto de Amsterdão (Schiphol) não caíram bem na indústria da aviação.

O Governo neerlandês está a planear cortar em cerca de 20% as operações no aeroporto Schiphol (Amsterdão) com o intuito de reduzir a poluição sonora.

Pelo que é relatado na imprensa do país, este corte limitará a 440 mil os voos no aeroporto da cidade neerlandesa em novembro de 2023, pelo que, se a medida for aprovada, as autoridades neerlandesas não prolongarão mais os esforços com medidas relacionadas com questões sonoras.

A indústria da aviação já veio comentar esta possível aprovação por parte do Governo de Mark Rutte, admitindo tratar-se de um “golpe tremendo” para a aviação, emprego e economia, com os responsáveis da Air France-KLM a frisar que esta decisão poderá “cortar a capacidade de Schiphol funcionar com um ‘hub’”.

A KLM comentou, inclusivamente, que esta decisão fará com que terá de se “livrar” de aviões mais pequenos e concentrar-se em unidade de maior porte. “A rede intrincadamente conectada da KLM – que atualmente serve 170 destinos – não será mais sustentável”, referiu a companhia aérea.

Já Olivier Jankovec, diretor-geral da ACI EUROPE, salienta que “a decisão do Governo reduzirá a capacidade do aeroporto e tornará os Países baixos mais pequenos”.

Do lado da International Air Transport Association (IATA), Willie Walsh, diretor-geral da associação, “o plano do Governo neerlandês limitará drasticamente a conectividade aérea que apoiou grande parte da economia do país”.

De referir ainda o Executivo neerlandês já declarou que não tomará qualquer decisão relativamente á abertura do aeroporto de Lelystad, antes do verão de 2024. Esta segunda infraestrutura aeroportuária na cidade de Amsterdão seria construída para dar à KLM uma oportunidade para se expandir, frisando o Governo que “precisa de resolver questões de rotas e uma licença referente a questões ambientais” antes de abrir o novo aeroporto.

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Transportes

Procura crescente por viagens exigem levantamento de restrições, pede ACI World

Com a forte procura por viagens e apesar das restrições ainda em vigor na Ásia, a ACI World estima que o tráfego de passageiros a nível global atinja 77% dos níveis registados em 2019, representando mais de 7 mil milhões de passageiros a nível mundial.

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No seu relatório trimestral, o Airports Council International (ACI) World salienta um impacto positive e imediato na procura global por viagens, “renovando o otimismo da indústria”. No entanto, frisa a ACI World, esta realidade “expôs ainda mais a recuperação desigual, uma vez que os principais mercados de aviação na Ásia-Pacífico ficam atrás dos seus pares ocidentais, pois continuam parcialmente fechados ao tráfego internacional”.

Os números da ACI World estimam uma melhoria significativa no tráfego de passageiros a nível global, já que, em 2022, deverá atingir 77% dos níveis registados em 2019, prevendo-se um total de 7,1 mil milhões de passageiros a nível mundial.

Relativamente ao ano de 2021, a ACI World refere que a COVID retirou 4,6 mil milhões de passageiros, comparado com os dados de 2019, representando uma perda de 50,3% do tráfego global de passageiros. Para os dois anos de pandemia, o conselho estima que se tenham perdido mais de 10 mil milhões de passageiros nos aeroportos mundiais.

Luís Felipe de Oliveira, diretor-geral do ACI World, refere no relatório que, com base nos dados mais recentes, “não há dúvida de que muitos viajantes estão ansiosos para retomar as viagens e os volumes do início do verão são uma prova disso” Depois da “privação de férias” e um crescente aumento na confiança nas viagens aéreas, proporcionado pelo aumento das taxas de vacinação e medidas de segurança, o responsável do conselho antevê que “o relaxamento das restrições ajudará a aumentar a propensão para as viagens aéreas e impulsionar a recuperação do setor”.

Luís Felipe de Oliveira admite que, “com muitos países a tomarem medidas para o retorno a uma certa normalidade, levantando quase todas as medidas de saúde e restrições de viagens, esperamos um salto na procura por viagens aéreas no segundo semestre de 2022”.

Contudo e mesmo com as tendências atuais relativamente ao tráfego aéreo, o ACI World considera que “ainda há muita incerteza em torno da recuperação do setor de aviação, principalmente no médio e longo prazo”. Embora muitos indicadores apontem para a recuperação, o setor também enfrenta “alguns ventos contrários, incluindo conflitos geopolíticos, inflação, risco de desaceleração económica, interrupções na cadeia de abastecimento, escassez de mão de obra e possíveis novas vagas de COVID”, lê-se no relatório.

No entanto, apesar dos riscos negativos, a indústria continua “confiante de que o potencial de recuperação para níveis de 2019 surja dentro de dois ou três anos”.

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Turismo

Turismo e lazer motivam mais de oito mil queixas à Deco

Atrasos de voos, cancelamentos de viagens, testes covid para entrar e sair do país, vouchers para utilizar mais tarde e reembolsos não conseguidos motivaram, desde o início do ano, mais de oito mil queixas dos consumidores às empresas que operam nas áreas de turismo e lazer, revela a Deco.

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A Deco Proteste recebeu, nos primeiros seis meses deste ano, um total de 8.773 reclamações dos consumidores em relação às empresas que operam no setor do turismo e lazer, número que subiu 128%, ou seja, mais do que duplicou face às 3.844 reclamações deste setor registadas no ano passado.

O número de reclamações subiu, segundo a entidade de defesa do consumidor, particularmente em abril, coincidindo com as férias da Páscoa, que refere ser um fenómeno que se explica facilmente com o regresso dos portugueses às muitas viagens adiadas durante os últimos dois anos de sucessivos confinamentos.

Com efeito, “os anos 2020 e 2021, mergulhados na pandemia de Covid-19, obrigaram a suspender muitas viagens já planeadas e converteram alguns dos valores pagos em vales (vouchers) para utilização posterior. A utilização dos vales nem sempre foi pacífica entre consumidores e operadores turísticos, gerando uma onda de reclamações sobre os prazos de validade dos vales e as condições impostas para a sua validação”, noticia a Deco Proteste na sua página oficial. Desde o início de 2020, a entidade recebeu 1.785 queixas relacionadas com vouchers de viagens, acrescenta.

Cumprir as obrigações de testagem impostas pelo Governo para entrar e sair do país também não foi fácil para muitos consumidores. Os atrasos de alguns voos deixaram expirar o prazo de validade de muitos testes feitos propositadamente para a ocasião, sem que fosse possível voltar a repetir o teste à covid em tempo útil para seguir viagem, pode-se ler.

A estas reclamações, destaca ainda a Deco, juntaram-se muitas outras relacionadas com atrasos e cancelamentos de viagem, pedidos de reembolso e de indemnização, além de queixas sobre estadias em locais que não correspondiam às expectativas anunciadas no momento da reserva.

A entidade sublinha ainda que, neste setor, e registados no Portal Reclamar, que mantém um canal de comunicação direto com as empresas reclamadas, garantindo um tratamento mais rápido e eficaz de cada uma das queixas ali registadas, ou seja, no máximo de cinco dias, as queixas à TAP ocupam a quinta posição de todas as empresas mais reclamadas, em todos os setores de atividade. Fazem ainda parte da lista de dez empresas mais reclamadas a E-dreams.

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China reduz período de quarentena para visitantes internacionais

O período de quarentena para visitantes estrangeiros que pretendam entrar na China foi reduzido de 21  para sete dias em instalações designadas pelo governo, mais três no domicílio.

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O período de quarentena para visitantes estrangeiros que pretendam entrar na China foi reduzido de 21  para sete dias em instalações designadas pelo governo, mais três no domicílio, avança a Lusa, que cita a Comissão Nacional de Saúde chinesa.

As novas regras foram anunciadas esta terça-feira, 28 de junho, mas algumas das medidas já se encontram em vigor desde o início do mês em Pequim, assim como nas províncias de Hubei, Zhejiang e Jiangsu.

O alivio de restrições na China surge depois de a maioria dos países do mundo ter abolido barreiras para viagens internacionais e representa a mudança mais significativa relativamente à COVID-19 no país, uma vez que a China continua a seguir uma política de ‘zero casos’, mantendo, por isso, as fronteiras praticamente encerradas a cidadãos estrangeiros, desde março de 2020.

Com a mudança, os estrangeiros passam também a poder, desde 20 de junho, visitar familiares chineses diretos ou viajar para o país, caso tenham residência permanente na China continental, não precisando de apresentar uma carta convite de uma autoridade de nível provincial, ao solicitar um visto de trabalho, como acontecia até aqui.

As autoridades da aviação civil da China também disseram, no início deste mês, que o número de voos internacionais está a aumentar e que estão a falar com vários países para ampliar o número de rotas, tendo várias companhias aéreas na China indicado ainda que estão a planear lançar novas rotas internacionais.

Apesar disso, a Lusa lembra que os voos para a China continuam sujeitos à política do “circuit breaker” (‘interruptor’), o que quer dizer que, quando são detetados cinco ou mais casos a bordo, a ligação é suspensa por duas semanas. Caso haja dez ou mais casos, a ligação é suspensa por um mês.

As autoridades chinesas anunciaram na semana passada, por exemplo, a suspensão da ligação aérea entre Portugal e a China pelo período de um mês, após detetarem dez casos de covid-19, a 12 de junho, num voo oriundo de Lisboa.

 

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Eventos Publituris

Fotogaleria dos Meeting Forums do Publituris

Durante três dias, 17 buyers internacionais ficaram a conhecer a oferta dos 21 suppliers nacionais que marcaram presença nos Meeting Forums do Publituris.

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Durante três dias – de 21 a 23 de junho – o Publituris colocou frente-a-frente buyers internacionais com suppliers nacionais na 6.ª edição dos Meeting Forums by Publituris, realizado no Vila Galé Sintra.

O programa dos Meeting Forums iniciou-se com um Welcome Drink, seguido de jantar no Palácio de Sintra, oferecido pela Câmara Municipal de Sintra onde os presentes tiveram oportunidade de descobrir a beleza do histórico edifício.

O segundo dia iniciou-se com as reuniões one-to-one, nas quais os suppliers nacionais tiveram oportunidade de dar a conhecer as ofertas disponíveis para os mais diversos mercados internacionais que marcaram presença no evento.

Depois de almoço, seguiu-se um tour pela região de Sintra, com prova de vinhos e visita a alguns dos mais emblemáticos locais da vila.

O jantar decorreu no Rooftop do Hotel Mundial, oferecido pelo PHC Hotels Group, e no qual os convidados tiveram oportunidade de contemplar a beleza da cidade de Lisboa, desde o castelo de São Jorge, à Baixa lisboeta com o rio Tejo como fundo.

O último dia começou, novamente, com reuniões de trabalho, seguindo-se um almoço no Sky Bar do Hotel Tivoli Oriente Lisboa, oferecido pelo Minor Hotels Group.

Presente nos Meeting Forums do Publituris, que contou com o apoio do Turismo de Portugal, e teve a TAP Air Portugal como companhia aérea oficial e a PHC Hotels, YVU Produções, Tivoli Oriente, Associação Turismo de Sintra e Hotéis Vila Galé como parceiros, marcaram presença 17 buyers internacionais e 21 suppliers nacionais.

Os buyers internacionais presentes foram:
CCMG – Congress Consulting Management Group – Dinamarca
Corporate Travel Agency s.r.o. – Praga (Rep. Checa)
Direct Travel – Montreal (Canadá)
Venue Find Group – Reino Unido
Goway Travel – Toronto (Canadá)
New Wave Travel – Toronto (Canadá)
The Travel Agent Next Door – Toronto (Canadá)
Exotik Journeys Travelbrands – Montreal (Canadá)
Windrose – Berlim (Alemanha)
Zitango Travel – Miami (EUA)
CVC Viagens – Brasil
Mapa Mundo – Espanha
Special Tours (Grupo Avoris) – Espanha
Grupo CDV – Espanha
Voyzant – Montreal (Canadá)
Lumuna Associates International – Reino Unido

Do lado dos suppliers nacionais estiveram:
Hotel Cascais Miragem
Hotel Palácio Estoril
Grupo Nau
Hotéis Olissippo
Pestana Hotels & Resorts
Go Health Portugal
EcorkHotel Évora
PHC Hotels
Domitur DMC
Bensaude Hotels Collection
Around Portugal DMC
Azoris Hotels & Leisure
Vila Galé Hotéis
Liberty International DMC
Voqin
Minor Hotels
TAP Air Portugal
Associação Turismo de Sintra
AlgarExperience
Gr8 Events
Turismo de Portugal

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Turistas dizem-se “pouco preocupados” com propagação da pandemia

À medida que a procura pelas viagens aumenta a nível internacional, são cada vez menos as preocupações relativamente à propagação da COVID-19 junto de que quer viajar, revelam os dados mais recentes avançados pela GlobalData.

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Os turistas revelam-se pouco preocupados com a pandemia da COVID-19, à medida que a confiança para viajar está em alta. De acordo com um inquérito realizado pela GlobalData, 57% dos inquiridos admitiram “não estarem preocupados” ou “pouco preocupados” com a propagação da COVID-19, sugerindo que “os turistas estão mais preparados para viver com o vírus”.

Hannah Freem Travel and Tourism Analyst da GlobalData, refere que “as previsóes para o turismo em muitos países é mais otimista do que em qualquer altura nos últimos dois anos”. Contudo, a responsável adverte que “a turbulência e incerteza da COVID-19 causou muitos desafios que poderá complicar a recuperação. A crescente procura, associada aos despedimentos e flexibilização do trabalho, bem como a concorrência por recursos humanos com outros setores de atividade, resultaram em falta de pessoal em diversas economias dependentes do turismo”.

À medida que os diferentes países levantam as restrições e o turismo regressa em diversas partes do mundo, as questões relacionadas com a higiene e segurança continuam a ser uma prioridade, salientando a consultora que “a coordenação com protocolos que protejam trabalhadores, comunidades, viajantes, enquanto apoiam as empresas e os seus recursos humanos, terão de ser implementados de forma a aumentar a confiança nas viagens”.

Hannah Free conclui ainda que “a recuperação pós-pandemia da indústria global das viagens e do turismo está a ganhar força à medida que a procura pelas viagens internacionais está de regresso”.

As mais recentes previsões da GlobalData revelam que, numa escala global, as partidas internacionais atingiram 68% dos níveis pré-pandémicos, prevendo que melhore para 82%, em 2023, e para 97%, em 2024, ultrapassando os níveis de 2019 em 2025, estimando-se ficar nos 101% face a 2019.

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Contributo direto e indireto do turismo para o PIB foi de 16,8 MM€, em 2021

A atividade turística, em Portugal, terá tido um contributo total (direto e indireto) de 8% para o PIB, em 2021, comparando com os 6,6%, de 2020, e 11,8%, em 2019

Victor Jorge

De acordo com as contas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a atividade turística, em Portugal, terá tido um contributo total (direto e indireto) de 8% para o PIB, correspondendo a 16,8 mil milhões de euros, e de 7,9% para o VAB da economia nacional, ou seja, 14,4 mil milhões de euros.

Os dados divulgados pelo INE mostram que Valor Acrescentado Bruto gerado pelo Turismo (VABGT), em 2021, face a 2020, registou um aumento nominal de 27,3%, representando 5,8% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) nacional (4,8% em 2020), situando-se ainda 2,3 pontos percentuais (p.p.) abaixo de 2019, ano em que representou 8,1% do VAB da economia.

As contas feitas pelo INE indicam que O VABGT totalizou 10.671 milhões de euros em 2021, enquanto o Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE) cifrou-se em 21.334 milhões de euros, o equivalente a 10,1% do PIB (8,4% no ano anterior e 15,3% em 2019).

Na comunicação feita pelo INE pode ler-se que o ano de 2020 foi marcado por “uma forte contração da atividade económica, que se traduziu numa diminuição de 8,4% do PIB em volume”. Assim, as contas indicam uma “redução da atividade turística que terá contribuído com -5,6 p.p. para aquele resultado, o que corresponde a cerca de 2/3 da redução do PIB”. Já em 2021, “o PIB aumentou 4,9%, em volume, com o turismo a contribuir com 1,8 p.p. para este resultado”.

“Os produtos que mais contribuem para o PIB turístico, como os serviços de alojamento, a restauração e similares, os transportes (especialmente os transportes aéreos) e os serviços de aluguer, foram os que mais sofreram os impactos económicos da pandemia COVID-19, o que se refletiu em reduções, em volume, entre 46,5% e 65,7% no PIB turístico gerado por estas atividades, em 2020”, refere o INE.

Em 2021, os mesmos produtos observaram, em regra, “crescimentos intensos” (entre 14,4% e 59,1%) face ao ano anterior, à exceção dos serviços de aluguer, que continuaram a registar um decréscimo.

Em 2021, quer as importações, quer as exportações de turismo observaram um aumento próximo de 30%, face ao ano anterior. Contudo, os valores foram ainda inferiores aos registados em 2019, indicando o INE uma redução de “31% no caso das importações e -45,6% no caso das exportações”.

Considerando a informação disponível para o ano de 2020 para países europeus (dados provisórios ou preliminares), observou-se que Portugal foi o país que registou maior importância relativa da procura turística no PIB (8,4%).

Em termos de variação, os dados divulgados pelo INE mostram um “decréscimo significativo da procura turística em 2020 em todos países europeus com informação disponível, oscilando entre -29,6% (Áustria) e -60,3% (Espanha). Em Portugal, a procura turística diminuiu 49,1%, face a 2019.

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Tailândia confia no regresso “em força do turismo” com levantamento de restrições

Com o alivio de restrições previsto a partir de 1 de julho, a Tailândia mostra-se confiante e diz que o turismo “vai voltar em força”, incluindo por parte do mercado português.

Inês de Matos

A 1 de julho, a Tailândia deixa de exigir o Thailand Pass e o seguro de saúde contra a COVID-19 para entrar no país, num levantamento de restrições que deverá resultar no regresso “em força” do turismo ao país, incluindo por parte do mercado português, acredita Rosário Louro, representante da Autoridade do Turismo da Tailândia (TAT) em Portugal.

“A expetativa é muito boa, acho que o turismo vai voltar em força e sentimos isso porque os agentes de viagens estão, em força, a programar a Tailândia”, disse a responsável ao Publituris, à margem do Festival da Tailândia, que decorreu este fim-de-semana, em Belém, Lisboa.

Rosário Louro explica que, durante os últimos três meses, a TAT tem vindo a trabalhar para promover o destino e preparar o regresso do turismo depois da COVID-19, a exemplo da participação da Tailândia na BTL, de uma campanha com a Bestravel, do passatempo da Tailândia, do Festival da Tailândia e de uma famtrip ao país, em abril, em que participaram oito operadores turísticos portugueses.

Apesar da expectativa positiva, Rosário Louro considera que, este ano, ainda não será possível regressar aos números de 2019, ainda que se mostre confiante que, no próximo ano, já seja possível até alcançar um crescimento face ao período pré-pandemia.

“É evidente que, este ano, ainda não vamos chegar ao ano de 2019, mas estamos a preparar tudo para que, no próximo ano, possamos voltar aos números normais e já deverá haver um crescimento”, afirma a responsável, sublinhando que o preço das viagens é, neste momento, o principal obstáculo ao aumento do número de turistas portugueses na Tailândia.

Tal como Rosário Louro, também Krongkanit Rakcharoen, Embaixadora Tailândia em Portugal, se mostra confiante na recuperação do turismo já este ano, incluindo por parte do mercado português.

“Esperamos mais turismo, por isso é que estamos a levantar as restrições a partir de 1 de julho. A partir dessa data, as pessoas vão ter maior liberdade para visitar a Tailândia e, por isso, é expetável que o país consiga atrair mais turistas. Também de Portugal, como é óbvio”, afirmou Krongkanit Rakcharoen ao Publituris, após a inauguração oficial do Festival da Tailândia.

De acordo com a Embaixadora da Tailândia em Portugal, antes da pandemia, a Tailândia tinha recebido cerca de 52 mil turistas portugueses, um número que, segundo a responsável, é “maravilhoso para um país pequeno, com apenas 10 milhões de habitantes, e para um destino tão distante quanto a Tailândia”.

“Portanto, é um número elevado e esperamos voltar a esses números no mercado português, agora que estamos a relaxar as regras de entrada na Tailândia”, acrescentou, explicando que, a nível global, a Tailândia conta receber, este ano, entre sete a 10 milhões de turistas internacionais, subindo para os 20 milhões em 2023.

Krongkanit Rakcharoen destacou ainda a importância do Festival da Tailândia, que traz até Lisboa “o melhor da Tailândia sem ser necessário viajar”, como as danças, a gastronomia ou as massagens tailandesas, o que permite dar aos portugueses “uma pequena amostra daquilo que se pode encontrar na Tailândia”.

Passatempo com participação recorde

Além das várias ações promocionais que têm vindo a ser lançadas, a TAT retomou também o Passatempo da Tailândia, iniciativa que vai na 9.ª edição e que decorreu entre 14 de maio e 17 de junho, e no qual foi, segundo Rosário Louro, registada uma participação recorde.

“Sentimos um grande crescimento no passatempo que, este ano, teve uma participação quase 30% superior em relação ao ano passado. Tivemos cerca de 2.000 pessoas que passaram à fase final. De 4.500 concorrentes que se registaram, cerca de 2.000 passaram à fase final, o que mostra, não só o interesse que as pessoas têm, como a vontade que têm de conhecer a Tailândia porque, para participar no passatempo, é preciso pesquisar imenso e é uma coisa que dá trabalho. Por isso, é preciso querer muito”, revelou a responsável.

No próximo ano, acrescentou ainda Rosário Louro, a ideia é reforçar o passatempo ao nível dos prémios, com mais viagens e estadias de hotéis, uma vez que a iniciativa vai assinalar a 10.ª edição.

“No próximo ano, como o passatempo faz 10 anos, vamos tentar aumentar a oferta de prémios, com mais participação de hotéis porque sentimos que a Tailândia é um país que ainda pode explodir em Portugal, em termos de turismo”, concluiu Rosário Louro.

 

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